'Miss cadeia' de Foz do Iguaçu retira tornozeleira e é procurada pela polícia


Parvati Sanchez, presa em 2012, retirou o equipamento nesta quinta (26).
Segundo a Secretaria de Segurança, Justiça foi comunicada do rompimento.

Do G1 PR
Desfile presidiárias 4 (Foto: Fabiula Wurmeister/G1)Parvati era modelo em Caracas antes de ser presa
no Paraná (Foto: Fabiula Wurmeister/G1)
Quatro tornozeleiras eletrônicas foram encontradas nesta quinta-feira (26) com o lacre rompido em uma casa no Jardim Petrópolis, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Uma delas era usada por Parvati Sai Gomes Sanchez, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp).Parvati foi ‘miss cadeia’ em 2013 em Foz do Iguaçu.
Parvati era modelo em Caracas, na Venezuela, e havia conquistado o título de "miss princesinha 2008" no país de origem. Em março de 2013, ela foi escolhida Miss Centro de Reintegração Feminino (Cresf) de Foz do Iguaçu. “Esta é uma emoção completamente diferente da que vivi em outros concursos de beleza”, disse a venezuelana após a conquista.
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Conforme a Polícia Militar (PM), os equipamentos estavam abandonados na residência. As tornozeleiras foram recolhidas e entregues à Polícia Civil para as investigações.
De acordo com a Sesp, o rompimento foi percebido e comunicado à Vara de Execuções Penais (VEP), que deve emitir um mandado de prisão contra as quatro mulheres para que elas sejam consideradas foragidas. A VEP foi procurada pela reportagem, mas não prestou informações.
Com o rompimento, as quatro venezuelanas perdem o direito da progressão de regime, ou seja, terão que cumprir o restante da pena em regime fechado. Elas foram detidas em novembro de 2012 suspeitas de tráfico de drogas.
Na época, a Polícia Federal (PF) apreendeu 100 quilos de cocaína que estavam engomadas em roupas levadas na bagagem do grupo que ia para a Turquia.

PF indicia 19 por 'venda' de medidas provisórias


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A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira (26) 19 pessoas no inquérito que investigou a suspeita de "compra" de medidas provisórias em benefício do setor automotivo, incluindo a ex-secretária de Comércio Exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e da Receita Federal, Lytha Spíndola, e o ex-diretor de comunicação do Senado Fernando Cesar Mesquita por suposta corrupção passiva.
Também foram indiciados representantes das empresas Caoa, da montadora Hyundai, e MMC, da Mitsubishi, por suspeita de corrupção ativa.
O indiciamento da PF não significa culpa formada, mas sim que a polícia encontrou indícios suficientes para atribuir a uma pessoa a autoria de um crime. As conclusões da PF serão agora analisadas pelo Ministério Público Federal, que tem a atribuição de apresentar ou não denúncia ao Judiciário. O caso tramita na 10ª Vara Federal de Brasília.
O inquérito é um desdobramento da Operação Zelotes, que desde março passado investiga venda ilegal de decisões no Carf, conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de empresas contra multas aplicadas pela Receita Federal. Além do inquérito agora concluído pela PF, tramitam pelo menos outros 19 sobre o mesmo tema.
A PF decidiu que ainda que toda a parte da investigação referente a um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luis Claudio Lula da Silva, será desmembrada e objeto de um novo inquérito específico, ainda sem prazo para acabar. Na mesma investigação entrarão os dados relativos ao ex-ministro Gilberto Carvalho.
Uma empresa do filho de Lula, a LFT Marketing Esportivo, recebeu R$ 2,5 milhões entre 2014 e 2015 de uma empresa do lobista Mauro Marcondes Machado, que tinha empresas automotivas como clientes. A PF considerou "contraditórias e vazias" as explicações de Luis Claudio sobre o objetivo desses pagamentos. O filho do ex-presidente alega ter prestado serviços na área esportiva.
Todos os investigados no inquérito sobre suspeita de "compra" das medidas provisórias negaram envolvimento com irregularidades.
Fernando César Mesquita disse à Folha nesta quinta-feira (26) que as suspeitas da PF são "um negócio meio delirante". "Eu li todo o inquérito. Não tem absolutamente nada contra mim, ninguém me acusa de nada, não tem nada que possa me colocar como colaborador de qualquer grupo. É até risível dizer que eu fui corrompido para corromper senadores ou que eu poderia pedir a um senador para votar de um jeito ou de outro", disse o ex-diretor de comunicação do Senado.
O advogado João Paulo Boaventura, que defende Lytha Spíndola, disse que recebe "com toda a tranquilidade" a notícia do indiciamento. "Ela vai provar nos autos da denúncia sua inocência, com muita tranquilidade e muita calma", disse Boaventura. O advogado afirmou que os pagamentos feitos pelo lobista Mauro Marcondes à firma dos filhos de Lytha referem-se à prestação de serviços "que foram devidamente comprovados" no inquérito. O defensor lamentou que ainda não tido acesso a todos os documentos e provas que integram a Operação Zelotes.
Por meio de nota, a MMC Automotores do Brasil (Mitsubishi) disse que não vai comentar o indiciamento do ex-presidente da empresa Paulo Arantez Ferraz e do sócio-fundador Eduardo Souza Ramos.
Por meio de assessoria, a Caoa afirmou que até o momento não tomou ciência do indiciamento de Carlos Alberto Oliveira Andrade e voltou a frisar que a empresa não cometeu "qualquer tipo de irregularidade ligada às investigações desta operação". 

