Incentivador da mudanças na Previdência, ministro se aposentou aos 55 anos


Valdir Simão, do Planejamento, deu adeus ao cargo de auditor da Receita Federal em outubro

FILIPE COUTINHO E MURILO RAMOS
28/12/2015 - 09h00 - Atualizado 28/12/2015 09h00
Valdir Simão (Foto: Ruy Baron/Valor/Folhapress)
O ministro do Planejamento, Valdir Moyses Simão, adotou o discurso de que promover mudanças na Previdência e retardar a aposentadoria dos brasileiros é uma questão crucial para organizar as finanças do governo. Tem razão. Só que em outubro, Simão, aos 55 anos, se aposentou do cargo de auditor da Receita Federal. Sua aposentadoria beira os R$ 22 mil. Simão afirma ter contribuído para a Previdência por 40 anos e que seus ganhos não extrapolam o teto do serviço público.

Dezenove morrem na semana do Natal nas rodovias federais do Paraná; total de mortes até novembro caiu 25%, aponta PRF


Redação com PRF

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Ao longo desses sete dias, a PRF registrou 281 acidentes no estado. Foto: PRF/Divulgação

Dezenove pessoas morreram nas rodovias federais do Paraná durante a semana de Natal. Outras 265 ficaram feridas. Os dados, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), se referem ao período entre a última segunda-feira (21) e domingo (27). Ao longo desses sete dias, a PRF registrou 281 acidentes no estado.
O total de 19 mortes é idêntico ao da semana de Natal do ano passado. Já o de feridos representa uma alta de 21% em relação a 2014, quando 219 pessoas se machucaram em acidentes nas rodovias federais paranaenses. Naquela ocasião, o total de acidente foi de 377.
Desde o último mês de junho, a PRF tem um sistema eletrônico que permite o registro de acidentes sem vítimas pela internet. Como esse registro pode ser feito diretamente pelos envolvidos, em um prazo de até 60 dias, não é recomendável comparar os dados de acidentes entre os dois anos.
Considerando-se apenas o período entre quinta-feira (24), véspera de Natal, e domingo, houve oito mortes no Paraná. Metade dessas mortes ocorreu em colisões frontais.
Balanço anual
De janeiro a novembro, o total de mortes registradas pela PRF no Paraná caiu 25% em relação aos mesmos 11 meses de 2014. Passou de 712 para 533 mortes –179 a menos. O total de feridos caiu 14%, de 10,3 mil para 8,9 mil.
Em média, ao longo dos últimos anos, morrem duas pessoas por dia nos cerca de quatro mil quilômetros de malha viária federal no Paraná. Ou quatro pessoas a cada dois dias. Ao final deste ano de 2015, é possível que essa média venha a cair de quatro para três mortes.
Uma das possíveis razões para essa queda significativa das mortes é a recente ampliação dos valores das multas por ultrapassagens irregulares, em vigor desde novembro de 2014. Essas manobras provocam colisões frontais, cujo índice de letalidade é alto.
Entre as principais causas de acidentes registradas pelos policiais rodoviários federais que atendem as ocorrências estão velocidade incompatível com o trecho, desatenção, não manter distância de segurança, embriaguez e desrespeito à sinalização.
Dicas da PRF
Para evitar acidentes, a PRF recomenda que os motoristas procurem respeitar sempre as placas de sinalização que estabelecem os limites de velocidade; dirijam com atenção e sem pressa; mantenham uma distância de segurança em relação aos demais veículos; evitem dirigir com sono ou após ter consumido bebidas alcoólicas; ultrapassem apenas em locais permitidos e quando houver condições seguras para a manobra.
Dirigir à noite requer um cuidado ainda maior, porque a visibilidade diminui. O mesmo acontece sob chuva ou neblina, situações que também reduzem a aderência do pneu em relação ao asfalto. Nessas situações adversas, as primeiras providências são reduzir a velocidade e acender os faróis de luz baixa. Não se deve parar no acostamento, à exceção dos casos de emergência, devidamente sinalizadas com o uso do triângulo.
Se a chuva ou a neblina for muito forte, o motorista deve procurar uma área de refúgio, como um posto de combustíveis, por exemplo, para estacionar em local seguro. O pisca-alerta só deve ser acionado com o veículo na iminência de uma parada brusca, jamais com o veículo em movimento.
Sob chuva, deve-se ter um cuidado especial com os riscos de aquaplanagem e de saída de pista em curvas. O motorista deve frear antes de iniciar a curva. Usar o freio durante a curva pode fazer com que ele saia de sua trajetória.
Em rodovias federais, o telefone de emergência da PRF é o 191. Se a rodovia tiver contrato de concessão, a PRF recomenda que o motorista tenha em mãos também o telefone da concessionária que atende o trecho. As equipes das concessionárias dão apoio em situações de pane mecânica, por exemplo.
A semana do Natal nas rodovias federais do Paraná:
22/28 dez 2014:
377 acidentes;
219 feridos;
19 mortes.
21/27 dez 2015:
281 acidentes;
265 feridos;
19 mortes.
Fonte: PRF
Mortes caíram 25% de janeiro a novembro
Janeiro a novembro de 2014:
15.658 acidentes;
10.333 feridos;
712 mortos.
Janeiro a novembro de 2015:
11.631 acidentes;
8.908 feridos;
533 mortos.

