Nova fase da Lava Jato foca Lula e pode prejudicar Dilma, avalia Planalto


Eurides Aok - 16.mai.10/Correio do Estado
CAMPO GRANDE, MS, BRASIL, 16-05-2010: O empresário José Carlos da Costa Marques Bumlai. (Foto: Eurides Aok/Correio do Estado) *** DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM ***
O pecuarista e amigo do ex-presidente Lula, José Carlos Bumlai

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O Palácio do Planalto avalia que a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai nesta terça-feira (24) abre uma nova vertente de investigação na Operação Lava Jato, com foco no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e desdobramentos políticos sensíveis para o governo Dilma Rousseff.
Bumlai é amigo de Lula e tornou-se alvo da Lava Jato depois que dois delatores relataram que ele teria repassado recursos para uma nora do ex-presidente e ajudado a quitar dívidas do PT, o que o pecuarista nega ter feito. Além disso, Bumlai é descrito pelo delator Fernando Soares, o Baiano, como uma espécie de lobista na Sete Brasil, empresa que administra o aluguel de sondas para a Petrobras no pré-sal.
Segundo a Folha apurou, o núcleo mais próximo a Dilma avalia que o fechamento do cerco a Lula na Lava Jato tem o objetivo de desmoralizá-lo e enfraquecer sua capacidade de mobilização social.
Os auxiliares da presidente reconhecem que, num eventual cenário de abertura de processo de impeachment contra Dilma, o ex-presidente "é o único" capaz de mobilizar a militância petista e os movimentos sociais para defender o mandato da sucessora.
Caso Lula esteja enfraquecido e desgastado pelas suspeitas de corrupção, por exemplo, o governo Dilma poderia ficar inviabilizado.
O ex-presidente, por sua vez, nega que tenha atuado como intermediário de empresas ou autorizado lobby em seu nome.
Pouco depois da prisão de Bumlai, na manhã desta terça, ministros petistas já discutiam que, se a investigação chegar de vez ao ex-presidente, o resultado prático não será apenas prejuízos ao governo Dilma, mas também significará a derrocada do PT e do projeto político do partido.
LULA X DILMA
Da última vez que se encontraram pessoalmente, há quase vinte dias no Palácio da Alvorada, o ex-presidente e Dilma conversaram sobre os desdobramentos da Operação Lava Jato.
Lula tentou não demonstrar preocupação e disse que os problemas do governo da sucessora têm origem na crise econômica e no que ele avalia ser a má condução da política pela equipe comandada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy,
Dilma, porém, insistiu que o grande celeuma de sua administração é a Operação Lava Jato, que desgastou a imagem do PT e, consequentemente a sua e de seu governo, além de ter prejudicado a Petrobras, a principal empresa pública, considerada a menina dos olhos da presidente.
Lula saiu do encontro bastante irritado com o que chamou de "teimosia" da presidente

