Testemunhas atestam ligação de Lula com tríplex reformado pela OAS

A promotoria investiga a ajuda da OAS a Lula ao reformar apartamento no Guarujá
A promotoria investiga a ajuda da OAS a Lula ao reformar apartamento no Guarujá(Douglas Magno/VEJA)
O ex-presidente Lula é conhecido pela capacidade retórica de vergar a realidade ao sabor de seus interesses. Quando ainda estava no Planalto, essa habilidade fez dele um líder popular. Hoje, a capacidade do petista de retorcer os fatos parece cada vez mais reduzida. Com frequência, Lula tem sido cabalmente desmentido por eles. Recentemente, para ficar em um exemplo, o ex-presidente ensaiou dizer que não era tão amigo assim do pecuarista José Carlos Bumlai, preso na Operação Lava-Jato por intermediar tenebrosas transações com personagens do petrolão em nome do próprio Lula e do PT. Bastaram algumas fotos encontradas entre os arquivos apreendidos com Bumlai para que a tentativa do petista de se descolar do amigo ruísse: as imagens mostravam que o pecuarista, homem de livre acesso ao gabinete mais importante da República durante o governo Lula, desfrutava a intimidade da família do ex-presidente. Esse modo de dar de ombros a cada nova revelação desabonadora ligando Lula ao maior escândalo da história do país virou hábito. Na semana passada, houve um novíssimo desmentido, também embalado por evidências incontornáveis.
Lula passou o ano de 2015 negando ser o dono de um apartamento tríplex de 297 metros quadrados em um prédio de frente para o mar do Guarujá, em São Paulo, construído e reformado sob medida pela OAS, uma das principais empreiteiras do petrolão. Atraído pelo preço convidativo, o ex-presidente decidiu investir no imóvel logo depois de seu lançamento, há pouco mais de dez anos. O edifício, àquela altura, era uma obra da Bancoop, a cooperativa ligada ao PT que, sob o comando do notório João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, foi à bancarrota depois de se transformar em uma sucursal dos malfeitos petistas. Com a falência da Bancoop, mais de 3 000 famílias ficaram sem receber os imóveis negociados com a cooperativa. O mais ilustre dos petistas, porém, não ficaria no prejuízo. Como VEJA revelou em abril, após um pedido feito pelo próprio Lula a Léo Pinheiro, seu amigo e o principal executivo da OAS, a empreiteira não apenas assumiu a construção do prédio como ofereceu uma atenção especial, repleta de mimos, à unidade reservada para o ex-presidente.
O agrado da empreiteira a Lula custou caro. A OAS gastou 700 000 reais para deixar o apartamento ao gosto da família do ex. O tríplex, avaliado em 2,5 milhões de reais, passou por uma repaginação completa: o piso foi trocado, os acabamentos de gesso foram refeitos, a cozinha foi equipada com móveis de primeira linha e um elevador foi instalado para interligar os três andares. A reforma foi acompanhada de perto pela família do ex-presidente - a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o próprio Lula e Fábio Luís, o Lulinha, primogênito do casal, visitaram o local durante as obras. Estava tudo caminhando para que o apartamento dos Lula da Silva na praia fosse finalmente inaugurado pela família. Até que vieram a Lava-Jato e, com ela, a descoberta do privilégio bancado pela OAS. Lula, como era de esperar, correu para tentar se descolar do imóvel. Logo passou a negar que fosse o proprietário. Alegou que a família tinha apenas a opção de compra de um apartamento - uma esperteza óbvia, já que o tríplex está registrado em nome da OAS.
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Como versões mal-ajambradas e tentativas de manipulação da realidade têm perna curta, a negativa de Lula não demorou para ruir. Uma investigação do Ministério Público de São Paulo colheu depoimentos de diferentes testemunhas que atestam que o apartamento do edifício Solaris foi, sim, construído e reformado pela OAS para a família do ex-presidente. Mais do que isso, os promotores, os mesmos que já investigavam os desvios milionários na Bancoop, agora apuram se a empreiteira do petrolão usou apartamentos no prédio do Guarujá para lavar dinheiro e beneficiar indevidamente figurões como Lula. Os depoimentos colhidos pela promotoria e revelados na semana passada pelo jornal Folha de S.Pauloconfirmam o que VEJA publicou em outubro e trazem detalhes de como a reforma no apartamento de Lula estava envolta em uma aura de segredo para que ninguém suspeitasse de nada. Um engenheiro que trabalhava para a OAS quando a obra foi executada contou que Lula fez uma "vistoria-padrão" no apartamento. Ele disse que apenas abriu a porta do tríplex para que o ex-presidente entrasse - lá dentro, Lula foi acompanhado pelo coordenador de engenharia da empreiteira. O dono da empresa especializada em reformas contratada pela OAS para remodelar o apartamento disse que estava na obra quando foi surpreendido pela chegada da ex-primeira-dama Marisa Letícia e de mais três homens - entre eles Lulinha e ninguém menos que o então presidente da OAS, Léo Pinheiro, o amigo de Lula que mais tarde viria a ser preso pela Lava-Jato. O zelador do prédio contou aos promotores que Lula e Marisa estiveram no imóvel pelo menos duas vezes e que, para a chegada dos visitantes ilustres, a OAS ordenou que o prédio passasse por uma limpeza e fosse decorado com "arranjos florais". O zelador disse ainda que, durante uma das visitas, seguranças de Lula travaram o elevador enquanto o petista estava no imóvel, o que fez com que moradores de outros apartamentos se queixassem.
A promotoria deve concluir em breve o inquérito e tende a ajuizar um processo contra os envolvidos no caso. Ao mesmo tempo que agradava Lula, a OAS multiplicava o saldo devedor de outros mutuários da Bancoop que haviam adquirido apartamentos. Do empresário Walter Didário, por exemplo, a empreiteira cobrou 600 000 reais além do que ele já tinha pago. "Eu me sinto um completo idiota", diz ele. A construção do edifício e a luxuosa reforma no tríplex não foram os únicos favores prestados pela empreiteira a Lula. Como VEJA revelou, a OAS bancou ainda a reforma do sítio que a família frequenta em Atibaia (SP).

