Frio que não passa deverá ter domingo mais gelado ainda; mínima será de 4°C em Curitiba


Por Luiz Henrique de Oliveira


Quando parecia que o frio seria passado, já que Curitiba teve mínima de 8,2°C neste sábado (30), uma nova massa de ar polaringressa no Paraná e vai trazer muito frio e possibilidade de geada para este domingo (1). A previsão é de temperatura mínima de 4°C em Curitiba e região e até negativas na Região Sul do Paraná.
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(Foto: Divulgação EBC)
O meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar, Reinaldo Olmar Kneib, falou à Banda B sobre a queda de temperatura prevista para este domingo. “Vai esfriar mais sim e a massa deve permanece no decorrer da semana que vem, perdendo a força no transcorrer da semana”, explicou.
Frio histórico
As mínimas para abril em Curitiba foram as menores em 17 anos, o que comprova a possibilidade de um inverno rigoroso, conforme as previsões iniciais. Isso deve-se ao fim da influência do fenômeno El Niño, que causou temperaturas acima da média nos primeiros meses do ano.

Filha do governador do Rio de Janeiro é assaltada e trancada em carro



A filha do governador do Rio, Francisco Dornelles (PP), foi assaltada na madrugada deste sábado (30), no Leblon (zona sul do Rio). Luciana Dornelles, de 40 anos, e mais três amigos foram abordados por um criminoso armado, por volta das 2h, na Rua Carlos Góis. Ela voltava de carro para casa quando o criminoso desembarcou de um veículo Chevrolet de cor branca e abordou o grupo.
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Filha do governador foi trancada no próprio veículo (Foto: Reprodução Facebook)
Foram levados celulares, joias, cartões bancários e dinheiro das vítimas, que foram trancadas no veículo pelo assaltante. O crime foi registrado na Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT).
De acordo com o delegado titular, Clemente Braune, o criminoso fugiu em seu carro após a ação. “Foi instaurado um procedimento para apurar o crime. Policiais buscam imagens de câmeras de segurança e realizam outras diligências para identificar o autor do crime”, informou, por meio de nota, a Polícia Civil.
Dornelles ocupa o cargo do governador licenciado Luiz Fernando Pezão (PMDB), que passa por um tratamento contra um câncer no sistema linfático (linfoma não-Hodgkin).

Casal que teve carro e roupas do casamento furtados é ajudado por amigos e realiza sonho


Por Luiz Henrique de Oliveira
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Casal concretizou a união com a ajuda de amigos (Foto: Colaboração)

Amigos se uniram e o casal Neuristran Silva Ribeiro, de 30 anos, e Everton Ribeiro, de 36, tiveram uma noite especial nesta sexta-feira (29), após durante o dia terem perdido todas as roupas que usariam no casamento coletivo da Arena da Baixada. Uma união que foi concretizada com a benção das pessoas que por anos torceram pela felicidade do casal, morador emFazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba.
Por mais de dois meses, o casal vinha se preparando para ter um dia especial. Assim que souberam da possibilidade de participarem do casamento coletivo,  não perderam tempo e se inscreveram para concretizarem a união. Tudo estava bem até uma ação de criminosos na tarde do tão esperado dia, que resultou no furto do carro do casal, com as roupas que seriam utilizadas na cerimônia dentro.
Até o momento, carro e roupas não foram localizados, mas isso não impediu o casamento do casal. A madrinha, Camila Colen, contou à Banda B que o sonho dos amigos foi concretizado com a colaboração de todos.
“Não foi como programado, mas aconteceu com a ajuda de muita gente. Uns emprestaram roupas aos noivos, outros fizeram cabelo e maquiagem dela, outros correram atrás de buquê e outros compraram roupas para as crianças do casal (duas crianças fruto dos primeiros casamentos deles). Ainda levamos os noivos até a Arena e os trouxemos de volta para casa em Fazenda Rio Grande”, contou à Banda B.
Essa é apenas uma história dentre as tantas que estavam presentes no casamento coletivo. A madrinha Camila, emocionada, disse que sábias foram as palavras da juíza presente no evento. “Ela foi espetacular, emocionou a todos. Falou que um casamento é um nó atado, que só termina se uma das pessoas resolver desatá-lo. Hoje, nós ajudamos a manter esse nó bem amarrado. Eu fiquei muito emocionada”, revelou.
Neuristan é nascida no Maranhão e Everton em Curitiba. Os dois se conheceram pela internet e resolveram juntar as ‘escovas de dentes’. Essa é apenas uma das mais de mil histórias presentes ontem na Arena da Baixada.