Apaixonado por futebol, André Esteves enfrentou dificuldades na infância


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A sala de estar não era atraente. No ambiente apertado tinha até um sofá rasgado. O salário oferecido era menor do que a bolsa paga pela Universidade Federal do Rio de Janeiro ao então estudante de matemática.
André Esteves, 21 à época, ainda assim decidiu apostar no estágio no banco Pactual. À mãe, Tânia, não parava de falar que os futuros chefes prometiam premiações para quem se destacasse.
Ouviu como resposta uma pergunta: "Filho, você vai confiar em banqueiro?".
Vinte e seis anos depois, o agora bilionário —e banqueiro— Esteves foi preso sob suspeita de oferecer ajuda para um plano de fuga de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras.
Na época em que chegou ao Pactual, o país atravessava tempos de hiperinflação, tormento para famílias de classe média como a dos Esteves, que vivam no bairro da Tijuca, zona norte do Rio.
A vida pessoal também ofereceu percalços. Quando criança, André viu o pai sair de casa e se afastar da família após se apaixonar por Érica Pertuis, com quem se casou e teve dois filhos.
IOGURTE RACIONADO
Para sustentar André, Tânia, professora da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), dobrou a carga horária. Pouco via o menino durante a semana.
Nesse período, a compra de iogurtes, que ele adora, era controlada. Houve Natal em que o garoto nem ganhou presentes. A festa se resumia a um jantar ao lado da mãe e da avó Abelinge.
Começavam aí duas das grandes paixões do futuro banqueiro: a leitura e o time do Fluminense.
Adolescente, viu o clube do coração ser tricampeão carioca. Quando ia ao Maracanã, era levado pelo pai de um vizinho, torcedor do rival Flamengo. Passava o jogo com outro colega ou sozinho na arquibancada e só reencontrava seu acompanhante no fim do jogo.
Em 1987, aos 19 anos, André Esteves passou no vestibular para matemática, na UFRJ. A vida começou a tomar novo rumo a partir daí.
No Instituto de Matemática, na Ilha do Fundão, decidiu-se pelo ramo da informática, curso que hoje é chamado de ciência de computação.
Nessa época, conheceu também Lilian Marques, colega de turma que se tornaria a sua namorada. Os passeios com a namorada se limitavam a lanches no McDonald's em dias festivos, como aniversários de namoro. Mesmo assim não era sempre que se davam esse luxo.
De resto, o casal se via na faculdade ou na casa de um deles. Lilian e André acabaram se casando. Têm três filhos, hoje adolescentes.
BOAS NOTAS E BOM PAPO
As notas altas são uma constante do menino tijucano na faculdade. Em seu boletim apenas uma reprovação nos cinco anos de curso.
"Numa análise fria, levando em conta apenas as notas, ele era um bom aluno. Acima da média", diz a professora Walci Santos, diretora do Instituto de Matemática.
Os colegas de turma viam no estudante aplicado também um bom papo. Sempre bem articulado, tinha opinião sobre todos os temas.
André Esteves logo conseguiu uma bolsa e passou a trabalhar na universidade, o que lhe garantia R$ 800 por mês, em valores atualizados.
O convívio com o pai voltava aos poucos, facilitado pela aproximação com os dois meios-irmãos, Flávio e Júlio.
"Sou meia-mãe dele. Não tem essa de madrasta. Somos uma família e estamos sofrendo muito com este momento", afirma Érica Pertuis Esteves, que administra com os filhos postos de gasolina e lava jatos no centro e na zona norte do Rio.
Um anúncio no jornal, em 1989, chamou a atenção do estudante: o banco Pactual selecionava jovens. Na entrevista foi surpreendido com a proposta de R$ 600, menos do que recebia na UFRJ.
Ao conhecer o Pactual, dizia que o banco era como se fosse "uma Disneylândia". Aos amigos Esteves repetia que seu único sonho era conseguir um emprego.
ESFORÇO E SORTE
Viu o sonho se tornar realidade ao ser contratado como programador de sistemas. Um traço logo chamou a atenção dos colegas: o estudante fascinado por computador era também obstinado.
"Ele estudava uma noite inteira para entender um assunto. Não era apenas o mais brilhante dessa turma de estagiários. Era mais brilhante até que o chefe que o contratou", recorda-se o empresário Luiz Cezar Fernandes, então sócio do Pactual.
Começou desde essa época a espalhar o lema de "que quanto mais se trabalha mais a sorte aumenta", que repetiu em todas as palestras que fez antes de ser preso.
Em abril de 1992, Esteves se formou com uma monografia em que descreveu os trabalhos do gerente de informática. Faltavam oito meses para que o presidente Fernando Collor decidisse não responder ao processo de impeachment e deixasse a Presidência da República.
Um dia, ganhou uma oportunidade na mesa de operações. Nos 13 anos seguintes, trilhou o caminho que o levou a um dos principais sócios do banco. Aos 37 anos, em 2005, entrou pela primeira vez para a lista dos bilionários do Brasil.
O grande salto do banqueiro veio em 2009, quando ele e um grupo de sócios recompraram por menos de US$ 2,5 bilhões o banco que tinham vendido três anos antes ao UBS, por US$ 3,1 bilhões.
DE VOLTA AO JOGO
Em poucos dias, o banco foi reaberto com o nome de BTG Pactual. No mercado, a sigla BTG, oficialmente Banking and Trading Group, é traduzida como "back to the game" (de volta ao jogo).
Esteves sempre negou essa versão, mas quem o conhece diz que ele não é de desistir após uma derrota.
Preso, sem prazo para ser libertado, no presídio de Bangu 8, no Rio, ele aguarda as tentativas de seus advogados de defesa para conseguir um habeas corpus que o tire da cadeia antes do Natal.
As imagens do banqueiro preso surpreenderam Valdemar Pereira da Silva, 60, contratado há 38 anos por Abelinge, avó de Esteves, para trabalhar no edifício Stella Gama, onde o garoto morou por toda a infância.
"Aquele menino não fazia bagunça, não gritava, não quebrava nada. Ele não dava trabalho para a avó. Agora, olha isso", diz o porteiro.
Folha procurou a família de André Esteves em telefonemas ou por mensagens. A FSB, assessoria de imprensa contratada pelos parentes do banqueiro, telefonou duas vezes para a reportagem e informou que, neste momento, ninguém iria se pronunciar.
Tânia está aposentada. Alcides Esteves, pai do banqueiro, morreu em um acidente de carro, em 2011. Abelinge não foi localizada

