Baiano reitera envolvimento de Palocci e assessor em propina para campanha de Dilma

O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”
O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”(Vagner Rosario/VEJA)
Operador de políticos do PMDB no escândalo do petrolão e um dos delatores da Operação Lava Jato, o lobista Fernando Baiano reiterou nesta quinta-feira à Polícia Federal a participação do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci no esquema de arrecadação de propina para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010 e voltou a confirmar que o ex-assessor Charles Capella foi apontado pelo próprio petista como a pessoa a ser procurada para organizar a logística de pagamento de dinheiro sujo para o cofre eleitoral.
Baiano participou de uma acareação com Capella na Polícia Federal em Curitiba e detalhou que o acordo para repassar o dinheiro - ao todo 2 milhões de reais - foi fechado no comitê eleitoral em Brasília depois de uma reunião entre ele, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o ex-ministro Antonio Palocci. Coordenador-geral da campanha, o ex-ministro recomendou que acertassem a logística do repasse do dinheiro com "o Dr. Charles", seu assessor no comitê, conforme revelou reportagem de VEJA. O pagamento foi feito pelo doleiro Alberto Youssef. Hoje, Youssef, que também participou de uma acareação na Polícia Federal, disse não reconhecer Charles Capella.
"Charles realmente tem a fisionomia muito parecida com a daquela pessoa (...) em que esteve em Brasília na reunião entre Paulo Roberto Costa e Antonio Palocci. Ou seja, o primeiro acareado acredita que é mais provável que se trata da mesma pessoa. (...) Tem certeza que o nome da pessoa citada por Antonio Palocci naquela ocasião era Charles, ao qual Palocci se referiu como um assessor dele", registrou a Polícia Federal sobre as declarações de Baiano.
Desde que se tornou delator da Operação Lava Jato, Baiano apontou o envolvimento de políticos, como o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e da Petrobras e de suas subsidiárias, como a BR Distribuidora, no esquema bilionário de pagamento de propina e de loteamento político. Parte das revelações do operador do PMDB permanece em sigilo. Em um dos depoimentos ainda confidenciais, ele detalhou o papel de Antonio Palocci no esquema de arrecadação de propina para fins eleitorais e afirmou que "Alberto Youssef disse que fez uma entrega de 2 milhões de reais, em valores em espécie, a pedido de Paulo Roberto Costa, em um hotel em São Paulo, a uma pessoa desconhecida em apartamento indicado por Paulo Roberto".
Na versão apresentada nesta quinta-feira aos policiais e já relatada em seus depoimentos de delação, Fernando Baiano apontou Charles Capella como um dos arrecadadores de propina. Na colaboração com a justiça, ele havia declarado que "Antonio Palocci disse que havia uma pessoa que trabalhava com ele, possivelmente um assessor dele, que o estava ajudando nessa parte de arrecadação" e que "o nome dessa pessoa era Charles".
"Fernando manteve o que já havia dito na delação. A reunião [com o pedido de propina] existiu. Como já havia feito, ele reconheceu o Charles, [embora] Charles negou que tenha estado no local em que o Baiano esteve com ele", resumiu o advogado Sergio Riera, que atua na defesa de Baiano.
Em outra acareação promovida nesta quinta-feira, José Carlos Bumlai negou, como já havia feito em depoimento à Polícia Federal, que tenha buscado apoio político do PT e de Palocci para que Paulo Roberto Costa permanecesse na diretoria da Petrobras. A versão de Baiano é a de que 2 milhões de reais em propina foram desviados da cota de propina comandada por Costa e repassada à campanha de Dilma em 2010.