Delcídio confirma que voz gravada é dele, mas se diz inocente


Senador preso na PF prestou depoimento de quase quatro horas.
Ele é acusado de tentar impedir delação de ex-diretor da Petrobras.

Do G1, em Brasília
Delcídio do Amaral (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo)Delcídio do Amaral no Senado(Foto: Jefferson Rudy/
Agência Senado/Arquivo)
O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), confirmou em depoimento que é a voz dele que está na gravação em que o senador apresenta um plano de fuga para o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, segundo informou a defesa do parlamentar. Ele alegou, no entanto, ser inocente e negou que tenha oferecido mesada de R$ 50 mil mensais para que Cerveró evitasse fazer acordo de delação premiada.
As informações foram dadas pelo advogado do senador, Maurício Silva Leite, apósdepoimento de Delcídio de quase quatro horas de duração na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O senador está preso no local desde quarta-feira. Ele é investigado por supostamente ter tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

"Sim, sim [é ele que está nas gravações]. Nas reuniões que foram apresentadas, inclusive, ele confirmou a presença dele na reunião. E, nas explicações, ele explicou tudo o que foi conversado", contou Leite. "Ele alega inocência, certamente, e estamos aqui para provar isso", completou o advogado.
O advogado contou ainda que, durante o depoimento, Delcídio do Amaral foi "confrontado" com trechos da gravação e que "deu todas as explicações" para o delegado da Polícia Federal. "Nos questionamentos que foram realizados, ele foi confrontado com o áudio, deu todas as explicações de maneira contundente", afirmou Leite.

Leite disse também que Delcídio negou que tenha oferecido uma mesada, de R$ 50 mil, para Nestor Cerveró evitar um acordo de delação premiada ou, então, omitir o nome do senador durante depoimentos à Justiça Federal.
"Isso não ocorreu [de o senador ter oferecido dinheiro a Cerveró para convencê-lo a não fazer a delação]. Amanhã, nós vamos soltar uma nota à imprensa, explicando essa situação, mas já está esclarecido no depoimento dele e ele esclareceu essa situação, que isso não ocorreu", disse o advogado de Delcídio.

