Agente da Setran fiscaliza EstaR e, sem perceber briga dentro de carro, é espancado por homem


Por Luiz Henrique de Oliveira


Um agente da Setran (Secretaria de Trânsito), de 57 anos, foi agredido enquanto trabalhava fiscalizando a presença de Estacionamento Regularizado (EstaR) nos carros na Rua Saldanha Marinho, entre a Fernando Simas e a Ângelo Sampaio, no Centro de Curitiba, por volta das 11h20 deste sábado. Segundo o gerente de fiscalização da Setran, Josiel Martins, a vítima foi espancada por um homem que não gostou de vê-lo anotando a placa do carro.
agressores
Vítima foi agredida na mão e no rosto (Foto: Arquivo Pessoal)
“Acontece que dentro desse veículo um casal brigava. Na correria do dia a dia, o agente veio por trás, não percebeu e acabou sendo agredido por esse homem, que não gostou dele olhar a placa e também verificar a presença de EstaR no painel”, descreveu Martins à Banda B, apontando que a hipótese é de que o agressor tenha feito isso por achar que o agente queria se envolver na discussão dele com a namorada.
O coordenador da Setran contou que as agressões foram brutais. “O agressor era muito forte, vestia só uma bermuda xadrez, sem camiseta e chinelo, com porte de lutador. Ele o derrubou e deu vários chutes e socos na cabeça. Uma intolerância muito grande”, lamentou.
A filha do agente da Setran foi quem procurou à Banda B para relatar o que aconteceu, inicialmente achando que o pai tinha apanhado devido à profissão. “Ele estava trabalhando na Saldanha Marinho e quando foi chegar perto de um carro para verificar o EstaR veio um cara e começou a agredi-lo, talvez porque foi multado”, contou ela, ainda sem saber o que teria gerado a agressão.
O agente da Setran foi levado ao Hospital Evangélico e recebeu alta na tarde deste sábado. Ele deverá fazer o Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil.

Para Serraglio, nomeação de Edinho é outra razão para impeachment


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Vera Magalhães, Veja
Ex-relator da CPI dos Correios, que comprovou o mensalão, Osmar Serraglio (PMDB) foi eleito para a comissão especial do impeachment. Além das pedaladas e dos decretos aumentando gastos sem autorização do Congresso, o deputado defende o impedimento de Dilma Rousseff em função da nomeação de seu ex-tesoureiro Edinho Silva como ministro da Secom.
Para Serraglio, Dilma nomeou Edinho para blindá-lo e evitar que ele, citado em delações da Lava-Jato, ficasse à mercê da primeira instância. Leia-se: nas mãos de Sérgio Moro. Tal ato, na visão do deputado, enquadra-se em uma das definições legais de crime de responsabilidade, a de “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”.

Richa entrega 400 vagões e locomotivas para a Ferroeste


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“O Paraná, vai bem, obrigado”, diz o governador Beto Richa, satisfeito com os resultados de seu ajuste fiscal que já lhe permite investimentos, enquanto outros estados não conseguem pagar a folha do funcionalismo. Richa entregou , ontem, em Cascavel, cinco novas locomotivas e mais 400 vagões graneleiros para a Ferroeste. As novas máquinas, investimento de R$ 4 milhões, vão agilizar o escoamento da produção da região. A ferrovia tem agora 15 locomotivas em operação e 400 vagões de frota própria. “Com esse reforço, a partir do ano que vem, teremos dobrado a capacidade operacional da Ferroeste. Mais um importante avanço para conseguirmos um desenvolvimento mais vigoroso para o Paraná”, disse Richa.
Em cinco anos, o governo Beto Richa já investiu mais de R$ 8 milhões na compra de equipamento para modernizar a Ferroeste. Nos anos de 2007 a 2010, os investimentos na Ferroeste foram de R$ 490 mil. A previsão é de que em 2016 a ferrovia transporte 1,5 milhão de toneladas de produtos. Segundo o presidente Ferroeste, João Bresolin, é o dobro do movimentado em 2015. “Um grande investimento que a região Oeste esperava muito. Teremos melhores condições de escoar a nossa produção para o Porto de Paranaguá barateando o frete”, disse.

