Prefeitura de SP obriga taxistas a usar traje social, com camisa "abotoada" e "barba arrumada"

Taxistas pedem mais segurança durante protesto no centro de São Paulo, na tarde desta sexta-feira. Os manifestantes seguiram em carreata até a Secretaria de Segurança Pública - 27/03/2015
Lei também recomenda 'otimismo e alegria' no trato com passageiros(Eduardo Knapp/Folhapress)
Os taxistas de São Paulo passaram a ser obrigados nesta segunda-feira a cumprir uma série de regras de comportamento e vestuário impostas pela prefeitura de São Paulo. As normas foram publicadas noDiário Oficial no dia 17 de dezembro do ano passado, mas só entraram hoje em vigor.
Chama a atenção as especificidades da nova lei. Nas vestimentas, é exigido o traje social - "com blazer e caban, nos dias de frio" - ou esporte fino - "apenas camisas de cor única lisa ou risca de giz, e sapatênis". As camisas ainda devem estar adequadamente abotoadas, "com exceção do botão do colarinho". Os sapatos, por sua vez, precisam estar engraxados e os cintos bem afivelados. As regras também se estendem à higiene pessoal dos motoristas, com a obrigatoriedade do "cabelo e barba sempre arrumados" e "unhas limpas e arrumadas".
Por outro lado, é "expressamente" proibido usar camisetas esportivas, com estampas ou tênis, além de bermudas, gorros e regatas. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria municipal de Transporte, quem transgredir essas regras será punido com uma multa de 35,52 reais. Também é obrigatório disponibilizar aos clientes carregadores para celular, tablet e notebook e oferecer a opção por pagamento eletrônico.
As novas regras são discutidas em um momento em que taxistas e motoristas do Uber tem brigado por espaço na cidade. Os motoristas de táxis se queixam de "concorrência desleal" e chamam os motoristas do aplicativo de "clandestinos". Na visão do Uber, no entanto, o seu trabalho consiste em transporte individual privado, ou seja, não está submetido à mesma regulamentação dos táxis.
As peculiaridades ainda vão além nas orientações aos taxistas sobre como se comportar diante de um passageiro. São algumas delas: "Recepcioná-lo com otimismo e alegria"; "desejar-lhe felicitações pelo momento do dia"; e "oferecer água e outros itens de cortesia". Na categoria "policiar-se no uso de palavras", os taxistas são orientados a "não proferir palavrões, não fazer sarcasmo ou piadas constrangedoras". Com o intuito de evitar "polêmicas" e "estresse com os passageiros", também lhes é sugerido não conversar sobre paixões esportivas, convicções partidárias, fé e cultos religiosos, opções de comportamento pessoal, e problemas particulares e da categoria.

Casa da Cultura conta com exposição em homenagem aos imigrantes italianos


WEBMASTER 18 DE JANEIRO DE 2016

A primeira mostra do ano reúne acervo histórico sobre a imigração italiana em Colombo

A exposição retrata a história do cotidiano dos primeiros imigrantes italianos de Colombo
A exposição retrata a história do cotidiano dos primeiros imigrantes italianos de Colombo
Também estão em exposição utensílios históricos que pertencem ao Museu Municipal Cristóforo Colombo
Também estão em exposição utensílios históricos que pertencem ao Museu Municipal Cristóforo Colombo
Neste mês de janeiro, Colombo faz uma homenagem aos seus antepassados – realizando a 53ª edição da tradicional Festa da Uva de Colombo, que acontece nos dias 28, 29, 30 e 31 – no Parque Municipal da Uva.
Pensando nisso, em sua primeira exposição do ano, a Casa da Cultura traz uma mostra dos primeiros registros do cotidiano dos imigrantes italianos no município. Os visitantes têm até o dia 31 deste mês para conferir de perto, um pouco desta história.
A mostra, “Os italianos no município de Colombo”, reúne relatos históricos registrados, em entrevistas, pela especialista em Linguagem do Patrimônio Cultural, Ângela Maria Mottin que iniciou sua pesquisa em 2008. Já as fotografias pertencem ao primeiro fotografo do município – Luiz Franceschi – filho de imigrantes italianos. Também estão em exposição alguns objetos e utensílios antigos que pertencem ao Museu Municipal Cristóforo Colombo.
De acordo com a diretora do Departamento de Cultura, Rita Straioto quem visitar a Casa da Cultura nos próximos dias irá se surpreender com as belas fotografias em preto e branco, além de conhecer a história da formação da colônia italiana no município, além da política, indústria, comércio, transporte e a religião daquela época.
“Esta é uma ótima oportunidade para quem deseja conhecer mais sobre a história da maior colônia italiana do Paraná. Esperamos que as pessoas venham conferir está exposição. Afinal, cada morador dessa cidade faz parte dessa história que continuamos a escrever todos os dias,” declarou.
Serviço:
Casa da Cultura
Endereço: Rua XV de Novembro, 105
Telefone: 3656-6423
Horário de atendimento: das 08h às 11h e das 13h às 16h
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
João Senechal/PMC

Prefeitura de Colombo faz reposição salarial aos servidores públicos


WEBMASTER 18 DE JANEIRO DE 2016

A iniciativa mostra o esforço para manter em dia, principalmente, a folha salarial de mais de quatro mil servidores