Maurício Silva Leite declarou ainda que Delcídio está "chateado" com o fato de ter sido preso, no âmbito da operação Lava Jato, mas que não comentou a decisão dos senadores que votaram pela continuidade de sua prisão. 
"O senador está muito chateado, está aguardando sereno o desenrolar das investigações, mas está muito preocupado com tudo isso que aconteceu", contou o advogado.
A defesa de Delcídio do Amaral disse que o suposto dinheiro – US$ 1,5 milhão – que o líder do governo teria recebido de Cerveró no processo da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, não esteve entre os questionamentos do delegado da Polícia Federal.
Novo depoimento
O advogado de Delcídio disse que, provavelmente, o senador vai prestar um novo depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público para tratar de questões que não foram abordadas no interrogatório desta quinta-feira, como a possível propina na aquisição da refinaria de Pasadena pelaPetrobras
"Ele, inclusive, provavelmente terá um novo depoimento, onde vai trazer novas declarações e vai responder a novos questionamentos. Isso foi conversado hoje e será marcado para uma próxima oportunidade. Imagino que seja o mais rápido possível, porque estamos tratando de um senador que está preso", argumentou Leite.

O advogado disse, ainda, que Delcídio não recebeu visita de familiares e que não foi cogitada a possibilidade de o petista ser transferido para uma detenção em Mato Grosso do Sul para ficar próximo da família. Marcelo Leite afirmou que não sabe quanto tempo Delcídio precisará ficar preso na Superintendência da PF.

André Esteves e executivos do BTG não têm seguro para blindar patrimônio pessoal


Aline Bronzati

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  • Agência Reuters
    A fortuna de Esteves é estimada em mais de R$ 9 bilhões, segundo a Forbes - Foto: Agência Reuters
    A fortuna de Esteves é estimada em mais de R$ 9 bilhões, segundo a Forbes
O presidente do BTG Pactual, André Esteves, preso nesta quinta-feira, 25, pela Polícia Federal em mais uma operação da Lava Jato, e os demais executivos do banco não possuem seguro que protege o patrimônio pessoal caso acionados na Justiça (D&O, na sigla em inglês), segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.
A apólice é bastante demandada por empresas de capital aberto que têm de seguir regras mais rígidas de governança e, principalmente, por bancos e seguradoras que estão expostos a uma cadeia de stakeholders que inclui órgãos reguladores, colaboradores e clientes.
A razão para o BTG não ter seguro D&O para seus executivos - a proteção é tida como um benefício na retenção de talentos -, de acordo com fonte do mercado, é para que tenham mais responsabilidades na tomada de decisões. No entanto, especialistas lembram que o produto tem uma função muito mais de prevenção do que de estímulo à má gestão.

"Seria equivalente a não comprar seguro contra a quebra de uma máquina para o pessoal da manutenção trabalhar", contrapõe um especialista do setor, acrescentando que grandes instituições financeiras no Brasil e ao redor do mundo adquirem D&O para proteger seus executivos.
O mercado de seguros oferece, inclusive, um seguro D&O sob medida para bancos e seguradoras. Embora não possa ser acionado em uma ação penal nem cubra casos dolosos e fraudes, a apólice protege o executivo até que provem o contrário. "Hoje, o judiciário penhora os bens do dia para a noite e o executivo pode ficar sem recursos para arcar com os custos de defesa. Ao não ter seguro D&O para seus executivos, o BTG assumiu o risco", explica a fonte.
Pesa ainda o fato de Esteves acumular a presidência do BTG e do conselho de administração do banco. Ele ainda é membro do conselho de administração da BM&FBovespa.
A fortuna de Esteves é estimada em mais de R$ 9 bilhões, segundo a Forbes. Com 46 anos, o executivo, que veio de uma família carioca de classe média, é o 13º bilionário do País e comanda um banco de mais de R$ 300 bilhões em ativos. A instituição é a sexta maior, segundo o Banco Central, sem considerar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e já somando Bradesco e HSBC.
O temor em torno da Lava Jato e da crise política econômica que o Brasil atravessa colocou o seguro D&O em evidência no País. Até setembro, essas apólices movimentaram R$ 244,419 milhões, montante quase 35% maior do que o registrado em igual intervalo do ano passado, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). As líderes desse setor são as seguradoras Allianz, Ace, Zurich e AIG.
Procurado, o BTG não se manifestou sobre o assunto. Ontem o banco informou, em nota, que "está à disposição para prestar os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras".

