Garota é encontrada depois de fugir por ter fotos 'nua' publicados em MG


Adolescente estava desaparecida desde segunda-feira (18) em Uberaba.
Delegado disse que fotos foram feitas por primo de 13 anos.

Alex RochaDo G1 Triângulo Mineiro
A Policia Civil de Uberaba irá investigar o caso de uma adolescente de 14 anos que fugiu de casa após ter 30 fotos em que aparecia nua divulgadas em uma rede social.  A garota, que estava desaparecida desde a noite de segunda-feira (18), foi localizada pela tia na tarde desta terça-feira (19), na casa de uma conhecida, no Bairro Jardim Anatê.
De acordo com o delegado Diego Paganucci, a garota teria sido fotografada pelo primo, de 13 anos. Ainda segundo o delegado, familiares disseram que a própria adolescente teria enviado as fotos para amigos em uma rede social, tendo fugido de casa em seguida.
A família registrou Boletim de Ocorrência do desaparecimento. Conforme o Registo de Eventos de Defesa Social (Reds) da Policia Militar, nesta tarde, depois de ter sido encontrada, a menina alegou aos militares que fugiu de casa após ter as fotos vazadas na internet pelo primo.
A adolescente foi levada até a Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) do Bairro Abadia, juntamente com a tia e responsável. Em seguida, o primo levou ao local o celular, que foi apreendido. À mulher, o garoto confirmou ter tirado as fotos, mas negou tê-las postado na rede social, o que teria sido feito pela própria adolescente.
O delegado ouviu apenas a mãe do garoto e responsável pela adolescente. O celular será encaminhado para a Delegacia de Proteção a Mulher e Família, onde os envolvidos e responsáveis serão ouvidos.

Manifestantes fazem 4º ato contra aumento das tarifas em SP


Dois atos do MPL seguiram para Prefeitura e Palácio dos Bandeirantes.
Houve tumulto em frente à Estação República após o fim do protesto.

Isabela Leite, Glauco Araújo e Paulo Toledo PizaDo G1 São Paulo
Manifestantes fizeram nesta terça-feira (19) uma série de atos contra o reajuste da tarifa de transporte público em quatro pontos de São Paulo. Os protestos foram pacíficos. Durante a dispersão de um deles, no entanto, houve um tumulto em frente à Estação República do Metrô, no Centro. A Polícia Militar usou bombas de efeito moral para dispersar um grupo que bloqueou a Avenida Ipiranga. Manifestantes colocaram fogo em caçambas de lixo.

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O protesto coordenado pelo Movimento Passe Livre (MPL) teve a concentração no cruzamento das avenidas Rebouças e Faria Lima, na Zona Oeste da capital, e se dividiu em dois grupos. Um seguiu rumo ao Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul de São Paulo, e o outro foi para a Prefeitura, ).

(assista aqui a vários vídeos)

Outros dois protestos, coordenados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), começaram no Metrô Itaquera, na Zona Leste, e Metrô Capão Redondo, na Zona Sul.
O MPL disse, em sua página no Facebook, que cerca de 30 mil pessoas participaram de todos os protestos desta terça-feira. A Polícia Militar falou que cerca de 300 seguiram até o Palácio dos Bandeirantes. Até as 23h, não havia estimativa nos outros protestos.
Um grande efetivo de policiais acompanhou os grupos que seguiram para o Palácio e a Prefeitura. Dois manifestantes foram detidos antes de a caminhada começar com martelo e estilingue e levados para 14ª Distrito Policial, em Pinheiros.

Erica de Oliveira, representante do MPL, disse que o aumento da tarifa do transporte público afeta a vida de muitas famílias. “O que os governantes precisam entender é que cada vez que eles aumentam a tarifa, mais e mais pessoas deixam de usar o transporte público. É muito caro. Se você for fazer uma conta, quanto custa hoje para uma pessoa que recebe um salário mínimo, o impacto que isso tem numa família, é muito alto. Não existe possibilidade de vida sem transporte público. Então, o transporte público precisa ser tratado com a importância que ele tem na vida das pessoas, e não como uma mercadoria, como ele é tratado hoje”, disse.