Dilma, Renan e Janot contestam rito do processo de impeachment


dilmaj
A presidente Dilma Rousseff, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), apresentaram na sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal pareceres que contestam o rito do processo de impeachment defendido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para eles, caberá ao Senado dar a palavra final se o plenário da Câmara for favorável à abertura do processo de impeachment da presidente Dilma. Neste caso, os senadores terão de decidir se Dilma será mesmo afastada do cargo e se o processo de impeachment deverá ser instaurado.
Cunha diz que, aprovado em votação na Câmara, o impeachment deve ser automaticamente aberto no Senado. A definição sobre como se dá a instauração do processo é importante porque, no momento em que isso ocorrer, Dilma terá que deixar a Presidência da República. Os três pareceres serão analisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana, em ação apresentada pelo PCdoB.
Além de defender a prerrogativa do Senado, o parecer do governo, assinado pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, também pede a anulação do despacho inicial de Cunha que deu início ao processo de impeachment, sob alegação de que Dilma não pôde apresentar defesa prévia.
CONTRA A VOTAÇÃO SECRETA
Além de sustentar que cabe ao Senado a decisão sobre o afastamento da presidente, o procurador-geral, Rodrigo Janot, defendeu a anulação da votação secreta ocorrida na última terça-feira, em que a Câmara elegeu, em votação secreta, uma maioria oposicionista para compor a comissão que vai analisar o processo de impeachment. A anulação também foi defendida no parecer de Adams. Eles argumentam que a Constituição não permite o sigilo na votação. A esperança do governo é que, numa votação aberta, ao expor os deputados, ocorram menos traições.
“Os membros do Congresso Nacional não têm o direito de decidir por votação secreta quando a lei fundamental do país (Constituição) a tanto não os autorizou”, disse Janot no documento, concluindo: “Por esses motivos, caso decida o Supremo Tribunal Federal conhecer o pedido, nesse ponto, deve deferi-lo, para invalidar a votação havida no processo de impedimento em curso no Congresso Nacional”.
Na quarta-feira, se o Supremo definir que a votação deveria ter sido aberta, vai se deparar com outra controvérsia: manter ou não os efeitos da decisão da Câmara. O relator do caso, ministro Edson Fachin, é favorável à manutenção de todos os atos já realizados pela Câmara até agora, conforme manifestou na liminar e reforçou em declarações dadas à imprensa ao longo da semana.
Na sessão, o STF também vai decidir se estabelece ou não um rito para o processo de impeachment. O processo começa na Câmara, onde são necessários pelo menos dois terços dos votos dos deputados para autorizar a instauração do processo pelo Senado. Cabe ao Senado julgar o presidente e dar decisão final sobre o impeachment. Está em discussão, porém, se o Senado pode barrar previamente o processo vindo da Câmara, sequer iniciando julgamento, ou se deve apenas formalizar a decisão da Câmara.
Documentos oficiais de 1992, época do impeachment do presidente Fernando Collor, mostram que a decisão da Câmara passou por uma votação prévia no plenário do Senado. Naquele ano, o Senado recebeu a denúncia no dia 30 e instalou uma comissão especial no mesmo dia; no dia 1º, aprovou numa votação rápida em plenário parecer pelo acatamento do processo e pelo afastamento de Collor. No dia 2 de outubro, Collor foi afastado do cargo.
“A decisão de instauração do processo de impedimento do chefe do Executivo deve ser aprovada por maioria simples dos membros do Senado, consoante roteiro adotado no processo que levou à renúncia e veio a condenar por crime de responsabilidade o ex-presidente da República Fernando Collor. A partir da instauração do processo no Senado, o presidente da República tem suas funções suspensas”, escreveu Janot, no parecer enviado ao STF.
“O STF já reconheceu que a Constituição de 1988 modificou as atribuições até então distribuídas entre as Casas Legislativas no procedimento de impeachment, transferindo a atribuição de processar para o Senado Federal e incluindo nesta competência até mesmo o recebimento (ou não) da denúncia popular”, argumentou Renan ao STF.
— Você não pode dar uma consequência gravíssima, que é o afastamento, com a mera decisão da Câmara. Se, para algo bem menor, que é (a derrubada ou manutenção de) veto, exige-se a concordância das duas Casas, não se pode achar que a mera decisão da Câmara já repercuta no mandato presidencial. É necessário que as duas Casas concordem, e isso se dá, evidentemente, com a decisão de instauração ou não — disse Adams.
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OPOSIÇÃO REAGIU
Janot, porém, entende que o Senado pode autorizar o processo por maioria simples. O governo acha que seriam necessários dois terços dos senadores.
Líderes da oposição reagiram à tese de que o Senado pode barrar a abertura de processo aprovado na Câmara. O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que o afastamento é uma precaução para que o presidente não use o cargo para atrapalhar e interferir no julgamento do Senado. Ele diz acreditar que o Supremo irá rejeitar essa tese “esdrúxula”.