Vírus usa nome do WhatsApp para se espalhar em celulares e PCs


Um novo golpe virtual usa a popularidade do WhatsApppara espalhar vírus em computadores e celulares. As vítimas recebem mensagens maliciosas por e-mail com falsas notificações. Ao clicar sobre os links, o smartphone ou PC  do usuário é infectado com o malware.
Para conquistar a confiança das pessoas, o golpe utiliza a marca d’água original do WhatsApp. No entanto, basta prestar atenção no endereço de e-mail do remetente para perceber que não se trata de um recado oficial. A ação criminosa foi descoberta por uma equipe do Comodo Antispam Labs, através da identificação de IP, domínio e análise de URL.
WhatsApp foi bloqueado no Brasil com determinação de 48 hroas (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo) (Foto: WhatsApp foi bloqueado no Brasil com determinação de 48 hroas (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo))WhatsApp: vírus usa nome do mensageiro para se espalhar em dispositivos (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)
No assunto do e-mail, várias supostas notificações são usadas, como “Você obteve uma notificação de voz xgod”, “Você tem um anúncio de vídeo eom” e “Uma gravação de áudio foi entregue Jsvk”. Cada mensagem vem com um conjunto de caracteres especiais ao final da linha, como “xgod”, “Jsvk”, “Yop” e outros. 
Essas combinações, provavelmente, são usadas para a codificação de dados e identificação de destinatários. Além disso, um anexo contém o arquivo compactado, uma variante da família “Nivdort”, que se replica em diversas partes do sistema.
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Vírus se passa por notificação do WhatsApp para espalhar malware (Foto: Reprodução/Comodo)Vírus se passa por notificação do WhatsApp para espalhar malware (Foto: Reprodução/Comodo)
O diretor de tecnologia do Comodo Antispam Labs, Fatih Orhan, afirma que os cibercriminosos estão se tornando cada vez mais como comerciantes, tentando usar assuntos criativos para ter e-mails clicados ou abertos e espalhar malwares. 
Com isso, os usuários do WhatsApp e outros mensageiros devem sempre desconfiar de qualquer e-mail com o nome dos serviços, já que as notificações normalmente são enviadas apenas pelo aplicativo.

Vídeo mostra movimento de suspeito antes de matar garoto indígena em SC


Imagens mostram desespero da mãe, que correu com criança nos braços. RBS TV teve acesso a depoimento de jovem, que confessou crime em SC.

Do G1 SC
Um dia após a Polícia Civil em Imbituba afirmar que o suspeito de matar o menino indígena Vítor Pinto, de 2 anos, confessou o crime, a RBS TV obteve com exclusividade trechos do depoimento. No relatório, Matheus de Ávila Silveira, de 23 anos, afirma que "falou com espíritos e que os espíritos disseram que ele deveria matar uma criança" (veja vídeo)).
Imagens inéditas de câmeras de segurança também mostram o movimentação do suspeito pela rodoviária da cidade no Sul catarinense minutos antes do assassinato, e também a reação da mãe, que ainda tentou buscar ajuda com o filho nos braços.
O vídeo mostra o rapaz caminhando pela rodoviária, onde aparece sentado em uma cadeira e passando perto de uma outra criança que brincava no chão. Na sequência, ele aparece atravessando a rua em direção a uma árvore, onde Vitor estava sentado com a mãe, Sônia da Silva.
Mãe saiu correndo com o menino nos braços (Foto: Reprodução/RBSTV)Mãe saiu correndo com o menino nos braços
(Foto: Reprodução/RBSTV)
As imagens mostram que ele se abaixa com calma. Na sequência, ele atinge o menino no pescoço com um canivete e foge. Desesperada, a mãe também sai correndo com o filho. A criança morreu em seguida.
Convicção 'religiosa'
No depoimento, o suspeito confirmou ser ele a pessoa que aparece nas imagens cometendo o crime. Sobre a motivação, afirmou que ao matar a criança, acreditava  que "alcançaria seus objetivos". Ele afirmou ainda que "foi por acaso que encontrou um índio e que não cometeu o crime por motivo de raça, credo ou cor", de acordo com o depoimento.
"Ele fala que não é porque é índio, e sim por ser uma criança, mais indefesa. E o principal,. porque isso seria mais impactante para a sociedade", conta o delegado Raphael Giordani.
saiba mais

