Jaques Wagner diz que governo vai derrubar impeachment na Câmara



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O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse nesta segunda-feira que o processo de impeachment deflagrado no início do mês passado contra a presidente Dilma Rousseff será derrubado ainda na Câmara dos Deputados. Ele usou as redes sociais para afirmar que o governo obterá mais que os 171 votos necessários para encerrar o processo. O ministro citou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a sessão que escolheu membros para a comissão do impeachment na Câmara e decidiu que, caso o processo seja aprovado na Câmara, o Senado tem o poder de derrubá-lo. Wagner disse ainda que a impopularidade de Dilma não é crime e portanto não pode ser usada como objeto para embasar o impeachment. As informações são d’O Globo.

Lava-Jato: Janot amplia grupo de investigadores para atuar no STF


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A Operação Lava-Jato, um pesadelo na vida de muitos políticos e empresários influentes há quase dois anos, vem ganhando reforços. No início de dezembro o procurador-geral, Rodrigo Janot, deu uma clara indicação do trabalho que terá pela frente: reforçou o grupo de trabalho encarregado das investigações sobre deputados, senadores e ministros com mais 4 investigadores e criou um grupo especial com 5 subprocuradores para atuar com exclusividade nos recursos da Lava-Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ). As informações são de Jailton de Carvalho/O Globo.
Uma fonte da investigação prevê que até julho os trabalhos em Curitiba (PR), onde está concentrada parte da força-tarefa do Ministério Público, chegarão ao fim. Até lá, o juiz Sérgio Moro deverá ter concluído todos os processos abertos até agora, na avaliação dessa fonte. Porém, os desdobramentos da Operação Lava-Jato nas demais instâncias judiciais e a abertura de novas investigações contra políticos com foro privilegiado ainda não permitem prever um horizonte.
Com isso, a linha de frente das investigações sobre o envolvimento de políticos, empreiteiros, lobistas, doleiros e servidores públicos com a corrupção na Petrobras terá em 2016 um exército de mais de 30 procuradores, subprocuradores e promotores. Trata-se do maior número de investigadores, só do Ministério Público, destacados para atuar num mesmo caso. Nenhum outro escândalo do país mobilizou tanta mão-de-obra.
— Vem muita coisa forte por aí e não vai demorar muito — afirma a fonte vinculada ao caso, acrescentando que nos próximos meses, a força-tarefa deverá botar na praça mais uma grande operação.
A equipe com a missão mais espinhosa, o grupo de trabalho vinculado ao gabinete de Janot, era formado por nove investigadores, sob a coordenação do procurador Douglas Fischer. No início deste mês, Janot destacou mais quatro investigadores para reforçar o grupo, que tem como tarefa investigar deputados federais, senadores e ministros suspeitos de envolvimento ou de serem beneficiários das fraudes na Petrobras e em outras áreas da administração pública.
FRENTE PARA INVESTIGAR POLÍTICOS
Com base na apuração do grupo, Janot pediu no início do ano abertura de inquérito contra mais de 50 políticos, entre eles 13 senadores e 24 deputados federais. Mas a demanda cresceu especialmente depois das delações do empresário Ricardo Pessoa e do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, e devem aumentar ainda mais com novos acordos de delação premiada e com as recentes buscas realizadas em endereços do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Até agora já foram fechados 35 acordos de delação premiada.
— Teremos mais dois anos de tensão. Mas os efeitos da Lava-Jato podem se prolongar por mais cinco ou até dez anos — arrisca o chefe de uma das bancas de advocacia que atua na Lava-Jato.
A nova equipe do STJ é formada pelos subprocuradores-gerais Francisco de Assis Vieira Sanseverino, Áurea Maria Etelvina Pierre, José Adonis Callou de Araújo Sá, Maria Hilda Masiaj Pinto e Mário José Gisi. Eles terão como missão fazer frente a demanda de habeas corpus e recursos especiais que estão chegando no STJ contra decisões da primeira instância.
A criação da força-tarefa foi sugerida pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão e acolhida pelo procurador-geral. A ideia de Janot é defender a Lava-Jato num campo delicado: a confirmação no STJ das decisões do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, de Curitiba.
— O que se prevê é que, a partir de agora, muitos recursos vão chegar ao STJ depois de passarem por tribunais regionais federais. Por isso, se criou essa força-tarefa — explica uma das autoridades do caso.
Desde o início do ano também, a equipe da vice-procuradora-geral, Ela Wiecko, já conduz, no âmbito do STJ, as investigações sobre o suposto envolvimento de governadores com desvios na Petrobras. No momento, estão abertos dois inquéritos no STJ contra os governadores do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Acre, Tião Viana (PT), e um contra o ex-ministro Mário Negromonte, conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia. Mas as investigações podem ser ampliadas se confirmadas as suspeitas contra um magistrado citado no início do caso.
A força-tarefa de Curitiba, coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol, conta com 12 investigadores. O grupo foi criado por Janot em abril do ano passado com um número menor, mas cresceu de acordo com a demanda. Com a supervisão do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, o grupo costurou os primeiros acordos de delação premiada e com isso abriu as portas da corrupção entranhada na Petrobras. Desde o início dos trabalhos da Lava-Jato, há mais de 21 meses, já foram bloqueados R$ 2,4 bilhões em bens e dinheiro em contas bancárias de pessoas envolvidas no esquema de corrupção.
DELAÇÕES REFEITAS
Os acordos com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o lobista Júlio Camargo, entre outros, levaram à prisão pela primeira vez na história do país donos de grandes empreiteiras e criaram as bases para as investigações contra deputados federais, senadores e ministros em curso no STF.
Colegas dos procuradores de Curitiba entendem, no entanto, que o trabalho não ficou completo. Depois da primeira fase dos acordos, procuradores do grupo de trabalho, de Brasília, tiveram que interrogar novamente alguns investigados, entre eles Júlio Camargo. Só então, Camargo abriu o jogo em relação dois importantes nomes, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro José Dirceu.
Mais recentemente, a força-tarefa de Curitiba denunciou o fazendeiro José Carlos Bumlai por intermediar falsos empréstimos do Banco Schahin para o PT. O caso teve forte repercussão. Bumlai é suspeito de usar o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para intermediar negócios entre empresas privadas e o governo.
Parte das investigações da primeira instância já foi transferida para varas federais no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre outros estados. Ou seja, a Lava-Jato deverá reduzir o ritmo em Curitiba enquanto ganha fôlego em outras praças.
— Parece que a Lava-Jato não terá fim — conclui um procurador.