Prefeitura intensifica medidas de contenção de enchentes no Rio Verde


WEBMASTER 11 DE DEZEMBRO DE 2015

Além da troca de manilhas danificadas serão instaladas duas caixas de capitação de água

Além da troca de manilhas danificadas serão instaladas duas caixas de capitação de água
Além da troca de manilhas danificadas serão instaladas duas caixas de capitação de água
Obras de contenção de enchentes estão sendo realizadas próximo as Ruas Gustavo Kabitschke e Rodésia, no bairro Rio Verde
Obras de contenção de enchentes estão sendo realizadas próximo as Ruas Gustavo Kabitschke e Rodésia, no bairro Rio Verde
As enchentes na região acontecem devido ao nível do Rio Atuba que, atualmente, encontra-se acima do seu nível normal
As enchentes na região acontecem devido ao nível do Rio Atuba que, atualmente, encontra-se acima do seu nível normal
A Prefeitura de Colombo por meio da Secretaria de Obras e Viação vem intensificando as medidas de contenção de enchentes, entre as Ruas Gustavo Kabitschke e Rodésia, no bairro Rio Verde.
As enchentes na região acontecem devido ao nível do Rio Atuba que, atualmente, encontra-se acima do seu nível normal. Entretanto, a localização das casas construídas as margens – dificulta o trabalho de desassoreamento e limpeza do rio, e também pelo acúmulo de lixo e saibro que entopem as manilhas, dificultando o escoamento da água.
Para Domingo Andretta, morador do bairro há três anos, o local sempre trouxe transtornos e alagamentos quando a incidência de chuvas são maiores. O morador conta que a água já chegou a entrar em casa. “Algumas vezes a água entrou na minha casa e eu perdi alguns móveis e eletrodomésticos. Dessa vez, acredito que com estas obras a nossa vida vai melhorar”, ressalta Andreatta.
Segundo o diretor de Obras de Combate às Enchentes, João Nowacki, a medida desenvolvida no momento é emergencial, pois as chuvas se intensificam nessa época do ano. “O trabalho de contenção torna-se mais difícil devido à localização. Existem muitas residências próximas ao rio e isso nos impede de fazer a limpeza, estamos traçando um plano que possibilite essa limpeza desse trecho. No momento o que estamos fazendo é uma medida paliativa com o propósito de evitar mais transtornos”.
Durante os serviços serão trocadas as manilhas danificadas por manilhas de concreto armado, e também serão instaladas duas caixas de capitação de água. Vale lembrar que algumas ações realizadas no dia a dia ajudam a evitar enchentes. Por isso, é necessário, que as pessoas evitem jogar lixo no chão. “Ao jogar o lixo nas ruas estamos contribuindo para que ocasione o assoreamento dos rios, ou o acumulo de lixo em bueiros”, ressaltou Novacki.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: Marcio fausto/PMC

Projeto Vida na Água abre inscrições para pedidos de alevinos


WEBMASTER 11 DE DEZEMBRO DE 2015

Produtores têm até o dia 22 de dezembro para se inscrever; parte do valor de aquisição de peixes será subsidiado

Projeto Vida na Água abre inscrições para pedidos de alevinosO Projeto Vida na Água, desenvolvido pela Prefeitura de Colombo, por meio da secretaria de Agricultura e Abastecimento, busca diversificar as fontes de renda dos pequenos produtores rurais do município. Para tanto, estão abertas as inscrições para distribuição de alevinos de maneira subsidiada aos produtores, até o dia 22 de dezembro.
“Essa inciativa faz com que haja um aproveitamento do potencial hídrico do município, reservatórios de água e dos viveiros existentes. Essa é uma alternativa a mais de renda para o produtor rural”, afirma o secretário da pasta, Marcio Toniolo.
Serão beneficiados os produtores que residem na área rural de Colombo, que estejam devidamente cadastrados na secretaria, através do CAD-PRO ou na EMATER, através da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Serão subsidiados pelo município 50% do valor, ficando sob responsabilidade do produtor a outra metade.
Poderão ser comprados alevinos de várias espécies, como: Carpa, Tilápia, Bagre Africaco, Jundiá, Cat Fish, Pacu, Piauçu e Lambari. Para poder acessar o subsidio o produtor deve apresentar cópia do extrato da DAP ou CAD-PRO, RG, CPF e comprovante de endereço. Os pedidos podem ser feitos diretamente na Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento.
SERVIÇO
Inscrição entrega de alevinos
Data: Até 22 de dezembro
Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento
Endereço: Rua Marechal Floriano Peixoto, 8771
Telefone: 3656-4849 fala com Daniele
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: João Senechal/PMC