Homem morre baleado em tentativa de assalto na Zona Norte do Rio


Raphael estava no carro com a mulher, a mãe a irmã
Raphael estava no carro com a mulher, a mãe a irmã Foto: Divulgação
Carolina Heringer, Lígia Modena e Thais Carreiro
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Um jovem morreu baleado, na noite deste sábado, quando passava pela Avenida Automóvel Clube, altura do bairro Engenho da Rainha, Zona Norte do Rio. O admistrador Raphael Gonçalves, de 28 anos, levou um tiro depois de ser abordado por bandidos. Ele estava no carro acompanhado da mulher, Juliana Pimenta, de 30 anos, da mãe Eliana Gonçalves Nogueira e da irmã Lisandra Gonçalves. A família voltava do Centro do Rio depois de tentar comemorar o aniversário do rapaz - ocorrido no próprio sábado. Juliana e Raphael estavam casados há apenas dois meses.
— Era aniversário do Raphael e eles iam festejar, mas voltaram para casa antes, por causa da chuva. Estava tudo alagado e desistiram (da comemoração) — contou o tio do jovem, Eraldo Nascimento.
Juliana e Raphael estavam casados há 2 meses
Juliana e Raphael estavam casados há 2 meses Foto: Divulgação
De acordo com ele, o assalto aconteceu por volta das 21h20m. Os bandidos teriam anunciado um assalto e o jovem não teria reagido. Mesmo assim, foram feitos disparos. Os bandidos fugiram sem levar nada. Segundo o tio, Raphael foi atingido nas costas. Já Juliana, ainda de acordo com Eraldo, teria levado quatro tiros - um deles teria se alojado no pulmão.
- Mas ela está bem. Está internada ainda - disse ele.
Juliana está no Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte, e deve ser transferida para uma unidade particular.
'Não tiveram pena'
Em entrevista ao EXTRA, Eliana Gonçalves, mãe de Raphael, contou que os bandidos bateram na lateral do carro do flho, do lado do carona, e desceram já apontando as armas.
- O carro deu um tranco e eles começaram a atirar. Minha nora pedia calma, mas eles não tiveram pena. Mataram meu filho no dia do aviversário dele - disse ela.
Por telefone, Lisandra Gonçalves também conversou com o EXTRA. Ela disse ainda estar muito nervosa. Segundo a jovem, o grupo voltava para casa, no bairro Jardim América, quando foi fechado por um carro.
- Vi apenas um homem saindo e ele anunciou o assalto - contou ela, que começou a chorar e não conseguiu concluir a entrevista: - Não está dando para falar, eu estou muito abalada. Desculpa.
O EXTRA entrou em contato, por e-mail, com a Polícia Miilitar para saber mais detalhes do crime. A corporação ainda não se pronunciou. Já a Divisão de Homicídios (DH), responsável pelas investigações, disse que há equipes na rua buscando testemunhas.
O corpo de Raphael está no Instituto Médico-Legal (IML). O enterro deve ser nesta segunda-feira.
Luto nas web
Em redes sociais, parentes e amigos de Raphael e de Juliana lamentaram o ocorrido.
"Receber uma notícia dessas não é nada fácil, ainda mais mais sendo você sempre alegre, prestativo, amigo, participativo, sempre com um sorriso no rosto. Que Deus lhe receba de braços abertos, por nós você sempre será lembrado a cada momento", escreveu um amigo.


