O TSE como lavanderia da corrupção



Em seu artigo de hoje no Estadão, Dora Kramer toca num ponto fundamental descoberto pela Lava Jato: o pagamento de propina no caixa 1 de partidos e campanhas.
Acabou o álibi das doações "devidamente registradas na Justiça Eleitoral". As delações começam a "narrar o caso de outra maneira, mostrando que dinheiro legalmente contabilizado junto ao TSE não era necessariamente de origem limpa".
"Em outras palavras, além do crime de peculato os que andam caindo na malha da Lava Jato ainda davam-se ao desfrute de usar a Justiça Eleitoral como lavanderia das respectivas 'roupas' sujas. Sabe-se lá há quanto tempo vem sendo usado o estratagema que, se não se enquadra na modalidade criminal de lavagem de dinheiro, ao menos mereceria alguma forma de punição mais pesada que a simples vedação de doações por parte de pessoas jurídicas. É um escândalo paralelo. Filhote do que vem sendo desvendado como o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia."