Justiça do PR sorteia jurados que vão participar do julgamento de Carli Filho


Sorteio será realizado na segunda-feira (30), no Tribunal do Júri em Curitiba.
Carli Filho é acusado de causar acidente que matou dois jovens em 2009.

Do G1 PR
Ex-deputado do Paraná,  Luiz Fernando ribas Carli Filho (Foto: Reprodução/Fantástico)Carli Filho é acusado de causar acidente que
matou dois jovens em 2009 (Foto: Reprodução/
Fantástico)
A Justiça do Paraná sorteia, na segunda-feira (30), os jurados que vão participar dojulgamento do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho, marcado para os dias 21 e 22 de janeiro de 2016. Carli Filho é acusado de matar os jovens Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida,em um acidente de carro em Curitiba, em maio de 2009.
O ex-deputado estadual é acusado de duplo homicídio com dolo eventual, ou seja, quando se assume o risco de matar. Caso seja condenado, a pena pode chegar a 20 anos de prisão.
Nos dois dias de julgamento, serão ouvidas seis testemunhas de defesa e outras seis de acusação, entre elas Christiane Yared, mãe de um dos jovens mortos no acidente.
De acordo com a Segunda Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, o sorteio será realizado por meio eletrônico às 13h30. Serão sorteados 25 nomes mais um número de suplentes que será determinado pelo juiz. As sete pessoas que vão compor o conselho de sentença serão sorteadas no dia do julgamento, conforme o tribunal.
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Na segunda-feira, além do juiz que presidirá o júri, estarão presentes o promotor de Justiça e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR).
Carli Filho pode comparecer pessoalmente ou ser representado pelos advogados de defesa, segundo o tribunal. A família Yared e o advogado Elias Mattar Assad confirmaram que vão estar no local para acompanhar o sorteio.
Christiane afirmou ao G1 que toda a família Yared espera que a justiça seja feita. "Estamos ansiosos pois sempre temos aquela sensação de que o júri não vai acontecer. No entanto, estamos confiantes e acreditamos nas sete pessoas da cidade que serão escolhidas. Se elas entenderem que foi um mero acidente de trânsito, que assim seja", disse.
A mãe do jovem Gilmar Yared fez um apelo para aqueles que se arriscam em pegar o volante após ingerir bebida alcoólica. "Precisamos colocar um ponto final no grande número de acidentes que ocorrem em função da mistura de álcool e direção. As pessoas precisam entender que, se beberem, não podem dirigir", disse.
G1 entrou em contato com um dos advogados de defesa de Carli Filho, Roberto Brzezinski Neto, mas ele não retornou as ligações.
Recurso negado
No dia 9 de novembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso do ex-deputado estadual para que ele não fosse a júri popular. Em entrevista à TV Globo, a defesa do ex-deputado disse que Carli Filho deveria ser julgado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. A pena, neste caso, cairia dos possíveis 20 anos de prisão para quatro anos de serviço comunitário.
Em depoimento à Justiça, prestado em 2010, o ex-parlamentar admitiu que bebeu antes de dirigir. "Eu lembro de ter feito uma visita ao [meu] pai no hospital. Após, fui ao restaurante jantar com o meu tio. Tomei uma taça de vinho e, na saída, encontrei um casal de amigos e passei à mesa deles. Nós sentamos e continuamos a comer mais e também pedimos mais uma taça de vinho e, após disso, eu não tenho lembrança do que aconteceu", disse Carli Filho em depoimento.
O acidente
Em 7 de maio de 2009, o carro blindado que Carli Filho dirigia decolou em um trecho da Avenida Monsenhor Ivo Zanlorenzi, no bairro Mossunguê, atingindo o veículo das vítimas, que entrava na mesma avenida fazendo uma conversão à esquerda. Gilmar Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20, morreram na hora.
Segundo as investigações, Carli Filho dirigia em alta velocidade – 163 km/h – e estava com a carteira de habilitação cassada. O ex-deputado estadual tinha 130 pontos na carteira e 30 multas, sendo 23 delas por excesso de velocidade.
O inquérito policial apontou também que Carli Filho havia ingerido quantidade de álcool quatro vezes acima da tolerada à época.