Jovem e adolescentes são detidos por passar nota falsa em comércio


Do Portal Catve.tv


Uma jovem de 18 anos foi presa e dois adolescentes foram apreendidos na madrugada deste sábado (12) com notas falsas, em Toledo, interior do Paraná. Os menores estavam com aproximadamente R$ 300,00 e a mulher com R$ 50,00.
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(Foto: Portal Catve.tv)
De acordo com os militares, o trio tentou passar as notas em um comércio. Após as informações repassadas para a polícia, as equipes conseguiram abordar os três em uma distribuidora de bebidas, na avenida Maripá.
A jovem foi encaminhada para a Polícia Federal de Cascavel. Já os adolescentes, de 16 anos, ficaram apreendidos na cidade de Toledo.

Homem de 59 anos é preso depois de ‘peregrinar’ por caixas eletrônicos para aplicar golpe



Por Luiz Henrique de Oliveira e Daniela Sevieri


Um homem de 59 anos foi preso em flagrante na manhã deste sábado (12) por tentar instalar o ‘chupa-cabra’ em caixas eletrônicos, aparelho usado para copiar os dados de quem utiliza asagências bancárias. A detenção, por parte de policiais militares, aconteceu em frente a uma agência da Caixa na Av República Argentina, no bairro Água Verde.
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(Foto: Daniela Sevieri – Banda B)
O soldado Jota Moreira, da Polícia Militar (PM), comentou que o fundamental foi a denúncia por parte da população.
“Recebemos denúncias de que esse homem tentava instalar esse equipamento em uma agência na República Argentina, sendo que antes ele tinha sido visto em outra. Fizemos a abordagem e localizamos o equipamento”, explicou à Banda B.
A intenção do suspeito com o chupa-cabra era de conseguir capturar os dados de quem utilizasse o caixa eletrônico. Com passagens por estelionato, o homem de 59 anos foi autuado em flagrante e não quis explicar o motivo da nova ação criminosa.

Jovem que conversava com amigos é executado em frente à oficina mecânica



Por Luiz Henrique de Oliveira e Daniela Sevieri


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Vítima foi morta com vários tiros (Foto: Daniela Sevieri – Banda B)
Um jovem de 26 anos, identificado apenas como Luiz Fernando, foi morto a tiros em frente a uma oficina mecânica no bairro Cachoeira, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, no meio da tarde deste sábado (12). A vítima conversava com amigos quando foi abordada pelo assassino, que usava uma pistola calibre 380.
O tenente Lopes, da Polícia Militar (PM), falou sobre o caso à Banda B. “O cidadão estava em frente ao comércio quando o rapaz chegou e disparou várias vezes. Ele não tinha antecedentes criminais, o que sabemos é que alguns de seus familiares tinham passagens”, descreveu.
Ninguém informou se o atirador fugiu a pé ou em algum veículo que dava cobertura. Os amigos da vítima, que foram poupados, serão ouvidos na Delegacia de Almirante Tamandaré, que investiga o caso.

Próximos dias devem ser ‘típicos de verão’: com sol e chuvas rápidas à tarde


Por Marina Sequinel e Geovane Barreiro

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(Foto: Geovane Barreiro – Banda B)
Os próximos dias da semana prometem ser ‘típicos de verão’ (estação que começa oficialmente em 21 de dezembro) em todo oParaná, segundo o Instituto Tecnológico Simepar. Como neste domingo (13), as temperaturas devem aumentar durante a manhã, com o sol aparecendo, o que contribui para o aumento da instabilidade e eleva a possibilidade de chuvas entre o meio e o fim da tarde.
“A expectativa é de que nós teremos nesta semana as chuvas de verão, passageiras, após os termômetros subirem. Há condições para que essas precipitações se formem principalmente durante a tarde na maioria das regiões do estado”, comentou a meteorologista Sheila Radmann da Paz, em entrevista à Banda B.
Neste domingo, a máxima prevista para Curitiba é de 28°C. Em Paranaguá, este número chega aos 32°C e, em Foz de Iguaçu, aos 31°C. Amanhã, na capital, os termômetros devem marcar entre os 18°C e 28°C; em Paranavaí, entre os 23°C e 33°C; e, em Pato Branco, entre 21°C e 26°C.