Dupla encapuzada tem breve discussão com cobrador de ônibus e o executa com vários tiros


Por Elizangela Jubanski e Flávia Barros

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Dupla conseguiu fugir usando um veículo Saveiro. Foto: FB/Banda B

Um cobrador de ônibus de 29 anos foi morto com diversos disparos de arma de fogo no início da tarde desta segunda-feira (28), na Cidade Industrial de Curitiba. Diwmar Francisco de Almeida estava em frente a um comércio quando foi alvejado por uma dupla encapuzada. Testemunhas afirmaram que foram, pelo menos, dez tiros contra a vítima. Câmeras de segurança registraram o momento do crime e podem auxiliar nas investigações.
O crime aconteceu por volta das 12h45 em frente a um depósito de gás, que fica na rua Padre Silvestre Kandora esquina com a Boleslau Lucas Bayer. A vítima desceu do carro e seguia para o depósito quando foi abordada por dois homens que estavam encapuzados. O tenente Roberto do 23º Batalhão da Polícia Militar (BPM) descreveu a situação e afirmou que houve uma breve discussão antes dos tiros.
“Ainda não sabemos de muitas informações, sabemos que foi execução. Assim que ele saiu do veículo foi abordado por dois indivíduos que estavam encapuzados, houve uma breve conversa, coisa rápida, e os disparos logo em seguida”, contou. A arma utilizada no crime foi um calibre 9 milímetros.
A Polícia Militar e os investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estão no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

Polícia encerra investigação e conclui que Renata já estava morta ao cair de prédio, diz jornal


Da Redação
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Renata morreu no dia 12 de setembro. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil encerrou as investigações sobre a morte da fisiculturista Renata Muggiati um pouco antes do recesso oficial do estado, que começou no dia 18 de dezembro. A informação foi divulgada pelo jornal Gazeta do Povo na tarde desta segunda-feira (28).
Segundo a reportagem, a polícia manteve a acusação de homicídio qualificado contra o médico Raphael Suss, que era namorado de Renata. Para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a fisiculturista já estava morta ao cair do apartamento onde morava, no Centro de Curitiba.
As investigações seguem o laudo de exumação, que mostrou que ela foi vítima de asfixia mecânica. A apuração sobre o caso foi enviada ao Ministério Público do Paraná, que pode ou não oferecer denúncia contra o suspeito. A defesa sempre declarou que o médico é inocente.
O caso
Renata Muggiati morreu no dia 12 de setembro após cair do 31° andar do prédio onde vivia. Inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas novos fatos apontaram para a possibilidade de um crime. No dia 25 do mesmo mês, a Justiça do Paraná decretou a prisão temporária do namorado da fisiculturista. O IML indicou que a morte de Renata aconteceu por asfixia e não pela queda.
O laudo contrariou o resultado da necropsia então realizada pelo médico legista Daniel Colman, que afirmava não ter havido a asfixia e que motivou o pedido de liberdade do principal suspeito. Desde o início, Raphael nega as acusações.