Depois de quase quatro horas, termina depoimento de Delcídio na PF

26/11/2015 20h15 - Atualizado em 26/11/2015 20h16


Oitiva começou por volta das 15h30 e terminou às 19h10, segundo PF. Líder do governo foi interrogado por delegado da Operação Lava Jato.

Do G1, em Brasília
Terminou na noite desta quinta-feira (26) depoimento de quase quatro horas do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O interrogatório começou por volta das 15h30 e terminou às 19h10. A oitiva foi conduzida pelo delegado Thiago De Lamare que atua na força-tarefa da Lava Jato e foi acompanhada por dois advogados do petista e dois procuradores da República.
O senador é investigado por supostamente ter tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, motivo pelo qual foi preso na manhã desta quarta-feira.
Segundo a Procuradoria Geral da República, Delcídio ofereceu R$ 50 mil mensais à família de Nestor Cerveró para tentar convencer o ex-diretor da área internacional da Petrobras a não fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
Os dois procuradores da República que estavam presentes ao depoimento deixaram a Superintendência da PF sem falaram com a imprensa. Os advogados de Delcídio não haviam saído do prédio, até a última atualização desta reportagem.

Universitário é preso após tentar matar namorada grávida na Bahia


Caique Arouca foi preso em flagrante por tentativa de homicídio triplamente qualificado Foto: Reprodução / Vermelhinho Bahia
Júlia Zaremba
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Um universitário de 19 anos foi preso nesta terça-feira na cidade de Camaçari, na Bahia, após ter tentado matar a namorada grávida, de 18. Segundo a Polícia Civil, Caique Arouca envenenou Emely Caroline dos Santos Silva, a enrolou com um saco de lixo e a agrediu brutalmente com um pedaço de madeira, chutes e socos. O crime ocorreu na noite de segunda-feira, na Barra do Jacuípe.
A jovem foi socorrida por policiais e encaminhada para o Hospital Menandro de Farias, onde está internada sem risco de morrer. O rapaz, de uma família de classe média alta e estudante de engenharia na Unifacs, em Salvador, foi preso em flagrante por tentativa de homicídio triplamente qualificado. Caso Emely perca o bebê, Caique pode responder ainda por aborto.
De acordo com a delegada Maria Danielle Monteiro, da Delegacia Territorial de Vila de Abrantes, Caique descobriu há duas semanas que Emely, com quem mantinha relações sexuais desde março, estava grávida. Na delegacia, o universitário confessou o crime, e contou os detalhes da ação.
A jovem está internada no Hospital Menandro de Farias e não corre mais risco de vida
A jovem está internada no Hospital Menandro de Farias e não corre mais risco de vida Foto: Reprodução / Vermelhinho Bahia
Emely foi enrolada em um saco de lixo e brutalmente agredida
Emely foi enrolada em um saco de lixo e brutalmente agredida Foto: Reprodução / Vermelhinho Bahia
— Na noite de segunda, ele a atraiu para um local de despejo irregular de lixo no litoral de Camaçari e colocou veneno no nariz e na boca da moça. Quando ela desmaiou, Caique a enrolou em um saco de lixo e começou a desferir golpes contra sua cabeça com um pedaço de madeira grande e pontiagudo. Também deu chutes e usou um coco para golpeá-la — relata a delegada.
Acreditando que Emely estava morta, Caique fugiu e deixou o corpo no local. O que ele não esperava era que a jovem fosse acordar no meio da noite e andar até uma estrada próxima em busca de socorro. Segundo a delegada, a vítima chegou muito debilitada no hospital, mas está se recuperando bem.
Emely levou foi golpeada na cabeça diversas vezes
Emely levou foi golpeada na cabeça diversas vezes Foto: Reprodução / Vermelhinho Bahia
O saco em que foi enrolada foi apreendido pela polícia
O saco em que foi enrolada foi apreendido pela polícia Foto: Reprodução / Vermelhinho Bahia
Caique alegou que cometeu o crime porque já tinha um filho e não queria assumir outro. Segundo a delegada, em nenhum momento ele demonstrou arrependimento.
— O que mais nos chocou foi a frieza dele ao relatar os fatos. Ficou claro que foi premeditado — diz.
No local do crime, foram apreendidos sacos de lixo, barbantes e outros materiais usados por Caique, além de pertences pessoais da jovem. O rapaz, que tem antecedentes por uso de entorpecentes, está preso na carceragem da Delegacia Territorial de Vila de Abrantes.
Pertences da jovem foram apreendidos no local do crime
Pertences da jovem foram apreendidos no local do crime Foto: Reprodução / Vermelhinho Bahia
Universitário é preso após tentar matar namorada grávida na Bahia


