Atiradores descarregaram armas em frente a bar e atingem cinco; três morreram na hora


Por Elizangela Jubanski e Flávia Barros

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Três foram mortos por ocupantes de um veículo preto. Foto: Colombo Notícias

Um triplo homicídio foi registrado na madrugada deste domingo ( 24) no município de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Outras duas pessoas foram baleadas, mas foram socorridas. Todas as vítimas fatais estavam em um bar na região da Vila Guarani. Daniel Trindade Santana, 35 anos, João Vitor de Oliveira Félix, 16, e Jair Gonçalves Ribeiro, ainda sem confirmação oficial, nem idade, morreram antes da chegada do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Não há informações sobre a motivação.
Segundo a Polícia Militar (PM), o crime aconteceu por volta da 1h20. Passageiros de um veículo preto passaram em frente do bar, que fica na rua José Maria da Silva Paranhos, e efetuaram diversos tiros contra quem estava no local. A dona do bar, em conversa com a família, disse que notou a presença de um veículo aos redores do estabelecimento e decidiu fechar as portas. “Ela disse pra gente que estava achando estranho e, por isso, resolveu fechar. Nesse momento, meu irmão chegava lá para comprar um cigarro solto. Ele foi atingido por um certeiro, morreu na hora, coitado, não devia nada para ninguém”, descreveu Ezequiel Santana.
Para ele, o irmão morreu por estar no local errado e na hora errada. “Era um cara trabalhador, esforçado, as mãos cheia de calo porque ele não fugia de trabalho. Era usuário de drogas, sim, mas ele era trabalhador e pagava o vício dele. Para todos nós foi uma fatalidade, não estamos nem crendo que isso aconteceu”, finalizou à Banda B.
A família do adolescente também estava na manhã de hoje no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para fazer a liberação do corpo. Bastante abalados, ele confirmaram que o garoto estava no bar, mas não quiseram dar mais detalhes. Já a família da terceira vítima, identificado preliminarmente como Ribeiro, resolvia questões burocráticas para a liberação e a confirmação da identidade será feita em breve.
As famílias que conversaram com a Banda B alegam que nenhum deles se conhecia, não eram amigos em comum e que as mortes aconteceram a esmo. “Iam matar quem estivesse ali, a dona do bar disse que ouviu os atiradores falarem ‘vagabundo tem que morrer’. Estamos todos em choque”, disse a parente de uma das vítimas, que preferiu não se identificar.
Os dois homens que foram baleados estão internados em hospitais de Curitiba e o quadro de saúde é estável. Eles são peças-chave para a investigação, que será comandada pela Delegacia do Alto Maracanã.