Internauta alerta para ‘lago armadilha’ no Parque Barigui; se alguém cair, afunda não volta



Por Luiz Henrique de Oliveira


A internauta Vânia Lucia Slavieiro, de 53 anos, fez um vídeo na manhã deste sábado (26) mostrando o risco que as pessoas estão correndo devido a uma vegetação que tomou conta de um dos lagos do Parque Barigui, na frente da academia. De acordo com ela, crianças e turistas podem afundar e desaparecer, sem saberem que, por baixo do verde, existe uma água profunda.
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Lago sumiu devido à vegetação verde (Foto: Reprodução Facebook)
“Precisamos avisar a Prefeitura de Curitiba para limpar a borda do lago para que as pessoas, que não conhecem o parque ( turistas), não caiam – principalmente as crianças. Está perigoso, pois parece chão de grama e é, na verdade, um lago. Uma criança quase caiu quando estive no parque na manhã neste sábado”, contou Vânia.
Prefeitura de Curitiba, por meio de nota, que vai reforçar a sinalização no local nesta semana.“No ponto mostrado no vídeo já existe uma placa alertando sobre a presença de jacaré e pedindo para não se aproximar da água. O crescimento de plantas aquáticas é mais acelerado nessa época do ano devido ao aumento do calor e da quantidade de chuva. A retirada dessas plantas tem que ser feita manualmente. Uma equipe da Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba irá começar o serviço de limpeza dessa área do lago do Parque Barigui nos próximos dias”, diz a nota.
Viralizou
O vídeo da internet viralizou entre os curitibanos e, por volta das 15h deste domingo (27), contava com mais de 2,2 mil curtidas e 5,5 mil compartilhamentos.
Assista a postagem abaixo:CLIQUE AQUI

Após domingo de sol e calor, chuva deixa Rio em estágio de atenção


Previsão é de pancadas de chuva moderada a forte no fim do dia.
Temperatura máxima foi de 40°C e a sensação térmica, de 44,4°C.

Do G1 Rio
Chove forte em alguns pontos do Rio (Foto: Reprodução/Twitter)Choveu forte em alguns pontos do Rio (Foto: Reprodução/Twitter)
Depois de um dia com sol forte e temperatura máxima de 40°C, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que o município entrou em estágio de atenção às 16h55 deste domingo (27) devido à atuação de núcleos de chuva. A previsão para as próximas horas é de pancadas de chuva moderada a forte em pontos isolados, acompanhadas de rajadas de vento.(veja vídeo)

Por volta das 17h20, houve registro de chuva forte em Irajá, Anchieta, Grota Funda, Bangu, Santa Cruz e Campo Grande.
saiba mais

O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa a ocorrência de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.
Céu ficou encoberto na Lagoa Rodrigo de Freitas (Foto: Káthia Mello / G1)Céu ficou encoberto na Lagoa Rodrigo de
Freitas (Foto: Káthia Mello / G1)
Praias lotadas e 4 detidos
A semana de intenso calor no Rio chegou ao auge neste domingo. A máxima registrada foi de 40°C, na estação Guaratiba, e mínima de 24,3°C. A maior sensação térmica registrada foi 44,4°C, às 12h, na estação Barra/Riocentro, na Zona Oeste.

As praias da cidade ficaram lotadas. Por volta das 17h, um helicóptero da polícia sobrevoava a área do Arpoador e do Posto 9, em Ipanema, para tentar garantir a segurança dos banhistas. De acordo com a assessoria da PM, quatro suspeitos foram detidos e encaminhados para a 14ª DP (Leblon).
Cariocas também foram ao recém-inaugurado Parque Radical de Deodoro para se refrescar em uma grande piscina que será usada nos Jogos Rio 2016, e à prainha do Parque de Madureira, também aberta este ano.

Praia da Barra da Tijuca ficou cheia  (Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)Praia da Barra da Tijuca ficou cheia (Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Irmãos gêmeos somem da vista da mãe e morrem afogados em açude



Dois irmãos gêmeos, de 2 anos, morreram neste sábado (26) após se afogarem em um açude no interior de Toledo.
Os policiais da Rádio Patrulha de Toledo foram acionados para se deslocar até a PR-317, em um sítio, com a informação de que as crianças haviam desaparecido. Segundo as informações, o pai teria saído para ir ao mercado e deixado às crianças com a mãe e, ao retornar, não os encontrou.
Enquanto as equipes seguiam para o local, as equipes receberam um chamado de que uma das crianças foi localizada em um açude. Ao chegarem ao local, eles encontraram a mãe ajoelhada em desespero ao lado dos corpos das duas crianças, já sem sinais vitais.
Uma equipe do Siate foi até o local, prestou os primeiros socorros e chegaram a encaminhar as crianças para o Hospital Bom Jesus, onde a morte foi confirmada.
A mãe das crianças relatou aos policiais que estava lavando roupas enquanto as crianças brincavam na arada e comiam chocolate e, por um momento de descuido, não percebeu a ausência dos filhos.
Os corpos foram encaminhados para o IML de Toledo.