Ninguém acerta as seis dezenas e prêmio da Mega-Sena vai a R$ 175 milhões


Da Redação

O concurso 1.769 da Mega-Sena terminou sem vencedores neste sábado (12) e, acumulado, oprêmio deve chegar a R$ 175 milhões na quarta-feira (16). O sorteio aconteceu na cidade de Vilhena, em Rondônia.
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(Foto: Banda B)
As dezenas sorteadas foram 32 – 37 – 44 – 47 – 54 – 60.
Segundo a Caixa Econômica Federal (CEF), a quina teve 105 apostas ganhadoras, que vão levar R$ 54.460,29 cada uma. Já na quadra, 7782 bilhetes foram vencedores e vão ganhar R$ 1.049,73 cada um.
Apostas
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

José Aldo é nocauteado em 13 segundos e perde cinturão para McGregor


Da Redação com Portal Uol
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(Foto: Reprodução/TV Globo)

O irlandês Conor McGregor chocou o mundo do MMA ao levar apenas 13 segundos para nocautear José Aldo durante a luta realizada neste sábado (12) em Las Vegas (EUA). No primeiro lance da luta principal do UFC 194, McGregor acertou um direito em Aldo, que acabou nocauteado.
Agora, o irlandês é o novo campeão da categoria dos penas.  A luta durou apenas um golpe de cada lado. Eles deram diretos simultâneos, mas quem sentiu foi o brasileiro. Aldo caiu já desacordado e ainda levou alguns golpes no chão. A torcida irlandesa foi à loucura e o ginásio parecia um estádio em Dublin.

Policial rodoviário morre na hora ao capotar carro e bater contra muro no Contorno Norte



Um policial rodoviário estadual morreu em um acidente no Contorno Norte, em Maringá, na madrugada deste domingo (13). Carlos Aparecido Pinelli, de 52 anos, era lotado no posto de fiscalização em Iguaraçu.
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(Foto: Reprodução/Oséias Miranda – http://www.oseiasmiranda.com.br)
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele estava sozinho em um carro Tiggo quando perdeu o controle, saiu da pista, capotou e bateu contra um muro. O motorista morreu no local.

Grave acidente deixa um morto e 13 feridos no Contorno Leste


Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento
(Fotos: Geovane Barreiro – Banda B)

Um grave acidente deixou uma pessoa morta 13 feridos no Contorno Leste, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na tarde deste domingo (13). O caso foi registrado no km 108, próximo ao viaduto da Avenida Rui Barbosa e, segundo testemunhas, pelo menos cinco carros se envolveram na ocorrência.
“Pelos vestígios, nós apuramos que houve uma colisão inicial entre dois automóveis e um Versailles teria acabado com o capô aberto e freado, com o susto. Nisso, outro carro bateu no Versailles e eles foram engavetando, um a um”, explicou o policial rodoviário federal Vinícius Souza em entrevista à Banda B.
De acordo com ele, a vítima fatal seria ocupante de um Onix, mas essa informação ainda precisa ser confirmada. Com o impacto, um idoso ficou gravemente ferido e foi levado ao hospital de helicóptero.
“A cena é muito assustadora. Eu vi vários veículos destruídos e um corpo embaixo de uma lona. A BR sentido São José está bloqueada e o congestionamento é grande”, comentou Gilberto, um ouvinte da Rádio Banda B, que passou pelo local.

