Carteiro resolve ajudar menor que pegou celular dele no Centro do Rio


Menor quase foi agredido na rua, mas carteiro o defendeu. 
Deivid quer ajudar jovem a participar da bateria da Mangueira.


Há um mês, o carteiro Deivid estava voltando para casa depois do trabalho, quando teve o celular pego por um jovem no Centro do Rio de Janeiro. Ele desceu do ônibus e enquanto o garoto disparava com o celular nas mãos. Pedestres seguraram o menor e tentaram agredi-lo, mas Deivid entrou na briga e defendeu o jovem infrator. O carteiro levou o adolescente até a polícia e resolveu ajudar a mudar essa história. Deivid também é compositor de samba enredo e quer colocar o jovem na bateria da Mangueira.
assista ao vídeo

Divulgada lista de envolvidos em naufrágio em Angra dos Reis, RJ


Vice-prefeito de Arantina (MG) está entre os desaparecidos.
Uma onda forte teria feito o barco virar, na noite de sábado (28).

Do G1 Sul do Rio e Costa Verde
A Fundação de Turismo de Angra dos Reis (TurisAngra) divulgou no fim da tarde deste domingo (29) uma lista com o nome das pessoas envolvidas no naufrágio da escuna "Minas Gerais", na noite de sábado (28).
Uma onda forte teria feito o barco virar, perto da Ponta dos Meros, na Ilha Grande. A maioria dos passageiros era formada por turistas de Arantina (MG), que tinham alugado a embarcação para pescar. Entre os desaparecidos está José Geraldo da Silva, vice-prefeito da cidade mineira.
O trabalho de buscas foi feito até o início da noite, mas foi suspenso por causa do mau tempo e a pouca visibilidade no local. A previsão é que seja retomado na manhã de segunda-feira (30).
Desaparecidos:
Wellington Sandro;
José Geraldo da Silva;
Fernando Cássio;
Atail;
José Francisco de Assis.
Resgatados:
Erlei Eros Misael;
Moisés José de Carvalho;
Luiz Carlos de Carvalho;
Valdecir Rios Ferreira;
Francisco de Assis Carvalho;
Jeferson Cláudio (marinheiro);
Gelson Eugênio Moreira (marinheiro).
Erlei Eros Misael sobreviveu ao naufrágio (Foto: Erlei Eros Misael/Arquivo pessoal)Erlei Eros Misael sobreviveu ao naufrágio
(Foto: Erlei Eros Misael/Arquivo pessoal)
Encontrei um isopor, diz sobrevivente
G1 conversou por telefone com Erlei Eros Misael, de 42 anos. Ele estava no barco e conseguiu nadar até uma ilha próxima ao local do naufrágio em busca de socorro. 
"Tombou para o lado esquerdo. Nessa hora, foi dito para que todos apanhassem seus coletes e vestissem. Foi aquela confusão. Com muito sacrifício, nós conseguimos nadar. Deus ajudou que encontrei um isopor, depois o banco do barco".
Segundo Erlei, essa era a terceira vez que o grupo de amigos se reunia para pescar na Costa Verde e aparentemente a embarcação não apresentava qualquer tipo de defeito ou falha.
"Estava tudo em ordem quando embarcamos, a navegação era tranquila. Saímos da praia do Camorim por volta de 15h30, passamos pela Ilha Grande e fomos até a outra ponta. Iniciamos a pescaria, o mar estava muito corrido, tinha muita correnteza. Quando resolvemos mudar um pouco de ponto, andamos por volta de dois, três minutos. Foi aí que o barco, ao fazer uma curva, simplesmente adernou".
O aposentado Valdecir Rios Ferreira também foi resgatado após o acidente. Ele tentou ajudar os colegas a pegarem os coletes, mas lamenta não ter conseguido ajudar todos.
“O céu estava limpo, o mar calmo. A traseira do barco afundou. Peguei um colete para mim e ajudei a retirar os coletes para dar aos outros, mas não deu tempo e estava difícil de tirar. As pessoas se agarraram a caixas de isopor e bancos do barco. Dois cunhados meus estão desaparecidos. Um saiu no isopor, estava tranquilo, mas não o vi mais. Eu ajudei a levar o outro até uma ilha, mas ele não conseguiu subir e o mar levou”, contou.
Vice-prefeito desaparecido
Segundo o prefeito de Arantina, Francisco Carlos Ferreira, os moradores da cidade estão chocados com o que ocorreu.
"É uma cidade muito pequena, os moradores estão em choque. O vice-prefeito José Geraldo é uma pessoa muito boa, é um amigo. Nós ainda não temos muitas informações, mas o que foi nos passado é que cinco pessoas estão desaparecidas, e entre elas está o José", afirmou.
José Geraldo da Silva é casado, tem três filhos e foi vereador antes de ser eleito vice-prefeito. Francisco e José Geraldo estão no primeiro mandato.