Receita do governo foi recorde: R$ 2,7 trilhões


Dilma em audiÍncia da Marcha das Margaridas
Governo federal nunca teve tanto dinheiro quanto em 2015
O governo da presidente Dilma Rousseff insiste na lorota de que falta dinheiro para investir em segurança, saúde, educação e infraestrutura, mas a verdade é que as receitas em 2015 foram as maiores da história do País: R$ 2,7 trilhões. Nem a desculpa de descontar inflação explica a incompetência do governo, pois o valor subiu 22,7%, mais do dobro da inflação, em relação a 2014, que tinha o recorde de R$ 2,2 trilhões.
Ao contrário do que acontece desde a criação da Lei de Transparência, o governo Dilma não atualizou as previsões nos dados orçamentários.
Só o que foi embolsado pela Fazenda com Receita e títulos do Tesouro já iguala tudo o que foi arrecadado pelo governo federal em 2014.
Mesmo com o crescimento do desemprego, o Ministério da Previdência meteu a mão em mais de R$ 352 bilhões do dinheiro dos trabalhadores
Mesmo ficando em último lugar, o Ministério Público da União levou um trocado e fechou o ano de 2015 no azul. Arrecadou R$ 10,1 milhões.

Lixo acumulado em ruas do Centro vira rotina em Curitiba às segundas


Está virando rotina na capital ecológica: toda segunda-feira parte da região central amanhece com muito lixo acumulado nas esquinas de Curitiba. A situação não foi diferente mesmo no retorno de um feriadão prolongado, quando muitas pessoas deixaram a cidade. O dia começou com muitos sacos plásticos e lixo amontoado, por exemplo, pela avenida Marechal Floriano Peixoto, Rua Monsenhor Celso e Rua Pedro Ivo, Rua Barão do Rio Branco nesta segunda-feira (4). As informações são da Gazeta do Povo.
A situação é motivo de preocupação e reclamação para os comerciantes da região. “A gente abre as portas com lixo amontoado na calçada. O cliente não quer entrar em um estabelecimento em que há uma sujeira na frente”, afirma a gerente de uma padaria na Monsenhor Celso, Patrícia Mora Terbichi. O cenário fica ainda mais complicado porque muitos dos sacos plásticos acabam sendo arrebentados por cachorros ou até mesmo por populares.
“Quando entrei no trabalho, tinha muito lixo espalhado. Quem arrumou tudo nos sacos de novo foi o gari. Não sei porque toda segunda-feira é essa situação”, afirma o comerciante da Barão do Rio Branco Augusto Santiago. Os próprios garis ouvidos pela reportagem admitiram que toda segunda-feira o centro está “virado numa ‘porquice’” e que a situação está piorando cada vez mais.
O motivo do acúmulo é a inexistência de coleta de lixo na região central aos domingos. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, as coletas de lixo orgânico na localidade sempre foram de segunda-feira a sábado no período noturno. Em dezembro, a prefeitura chegou a negar, equivocadamente, um boato de redução de caminhões de coleta de lixo no centro da cidade aos domingos.
A orientação é de que as pessoas evitem colocar lixo nos períodos em que não há coleta. Os horários podem ser conferidos no site da prefeitura. Caso a pessoa seja flagrada jogando resíduos na rua fora dos horários ela é, em um primeiro momento, orientada. Se a situação se repetir, ela é notificada e apenas na terceira vez pode ser aplicada uma multa. O valor varia conforme o horário e a quantidade de resíduos depositados na via pública.

Os políticos que temos


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Editorial, Estadão