Atores comentam denúncia de Bernardo Cerveró: 'Limpou o nome'


Procurados pelo EGO, amigos do teatro contaram que o ator sempre foi uma pessoa correta e que anda afastado devido ao escândalo político.

Priscila Bessado EGO, no Rio
Bernardo Cerveró e Breno Guimarães em 'Torturas de um coração' (Foto: Arquivo pessoal)Bernardo Cerveró (com o rosto pintado de preto)
e Breno Guimarães (com o violão) em
'Torturas de um coração' (Foto: Arquivo pessoal)
Bernardo Cerveró mantinha uma discreta carreira no teatro, com direito a participação em uma companhia teatral junto com o diretor Almir Telles, professor da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), no Rio, e peças reconhecidas em premiações do segmento no país. Mas o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró saiu do anonimato nesta quarta, 25, ao ganhar as principais manchetes por um feito que resultou na prisão do líder do Governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS). Bernardo entregou à polícia uma gravação em que Delcídio oferece vantagens a seu pai para ele não fazer uma delação na Operação Lava Jato.
EGO NAS REDES SOCIAIS
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De acordo com informações do "Jornal da Globo", o ator de 34 anos teria levado quatro equipamentos para gravar a reunião. Ele registrou Delcídio oferecendo R$ 50 mil mensais à família de Nestor e afirmando que o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, bancaria a fuga do ex-diretor da Petrobras para a Espanha. Em troca da propina e do plano de fuga, os nomes do parlamentar e do banqueiro não deveriam ser citados. Nesta quarta, ambos foram presos. Bernardo teria levado celulares extras, sabendo que o parlamentar tinha o hábito de trancar os aparelhos dos visitantes em um armário para evitar gravações. Porém, ele só teria tido tempo de ligar um deles, que ficou escondido em seu bolso.
Procurado pelo EGO, o ator Breno Guimarães, que conheceu Bernardo quando estudava na CAL, contou que se surpreendeu com o desfecho do caso, mas não com a atitude do amigo. "Ele é um cara supercorreto. Soube pelos jornais e, sinceramente, me surpreendeu não por subestimar a inteligência e o caráter dele, mas pela reviravolta. Ele talvez tenha se resignado a ficar meio recluso por tudo que está envolvendo o nome dele. Essa história toda acabou estragando a carreira dele, e ele é um cara do bem", contou Breno, afirmando que Bernardo anda sumido.
Bernardo Cerveró, Breno Guimarães e Gustavo Guenzburger em 'Brasil nunca mais, de Getúlio aos generais' (Foto: Arquivo pessoal)Bernardo Cerveró, Breno Guimarães e Gustavo
Guenzburger em "Brasil nunca mais, de Getúlio
aos generais" (Foto: Arquivo pessoal)