Defesa alega 'insanidade'
O advogado de Matheus afirmou acreditar que seu cliente sofre de insanidade mental. Ele deve pedir que o suspeito seja avaliado por uma junta médica. "A defesa não tem a expertise, não tem a especialidade para dizer se tem uma doença. É a concepção que nós temos mediante as conversas, os depoimentos, tudo que a gente viu até agora no processo", afirmou o defensor Guilherme Silva Araújo.
O inquérito deve ser concluído nos próximos dias, segundo o delegado. O suspeito segue preso na Unidade Prisional Avançada de Imbituba. O delegado afirmou que pedirá que a prisão temporária seja transformada em preventiva. A defesa deverá pedir à Justiça que Matheus seja transferido para um hospital de custódia.
Na Aldeia Condá, em Chapecó, no Oeste, onde o menino vivia com a família, a avó da criança tentava entender o motivo da morte de Vitor.
"Quero que ele pague. onde já se viu, meu Deus do céu. A gente não consegue nem falar", disse Tereza Vicente. "Era o companheirinho dentro da casa, a gente ia no mercado, comprava docinho pra ele, que eu guardava só pra ele. Onde eu vou guardar agora?", perguntava-se avó.
Avó de menino indígena pediu justiça, na aldeia em Chapecó (Foto: Flávio Trevisan)Avó de menino indígena pediu justiça, na aldeia em Chapecó (Foto: Isabel Malheiros/RBS TV)

Novo advogado vê 'tsunami' contra Lula


Criminalista Nilo Batista diz estar certo de que não haverá denúncia criminal ao principal líder do PT
14/01/2016 - 20H32 - POR ESTADÃO CONTEÚDO
O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com jornalistas antes do encontro com o presidente venezuelano Hugo Chávez no Itamaraty, em Brasília, em imagem de 28 de abril de 2010 (Foto: Adriano Machado/LatinContent/Getty Images)
Escolhido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se juntar à equipe de advogados responsável por sua defesa, ocriminalista Nilo Batista diz estar certo de que não haverá denúncia criminal ao principal líder do PT. Alertou, porém, para o "sentido político" das acusações que têm vindo a público com o avanço das Operações Lava Jato e Zelotes, da Polícia Federal. "No fim, quando não pesar nenhuma acusação sobre o Lula, haverá um prejuízo político dramático", afirmou Batista. Ele foi governador do Rio de Janeiro entre abril e dezembro de 1994, quando o titular Leonel Brizola (PDT) se afastou para disputar a Presidência da República.
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    Para a defesa do ex-presidente, Nilo se associou aos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin em meados de dezembro e, desde então, disse ter se reunido "três ou quatro vezes" com Lula, principal aposta do PT para as eleições presidenciais de 2018.
    Em delação premiada na Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró disse ter sido indicado por Lula para a diretoria financeira da BR Distribuidora, subsidiária da petroleira, em agradecimento pela contratação da Schahin Engenharia para operar no navio-sonda Vitória 10.000.
    A suspeita é que o contrato com a empreiteira foi uma compensação pelo fato de o Banco Schahin ter feito empréstimo de R$ 12 milhões ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. O dinheiro, segundo Bumlai, serviu para saldar dívidas do PT.
    Outro motivo de preocupação para Lula é a Operação Zelotes, que investiga esquema de compra de medidas provisórias para favorecer montadoras de veículos. Um dos filhos do petista, Luís Cláudio Lula da Silva, é dono da empresa LFT Marketing Esportivo, que recebeu R$ 2,4 milhões do escritório Marcondes e Mautoni Empreendimentos.
    O empresário Mauro Marcondes é acusado de negociar a edição de uma medida provisória que prorrogou incentivos para montadoras. Luís Cláudio diz que o pagamento foi feito por serviços prestados na área de marketing esportivo. Em outubro, a LFT foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal. Nilo diz que Luís Cláudio tem atuação conhecida na área de marketing esportivo e reclama do que chama de "leviandade acusatória" contra Lula e sua família.
    O criminalista afirmou ter se juntado a Teixeira e Zanin para "ajudá-los a enfrentar esse tsunami, esse esforço artificial para tentar criminalizar o presidente Lula". "Acho que é uma causa muito importante para além do pouco que há nela de jurídico-penal. O principal é o sentido político de (tentativa de) neutralizar uma liderança política", afirmou. Segundo Nilo, "não há perspectiva de ação criminal concreta, o que existem são coisas imaginativas, tentativas fantasiosas e até ridículas de relacionar fatos".
    Nilo diz que cabia aos partidos indicar postos importantes como as diretorias da Petrobras. "Quando se convida um aliado a participar, ele tem justa expectativa de exercer poder e os partidos decidem soberanamente. Querem transformar o Executivo em fiador das indicações, e isso não existe", declarou. Para o advogado, as informações de delações premiadas devem ser tratadas com "cuidado redobrado", pois "vêm de pessoas que terão penas muitíssimo diminuídas em troca de informações que fazem". "O delator é recompensado. A tendência é falar o que os ouvidos de quem está inquirindo querem ouvir", afirmou.
    O criminalista reclamou do tratamento dado pela mídia às acusações feitas pelos acusados e do vazamento de informações sigilosas. "Há uma colisão séria entre a liberdade de comunicação, com a qual todos estamos de acordo, e a presunção de inocência e o direito a julgamento justo", declarou.Nilo explicou por que decidiu não cobrar honorários de Lula. "Levo em conta a natureza da causa e do cliente. Integro o mesmo campo político do presidente Lula", afirma.
    Segundo ele, seu escritório não cobra honorários de cerca de 50 causas em andamento.Questionado se a defesa de Lula pretende tomar alguma medida preventiva em relação ao ex-presidente, o criminalista repetiu que não há nada de concreto contra Lula. "Como em Pirandello, a defesa do presidente Lula é uma defesa à espera de uma acusação", brinca, referindo-se à peça "Seis personagens à procura de um autor", do italiano Luigi Pirandello.