Jovem de RO mata ex a facadas em ato sexual: 'queria matar alguém', diz


Em entrevista, mulher diz que não se arrepende do crime, em Vilhena.
'Observamos que ela tem traços de um sociopata', afirma delegado.

Eliete MarquesDo G1 Vilhena e Cone Sul
Crime aconteceu na casa do ex-namorado, em Vilhena (Foto: Rede Amazônica/ Reprodução)Crime aconteceu na casa do ex-namorado, em Vilhena (Foto: José Manoel/ Rede Amazônica)
A vendedora Vania Basílio Rocha, de 18 anos, foi presa em flagrante após matar o ex-namorado a facadas nesta quarta-feira (30), em Vilhena (RO). Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu na casa da vítima, no momento que os dois iriam iniciar uma relação sexual. Enquanto estavam deitados na cama, a jovem pegou a faca que estava escondida dentro da bolsa e golpeou Marcos Catanio Porto, de 26, em várias partes do corpo, que não resistiu aos ferimentos. Em entrevista na delegacia, Vania confessou o crime. "Queria matar alguém. Não me arrependo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer", revela. ( ouça aqui )
Algemada na delegacia, Vania relatou ao G1que planejou o crime (ouça o áudio ao lado). Segundo ela, três nomes de possíveis vítimas foram colocadas em uma lista: um amigo, um 'ficante' e o ex-namorado. Na noite de terça-feira (29), ela entrou em contato com o amigo, mas ele estava na casa de um irmão, que mora longe da cidade. Já a outra pessoa com quem estava se relacionando, que seria a segunda vítima, estava com a família e não poderia vê-la.
Na manhã desta quarta-feira, Vania ligou para Marcos alegando que queria se despedir, pois iria embora para outro estado. Ela então colocou uma faca de cozinha dentro de uma bolsa e foi para a casa da vítima, que havia aceitado receber a visita. Na casa, o casal foi para o quarto e, durante as preliminares sexuais, esfaqueou o ex-namorado.
Na delegacia, Vania diz que levou faca na bolsa para matar ex (Foto: José Manoel/ Rede Amazônica)Na delegacia, Vania diz que levou faca na bolsa
para matar ex (Foto: José Manoel/ Rede Amazônica)
"Eu queria matar uma pessoa só, dos três. Eu tapei o olho dele. Aí peguei a faca e meti nele. Ele reagiu e veio para cima de mim e eu fui para cima dele também. Eu enforquei ele, e aí comecei a meter [facadas] em outras partes do corpo dele. Daí ele gritou socorro e a porta estava trancada. O irmão dele quebrou a janela. Quando o irmão dele entrou ele já estava quase morrendo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer", narrou.
Após o crime, Vania conta que foi para o banheiro e a família do ex-namorado chamou a Polícia Militar. Ela contou que terminou o namoro há dois meses com Marcos, com quem namorou durante 9 meses. "Não me arrependo. Não sei se um dia vou me arrepender", explica.
Investigação
De acordo com o delegado Fábio de Campos, a garota foi flagranteada por homicídio qualificado, pois usou de meios que dificultaram a defesa da vítima. "Ela diz que sentiu vontade de matar alguém e poderia ser qualquer um dos três. Disse que não usa drogas, e que nunca fez tratamento psiquiátrico. Observamos que ela tem traços de um sociopata", explicou Campos.