Embora à crise econômica que atinge o País, tenha refletindo significativamente na arrecadação dos municípios, – a Prefeitura de Colombo vem realizando ações com grande esforço, desde o começo do ano passado, para possibilitar além das obras e serviços à população, a reposição salarial dos servidores públicos efetivos, bem como fechar o ano de 2015 com os compromissos assumidos em dia.
Para tanto, concede a reposição salarial em 8,47% aos servidores ativos e inativos do município, conforme o acordo firmado com o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Colombo (SISMUCOL). Este índice não será aplicado aos cargos em comissão e funções gratificadas. O saldo referente é retroativo ao período compreendido entre maio de 2015 e dezembro de 2015, inclusive o 13º salário. O valor será pago em nove parcelas mensais consecutivas.
Já o piso salarial dos Educadores Infantis, beneficiados pelo piso nacional, foi reajustado em 8,47%, a partir de 1º de janeiro de 2016. Assim como, os professores da rede municipal de ensino.
Atenta às dificuldades que se apresentam desde o primeiro semestre do ano passado, a prefeita Beti Pavin determinou que ações fossem adotadas com vistas à redução de gastos, entre elas: redução de horas extras, suspensão de contratações e reestruturação administrativa, inclusive com incorporação de secretarias. A iniciativa mostra todo o empenho para manter em dia, principalmente, a folha salarial de mais de quatro mil servidores.
“O município, como tantos outros, também está passando por esta crise econômica, onde tivemos uma queda de receita, porém temos feito de tudo para honrar os compromissos assumidos, mantendo Colombo fortalecida e no caminho do desenvolvimento,” disse a Prefeita Beti Pavin.
Com os resultados destas ações de planejamento e redução dos custos administrativos, a Prefeitura fechou 2015 com o pagamento do décimo terceiro e salários em dia. Os fornecedores também receberam dentro dos prazos contratuais.
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Hotsite da 53ª Festa da Uva de Colombo está no ar com conteúdo exclusivo sobre o evento


WEBMASTER 18 DE JANEIRO DE 2016

Dicas, roteiros, atrações e venda de ingressos são algumas das informações que o internauta encontrará no endereço virtual

Hotsite Festa da UvaEstá no ar o Hotsite, canal exclusivo de comunicação, da 53ª Festa da Uva de Colombo, realizada pela Prefeitura Municipal em parceria com a Comissão Organizadora da Festa. O objetivo principal é manter a população e a imprensa em geral informadas sobre cada detalhe do evento.
O endereço virtual do canal é o festadauva.colombo.pr.gov.br, onde o internauta poderá ficar por dentro de todas as notícias, atrações e rotas de acesso ao local do evento, que acontece nos dias 28, 29, 30 e 31 de janeiro, no Parque Municipal da Uva, no centro de Colombo. Ele também pode ser acessado através do banner disponibilizado no canto superior direito do site da prefeitura (colombo.pr.gov.br).
Todas as novidades e acontecimentos da festa serão publicados em tempo real através de textos, fotos e vídeos. “Mas não só os acontecimentos contemporâneos estarão lá, como também à história que deu origem a mais tradicional festa do município, para que seja rememorada e disseminada entre os que a prestigiam”, ressalta o Secretário de Comunicação Social, Amauri Cardozo.
Tecnologia a serviço da tradição
No Hotsite também já estão disponíveis os principais links relacionados à Festa, como site para a compra antecipada de ingressos e o acesso para compartilhamento com as redes sociais. Uma novidade neste ano é o plugin do Instagram, ferramenta que exibe em tempo real para o visitante virtual a cobertura fotográfica completa do evento, com atualização automática. Os internautas ainda terão acesso aos vídeos produzidos com exclusividade para o canal da prefeitura no Youtube.
Vale lembrar que, o hotsite foi desenvolvido com tecnologia responsiva, ou seja, permite o acesso Mobile para dispositivos móveis, como smarphones, tablets e celulares.
Confira a programação principal e outras curiosidades sobre as atrações que acontecerão no palco principal, no palco 2 e no pavilhão. Tudo isso para facilitar o acesso às informações do evento e fazer com que os turistas e visitantes do evento explorem tudo de melhor que a Festa da Uva tem a oferecer.
Serviço:
Hotsite: festadauva.colombo.pr.gov.br
O que: 53ª Festa da Uva de Colombo
Local: Parque Municipal da Uva
Endereço: Continuação da Rodovia da Uva, no Centro de Colombo – a 100 metros da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, Rua Marechal Floriano Peixoto, 8771
Informações: 41-3656.2065 e 3656.6181
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FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo

Moradores de Colombo ajudam a combater o mosquito da dengue


WEBMASTER 18 DE JANEIRO DE 2016

Vistoria em pontos estratégicos e a atuação dos agentes de combate a endemias também fazem parte das ações de prevenção