    Advogados divulgam manifesto contra a Lava Jato


    "Nunca houve um caso penal em que as violações às regras mínimas para um justo processo estejam ocorrendo em relação a um número tão grande de réus e de forma tão sistemática", diz o documento
    14/01/2016 - 19H41 - POR ESTADÃO CONTEÚDO
    Sergio Moro (Foto: Agência OGlobo)
    Dezenas de advogados penalistas e constitucionalistasredigiram manifesto contra a Operação Lava Jato. O documento será divulgado nesta sexta-feira (15/01) nos principais veículos de comunicação. Os advogados, entre eles defensores de políticos e empreiteiras sob suspeita de formação de cartel no esquema de corrupção instalado na Petrobras entre 2004 e 2014, afirmam que "no plano do desrespeito a direitos e garantias fundamentais dos acusados, a Lava Jato já ocupa um lugar de destaque na história do país"."Nunca houve um caso penal em que as violações às regras mínimas para um justo processo estejam ocorrendo em relação a um número tão grande de réus e de forma tão sistemática", afirmam.

    Subscrevem o documento nomes de grande prestígio na advocacia, profissionais que ao longo de muitas décadas travaram embates memoráveis nos tribunais, como Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, Antonio Carlos de Almeida Castro Kakay, Nabor Bulhões e Antonio Sérgio de Moraes Pitombo. O ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp também assina o manifesto.O manifesto, que não cita nenhum protagonista da força-tarefa da Lava Jato, será distribuído apenas alguns dias depois que o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, manteve na prisão o empreiteiro Marcelo Odebrecht - capturado na Operação Erga Omnes no dia 19 de junho de 2015, por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.
    Um trecho da carta ainda em revisão é categórico: "O desrespeito à presunção de inocência, ao direito de defesa, à garantia da imparcialidade da jurisdição, o desvirtuamento do uso da prisão provisória, o vazamento de informações seletivas e confidenciais, a execração publica dos réus, dentre outros graves vícios, estão se consolidando como marca da Lava Jato, com consequências incalculáveis para o presente e o futuro da justiça criminal brasileira."
    A carta diz que "o que se tem visto nos últimos tempos é uma espécie de inquisição, ou neoinquisição, em que já se sabe, antes mesmo de começarem os processos, qual será o seu resultado, servindo as etapas processuais que se seguem entre a denúncia e a sentença apenas para cumprir 'indesejáveis' formalidades".
    Segue o esboço do documento:
    "Nessa última semana, a reportagem de capa de uma das mais vendidas revistas semanais brasileiras não deixa dúvida à gravidade do que aqui se passa. Numa atitude ignominiosa e tipicamente sensacionalista, fotografias de alguns dos réus (extraídas indevidamente de seus prontuários na Unidade Prisional em que aguardam julgamento) foram estampadas de forma vil e espetaculosa, com o claro intento de promover-lhes o enxovalhamento e instigar a execração pública.