TCU investiga edição de decretos bilionários

Sede TCU
TCU investiga decretos que somam 95,9 bilhões de reais(contas.tcu.gov.br/Divulgação)
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação para apurar indícios de irregularidades na edição de seis decretos de liberação de recursos assinados pela presidente Dilma Rousseff entre 27 de julho e 20 de agosto deste ano. As autorizações, que totalizam 95,9 bilhões de reais, são um dos três motivos do pedido de impeachment da petista em análise na Câmara.
O relatório no qual o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), justifica a abertura do processo também cita as "pedaladas fiscais" e suposta responsabilidade de Dilma nos "desmandos" da Petrobrás.
Em despacho assinado anteontem, o ministro José Múcio Monteiro autorizou inspeção na Presidência da República e no Ministério do Planejamento para apurar se Dilma descumpriu a lei orçamentária ao permitir as liberações. Os auditores pretendem checar a regularidade de todos os decretos de mesma natureza editados ao longo do ano, inclusive os assinados pelo vice-presidente Michel Temer em períodos de interinidade na Presidência.
Temer é signatário de cinco decretos no valor de 10,2 bilhões reais. "Em que pese a eventual corresponsabilidade de outros agentes públicos do Poder Executivo Federal relativamente aos indícios de irregularidades ora evidenciados, a presente representação envolve a Excelentíssima Senhora Dilma Rousseff, que assinou os seis decretos", escreveram técnicos do TCU.
O pedido de investigação foi feito pelo Ministério Público de Contas, que atua no TCU. A representação, do procurador Júlio Marcelo de Oliveira, também embasa o pedido de impeachment dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal admitido por Cunha.
Os decretos de Dilma liberaram recursos após o governo enviar ao Congresso projeto para reduzir a meta fiscal, ou seja, diminuir a economia que o governo faz todos os anos para pagar os juros da dívida pública. Para o Ministério Público de Contas, houve aumento de despesas num cenário de queda de arrecadação que o próprio Planalto admitia na proposta legislativa. O órgão diz que só haveria margem para mais gastos com a revisão da meta, mas deputados e senadores ainda não a haviam alterado - isso somente ocorreu neste mês.
O procurador afirma que Dilma descumpriu a Lei Orçamentária e, no impeachment, os juristas advogam que isso infringiu também a Lei dos Crimes de Responsabilidade, o que permitiria a cassação. Os decretos liberaram recursos em créditos suplementares para diversos órgãos do governo, do Legislativo e do Judiciário. Esse dinheiro veio, segundo as justificativas oficiais registradas nos decretos, de anulações parciais de outros gastos que estavam previstos no Orçamento e foram cancelados, além de "excessos de arrecadações" pontuais e do superávit financeiro de 2014.
Inspeções na Presidência da República são raras. Inicialmente, os auditores vão oficiar ao Planalto requerendo dados e documentos, entre eles análises e notas técnicas que subsidiaram a edição dos decretos. O trabalho deve ser concluído até abril, pois servirá para a análise das contas de 2015 do governo, também sob relatoria de José Múcio.
(com Agência Estado)

Delcídio do Amaral será transferido para quartel da PM

O senador Delcídio Amaral (PT)
O senador Delcídio do Amaral foi preso por tentar obstruir a Lava Jato(VEJA.com/Folhapress)
Por decisão do ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Delcídio do Amaral, que recentemente teve a filiação do PT suspensa, será transferido da Polícia Federal, em Brasília, para o quartel da Polícia Militar do Distrito Federal. Delcídio foi preso no último dia 25 por ordem do próprio STF após suspeitas de que estivesse obstruindo as investigações sobre o escândalo do petrolão.
No início da semana, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncia contra o senador e contra o banqueiro André Esteves, que recentemente deixou o controle do BTG Pactual. Eles são suspeitos de boicotar as investigações da Operação Lava Jato e agora foram formalmente acusados, ao lado do advogado Edson Ribeiro e do chefe de gabinete Diogo Ferreira, de embaraçar investigação de ação penal que envolve organização criminosa, que prevê até oito anos de prisão, e de terem praticado o crime de patrocínio infiel, cuja detenção pode chegar a três anos de reclusão. O Ministério Público também denunciou Delcídio, Edson Ribeiro e Diogo Ferreira pela prática de exploração de prestígio, cuja pena máxima chega a cinco anos de prisão.
Os indícios são de que os quatro atuaram para impedir um acordo de delação premiada do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, preso desde o início do ano por ordem do juiz Sergio Moro. A delação de Cerveró acabou ocorrendo, mas os indícios de que Delcídio está envolvido no escândalo do petrolão não se resumem às informações do novo delator. Nas investigações, o nome de Delcídio foi mencionado pelo delator Fernando Baiano, que afirmou à força-tarefa da Lava Jato que o líder do governo teria recebido até 1,5 milhão de dólares em propina na negociação da refinaria de Pasadena, no Texas. O dinheiro sujo teria sido utilizado na campanha de Delcídio ao governo do Mato Grosso do Sul, em 2006.