Mega-Sena, concurso 1.765: ninguém acerta e prêmio acumula em R$ 105 mi


Veja as dezenas sorteadas: 01-06-28-37-56-58.
Quina teve 185 apostas ganhadoras; cada uma levou R$ 28.048,25.

Do G1, em São Paulo
Mega-Sena pode pagar R$ 130 milhões (Foto: Tássio Andrade/G1)Mega-Sena pode pagar R$ 105 milhões (Foto: Tássio Andrade/G1)
O concurso 1.765 da Mega-Sena, realizado neste sábado (28), sorteou as dezenas 01, 06, 28, 37, 56 e 58. Não houve vencedores.
Para o próximo sorteio, no dia 2 de dezembro, o prêmio estimado é de R$ 105 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio foi realizado em Cândido Mota (SP).
 
MEGA-SENA
CONCURSO 1765
1628
375658
A Quina teve 185 acertadores. Cada um ganhou R$ 28.048,25. Outras 9.138 pessoas ganharam R$ 811,20 na Quadra.
De acordo com a Caixa Econômica Federal(CEF), se um apostador levasse o prêmio sozinho e tivesse aplicado integralmente na poupança, receberia cerca de R$ 680 mil por mês em rendimentos, o equivalente a R$ 22,6 mil por dia.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

É a crise até PAPAI NOEL roubou helicóptero nesse sábado

Piloto caiu em armadilha após evento ser inventado por criminosos. 
Aparelho de comunicação foi desligado após pouso em Mairinque.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Peruca usada pelo criminoso foi deixada na chácara (Foto: Fernando Bellon/ TV TEM)Peruca usada pelo criminoso foi deixada na
chácara (Foto: Fernando Bellon/ TV TEM)
A chácara onde o helicóptero foi roubado por um homem vestido de 'Papai Noel', em Mairinque (SP), na tarde desta sexta-feira (27), foi alugada pela quadrilha responsável pelo crime para um evento falso. De acordo com os donos do sítio, uma mulher entrou em contato na quinta-feira (26) e pediu a reserva do imóvel para o dia seguinte. (assista a vídeo)
O contrato foi fechado em nome de um morador da Zona Norte de São Paulo. O período de locação do sítio foi das 6h30 às 18h e a quadrilha pagou R$ 900 no momento em que chegou ao local. Dois integrantes do bando passaram o dia todo esperando pelo helicóptero.
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A aeronave, modelo Robinson R-44, saiu do Campo de Marte, na capital. O piloto havia sido contratado para trazer um homem vestido de 'Papai Noel' para uma confraternização de Natal em uma chácara. Porém, o evento não existia e o piloto caiu na armadilha.  "Chegaram dois homens em um carro com o dinheiro e contrato assinado", comenta a dona da propriedade, que prefere ter a identidade preservada. 
Assim que o helicóptero pousou no campo de futebol, foi anunciado o assalto. O piloto foi rendido e amarrado com fita adesiva e uma corda. Um vizinho viu quando os bandidos levaram o piloto para a casa, onde ele ficou preso dentro de um banheiro.
Piloto ficou amarrado com corda no banheiro de casa (Foto: Fernando Bellon/ TV TEM)Piloto ficou amarrado com corda no banheiro da
casa (Foto: Fernando Bellon/TV TEM)
A grama do local onde a aeronave pousou ficou queimada e a peruca e os óculos usados no disfarce do 'papai noel' ficaram jogados. A quadrilha abasteceu o helicóptero com cerca de 100 litros de combustível e deixou para trás um galão com querosene de aviação.
Horas depois, a vítima conseguiu se soltar e sair da chácara para pedir ajuda aos vizinhos. O G1 tentou entrar em contato com o piloto que, segundo a polícia, é de São Bernardo do Campo, porém, ele não foi encontrado para falar sobre o caso. 
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pela Aeronáutica. Segundo a Força Aérea, o transponder do helicóptero, aparelho que emite informações sobre a localização, foi desligado logo após o pouso na chácara e, depois disso, não houve mais sinal da aeronave.
Helicóptero pousou em campo de chácara  (Foto: Fernando Bellon/ TV TEM)Helicóptero pousou em campo de chácara (Foto: Fernando Bellon/ TV TEM)