Motorista é fechado e capotamento na Manoel Ribas deixa crianças feridas


Por Luiz Henrique de Oliveira
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Renault Logan capotou após ser fechado na Manoel Ribas (Fotos: Luiz Henrique de Oliveira – Banda B)
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Duas crianças ficaram feridas
Um grave acidente deixou duas crianças feridas no início da tarde deste sábado (30) na Av. Manoel Ribas, na região do bairro Cascatinha, em Curitiba. O motorista de um Renault Logan perdeu o controle do veículo, bateu contra o meio-fio e capotou, na pista sentido Centro.
Segundo o apurado pela Banda B, o motorista do Renault foi fechado por outro veículo e obrigado a desviar para o meio-fio. O outro veículo envolvido não ficou no local. As duas crianças tiveram ferimentos leves e foram levadas ao Hospital Evangélico.
Bombeiros e policiais militares atenderam a ocorrência, com a pista sendo liberada por volta das 14.

Motorista é fechado e capotamento na Manoel Ribas deixa crianças feridas


Por Luiz Henrique de Oliveira
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Renault Logan capotou após ser fechado na Manoel Ribas (Fotos: Luiz Henrique de Oliveira – Banda B)
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Duas crianças ficaram feridas
Um grave acidente deixou duas crianças feridas no início da tarde deste sábado (30) na Av. Manoel Ribas, na região do bairro Cascatinha, em Curitiba. O motorista de um Renault Logan perdeu o controle do veículo, bateu contra o meio-fio e capotou, na pista sentido Centro.
Segundo o apurado pela Banda B, o motorista do Renault foi fechado por outro veículo e obrigado a desviar para o meio-fio. O outro veículo envolvido não ficou no local. As duas crianças tiveram ferimentos leves e foram levadas ao Hospital Evangélico.
Bombeiros e policiais militares atenderam a ocorrência, com a pista sendo liberada por volta das 14.

Temer monta seu governo: “Quero entrar para a história”