“É impossível acabar com o Aedes aegypti”, diz criadora de mosquito transgênico


A pesquisadora Margareth Capurro, da USP, alerta: contra o Aedes, transmissor do zika e da dengue, é preciso usar várias armas de uma vez

MARCELA BUSCATO
29/12/2015 - 08h01 - Atualizado 29/12/2015 08h01
A bióloga Margareth Capurro, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), afirma que o Brasil precisa agir em várias frentes ao mesmo tempo para conter o mosquito Aedes aegypti – com a ajuda da população dentro das residências, com armadilhas artesanais feitas de garrafas plásticas, com bombardeios de inseticida e engenharia genética. “Devem-se usar todas as armas imagináveis”, diz a cientista. O mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya agora carrega o germe de problemas mais graves, o vírus zika (que pode desencadear a síndrome de Guillain-Barré). Margareth foi indicada pelo governo brasileiro para participar de um projeto internacional sobre o mosquito e estuda há 18 anos formas de alterá-lo geneticamente. Essa estratégia segue um roteiro inusitado, que inclui liberar ainda mais insetos no ambiente. Se der certo, os exemplares modificados em laboratório, todos machos, competirão com os mosquitos selvagens para copular com as fêmeas, mas o cruzamento não resultará em larvas. Exterminar o Aedes aegypti, diz Margareth, é impossível. Ela ressalta que uma política mais agressiva para combatê-lo já deveria estar em prática, mas que o enfrentamento da dengue nunca esteve no topo das prioridades, na disputa pelo orçamento da Saúde. Agora, a epidemia de vírus zika pode impulsionar a adoção de medidas mais eficazes. “O zika assustou. É uma doença mais grave”, afirma Margareth.
pesquisadora Margareth de Lara Capurro (Foto: Letícia Moreira/ÉPOCA)
ÉPOCA – O Brasil já conseguiu erradicar o Aedes aegypti. Por que não é possível conseguir esse feito novamente?
Margareth Capurro – É impossível. Quando isso aconteceu, nos anos 1950, o cenário era completamente diferente. Houve uma campanha muito forte para combater a febre amarela. Tínhamos um inseticida poderoso, o DDT, mas que causou desequilíbrio ecológico. Ele matou populações de outros insetos, pássaros, ratos e provocou intoxicação até em humanos. Hoje, é proibido no mundo todo, inclusive no Brasil. Nos anos 1950, além de ter o DDT, havia menos deslocamento humano. Por isso, a erradicação foi possível. As pessoas viajavam menos, o trânsito internacional era menos intenso. Hoje, a principal entrada do mosquito no Brasil é pelos portos. Ovos vêm nos contêineres, nos navios. Quando tentamos mapear de onde vem a população de Aedes aegypti em Santos, por exemplo, é uma confusão. Todo dia entra mosquito novo. Há também um transporte pequeno de avião e entrada via terrestre. O mosquito viaja até no carro.
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ÉPOCA – Diante da gravidade da infecção pelo vírus zika, principalmente em grávidas, como controlar a população de mosquitos para reduzir a transmissão?
Margareth – O governo está consultando cientistas para ouvir sugestões. Devem-se usar todas as armas imagináveis. É preciso conscientizar a população e, ao mesmo tempo, eliminar os criadouros. Em lugares onde há epidemia, pode ser usado o fumacê, inseticida que elimina o inseto adulto. O grande problema é que conseguimos eliminar apenas os criadouros que vemos. Há muitos que não ficam à vista. Depois de uma chuva, o Aedes se desenvolve em qualquer lugar. Já peguei larva em papel de bala e levei para o laboratório. Ela se desenvolveu e virou uma fêmea de Aedes. Existem outras possibilidades, como liberar mosquitos modificados.
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ÉPOCA – Como funciona essa estratégia?
Margareth – São machos modificados que copulam com a fêmea, mas não são capazes de gerar descendentes. Há o macho estéril por irradiação de raios X ou raios gama. Na USP, estamos desenvolvendo outro tipo de macho estéril. Ele tem um gene que faz com que não tenha espermatozoides. Nesses dois casos, a larva nem nasce. Há ainda um tipo que tem uma bactéria que torna a transmissão do vírus impossível. Essa é a estratégia que está sendo desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Há ainda outro mosquito transgênico, que tem um gene letal que faz com que a larva morra. A ideia é liberar um número muito grande de machos modificados para que as fêmeas selvagens copulem com eles, não com os machos selvagens, e não gerem novos mosquitos. Os machos não picam, não transmitem a doença.