Após a dispersão do ato que seguiu até a Prefeitura, houve um tumulto em frente ao Metrô República, no Centro, porque a entrada principal da estação foi fechada. O comandante da PM da região central, André Luiz, afirmou que o portão foi fechado a pedido do Metrô após manifestantes tentarem entrar sem pagar a passagem.
Manifestantes bloquearam a Avenida Ipiranga a PM usou bombas de efeito moral para dispersar o grupo. Os manifestantes correram pelas vias do Centro, colocaram fogo em caçambas de lixo e fizeram barricadas pelo caminho.

A entrada da Estação Anhangabaú também foi fechada. Segundo o Metrô, não houve confrontos dentro das estações e as catracas não foram liberadas. Um grupo que estava na manifestação que caminhou até o Palácio dos Bandeirantes fez um ato em frente às catracas da Estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Zona Sul, e conseguiu entrar sem pagar passagem, por volta das 23h.
Veja como foi a manifestação desta terça-feira, minuto a minuto:

17h – Grupo de manifestantes começa a se concentrar no cruzamento das avenidas Rebouças e Faria Lima, na Zona Oeste.
17h – Grupos ligados ao MTST se reúnem em frente à estação Capão Redondo da Linha 5-Lilás do Metrô, na Zona Sul, e da estação Corinthians-Itaquera da Linha 2-Vermelha.
17h15 – Faria Lima é totalmente interditada.
18h – Grupos em Itaquera e Capão Redondo começam a caminhar.
18h50 – Começa a caminhada na Zona Oeste. Um grupo segue em direção ao Palácio dos Bandeirantes e o outro em direção à Prefeitura.
19h01 – Dois manifestantes são detidos com martelo e estilingue e levados para 14ª DP.
20h - Na Zona Leste, integrantes do MTST chegam à Estação Patriarca e encerram protesto.
20h15 – Um dos grupos que saiu da Faria Lima chega à Avenida Paulista.
20h40 – Grupo desce a Avenida Nove de Julho. O outro segue pela Avenida Morumbi rumo ao Palácio dos Bandeirantes.
21h06 - Manifestantes chegam ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi
21h18 - Grupo que seguiu até o palácio começa a se dispersar
21h22 - Manifestantes chegam à sede da Prefeitura, no Centro
21h25 - Grupo faz protesto em frente às catracas da estação Morumbi da CPTM
21h35 - Começa dispersão de grupo que está em frente à Prefeitura
22h09 - Princípio de confusão no Metrô República porque a entrada principal da estação foi fechada. As pessoas podem sair da estação, mas não entrar.
22h15 - Manifestantes sentam e bloqueiam Avenida Ipiranga, em frente ao Metrô República
22h35 - PM tenta dispersar manifestantes que bloqueavam Avenida Ipiranga sem utilizar bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo
22h43: Polícia lança bombas de efeito moral em direção aos manifestantes
22h45: Estação República do Metrô é reaberta
22h53: CPTM libera entrada de grupo que fazia protesto em frente à catraca da Estação Morumbi. Manifestantes entraram sem pagar
22h54: Grupo coloca fogo em caçambas de lixo na Rua 7 de Abril, no Centro
23h15: Manifestantes tentaram entrar sem pagar passagem também na estação Anhangabaú do Metrô, mas não conseguiram; estação foi fechada
23h24: Estação Anhangabaú do Metrô é reaberta
Grupo ateia fogo em lixo próximo à estação República do Metrô após PM dispersar manifestantes com bomba (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)Grupo ateia fogo em lixo próximo à estação República do Metrô após PM dispersar manifestantes com bomba (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Desde a divulgação do reajuste nas passagens de R$ 3,50 para R$ 3,80, em 30 de dezembro do ano passado, o MPL realizou três atos na capital paulista, nos dias 8, 12 e 14 de janeiro. No último ato, o movimento informou o trajeto em seu site. Os 3 protestos tiveram 38 detidos, 24 feridos,12 veículos depredados e duas estações de Metrô vandalizadas.
Segundo o movimento, os protestos reuniram, ao todo, 53 mil manifestantes. Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) contabilizou 7 mil participantes. A atuação da PM e dos manifestantes também variou durante os protestos.
Mapa trajeto das manifestações MPL desta terça-feira (Foto: Arte/G1)
Policiais em frente ao portão do Palácio dos Bandeirantes (Foto: Marcelo Brandt/G1)Policiais em frente ao portão do Palácio dos Bandeirantes (Foto: Marcelo Brandt/G1)
Manifestante durante concentração na Avenida Faria Lima (Foto: Marcelo Brandt/G1)Manifestante durante concentração na Avenida Faria Lima (Foto: Marcelo Brandt/G1)
Mascarados fazem cordão em frente à manifestação, que segue pacífica (Foto: Marcelo Brandt/G1)Mascarados fazem cordão em frente à manifestação, que segue pacífica (Foto: Marcelo Brandt/G1)
Manifestantes pedem o fim do aumento da tarifa do transporte público (Foto: Marcelo Brandt/G1)Manifestantes pedem o fim do aumento da tarifa do transporte público (Foto: Marcelo Brandt/G1)
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Chuva provoca alagamento e 'carrega' carros em Poços de Caldas, MG