o-vice-presidente-michel-temer-1460722009167_615x300Às vésperas da votação do impeachment, o vice arregaça as mangas e toma as primeiras decisões: vai demitir todos os ministros de Dilma, caso não peçam demissão, promete reduzir o número de ministérios, monta um pacote de privatizações e escala Meirelles e Serra para atrair o capital externo
Robson Bonin e Daniel Pereira, Veja
Eram 13 horas da quinta-­feira passada quando o vice-presidente da República, Michel Temer, cortou um pedaço do queijo branco sobre a mesa de reuniões da antessala de seu gabinete no Anexo II do Palácio do Planalto. Prestes a se tornar presidente da República, o peemedebista mal tem tempo para se alimentar e já perdeu 2 quilos e meio. Enfrenta uma maratona diária de reuniões com políticos, conselheiros, antigos aliados e candidatos a novos amigos, todos dispostos a ocupar um lugar de destaque em seu governo. A pauta dessa roda-viva é a montagem do ministério, uma equação complicada diante da quantidade de partidos a atender e dos interesses em jogo. Temer não externa angústia nem entusiasmo ao traçar cenários, ainda tem muitas dúvidas e uma ambição certeira. Diz o vice: “Eu quero entrar para a história”. Ele acha que conquistará um lugar no panteão da República se encerrar o ciclo de recessão, viabilizar os investimentos privados e estimular a geração de empregos. É a sua grande aposta. É a sua grande largada.
Advogado constitucionalista que escreve poemas, Temer admite conhecer pouco de economia. Por isso, a raposa política com décadas de experiência na vida pública delegará o comando dessa área a um nome testado e aprovado pelos meios políticos, financeiros e empresariais: Henrique Meirelles, presidente do Banco Central no governo Lula. Esnobado por Dilma, que se recusou a nomeá-lo para chefiar sua equipe econômica, Meirelles assumirá o Ministério da Fazenda no eventual governo Temer com carta branca para escolher o presidente do Banco Central e ressuscitar o PIB. Na semana passada, o vice fez questão de deixar escapar a preferência por Meirelles para avaliar a receptividade ao nome. Considerou positiva a reação do mercado e deu ao futuro subordinado um dever de casa: analisar um documento entregue por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp. O documento propõe um monumental corte de despesas e a venda de parte das estatais para reforçar o caixa. Temer e Skaf se reuniram no Palácio do Jaburu, no domingo 24. O convidado soou como sinfonia de Bach aos ouvidos do anfitrião.
Skaf disse a Temer que é possível reduzir “a zero” o déficit do governo em 2016, estimado em 96,6 bilhões de reais pelo governo Dilma Rousseff, sem contar os gastos com o pagamento de juros da dívida. Skaf também garantiu a Temer que é possível zerar o déficit mesmo sem ressuscitar a CPMF, o imposto do cheque. O vice encarregou Meirelles de ver quanto pode aproveitar das sugestões da Fiesp. Quer que o futuro ministro feche uma proposta econômica que enterre de vez a CPMF e reduza drasticamente o déficit projetado.
A ideia de Temer é levar a nova meta fiscal ao Congresso no seu primeiro dia como presidente da República. Será seu ato inaugural. Um ato de compromisso com o reequilíbrio das contas públicas e de afago aos contribuintes. “Li o plano e gostei. Zerar o déficit sem recorrer a aumento de impostos me agrada”, diz Temer. “Eu preciso mudar a meta fiscal de 2016 até para não começar meu mandato cometendo pedaladas fiscais”, acrescenta, referindo-se à acusação que embasou o impeachment contra Dilma.

Francischini quer investigação da publicidade do PT nos governos Lula e Dilma


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O deputado Fernando Francischini (SD-PR) aprovou requerimento na Câmara dos Deputados ao ministro Edinho Silva (Comunicação) pedindo uma relatório de gastos com publicidade e propaganda, dos últimos 10 anos, de forma direta e indireta com as agências de publicidades e citou como exemplo a DNA e SMP&B (operadoras do mensalão) e Pepper Interativa (operadora do Petrolão) ou por intermédio de estatais como Itaipu Binacional, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras.
No requerimento, Francischini pede um relatório detalhada por estado, forma de contratação (direta ou indireta), objeto, vigência e valores pagos. “Resolvi enfiar a picareta neste ninho de ratos do PT, que é a utilização de agências e publicidades para esconder pagamentos escusos para blogs sujos e veículos de comunicação comprados para publicar matérias feitas por asseclas do Palácio do Planalto e para defender Lula e Dilma e sua corja infiltrada de atos de incompetência e corrupção”, disse o deputado no facebook.

Eles querem sabotar o Brasil


Orientados pela presidente Dilma Rousseff e por Lula, movimentos sustentados pelo governo infernizam o País, enquanto o Planalto faz o diabo para tentar inviabilizar a futura gestão de Michel Temer

