Congestionamento ‘salva’ funcionária de posto atropelada por caminhão no Contorno Sul


Por Marina Sequinel
(Fotos: Banda B)

Uma mulher de 54 anos foi atropelada por um caminhão no Contorno Sul, na Cidade Industrial de Curitiba, na tarde desta quinta-feira (3). Ela atravessava a rodovia, logo após sair do trabalho, no posto de combustíveis Trevão, quando acabou sendo atingida pelo veículo.
Segundo o sargento Wagner, do Corpo de Bombeiros, a mulher só não teve ferimentos mais graves porque o trânsito estava lento no momento do atropelamento. “Uma meia hora antes, nós atendemos a uma colisão traseira entre um carro e um caminhão, que causou congestionamento na via. Graças a Deus o tráfego estava parado quando a vítima foi atingida. Caso contrário, poderia ter sido pior”, disse ele em entrevista à Banda B.
O motorista envolvido no primeiro acidente foi enviado ao hospital com ferimentos leves e não corre risco de morte. “Aqui tem acidente todo dia, é complicado. A minha colega, que trabalha na limpeza do posto, tinha acabado de terminar o turno e acontece isso. Sorte que o caminhão estava devagar e ela está bem”, comentou Nilson Soares dos Santos, funcionário do posto.
A vítima, identificada apenas como Marina, foi socorrida e levada ao hospital.

Quadrilha suspeita de assaltar agência dos Correios em SC é presa com carro roubado na RMC


Por Marina Sequinel
quarteto-roubo
(Foto: Banda B)

Uma quadrilha foi presa entre Quitandinha e Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, enquanto fugia após um assalto. Três jovens e um adolescente, de 17 anos, estavam em um carro Linea roubado em Agudos do Sul quando foram abordados pela polícia.
Segundo o delegado Fábio Machado dos Santos, de Fazenda Rio Grande, o quarteto teria confessado que, antes de levar o veículo, assaltaram uma agência dos Correios em Campo Alegre, Santa Catarina, na divisa com o Paraná.
“Nós recebemos a informação de que os suspeitos tinham fugido em direção a Piên e, no caminho, roubado um carro. Foram feitas, então, diligências, que resultaram na prisão da quadrilha”, comentou o delegado em entrevista à Banda B nesta quinta-feira (3).
Os criminosos foram levados à delegacia e reconhecidos pelos donos do Linea. O adolescente de 17 anos foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, para responder pelo ato infracional.
Os demais, identificados como Lucas Gabriel Brito, de 18 anos, Leonardo Naon Borges da Silva, 18, e Duílio de Luca Fragoso, 20, devem ser autuados por roubo e corrupção de menor. Todos são moradores do bairro Campo Comprido, em Curitiba.
“Eles não têm passagens pela polícia, mas vamos investigar se podem ter cometido outros crimes, principalmente na região de Mandirituba e Agudos do Sul. As eventuais vítimas do quarteto devem procurar a delegacia de Fazenda para o reconhecimento”, concluiu o delegado.

Cunha lê em plenário decisão de abrir processo de impeachment de Dilma


Leitura deflagra oficialmente abertura do procedimento para investigar Dilma.
Comissão decidirá se processo pelo afastamento deve continuar.

Nathalia Passarinho e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), leu, no plenário da Casa, a decisão de autorizar a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A leitura deflagra oficialmente o início das investigações que podem resultar no afastamento de Dilma.
Antes disso, o primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), fez a leitura do pedido do processo de impeachment, que tinha 65 páginas. A leitura, que começou pouco após as 14h, levou 3 horas e 10 minutos. 
Uma comissão especial será criada para analisar o mérito das denúncias e proferir parecer pela continuidade ou não do processo.
A decisão de abrir o processo de impeachment foi anunciada nesta quarta-feira (2) porEduardo Cunha, em entrevista coletiva. O peemedebista afirmou que, dos sete pedidos de afastamento que ainda estavam aguardando sua análise, ele deu andamento ao requerimento formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
O pedido de Bicudo – um dos fundadores do PT – foi entregue a Cunha em 21 de outubro. Na ocasião, deputados da oposição apresentaram ao presidente da Câmara uma nova versão do requerimento dos dois juristas para incluir as chamadas “pedaladas fiscais”  que teriam sido cometidas pelo governo em 2015. O argumento central é a edição de decretos assinados pela presidente para liberar cerca de R$ 2,5 bilhões, sem autorização do Congresso Nacional, nem previsão no Orçamento de 2015.
"Quanto ao pedido mais comentado por vocês, proferi a decisão com o acolhimento da denúncia. Ele traz a edição de decretos editados em descumprimento com a lei. Consequentemente, mesmo a votação do PLN 5 [projeto de revisão da meta fiscal de 2015] não supre a irregularidade", disse Cunha em entrevista coletiva na Câmara dos Deputados nesta quarta.
O despacho do peemedebista autorizando a abertura do impeachment ocorreu no mesmo dia em que a bancada do PT na Câmara anunciou que vai votar pela continuidade do processo de cassação de Cunha no Conselho de Ética. Ao longo do dia, Cunha consultou aliados sobre a possibilidade de abrir o processo de afastamento da presidente da República.
À tarde, ele tratou do assunto, em seu gabinete, com deputados de PP, PSC, PMDB, DEM, PR e SD. Segundo parlamentares ouvidos pelo G1, Cunha queria checar se teria apoio dos partidos caso decidisse autorizar o impeachment.
Nos bastidores, aliados do presidente da Câmara mandavam recados ao Palácio do Planalto de que ele iria deflagrar o processo de afastamento da presidente se o Conselho de Ética desse andamento ao processo de quebra de decoro parlamentar que pode cassar o mandato dele.
Argumento central
Segundo Eduardo Cunha, o argumento central que ele considerou ao deflagrar o processo de impeachment foi o fato de Dilma ter editado decretos liberando crédito extraordinário, em 2015, sem o aval do Congresso Nacional. De acordo com o peemedebista, esses decretos que não foram submetidos ao Legislativo somam R$ 12,5 bilhões.
Ela justificou a liberação do dinheiro com suposto excesso de arrecadação. No entanto, o governo precisou reduzir a meta fiscal. Nesta quarta, o Congresso autorizou que o governo tenha um rombo de até R$ 119 bilhões neste ano.
“Nesse particular, entendo que a denúncia oferecida atende aos requisitos mínimos necessários, eis que indicou ao menos seis decretos assinados pela denunciada no exercício financeiro de 2015, em desacordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e, portanto, sem autorização do Congresso Nacional”, afirmou Cunha, na decisão de autorizar o processo de impeachment.
O presidente destaca, no despacho, que há indícios de participação direta de Dilma no suposto crime de responsabilidade, já que ela própria assinou a liberação de dinheiro não previsto no Orçamento de 2015.
“Importante destacar que os seis decretos apontados foram assinados pela denunciada, o que significa dizer que já indícios suficientes da sua participação direta nessa conduta que, em tese, importa em crime de responsabilidade”, argumenta o peemedebista.
Eduardo Cunha destacou ainda que Dilma agiu, ao liberar o dinheiro, como se a situação financeira do país fosse de superávit (mais receita que despesa), sendo que depois enviou projeto pedindo para reduzir a meta fiscal.
“Também não ignoro ter o Poder Executivo enviado ao Congresso Nacional projeto de lei alterando a meta fiscal de 2015, porém, além de pendente de apreciação, mesmo se for aprovado, não altera a realidade dos fatos: Até o presente momento, o Poder Executivo, comandado pela denunciada, administrou o Orçamento de 2015 como se a situação fosse superavitária, quando o déficit estimado pode chegar a R$ 100 bilhões”, argumenta.
Cunha ressaltou ainda que não autorizaria um pedido baseado apenas nas “pedaladas fiscais” cometidas em 2014, porque, para ele, Dilma não pode sofrer impeachment por atos cometidos num mandato anterior.
“Os fatos e atos supostamente praticados pela denunciada em relação a essa questão [atraso de pagamento a bancos públicos] são anteriores ao atual mandato. Assim, com todo respeito às opiniões contrárias considero inafastável a aplicação do § 4º do artigo 86 da Constituição Federal, o qual estabelece não ser possível a responsabilização da presidente da República por atos anteriores ao mandato vigente”, disse o presidente da Câmara.
Comissão especial
Com a ordem de Cunha, será criada uma comissão especial na Câmara com 65 deputados titulares e o mesmo número de suplentes. O grupo será responsável pela elaboração de um parecer pelo prosseguimento ou arquivamento do processo de impeachment. O relatório terá de ser apreciado pelo plenário principal da Casa.
Em reunião com líderes partidários nesta quinta, Cunha apresentou como será a distribuição por blocos (composto por várias legendas) e partidos na comissão especial.
O colegiado terá 65 integrantes, com representantes de todos os partidos e blocos que integram a Casa. Pelo documento, o bloco liderado pelo PMDB terá a maior presença no colegiado, ocupando 25 vagas. O bloco do PT terá a segunda maior quantidade de cadeiras – 19.
Para ser aprovado, o parecer dependerá do apoio de, pelo menos, dois terços dos 513 deputados (342 votos). Se os parlamentares decidirem pela abertura do processo de  impeachment, Dilma será obrigada a se afastar do cargo por 180 dias, e o processo seguirá para julgamento do Senado.
Impeachment Dilma trâmite arte (Foto: Arte/G1)

TJ-PR decide na próxima semana se acusados pela morte de Clemans Abujamra vão a júri popular


Por Felipe Ribeiro

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decide na próxima quinta-feira (10) se os dois acusados pela morte da empresária Clemans Abujamra vão ou não a júri popular. Cristiane Abujamra e Arnold Vianna, irmã e sobrinho da vítima, são os acusados pelo assassinato ocorrido em abril de 2013, no bairro Batel, em Curitiba.
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Foto: Reprodução
De acordo com a assistente de acusação no processo, Louise Mattar Assad, com as instruções do processo encerradas, que é onde ocorrem a produção de provas, os réus já podem ser levados para o júri. “A defesa alega que ainda não se tem indícios suficientes de autoria, mas há dois taxistas que fizeram o transporte dos réus. O primeiro que buscou com uma mala pesada e deixou perto do terreno onde a vítima foi deixada e temos também o taxista que foi buscar os réus com uma mala fazia às cinco da manhã”, relatou.
Clemans Abujamra trabalhava nos Estados Unidos, mas veio ao Brasil para adotar uma criança quando acabou assassinada entre os dias 27 e 29 de abril de 2013. De acordo com a acusação, ela foi esfaqueada e morta pela sua irmã Christiane e por Arnold no interior do apartamento da família, localizado no bairro Batel. Em seguida, irmã e sobrinho teriam colocado o corpo da vítima em uma mala e ocultaram o cadáver em um terreno baldio, situado no mesmo bairro. De acordo com a perícia, foram pelo menos 12 facadas. O caso foi descoberto pela Delegacia de Homicídios e ambos seguem presos.
Na época, a Delegacia de Homicídios chegou a relatar que a motivação poderia estar relacionada a herança deixada pelo pai de Christiane e Clemans.
Segundo Louise Mattar Assad, a decisão sai no dia 10 após o adiamento do ato que deveria ocorrer nesta quinta-feira (3). A partir disso, a defesa ainda pode recorrer à instâncias superiores em Brasília.