Clientes lesados protestam contra agência de turismo que fechou as portas; MPPR investiga o caso


Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento
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Empresa anunciou fechamento na última sexta, no dia de Natal. (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

Clientes lesados pelo fechamento da agência de turismo Interlaken, em Curitiba, se reuniram para protestar em frente ao estabelecimento na manhã desta segunda-feira (28). Eles devem acionar o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e registrar, ainda, boletins de ocorrência contra a empresa no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul).
A Interlaken, que possui três lojas na capital, anunciou o encerramento das atividades nesta sexta-feira (25), o que deixou os clientes sem saber se os pacotes adquiridos ainda estão reservados. Até o momento, o grupo reuniu provas que apontam que o valor de contratos dos clientes lesados soma mais de R$ 500 mil.
Um psicólogo, que preferiu não se identificar, participou do protesto. Com a esposa, ele comprou dois pacotes de viagem pela Interlaken para fevereiro do ano que vem, um para a América do Sul e outro para o Nordeste, no valor de R$ 4 mil cada.
“Nós entramos em contato direto com a empresa que faz os cruzeiros e eles nos disseram que o nosso contrato está cancelado desde setembro deste ano. Mas ninguém da Interlaken nos avisou sobre isso. É um absurdo. Agora nós vamos correr atrás do prejuízo para tentar viajar mesmo assim, mas não sei se vai dar certo”, disse o psicólogo à Banda B.
Investigação do MPPR
Em nota, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba informou que o MPPR está colhendo informações sobre o caso por meio do e-mail consumidor@mppr.mp.br. Os clientes lesados devem encaminhar para o endereço, com o título “TURISMO”, identificação pessoal (nome completo, número do CPF e endereço), a cópia do contrato com a empresa e outras documentações que considerarem necessárias.
Diante da notícia do encerramento dos trabalhos da empresa, a Promotoria recomenda, ainda, que os lesados procurem imediatamente a Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), localizada na Rua Ermelino de Leão, nº 513 – Centro, em Curitiba, para realização de Boletim de Ocorrência.
Colhidas as informações, a Promotoria instaurará inquérito civil para apuração completa do caso, visando a responsabilização dos proprietários da empresa e futuro ressarcimento das vítimas.
Fechamento
Na página da Interlaken Turismo do Facebook, a empresa confirma o fechamento. A mensagem com o título “Encerramento das atividades” diz: “Prezados clientes: Após 30 anos de serviços prestados ao segmento de turismo, infelizmente encerramos as nossas atividades em função da crise econômica. Lamentamos muito o ocorrido e faremos o possível para sanar individualmente os danos causados a cada um dos clientes. Pedimos a gentileza que nos contatem através do e-mail contatointerlaken@gmail.com”.
Comunicado oficial
Procurado pela Banda B, o advogado da Interlaken, Rafael Nunes, afirmou que a empresa vai emitir um comunicado oficial sobre o encerramento até o fim da tarde de hoje. A reportagem segue acompanhando o caso.

Tônia Carrero reaparece em foto, e filho revela que ela tem hidrocefalia oculta: ‘Não anda e nem se comunica’


Tônia com seus familiares, inclusive o filho, Cécil Thiré (à esquerda da foto), e o sobrinho Leonardo (ao lado da atriz, à esquerda) Foto: Reprodução/Facebook
Michael Sá