Buscas retomadas apesar do mau tempo
A TurisAngra informou que as vítimas resgatadas não sofreram ferimentos graves, foram atendidas por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e retornaram para onde estavam hospedadas.
As buscas foram retomadas durante a tarde deste domingo (29). O trabalho começou durante a noite e chegou a ser paralisado por conta do mau tempo. Por meio de nota, a Marinha informou que um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) será instaurado para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades pelo ocorrido, e que o prazo de conclusão é de 90 dias.

Dono do BTG está em cela com TV, lavatório e buraco sanitário



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Alternando momentos de abatimento com de uma aparência tranquila, o banqueiro André Santos Esteves, 47, passou nesta sexta (27) o seu primeiro dia na Cadeia Pública Pedrolino de Oliveira, na zona oeste do Rio.
Esteves está sozinho numa cela. Há 138 detentos na unidade, que tem capacidade para 154 presos. A edificação tem celas individuais, para quatro, oito ou 40 pessoas.
Também conhecida como Bangu 8, a prisão é chamada, entre agentes penitenciários do Rio, de "cadeia dos VIPs". O apelido foi dado quando o também banqueiro Salvatore Cacciola, do banco Marka, esteve preso no localpor três anos, entre 2008 e 2011.
Ricardo Borges/Folhapress
Banqueiro André Esteves durante transferência para o presidio de Bangu, no Rio
Banqueiro André Esteves durante transferência para o presidio de Bangu, no Rio
De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, André Esteves almoçou uma refeição simples, com arroz, feijão, salada, farinha e carne, acompanhados de um refresco. No jantar, teria a opção de trocar o arroz por um macarrão.
O dono do BTG Pactual recebeu uma calça azul, uma camisa branca, toalha e sabonete. O banqueiro não teve o cabelo cortado –prática comum, mas não uma regra formal no sistema penitenciário fluminense.
A estreia espartana do banqueiro carioca na cadeia é semelhante à de Cacciola. Mas, com o tempo, o banqueiro ítalo-brasileiro adaptou o presídio às suas necessidades.
LAGOSTA
Em 2008, Cacciola rapidamente deixou de usar o uniforme do sistema penitenciário do Rio. Suas camisas eram italianas. Diariamente, ele recebia comida de restaurantes da zona sul carioca. Em pelo menos uma ocasião, teve como jantar uma lagosta.
Na época, era comum, em dias de visita, carros novos parados diante da entrada do complexo penitenciário de Gericinó, onde está localizado Bangu 8 e outras 20 unidades de custódia do Rio.
Enquanto esteve preso, Cacciola era uma espécie de guru dos detentos. Conversava com presos deprimidos e os aconselhava. Em sua cela havia um frigobar com água mineral.
André Esteves ainda se adapta às normas e às características da cadeia.
Ao entrar na prisão, ele foi conduzido até a cela por dois agentes penitenciários. O local tem cerca de seis metros quadrados. Há uma televisão, que permaneceu desligada durante toda a noite.
De acordo com agentes penitenciários, Esteves demorou a dormir. Por volta das 7h recebeu um copo de café com leite e um pão com manteiga.
Em sua cela, há ainda um lavatório e um sanitário, um buraco ligado à rede de esgoto, chamado de "boi".
Esteves pode receber de suas visitas um ventilador de 30 centímetros de altura e livros. Todos os detentos possuem este direito.
Durante o dia, o banqueiro pôde deixar a cela por duas horas para tomar banho de sol. Ele permaneceu a maior parte do tempo calado.
A unidade onde ele está confinado tem 110 presos por atrasarem o pagamento da pensão alimentícia. Os outros detentos são advogados e empresários. Nenhum deles é considerado de alta periculosidade.
Esteves encerrou o seu dia bebendo um guaraná e comendo um bolo. 