    Trata-se, sem dúvida, de mais uma manifestação da estratégia em prejuízo da presunção da inocência das pessoas e da imparcialidade que haveria de imperar nos julgamentos dos acusados - que tem marcado, desde o começo, o comportamento desvirtuado estabelecido entre os órgãos de persecução e alguns setores da imprensa."
    O texto deverá apontar também:
    "Esta é uma prática absurda e que não pode ser tolerada numa sociedade que se pretenda democrática, sendo preciso reagir e denunciar tudo isso, dando vazão ao sentimento de indignação que toma conta de quem tem testemunhado esse conjunto de acontecimentos.
    A operação Lava Jato se transformou numa Justiça à parte. Uma Justiça que se orienta pela tônica de que os fins justificam os meios, o que representa um retrocesso histórico de vários séculos, com a supressão de garantias e direitos duramente conquistados, sem os quais o que sobra é um arremedo de processo, enfim, uma tentativa de justiçamento, como não se via nem mesmo na época da ditadura."
    Os advogados afirmam:
    "É inaceitável - como já se fez várias vezes, sendo a última e mais inadmissível em face de Ministro integrante de uma das mais altas Cortes do país - que magistrados sejam atacados ou colocados sob suspeita pelo fato de decidirem ou votarem (de acordo com seus convencimentos e consciências) pelo restabelecimento da liberdade dos réus, a ponto de se fazer necessária, em desagravo, a insurgência e a manifestação de apoio e solidariedade de entidades associativas de juízes. Isto é gravíssimo e além de representar uma tentativa de supressão da independência judicial, revela que aos acusados não está sendo assegurado o direito a um justo processo.
    Os causídicos da Lava Jato avaliam que é de todo inaceitável, numa justiça que se pretenda democrática, que a prisão provisória seja indisfarçavelmente utilizada para estimular a celebração de acordos de delação premiada, como, aliás, já defenderam publicamente alguns Procuradores que atuaram no caso.
    Num dia os réus estão encarcerados por força de decisões que afirmam a imprescindibilidade de suas prisões, dado que suas liberdades representariam gravíssimo risco à ordem pública; no dia seguinte, fazem acordo de delação premiada e são postos em liberdade, como se num passe de mágica toda essa imprescindibilidade da prisão desaparecesse.
    No mínimo, a prática evidencia o quanto artificiais e puramente retóricos são os fundamentos utilizados nos decretos de prisão. É grave o atentado à Constituição e ao Estado de Direito e é inadmissível que Poder Judiciário não se oponha a esse artifício."

    Mega-Sena: veja o resultado do concurso 1780, desta quinta-feira, 06-20-22-31-33-34


    Prêmio acumulado é de R$ 19 milhões
    14/01/2016 - 20H29 - ATUALIZADA ÀS 20H42 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE
    Mega-Sena ; loterias da Caixa ; Mega Sena ;  (Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)
    Oconcurso 1780 da Mega-Sena realizado nesta quinta-feira (14/01), na cidade de Serra (ES), sorteou as seguintes dezenas: 06-20-22-31-33-34. O prêmio acumulado é de R$ 19 milhões.