O mosquito além de transmissor da dengue transmite o zika vírus e a febre chikungunya
O mosquito além de transmissor da dengue transmite o zika vírus e a febre chikungunya
Agentes de Combate a Endemias realizam vistorias em pontos estratégicos do município
Agentes de Combate a Endemias realizam vistorias em pontos estratégicos do município
Atualmente uma endemia de doenças provocadas pelo Aedes Aegypti vem alarmando a população brasileira. O mosquito além de transmissor da dengue, transmite o zika vírus e a febre chikungunya. Para garantir que o município fique livre dessas doenças, a Prefeitura de Colombo, por meio da Secretaria de Saúde, realiza além de vistorias, a orientação aos moradores para manter os ambientes sempre limpos.
“A população tem nos ajudado muito a combater o mosquito, pois está sempre muito atenta aos possíveis focos e auxiliando as nossas equipes. Pois, vale lembrar que o mais importante que tratar, é garantir que o mosquito não se instale na nossa cidade”, destaca o secretário de Saúde, Fernando Aguilera.
E para assegurar que o município fique livre do mosquito, as equipes de Agentes de Combate a Endemias vistoriam pontos estratégicos de Colombo, áreas de abrangência das Unidades de Saúde do município e também a partir das indicações feitas pelos próprios moradores.
“Durante as vistorias, na maioria dos casos, a população tem colaborado e permitido a entrada dos agentes. Essa parceria das equipes com os moradores é fundamental para o combate à dengue”, afirma o coordenador do Controle de Endemias da Secretaria de Saúde, Marcos Magaldi.
Além dos agentes que estão em campo, as Unidades de Saúde de Colombo possuem profissionais para orientar e atender os moradores com relação à doença. “Antes o mosquito só se reproduzia em água limpa, mas devido as diversas mutações ele consegue se reproduzir até mesmo em água suja. Por isso, é importante que estejamos atentos”, afirma o agente de combate a endemias e supervisor de campo, Ludovico Tadeu de Miranda.
Para solicitar uma vistoria, a população pode entrar em contato com a Casa do Agente no telefone 41-3666.6846, o atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.
A dengue no Paraná
Segundo boletim divulgado na última semana pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), o Paraná registrou 230 novos casos de dengue. De agosto de 2015 até agora foram 1.935 confirmações da doença.
Dos 399 municípios do Paraná, 304 já têm notificações de dengue no período epidemiológico. Paranaguá, com 561 casos, Londrina e Foz do Iguaçu, com 290 cada são os recordistas em notificações da doença.
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Fotos: Marcio Fausto/PMC

Preso no Paraná, Argôlo é aprovado no Sisu e pode estudar matemática na BA


Alan Marques - 11.nov.2014/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 11.11.2014. às 14H20. Deputado Luiz Argôlo (canto esquerdo da foto) participa de almoço do Solidariedade para o deputado Eduardo Cunha (PMDB -RJ). Durante almoço com a bancada do oposicionista Solidariedade, Cunha recebeu apoio à sua candidatura à presidência da Câmara. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
O ex-deputado Luiz Argôlo, preso na Operação Lava Jato e aprovado no Sisu, cursará uma universidade

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Preso desde abril do ano passado pela Operação Lava Jato, o ex-deputado federal Luiz Argôlo (ex-SD) quer voltar à vida universitária. Ele foi aprovado no curso de matemática da Uneb (Universidade do Estado da Bahia) no campus de Alagoinhas, cidade de 150 mil habitantes que é seu principal reduto eleitoral.
Para concorrer à vaga, o ex-deputado fez as provas do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) em novembro passado. Ele foi aprovado para uma das 1.441 vagas oferecidas pela universidade por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), conforme resultado divulgado nesta segunda-feira (18).
Além de Argôlo, outros 15 alunos foram aprovados para o curso de matemática, no turno matutino. A matrícula pode ser feita até 26 de janeiro.
Procurado pela reportagem, o advogado do ex-deputado, Pedro Scavuzzi, disse que não sabia que Argôlo concorria à vaga e que ainda não conversou com seu cliente sobre a aprovação no curso universitário.
O defensor afirmou que o ex-parlamentar pode ser transferido de São José dos Pinhais (PR) para uma penitenciária na Bahia para cursar a faculdade, saindo para as aulas pela manhã e retornando para a cadeia à tarde.
"Acho que o Judiciário não negaria o pedido de transferência. Ainda mais porque ele está cumprindo prisão cautelar", diz o advogado.
Alagoinhas, contudo, não tem penitenciária. As prisões mais próximas ficam em Feira de Santana (a 78 km de distância) e Esplanada (72 km).
O curso universitário teria o efeito de redução da pena do ex-deputado, caso ele seja considerado culpado quando a ação transitar em julgado.
Pecuarista, Luiz Argôlo não tem diploma universitário. Chegou a cursar administração por duas vezes, em faculdades privadas de Salvador, mas não concluiu os cursos.
CONDENAÇÃO
O ex-deputado foi condenado em primeira instância, em novembro do ano passado, a 11 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Além da reclusão, terá de devolver R$ 1,4 milhão aos cofres públicos, segundo determinou a sentença do juiz Sérgio Moro.
A defesa do ex-deputado recorreu da decisão no TRF (Tribunal Regional Federal). Também entrou com um pedido de habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda não foi julgado.
O ex-deputado argumenta que os seus negócios com o doleiro Alberto Youssef eram de âmbito privado e não envolveram recursos públicos.
"Ao nosso ver, essa prisão é complemente ilegal e arbitrária", diz Pedro Scavuzzi. 