Manifestantes voltam às ruas para pressionar pelo impeachment

Manifestação contra o governo Dilma (PT) reuniu cerca de 10.000 pessoas em Porto Alegre (RS) neste domingo (15)
Manifestação contra o governo Dilma (PT) reuniu cerca de 10.000 pessoas em Porto Alegre (RS) neste domingo (15)(Jefferson Bernardes/VEJA)
Os grupos que levaram centenas de milhares de brasileiros às ruas no primeiro semestre deste ano para protestar contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores voltam neste domingo a se manifestar. Desta vez, o mote é o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff acolhido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 8. O objetivo dos manifestantes é pressionar o Congresso a dar prosseguimento à ação que pode resultar no impedimento da petista. De acordo com informações dos movimentos Vem pra Rua e o Movimento Brasil Livre (MBL), há atos confirmados em mais de 100 cidades nos 26 Estados e no Distrito Federal.
Os organizadores das manifestações esperam que menos pessoas saiam às ruas neste dia 13 - sobretudo porque houve pouco tempo para divulgação dos atos. Por isso, as lideranças tratam a manifestação como um "esquenta" para um mega ato, cuja data deve ser anunciada neste domingo. "Fomos nós que impusemos essa agenda no Congresso. Nenhum partido comprava a ideia antes, mas desde o início nós estávamos gritando 'Fora Dilma'. O Brasil não aguenta mais esse governo", afirmou Renan Haas, do MBL.
Segundo ele, além de pedir o afastamento de Dilma, os atos centrarão fogo nos deputados contrários ao impeachment, de acordo com a base eleitoral de cada um. "Aqui, em São Paulo, por exemplo, será 'Fora Dilma e leva o [Celso] Russomanno com você'. No Rio, será contra o [Leonardo] Picciani, e por aí vai". Também haverá reivindicações pela destituição do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pela não intervenção do Supremo Tribunal Federal no rito do impeachment.
Apesar de esperarem por um público menor, os movimentos apostam novamente na pulverização dos atos Brasil afora. Gustavo Gesteira, porta-voz do Vem pra Rua no Nordeste, citar de cor o motivo pelo qual está conclamando a população a sair às ruas: "Inciso 5º do artigo 85 que enseja o crime de responsabilidade previsto na Lei 1.790, de 1950 [que regula o impeachment]". "As pessoas comuns estão indignadas com a corrupção e os demandos na economia praticados por esse governo", diz. Segundo ele, o movimento tem crescido na região, um tradicional reduto petista.
A manifestação foi marcada às pressas logo depois do presidente da Câmara acolher o pedido de impeachment assinado pelos juristas Helio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, que imputa à presidente o crime de responsabilidade pela prática das pedaladas fiscais neste ano e em 2014.
Dado o pouco tempo para arrecadar fundos, a estrutura do principal protesto, que será realizado na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, deve ser menor do que a dos atos anteriores. "Não vai ter tanta faixa, nem lambe-lambe, como da última vez. Vamos nos focar mais no carro de som", afirmou Haas. Tirando isso e o fato de que a Avenida Paulista já vai estar fechada para a circulação de carros, a organização deve ser a mesma das manifestações passadas. Cada grupo se posicionará em um ponto da via e os manifestantes devem se aglomerar em volta dos trio elétricos - MBL vai ficar na frente do vão livre do Masp e o Vem pra Rua, no cruzamento da Pamplona. Outra presença esperada é a do pixuleco, boneco inflável do ex-presidente Lula vestido de presidiário.
A expectativa de que o agravamento da crise financeira infle as manifestações no ano que vem levou os parlamentares da oposição a defenderem a manutenção do recesso, o que faria com que o processo de destituição se arrastasse até fevereiro de 2016. O Planalto, por sua vez, conta com o clima de fim de ano para esvaziar o ato e pretende colocar um ponto final na discussão o quanto antes. Tanto um lado como o outro consideram que o agravamento da crise e os desdobramentos da Lava Jato têm o potencial de inflamar as ruas.
O líder da minoria na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo (PSDB-PE), avalia que para o processo de impeachment ir adiante são precisos três igredientes: crime de responsabilidade, um cenário de depressão econômica e mobilização popular. "Sem uma desssas coisas, qualquer movimento é fadado ao insucesso. A mobilização é tão importante quanto os elementos de ordem formal. Sem ela o movimento tende a perder legitimidade", afirmou o deputado, que integra a comissão especial que avaliará o mérito da ação de impeachment. Já o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos políticos mais aclamados pelos manifestantes, disse que a mobilização é "fundamental" para dar força ao processo. "É justamente o que está faltando agora", afirmou. Assim como boa parte da oposição, os grupos também veem com simpatia a ascenção do vice-presidente Michel Temer (PMDB) ao lugar de Dilma.
O PT também sabe da importância de estar nas ruas e convocou sua militância e movimentos historicamente ligados ao partido para protestar em defesa da presidente Dilma - o ato foi marcado para o dia 16 de agosto. Com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vágner de Freitas, passou a última semana se articulando com lideranças de outras entidades, como Movimento Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), União Nacional dos Estudantes (Une) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), para definir estratégias a fim de combater a ideia do impeachment. Entre elas, estão a de taxar o movimento de "golpista" e de contrário ao interesse dos trabalhadores. Freitas promete para o dia 16 a "maior unidade da esquerda brasileira" desde os protestos pelo afastamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello - que não foi considerado 'golpe' pela esquerda.
Até aqui, no entanto, o movimento pró-impeachment conseguiu mobilizar um efetivo maior do que o favorável ao governo. Basta comparar os números dos maiores protestos dos dois grupos: 1 milhão de pessoas em 15 de março e 40.000 pessoas em 20 de agosto, em São Paulo, respectivamente, conforme cálculos da Polícia Miliar. O triunfo dos anti-governo também é reflexo da baixíssima popularidade da presidente Dilma entre os brasileiros. Segundo a última pesquisa Datafolha, ela superou em taxa de reprovação o próprio Collor.
Fazendo um paralelo entre 1992 e 2015, no entanto, o contexto socio-político é bem diferente: os caras-pintadas só apareceram às ruas quando o processo já estava deflagrado no Legislativo e o partido de Collor, o PRN, não tinha nenhum respaldo na sociedade. Já a presidente Dilma tem uma tropa ao seu dispor que, mesmo descontente com a atual política econômica do governo, tem capacidade de colocar milhares de pessoas na rua - nem que seja militância paga. Um dos grupos deverá ter mais influência sobre o Congresso.