Afastada da TV desde 2004, quando fez uma participação na novela “Senhora do destino”, Tônia Carrero, de 93 anos, reapareceu em fotos postadas por parentes durante as comemorações de fim de ano em sua casa, na Zona Sul do Rio. Nas duas imagens, a atriz está sentada numa poltrona, cercada de amor e carinho dos familiaraes.
O EXTRA procurou o ator Cécil Thiré, filho de Tônia, que falou pela primeira vez sobre o real estado de saúde da mãe. Segundo ele, a atriz sofre de uma doença chamada de hidrocefalia oculta. Sem dar mais detalhes, Cécil contou que o quadro de Tônia é “estável” mas que, devido a doença, "ela não se comunica mais" e nem consegue "andar normalmente'.
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Tônia com seus familiares, inclusive o filho, Cécil Thiré (à esquerda da foto), e o sobrinho Leonardo (ao lado da atriz, à esquerda)
Tônia com seus familiares, inclusive o filho, Cécil Thiré (à esquerda da foto), e o sobrinho Leonardo (ao lado da atriz, à esquerda) Foto: Reprodução/Facebook
Já o sobrinho da atriz, o ator e diretor Leonardo Thierry, contou ao EXTRA que Tônia herdou a doença da mãe e que ela foi operada pela primeira vez em 2000.
"Ela herdou da mãe dela (que terminou a vida exatamente da mesma maneira) uma doença congênita chamada "hidrocefalia oculta", que consiste no acúmulo de líquido provocando pressão interna no cérebro. A consequência mais imediata é o comprometimento da marcha. É uma doença de classificação mais ou menos recente na medicina. Não é rara no sentido de que existem muitas pessoas com a doença, mas o diagnóstico específico é recente. Em 2000, ela foi operada para a instalação de uma válvula que leva o líquido para o abdomen. Depois disso, ela atuou com grande sucesso em três peças, um filme (pelo qual ganhou um prêmio internacional) e uma boa participação na TV Globo", informou.
Tônia com seus familiares durante as comemorações de fim de ano em sua casa, no Rio
Tônia com seus familiares durante as comemorações de fim de ano em sua casa, no Rio Foto: Reprodução/Facebook
Segundo ele, Tônia foi submetida a uma nova cirurgia em 2008 para a troca de válvula e, após disso, não conseguiu mais andar nem se comunicar normalmente.
"Em 2008 foi necessário trocar a válvula. As estatísticas são de que menos de 10% de quem faz a segunda cirurgia volta ao normal. Ela não voltou. Perdeu a capacidade de andar e quase nunca fala", explicou. "Em 2009 Tônia fez fisioterapia durante pouco tempo no Hospital Sarah, onde a equipe que a atendeu estava perfeitamente familiarizada com a hidrocefalia oculta, já que o hospital atendia um grande número de pacientes".
Leonardo disse ainda que, apesar da condição da atriz, a tia é 100% lúcida, bem humorada e que passa a noite vendo TV.
"Ela é 100% lúcida, vê TV com muita atenção, foi ao teatro ver o espetáculo dirigido por meu primo Carlos Artur Thiré e mantém intacto o seu fabuloso senso de humor... Ela se cuida muito: aos 93 anos surpreende a sua fisioterapeuta com a flexibilidade que demonstra durante as sessões... Tônia tem duas acompanhantes que se revezam a cada dois dias e toda a sua dieta é muito controlada. Ela dorme bem, gosta da rotina e está muito tranquila".
O sobrinho esclareceu que Tônia não sofre de Alzheimer e deu mais detalhes sobre a rotina da atriz:
"O neurologista dela é categórico neste ponto: ela não tem Alzheimer. Tônia vê TV a noite toda. Dorme e acorda muitas vezes e quando acorda vê TV no quarto dela. Ontem, excepcionalmente, veio uma substituta para a acompanhante que teve que se ausentar um dia. A substituta mexeu nos botões errados por engano e a (TV a cabo) NET saiu do ar. À noite, sem luz, eu não fui capaz de corrigir o problema. Hoje de manhã, a acompanhante que chegou me disse que ela se queixou muito (através de sons próximos à fala) de que tinha ficado sem TV. Embora não fale, ela está lúcida".

Boatos de morte
Em julho, circularam na internet boatos de que a atriz havia morrido. Na ocasião, a família teve que se pronunciar para negar as informações.
"Sairam tantas notícias falsas, que chega a ser impossível rastreá-las. O estado dela é absolutamente estável e, dentro do possível, ela está bastante bem", garantiu Leonardo.
Na ocasião dos boatos, Camila Thiré, neta de Tônia, usou as redes sociais para negar que a atriz tivesse falecido. Através de um vídeo publicado no Facebook, a jovem informou que a avó estava viva e bem. Camila ainda revelou que a família ficou bastante assustada com os boatos sobre a artista.
“Estou fazendo este vídeo porque está virando algo surreal. A Tônia não morreu, ela está bem e viva. Cara, isso tudo está tomando uma proporção surreal. Meu telefone não para. Eu fico desmentindo, mas a coisa está piorando. Por favor, não façam isso com a gente. Foi um susto horroroso para mim, para minha mãe, meus tios, meus primos... Por favor, parem. A Internet é uma faca de dois gumes. Vamos usar com responsabilidade isso aí, galera", desabafou a neta num vídeo publicado em seu Facebook.
Tônia Carrero
Tônia Carrero Foto: TV Globo/ João Miguel Júnior / Agência O Globo
Ícone da TV, do cinema e do teatro, Tônia ingressou na carreira de atriz aos 27 anos e fez cerca de 20 peças de teatro, 19 filmes e 17 novelas, dentre elas, “Cara a cara”, “Água-viva”, “Sassaricando” e “Um só coração”. Ela é mãe de Cecil Thiré e avó dos atores Miguel Thiré, Luísa Thiré e Carlos.