Comissão especial sobre impeachment será instalada na segunda-feira na Câmara


Da Agência Brasil
A Presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Defesa, Jaques Wagner, participam da cerimônia comemorativa do Dia do Exército, no Setor Militar Urbano (Antônio Cruz/Agência Brasil)
(Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Líderes partidários e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fecharam hoje (3) um acordo para que todas as legendas representadas na Casa indiquem, até as 14h da próxima segunda-feira (7), os nomes de deputados que integrarão a comissão especial que vai analisar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A intenção é instalar o colegiado em uma sessão extraordinária marcada para as 18h. A comissão especial deve se reunir imediatamente depois para escolher, em votação secreta, o presidente e o relator do caso.
Segundo o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), que foi o primeiro a deixar a reunião na sala de Cunha, os líderes da oposição devem estar entre os nomes indicados “já que estiveram à frente na defesa do processo de impeachment”.
Ao todo o a comissão terá 65 membros. O PSDB terá seis cadeiras no colegiado e o bloco que compõe, junto com PSB, PPS e PV, totalizará 12 vagas. O bloco comandado pelo PT, que é integrado ainda pelo PSD, PR, PROS e PCdoB, terá 19 vagas, das quais oito são do partido do governo. O PMDB terá oito representantes. O bloco formado pela legenda e pelo PP, PTB, DEM, PRB, SDD, PSC, PHS, PTN, PMN, PRP, PSDC, PEM, PRTB tem 25 integrantes.
Com o início dos trabalhos da comissão, a presidenta será notificada e terá o prazo de dez sessões do plenário para apresentar a sua defesa. A comissão especial terá, a partir dessa defesa, cinco sessões do plenário para votar o parecer. Caso o colegiado decida pelo prosseguimento das investigações, o parecer precisará passar pelo crivo do plenário. Para ser aprovado, são necessários dois terços dos votos da Casa (342). A partir deste momento, Dilma teria que ser afastada do comando do país por até 180 dias. Neste período, o Senado julgaria a presidenta.
Acusação de Cunha
Sampaio também comentou a acusação feita pelo presidente da Câmara, na manhã de hoje (3). Cunha disse que a presidenta Dilma “mentiu à sociedade” ao afirmar, em pronunciamento em rede nacional que seu governo não participa de “barganhas” com o Congresso. O presidente da Câmara disse que, na manhã dessa quarta-feira, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, intermediou uma negociação entre Dilma e o deputado André Moura (PSC-SE), relator da reforma tributária na Câmara. “Ontem, o deputado [André Moura] esteve com a presidenta da República, que quis vincular o apoio dos deputados do PT [para votarem a favor do arquivamento do processo contra Cunha no Conselho de Ética] à aprovação da CPMF”, afirmou Cunha em entrevista à imprensa.
Sampaio disse que é “natural” que interlocutores conversem, mas afirmou que “é da natureza do governo Dilma a barganha e uma barganha nefasta para o país”. André Moura ainda não foi encontrado para confirmar as informações divulgadas por Cunha.
No final da manhã de hoje, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) garantiu que o partido do governo “jamais entraria em um jogo de barganha”. Damous afirmou que a situação seria “inadmissível”. O parlamentar apresentou nesta quinta-feira um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação do ato do presidente da Câmara que aceitou o pedido de abertura do processo de impeachment.

PT deve pedir ao STF afastamento de Cunha por chantagem e abuso no cargo


A bancada do PT deve apresentar nesta quinta-feira (3) ao STF (Supremo Tribunal Federal) representação pedindo que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) seja afastado da presidência da Câmara dos Deputados por chantagem e uso indevido do cargo.
Deputados do partido apresentarão testemunhos e evidências de que Cunha usou o cargo para tentar impedir investigação contra ele no parlamento.
Eles acusarão Cunha de tentar chantagear três parlamentares da legenda que integram a Comissão de Ética da Câmara. O presidente da Câmara teria ameaçado os petistas afirmando que, caso eles votassem pela abertura de processo contra ele, despacharia favoravelmente pela abertura de impeachment contra Dilma Rousseff.
A bancada alegará que ele usa indevidamente o cargo para chantagear não apenas a legenda, mas a própria presidente da República.
"Ele estava claramente chantageando. Não aceitamos a chantagem. No mesmo dia em que anunciamos que votaríamos pela admissibilidade das investigações contra ele, Eduardo Cunha dá seguimento ao impeachment", diz o deputado Paulo Teixera, vice-líder do partido na Câmara.
"Eduardo Cunha é hoje um homem isolado e desesperado que está tomando medidas impensadas e que não reluta em tentar levar o país ao caos. Mas o Brasil está maduro e não vai permitir", finaliza o parlamentar.