Vacina para zika vírus deve demorar até 10 anos


Instituto Butantan começará a trabalhar numa vacina em janeiro, diz diretor. É a medida mais eficaz para evitar microcefalia em bebês de mães infectadas na gravidez

MARCELA BUSCATO
11/12/2015 - 18h22 - Atualizado 11/12/2015 19h00
A proteção mais eficaz contra o zika vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, é uma vacina para tornar o organismo imune à infecção. O problema é que ela pode demorar até 10 anos para ficar pronta. "Como já temos algum conhecimento para esse tipo de vírus, pode ser que leve entre 8 e 10 anos, mas não menos do que isso", diz o médico Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan, em São Paulo. 
Segundo Kalil, pesquisadores da instituição já teriam começado a discutir com técnicos dos Institutos Nacionais de Saúde, do governo dos Estados Unidos, quais estratégias podem ser usados para se chegar a uma vacina. Os técnicos americanos estiveram no Butantan para discutir o assunto. "Ainda não começamos a trabalhar, mas já estamos pensando na estratégia científica", diz Kalil. "Queremos começar a trabalhar nisso já nos mês que vem [janeiro]", diz Kalil. "Acreditamos que o tipo de vacina para zika será semelhante ao da febra amarela e ao da dengue, que estamos desenvolvendo no Instituto Butantan." Hoje, a Agência Nacional de Vigiliância Sanitária autorizou o início da última fase de testes da vacina da dengue em humanos. Ela é feita com o vírus enfraquecido.
Aedes aegypti (Foto: James GathanyCDC/PHIL/Corbis)



 
No mês passado, autoridades de saúde brasileiras descobriram a relação do zika vírus, que suspeita-se tenha começado a circular no país em 2014, e os casos de microcefalia em bebês. A microcefalia é uma deficiência no crescimento cerebral que pode causar atraso mental e problemas de audição e visão. A relação foi confirmada pela Organização Mundial da Saúde. Este ano, o país já teve 1.761 casos em 422 municípios, em 13 Estados, além do Distrito Federal. A microcefalia também pode ser causada por outros tipos de infecções durante a gravidez, como pelo protozoário Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose, e pelo citomegalovírus, causador da herpes.
Para chegar a uma vacina contra o zika vírus, os pesquisadores terão de vencer as etapas previstas normalmente para se chegar a uma vacina:  desenvolver o modelo molecular, testar em animais não-primatas, depois em macacos e, finalmente, em seres humanos. Além disso, para o zika vírus, ainda algumas dificuldades adicionais. Primeiro, é preciso conhecer melhor o vírus para saber se há apenas um tipo. O da dengue, por exemplo, tem quatro versões.
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Os cientistas também precisam saber como o sistema de defesa do organismo reage ao zika: há a possibilidade de se criar imunidade com uma única infecção, o que significa que não ocorrerá mais infecção, ou de o vírus ficar inativo e voltar a ser ativado em algumas circunsctâncias. Esse último caso dificulta o desenvolvimento de uma vacina. Até hoje, segundo registros da OMS, não se conhece nenhum caso de pessoas que tenham pegado o vírus mais do que uma vez - uma notícia animadora para as perpectivas de desenvolvimento de uma vacina. O zika vírus foi descoberto em 1947, em uma floresta de Uganda, na África, onde causava epidemias pontuais em locais isolados. Por isso, nunca se teve muitas informações sobre a evolução da doença e características do vírus causador.