Batida entre caminhão e carro deixa pai da menina Stefani morto em Porto Amazonas


Por Luiz Henrique de Oliveira e Flábia Barros
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Edgar lutava para localizar a filha Stefani há mais de três anos (Foto: Reprodução)

Um grave acidente entre um carro e um caminhão na PR-427, que liga a Lapa até a cidade de Porto Amazonas, na região metropolitana de Curitiba, terminou com a morte de Edgar Rochisnik, na manhã deste domingo (27). Edgar era pai da menina Stefani Vitória Rochinski, desaparecida desde maio de 2012, quando tinha dez anos.
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Acidente deixou homem morto (Foto: Reprodução Notícias Lapa-PR)
O acidente aconteceu no KM 60 e deixou a pista interditada nos dois sentidos durante a manhã de hoje. O carro de Edgar foi esmagado por um caminhão.
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) confirmou a ocorrência, mas ainda não soube passar detalhes do que causou a tragédia. O que se sabe é que o caminhão ficou atravessado na rodovia.
Na rede social Facebook, o relato de amigos é que Edgar retornava da Lapa a Porto Amazonas, onde havia deixado o filho no Quartel da Lapa. Ele iria participar da missa deste domingo, pois era ministro de eucaristia em Porto Amazonas.
Caso Stefani
Stefani Vitória Rochinski saiu de casa em Porto Amazonas (Campos Gerais) na manhã de quatro de maio de 2012 para ir a escola e não voltou mais. Buscas foram feitas e suspeitos chegaram ser presos, mas até o momento o caso é um mistério.

Deslizamento deixa três mortos em Itapecerica da Serra


Deslizamento atingiu três casas e sete pessoas foram soterradas.
Chuva forte atingiu região metropolitana de São Paulo neste sábado.

Do G1 São Paulo
Um deslizamento em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, provoca três mortes. Sete pessoas foram soterradas na noite deste sábado (26), de acordo com o Corpo de Bombeiros, mas uma vítima ainda não foi encontrada e as buscas continuam. Dez equipes com 35 homens foram enviadas para atender a ocorrência.
Soterramento em Itapecerica da Serra (Foto: Bruna Vieira/Arquivo Pessoal)Soterramento em Itapecerica da Serra. (Foto: Bruna Vieira/TV Globo)
Seis pessoas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros. Três morreram no local e outras três foram encaminhadas para Hospital Geral de Itapecerica da Serra. Entre os mortos, uma criança e duas mulheres.
De acordo com a coordenadoria Estadual da Defesa Civil, o deslizamento aconteceu por volta das 20h17 deste sábado (26) e atingiu três casas na Rua Nhá Jorda. Uma das casas estava em construção e não tinha nenhum morador. As vítimas estavam nas outras duas casas, uma delas foi totalmente destruída.
De acordo com os bombeiros, uma das vítimas soterradas teria ligado para o telefone de emergência para pedir ajuda.

A região metropolitana de São Paulo foi atingida por uma forte chuva no final da tarde deste sábado (26). O temporal provocou 14 pontos de alagamento na capital paulista e deixou  pontos intransitáveis nas rodovias Régis Bittencourt e Raposo Tavares.
Soterramento em Itapecerica da Serra (Foto: Bruna Vieira/Arquivo Pessoal)Bombeiros trabalham na área do soterramento. (Foto: Bruna Vieira/TV Globo)
Soterramento em Itapecerica da Serra (Foto: Bruna Vieira/Arquivo Pessoal)Casas atingidas na Rua Nhá Jorda, Itapecerica da Serra. (Foto: Bruna Vieira/TV Globo)

Mulher é estrangulada na RMC ( Bocaiuva do Sul ) e marido é principal suspeito; ele teria fugido com os filhos