Bia, 20 anos, a nova estrela do clã Lula

Bia Lula - Aposta do PT do Rio de Janeiro para 2018, a neta de 20 anos do ex-presidente já sabe fazer gestos mal-educados
Bia Lula - Aposta do PT do Rio de Janeiro para 2018, a neta de 20 anos do ex-presidente já sabe fazer gestos mal-educados(VEJA.com/VEJA)
Maria Beatriz da Silva Sato Rosa, nom de guerre Bia Lula, 20 anos, a neta mais velha de todos sabem quem, é uma estrela em ascensão no PT do Rio. À frente de uma comissão de quinze jovens de Maricá, cidade fluminense onde é dirigente partidária, ela foi uma das estrelas do Terceiro Congresso da Juventude do partido, realizado no mês passado em Brasília, com direito a discurso de abertura de seu avô.
No evento, em que gritou "Fora Levy" e "Fora Cunha", Bia conclamou correligionários a defender o partido: "É nesses momentos difíceis que vemos os verdadeiros petistas. Se desistirmos, tudo vai piorar. Temos de ir para a rua, não fugiremos à luta". Sobre os sentenciados do mensalão e da Lava-Jato, afirmou: "O companheiro Dirceu foi condenado sendo inocente, assim como muitos do nosso partido. Sou uma eterna defensora dele e do companheiro José Genoino. São presos políticos, infelizmente".
Primogênita de Lurian Lula da Silva, a filha de Lula com a ex-enfermeira Miriam Cordeiro, Bia é a aposta do presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, para alavancar o partido nas eleições de 2018, ocasião em que deverá disputar um cargo. Estudante de psicologia, apresenta-se também como atriz. Em 2011, apareceu pela primeira vez no noticiário quando a empresa de telefonia Oi - a mesma que já havia feito um aporte milionário em uma empresa de seu tio Lulinha - decidiu patrocinar com 300 000 reais uma peça que ela estrelava.
Na semana passada, voltou a ganhar os holofotes ao postar em seu Facebook um texto intitulado "Terrorismo midiático", reproduzido no mesmo dia pelo site oficial do PT. Nele, dizia estar sendo "incomodada e, por que não dizer, assediada" por uma repórter do jornal O Globo que queria escrever um perfil seu - "eu querendo ou não". Ao lado do texto, a neta de Lula publicou uma selfie em que faz um gesto mal-educado.
A troca de mensagens entre Bia e a repórter, divulgada no dia seguinte pelo Globo, revelou que a jornalista teve comportamento irrepreensível e que a correspondência entre as duas seguiu em tom afável e cordial. Bia chegou a concordar duas vezes em dar entrevista - desistiu mais tarde alegando não estar bem de saúde. Bia ainda é novinha, mas já demonstra que o talento para fazer a realidade adaptar-se às suas conveniências está no sangue.

Com o PMDB na retaguarda,Temer constrói candidatura ao Planalto


Após carta vazada, vice-presidente tenta reagrupar o PMDB e a oposição e já não esconde o ímpeto de chegar à Presidência

TALITA FERNANDES
11/12/2015 - 23h10 - Atualizado 12/12/2015 00h09
>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana: 
Gilda Cruz Silva e Sanchez, secretária do escritório da Vice-Presidência da República em São Paulo, recebeu das mãos deMichel Temer, às 15h30 da segunda-feira, o documento que registra oficialmente, pela primeira vez desde a redemocratização do país, o rompimento político de um vice-presidente com o chefe da nação. Cartas, ainda que raras hoje, costumam marcar episódios da República – e essa, apesar do conteúdo que resvalou para reclamações fisiológicas, da velha cobrança por cargos, era simples em sua mensagem principal: anunciava, sem grandes esforços de exegese, a ruptura que se construía havia meses, silenciosamente. No papel, Temer colocara as ideias que se consolidaram ao longo do fim de semana anterior, quando sua irritação com Dilma Rousseff ganhara ainda mais musculatura a cada declaração pública da petista de que “confiava” nele. Gilda apressou-se em transmitir para a tela do computador a mensagem escrita pelo chefe.