Renan Calheiros, presidente do Senado, e Eduardo Cunha, no comando da Câmara dos Deputados, são evidências mais do que suficientes de que a política brasileira não é muito exigente em matéria de qualificação moral de suas lideranças. Ambos ostentam currículos que são uma festa para a banca criminalista. Renan já teve de renunciar ao posto que hoje ocupa, à frente da Câmara Alta, para salvar o mandato de senador. Tanto um como outro, em resumo, frequentam investigações da polícia e do Ministério Público. E Cunha teve recentemente seu afastamento da presidência da Câmara solicitado pelo procurador-geral da República. Só continua onde está porque o ministro Teori Zavascki, que coordena no Supremo Tribunal Federal (STF) as ações da Operação Lava Jato, preferiu só pensar no assunto em fevereiro, depois do recesso do Judiciário.
Dos dois presidentes em que a polícia está de olho o mais aflito é, disparado, Eduardo Cunha. Seja porque sabe onde lhe apertam os calos, seja por conta de seu temperamento inquieto e pela inclinação a atos de ousadia, seja, finalmente, porque se deu conta de que se esgotaram suas manobras de bastidores, Cunha decidiu esquecer o recesso parlamentar, botar fé no velho bom alvitre de que o ataque é a melhor defesa e partir para cima de dois alvos simultaneamente: Renan Calheiros e a Operação Lava Jato. Convocou os jornalistas na terça-feira passada para, entre outras coisas, acusar os policiais e procuradores federais de estarem poupando o presidente do Senado com a divulgação seletiva de informações sobre seu trabalho.
Cunha revelou aos jornalistas que num relatório de 632 páginas da Lava Jato sobre ligações telefônicas feitas pelo presidente da empreiteira OAS, Leo Pinheiro, 60 páginas tratam de conversas com o presidente do Senado e sobre essas “ninguém publicou uma linha”. O deputado quer fazer crer que a PF e o MPF estão deliberadamente protegendo Calheiros, que estaria politicamente composto com o Planalto, a quem ofereceria, em troca, o seu poder de barrar o processo de impeachment da chefe do governo. O presidente da Câmara usou também o encontro com os jornalistas para repetir os argumentos com os quais repele todas as acusações que lhe são feitas, inclusive a de manter contas secretas no Exterior. Nesse assunto, Cunha insiste em comportar-se como o marido da anedota que, surpreendido pela própria mulher em flagrante de adultério explícito, suplica: “Calma, querida, não é o que você está pensando!”. Inspirado no exemplo do notório Paulo Maluf, que contra todas as evidências, inclusive decisões judiciais, também insiste em afirmar que jamais possuiu contas bancárias fora do País, Cunha agora promete “dar de presente”, a quem vier a encontrar, qualquer conta no Exterior cuja titularidade lhe seja atribuída.
Eduardo Cunha está seriamente ameaçado de perder, além da presidência da Casa, o mandato de deputado federal, em decorrência do processo que tramita no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Por isso, não hesita em usar todo o poder que os cargos lhe conferem para tentar salvar a própria pele. Além disso, está empenhado numa disputa interna de poder no PMDB, que se encontra dividido em torno da decisão de manter ou romper a aliança com o PT e o governo Dilma. Renan Calheiros é uma das principais lideranças que se alinham com o Planalto e essa é a principal razão pela qual acabou se tornando alvo da hostilidade de Cunha. Nesse conturbado contexto de crise política, uma das poucas certezas, do ponto de vista institucional, é a de que tanto a Justiça quanto o aparelho policial e de defesa pública do Estado têm procurado agir, dentro dos limites da falibilidade humana, para garantir o império da lei. As insinuações de Eduardo Cunha contra a Operação Lava Jato são apenas teorias conspirativas cuja credibilidade está à altura do respeito merecido por quem as articula. Quanto a Renan Calheiros, com base na mesma convicção pode-se até admitir que a Justiça tarda. Mas não há de falhar.

