‘Falar mal do pedágio dá voto’, diz ABCR


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A ABCR condena a criação da frente parlamentar contra a prorrogação dos contratos de pedágio lançada no dia 16 na Assembleia Legislativa. “Essa é uma discussão séria, que precisa de avaliações técnicas e não de discurso sem fundamento, cuja única finalidade é ganhar a opinião pública falando mentiras”, reclama João Chiminazzo Neto, presidente da ABCR. Segundo ele, o pedágio é a “Geni do Paraná”. “Aqui, falar mal do pedágio dá voto”, acusa. As informações são de Chris Beller na Folha de Londrina.
Chiminazzo rebate as declarações dos deputados de que o pedágio no Estado é o mais caro do País se comparado aos novos contratos de concessão assinados pelo governo federal em outros locais, como Santa Catarina e Mato Grosso. “Não se pode comparar um trecho que estava bom e foi pedagiado com outro que necessitava de muita recuperação, como era o caso dos nossos. Os contratos do Paraná seguem exatamente o que foi acordado entre o governo e as empresas. E os deputados sabem disso porque fizeram duas CPIs e não encontraram nenhuma irregularidade.”
“Ser contra a prorrogação é inócuo. Só serve para gastar dinheiro público viajando pelo Estado. O que eles (os deputados) deveriam defender é um estudo sério de quais as vantagens e desvantagens de cada um – repactuação ou licitação – levando em consideração a reivindicação de quem está pagando a conta”, defende Chiminazzo.
Segundo ele, existem três formas de baixar o preço do pedágio: redução no programa de obras, redução na prestação de serviço ou repactuação dos termos do contrato. “Se nenhuma dessas três coisas acontecer, a tarifa não muda. Não tem mágica e os deputados sabem muito bem disso. Assim como sabem que a decisão não cabe a eles e sim ao Poder Executivo. Estão usando novamente o pedágio como bandeira política. É uma enganação”, afirmou.