Brigada Militar apura conduta de PM que baleou engenheiro na capital


Inquérito foi aberto nesta quinta-feira (14) após a morte de Vilmar Mattiello.
Veículo cruzou um sinal vermelho e foi perseguido, segundo a polícia.

Do G1 RS
 A Brigada Militar abriu um inquérito para apurar a conduta do policial militar que atirou contra um veículo ocupado por duas pessoas durante perseguição na madrugada desta quinta-feira (14), na Zona Sul de Porto Alegre. O motorista, Vilmar Mattiello, de 58 anos, foi atingido. O engenheiroperdeu o controle do carro, bateu em um poste e morreu. O passageiro teve ferimentos leves.(veja vídeo)
De acordo com o comandante do batalhão onde o PM atua, um agente pode atirar quando avaliar que sua vida está em risco.
Carro bateu em poste durante persguição (Foto: Reprodução/RBS TV)Carro bateu em poste durante
perseguição (Foto: Reprodução/RBS TV)
"Era madrugada, o veículo já vinha acompanhado pela BM, o condutor sabia que tinha os sinais luminosos da viatura. Naquele momento, o policial fez a opção de fazer o melhor, em tese. Não temos, neste momento, como ver se a atitude foi legal ou não", diz o tenente-coronel Kléber Goulart.
"Não existe orientação para que o policial atire no vidro, no pneu, na lataria. Ele só pode atirar em legítima defesa ou em cumprimento do dever legal. É para cessar a ação de uma pessoa que vai colocar em risco a vida dele. Se ele atirou, tem que estar revestido de legalidade", completa.
A perseguição começou em um cruzamento na Avenida Otto Niemeyer por volta da 1h, quando o carro dirigido por Vilmar passou por um sinal vermelho, de acordo com a Brigada Militar. Uma viatura que estava na região suspeitou que poderia ser um veículo roubado e foi atrás.
Na Avenida Wenceslau Escobar, em frente a um posto militar, dois policiais tentaram parar o carro. Foi neste momento que um deles disparou. Pelo menos dois tiros foram em direção ao automóvel. Depois, houve colisão contra um poste.
Vilmar, que é engenheiro, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. A causa da morte ainda não foi confirmada. Pode ter sido pelo tiro, ou pelo acidente.
Em depoimento à polícia na madrugada, o homem que estava na carona do carro de Vilmar disse que os dois beberam. Foram solicitados exames para confirmar.
A polícia ainda pediu imagens de câmeras de segurança e ouve testemunhas sobre o caso. A investigação está com a 6ª Delegacia de Polícia Civil. A família do engenheiro contesta a conduta da Brigada Militar.