30 cães ficam abandonados em casa de Florianópolis após morte de dona


Autoridades sanitárias estiveram no local nesta segunda-feira (4).
Animais ficaram cerca de 15 dias sem alimentação e presos em cômodos.

Do G1 SC
Uma mulher que vivia sozinha com 30 cães em uma casa em Florianópolis morreu neste domingo (3) e os animais ficaram abandonados por 15 dias, durante o período em que ela ficou hospitalizada. Presos em cômodos da casa, os animais ficaram todos esses dias sem alimentação e em meio ao lixo, como mostrou o Jornal do Almoço desta segunda-feira (4).(veja vídeo)
Uma moradora da região da casa, no bairro Estreito, denunciou a situação e pediu ajuda pelas redes sociais.  "A gente encontrou eles em situação de calamidade total. Estavam presos em cubículos, quartos, banheirinhos. Totalmente rodeados só de fezes e urina. Sem comida e sem água", diz a comerciante Paula Jabour. Alguns teriam se alimentado dos próprios dejetos, conta.
Segundo Paula contou ao G1, irmãos da mulher já avisaram que não querem os animais no local, pois pretendem negociar o imóvel. "Me deram uma semana para dar jeito em todos", diz Paula, que tem auxiliado nas doações por meio de uma página em uma rede social.
Na manhã deste segunda-feira (4), a diretoria de Bem-Estar Animal e a Vigilância em Saúde estiveram no local.  Até o início desta tarde, 12 animais havia sido destinados à adoção.
"Nós vamos recolher alguns. Queremos trabalhar em parceria com os protetores e os voluntários, que já estiveram aqui no feriado, limparam, alimentaram, vários já foram levados. Vamos pedir a ajuda da população para adotar esses animais", disse a diretora do Bem-Estar Animal, Fabiana Bast.
Cães ficaram abandonados por vários dias em casa de Florianópolis (Foto: Marcelo Siqueira/RBS TV)Cães ficaram abandonados por vários dias em casa de Florianópolis (Foto: Marcelo Siqueira/RBS TV)
O repositor Jonathas Vieira foi um dos voluntários que ajudaram no mutirão. Ele levou um dos animais. "Esse aqui a gente vai dar um banho nele e vai ser adotado. A gente entrou na casa, deu uma limpada, lavamos o terreno", conta Vieira.
Informações para adoção de outros animais podem ser adquiridas por meio do telefone 3237-6890, contato da diretoria de Bem-Estar Animal de Florianópolis.
Casa também tinha focos de mosquito
Além da condição dos bichos, o local estava cheio de entulho e lixo. A vigilância encontrou focos de mosquito em pontos com água parada no terreno. Alguns já estavam com larvas.
O supervisor de campo da Vigilância em Saúde, Leandro Lamas de Souza, explica o trabalho realizado. "É feito o tratamento do local, eliminado os depósitos. E instruído à população ou ao proprietário do imóvel para uma vez por semana fazer a varredura, ver se tem alguma coisa acumulando, eliminar. O que não dá pra eliminar [é preciso] tapar ou guardar em local coberto", disse.
Mulher acumulava objetos e lixo em casa e mantinha 30 cachorros (Foto: Paula Jabur Elias/Arquivo Pessoal)Mulher acumulava objetos e lixo em casa e mantinha 30 cachorros (Foto: Paula Jabur Elias/Arquivo Pessoal)

