Número de vítimas da chuva de granizo no PR aumenta para 5 mil


Chuva atingiu Curitiba e outros seis municípios do Paraná na quarta (30). 
Cinquenta famílias estão desabrigadas; vento derrubou containers.

Do G1 PR
Chuva de granizo registrada em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba  (Foto: Sharles Moro de Oliveira / Arquivo pessoal )Chuva de granizo registrada em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba (Foto: Sharles Moro de Oliveira / Arquivo pessoal )
O número de moradores da chuva de granizo que atingiu o Paraná na noite de quarta-feira (30) aumentou de 4.095 para 5.630, segundo um boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual, às 12h desta quinta-feira (31). Sete municípios foram atingisos. A maior parte das ocorrências foi de destelhamentos e não houve registros de pessoas feridas.
A cidade mais atingida foi Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, que teve 500 residências danificadas, e 2,5 mil pessoas afetadas. Cinquenta moradores tiveram que deixar as casas e estão alojados na casa de amigos e parentes.
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Ao todo, conforme o boletim, 1.126 residências foram prejudicadas por causa do granizo. As outras cidades atingidas pela chuva são: Araucária, Curitiba, Mandirituba, Castro, São Mateus do Sul e Fazenda Rio Grande.
Em Cambé, na região norte do estado, dois containers, que pesam várias toneladas, foram derrubados com a força do vento no terminal de transbordo de cargas. Também houve chuva de granizo na cidade e em Nova Fátima, mas poucas casas foram danificadas.
Segundo o Instituto Tecnológico Simepar, os ventos em Cambé passaram de 60 quilômetros por hora.
Doações
A Defesa Civil está arrecadando materiais para ajudar as vítimas da chuva em Campo Largo. Eles precisam de telhas, colchões, lonas e cobertores.
Quem puder colaborar pode fazer as doações na Escola Professora Edithe, que fica Rua Mato Grosso, 9.255, ou no Centro da Juventude Bom Jesus, que fica localizado no cruzamento da Rua XV de Novembro com a Avenida Adhemar de Barros, no bairro Bom Jesus.

Homem que invadiu fórum planejava matar juíza e se suicidar, diz polícia


Informação consta no boletim de ocorrência; vendedor foi preso pela PM.
Ele irá responder agora por tentativa de homicídio, explosão e resistência.