Por Luiz Henrique de Oliveira e Flávia Barros

A dona de casa Denize de Assis Fonseca, de 36 anos, foi morta por estrangulamento na madrugada deste domingo (27) na residência em que morava com o marido e os filhos, de 13 e 8 anos, na Rua Benjamin Constant, em Bocaiuva do Sul, na região metropolitana de Curitiba. Ela foi encontrada por volta das 9h por policiais militares que precisaram pular a janela da casa. A suspeita é que o marido dela, com quem tinha tido uma briga feia, seja o autor do assassinato.
Em seguida ao crime, a suspeita é que o marido tenha colocado os filhos em um Fiat Uno branco e sumido, conforme descreveu à Banda B o soldado Flávio, da Polícia Militar (PM). “Quando chegamos havia um alvoroço de gente na frente da residência, informando que houve uma briga de casal e o marido teria matado a mulher. A porta da casa estava trancada e pulamos a janela, encontrando a mulher morta na lavanderia e mais ninguém em casa”, explicou.
Ainda de acordo com o soldado, o casal teria passado a noite em um bar e saíram de lá numa boa, até agendando a ida a um bailão com amigos. “Não tenho certeza de há quanto tempo estavam juntos, mas segundo os amigos eles estavam bebendo até tarde da noite em um bar e combinando para sair em um bailão. Depois aconteceu isso”, descreveu.
A PM faz buscas pelo suspeito de cometer o crime e tenta localizar os filhos que não estavam mais na residência.

Alvaro, no PV, grava como candidato a presidente


índice
O senador Alvaro Dias grava para o programa do PV no dia 04 de Janeiro. Vai ao ar no dia 12 em rede nacional de rádio e TV. E aguardem: será apresentado pelos verdes como candidato a presidente da República em 2018. Jogo de cena? Manobra de marketing de candidato a governador? Nas hostes de Alvaro Dias todos juram que ele é candidato a presidente e não abre.

Carro atropela dois ciclistas na SC-401, em Florianópolis, e um morre


Acidente aconteceu na manhã deste domingo (27), conforme PMRv.
Segundo ciclista foi levado para hospital em com ferimentos graves.

Róger Bitencourt morreu atropelado por carro (Foto: Reprodução/Facebook)Róger Bitencourt morreu atropelado por carro
(Foto: Reprodução/Facebook)
Um carro atropelou dois ciclistas na manhã deste domingo (27) no acostamento da SC-401, em Florianópolis. Conforme a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), um deles morreu e o outro foi encaminhado para o hospital com ferimentos graves.
O acidente aconteceu no km 5,600 por volta das 9h50, próximo ao viaduto de Jurerê, no Norte da Ilha, sentido Centro. O motorista da Parati, com placas de Florianópolis, não se feriu.
O corpo de Róger Bitencourt, de 49 anos, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da capital. Ele era vice-presidente da Associação Catarinense de Imprensa e diretor da Fábrica de Comunicação.
Segundo a PMRv, o motorista 39 anos se recusou a fazer o teste do bafômetro. Os policiais que atenderam a ocorrência afirmam que ele tinha sinais claros de embriaguez.
Ele foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. Até as 12h30, a Polícia Civil não passou informações sobre o caso.
Ciclista atropelado em Barra Velha foi levado para hospital em Joinville (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)Ciclista atropelado em Barra Velha foi levado para
hospital em Joinville
(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Esta é a 14ª morte em rodovias de Santa Catarina desde o início do feriadão de Natal, na quinta-feira (24).
Acidente em Barra Velha
Também na manhã deste domingo, ocorreu outro acidente envolvendo um carro e bicicleta em Santa Catarina. O atropelamente aconteceu às 8h40 em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros Militar de Barra Velha, na região Norte.
A motorista do Uno fugiu sem prestar socorro. O cicilista ficou em estado grave e foi encaminhado de helicóptero para um hospital em Joinville. A vítima estava sem documentos e ainda não foi possível fazer a identificação.