Marcelo Rocha
A tática é velha, surrada e remete a Roma antiga. Tal como o imperador Nero fez com a capital ocidental do Império, para depois atribuir a culpa aos cristãos, o PT pôs em marcha, nos últimos dias, o que internamente chamou de “política de terra arrasada”. Orientados pelo ex-presidente Lula, com o beneplácito da presidente Dilma Rousseff, e inflamado por movimentos bancados pelo governo, o partido resolveu tocar fogo no País – no sentido figurado e literal. A estratégia é tentar inviabilizar qualquer alternativa de poder que venha a emergir na sequência do, cada vez mais próximo, adeus a Dilma. A ordem é sabotar de todas as maneiras o sucessor da petista, o vice Michel Temer, apostando no quanto pior melhor. Mais uma vez, o PT joga contra os interesses do País. Não importa o colapso da economia, os 11 milhões de desempregados nem se a Saúde, a Educação e serviços essenciais à população, que paga impostos escorchantes, seguem deficientes. A luta que continua, companheiros, é do poder pelo poder. Como Nero fez com os cristãos, a intenção dos petistas é de que a culpa, em caso de eventual fracasso futuro, recaia sobre a gestão do atual ocupante do Palácio do Jaburu. Só assim, acreditam eles, haveria alguma chance de vitória quando o Senado julgar, em cerca de 180 dias, o afastamento definitivo de Dilma.
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Coerente com essa tática de guerrilha, a determinação expressa no Planalto é a de deletar arquivos e sonegar informações sobre a administração e programas para, nas palavras de Lula, deixar Temer “à míngua” durante o processo de transição. “Salvem arquivos fora do computador e a apaguem o que tiver na máquina. Em breve, a pasta será ocupada por um inimigo”, disse um auxiliar palaciano à ministra da Agricultura, Kátia Abreu, fiel aliada de Dilma, na semana passada. Nada mais antidemocrático para um partido que, nos últimos dias, posou como o mais democrata dos democráticos, a bradar contra fantasmas golpistas, que só existem mesmo na narrativa petista. “Vamos infernizar o Temer. Agora é guerra”, conclamou Lula em reunião com Dilma na segunda-feira 25. No PT, tarefa dada é tarefa cumprida, principalmente quando o objetivo é o de promover arruaças e incendiar as ruas. Na quinta-feira 28, coube aos soldados de Lula a tarefa de começar a colocar o plano em prática. Em pelo menos nove estados, movimentos como o MST e o MTST que, ultimamente, só têm fôlego e alguma capilaridade pelo fato de serem aquinhoados pelas benesses oficiais, puseram fogo em pneus e paralisaram estradas e avenidas, causando transtornos à população. Além do bloqueio de rodovias, os manifestantes planejam invasões de terras e propriedades privadas, onde o apogeu será o 1º de maio.
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Sempre que acuado, o PT recorre a esse lamentável expediente. É a exacerbação do “nós contra eles” que, embora seja frágil para tirar o lulopetismo das cordas, é eficiente para mobilizar sua militância. Não seria justo afirmar que o partido esteve sempre na contramão dos anseios e clamores da sociedade. Mas a retrospectiva mostra que em alguns momentos cruciais da história – sobretudo quando estiveram em baixa – os petistas não hesitaram em tomar posições polêmicas para alcançar os seus objetivos muitas vezes nada republicanos. Em setembro de 1992, ao defender o impeachment do presidente Fernando Collor, o então deputado federal José Dirceu falou do alto da tribuna que o PT apresentaria uma agenda de reformas políticas e econômicas para o Brasil. Foram palavras ao vento. O PT não só não embarcou na coalizão proposta por Itamar Franco, que assumira o lugar de Collor, como trabalhou incansavelmente, como faz agora, para inviabilizar o novo governo, desde pedidos de impeachment à ferrenha oposição feita contra o Plano Real, o pacote econômico de 1994 que proporcionou a estabilidade econômica do País e que, mais tarde, viria a beneficiar o próprio PT, ao criar o ambiente propício aos avanços sociais.
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Em 1982, ano das primeiras eleições estaduais após o golpe de 1964, o partido atacou mais o candidato do PMDB, Franco Montoro, um dos expoentes do movimento das Diretas Já, do que o candidato apoiado por Paulo Maluf e pela ditadura militar. Em 1985, o PT se posicionou contra a eleição do mineiro Tancredo Neves para a Presidência, em eleição indireta na Câmara, orientando seus deputados a votar nulo. Quem descumpriu a determinação, foi expulso da legenda. O texto da Constituição de 1988 também foi rechaçado pelo PT por Lula, com bem lembrou a advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment contra Dilma, em sessão no Senado semana passada. “Os brasileirinhos devem acreditar nesse livro sagrado”, disse ela visivelmente emocionada e com a Constituição erguida. “Esse é um documento que o PT não assinou”, rememorou ela. Como se vê, são fartos os episódios na história do partido que denunciam a postura do quanto pior melhor. Mais recentemente, a legenda se opôs à criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), norma aprovada em 2000 que obrigou governantes a gastarem só o que arrecadam. É uma legislação muito elogiada, que representou uma mudança de paradigma na administração pública. Não à toa, quinze anos depois de aprovada a LRF sem o endosso petista, a presidente Dilma foi condenada no TCU por contrariar a lei, ao incorrer nas pedaladas fiscais – ironicamente o principal mote do pedido de impeachment.