Banqueiro André Esteves recebe visita da mulher em Bangu 8


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O banqueiro André Esteves recebeu neste sábado (28) a primeira visita da mulher, Lilian, desde que foi preso por ordem do Supremo Tribunal Federal.
Ela foi vê-lo no presídio de Bangu 8, na zona oeste do Rio, onde o sócio do BTG Pactual passou as últimas duas noites em uma cela individual.
A visita foi autorizada pelo secretário estadual de Administração Penitenciária, o coronel da PM Erir Ribeiro Costa Filho.
De acordo com a pasta, isso dispensou a mulher de Esteves de produzir uma carteirinha semelhante à usada por parentes de outros presos na unidade.
A agilidade com que o banqueiro recebeu a visita surpreendeu parentes que esperavam na fila para ver outros internos neste sábado.
"Meu filho foi preso há três meses. Desde então pedi autorização para a visita, mas até agora não consegui a carteirinha para entrar", protestou Luiz Carlos Valderino da Silva, 46, pai de um mototaxista condenado por tráfico de drogas.
Desde que o rapaz começou a cumprir pena, em Bangu 4, seu pai sai de casa às 6h nos dias de visita. Como não tem permissão para entrar, ele envia recados por familiares de outros detentos.
"Pelo menos assim meu filho sabe que estou aqui. Não basta, mas na última visita ele mandou um bilhete onde estava escrito 'Te amo'", contou Silva, que estava sentado em frente ao presídio há sete horas.
PLANO DE FUGA
André Esteves é acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato, em conluio com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que também foi preso na última quarta (25).
Os dois teriam combinado um plano para facilitar e bancar a fuga de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras que está preso em Curitiba.
A Lava Jato investiga a participação do BTG em negócios da Petrobras na África. O banco também tem participação na Sete Brasil, envolvida em contratos sob investigação.
A defesa de Esteves contesta as acusações da Procuradoria-Geral da República e sustenta que o banqueiro é inocente.
O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro informou que só deve ver o cliente no domingo (29). De acordo com ele, o prazo da prisão cautelar decretada pelo STF vence à 0h de segunda (30).

Eduardo Cunha vai avaliar pedidos de impeachment contra Dilma até sexta-feira


A chance de ele autorizar crescerá se governo não conseguir aprovação do Senado para prejuízo bilionário

MURILO RAMOS
29/11/2015 - 11h00 - Atualizado 29/11/2015 11h00
Eduardo Cunha, presidente da Câmara (Foto: Thyago Marcel/Câmara dos Deputados)
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, vai avaliar os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff até a sexta-feira, 4 de dezembro. Se o Planalto não conseguir aprovar o projeto no Senado que permite ao governo fechar as contas
com deficit de R$ 51 bilhões, é altamente provável que ele autorize o pedido de impeachment do jurista Hélio Bicudo.

Rio volta ao estágio de atenção por causa da chuva neste domingo

Estágio de Atenção é o segundo nível em uma escala de três.
Cidade ficou sob atenção entre 20h50 de sábado e 7h45 de domingo.