A viagem secreta de Cardozo ao centro da Lava Jato


O ministro da Justiça e a cúpula da PF desembarcaram na madrugada de terça-feira, 8, em Curitiba. O motivo da viagem – que durou pouco mais de 12 horas – ninguém sabe explicar ao certo

ALANA RIZZO
11/12/2015 - 23h54 - Atualizado 11/12/2015 23h54
Ministro da Justica José Eduardo Cardozo (Foto: Adriano Machado/ÉPOCA )
À 0h50 da terça-feira, um avião da Força Aérea Brasileira decolou rumo a Curitiba. A bordo estavam o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e os delegados da Polícia Federal Leandro DaielloMaurício Valeixo, respectivamente diretor-geral e diretor de Combate ao Crime Organizado da corporação, um assessor do ministro e um policial. Naquela madrugada, já na capital paranaense, esse grupo se encontrou com Rosalvo Branco, superintendente da PF em Curitiba e chefe dos delegados da Lava Jato, e com o agente Newton Ishii, que se consagrou ao ser citado na gravação do filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró como o “japonês bonzinho” suspeito de vazar dados da Lava Jato. O encontro na penumbra ficou fora da agenda oficial do ministro.
Após o desembarque em Curitiba, às 2h25 da madrugada, Cardozo, Daiello, Valeixo e os policiais curitibanos seguiram por um trajeto de 22 quilômetros para o hotel Bourbon Convention. Em seguida, o grupo se dispersou. Valeixo seguiu com Daiello para outro destino.
A Superintendência da Polícia Federal do Paraná é o epicentro de interesses que para lá confluem por causa da Lava Jato: investigadores, advogados de presos, espionagens e pressões políticas. Em meio a essa Babel, a direção da PF determinou a abertura de três sindicâncias para apurar casos estranhos: a instalação de um grampo no fumódromo da sede da Superintendência, supostamente para investigar policiais que criticavam o modus operandi da operação; a venda de dossiês com informações que possam comprometer a investigação; e a instalação de um grampo na cela do doleiro Alberto Youssef, principal delator da Lava Jato. As três sindicâncias já foram concluídas. Em um momento tão difícil, em que o resultado das apurações pode comprometer a maior investigação sobre corrupção do país, a coincidência de encontros feitos às escuras envolvendo o ministro da Justiça, a cúpula e integrantes bem informados da Polícia Federal em Curitiba levanta suspeitas – sobretudo porque os partícipes ofereceram explicações parciais sobre a natureza do encontro.
Na quinta-feira, o governo montou uma operação para esconder a ida de Cardozo e da cúpula da PF ao Paraná e o encontro com os policiais paranaenses na madrugada. Assessores divulgaram que o grupo desembarcara em Curitiba na manhã de terça-feira – e não na madrugada, como mostra o registro de voos da Força Aérea. Na versão oficial, o agente fora designado para a escolta do ministro. Também juntou-se ao grupo de Brasília no almoço no restaurante Madero Cabral, no centro de Curitiba. A steak house é um lugar para ser visto e reconhecido. Cardozo ainda posou para um selfie com o “japonês bonzinho”. Com isso, quis mostrar que ele e os federais de Brasília se encontraram sim, na terça-feira, com o chefe dos delegados da Lava Jato e com o agente Ishii, mas somente no almoço de terça-feira. E que tudo foi tão casual que era motivo de chiste e divulgação.
No jargão policial, há operações chamadas de cobertura, que são expostas para manter outra, simultânea e normalmente mais bombástica, nas sombras. Cardozo, no início da Lava Jato, já havia se reunido reservadamente com advogados de réus poderosos da operação. Agora, acompanhado da cúpula da PF, manteve encontros com personagens-chave da Lava Jato no Paraná. Foram duas reuniões paralelas à conclusão das sindicâncias sobre o uso de escutas clandestinas. Na capital paranaense, os delegados Daiello e Valeixo coreografaram uma participação agendada com “urgência” em Curitiba, em dois eventos públicos matinais. O primeiro no quartel do Exército. “A audiência foi marcada de urgência, na própria terça-feira, para discutir a questão de armas e munição no estado. Eles (PF e Cardozo) estariam aqui em Curitiba para resolver outra questão. E aproveitaram para estreitar a relação com a gente. Foi tudo muito rápido, durou das 10 horas às 10h40”, informou o gabinete do general Duizit Brito, comandante do Quartel da 5ª Região.
POUSO Registro da FAB dos voos de Cardozo (acima) mostra sua chegada a Curitiba na madrugada de terça-feira. Para disfarçar, montou-se uma operação de “cobertura” (Foto: reprodução)
Cardozo, que desembarcara horas antes, não apareceu ao primeiro encontro. A segunda agenda era na Secretaria de Segurança do Paraná. O ministro chegou atrasado. A conversa na Secretaria de Segurança foi, de acordo com a versão oficial, sobre invasões na empresa Araupel, em Quedas do Iguaçu, ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Faz sentido? Menos de 24 horas antes, Daiello e Valeixo não participaram da reunião sobre o mesmo tema no Ministério da Justiça em Brasília, onde estava o governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB. “Foi uma história de cobertura. Não tinha necessidade do encontro,” afirmou um integrante da PF a ÉPOCA.
Procurado, Cardozo disse que não poderia falar sobre o tema das reuniões por se tratar de uma questão de segurança. “O governador e o secretário estiveram aqui e eu solicitei uma análise mais detalhada sobre o assunto. Por isso, pedi apoio da PF”, disse. Ele confirma que foi recebido pelo superintendente Rosalvo e por Ishii no aeroporto de madrugada. Segundo o ministro, duas reuniões foram marcadas para discutir o tema sigiloso. “A primeira era com as Forças Armadas, mas como não estava me sentindo bem acabei não indo. Fui apenas para a segunda com o secretário de Segurança.” Ao final, disse o ministro, a questão que o arrastou até lá não exigiu novas providências. ÉPOCA procurou a direção-geral da PF para esclarecer a viagem. A informação é de que os diretores foram minimizar um potencial conflito no Estado e que a viagem fora solicitada pelo ministro. O superintendente do Paraná, Rosalvo Branco, disse que tinha questões profissionais envolvendo a viagem: “Não vou comentar mais, minha querida”. Por que tanto mistério?