Kleber TomazDo G1 São Paulo
Alfredo foi preso  (Foto: Reprodução / Polícia Civil)Alfredo José dos Santos foi preso por suspeita de tentativa de assassinar uma juíza, explosão e resistência (Foto: Reprodução / Polícia Civil)
O homem que invadiu o Fórum Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, na quarta-feira (30), e manteve a juíza Tatiane Moreira Lima refém por 30 minutos, sob a ameaça de incendiá-la, planejava matar a magistrada e se suicidar em seguida. Ele havia jogado líquido inflamável nele e na mulher e com um isqueiro pretendia colocar fogo nos dois. É o que informa o boletim de ocorrência registrado pela polícia no 51º Distrito Policial (DP), onde o caso é investigado.( ASSISTA A VARIOS VÍDEOS)
O vendedor Alfredo José dos Santos, de 36 anos, foi preso no mesmo dia pela Polícia Militar (PM) após se distrair com policiais que o filmavam. O invasor havia exigido que filmassem a juíza da Vara de Violência Doméstica, dizer que ele era inocente da acusação de ter agredido sua ex-mulher.
De acordo com o registro policial, por conta do caso envolvendo a magistrada, Alfredo - que já respondia em liberdade por violência doméstica - foi indiciado agora por tentativa de assassinato, explosão e resistência. Por esses crimes, o agressor responderá preso.
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Nesta quinta-feira (31), o vendedor foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) Belém. O G1 não conseguiu confirmar se ele já constituiu advogado para defendê-lo.
A equipe de reportagem também não localizou a juíza para comentar o assunto.
Por causa do incidente, o fórum ficará fechado nesta quinta-feira. Todas as audiências agendadas foram canceladas e serão remarcadas. De acordo com Tribunal de Justiça (TJ), "se constatadas falhas, medidas corretivas serão tomadas de imediato".
"Muito agressivo e alterado, dizia que iria atear fogo na juíza e que na sequência iria se matar", informa o boletim de ocorrência feito a partir das informações de testemunhas. Nesse caso o relato se baseou no que relataram um vigilante, que tentou impedir Alfredo, e um policial militar, que negociou a rendição do vendedor e libertação da juíza no fórum.
"Durante o período que manteve a vítima juíza sob a violência, o indiciado a obrigou a falar em seu telefone celular que ele era inocente, caso contrário a mataria", informa outro trecho da ocorrência. "Referido telefone foi apreendido e realmente contém essa gravação que foi submetida à perícia".
Com esse vídeo acima, ao menos três filmagens circulam por meio do aplicativo WhatsApp mostrando o que ocorreu dentro do fórum (veja vídeos abaixo). Dois desses vídeos foram feitos por policiais. Além dessas gravações, a Polícia Civil irá requisitar ao TJ imagens do circuito interno de segurança do fórum para analisá-las.
Um dos vídeos mostra Alfredo filmando a juíza com um celular. Ele obriga a juíza a dizer que ele é inocente da acusação de ter agredido sua ex-mulher. "Seu pai é inocente", diz a magistrada no vídeo que o agressor queria que fosse mostrado ao filho dele.
"Dizia que a juíza tinha acabado com a vida dele injustamente", informa o boletim de ocorrência sobre o fato de Alfredo ter perdido a guarda do filho. Ele é réu na ação de agressão contra a ex-mulher e foi enquadrado na Lei Maria da Penha, que protege mulheres vítimas de violência ou ameaças.
O caso
Para o vendedor, a culpada por ter tirado a guarda do seu filho foi a juíza. Na quarta-feira, Alfredo havia sido chamado ao fórum para uma audiência com a magistrada. Por volta das 14h, visivelmente abalado psicologicamente, ele invadiu o fórum correndo, com uma mochila repleta de garrafas com líquido inflamável, passando pela segurança.
Em seguida, despejou o líquido e ateou fogo numa escada, impedindo um vigilante armado de alcança-lo. O segurança ainda atirou em direção a Alfredo, mas o disparo atingiu a parede.

Sem ser barrado, Alfredo correu até o gabinete da juíza, a agarrou pelo pescoço e despejou um produto químico nela e nele.
Quando seguranças do fórum chegaram à sala da magistrada, Alfredo segurava a juíza pelo pescoço. Após negociação com a polícia, ele exigiu que os policiais na sala também filmassem ele segurando a juíza. Exigia que ela dissesse que ele não era louco e era inocente. Também pediu que chamassem a TV. A gravação foi feita por um policial.
Veja abaixo o diálogo gravado por celular por um policial:
Alfredo José dos Santos - “Tá filmando isso aí?”
PM1 – “Tá.”
Alfredo – “Coloca na televisão.”
PM 1 - “Calma, calma, calma. Tenha calma, pô! Eu quero te ajudar, pô!”
Alfredo - “Quero a televisão aqui, agora.”
PM 1 -  “Já pedimo (sic), tá vindo.”
PM 2 – “Tá vindo.”
PM 1 - “Tô sem arma, pô. Fica calmo.”
Alfredo - “Só um minutinho. Peraí, peraí. Eu sou louco?”
PM 1 - “Ninguém quer te prejudicar ”
Alfredo - “Fala para eles bem alto. Eu sou louco?
PM1 – “Ela é inocente.”
Juíza – “Você não é louco.”
Alfredo – “Pera só um pouquinho... Três vezes.”
Juíza – “Você não é louco.”
Alfredo - “Mais uma!”
Juíza – “Você não é louco.”
Alfredo - “Sou culpado de algum crime?”
Juíza – “Não. Nenhum crime.”
PM 1 – “Tenha calma.”
Alfredo – “Vocês ouviram?”
Juíza – “Nenhum crime.”
Alfredo – “Vocês ouviram?”
PM 1 – “Tá filmando.”
Alfredo – “Tá filmando isso aí?”
PM – “Tá.”
Alfredo – “Coloca na televisão.”
Ao término da gravação acima, ele foi detido pelos policiais, rendido e preso. A juíza acabou libertada. Essa ação da prisão também foi filmada.