Veículos novos devem ficar mais caros em 2016

Indústria automobilística
Vendas de veículos no mercado brasileiro somaram 262.758 unidades em junho(Marco de Bari/VEJA)
Depois de terminar 2015 com a pior queda nas vendas em quase 30 anos, o mercado automotivo brasileiro se prepara para adotar uma estratégia arriscada em 2016: deixar o veículo mais caro no momento em que o consumo se retrai, o desemprego sobe e o crédito tende a ficar mais restrito.
Embora o reajuste seja uma decisão de cada montadora, todas as marcas passam, segundo analistas e executivos do setor, por uma forte pressão de custos, em especial do câmbio. Uma projeção feita pela consultoria Tendências aponta que os preços dos veículos novos deverão subir em 2016 no mesmo ritmo da inflação medida pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), pondo fim a um período de 10 anos em que a variação sempre ficou em um patamar abaixo.
Na previsão da consultoria, os veículos novos deverão ter aumento de 5,8% em 2016, a mesma estimativa para o IPC. Para este ano, a expectativa é de que os preços dos carros subam 5,4%, abaixo dos 8,4% previstos para a índice geral. A última vez em que houve queda dos veículos foi em 2012, de 5,0%. À época, as montadoras ainda contavam com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O benefício, criado pelo governo em 2011 para estimular o consumo, deixou de vigorar em 31 de outubro de 2014. A extinção, que contribuiu para que os preços subissem em 2015, deve continuar pressionando o mercado no ano que vem.
Responsável pelo levantamento da Tendências, o economista Rodrigo Baggi diz que a pressão de custos já havia atingido as montadoras neste ano, em razão da forte depreciação do câmbio e do aumento da energia. No entanto, como as vendas caem no ritmo mais forte desde 1987, as empresas evitaram ao máximo repassar o reajuste para o consumidor. "O aperto nas margens já aconteceu e aconteceu bem. Uma parte do reajuste que precisava ter sido feito em 2015 não foi feito porque as montadoras não queriam perder volume de venda", avalia.
"Agora, para 2016, as montadoras terão mais espaço para subir os preços", prevê o economista, referindo-se à expectativa do setor de que as vendas tenham uma queda mais tímida no ano que vem. Segundo a Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores), o volume de veículos novos vendidos em 2015 deve cair 27% em comparação com 2014, para cerca de 2,53 milhões de unidades. A retração esperada para 2016 é de 5%, para algo em torno de 2,4 milhões. "Os repasses (de preços ao consumidor) só serão limitados se houver uma deterioração muito absurda do cenário (no ano que vem)", afirma Baggi.
No cenário que se desenha para 2016, o câmbio será novamente o principal vilão dos custos das fabricantes, aponta o economista Fábio Silveira, diretor de pesquisas econômicas da consultoria GO Associados. "Tivemos uma acentuada depreciação do câmbio ao longo de 2015, mas só uma pequena parte foi repassada ao consumidor, porque ainda havia muito estoque com o câmbio mais apreciado. A outra parcela vai ser repassada ao consumidor no ano que vem. Será algo que as montadoras não vão conseguir segurar, caso contrário, fecham o negócio", diz Silveira. Em suas contas, o patamar médio do câmbio em 2015 será de R$ 3,33 e, em 2016, deverá subir para R$ 4,09.
Por questões ligadas à estratégia de mercado, as montadoras que lideram as vendas no Brasil evitam abrir o jogo em relação à política de preços. No entanto, admitem que a pressão de custos seguirá em 2016. "O preço é algo que será definido pela dinâmica do mercado no ano que vem, mas que existe uma forte pressão de custos, existe sim", disse o vice-presidente de relações institucionais da Ford, Rogelio Golfarb, em evento realizado pela montadora neste mês. Em um congresso do setor, dois meses antes, ele já havia afirmado que "lucro é coisa do passado". "O problema agora é falta de caixa para arcar compromissos. Em um momento como esse, fica mais agudo o dilema de subir ou não subir o preço", afirmou.
Mais sensíveis ao câmbio, as importadoras são mais abertas em relação a reajustes. A Kia Motors, líder em venda de carros importados no Brasil, já trabalha com um cenário de alta dos preços em 2016. "Eu não tenho dúvida de que todos terão de repassar a alta do dólar no ano que vem. É impossível qualquer marca instalada no Brasil continuar vendendo o carro no preço que está. Comprar carro importado no Brasil hoje é como comprar dólar a R$ 2,30, porque ninguém repassou. Nós estamos vendendo o Ceratto a R$ 69,9 mil, que antes era vendido a R$ 76,9 mil, porque precisamos cumprir o objetivo que traçamos para a Coreia do Sul (matriz da Kia)", disse o presidente da montadora no Brasil, José Luiz Gandini.
Para aliviar o custo da mão de obra, algumas montadoras aderiram ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), medida do governo federal que permite a redução das jornadas dos trabalhadores em até 30%, com diminuição salarial no mesmo nível. Metade da perda salarial, contudo, é compensada pelo governo, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Entre as companhias estão a Volkswagen, a Mercedes-Benz e a Ford. Mas a chinesa Chery, que instalou sua fábrica no Brasil no ano passado, teve de trilhar o caminho contrário, realizando em 2015 dois reajustes salariais superiores à inflação.
De acordo com o vice-presidente da companhia chinesa no Brasil, Luis Curi, será inevitável realizar uma "adequação dos custos sofridos" em 2015. "O porcentual ainda não foi definido, mas seguirá duas diretrizes: acompanhar os reajustes do mercado e chegar o mais perto possível da incidência dos aumentos que impactaram os nossos custos. Essa adequação será feita gradativamente, aos poucos, no decorrer de 2016", afirmou. Desde que chegou ao Brasil, a montadora não encontrou vida fácil. A fábrica instalada em Jacareí, no interior de São Paulo, tem capacidade para produzir 50 mil veículos por ano, mas só deverá produzir algo próximo de 5 mil.
(Com Estadão Conteúdo)