PF investiga negócios de Bumlai com BR distribuidora


Pecuarista ganhou contrato de R$ 157 milhões e fez transações com um dos operadores de propina na estatal

DANIEL HAIDAR
11/12/2015 - 22h30 - Atualizado 11/12/2015 23h32
José Carlos Bumlai com o expresidente Lula  e a dona Marisa (Foto: Reprodução)
Desde que foi preso pela Polícia Federal, no final de novembro, o pecuarista José Carlos Bumlai prestou apenas um depoimento, por insistência de seus advogados. Na ocasião, negou ter se aproveitado de qualquer tipo de proximidade com o entãopresidente, Luiz Inácio Lula da Silva, para fazer negócios suspeitos com empresas estatais. Agora, após a análise de mais de 3 gigabytes do material apreendido com Bumlai e seus ex-sócios da família Bertin, os investigadores vão ouvi-lo com maior insistência. ÉPOCA teve acesso ao baú digital dos arquivos apreendidos. O acervo de fotografias, agendas e muitos documentos revela que Bumlai tem elos com outros episódios investigados pela Operação Lava Jato, além dos já conhecidos. Bumlai, já se sabia, é suspeito de ter participado de um esquema na Petrobras para ajudar a pagar uma dívida do PT e de receber comissão por um negócio com a Sete Brasil que nem mesmo se concretizou. Pelo material apreendido, Bumlai também pode ter operado com a BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras.
No dia 24 de novembro, policiais federais apreenderam contratos de empresas do pecuarista com a BR. Em um desses contratos, a estatal aparece como compradora de etanol da Usina São Fernando Açúcar e Álcool, de Bumlai, depois  de receber um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Pela São Fernando, os representantes foram os diretores Guilherme Bumlai, filho do pecuarista, e Natalino Bertin. Pela Petrobras, assinou Sérgio Barbosa da Silveira, então gerente executivo de logística. A contratação previa o fornecimento de 1.800 metros cúbicos de etanol por mês, de dezembro de 2010 a março de 2011. De abril de 2011 a março de 2014, a venda subiria para 4.500 metros cúbicos mensais. A compra seria feita por R$ 157 milhões.
Em outros documentos, Bumlai aparece unido a um personagem fundamental para quem faz negócios com a BR Distribuidora: Pedro Paulo Leoni Ramos, conhecido como PP, ex-ministro e operador do ex-presidente Fernando Collor na estatal. No escritório da família Bumlai, em Campo Grande, os policiais encontraram um contrato de julho de 2014, pelo qual Leoni Ramos fez uma “opção de compra” para adquirir uma fazenda de Bumlai, a São Luiz. Pela propriedade de 1.900 hectares em Corumbá, seriam pagos R$ 17,1 milhões. O documento apresenta como compradores a Goldenbank, empresa de Leoni Ramos, e a Cialo Participações, de seu sócio Mauro Boschiero. O vendedor era Maurício Bumlai, outro dos filhos do pecuarista. Só o sinal para a garantia do negócio era de R$ 620 mil. A assessoria de imprensa de Leoni Ramos informou que “por razões comerciais” o negócio com Bumlai não foi concretizado e o dinheiro devolvido integralmente. “É importante reforçar que os valores da opção de compra e posterior devolução foram devidamente contabilizados nas empresas.”
O FORNECEDOR Trecho de contrato entre a usina de Bumlai e a BR Distribuidora. O dinheiro era do BNDES (Foto: reprodução)
Assim como Bumlai, Leoni Ramos é investigado pela Operação Lava Jato. Em fevereiro deste ano, ÉPOCA revelou parte do conteúdo da delação premiada do doleiro Alberto Youssef. Youssef disse que ele e Leoni Ramos intermediaram a propina paga em um negócio de R$ 300 milhões entre a BR Distribuidora e a DVBR – rede de postos de gasolina da qual o BTG Pactual, de André Esteves, é sócio. Youssef afirma que houve propina nesse negócio – e que ele foi o encarregado de entregar o dinheiro. No total, R$ 6 milhões – metade para Collor, uma parte para funcionários da BR e a outra para Leo¬ni Ramos. O doleiro diz ter sido acionado para o serviço porque Collor era padrinho de diretores da BR desde o segundo mandato de Lula (2007-2011).
Entre os documentos encontrados com Bumlai, os policiais descobriram algumas fotografias, lembranças dos tempos em que o pecuarista esteve perto do poder. Há fotos como a desta reportagem, na qual Bumlai aparece com Lula e dona Marisa. Em outra, ele está em uma festa junina na Granja do Torto.Conhecido de Lula desde a campanha eleitoral de 2002, Bumlai era uma referência entre os que queriam fazer negócios com o governo. Procurados, advogados de Bumlai não quiseram se manifestar. A Petrobras também não respondeu às perguntas sobre os negócios com Bumlai.