ÉPOCA – Os mosquitos modificados já podem ser usados?
Margareth – O mosquito que tem o gene letal já está pronto. Foi desenvolvido por uma empresa que cobrará royalties sobre o uso da tecnologia, claro. Participei do teste para verificar a eficácia em campo. O piloto foi nas cidades de Juazeiro e Jacobina, na Bahia. Em um dos bairros, houve redução de 80% na população de mosquitos. Em outro, de 100%. Isso significa que 100% das larvas que recolhíamos tinham o gene letal e, consequentemente, não sobreviveriam. É preciso liberar os mosquitos modificados continuamente para criar uma barreira que impeça que o Aedes selvagem volte a se reproduzir. Ainda falta a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para que esse mosquito possa ser usado. Também é necessário construir biofábricas que deem conta de produzir esses mosquitos na escala necessária. A linhagem que estamos desenvolvendo na USP pode estar pronta para testes no próximo ano.  Também há linhagens prontas desenvolvidas pela Agência Internacional de Energia Atômica. Dependendo do investimento, poderíamos ter um grande projeto, em uma cidade de grande porte, em um ano e meio. Podemos fazer algo para 2017.
ÉPOCA – Isso significa que, para este verão, não há nenhuma medida de alta eficácia para ser adotada?
Margareth – Não se combate o mosquito no verão, mas no inverno. É quando ele está em menor quantidade. Há algumas estratégias de curto prazo, que poderiam ser implementadas rapidamente. Tem um projeto de captura de mosquito com armadilha que a própria comunidade pode fazer, com ajuda de agentes de saúde. A armadilha é feita com uma garrafa de plástico e larvicida. O mosquito coloca os ovos lá e eles morrem. Precisa de um investimento menor e dá para atingir um grande número de cidades ao mesmo tempo. Outra estratégia é fazer a dispersão de larvicida biológico, como o BTI, usando helicópteros. O BTI é uma bactéria que produz proteínas que atacam o trato digestivo do mosquito e o matam. O Estado da Flórida, nos Estados Unidos, faz isso para combater o Aedes. Desse jeito, atinge-se tanto o criadouro que dá para ver quanto o que não dá. O Exército poderia ajudar nessa estratégia. Provavelmente, custa muito caro, mas é uma técnica que sabemos que é segura para os humanos e eficiente para reduzir a população de mosquito.
ÉPOCA – Agora temos medo do zika e da síndrome de Guillain-Barré, mas o Aedes aegypti é um problema há décadas, por causa da dengue. Por que o governo é tão lento em criar ações mais eficazes de combate ao mosquito?
Margareth – O Brasil passa por uma crise (de falta de verba) muito complicada. A dengue é um problema? É, mas não é uma doença que causa alta mortalidade. Ela tem um custo altíssimo, porque tira o trabalhador da empresa por 20 dias, mas a mortalidade não é alta. No projeto de Jacobina, para testar os mosquitos transgênicos, tivemos problemas no repasse de dinheiro pela Secretaria de Estado da Saúde. Mas entendo a posição da Secretaria. Se ela tem menos dinheiro, por que daria para um projeto-piloto e não para um hospital? É como se tivéssemos de ir ao supermercado comprar comida para o mês inteiro com R$ 100. Você compra arroz e feijão. Parte de todo o dinheiro que foi roubado nesses escândalos de corrupção poderia ir para a dengue. A gente fala de um projeto de R$ 1 milhão para combater a doença, mas roubaram não sei quantos bilhões. Não podemos dizer que o Brasil é pobre. Os recursos é que são muito mal usados. E muito roubados.
ÉPOCA – Quanto a população pode ajudar no combate aos criadouros?
Margareth – No Brasil, temos outro problema: a cultura de que é o governo que tem de cuidar de tudo. Muita gente acha que não precisa cuidar do próprio quintal porque o vizinho não cuida do dele. É um problema cultural. Mas também falta infraestrutura. Nas casas que visito na Bahia, as crianças me mostram onde estão as larvas. Eles têm a informação, sabem que a larva não pode estar lá, mas não têm o que fazer. É um reservatório de cimento, no fundo do quintal. Eles não podem esvaziar o reservatório todo dia porque só recebem água a cada 48 horas. Eles não têm condições financeiras de comprar cloro para jogar na água. O combate ao mosquito não é só questão de virar vasinho. É um problema social: falta saneamento básico.