Animais estavam sem alimentação e alguns, presos em cômodos da casa (Foto: Paula Jabur Elias/Arquivo Pessoal)Animais estavam sem alimentação e alguns, presos em cômodos da casa (Foto: Paula Jabur Elias/Arquivo Pessoal)

Mulher é presa suspeita de acorrentar o filho de 9 anos por desobediência


Mãe disse em depoimento que menino não a obedecia, informou a polícia.
Outras duas crianças foram encontradas em casa na Zona Sul de Macapá.

Jéssica AlvesDo G1 AP
Menino de 9 anos foi acorrentado em casa na Zona Sul de Macapá (Foto: João Bosco / Cobnselho Tutelar)Menino de 9 anos foi acorrentado em casa na Zona Sul de Macapá, diz conselho (Foto: João Bosco / Conselho Tutelar)
Uma mulher de 34 anos foi presa nesta segunda-feira (4) no bairro Novo Buritizal, na Zona Sul deMacapá. Ela é suspeita de manter o próprio filho de 9 anos acorrentado em casa.
O menino foi encontrado pelo Conselho Tutelar da cidade, que disse ter achado, além do garoto, outras duas crianças, um menino de 6 anos e uma menina de 8 anos, portadora de deficiência física, trancados no imóvel.
Mulher alegou que crianças não estaria obedecendo (Foto: João Bosco / Cobnselho Tutelar)Mulher disse que crianças não a obedeciam
(Foto: João Bosco / Conselho Tutelar)
De acordo com o conselheiro João Bosco, as crianças foram localizadas após denúncia anônima. Ele conta que quando as equipes do conselho e das polícias Militar e Civil chegaram à casa, encontraram a criança acorrentada próximo a uma janela. Ele estaria gritando por ajuda.
Ao  entrar na residência, os agentes e conselheiros teriam se deparado com um ambiente sem condições de higiene, sujo e com mau cheiro.
"A casa estava totalmente sem higienização. As crianças estavam trancadas, em situação total de abandono. O menino de 9 anos estava com o pé esquerdo acorrentado em uma cama, e a menina em cima do móvel", disse Bosco.
Segundo ele, a mulher foi localizada em um residência no mesmo bairro, onde estaria trabalhando como doméstica. Ao ser abordada, ela teria confirmado que havia acorrentado o menino, justificando que ele não a obedecia. Conforme Bosco, a mulher morava sozinha na casa com as crianças. Ela não teria dado informações sobre o pai ou outros parentes.
Conselheiro Tutelar João Bosco (Foto: Jéssica Alves/G1)Conselheiro Tutelar João Bosco
(Foto: Jéssica Alves/G1)
"Ela disse que não aguentava mais sair para trabalhar e o filho ficar na rua até o fim do dia. Alegou que foi o único jeito que encontrou para controlá-lo. Mas isso não justifica o fato de as crianças estarem praticamente abandonadas e com maus tratos na residência", falou o conselheiro.
Segundo ele, o menino informou que esta não foi a primeira vez que isso aconteceu, e que já havia ocorrido outras situações de violência na casa. "Ele disse que já sofreu queimaduras, foi espancado e viu os irmãos sofrerem maus tratos semelhantes", informou Bosco.
Em depoimento na Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM), na tarde desta segunda-feira, a mãe confessou, segundo Bosco, que acorrentou a criança porque não havia alguém que tomasse conta do menino.
De acordo com a polícia, ela poderá ser indiciada por maus tratos, cárcere privado e abandono de incapaz.
As crianças foram encaminhadas para a Polícia Técnico-Científica (Politec) onde fizeram exame de corpo de delito. O Conselho Tutelar informou que fará um levantamento para resolver o destino das crianças, que não retornarão à residência da mãe. Ainda de acordo com o conselho, a mãe poderá receber acompanhamento psicológico.