Um terceiro vídeo mostra policiais aproveitando um momento de distração do agressor, que deixou a juíza se levantar para retirar cacos de vidro do corpo. Os PMs aproveitam que Alfredo está sozinho e avançam sobre ele, o imobilizando.
Em seguida, um extintor é usado para impedir que ele ateasse fogo na vítima. "Eu sou inocente, eu sou inocente", diz Alfredo aos policiais que o algemavam.

"Ele [o agressor] falou que tá cheio de coisa aí dentro", diz em seguida um policial, se referindo a possíveis produtos inflamáveis colocados no fórum.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Alfredo foi levado ao Hospital Universitário e liberado do atendimento médico. A juíza foi levada ao Hospital Albert Einstein e liberada. Ela teve ferimentos e cortes causados por uma garrafa quebrada por Alfredo. Dentro dela havia líquido inflamável.

Policiais disseram que após a confusão no fórum, o agressor prestou depoimento na delegacia dizendo que 'juiz não é Deus'. Segundo os investigadores, o homem disse que 'queria chamar a atenção' para seu caso, sobre a impossibilidade de ter a guarda do filho.
Gate
Segundo técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e bombeiros, o produto jogado pelo homem na magistrada seria químico. No entanto, eles não souberam afirmar qual seria especificamente o material.

Por conta do incidente, o fórum passou a tarde de quarta-feira fechado e cercado pela polícia. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da PM, foi acionado para fazer uma varredura no local e verificar a possibilidade de explosivos. Caminhões do Corpo de Bombeiros e equipes da PM também foram deslocados.

A área foi liberada por volta das 19h20 de quarta-feira, quando o Gate deixou o fórum levando um artefato suspeito de ser uma bomba caseira.
Magistrados
Por meio de nota, a Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) manifestou "integral apoio e solidariedade à nossa colega juíza da Vara de Violência Doméstica, do Foro Regional do Butantã, alvo, nesta data, de grave e inusitado atentado, praticado provavelmente por pessoa que estava sob a sua jurisdição, que invadiu o prédio público munido de líquido inflamável fazendo a magistrada de refém".
Os membros da Associação informaram ainda que "repudiam qualquer ato de violência e reiteramos a necessidade de que os membros da Magistratura tenham proteção contra atos que atentem contra sua integridade física, coloquem em risco suas vidas e afetem diretamente o Poder Judiciário. Essa proteção só se efetivará quando da criação de uma política nacional de segurança eficaz aos magistrados".
De acordo com a nota da Apamagis, um "Poder Judiciário forte e independente é o pilar de sustentação do Estado Democrático de Direito e seus integrantes devem ter total proteção do Estado para o desempenho do exercício de suas funções".
A Associação finalizou o comunicado informando que "confia nas autoridades na célere e eficaz apuração destes fatos ocorridos no Foro Regional do Butantã e desde já agradece as manifestações de solidariedade de outras instituições ligadas à Justiça".
Em comunicado assinado pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e pelo desembargador Paulo Dimas de Bellis Marcaretti, presidente do TJ-SP, o Tribunal de Justiça classificou como  violento o atentado praticado contra a juíza e "motivo da mais profunda consternação por parte do Poder Judiciário Brasileiro, uma vez que expõe de maneira explícita e cruel a intolerância e a brutalidade que, seguramente, não fazem parte da cultura e das tradições do nosso povo"
"O ódio, o ressentimento e a incompreensão não podem ser motivos para se atacar as instituições da República e, especialmente, o Poder Judiciário, que sempre garantiu a estabilidade democrática do país, executando com destemor o juramento de fielmente cumprir e fazer cumprir as leis e a Constituição da República. Infelizmente, episódios como o ocorrido em uma das maiores capitais do planeta, tem se repetido com maior ou menor gravidade nos quatro cantos do Brasil", consta na nota.
Ainda segundo o comunicado, o TJ-SP diz que a magistratura nacional continuará a exercer "com coragem e destemor a relevantíssima missão constitucional de garantir a paz social, bem como os direitos e as garantias fundamentais por meio da aplicação firme das nossas leis e, sobretudo, da Constituição Federal" e que "todas as providências pertinentes serão tomadas para garantir a segurança não apenas de magistrados e servidores, como também de toda a família forense, que permanece unida e solidária à jovem magistrada paulista, símbolo da determinação e da imparcialidade que caracterizam e distinguem a magistratura nacional".
 