As ações do PT na tentativa de sabotar o País extrapolam as nossas fronteiras. Nas últimas semanas, o partido usou a máquina pública para tentar disseminar informações falsas a Países e organismos estrangeiros a respeito do processo de impeachment, com o objetivo de deslegitimar o futuro governo. O ponto alto, e mais inacreditável, foi quando Dilma, depois de mencionar a “grave situação”, e contraditoriamente, afirmar ser o Brasil uma democracia vigorosa, em evento na ONU, pediu a expulsão do País do Mercosul, caso seja confirmado o seu afastamento. Em grave atentado contra a soberania nacional, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, formalizaram o pedido em encontro com o secretário-geral da Unasul. Nunca antes na história, um chefe de Estado ou de governo solicitou graves sanções contra o seu próprio País. Mas, no governo do PT, tudo virou possível.
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As tentativas de desacreditar o futuro governo Temer começaram antes mesmo da votação do processo de impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, no domingo 17 de abril. Em um discurso duro gravado em vídeo, a presidente Dilma chamou de “traidores da democracia” os defensores do seu afastamento e disse que ficará “gravada na testa” de seus adversários a tentativa de “golpe”. A fala da presidente seria exibida em cadeia nacional na sexta-feira 15, mas o ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União (AGU), recomendou que a peça não fosse veiculada porque poderia caracterizar crime a utilização de recursos federais para que ela fizesse a defesa de seu mandato. O material, no entanto, acabou vazando e repercutiu amplamente nas redes sociais. A permanecer nessa toada, Dilma poderá ser questionada no Supremo por suas investidas. A presidente atenta contra os outros poderes quando diz que o processo é ilegal. E isso, segundo o artigo 4º da Lei 1079, é crime de responsabilidade. É impossível sustentar a tese do golpe como quer o PT. A opinião pública está participando do processo - a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, manifestou-se pró-impeachment -, os meios de comunicação dão a devida publicidade ao passo a passo do processo, a comissão especial da Câmara que analisou o pedido se reuniu em sessões públicas, o relatório foi ao plenário em sessão aberta. O mesmo ocorre agora no Senado. Deputados já articulam entrar com recursos na Justiça para que a presidente seja impedida de acusar a Câmara de golpista, depois de a Casa votar, ancorada na Constituição, pelo seu afastamento. Não bastassem as tentativas de obstrução de Justiça, atestada em gravações feitas a pedido do juiz Sérgio Moro, impedir ou sabotar a atuação do Legislativo também configura crime de responsabilidade. Numa outra trincheira política, parlamentares ameaçam provocar o STF caso Dilma confirme a intenção de montar uma espécie de bunker, no Palácio da Alvorada, depois de afastada pelo Senado. Como se trata de uma situação inédita no País, a discussão sobre os direitos e deveres de um presidente afastado vai esquentar nos próximos dias. A questão é: poderá, Dilma, abrigada em móveis do governo, e utilizando aviões oficiais para suas viagens políticas, continuar a investir contra poderes constituídos?
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Enquanto isso, o ex-presidente Lula critica sem corar a face quem, até pouco tempo, esteve na sua base de sustentação, sendo alguns deles parceiros no escândalo do mensalão. Em recente encontro da Aliança Progressista, Lula disse que “Dilma é vítima de uma aliança oportunista entre a grande imprensa, os partidos de oposição e a tal quadrilha legislativa, responsáveis, segundo ele, por uma agenda do caos”. O ex-presidente só se esqueceu de dizer que “a quadrilha legislativa” a qual ele se referiu tinha assento preferencial no hotel de onde ele despacha quando os petistas ainda sonhavam em reverter votos contra o impeachment. Ademais, desqualificar um Congresso que lhe foi tão útil e benevolente nos últimos tempos e que, independentemente de sua qualidade, foi eleito pela via democrática, soa como choro de perdedor. Como o de Nero.