Empreiteiro da OAS dava mimos e presentes para Gleisi Hoffmann


leo pinheiro - gleisi
O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, gostava de presentear os petistas no poder e uma das preferidas dos mimos de Pinheiro era a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que ocupou a chefia da Casa Civil entre 2011 e 2014. A reportagem é do jornal O Globo desta segunda-feira, 18.
Em 5 de setembro de 2012, Marcos Ramalho, secretário de Léo Pinheiro, lhe mandou uma mensagem, lembrando que no dia seguinte seria aniversário de Gleisi. “Dr. Zardi sugeriu que envie um Lenço da Hermés. tudo bem para o sr?”, pergunta Ramalho, fazendo referência ao então diretor de Relações Institucionais da OAS, Roberto Zardi Ferreira.
No ano seguinte, não é possível saber qual foi o presente dado. Mas fica claro que a data não passou em branco. Em 18 de setembro de 2013, Ramalho escreveu: “Dr. Leo, a ministra Gleisi Hoffman enviou para o Senhor e D. Mariangela (mulher de Pinheiro) um cartão de agradecimento pelo (sic) lembrança do aniversario (sic) dela. Vou scanear (sic) e enviar para o Senhor”.
Em 2014, em 6 de setembro, novo presente para Gleisi. Mensagem de um número de celular sem identificação diz: “Sen. Gleisi Hoffmann foi entregue no final da tarde de ontem pelo Barreto em sua res. em Brasília”.
A legislação não proíbe que políticos recebam presentes, mas o código de conduta dos servidores públicos veda que integrantes do Executivo recebam mimos superiores a R$ 100.

Campanha de Lula em 2006 recebeu até R$ 50 mi de propina de Angola, diz Nestor Cerveró


cerveró - lula
A campanha de Lula à reeleição de 2006 teria contado com até R$ 50 milhões de propina proveniente da compra de US$ 300 milhões blocos de exploração petróleo na África, de acordo com o ex-diretor da Petrobras,Nestor Cerveró. As informações são da Folha de S. Paulo.
As informações de Cerveró, que já dirigiu a área Internacional da estatal, foram dadas a investigadores da Operação Lava Jato durante negociações para fechar seu acordo de delação premiada e foram reveladas pelo jornal “Valor Econômico”.
As declarações sobre a propina são citadas em anexo de informações elaborado por advogados de Cerveró. Lá, ele afirma que soube do repasse por meio de Manuel Domingos Vicente, ex-presidente do conselho de administração da estatal petrolífera de Angola, a Sonangol, e hoje é vice-presidente do país.
“Manoel Vicente foi explícito em afirmar que US$ 300 milhões pagos pela Petrobras a Sonangol, companhia estatal de petróleo de Angola, retornaram ao Brasil como propina para financiamento de campanha presidencial do PT valores entre R$ 40 e R$ 50 milhões.
Ainda de acordo com Cerveró, o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci teria participado das reuniões. Em resposta ao “Valor”, Palocci negou que participou de qualquer tratativa do assunto. A assessoria do Instituto Lula disse ao jornal que não comentaria o caso, já que se trata de “suposto acordo de delação”.

Richa inaugura novo IML de Maringá e se reúne com ministro e prefeitos


richa e occhi
O governador Beto Richa inaugura nesta terça-feira (19), às 10h, a nova sede do IML de Maringá que atende 27 cidades da região. Às 11h, Richa se reúne com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e prefeitos do Noroeste para tratar de ações de apoio aos municípios atingidos pelas chuvas.

‘3,80 nem tenta’ tem plenária amanhã no Casarão da UPE


índice
Integrantes do MPL (Movimento Passe Livre), ‘Movimento 3,80, Nem Tenta’, Upes (União Paranaense de Estudantes Secundaristas) e UPE (União Paranaense dos Estudantes) tem plenária amanhã (terça-feira, 19), ás 18h, no Casarão da UPE para discutir as ações contra o que consideram “aumento abusivo do transporte público de Curitiba”. Assessores do prefeito Gustavo Fruet (PDT) apontam que o movimento tem ligações com as pré-candidaturas de Requião Filho (PMDB) e Tadeu Veneri (PT). “O pior é que reformamos todo o casarão da UPE para os caras fazerem isso lá”, disse um assessor direto do prefeito.

Suspeitos por golpe em mais de 200 clientes, sócias e diretores da Interlaken são soltos