Em depoimentos, Delcídio e André Esteves entram em contradição


Senador preso afirmou que conversou com Esteves sobre Nestor Cerveró.
Mas banqueiro disse que não tratou com Delcídio sobre delação de Cerveró.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
 O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, ambos presos nesta semana pela Polícia Federal pela acusação de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, que apura desvios em contratos da Petrobras, caíram em contradição em depoimentos prestados nesta semana.veja vídeo
Ambos foram presos pela Polícia Federal nesta semana após o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, concordar com as alegações do Ministério Público de que eles atuavam de forma organizada e permanente para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.
À Polícia Federal, o senador Delcídio afirmou ter conversado com o banqueiro sobre Nestor Cerveró - ex-diretor da Petrobras. Mas André Esteves negou. Em seu depoimento, o banqueiro afirmou que nunca tratou com Delcídio do Amaral, ou com quer que seja, sobre a colaboração premiada de Nestor Cerveró. Disse ainda que nunca pagou o ofereceu vantagem financeira relacionada a este eventual acordo de colaboração.
O banqueiro preso, segundo a investigação, tinha uma cópia do acordo de delação premiada de Cerveró, um documento que é sigiloso. A Polícia Federal pretende descobrir quem vazou essa cópia. São suspeitos para a polícia Sérgio Vieira, advogado do operador Fernando Baiano, e a advogada de Cerveró, Alessi Brandão. Os dois foram citados na gravação feita pelo filho de Nestor cerveró e serão ouvidos na investigação.

A defesa de André Esteves alega que as falas foram usadas fora do contexto e afirma que o banqueiro nunca teve acesso à delação premiada feita por Nestor Cerveró.
Cópia da delação no gabinete de Delcídio
A Polícia Federal também apreendeu no gabinete do senador Delcídio do Amaral uma cópia da delação premiada de Fernando Soares, o Fernando Baiano, como o jornal O Globo informou e o Jornal Nacional confirmou. O documento é mantido sob sigilo pela Justiça. A informação foi confirmada pelo advogado Délio Lins e Silva Junior, que defende Diogo Ferreira, chefe de gabinete do senador.
Prisão
Delcídio do Amaral foi preso pela PF na última quarta-feira (25). Segundo as investigações, ele estava atrapalhando as investigações da Lava Jato.
Nas gravações telefônicas que embasaram o pedido de prisão feito pela PGR, Delcídio oferece para o filho de Cerveró, além da fuga para a Espanha, uma mesada de R$ 50 mil para o ex-diretor não citar o parlamentar em delação premiada. A gravação foi feita pelo filho de Cerveró, Bernardo Cerveró.
Para a polícia, Delcídio confirmou que é a voz dele que está na gravação. Ele alegou, no entanto, ser inocente e negou que tenha oferecido mesada de R$ 50 mil mensais para que Cerveró evitasse fazer acordo de delação premiada.
Depoimento de Delcídio
Em depoimento nesta semana, Delcídio disse aos policiais que queria a soltura do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró por "questões humanitárias".
A GloboNews teve acesso ao depoimento dado por Delcídio à PF. O senador também falou que tinha informações de que o vice-presidente Michel Temer tinha relações próximas com o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada, também preso pela Lava Jato.
Na gravação telefônica, o senador fala para o filho de Cerveró e para o advogado que o vice-presidente da República, Michel Temer, havia procurado o ministro do STF Gilmar Mendes para tratar sobre Zelada. Segundo diz Delcídio na conversa por telefone, Temer estaria "preocupado" com Zelada.
O senador explicou aos policiais que citou Temer porque, segundo "informações que se tinham à época", o vice-presidente mantinha relações próximas com Zelada. Questionado sobre o que seria essa proximidade, Delcídio disse que preferia não responder.
A assessoria de imprensa de Temer, que também é presidente do PMDB, divulgou nota nesta sexta sobre a declaração de Delcídio. O texto diz que "Jorge Zelada foi levado à presidência do PMDB por estar sendo indicado para cargo na Petrobras, ocasião em que foi apresentado a Michel Temer. O presidente do PMDB não o indicou nem trabalhou pela sua manutenção no cargo".
Na nota, a assessoria diz que repudia as declarações do senador. "Portanto, o presidente do PMDB nega qualquer relação de proximidade com Jorge Zelada e repudia veementemente as declarações do senador Delcídio do Amaral", completa o texto.