Acidentes por Curitiba; avanço de preferencial em um e carro destruído em outro


Por Luiz Henrique de Oliveira e Daniela Sevieri


Dois graves acidentes aconteceram na noite desta sexta-feira (11) e madrugada de sábado (12) em diferentes bairros de Curitiba. Outro caso aconteceu na manhã de hoje.
Confira os caso:
Boa Vista
(Fotos: Daniela Sevieri – Banda B)

Por volta da 1h deste sábado (12), um Ford Focus ficou com a frente destruída na Rua Nicolau Maeder, a via rápida sentido bairro, no Boa Vista, em Curitiba. O acidente aconteceu em um trecho de reta e assustou os moradores da região.
“O carro ficou completamente destruído na parte da frente. Eu vi o carro rodando e deslizando a quase 300 metros. Ele poderia estar em alta velocidade, pelo forma que aconteceu o acidente”, afirmou à Banda B um morador, que não quis se identificar.
A batida foi tão forte que o motor do carro foi lançado para longe do local do acidente. O motorista, que alegou ter sido fechado, não teve ferimentos.
Fanny
(Fotos: Daniela Sevieri – Banda B)

Um grave acidente deixou duas pessoas feridas após um avanço de preferencial no bairro Fanny, em Curitiba, por volta das 21h desta sexta-feira (11). O motorista de uma caminhonete, que vinha pela Rua Major Vicente de Castro, passou direto pela preferencial e bateu contra um carro que vinha pela Rua Leonel França.
As duas pessoas feridas estavam no Corsa que foi atingido pela caminhonete. A tenente Beckert, do Corpo de Bombeiros, falou sobre o acidente. “O condutor da caminhonete confirmou que não percebeu a sinalização e avançou a preferencial. Uma das vítimas, o motorista do carro, tem ferimentos graves, mas sem risco de morte”, descreveu à Banda B.
O motorista e o passageiro do Corsa foram encaminhados ao Hospital do Trabalhador. Sem ferimentos, o motorista da caminhonete ficou no local para prestar esclarecimentos.
Sítio Cercado
acidente
Motorista do Ka teria dormido ao volante (Foto: DS – Banda B)
O outro acidente, no início da manhã de hoje, aconteceu no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. O motorista de um Ford Ka, que vinha pela Rua Izaac Ferreira da Cruz, perdeu o controle do carro e bateu contra um ônibus, na esquina com a Rua Cruzeiro do Sul.
A informação no local, por parte de testemunhas, é de que o motorista do Ka perdeu o controle e bateu contra o ônibus. Ele teria dormido ao volante, o que não foi confirmado oficialmente. Ninguém ficou ferido na colisão.