Do G1 Rio
O município do Rio voltou ao estágio de atenção por causa da chuva na tarde deste domingo (29). O temporal prejudicou uma partida no estádio São Januário e provocou transtornos no Aeroporto Santos Dumont.(veja vídeo)

Por causa da chuva forte, o início do jogo entre Vasco e Santos no Estádio São Januário, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, teve que ser adiado em pelo menos meia hora. O gramado do campo ficou encharcado e os acessos aos vestiários ficaram tomados pela água.
O Aeroporto Santos Dumont teve suas operações alteradas por causa do temporal. De acordo com a Infraero, o terminal fechou para pousos e decolagens por volta das 16h e foi reaberto por volta das 17h30. Neste horário, quatro voos estavam atrasados.
Chuva forte deixa o Rio em estágio de atenção na tarde deste domingo (Foto: Vicente Seda/Globo Esporte)Zona Norte do Rio foi a mais atingida pela chuva
(Foto: Vicente Seda/Globo Esporte)
De acordo com o Alerta Rio, a região de São Cristóvão era a que tinha registrado maior volume de chuva na tarde deste domingo até as 17h, seguida da Saúde, na Zona Portuária, Santa Teresa, na Zona Sul, e Tijuca, também na Zona Norte.

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura, áreas de instabilidade associadas à chegada de uma frente fria no estado deixam o tempo instável e provocam pancadas de chuva com intensidade entre moderada e forte.
Na noite de sábado, a cidade entrou em estágio de atenção às 20h50 e só retomou o estágio de normalidade às 7h45 deste domingo. Os núcleos de chuva perderam a força e o dia amanheceu ensolarado.
Porém, já eram previstas novas pancadas de chuva a partir da tarde. Segundo o Centro de Operações, a previsão indica a possibilidade de chuva forte até a madrugada de segunda-feira.

Estágio de Atenção, o segundo, é caracterizado pela possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas. A prefeitura recomenda, entre outras medidas, que a população evite áreas sujeitas a alagamentos e ou deslizamentos e que redobre a atenção ao dirigir.
Chuva forte mudou a paisagem do Rio na tarde deste domingo (Foto: Marcos Estrella / Tv Globo)Chuva forte mudou a paisagem do Rio na tarde deste domingo (Foto: Marcos Estrella / Tv Globo)

STF determina que André Esteves e Diogo Ferreira sigam presos


PGR pediu que prisão temporária fosse convertida em prisão preventiva.
Pedido foi acolhido neste domingo pelo ministro do STF, Teori Zavascki.

Do G1, em Brasília
O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki converteu neste domingo (29) as prisões do banqueiro André Esteves e do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, de temporárias em preventivas a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Com isso, os presos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato na semana passada, que poderiam sair neste domingo à meia-noite, continuarão encarcerados.
Segundo o ministro do STF, o material coletado nas buscas e apreensões, e os depoimentos colhidos no decorrer das prisões temporárias, permitiram o preenchimento dos requisitos para a decretação das prisões preventivas.
"De acordo com o artigo 312 do CPP [Código Processual Penal], esses requisitos são: garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria", informou o STF.
Esteves e Ferreira foram presos na última quarta (25), assim como Delcídio, suspeitos de tentar interferir no andamento das investigações da Lava Jato. Segundo a PGR, o grupo tentou convencer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a não fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e ofereceu à família dele R$ 50 mil mensais.

Sócio do banco BTG Pactual, Esteves está detido em um presídio na cidade do Rio de Janeiro e Diogo Ferreira, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília – mesmo local onde está Delcídio do Amaral.
Responsável pela defesa de André Esteves, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, chegou a pedir neste domingo ao Supremo que não prorrogasse a prisão temporária do cliente, que terminaria à meia-noite. Entretanto, não foi atendido pelo STF.
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Denúncias
A PGR deve apresentar denúncia nos próximos dias contra Delcídio, André Esteves, Diogo Ferreira e o advogado Édson Ribeiro – também preso na semana passada.
As denúncias devem ser apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as prisões. Uma vez denunciados, os investigados têm que apresentar defesa à corte. Se o Supremo acolher a denúncia, o investigado passa a responder como réu no processo.