Esporte tira crianças das ruas e coloca no pódio


WEBMASTER 31 DE MARÇO DE 2016

Escolinhas de futebol são mais uma opção de atividade oferecida no contra turno escolar

Para participar das aulas é necessário ter entre sete e 17 anos e devidamente matriculado nas Escolas Municipais e Estaduais.
Para participar das aulas é necessário ter entre sete e 17 anos e devidamente matriculado nas Escolas Municipais e Estaduais.
A Prefeitura de Colombo, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Lazer e Juventude, oferece para centenas de crianças e jovens do município atividades no contra turno escolar dando uma oportunidade para o acesso ao esporte.
Os atletas têm aulas duas vezes por semana e os treinos acontecem no Estádio Municipal Imperial, no Jardim Adriana, no Estádio Municipal, no bairro Ana Terra e na cancha de areia Vila Zumbi. O intuito é estimular as crianças à prática do futebol – podendo chegar a uma competição ou a uma grande equipe.
“Nosso objetivo com esse trabalho é ocupar essas crianças com uma atividade saudável que poderá gerar benefícios futuros, ao invés de ficarem ociosos em casa e muitas vezes na rua. Iremos continuar investindo na pratica esportiva em Colombo não somente no futebol, mas em várias outras modalidades,” afirmou o Secretário de Esporte, Cultura, lazer e Juventude, José Mauri Henemann.
Para participar das aulas é necessário ter entre sete e 17 anos. E devidamente matriculado e com frequência regular nas Escolas Municipais e Estaduais. Também é necessário preencher uma ficha de identificação disponibilizada nas escolinhas de futebol.
Serviço:
Estádio Municipal Imperial
Aulas: Terça-feira e Quinta-feira
Endereço: Rua Heitor Vila Lobos esquina com a Rua José de Alencar, S/N° – Jardim Adriana.
Estádio Ana Terra
Aulas: Quarta-feira e Sexta-feira
Endereço: Rua Benjamin Costacurta, S/N° – Jardim Ana Terra
Cancha de areia Vila Zumbi
Aulas: Quarta-feira e Sexta-feira
Endereço: Anair Bonato Tosin, S/N° – Mauá
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Fotos: João Senechal/PMC

Coleta de lixo e conscientização da população garante a limpeza dos bairros


WEBMASTER 31 DE MARÇO DE 2016

A ação é uma medida permanente e voltada a saúde pública e bem estar da população