Da Redação

As duas sócias-proprietárias e os dois diretores da agência de turismo Interlaken, suspeitos de aplicar um golpe de cerca de R$ 2 milhões, foram soltos no começo da noite desta segunda-feira (18), em Curitiba. Eles haviam sido presos na última quinta-feira (14) suspeitos de crimes de estelionato, propaganda enganosa, associação criminosa e por induzir o consumidor ao erro. A prisão deles era temporária, válidas por cinco dias.
Sócias haviam sido presas na quinta (Foto: Banda B)
Sócias haviam sido presas na quinta (Foto: Banda B)
De acordo com a Polícia Civil, para garantir o ressarcimento das vítimas, o delegado titular da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon), Guilherme Rangel, solicitou à Justiça o bloqueio dos bens dos proprietários e diretores, assim como todas as contas correntes vinculadas aos CPFs e CNPJs dos investigados.
A agência Interlaken vendeu pacotes de viagem até a véspera do Natal e, no dia 26 de dezembro, anunciou que havia encerrado as atividades, lesando mais de 200 clientes. As investigações iniciaram ainda no fim do ano passado, após a agência de turismo publicar no Facebook uma nota sobre o fechamento da empresa sem cumprir com os acordos firmados com os clientes. Ainda na última semana, a polícia solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos suspeitos.
De acordo com o delegado Rangel, foi apreendida grande quantia de documentos, além de celulares, cheques, um cofre, computadores e o passaporte dos donos e diretores. “Nosso próximo passo é analisar todo o material e verificar o que vai fazer parte do inquérito. Apreendemos muitos documentos, inclusive celulares com mensagens que também servirá como prova em todo processo”, disse. O delegado lembra, ainda, que de acordo com alguns boletins de ocorrência, há suspeitas de que os proprietários da empresa tenham usado dados pessoais de clientes, como números de documentos e informações bancárias, para negócios próprios.
Alta do dólar
No início do ano, as sócias Lúcia e Marecele Fontoura, mãe e filha, culparam a crise econômica e a alta do dólar pelo o fechamento da empresa. Em depoimento, as duas garantiram que não tinham a intenção de prejudicar ninguém. “Pela manhã, ao ser ouvida, a Lúcia declarou que a alta do dólar e a crise econômica nacional foi fundamental para o fechamento. De tarde, a Marcele manteve a versão e afirmou que as duas perceberam que não teriam mais condições de arcar com as dívidas e tiveram que fechar a empresa. Ela garantiu que não teve a intenção de prejudicar ninguém”, afirmou o delegado Rangel.

Professor condenado por terrorismo foi único candidato em concurso da UFRJ


Inscrições ficaram abertas por apenas cinco dias úteis, em novembro de 2013. Adlène Hicheur não teve concorrentes

HUDSON CORRÊA
18/01/2016 - 17h16 - Atualizado 18/01/2016 17h16
o professor  Adléne Hicheur (Foto: Reprodução)
Em novembro de 2013, o Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro abriu inscrições para contratação de professor visitante. Estabeleceu cinco dias úteis para os candidatos apresentarem o currículo na secretaria da UFRJ. Dois dias após o encerramento do prazo, a comissão de seleção deu parecer favorável à contratação do físico franco-argelino Adlène Hicheur. Ele foi o único a disputar o cargo de dedicação exclusiva, de 40 horas semanais, com salário básico de R$ 11 mil. Procurada por ÉPOCA, a UFRJ defendeu  o procedimento. Disse que “o prazo de inscrição de cinco dias é o padrão do Instituto de Física para professor visitante estrangeiro”. A instituição afirmou ainda que o currículo do professor se “enquadrava perfeitamente” no projeto de pesquisa que demandou a contratação.
Hicheur se tornou assunto de conversas nos corredores da UFRJ após o seu passado vir à tona. A Justiça da França o condenou acinco anos de detenção, em 2009, acusado de planejar ataques terroristas em e-mails trocados com um integrante da al-Qaeda. No dia 8 deste mês, ÉPOCA revelou que a Polícia Federalinvestigava o professor no Brasil. O ponto de partida foi um incidente ocorrido em 2015 na Mesquita da Luz, localizada na Zona Norte do Rio, frequentada pelo professor. Durante o culto, um homem se manifestou a favor dos ataques terroristas doEstado Islâmico. O professor nega qualquer ligação com esse manifestante. Diz que naquela época estava de férias na Europa, visitando a família. Sobre o envolvimento com terroristas, afirma que autoridades francesas “fabricaram” acusação.
Após cumprir pena na França, Hicheur veio Brasil, onde obteve em 2013 uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O coordenador de Física Experimental de Altas Energias do CBPF, Ignácio Bediaga, diz que a equipe precisava de reforço nas pesquisas e um professor daOrganização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern) sugeriu Hicheur. Segundo Bediaga, o CBPF sabia da condenação na França e consultou um embaixador brasileiro que não viu problemas legais, pois o pesquisador tinha cumprido a pena.
edital para contratação de professor visitante se encaixava bem na experiência de Hicheur no Cern, o maior laboratório de aceleração de partículas do mundo. A UFRJ exigia um “profissional com título de doutor em Física e experiência em Física de partículas de sabores pesados, métodos estatísticos de análise de dados e colisores de partículas a altas energias”.
Cinco dias após a reportagem de ÉPOCA, o processo de contratação de professor foi encaminhado à Reitoria da UFRJ. A assessoria da universidade disse que se tratou de uma medida administrativa de rotina. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, acompanha o caso e chegou a dizer que Hicheur deveria ter sido barrado ao entrar no Brasil. Na semana passada, o professor franco-argelino afirmou a colegas de trabalho que pensa em deixar o país antes de um processo de expulsão.
“A perda de um pesquisador fora de série, como o Adlene, irá prejudicar em muito o andamento das pesquisas que estávamos desenvolvendo dentro da cooperação científica que temos com o Cern”, disse o professor Bediaga.