Por que a crise entre Irã e Arábia Saudita é a mais perigosa em décadas

As relações entre Arábia Saudita e o Irã passam por sua pior fase em quase 30 anos.

A tensão foi acirrada nos últimos dias pela execução do clérigo saudita Nimr al-Nimr, pelo subsequente incêndio da embaixada saudita em Teerã e pela expulsão de diplomatas iranianos em Riad.

A disputa entre iranianos e sauditas por influência política e religiosa tem implicações geopolíticas que se estendem muito além do Golfo Pérsico. E engloba quase todos os conflitos de grandes proporções do Oriente Médio.

O mais importante talvez seja que essa crise exerça influência negativa em negociações diplomáticas nos conflitos em curso na Síria e no Iêmen, justo quando essas negociações pareciam a ponto de trazer resultados.

Anos de turbulência

O impasse atual é tão perigoso quanto seu predecessor, que se desenrolou em 1980 e começou com a suspensão das relações diplomáticas entre 1988 e 1991.

Isso ocorreu no final de uma década turbulenta, após a Revolução Iraniana de 1979 e a guerra entre Irã e Iraque, entre 1980 e 1988.

A Arábia Saudita e Estados do Conselho de Cooperação do Golfo apoiaram Saddam Hussein durante a guerra e sofreram ataques iranianos a seus navios. Em 1984, a Força Aérea saudita derrubou um caça iraniano que teria entrado em seu espaço aéreo.

Governos da Arábia Saudita e de outros países do Golfo ligaram o governo pós-revolucionário do Irã a um aumento da militância xiita, a uma tentativa de golpe de Estado no Bahrein em 1981 e a uma tentativa frustrada de assassinar o emir do Kuwait quatro anos atrás.

Enquanto isso, um grupo militante apoiado pelo Irã, chamado Hezbollah al-Hejaz, foi formado em 1987 como uma organização clerical semelhante ao Hezbollah libanês --com a intenção de realizar operações militares dentro da Arábia Saudita.

O Hezbollah al-Hejaz divulgou uma grande quantidade de declarações inflamadas ameaçando a família real saudita e realizou diversos ataques no final dos anos 1980, quando tensões entre o Irã e a Arábia Saudita escalaram.

Desconfiança profunda

Embora a crise corrente não tenha tido até agora episódios de conflito direto, as tensões são tão perigosas como as dos anos 1980, por algumas razões.

A primeira é o legado de anos de política sectária que fez tanto para dividir o Oriente Médio entre xiitas e sunitas e alimentar uma atmosfera de grande desconfiança entre o Irã (de maioria xiita) e seus vizinhos ao longo do Golfo (de maioria sunita).

Em uma atmosfera de tanta pressão, os moderados se enfraqueceram e agora defendem abordagens mais linha-dura em assuntos regionais.

Os Estados do Golfo também seguiram políticas externas cada vez mais assertivas nos últimos quatro anos, em parte como resposta ao que entendem como uma "intromissão" perene do Irã em conflitos regionais -e por causa do crescente ceticismo quanto às intenções da administração Obama no Oriente Médio.

Para muitos no Golfo, a principal ameaça vinda do Irã não é seu programa nuclear, mas o seu apoio a grupos militantes não-governamentais, como o Hezbollah e, mais recentemente, os rebeldes xiitas Houthi no Iêmen.

Sentença de morte

Finalmente, o colapso das relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e o Irã provavelmente soa como uma sentença de morte, pelo menos atualmente, aos esforços regionais para acabar com as guerras no Iêmen e na Síria.