Se o problema estiver em frente às casas e na área da calçada, o proprietário do imóvel poderá contar com a coleta seletiva e orgânica.
Se o problema estiver em frente às casas e na área da calçada, o proprietário do imóvel poderá contar com a coleta seletiva e orgânica.
Manter os terrenos e passeios limpos deixa a cidade mais limpa e evita à proliferação de insetos e animais peçonhentos.
Manter os terrenos e passeios limpos deixa a cidade mais limpa e evita à proliferação de insetos e animais peçonhentos.
Também foram roçados 500.000,00 m² de espaços públicos.
Também foram roçados 500.000,00 m² de espaços públicos.
Com o objetivo de deixar a cidade mais limpa e principalmente livre de doenças, a Prefeitura de Colombo realiza ações de limpeza nos bairros frequentemente. Porém, para que a medida seja mais efetiva é necessário que a população se conscientize e também cuide dos terrenos vagos e áreas de calçadas.
“Preservar os terrenos desocupados limpos é uma questão de cidadania. Valoriza a região e não prejudica os vizinhos nas áreas de saúde e segurança”, destacou a prefeita Beti Pavin.
Os serviços de limpeza acontecem periodicamente seguindo um cronograma das Secretarias de Obras e Viação e Meio Ambiente, que conta com uma equipe de recolhimento, caminhão e maquinário. Mensalmente são retiradas cerca de duas mil toneladas de entulhos e 840 toneladas de resíduos vegetais. Também foram roçados 500.000,00 m² de espaços públicos.
O secretário de Obras e Viação, Agnaldo Santos pede a colaboração da população para que o trabalho seja eficaz. “Percebemos que após a retirada do lixo e limpeza dos locais alguns moradores voltam a despejar entulhos e todo tipo de resíduo em lugares impróprios e isso é errado. Precisamos que todos entendam que cada um é responsável pelo lixo que produz e deve descartá-lo de maneira correta,” declarou o secretário da pasta, Agnaldo Santos.
Manter os terrenos e passeios sem acúmulo de lixo, entulhos e mato alto, deixa a cidade mais limpa e evita à proliferação de insetos e animais peçonhentos. O trabalho da prefeitura envolve a retirada de entulhos das vias e calçadas, recolhimento de lixo das ruas, roçadas de canteiros, coleta de madeira e mobílias, além de resíduos vegetais como, restos de vegetação e galhos de árvores.
Fiscalização
A Secretaria De Meio Ambiente realiza a fiscalização de terrenos vagos no município e caso encontre irregularidades no local, como por exemplo, entulhos e mato muito alto e lixo, o proprietário do imóvel será notificado pela prefeitura. O dono terá 30 dias após ser notificado para regularizar a situação.
Se nada for feito, ele será autuado e multado em R$ 300 para ser feita a limpeza do terreno. Se o cidadão não realizar a limpeza do terreno, a prefeitura faz a limpeza e coloca o valor da taxa e da multa em dívida ativa com o município.
Se o problema estiver em frente às casas e na área da calçada, o proprietário do imóvel poderá contar com a coleta seletiva e orgânica disponibilizada pela prefeitura. “Todos devem estar atentos aos cuidados com a limpeza próximos as suas casas. Os vizinhos também podem ajudar a preservar os terrenos, dessa maneira todos são beneficiados”, frisou o Secretário de Meio Ambiente, Evandro Busato.
A atividade é uma medida voltada à saúde pública e bem estar social. “Quando se tem bairros e ruas limpas, se garante mais qualidade de vida e menos índices de doenças, além disso, quando realizamos o descarte correto do nosso lixo estamos contribuindo com o meio ambiente e isso é essencial”, destaca Busato.
A população também deve participar atuando como um segundo agente fiscal para manter limpos os bairros. Caso alguém identifique uma situação passível de fiscalização, deve denunciar.
Serviço:
Secretária do Meio Ambiente
Endereço: Rua Marechal Floriano Peixoto, 8771
Telefone: 3656-4849
Secretária de Obras e Viação
Endereço: Rua Antonio Francisco Scrock, 337
Telefone: 3663-2244
Coleta de lixo orgânico
http://portal.colombo.pr.gov.br/coleta-de-lixo-cronograma-da-coleta-seletiva-2/
Coleta seletiva
http://portal.colombo.pr.gov.br/coleta-de-lixo-cronograma-da-coleta-seletiva/
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: João Senechal/PMC

Exclusivo: Gerente da Petrobras conta a VEJA que mandou avisar Dilma da compra superfaturada de Pasadena