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Polícia Civil ouve testemunhas de homicídio de modelo em Fortaleza


Crime aconteceu após uma festa de música eletrônica.
Vítima foi encaminhada para o IJF, mas chegou sem vida ao hospital.

Do G1 CE
Modelo é assassinado após briga em festa nas Dunas, em Fortaleza (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)Modelo foi morto após briga em festa nas
Dunas (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
A Polícia Civil ouviu nesta segunda-feira (28) cinco testemunhas do assassinato do modelo e promotor de eventos Johnny Moura, entre as quais os organizadores e o chefe da segurança do evento. Johnny Moura foi morto com um tiro na cabeça quando saía de uma festa em um buffet no Bairro Dunas, na capital cearense. De acordo com a  delegada Socorro Portela, coordenadora da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as testemunhas relataram a presença de um homem usando camisa laranja no meio da confusão.
"Nós sabemos que a pessoa que foi esbofeteada ficou com a parte inferior do nariz ferida. Segundo informações de testemunhas, um rapaz de camisa laranja também ficou ferido. E lá fora, pessoas disseram que viram esse rapaz de camisa cor laranja, porém sem a camisa", disse a delegada.
A polícia analisa as fotografias cedidas pelos organizadores da festa. "São mais de duas mil fotos que estão sendo olhadas para tentar identificar o suspeito", diz. Imagens das câmeras de segurança das casas vizinhas também vão ser analisadas. "Ainda não conseguimos ver as imagens porque ainda não temos a senha de acesso."
O advogado dos organizadores da festa, Livelton Lopes, disse que a direção do evento vai colaborar com as investigações. “Estamos aqui para colaborar com as investigações. Apesar de o crime ter acontecido na via pública, mas eram nossos clientes, eram pessoas que estavam conosco durante a festa e estamos todos perplexos com a violência”, disse.
Segundo a delegada Socorro Portela e o delegado Cleófilo Rodrigues, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito efetuou um tiro na vítima após a confusão, já quando Johnny sai de carro com a namorada. O modelo chegou a ser levado para o Hospital Instituto Dr. José Frota, mas não resistiu.
“Quando ele estava saindo com a namorada houve uma confusão. Ai ele foi tomar satisfação. Ele deu um murro nesse rapaz. E começou aquela confusão. Seguranças chegaram e apartaram a briga. Depois o Johnny saiu e foi para o carro com a namorada e quando ela estava dando uma ré para ir embora, Johnny abaixou um pouquinho o vidro e quando ele fez isso apareceu uma pessoa que puxou sua cabeça e efetuou o tiro”, afirmou Socorro Portela.
Sepultamento
O corpo de Johnny Moura foi sepultado na manhã desta segunda-feira (28), no cemitério São João Batista, no Bairro Centro, em Fortaleza. Amigos e familiares estavam inconsoláveis. Muitos foram se despedir.  “Deus que conforte a todos. Principalmente os familiares. E que a impunidade não prevaleça. Que a Justiça seja feita”, disse o amigo  Vamberto Souza.
A prima Jamily Moura  disse que Johnny era muito querido e tinha muitos amigos.  “Por onde ele passava ele conquistava todo mundo. Percebemos pela quantidade de pessoas que estão aqui hoje. Todos estamos tristes”.
Discussão
Amigo do modelo, o representante comercial Adriano Caetano, 29, afirma que um homem assediou a namorada de Johnny na festa, e por isso o rapaz revidou. "Quando estavam dentro do carro, com a namorada dirigindo e com duas amigas no banco de trás, uma pessoa disparou à queima-roupa", disse ao G1.
"Não tinha ambulância no local e a própria namorada dirigiu até o IJF, mas ele não resistiu", acrescentou.
A produtora do evento rebateu que no local constavam ambulância, atendimento médico e brigada de incêndio, cumprindo as exigências para a realização da festa. Segundo a produtora, quando a organização soube do acontecido, a namorada já havia levado a vítima para o IJF em um carro particular.
Os organizadores ressaltam que o crime aconteceu fora do local da festa e que não foi solicitado pedido de ajuda, mas afirmam que já se prontificaram a apoiar nas investigações.
O representante comercial descreveu que Johnny era modelo, promotor de eventos e atleta de polo aquático.
Sobre a namorada, o amigo afirmou que ela está "desnorteada". "Ainda não caiu a ficha. Eles estavam juntos há um ano e meio e ele devia pedi-la em casamento em breve", contou Adriano.
Johnny tinha 22 anos (Foto: Facebook/Reprodução)Johnny tinha 22 anos (Foto: Facebook/Reprodução)