Um anúncio de que um frágil cessar-fogo temporário no Iêmen entrou em colapso no dia 15 de dezembro passou despercebido em meio ao furor gerado pela execução de Nimr al-Nimr.

Nem o cessar-fogo nem as negociações da ONU iniciadas simultaneamente fizeram muitos progressos. Os debates promovidos pelas Nações Unidas deveriam recomeçar em 14 de janeiro --o que é improvável se o Irã e a coalizão liderada pelos sauditas intensificarem seu envolvimento no Iêmen.

Um resultado semelhante pode ocorrer nas negociações de paz na Síria marcadas para começar no final de janeiro em Genebra. Semanas de paciente diplomacia sigilosa podem dar em nada se os atores externos mais influentes no conflito se distanciam.

*Kristian Coates Ulrichsen é pesquisador de Oriente Médio na Universidade Rice, nos Estados Unidos e pesquisador associado do Programa de Oriente Médio e África do centro de estudos Chatham House.

Val Marchiori lamenta morte de piloto em acidente aéreo em Paraty: 'Triste'


'Já havia voado várias vezes com ele. Era um comandante cauteloso e conhecia muito bem a região', diz a socialite em conversa com o EGO.

Anderson DezanDo EGO, no Rio
Val Marchiori está abalada com o acidente aéreo ocorrido no domingo, 3, em Paraty, no litoral Sul do Estado do Rio de Janeiro. Uma das duas vítimas da queda do bimotor, o comandante Sidnei Prado, de 41 anos, era seu amigo e já tinha prestado serviço para a socialite em algumas ocasiões.
Val Marchiori com o comandante Sidnei Prado (Foto: Acervo pessoal)Val Marchiori com o comandante Sidnei Prado
(Foto: Acervo pessoal)
"Estou chocada, muito triste! Já havia voado várias vezes com ele", diz Val, em conversa com o EGO nesta segunda-feira, 4. A socialite está em sua residência em Angra dos Reis, cidade vizinha a Paraty.
"Ele conhecia muito bem a região. Fazia esse trajeto São Paulo-Angra dos Reis quase todo final de semana e, em média, cinco ou seis vezes por dia", relembra.
"Como piloto, era um profissional experiente e cauteloso. Ele amava aviação, carregou meus filhos várias vezes. Eu confiava muito nele. Como pessoa, era ótimo também. Era brincalhão, gostava de fazer foto... Fiquei mexida quando soube, nem dormi direito", conta a socialite.
Sidney estava no comando da aeronave, que levantou voo do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, e seguia para Paraty. Ela tentou pousar três vezes antes de sofrer a queda em mata fechada, no bairro Corumbé. Com Sidney estava um co-piloto que ainda não foi oficialmente identificado. "Só sei que era um rapaz novinho, que ele estava treinando", diz Val Marchiori.
O bimotor King Air C90Gti era de propriedade do Grupo Shibata, que possui uma rede de supermercados em São Paulo. "Era um avião novo. Os donos o fretavam às vezes e eu mesma cheguei a utlizá-lo, quando o meu estava em manutenção", relembra Val, que vai voltar para São Paulo de carro, após o ocorrido. "Você fica com medo né?".
O comandante Sidnei Prado era casado e deixa um filho de nove anos de idade.
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Val Marchiori (Foto: Reprodução/ Instagram)Sidnei Prado com Val Marchiori (Foto: Reprodução/ Instagram)

Mãe relata que assassino fez carinho antes de matar garoto indígena em SC


Segundo coordenador da Funai, ela achou que criança ganharia presente.
Menino de 2 anos foi morto em frente à rodoviária de Imbituba, no dia 30.