"Trabalhei com ele em várias peças que têm um conceito altruísta. Essa chafurdagem política nada tem a ver com o caráter dele. O nome que ele carrega acaba atrapalhando porque o associa a uma pessoa corrupta envolvida em escândalos. O que sabia do pai dele, até então, é que era um cara bacana", comentou Breno.
O ator, que é amigo de Bernardo há mais de dez anos, disse que admira a atitude dele em não ter assumido outro nome artístico. "O nome pesa. Mas em vez de mudar o nome artístico, ele foi lá e limpou o nome dele. O Bernardo é filho, então teve que encarar", falou Breno, que ganhou prêmios ao lado de Bernardo pela peça "Torturas de um coração", de Ariano Suassuna.
Entre os espetáculos encenados juntos, Breno se recorda de "Brasil nunca mais, de Getúlio aos generais". "É uma peça que fala sobre todos os movimentos políticos do Brasil, passa pelo teatro de revista, os golpes, e foi levada para devolver ao estudante, ao jovem, sua capacidade de escolha. Encenamos em várias escolas. Por isso imagino o baque interior do Bernardo ao se deparar com essa realidade totalmente oposta ao que ele acredita. Ele sempre foi um cara altruísta e de bom caráter", afirmou.
E completou: "Foi uma surpresa quando vi que o pai dele fez o que fez. Nem sei se o Bernardo sabia... Eu acho que não. Essas coisas não se fala nem para o filho. E pela relação deles, não pode odiar o pai. Eu não tocava no assunto quando a gente se encontrava por respeito a ele".
'Assunto delicado'
Almir Telles, diretor de teatro que comandou o grupo do qual Bernardo fez parte, também endossou que Bernardo sempre foi um homem de caráter, mas não entrou em detalhes . "Ele é um cara correto e um ator até bem bom. Da vida pessoal dele, não sei quase nada. Fui na casa dele uma vez para um ensaio há muito tempo. Estava até com saudades e querendo saber mais dele, ele sumiu. Bernardo trabalhou muito comigo e não tenho nada de ruim para falar dele. Ele nunca comentou nada comigo sobre o pai e acho que é um assunto muito delicado, também não falaria sobre isso com ele", disse Telles.
Sobre a decisão de Bernardo de intermediar as conversas com Delcídio e entregar as gravações para a polícia, o diretor acredita que no fim das contas o ator acabou se prejudicando. "Ele devia estar muito pressionado, o pai dele está na mídia, é complicado. Apesar da repercussão, não acho que a situação dele melhorou. Acho que até piorou, por ele ter se envolvido com tudo isso. Mas pai a gente não deixa de ajudar. A questão da família pesa muito e deve existir uma pressão social muito grande. Não sei dizer o que eu faria no lugar dele. Mas se ele está bem com isso, é o que importa".

Ganhador de prêmio recorde da Mega saca R$ 205 milhões no DF


Caixa não quis informar onde foi feito o saque e o horário.
Vencedor pode lucrar R$ 2,7 mil por hora, até dormindo.