Pai confirma que mãe agredia filho para tentar reatar relacionamento; advogado diz que vídeo é montagem


Por Elizangela Jubanski e Flávia Barros

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Pai do menino disse que relacionamento foi rompido por causa de constantes brigas. Foto: FB/Banda B

O pai do menino de 3 anos que foi filmado sofrendo maus tratos pela mãe confirmou, em entrevista à Banda B, na tarde desta segunda-feira (28), que as agressões eram chantagens para que o relacionamento entre o casal fosse reatado. Paulo Braz Machado, 22 anos, foi até o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) após a mãe da criança, Thays Caroline Chaves, 21 anos, se entregar no início da tarde. Ela estava ao lado do advogado e segurava o menino no colo, vítima de asfixia em vídeos gravados por ela mesma. “Ela usa a criança para fazer chantagem, me manda mensagem dizendo que, se eu não voltar, ia matar o menino, ia me matar e até minha família”, disse o pai do menino.
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Boletim de Ocorrência (BO) registrado pelo pai da criança. Foto: FB/Banda B
O depoimento foi dado à imprensa na tarde de hoje, depois que o vídeo da mãe viralizou entre as redes sociais. Para afetar o pai, após a separação, Thays confirmou que gravava os vídeos da criança e enviava ao pai. Em depoimento à Polícia Civil, a mãe disse que não considerava a asfixia como uma agressão. “O que ela fez é barbaridade, quer se fazer agora de inocente, mas de inocente ela não tem nada. Já ameaçou até matar o menino. Ela disse que ia se jogar de um viaduto, que ia matar a criança e que isso me marcar para o resto da vida. Nos separamos justo por isso, era muita briga, muita discussão, a gente só se matava, não tinha como viver junto. Ela fez a tortura e me dizia que era pra eu voltar senão ela não ia parar de fazer aquilo”, descreveu.
Machado disse que passou a receber os vídeos há cerca de 15 dias, quando registrou o primeiro Boletim de Ocorrência. “Aí eu mostrei para a família dela e a gente armou para eu pegar a criança, ela concordou, eles iam internar a Thays. Ela me entregou ele sem nenhuma resistência, não queria que meu filho continuasse com ela”, contou.
Embora o pai não tenha autorização judicial para permanecer com a criança, o Conselho Tutelar já havia orientado Machado a entrar com um pedido oficial. “Foi o segundo boletim de ocorrência que eu fiz, estava indo em fórum, em tudo, para dar entrada nos papeis, mas fim de ano só via tudo fechado”, explicou.
Segundo o pai, o sequestro aconteceu no sábado (26) quando ele estava na casa do irmão, junto com o menino. “Eles chegaram com um presente na mão, deram pra ele e pegaram ele no colo. Ela desceu do carro quando eu disse que eles não iam levar o menino e nisso desceu o outro rapaz e sacou uma arma”, descreveu Machado. O segundo Boletim de Ocorrência na Polícia Militar (PM) aconteceu logo após o sequestro. Ele contou que continuava a receber mensagens da mãe com cunho de ameaça, o entanto, dessa vez, nenhum vídeo foi registrado.
“O sentimento é de ódio, raiva, nenhum pai, nem um cachorro que tem um filho embaixo da chuva faz isso. Nasceu de dentro dela, eu quero meu filho comigo ou com alguém que, realmente, vai cuidar, pode ser da família dela, mas com ela, não”, disse o pai, emocionado.
O caso foi divulgado em primeira mão pela Banda B e a madrinha do menino concedeu entrevista exclusiva na manhã de hoje sobre o caso. Ela já tinha adiantado que a jovem usava a criança para chantagear o ex-marido e pai do menino.