"Conheci o discurso de ódio contra bissexuais antes de desejar outra mulher"


Como agir diante de discriminação? Para descobrir meu jeito, precisei de alguns anos, criei um blog e partilhei com milhares essa viagem de autodescoberta

AMANDA CAMASMIE
17/01/2016 - 10h00 - Atualizado 17/01/2016 10h59
"Chegou a maria sapatão. Está de vestidinho hoje! Cadê o bermudão e o boné?” Baixei a cabeça, fingindo não ouvir os gritos das outras crianças. Naquele dia, minha mãe havia me forçado a sair de casa com um vestido branco. Era uma tentativa de evitar que a filha, de 10 anos, usasse roupas consideradas masculinas. Não a culpo. Ela, como muitas outras mães, era refém de um discurso que impõe como cada um deve se vestir e se portar e que coloca “feminino” e “masculino” em caixinhas bem fechadas. Meus colegas, mesmo crianças, já haviam adotado a mesma norma. Não aceitavam que eu transgredisse o padrão. Cheguei a reagir com violência: mandava calar a boca e ameaçava bater neles. Minha reação só intensificava as chacotas. Eles riam mais e ampliavam o vocabulário com novas ofensas, além de “machona” e “sapatona”. Quando percebi que minha raiva não os deteria, passei a fingir que não ouvia os xingamentos. Eles continuaram a vir, muitas vezes pelas janelas do prédio vizinho. Eram crianças gritando com o rosto escondido. Conheci o discurso de ódio antes mesmo de sentir desejo por outra mulher. Depois de tentar reagir com raiva e de tentar fingir não ouvir os xingamentos, experimentei várias outras formas de lidar com as agressões, ao longo dos anos. Hoje, quando necessário, parto para o confronto.
Amanda Camasmie que criou o BlogSouBi (Foto: Carolina Vianna/ÉPOCA)
Antes disso, tentei me adaptar ao padrão imposto às meninas. Aos 12 anos, contei a minha mãe que estava apaixonada por um garoto do colégio. Percebi nela um suspiro de alívio e perguntei: “Por que isso, mãe? Achou que fosse por uma garota?”. Ela respondeu negativamente, mas eu sabia que estava mentindo. Minha mãe estava nitidamente feliz por descobrir que a filha se interessava por garotos. Realmente, interessei-me por eles. Namorei alguns e fui esquecendo a menina moleca que tachavam de “maria sapatão”. Estava rendida ao que a poetisa e feminista Adrienne Rich chamou de “heterossexualidade compulsória”.
"Numa roda de garotas, uma questionou quem teria coragem de beijar outra mulher. Todas negaram"
Quando entrei na adolescência, entre meus 16 e 17 anos, formei um novo grupo de amigos. Eles gostavam de beber, fumar e tocar violão até de madrugada. Eu era chamada de “careta” e evitava falar de sexo. Uma vez, numa roda de garotas, uma delas questionou quem teria coragem de beijar outra mulher. Todas negaram. Uma afirmou que teria nojo (anos depois, ela beijaria).Beijar uma mulher era minha fantasia, meu maior desejo. Sonhava com isso. Mas disse “não, nunca beijaria”. Senti-me envergonhada por mentir.
Diante de comentários preconceituosos, eu havia adotado a tática de reagir de forma branda. Tinha medo de gerar desconfiança. Quando ouvia os garotos chamando alguém de bicha, dizia algo como “parem de fazer isso, coitado do menino”. Se insistiam, eu dava um meio sorriso e desconversava. Algumas amigas criticavam a “aparência masculina” de outras garotas. Eu falava apenas que cada um deveria se vestir como achasse melhor.
Amanda Camasmie que criou o BlogSouBi (Foto: Arquivo Pessoal)
Sei que essa dificuldade de reação é comum, mesmo entre aqueles que sabem ser errado discriminar. Fiz uma enquete on-line por meio de meu blog, o SouBi. Das 3.199 pessoas que responderam, 95% informaram ser bissexuais ou ter dificuldade para se definir – ou seja, não se encaixam no padrão heterossexual. Mesmo assim, 15% afirmaram nunca ter defendido publicamente gays e 22% afirmaram já ter falado mal de gays apenas para agradar a outras pessoas. Achar graça em comentários preconceituosos ou reproduzi-los parece um jeito fácil de conseguir aceitação.
"Talvez eu tivesse ficado na mesma, não fosse o beijo inesperado de uma colega de faculdade"
Talvez eu tivesse ficado na mesma, não fosse o beijo inesperado de uma amiga de faculdade para quebrar minha inquieta negação. Estávamos em uma festa, na casa de praia de uma amiga. Ela me levou a um local reservado e encostou os lábios nos meus. Foi maravilhoso e estranho. Aos 23 anos, dei o primeiro beijo lésbico de minha vida. Aquilo não pareceu tão perturbador porque eu estava com a turma da faculdade. Meus colegas no curso de jornalismo falavam abertamente sobre tudo, e as meninas não viam problema em discutir sexo, masturbação e beijo gay. Era muito bom. Eu me sentia mais livre. Os tabus de minha adolescência haviam desaparecido, e comecei a me relacionar com mulheres. Apesar da leveza, demorei a contar sobre o beijo para outras amigas. Julguei que elas não iriam mais querer trocar de roupa na minha frente ou ficariam imaginando que, em algum momento, eu me apaixonaria por elas. Eu não queria ser olhada de forma diferente. Acho que esse é um dos principais medos de qualquer lésbica ou bissexual quando decide contar às amigas sua identidade sexual.
Aos 25 anos, comecei a namorar Raquel. Após seis meses de namoro, fomos morar juntas (estamos casadas há cinco anos). Mas eu ainda tentava me esquivar dos confrontos e reagir de maneira suave diante dos preconceituosos. Há três anos, fui convidada para o casamento de uma amiga de colégio. Raquel não estava no convite, porque os noivos não sabiam dela, e eu, ao ser convidada, preferi não mencionar. Em uma roda de conversa na festa, uma colega perguntou se eu estava com alguém. Respondi que sim, mas, de novo, não tive coragem de mencionar Raquel. “Mas qual é o nome, nós conhecemos? Por que você não fala? Então, é uma mulher?” Minha resposta foi a pior possível: “Lógico que não é uma mulher”. Demorei mais alguns anos para perceber que minha omissão era a arma de minha opressão.
Mas eu estava mudando – acho que para melhor.
"Recebo dúvidas, pedidos de orientação e revelações de pessoas contando o que nunca tiveram coragem de falar a ninguém"