Raquel MoraisDo G1 DF
O brasiliense que levou a bolada de R$ 205 milhões no último sorteio da Mega-Sena retirou o dinheiro nesta quinta-feira (26), menos de 24 horas após o resultado. A aposta, única e simples, foi feita em uma lotérica da QI 25 do Lago Sul, área nobre da cidade. A Caixa não quis informar onde foi feito o saque e o horário.
As duas funcionárias do caixa preferencial onde foi comprado o bilhete premiado, Ana Paula Guerreiro e Adelzi Campos, brincaram pedindo "presente" ao ganhador. "Que ele não queira aparecer agora a gente até entende. Se ele quiser o número da conta [bancária], entra em contato com a gente que a gente dá. Na boa, sem problemas", brincou Ana Paula. "A conta lá está zerada, vai fazer uma diferença muito grande."
O ganhador tem muito a comemorar: se investida no Tesouro Direto, mesmo quando o vencedor estivesse dormindo, a quantia renderia R$ 2,7 mil por hora em juros. Ao final de um ano, o lucro do novo milionário chegaria a R$ 24,6 milhões.
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O cálculo foi feito com a ajuda do professor de finanças do Ibmec Marcos Melo. A recomendação é preferir a modalidade de investimento à poupança , que tem rendimento médio de 8,6% ao ano – menor que a inflação (10,5%).
Esta foi a terceira vez em que um apostador de Brasília levou a bolada neste ano. Na virada, um dos quatro sorteados, que dividiram prêmio de R$ 65,8 milhões, era do DF. O outro caso ocorreu em 21 de outubro (último sorteio com ganhador), e o vencedor levou R$ 47 milhões.
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas. Para a aposta simples, de seis dezenas, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Para um jogo com 15 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003. A aposta nesse caso custa R$ 17.517,50. da manhã é maravilhoso."
A estimativa de prêmio para o próximo concurso, que será realizado no sábado (28), é de R$ 100 milhões.
Veja os números sorteados: 06 - 07 - 29 - 39 - 41 - 55.
Vivendo de lucro
Se tiver interesse, o novo milionário pode passar o ano ostentando em carros, casas e viagens continuar com os mesmos R$ 205 milhões no final do período. O cálculo aponta que seria possível "viver bem" com base só nos juros gerados pela quantia.
Os R$ 24,6 milhões seriam suficientes para comprar três casas na Península dos Ministros, uma das áreas nobres da capital do país e que abriga as residências oficiais dos presidentes da Câmara e do Senado e de embaixadores. Cada mansão custa em média R$ 8 milhões e tem dois andares, piscina, amplos jardins e vista privilegiada, com seguranças se revezando 24 horas por dia para monitorar a área. A região fica na QL 12 do Lago Sul.
Caso o ganhador da Mega Sena queira curtir o Lago Paranoá, pode ainda pensar em uma embarcação. Há lanchas no mercado por R$ 60 mil, e iates de 64 pés com preços a partir de R$ 8 milhões.
A Península dos Ministros tem 209 casas construídas e a vizinhança inclui nomes como Nenê Constantino, fundador da empresa de aviação GOL, o senador Renan Calheiros, os presidentes da Câmara e do Senado e grandes empresários.  (Foto: Rafaela Céo/G1)Mansões da Península dos Ministros, na QI 12 do Lago Sul; ganhador teria vizinhos ilustres como Nenê Constantino, fundador da empresa de aviação GOL e o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) (Foto: Rafaela Céo/G1)
Outras possibilidades seriam comprar exemplares da Ferrari 458 Italia, cuja edição 2015 custa R$ 1,9 milhão, ou Lamborguini Aventador LP 700-4 Roadster, avaliado em R$ 3,9 milhões em 2014. Um veículo de cada tipo foi apreendido em julho na casa do ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB), durante a fase Politeia da Operação Lava Jato.
Investir o prêmio da Mega no Tesouro Direto pode render até R$ 24,6 milhões em juros ao ano, diz especialista
Também pode ser interessante comprar uma aeronave. Para quem não faria uso contínuo, um monomotor (como os Cessna, Beechcraft Bonanza e Embraer Corisco) aparece como boa opção. A velocidade chega a 320 km/h, e os veículos estão disponíveis no mercado nacional por até R$ 800 mil. E que tal um jatinho? O Embraer Phenom 100, que na configuração normal transporta quatro passageiros, custa cerca de US$ 4,2 milhões (R$ 16 milhões).
Ferrari 458 Italia exposta antes da abertura do Salão do Automóvel de 2014 (Foto: André Paixão/G1)Ferrari 458 Italia exposta, em imagem de 2014; versão mais recente custa R$ 1,9 milhão (Foto: André