ÉPOCA – O que podemos esperar para este verão?
Margareth – Os casos de vírus zika aumentarão, principalmente agora que estamos entrando no período chuvoso, porque os criadouros do mosquito aumentam. Como a epidemia de dengue é recorrente há anos, muita gente não pega, porque está protegido pelo menos contra algum sorotipo. Com o zika, não. São 200 milhões de pessoas que nunca viram esse vírus. É uma epidemia nova. O vírus zika está com tudo.

Motorista morre após ser esmagado por caminhão enquanto trocava pneu


Acidente ocorreu após condutor parar na BR-040, em Valparaíso de Goiás.
Veículo, que estava carregado de material reciclável, tombou em barranco.

Do G1 GO
Motorista morre após ser esmagado por caminhão enquanto trocava pneu em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Motorista morre ao ser esmagado por caminhão enquanto trocava pneu  (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Um idoso de 64 anos morreu nesta quarta-feira (30) após ser esmagado pelo próprio caminhão, na BR-040, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF),  João Goulart dos Santos estava trocando um pneu quando o macaco hidráulico cedeu e o veículo tombou.
O acidente ocorreu no km 6 da rodovia. O caminhão, carregado com materiais recicláveis, estava estacionado no acostamento da pista. Quando caiu, ele acabou rolando por uma ribanceira.
O veículo tinha placas de Cristalina e seguia no sentido Goiânia - Brasília.

Delator mencionou Aécio, Renan e Randolfe por suposta propina


Homem que entregava dinheiro a políticos também citou integrantes do PP.
Ele também afirmou que o senador Aécio Neves teria recebido R$ 300 mil.