"A enfermeira lavou a minha roupa na casa dela"


Pequenas gentilezas valem muito. O que pacientes e familiares viram no Hospital de Câncer de Barretos

CRISTIANE SEGATTO (TEXTO) E FILIPE REDONDO (FOTOS E VÍDEOS)
26/12/2015 - 10h02 - Atualizado 26/12/2015 10h59
A atenção expressa em pequenas gentilezas é a grande marca doHospital de Câncer de Barretos. Para as famílias que enfrentam a imprevisibilidade do câncer, esse não é um mero detalhe. “Aqui os médicos abraçam quando a gente chora”, diz a dona de casa Andreia Lucia Redigolo Ferreira, mãe de Lucas.
Andreia Lucia Redigolo com o filho Lucas (Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA)
Ela vive há mais de um ano com o filho de 5 anos numa casa alugada na cidade. A moradora de São Caetano do Sul precisou se mudar para Barretos durante o tratamento da criança contra o câncer no cérebro. O marido, Edson, ficou no ABC paulista com os outros cinco filhos do casal.(assista ao vídeos)
Num dos momentos mais tumultuados, quando o menino passou 74 dias internado e enfrentou várias infecções, Andreia se sentiu acolhida pela equipe do hospital até para resolver questões domésticas. “Parece uma família”, diz ela. “Uma enfermeira levou a minha roupa para lavar na casa dela. Isso não é pouco. Era exatamente o que eu precisava naquele momento.”
  
Durante a visita de ÉPOCA ao hospital, na última semana de novembro, o paciente José Eduardo Perini se recuperava de uma cirurgia de extração do rim esquerdo, do baço e de parte do pâncreas.
Ele decidiu seguir o conselho do médico de São José do Preto, onde mora, assim que recebeu o diagnóstico de câncer. “Se eu fosse você, iria imediatamente para Barretos”.
Logo na internação, recebeu um crachá com a frase “Olá, acabei de chegar”. O efeito positivo foi imediato. “Fiquei me sentindo importante”. Depois da cirurgia e de oito dias de internação, Perini estava pronto para receber alta. “O atendimento aqui é de Primeiro Mundo”, disse. “O doente não se sente abandonado nunca”.
A mulher, Maria Aparecida, com quem está casado há 45 anos, ficou ao lado dele o tempo todo. “Quando ouvi a palavra câncer, fiquei apavorada”, disse ela. “Essa experiência mudou a visão que eu tinha da doença”. 
  
A técnica de informática Gilvania dos Santos Rodrigues, 25 anos, saiu de Breu Branco, a 400 km de Belém. No Pará, o resultado de uma biópsia para esclarecer o diagnóstico de linfoma de Hodgkin (um tipo de câncer no sistema linfático) levaria até 60 dias para sair. Ela fez o exame num serviço particular em Teresina, no Piauí.
Gilvania e a mãe, Evandir, deixaram a família no Pará, e bateram às portas do Hospital de Câncer de Barretos – mesmo sem ter encaminhamento. Elas foram atendidas e acolhidas num alojamento oferecido gratuitamente pelo hospital. .“Tínhamos o sonho de conhecer Barretos por causa da Festa do Peão. Viemos por um motivo que jamais esperávamos”.
Há mais de dois anos, elas dividem um quarto na casa que abriga 300 pessoas, todas vindas de longe. Saber conviver é uma questão de sobrevivência. “Hoje para mim Barretos é uma esperança, um fortalecimento e também muito agradecimento”, diz Gilvania.
  
Conheça outras histórias inspiradoras vividas no Hospital de Câncer de Barretos em ÉPOCA desta semana que está nas bancas, tablets e iPhones. Durante sete dias, a reportagem acompanhou o cotidiano e os bastidores dessa bolha onde o amor resiste.