Otávio Cintra da Petrobras
Otávio Cintra, da Petrobras(Marcelo Tabach/VEJA)
Sua identidade nunca foi revelada, mas ele está no melhor lado da Lava Jato. Como informante, ajudou a Polícia Federal a dar os primeiros passos para desvendar o esquema de corrupção na Petrobras. Seu nome é Otávio Pessoa Cintra. Ele é engenheiro, tem 55 anos e é funcionário da estatal há 30 anos. De 2003 a 2005, Cintra ocupou o cargo de gerente da Petrobras América, braço da estatal no exterior, com sede em Houston, no Texas, Estados Unidos. Ali, ele teve contato com o escândalo que está na origem de tudo: a compra, altamente superfaturada, da refinaria de Pasadena, também em Houston. Em entrevista a VEJA, Cintra garante: "Pasadena era um projeto secreto". A história de Cintra mostra como um funcionário da estatal teve acesso a informações comprometedoras e tentou, sem sucesso, alertar seus superiores para o que estava acontecendo. Ele conta que mandou recado para a então ministra Dilma Rousseff na época. E soube, há dois anos, que seu recado chegou à destinatária. "Tomei conhecimento em 2014 que Dilma sabia de tudo."
O engenheiro conta que, no segundo semestre de 2005, já exasperado com as tentativas frustradas de denunciar a roubalheira na Petrobras, procurou o deputado Jorge Bittar, do PT do Rio de Janeiro, então influente na ala ética do partido. Na época, a Petrobras estava sob a presidência de José Sérgio Gabrielli. Cintra contou ao deputado o que sabia, deu detalhes do rombo de Pasadena e pediu que o assunto fosse levado a Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Em 2014, encontrou Paulo César de Araújo, o assessor que intermediara seu encontro com Bittar, e quis saber o destino de sua denúncia de nove anos atrás. A resposta que ouviu: "O Bittar levou o assunto ao Gabrielli e ao Gabinete Civil da Presidência da República". Depois desse diálogo, Cintra ficou certo de que Dilma foi informada do que se passava na Petrobras mas não tomou atitude alguma.
Otávio Cintra começou a auxiliar a Polícia Federal em 28 de abril de 2014. Prestou um depoimento formal no qual detalhou o que sabia sobre Pesadena, sobre operações ilegais envolvendo a compra de blocos de exploração de petróleo em Angola e casos de superfaturamento, além de citar nomes de funcionários que, mais tarde, se tornariam estrelas do escândalo, como o ex-diretor Nestor Cerveró, e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Suas revelações foram registradas num documento de dezessete páginas, anexado ao processo da Lava Jato. A identidade do informante, no entanto, ficou sob segredo até agora.
Depois de prestar seu depoimento sigiloso à Polícia Federal, Cintra ainda tentou levar o assunto adiante. Procurou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que encaminhou o engenheiro ao deputado Antônio Imbassahy, então membro da CPI da Petrobras. Imbassahy tentou convocar Cintra para depor formalmente na CPI, ocasião em que poderia denunciar publicamente tudo o que sabia. O requerimento de sua convocação nunca foi votado. A seguir, os principais trechos de sua entrevista a VEJA:
"PROJETO SECRETO"
Como o senhor ficou sabendo da compra de Pasadena pela Petrobras? Eu era commercial manager da Petrobras América. Estava em 2005 nos Estados Unidos e vi essa movimentação das pessoas fazendo viagens pelos EUA, passavam pela Petrobras America. E nós, o comercial da companhia, não éramos ouvidos sobre o negócio. Tínhamos que ser ouvidos. E por que isso não acontecia? Porque Pasadena era um "projeto secreto" . Por isso não envolvia a gente. Vi que estavam comprando Pasadena quase clandestinamente.
Na época, como gerente, o senhor não fez nada para impedir o golpe? Ainda em 2005, fui ao presidente da Petrobras America, o Renato Bertani, meu chefe. Disse a ele que não fazia sentido comprar Pasadena, ainda mais por aquele preço absurdo. A Petrobras tinha acabado de recusar a compra de toda a refinaria de Pasadena por 30 milhões de dólares e, naquela, eles estavam comprando a metade da mesma refinaria por 360 milhões de dólares, sem consultar ninguém. Era óbvio que havia algo por trás daquilo.
O problema estava no preço e no modo com que a operação estava sendo feita? A compra de Pasadena tinha que necessariamente passar pela Petrobras América. Eu era o gerente comercial da Petrobras América e estava presenciando a movimentação para a compra de uma refinaria que antes não estava nos planos estratégicos da empresa. Cabia a nós o contato sobre as oportunidades para a empresa. Em duas outras oportunidades anteriores, nós fomos consultados. Pasadena era uma empresa familiar, as margens eram baixas, não tinha crédito no mercado. Ela não podia comprar petróleo. Imagina uma padaria que não podia comprar farinha de trigo, que não podia fazer pão. E essa era apenas uma das muitas operações estranhas que ainda estavam por vir.
"A DILMA E O GABRIELLI SABIAM"
O senhor alertou seus superiores sobre as irregularidades na compra de Pasadena? No segundo semestre de 2005, tive um encontro com o deputado Jorge Bittar. Eu falei: "Deputado, tem irregularidade na compra de Pasadena. Meia dúzia de suspeitos estão envolvidos nessa negociação". Quem intermediou o encontro no gabinete do deputado, no Edifício Di Paoli, no Rio, foi meu amigo, o Paulo César Araújo, que trabalhava com o Bittar. O Bittar, então, levou o assunto à ministra da Casa Civil da Presidência da República e ao presidente a Petrobras, Sérgio Gabrielli.
Como é que o senhor sabe que a então ministra Dilma foi alertada? O Paulo César, assessor do Bittar, me confirmou. Quando estourou a Operação Lava Jato, tivemos outro encontro, em 2014, no mesmo Edifício Di Paoli. O Paulo falou: "O pior é que sua denúncia foi levada à Casa Civil e ao Gabrielli". A Dilma e o Gabrielli sabiam. O Bittar foi à Casa Civil e ao Gabrielli. Eu só tomei conhecimento agora em 2014 que a Dilma sabia de tudo.
"PETROBRASSSS..."
O senhor fez alguma outra incursão na tentativa de denunciar o que estava acontecendo na empresa? Depois que o presidente Lula já tinha terminado o mandato, me encontrei com ele no Chile, onde também fui gerente. Em uma cerimônia, salvo engano em 2013, um representante do Itamaraty me colocou sentado ao lado dele, e me apresentou como funcionário da Petrobras. Pensei em aproveitar a oportunidade e falar com o ex-presidente, mas não foi possível. O ex-presidente tinha bebido um pouco de uísque, me olhou, deu um tapa forte no meu peito e disse, sorrindo: "Petrobraaasssss". Aí todo mundo riu, mas não teve jeito de conversar com ele, não tinha clima.
Foi sua última tentativa de trazer o assunto a público? Apresentei os problemas da Petrobras para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, numa reunião, em 2014, já depois do escândalo da Lava Jato. Ele pediu que eu conversasse com o deputado Antonio Imbassahy. Fiz isso. O deputado apresentou requerimento me convocando em 2015 para prestar depoimento na CPI, mas o requerimento sequer foi analisado.
"COMEÇARAM A ME PERSEGUIR"
Como o senhor reagiu quando a Lava Jato começou a revelar tudo? Fiquei com medo. Tenho medo desse grande 'sistema'. Tive medo de matarem minha família. Vai que alguém me aborda na rua. Numa discussão de rua, dão um tiro, e é queima de arquivo. A prova de que realmente o esquema é muito maior é que começaram a me perseguir dentro da Petrobras depois que avisei o deputado Bittar. Perguntavam de forma irônica: "Por que o Paulo Roberto Costa gosta tanto de você?". Fiquei sem dormir. Quando você se volta contra o sistema, o sistema te destrói. Quando fiz essa denúncia, o mundo se voltou contra mim.
O que mais aconteceu para o senhor dizer que o mundo se voltou contra o senhor? Desde que comecei a falar abertamente sobre Pasadena dentro da empresa, nunca mais tive promoções, nunca mais me deram funções de relevo na companhia. Nos Estados Unidos, cheguei a ganhar mais de 100 mil reais por mês e hoje não ganho um terço disso. Nos últimos anos, fico encostado num computador, na internet, esperando a aposentadoria chegar e ainda com medo de sofrer algum tipo de retaliação.
Hoje, diante do que já foi descoberto, qual avaliação que o senhor faz sobre o que aconteceu? Todos eles, toda a diretoria da Petrobras é cúmplice. Toda decisão de diretoria é colegiada. O Gabrielli é igualzinho ao Paulo Roberto. Só que o Gabrielli colocava para conversar o assistente dele. Eles mandam emissários. Se der problema, eles dizem: ""ão autorizei ninguém a falar em meu nome". É a mesma política do Lula. Você acha que o Lula negociava com a arraia-miúda? Quem conversava era o Zé Dirceu.
Procurado por VEJA, o ex-deputado Jorge Bittar, hoje presidente da Telebrás, disse, primeiro, que não se lembrava do encontro com o engenheiro Cintra. Depois, que o encontro nunca existiu. Seu ex-assessor Paulo César também negou. "Eu não me lembro nem de conhecer essa pessoa", disse ele, hoje proprietário da Fragmenta Destruição Segura de Informações, empresa especializada na inutilização de documentos e arquivos. O ex-presidente Fernando Henrique confirmou a reunião com Otávio Cintra. O deputado Imbassay disse que a bancada governista impediu a convocação do engenheiro para depor. "Ele podia ter contribuído muito com os trabalhos da CPI, mas a convocação dele sequer foi analisada."