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Já o advogado de Thays nega todas as acusações e diz que o vídeo foi uma montagem para prejudicá-la. “No segundo vídeo, aquela mão não é dela, não sabemos quem é, mas foi feito uma montagem para denegrir a imagem dela. Também ninguém foi armado lá pegar o menino, isso é irreal. O coração de mãe dela falou mais alto quando soube que o filho estava em uma festa e o pai estava bebendo. Então, nem tudo que estão falando é verdade, ela está vivendo um inferno e recebendo até mesmo ameaças de morte”, relatou o advogado Cleyson Landucci.
Ainda segundo ele, o pai do menino possui quatro boletins de ocorrência em que é acusado de agredir a mãe da criança. No entanto, quando indagado sobre as agressões, o advogado confirma que o menino estava sob os cuidados da mãe quando os supostos maus tratos aconteceram. “Nem sabemos se aconteceram maus tratos, mesmo”, finaliza o advogado.
Delegada
Entretanto, a delegada Lucy Santiago, do Nucria, afirmou que as imagens são contundentes para as investigações. “Assim que soubemos do caso por meio dos nossos investigadores iniciamos as diligências. Agora, seguimos investigando o crime de tortura, estamos ouvindo todos os envolvidos, familiares, o pai, até mesmo a criança, por um profissional. Eu creio que o vídeo é, sim, contundente para as investigações”, disse.
Ainda não há informações concretas sobre a prisão da mãe. “Não vamos dar detalhes sobre o caso, principalmente porque envolve uma criança”, fecha a delegada Lucy.

Imagens mostram grupo suspeito de matar professora na noite de Natal


Câmera da prefeitura de Praia Grande registrou aproximação dos jovens.
Dois homens foram presos pela polícia na última sexta-feira e domingo.

Do G1 Santos
Imagens das câmeras de segurança da prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, flagraram a chegada dos jovens suspeitos de matar uma professora da capital durante a noite de Natal.veja vídeo
Nas imagens é possível ver os jovens de bicicleta e a pé atravessarem o 'Túnel 6', que fica no bairro Ocian. O crime aconteceu pouco depois da meia noite no semáforo da Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, na esquina com a Rua Dom Pedro II.
Segundo a polícia, o aposentado Carlos Roberto Duarte, de 69 anos, e a professora Maria da Consolacão Duarte, de 65 anos, moradores de São Paulo, pararam o carro por causa do semáforo fechado.
Gustavo é suspeito de participar da morte de professora (Foto: G1)Gustavo é suspeito de participar da morte de
professora (Foto: G1)
Três jovens cercaram o veículo, bateram com armas nos vidros do carro e ordenaram que os passageiros abrissem as janelas. Um dos criminosos atirou e atingiu Maria na cabeça, que foi levada para o PS Quietude, mas morreu no hospital. José Eduardo Botelho, sobrinho da vítima, contou ao G1 que o casal estava indo comemorar o Natal com uma parte da família em Praia Grande.
Presos
Dos três homens que participaram do crime, a polícia já apreendeu duas pessoas, entre elesum menor, de 16 anos, que confessou ter atirado na professora.
Já Gustavo Fernandes Lino de Oliveira, de 20 anos, foi preso no último domingo (27), também em Praia Grande. Ele confirmou envolvimento no crime e contou à polícia que saia de um baile funk, quando se juntou aos colegas para praticar o assalto.
Um terceiro suspeito de participar o latrocínio já foi identificado pela polícia. Ele não teve o nome divulgado para não atrapalhar as investigações. O caso foi registrado na Delagacia Sede de Praia Grande.
Crime aconteceu duas vezes no mesmo local em Praia Grande, no litoral de SP (Foto: Mariane Rossi/G1)Crime aconteceu duas vezes no mesmo local em Praia Grande, no litoral de SP (Foto: Mariane Rossi/G1)