Colombianos acusados de furtarem aparelhos hospitalares em quatro estados são presos na RMC


Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Três colombianos foram presos nesta quarta-feira (2) acusados de furtos a clinicas e hospitais de Curitiba, região metropolitana e outros três estados brasileiros. De acordo com o delegado Rafael Viana, dois aparelhos de endoscopia foram furtados em São José dos Pinhais na terça-feira (2) e, com o apoio da guarda da cidade, a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) conseguiu realizar a prisão.
“Eles já foram identificados por vários crimes. Os três já estão presos, mas a quadrilha é muito maior. Temos imagens e vamos continuar investigando”, explicou.
Os colombianos também eram investigados por furtos em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Polícia Federal também deve ser acionada devido ao processo de extradição dos suspeitos.
Segundo Viana, a polícia já vinha procurando por eles há algum tempo, principalmente após o furto de um aparelho de endoscopia em um hospital do bairro Cabral. “Já temos diversas imagens que comprovam a participação deles”, concluiu.
Os colombianos agora ficam à disposição da Justiça.

Tiroteio deixa pelo menos 20 feridos na Califórnia


Da Redação
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(Foto: Reprodução)

As autoridades do condado de San Bernardino, no sul da Califórnia, informaram a ocorrência de um tiroteio que teria deixado ao menos 12 mortos e vários feridos na tarde desta quarta-feira (2). O número ainda não foi confirmado pelas autoridades locais.
Segundo o canal de notícias CNN, a suspeita é de que há até três suspeitos no local. O Corpo de Bombeiros declarou que o ataque deixou pelo menos 20 vítimas.
Ainda de acordo com o canal, uma mulher que trabalha no edifício onde o tiroteio aconteceu mandou uma mensagem para o pai, Terry Pettit, alertando sobre a ocorrência. O texto dizia que 10 a 20 pessoas foram atingidas pelos disparos.
A afiliada da CNN, KABC, informou ainda que o ataque ocorreu no Inland Regional Center, edifício que presta serviços a pessoas com deficiência.

Para jogo contra o Coxa em Curitiba, torcida do Vasco terá escolta em todo o Paraná


Da Redação

A partida entre o Coritiba e o Vasco da Gama, neste domingo (6), no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, terá policiamento reforçado pela Polícia Militar. A partida faz parte da última rodada do Campeonato Brasileiro e terá disputa intensa na briga contra o rebaixamento. Na reunião realizada nesta quarta-feira (2), por exemplo, se definiu que a torcida organizada do Vasco será escoltada pelas equipes da Polícia Rodoviária Federal e do Batalhão de Operações Especiais, desde a chegada ao Paraná até a chegada em Curitiba e, depois, no retorno até o limite entre Paraná e São Paulo.
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Foto: Divulgação PMPR
Será intensificada a fiscalização nos arredores e na entrada do estádio para coibir a venda de bebidas alcoólicas. Equipes policiais reforçarão as revistas pessoais nos acessos ao Couto Pereira, em apoio aos seguranças particulares, para evitar a entrada de materiais ilícitos que possam ser utilizados como instrumentos de agressão dentro do estádio.
Os policiais militares do BPTran farão 16 pontos de bloqueio em torno do estádio, delimitando o acesso somente para os moradores e pessoas com ingresso. Para evitar tumultos, o major Alex Erno Breunig, orienta os motoristas que evitem circular na região e procurem trajetos alternativos.
Também é recomendado que as pessoas cheguem cedo ao estádio a fim de evitar filas e que também colaborem com a Polícia Militar na saída após o jogo, respeitando as orientações dos policiais militares.

Barbosa diz que não vê condições para o impeachment de Dilma


Ex-presidente do STF afirmou, em entrevista a Roberto D’Avila, que impeachment pode trazer consequências que não temos condições de avaliar.