    Caso haja apenas um ganhador e ele aplique os R$ 19 milhões na poupança, vai receber um rendimento mensal de R$ 137 mil, segundo a Caixa Econômica Federal. Mas se preferir investir todo o valor do prêmio em bens, poderia adquirir uma frota de 633 carros populares.
    Os sorteios da Mega-Sena são promovidos pela Caixa duas vezes por semana, às quarta-feiras e aos sábados. Nesta semana, excepcionalmente, a Mega-Sena oferece ao apostador três chances de ficar milionário: o concurso 1779, que foi realizado na segunda, o 1780 de hoje e o 1781 no sábado.
    A aposta mínima, de seis números, custa R$ 3,50. Quem quiser participar, pode comprar seu bilhete até às 19h do dia do sorteio (no horário de Brasília), em qualquer lotérica do Brasil.
    Clientes com acesso ao internet banking da Caixa podem fazer suas apostas pelo computador, tablet ou smartphone. Para isso, basta ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos. O serviço funciona das 8h às 22h (horário de Brasília), exceto em dias de sorteios, quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.
    Para a aposta simples, de apenas seis números, a probabilidade de ganhar é 1 em 50 milhões, mais precisamente de 1 em 50.063.860, de acordo a Caixa. Já para a aposta máxima, de 15 números, com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acerto é de 1 em 10 mil.

    Justiça suspende licença de operação de Belo Monte


    O motivo foi uma desobediência a uma decisão judicial.
    Obrigação era reestruturar a Fundação Nacional do Índio.

    Do G1 PA
    Obrigação era reestruturar a Fundação Nacional do Índio. (Foto: Divulgação/MPF)Obrigação era reestruturar a Fundação Nacional do
    Índio. (Foto: Divulgação/MPF)
    A Justiça Federal de Altamira, no sudeste do estado, determinou nesta quinta-feira (14), a suspensão da licença de operação da usina de Belo Monte até que a Norte Energia SA e o governo brasileiro cumpram a obrigação de reestruturar a Fundação Nacional do Índio (Funai), na região que atenderia os índios impactados pelo projeto. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a decisão é uma sanção por descumprimento de liminar que determinava a reestruturação. Em nota, a Norte Energia informou que não foi notificada pela Justiça sobre a decisão.

    De acordo com o MPF, a condição consta na licença prévia da usina, concedida em 2010, mas nunca foi cumprida. Em 2014, o MPF acionou a Justiça, que ordenou por meio de liminar o cumprimento da obrigação. Segundo a Norte, empresa cumpriu todas as determinações e obrigações do licenciamento ambiental do empreendimento.
    A liminar inicial do processo é de janeiro de 2015 e ordenava a apresentação, em 60 dias, de um plano de reestruturação, que deveria incluir a construção de sede própria para a Funai e a contratação de pessoal suficiente para atender as demandas geradas por Belo Monte no atendimento aos oito povos indígenas impactados pela usina. O governo e a Norte Energia não apresentaram o plano e o MPF comunicou à Justiça o descumprimento e solicitou medidas mais rigorosas.
    Vista áerea do canteiro de obras de Belo Monte, no rio Xingu; presidente Dilma reconheceu 'erros' na construção, e ONG alerta para repetição de problemas no Tapajós  (Foto: Greenpeace)Licença obriga que a Norte Energia S/A reestruture
    a Funai na região que atenderia os índios
    impacatados pelo projeto. (Foto: Greenpeace)
    Suspenção da licença
    Em 2010, data da primeira licença de Belo Monte até 2015, data da última licença a Funai foi desestruturada no município. Ou seja, ela não tem sede. Além disso, em 2012 foram retirados todos os postos das aldeias. O governo federal alegou à Justiça, em 2015, que o problema dos funcionários seria resolvido com a realização de um concurso público, que de acordo com o processo, não foi realizado. Em 2011 eram 60 servidores, hoje 23.
    Em junho de 2015, a coordenação regional da Funai enviou correspondência para a Funai de Brasília alertando sobre as condições de Altamira. “No âmbito da Funai de Altamira nunca enfrentamos um desafio de tamanha grandeza. Alertamos que, provavelmente, nos próximos seis meses, se nada for feito no sentido de analisar, avaliar e deliberar sobre a questão em tela, corre-se o risco de um colapso e interrupção das atividades desta regional, situação que prejudicará as ações institucionais e as comunidades indígenas”. dizia a correspondência.
    Paralisação das atividades
    A decisão que suspende a licença de Belo Monte é de 11 de janeiro. Depois de notificado, o Ibama tem prazo de cinco dias para paralisar o enchimento do reservatório. Além da suspensão da licença, a juíza determinou multa de R$ 900 mil para União e Norte Energia, pelo descumprimento da ordem judicial.