Entender quem eu era e o que eu sentia foi um caminho bem tortuoso. O apoio de várias de minhas amigas de faculdade era tão incisivo que muitas diziam para eu me assumir homossexual. Afirmavam que o termo bissexual era um eufemismo para lésbica. “Você é sapatão, Amanda, assume logo e desce do muro.” E então eu as questionava: “Vocês conheceram meu ex, sabem que eu o amei de verdade, como podem dizer isso?”. E elas respondiam rindo: “Era uma relação bonita, mas, no fundo, você sempre gostou é de mulher”. Demorou até elas entenderem que eu me identificava mais com a bissexualidade. A jornada de autodescoberta foi um dos motivos de eu ter criado o BlogSouBi, em 2011. Queria compartilhar meus sentimentos e pensamentos sobre bissexualidade. Descobri muita gente com histórias parecidas com a minha, mulheres e homens, garotas e garotos. O projeto cresceu, e hoje recebo páginas e páginas de dúvidas, pedidos de orientação e revelações de pessoas contando, pela primeira vez, o que nunca tiveram coragem de falar para ninguém.
Amanda Camasmie que criou o BlogSouBi (Foto: Arquivo Pessoal)
A Raquel ajudou. Ela sempre tenta enfrentar a discriminação. Numa aula de pós-graduação, mostrou uma foto nossa a uma colega de classe, para deixar claro que era casada com uma mulher. Uma vez, saindo de uma casa noturna, o manobrista se dirigiu a nós: “Estão saindo porque o lugar é gay, né? Vocês não devem ter gostado”. Minha mulher respondeu, sem pestanejar:“Amigo, nós somos um casal gay. Vamos embora porque não gostamos da música”.
Em 2014, estávamos na casa de uma amiga, num grupo. Assistiríamos juntos ao último capítulo da novela Amor à vida, para ver o tão esperado beijo gay entre os personagens Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso). Eu estava agindo normalmente com Raquel, com beijos e abraços, até a chegada de uma amiga que ainda não sabia de nós. Automaticamente, afastei-me da Raquel. Ela me chamou para um canto e disse que não havia gostado da atitude. “Por que você se afastou? Está com vergonha?” Confessei que havia me sentido desconfortável, refleti e voltei a abraçá-la normalmente. Minha atitude era totalmente contraditória com o que estávamos fazendo, torcendo pelo beijo gay na novela. Talvez eu tenha sido tão hipócrita quanto aqueles que torciam na internet para o beijo gay não acontecer. Depois desse dia, passei a me observar mais quando estamos as duas na casa de amigos. Sempre procuramos nos tratar da maneira mais natural possível.
"Passamos a nos beijar em público. Muitos não nos julgam um casal, porque acham que, num casal de mulheres, uma deve ter aspecto considerado masculino"
Também me ajudou a reconsiderar minha postura um artigo da neurocientista Suzana Herculano-Houzel. Ela afirmava que mentir dá muito trabalho ao cérebro e que viver mentindo deveria ser extremamente cansativo. É verdade. Sempre foi muito exaustivo ter de pensar duas vezes antes de responder se eu tinha um relacionamento e inventar histórias. Foi um grande alívio passar a falar de boca cheia “sou casada com a Raquel”.
De uns dois ou três anos para cá, passei a falar abertamente sobre meu relacionamento e a nunca tratá-lo como se fosse motivo de vergonha. Antes, só nos beijávamos em locais LGBT (ou seja, amigáveis com lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). Passamos a nos beijar em qualquer restaurante, mas sempre um selinho rápido, que pode escapar a olhos desatentos. Muitos não julgam que somos um casal por estarem presos a estereótipos. Acham que, num casal de mulheres, uma das duas precisa ter um aspecto considerado masculino. Então, passamos por amigas.Quando Raquel e eu celebramos cinco anos juntas, minha mãe afirmou estar contente por nós. Disse o que todo filho espera ouvir: “Só quero que você seja feliz”. Minha irmã também ajudou bastante. Ela passou a contar naturalmente, a qualquer interlocutor, que eu era bissexual. Em um primeiro momento, isso me preocupou. Perguntei o que as pessoas respondiam. Ela me disse uma frase que nunca vou esquecer: “Amanda, as pessoas vão te achar mais interessante por isso, você vai ver”.
Nesse mesmo período, passei também a recriminar prontamente quem faz piadinha homofóbica. Sem a raiva que eu tinha na infância, mas com firmeza. Em alguns círculos profissionais, ganhei fama de chata e politicamente correta. Os piadistas insistem em defender o que fazem. “É só brincadeira, Amanda. Pare de ser tão chata”, dizem. Quem faz a chacota não percebe que ajuda o preconceito a se reproduzir e agride, sem saber, conhecidos que também são  lésbicas, gays e bissexuais. Alguns colegas não assumidos já me disseram preferir ficar calados, rir da piada ou endossar a reprodução da ignorância. Acreditam que reagir não trará nenhuma mudança e temem o efeito, sobre suas carreiras, de adotar uma posição anti-homofobia no trabalho. “Numa empresa, assumi que era gay e deixei de ser promovido. Quando passei a omitir isso, ganhei mais respeito”, disse um deles.
"Adoro andar de mãos dadas, mas não fazemos isso na rua, porque em São Paulo ainda há muita violência contra casais do mesmo sexo"
Assumir publicamente minha identidade e minhas escolhas continua a ser difícil. Adoro andar de mãos dadas, mas não fazemos isso na rua, porque em São Paulo ainda há muita violência contra casais do mesmo sexo. Preferimos não arriscar.
Também tivemos de lidar com o lado negativo da exposição. Precisei levar meu carro a um mecânico e Raquel me indicou um conhecido, que a atendia havia anos. Ela ficou no carro enquanto eu negociava o pagamento. De repente, ele questionou se tínhamos um relacionamento. Respondi que sim. “Ah, e cadê os namorados?”. Respondi que o relacionamento era entre nós duas. Ele arregalou os olhos. “Algum problema com isso?”, perguntei.Ele se sentiu à vontade para cometer um assédio grosseiro, mesmo perdendo as clientes. “Queria entender como funciona o sexo entre vocês”, disse. Saí rapidamente do lugar. Apesar desses problemas, percebo que ganhei mais respeito de muita gente ao meu redor, após ter assumido publicamente que era casada com uma mulher.
Em uma entrevista em 2000 (transcrita na obra Judith Butler e a teoria queer, de Sara Salih), a filósofa feminista Judith Butler conta o episódio em que foi questionada por um garoto se era lésbica. Ele queria deixá-la constrangida. Ao responder “sim, sou lésbica”, Judith observou a surpresa no rosto do garoto com a resposta tão categórica. Ele não conseguiu insultá-la. Ficou surpreendido por ela ter se apropriado, com orgulho, do termo lésbica. Ela concluiu que foi um ato de poder. É esse tipo de ato poderoso que busco agora.