Do G1 SC
Pertences do garoto permanecem no local do crime  (Foto: Gabriel Felipe/RBS TV)Pertences do garoto permaneciam no local do crime na quarta (30) (Foto: Gabriel Felipe/RBS TV)
"O rapaz se abaixou e fez um carinho no rosto do menino. Disse que era um menino lindo. Logo a mãe pensou que iam ganhar alguma coisa, um presente. Segundos depois ele enfiou a navalha e saiu correndo".(veja vídeo)
O relato do coordenador substituto da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Chapecó, no Oeste catarinense, descreve o que ele ouviu na manhã desta segunda (4) da mãe de Vitor Pinto, o menino indígena de 2 anos assassinado no último dia 30 em frente à rodoviária de Imbituba, no Sul do estado. "Ela não entendeu o que aconteceu", disse Clóvis Silva.
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Suspeito segue preso
Cinco dias depois, a motivação do crime segue desconhecida. Um suspeito foi preso na noite do dia 31 pela Polícia Militar e levado para a delegacia de Imbituba. Segundo a Polícia Civil, trata-se de um jovem de 23 anos com as mesmas características físicas do autor do crime, que aparece correndo em imagens de uma câmera de segurança (veja abaixo).
Segundo informações da Polícia Civil de Imbituba, ele é morador da cidade. A identificação  foi feita pela semelhança física e pelos objetos pessoais do rapaz. O delegado responsável pelo caso, Rogério Taques, não quis dar mais detalhes sobre o suspeito para preservar a família dele, que poderia sofrer represálias.
Nesta segunda (4), ele prestaria novo depoimento à polícia. O G1 tentou contato várias vezes com a delegacia de Imbituba, mas até a publicação da reportagem não havia informações sobre o depoimento. Ainda no dia do crime, um outro suspeito havia sido detido, mas foi liberado na mesma noite por não ter relação com o assassinato, segundo a Polícia Civil.
Família kaingang
Vitor Pinto era de uma família de índios kaingangues e vivia com na aldeia Condá de Chapecó. Ele acompanhava o pai e a mãe, que durante o verão, assim como muitos indígenas, vão para o litoral para vender o artesanato que garante o sustento da tribo.
No momento do crime, o menino se alimentava sob uma árvore ao lado da mãe. Além dela, um taxista presenciou o assassinato. O pai estava em outra parte da cidade, vendendo artesanato.
A mãe já foi ouvida pela Polícia Civil, mas deve prestar novos esclarecimentos. "Logo que falou com a polícia, ela ainda estava em choque". Na época, ela chegou a reconhecer o primeiro suspeito como autor do crime.
Segundo relato dela à Funai, o rapaz que está atualmente preso pode ser o autor do crime. "Ela não tem certeza. Ela só disse que, pelas fotos, o segundo homem preso está diferente do que era no dia. Na data, o suspeito estava mais 'cabeludo'. Agora ele está com cabelo raspado, mas ela não sabe dizer das feições.
De acordo com o coordenador substituto, por se tratar de um crime contra um índio, a coordenação nacional da Funai, em Brasília, solicitou que Polícia Federal também seja acionada para atuar nas investigações.
Comoção no enterro
O menino indígena foi enterrado na tarde de sexta-feira (1), em Chapecó. O corpo chegou por volta das 9h da manhã à comunidade, na companhia do pai. O velório ocorreu na igreja da aldeia Condá, e o enterro foi no cemitério da comunidade, após um cortejo. Dezenas de familiares e amigos da aldeia se reuniram desde cedo para se despedir do menino, e pediam justiça.
Corpo de menino indígena foi enterrado nesta sexta na aldeia Condá, em Chapecó (Foto: Reprodução/RBSTV)Corpo de menino indígena foi enterrado nesta sexta na aldeia Condá, em Chapecó (Foto: Reprodução/RBSTV)
"Foi uma tragédia que aconteceu, pra nós da aldeia", disse a tia do menino, Marcia Rodrigues, que é vice-cacique da tribo. "A gente não esperava por isso. Nós estávamos querendo comemorar o 1° do ano todos juntos, na aldeia, fazer nossa festinha. E aconteceu essa tragédia."
Os pais, que têm outros dois filhos mais velhos, estavam muito abalados. O casal estava em Imbituba com o caçula para vender artesanato e só pretendia voltar a Chapecó ao fim do verão. "Respeita nós, pra acabar com a violência", pediu a tia. "Nós estamos com receio de sair para o litoral, principalmente com crianças".