Joaquim Barbosa (Gnews) (Foto: Reprodução GloboNews)
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa disse, em entrevista ao jornalista Roberto D’Avila, exibida nesta quarta-feira (2) na GloboNews, que não vê, hoje, condições para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A entrevista de Barbosa foi gravada antes de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitar o pedido de abertura de processo de impeachment contra Dilma.
"Impeachment é um mecanismo regular do sistema presidencialista, mas é traumático. Pode trazer consequências que não temos condições de avaliar hoje”, afirmou.
Para Joaquim Barbosa, parte das instituições brasileiras não está funcionando. "E a que menos funciona, a meu ver, é a mais importante delas, a Presidência da República. Acho que há uma crise na Presidência da República. No nosso sistema político a Presidência é o centro de gravidade. O presidente é o catalisador de todas as ações, ele se comunica diretamente com a nação, esse é o seu papel mais importante. Isso não ocorre no Brasil."
O ex-presidente do STF ressaltou que "o Brasil precisa de lideranças políticas lúcidas, com uma visão muito clara de sociedade e do que precisa ser feito para mudar o país, para completar essa formação inacabada do Estado". Segundo Barbosa, falta alguém para dizer a verdade para o brasileiro.
"Não vejo, tanto na ala governamental quanto na oposição, a liderança lúdica que dê a direção correta", disse.
Barbosa afirmou que as instituições de controle do Estado, como o Judiciário e o Ministério Público, continuam funcionando e que não se surpreendeu com o escândalo da Lava-Jato: "Para mim, isso é uma sequência natural (do mensalão)."
Em relação ao julgamento do mensalão, Barbosa disse que as pressões não o abalaram, mas o que chamou a atenção dele foi a questão racial.
"Fazia o que qualquer juiz sério naquela posição teria que fazer. Era um mero executor de decisões coletivas. Estou convicto de que por trás daqueles ataques insensatos, violentos estava a velha questão racial", ressaltou.
Barbosa disse que não pensa em entrar para a política: "Acho que não tenho vocação para política. Nunca gostei, nem mesmo na época de estudante. Acho que sou uma pessoa livre demais para dar esse passo."

Ministro diz que Cunha lança mão de 'chantagem' para salvar seu mandato


Presidente da Câmara autorizou processo de impeachment de Dilma.
Jaques Wagner disse que atitude revela 'desespero' do parlamentar.

Do G1, em Brasília
Post no Facebook do ministro chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, contra a abertura do processo de impeachment (Foto: Reprodução/Facebook)Post no Facebook do ministro chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, contra a abertura do processo de impeachment (Foto: Reprodução/Facebook)
O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou na noite desta quarta-feira (2), por meio de publicação em sua página no Facebook, que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), lança mão de “chantagem” para manter seu mandato.
Na tarde desta quarta, Cunha anunciou que autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele decidiu dar andamento ao requerimento formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior. Eles alegam que Dilma descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal ao ter editado decretos liberando crédito extraordinário, em 2015, sem o aval do Congresso Nacional.
“A decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de deflagrar processo de impeachment contra Dilma revela o desespero de quem, confrontado com acusações de suspeitas de corrupção, está disposto a lançar mão de todo e qualquer meio, incluindo a chantagem e a violação das regras democráticas, para salvar seu mandato e satisfazer seus interesses”, postou Jaques Wagner.

Cunha é alvo de um processo de investigação no Conselho de Ética da Câmara acusado de ter mentido à CPI da Petrobras ao afirmar que não possui contas no exterior. Documentos enviados pelo Ministério Público suíço ao Brasil indicam que o parlamentar é o beneficiário de dinheiro movimentado em contas no país europeu.

O despacho do peemedebista autorizando a abertura do impeachment de Dilma ocorreu no mesmo dia em que a bancada do PT na Câmara anunciou que vai votar pela continuidade do processo de cassação de Cunha no Conselho de Ética. Ao longo do dia, Cunha consultou aliados sobre a possibilidade de abrir o processo de afastamento da presidente da República.

"A presidenta Dilma não possui contas na Suíça e não está sendo acusada ou investigada por atos ilícitos. Ela foi eleita legitimamente, em eleições limpas e justas pelo povo brasileiro e, mesmo considerando a baixa popularidade ou a crise econômica momentânea", disse Wagner.

"De cabeça erguida e empregando todos os meios legais e legítimos disponíveis, nosso governo lutará para demonstrar a fragilidade jurídica dessa manobra irresponsável e inconsequente. Confiamos na independência e na solidez de nossas instituições. O Brasil é maior e mais forte do que Eduardo Cunha", concluiu o chefe da Casa Civil.

Mais cedo, o ministro do Trabalho e Previdência Social também saiu em defesa da presidente Dilma por meio de nota. "Uma irresponsabilidade com o país e uma tentativa de golpe que será derrotada", afirmou o ministro. "Toda a sociedade brasileira sabe que não há qualquer fundamento, nem jurídico nem político, que permita um pedido de impedimento da presidenta”, concluiu.