Publicitário condenado na Lava Jato é solto após ordem do STF


Ricardo Hoffmann foi condenado a 12 anos de prisão, mas recorrerá livre.
Ele foi detido em ação que investiga o ex-deputado federal André Vargas.

Do G1 PR
O publicitário Ricardo Hoffmann (Foto: Reprodução)O publicitário Ricardo Hoffmann foi preso na
11ª fase da Lava Jato (Foto: Reprodução)
O publicitário Ricardo Hoffmann, preso em abril de 2015, na Operação Lava Jato, deixou a carceragem do Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta segunda-feira (18). O empresário foi condenado em setembro pelo juiz federal Sérgio Moro a 12 anos e 10 meses de prisão. No entanto, o Supremo Tribunal Federal lhe concedeu o direito a recorrer da sentença em liberdade.
O publicitário foi solto após a Procuradoria Geral da República (PGR) emitir um parecer no qual recomendava a soltura. Para deixar a cadeia, ele teve que pagar fiança de R$ 957.144,04 e deve ficar recolhido em casa. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski decidiu acolher a recomendação da PGR e concedeu o habeas corpus.
No processo em que foi condenado, Hoffmann foi acusado de pagar propina ao ex-deputado federal André Vargas (PT). Ambos foram condenados por corrupção e lavagem de dinheiro, por propina de ao menos R$ 1,1 milhão em contratos de publicidade firmados com a Caixa e o Ministério da Saúde. Diferente de outros réus da Lava Jato, ele não fez acordo de delação premiada.
Em parecer sobre o pedido da defesa de Hoffmann para que ele fique em regime domiciliar, a procuradora-geral da República em exercício, Ela Wiecko, disse que "a habitualidade com a qual eram praticados os delitos não indica, por si só, que o ora paciente, caso posto em liberdade, voltará a cometê-los".
Ela ressaltou que ele já deixou as funções na Borghi Lowe, que os contratos sob suspeição foram encerrados em fevereiro do ano passado e ainda que não havia mais risco às investigações.
De plantão no STF, Lewandowski disse acolher "integralmente" oEes argumentos da PGR, mas disse que o relator do caso, Teori Zavascki, poderá reexaminar o pedido após o recesso do Judiciário, em fevereiro.

Hoffmann, no entanto, deverá ficar recolhido em casa e comparecer a cada dois meses diante do juiz para informar e justificar suas atividades. Além disso, ficará proibido de exercer atividades que envolvam contratos com órgãos públicos, de manter contato com outros acusados em seu caso, e não poderá deixar o país, com a entrega de seu passaporte.