COLUNA DE SAÚDE DE ROSANE DO CARMO: Síndrome da Alienação Parental



Nesta semana das crianças, resolvi abordar um assunto que muitos, (mesmo não sendo proposital, e, desconhecendo), de alguma forma praticam, ou praticaram.

“A síndrome de alienação parental (SAP):

O que é?

É uma disfunção que surge primeiro no contexto das disputas de guarda.
Sua primeira manifestação é a campanha que se faz para denegrir um dos pais, uma campanha sem nenhuma justificativa. É resultante da combinação de doutrinações programadas de um dos pais (lavagem cerebral) e as próprias contribuições da criança para a vinificação do pai alvo.”

Conforme o art. 2º da Lei nº 12.318/2010, “Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou adolescente, promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a autoridade, guarda ou vigilância, para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”,

Alguns  exemplos de condutas que podem caracterizar tal ato:

·          Realizar  campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;
·         Criar obstáculos à convivência da criança com o pai/mãe não-guardião(ã) e familiares deste(a);
·         Apresentar  falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar sua convivência com a criança ou adolescente;
·         Mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avó;
·         Exclui o outro genitor da vida dos filhos;
·         Denigre a imagem do outro genitor perante o filho;.
·         Ataca a relação entre filho e o outro genitor;
·         Recorda à criança, com insistência, motivos ou fatos ocorridos que levem ao estranhamento com o outro genitor;
·         Toma decisões importantes sobre a vida dos filhos, sem prévia consulta ao outro cônjuge (por exemplo: escolha ou mudança de escola, de pediatra, etc.);
·         Transmite seu desagrado diante da manifestação de contentamento externada pela criança em estar com o outro genitor;
·         Interfere nas visitas;
·         Controla excessivamente os horários de visita;
·         Organiza diversas atividades para o dia de visitas, de modo a torná-las desinteressantes ou mesmo inibí-la;
·         Faz comentários desonrosos sobre presentes ou roupas compradas pelo outro genitor ou mesmo sobre o gênero do lazer que ele oferece ao filho;
·         Quebra, esconde ou cuida mal dos presentes que o genitor alienado dá ao filho;
·         Obriga a criança a optar entre a mãe ou o pai, fazendo-a tomar partido no conflito;
·         Transforma a criança em espiã da vida do ex-cônjuge;
·         Sugere à criança que o outro genitor é pessoa perigosa;
·         Critica a competência profissional e a situação financeira do ex-cônjuge;8
·         Emite falsas acusações de abuso sexual, uso de drogas e álcool.

O artigo 3º da Lei equipara a alienação parental a abuso moral contra a criança/adolescente, ao prejudicar a convivência social e afetiva desta com o grupo familiar pelo descumprimento dos deveres da guarda parental.
Devido à manipulação emocional do alienador sobre a criança, fragilizando seu psiquismo, inclui a alienação dentre as vitimizações psicológicas.

Consequências:

·         Apresentar um sentimento constante de raiva e ódio contra o genitor alienado e sua família;
·         Mentir compulsivamente;
·         Manipular as pessoas e as informações conforme as conveniências do(a) alienador(a), que a criança incorpora como suas (“falso self”);
·         Não lidar adequadamente com as diferenças e as frustrações = INTOLERÂNCIA;
·         Mudar  seus sentimentos em relação ao pai/mãe-alvo: de ambivalência amor-ódio à aversão total;
·         Se recusa a dar atenção, visitar, ou se comunicar com o outro genitor;  
·         Guarda sentimentos e crenças negativas sobre o outro genitor, que são inconsequentes, exageradas ou inverossímeis com a realidade;
·         Pode apresentar distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade e pânico;
·         Utilizar drogas e álcool como forma de aliviar a dor e culpa da alienação;
·         Cometer suicídio;
·         Apresentar baixa auto-estima;
·         Não conseguir uma relação estável, quando adultas;
·         Possuir problemas de gênero, em função da desqualificação do genitor atacado.

Resultados futuros:

Estas crianças herdam os sentimentos negativos que a mãe separada ou o pai separado sofrem.
 É como se elas, as crianças, também tivessem sido traídas, abandonadas, pelo pai (ou mãe).
 Com isto, um ser inicialmente mais puro (criança) passa a refletir os sentimentos negativos herdados. Tendem, em um primeiro momento, a se reprimir, a se esconder, perdem o foco na escola, depois se revoltam, criam problemas na escola ou no círculo de amizades. Com o tempo, passam a acreditar que o pai (ou mãe) afastado é realmente o vilão que o guardião pintou. Sentem-se diferentes dos amigos, um ser excluído do mundo, rejeitado pelo próprio pai (ou mãe). Alguns repetem as frustrações amorosas dos pais na sua vida pessoal.   Outros não suportam os sentimentos ruins e partem para o álcool ou coisa pior. A formação daquela criança passa a contemplar um vazio, uma frustração que não a ajudará no futuro.
    
Porém, quando a criança cresce, percebe  a qualquer momento,  que tudo o que ela vivenciou,  era uma farsa que interessava ao alienador, pode sentir culpa e remorso por ter agido de forma tão hostil ou esquiva ao pai/mãe afastado(a), e ódio ao(à) alienador(a), por ter se considerado uma “marionete” deste(a), chegando mesmo a pedir para ir morar com aquele(a) pai/mãe de quem ficou afastada tanto tempo.
 Ou seja: a criança passa dez /quinze anos  (10-15),   de sua vida odiando um dos pais, e depois alguns outros anos odiando o outro.

A criança é inocente e deve ser preservada sempre, pois essa fase pura, e única, poderá ser alterada, e trazer marcas que jamais serão apagadas,  devemos poupá-la, protegê-la e amá-la independente de  qualquer coisa, problemas e qualquer assunto referente ao casal, ao adulto, a vida, que ainda não diz respeito a ela.

Alienação  parenteral é Crime- Denuncie

Ela deverá crescer amando os dois, e o tempo e as ações dos genitores, ou familiares fará com que ela veja  por si só.

               www.alienacaoparental.com.br


Abraços
Att:Rosane