Do G1, em Brasília
No mesmo depoimento em que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi mencionado por suposto recebimento de R$ 300 mil a mando do doleiro Aberto Youssef, o delator Carlos Alexandre de Souza Rocha citou supostos valores repassados ao senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Randolfe Rodriges (Rede-AP). Ele também mencionou membros do PP já citados em depoimentos anteriores.
O depoimento, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi dado em julho. Nele, Rocha disse que fazia para Youssef serviço de entrega de dinheiro para políticos. Mais cedo, oG1confirmou o teor do depoimento do delator após reportagem do jornal "Folha de S.Paulo". A assessoria de imprensa do senador classificou a acusação de Rocha como "falsa e absurda". (veja ao final desta reportagem a explicação dada por cada um dos citados no depoimento)
De acordo com Rocha, entre janeiro e fevereiro de 2014, Youssef informou ter valor de R$ 1 milhão em Recife que precisaria levar a Maceió. O próprio delator teria entregado o dinheiro, em duas partes de R$ 500 mil, para “um homem elegante” num hotel na capital alagoana. Rocha disse ter questionado Youssef  sobre o destinatário do dinheiro, e o doleiro teria respondido: “O dinheiro é para Renan Calheiros”.
O delator também informou que, entre 2009 e 2014, ouviu Albertou Alberto Youssef dizer que iria disponibilizar R$ 2 milhões para Renan Caheiros a fim de evitar a instalação de uma CPI para investigar a Petrobras. Ele não informou, no entanto, se o repasse de fato ocorreu.
Em relação ao senador Randolfe Rodriges, Rocha disse que Youssef afirmou, em referência ao senador socialista: “Para esse aí já foram pagos R$ 200 mil”. Ele disse ter questionado ao doleiro se ele tinha certeza, e Yousseff teria respondido ter certeza “absoluta”. Rocha, porém, disse não saber se o valor foi efeytivamente pago e nem como. Ao G1, Randolfe classificou a citação como “descabida”.
Propina no PP
Ao tratar do pagamento de propina a deputados do PP, Rocha afirmou que Yousseff usava a expressão "mensalão do PP" e dizia que os valores eram repassados para manter o partido na base do governo. No depoimento, ele cita pagamentos ao deputado Nelson Meurer (PP-PR) e ao ex-ministro Mário Negromonte.
Rocha disse que Youssef comentava que, entre os políticos, Negromonte era "o mais achacador" e que teria perdido o cargo de ministro das Cidades, em 2012, "porque não estava 'fazendo caixa' para o Partido Progressista [PP], uma vez que estaria 'roubando apenas para ele próprio'". Segundo Rocha, Youssef disse ter repassado R$ 5 milhões a Mário Negromonte na campanha de 2010.
Ele declarou, ainda, que, em 2010, fez "umas quatro" entregas de dinheiro em espécie, no valor de R$ 300 mil, em um apartamento funcional na quadra 311 Sul, em Brasília, mas que não sabia quem era o morador. Nas vezes em que esteve lá, estavam presentes os ex-deputados João Pizzolatti, Mário Negromonte, Pedro Corrêa e outros parlamentares que disse não ter reconhecido.
Rocha relatou que o dinheiro era transportado no corpo, escondido em meias de futebol e calças mais folgadas. Ao chegar ao apartamento, "ia ao banheiro para retirar o dinheiro das pernas, que estava embalado em filmes plásticos, e retornava com uma sacola de dinheiro e apresentava a todos que estavam à espera, na sala do apartamento".
No trecho em que relata pagamentos ao deputado Nelson Meurer, Rocha disse que entregou duas vezes, em um hotel em Curitiba, dinheiro destinado ao parlamentar. Segundo ele, uma entrega foi no valor de R$ 300 mil e a outra, entre R$ 150 mil e R$ 300 mil. Youssef dizia, segundo Rocha, que Meurer era um dos líderes do PP que recebia a "mesada gorda".
De acordo com o relato de Rocha, quem recebeu o dinheiro foi o filho do parlamentar - o delator disse, no entanto, que não se recorda do nome dele. Ao ver fotos Nelson Meurer Junior, o delator não o reconheceu como sendo a pessoa para quem entregava o dinheiro, mas disse que não descarta essa possibilidade.
Rocha contou, ainda, que viu o deputado no escritório de Youssef em São Paulo, mas que não o viu recebendo dinheiro. No entanto, afirmou que "ninguém ia ao escritório de Alberto Youssef para rezar".

Além de ter declarado pagamento entregue ao filho de Meurer, Rocha afirmou que entregou dinheiro "na mão" dos ex-deputados federais João Pizzollatti, Pedro Corrêa e Luiz Argôlo.

Diretor da UTC citado
Rocha afirmou, também, que entregou R$ 300 mil ao diretor comercial da empreiteira UTC, empresa investigada na Lava Jato por suposta participação em desvio de recursos da Petrobras. Esse diretor, Antonio Carlos D'Agosto Miranda, teria afirmado a Rocha que o dinheiro se destinava ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Nem o dono da UTC, Ricardo Pessoa, nem o diretor financeiro da empresa, Walmir Pinheiro Santana, citaram Aécio Neves nos depoimentos que prestaram aos investigadores da Lava Jato. Rocha afirmou no depoimento que questionou Miranda sobre a "agonia por esse dinheiro",  entregue ao diretor, segundo disse, "provavelmente" em setembro ou outubro de 2013, no Rio de Janeiro.
De acordo com o depoimento, Miranda fez um desabafo: "Ainda bem que esse dinheiro chegou, porque eu não aguentava mais a pessoa me cobrando tanto". Rocha disse no depoimento que em seguida perguntou ao diretor quem era essa pessoa e que Miranda teria respondido: "Aécio Neves".

Veja o que diz cada um dos citados:

Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
A citação ao nome do senador Aécio Neves é falsa e absurda e, além de não ter nenhuma comprovação, já foi desmentida três vezes: pela empresa, e  pelos depoimentos de seu presidente e de Alberto Yousseff.
Trata-se de mais uma tentativa de confundir a opinião publica e levar os veículos de comunicação a citar nomes de políticos da oposição em um escândalo que pertence ao governo do PT. Como outras tentativas de fraude, essa também será desmascarda.

Ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC)
A defesa de João Pizzolatti  afirma que ele não conhece o senhor Ceará  e afirma categoricamente que Pizzolatti não recebeu nenhum valor do doleiro Alberto Yousseff  ou de pessoas ligadas a ele. A defesa afirma ainda que se eventualmente dividas de campanha foram pagas por josé janerne pizzolatti não pode ser responsabilizado.

Ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP)
O ex-ministro Mário Negromonte, que atualmente integra o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, afirmou, por telefone, que nunca ouviu falar no Carlos Alexandre de Souza Rocha e que não tem conhecimento sobre as afirmações dele.
Negromonte disse que a situação é "absurda" e que o caso se trata de um criminoso querendo se livrar do crime acusando cidadãos sem nenhuma prova material.

Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
"Isso é totalmente sem noção. É hilário, incabível. Primeiro eu não sei nem quem é o senhor Carlos Alexandre Rocha. Nunca tive contato com quem quer que seja. Minha campanha em 2010 foi feita com base em doações individuais, de pessoas físicas. O orçamento total da minha campanha em 2010 foi de R$ 210 mil. Esse valor de R$ 200 mil [citado por Rocha] chega a quase ser superior ao orçamento da minha campanha. Estou achando que isso [a citação a Randolfe] é algo arranjado. Nunca soube quem é Carlos Alexandre Rocha nem quem é Alberto Youssef. Nunca nem passei perto dele. Não conheço nem pessoas que sejam próximas a ele. Nunca tive relação direta ou indireta com prestadores de serviços de empreiteiras".

Senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado
Por meio de sua assessoria de imprensa, "o senador Renan Calheiros nega as imputações e reitera que não conhece a pessoa de nome Alberto Youssef".

UTC
A UTC informa que a afirmação não tem fundamento.

*Até a última atualização desta reportagem, o G1 e a TV Globo não haviam obtido resposta do ex-deputado Pedro Corrêa. O G1 não conseguiu entrar em contato com o deputado Nelson Meurer.

DPVAT vence junto com IPVA e boleto não vem pelos Correios; saiba o que fazer


Redação


Diferente do ano passado, o seguro obrigatório para indenizar vítimas de acidentes de trânsito (DPVAT) deve ser pago junto com a primeira parcela do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) em 2016. A taxa começa a vencer a partir do dia 21 de janeiro, de acordo com o calendário de placas estabelecido pelo Secretaria de Estado da Fazenda.
Em 2015, o valor do imposto foi cobrado somente em abril, já que o valor do IPVA também foi postergado. Na nova adequação, o valor de 2,5% foi para 3,5% do valor venal do veículo. O boleto para efetuar o pagamento do DPVAT não chega pelos Correios, como acontece com o IPVA.
O contribuinte precisa acessar o site do Seguro DPVAT para gerar a guia de pagamento. O valor para veículos de passeio é de R$ 105,65 e não é possível parcelá-lo.
IPVA
A desconfiança de que os boletos do IPVA eram verdadeiros tomou conta das redes sociais desde que começaram a ser recebidos pelos contribuintes. As especulações se deram principalmente pelo fato do boleto de 2016 estar com a data de postagem adiantada – 06/01/2016.
Entretanto, a Secretaria da Fazenda informou que os boletos são, sim, verdadeiros. As correspondências foram enviadas em dezembro por uma questão de logística, mas a data está de 2016 por causa do sistema de impressão da própria secretaria.