Valesca Popozuda descobre R$ 200 mil de direitos digitais


"Não é fácil passar uma funkeira para trás"

28/11/2015 - 16h00 - Atualizado 28/11/2015 16h00
Valesca Popozuda - funkeira descobriu R$ 200 mil retidos em distribuição digital (Foto: Jorge Bispo/Divulgação)
Desconfiada de que sua conta bancária não estava acompanhando o sucesso na web – o hit Beijinho no Ombro, por exemplo, tem mais de 50 milhões de visualizações no YouTube,Valesca Popozuda contratou uma agência de marketing digital (Black Angency) para fazer um levantamento de quanto deixou de faturar virtualmente. Acabou descobrindo mais de R$ 200 mil retidos em distribuição digital, seja com direitos autorais ou anúncios que pipocam durante a exibição de seus vídeos. "Meus advogados já acionaram os culpados, que sem dúvida, terão que acertar com a lei me devolvendo centavo por centavo".
Qual foi sua reação quando soube que tinha R$ 200 mil retidos?
Fiquei muito triste e pensando em como infelizmente existem pessoas sem caráter e escrúpulos no mercado. Beijinho no Ombro teve mais de 50 milhões de visualizações e eu não recebi R$ 1 por isso. Meu empresário diz que existem muitos atravessadores que recebem por algo que não deveriam. O Brasil ainda está muito atrás nessa área virtual, as leis são confusas, não existe prestação de contas da receita digital. Fiquei curiosa e fui atrás. Foi um trabalho de formiguinha. Algumas pessoas acharam que seria fácil passar uma funkeira para trás. Mas eu não sou boba
Como gastaria esse dinheiro?
Investindo no meu trabalho. Como este ano o mundo tem sentido na pele os efeitos da crise, pouparia o máximo e usaria boa parte em novos projetos.
Qual seu critério para postagens nas redes sociais?
Evito fotos que mostrem demais. Tenho muitos fãs que são menores de idade, muitas crianças me seguem, meus 'popokids'. As fotos mais ousadas geram comentários maldosos, picantes, que os 'popokids' não merecem ler. Tento mostrar a Valesca que os fãs e a mídia não conhecem. Sou mãe, tia, tenho uma vida comum como a de todo mundo.
Você é famosa pelo consumismo e acabou de chegar de Nova York. Trouxe muita roupa de grife?
Não trouxe uma só bolsa ou sapato de grife. Fui às fast fashion e me esbaldei nos brechós do Soho. Foi uma viagem para desconectar e buscar informações e referências para meu próximo trabalho.
Então a crise a afetou?
Claro,  tanto que apertamos o freio em tudo. De coisas do dia a dia até as que penso a longo prazo. O momento é de reinvenção.
E já encontrou os 'inescrupulosos'?
Essa história demorou um pouco. Foi um trabalho de formiguinha. Os autores das músicas e meu empresário começaram a investigar até que chegaram ao Jun Júnior (fundador da Black Agency). Ele mostrou onde poderia estar parte do dinheiro e para quem foi pago.
Qual foi sua primeira providência?
As plataformas não sabiam para quem pagar e existiam dúvidas das lojas para quem pagar. Minha advogada enviou uma notificação extrajudicial com os documentos que comprovavam para quem pagar. É importante saber para quem pagar para que outras pessoas não recebam o que é nosso.
Você é uma artista independente. Como cuida da sua carreira?
Nunca precisei de uma gravadora. Meu empresário, Leandro Pardal, criou uma estrutura de uma artista pop para mim, mas continuo funkeira. Sou uma funkeira com estrutura pop. Tenho minha equipe de assessoria, stylist, maquiador, DJ, dançarinos, coaching, coreógrafos... Então eu acabei concentrando toda minha carreira no meu escritório.