No Centro, moradores subiram em bancos para fugir da correnteza.
Água chegou a invadir ala de hospital, na zona Sul da cidade.

Do G1 Sul de Minas
Chuva provocou alagamento e 'carregou' carros em Poços de Caldas, MG (Foto: Jéssica Balbino)Chuva provocou alagamento e "carregou" carros em Poços de Caldas, MG (Foto: Michel Teixeira)
A forte chuva que atingiu Poços de Caldas (MG) na noite desta terça-feira (19) deixou diversos pontos da cidade alagados. A tempestade durou cerca de uma hora, mas foi o suficiente para deixar vários moradores ilhados em suas residências e locais de trabalho.
O volume de água cobriu parte das ruas centrais, como Assis Figueiredo, Prefeito Chagas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Barros Cobra, Junqueiras, Capitão Afonso Junqueira, Alagoas e avenida João Pinheiro. Vários veículos foram arrastados com a força da água e alguns bateram contra os outros na avenida João Pinheiro, em frente ao Complexo Cultural da Urca e também nas ruas centrais.
Na Praça dos Macacos, no Centro da cidade, moradores subiram nos bancos fixos dos trailers de lanche do local para se protegerem da correnteza. A água invadiu um supermercado no Centro da cidade e também parte da galeria que fica ao lado dele.
Água invadiu um supermercado no Centro de Poços de Caldas (MG) (Foto: Reprodução Whatsapp)Água invadiu um supermercado no Centro de Poços de Caldas (MG) (Foto: Reprodução Whatsapp)
No bairro São José, um desbarrancamento atingiu o condomínio Morada das Flores, na Rua das Camélias. Segundo as informações iniciais, pelo menos uma pessoa teria ficado ferida e foi resgatada pelo Samu. No mesmo bairro, carros teriam sido atingidos por desbarrancamentos. Todo efetivo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foi acionado e foi para as ruas, afim de atender ocorrências. A Defesa Civil também monitora várias áreas da cidade.
Informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal são de que dois carros teriam sido soterrados após deslizamentos de terra no bairro Santa Augusta. Não havia ninguém dentro dos veículos e os danos foram apenas materiais.
O Hospital Santa Lúcia, na zona Sul da cidade, ficou com a Ala C alagada pela enchente. Segundo a administração, nenhum paciente foi atingido. Já na área central da cidade, algumas pessoas que ficaram 'ilhadas' em casas e comércios na  foram retiradas por jipeiros.
Hospital Santa Lúcia, na zona Sul, foi atingido pela enxurrada em Poços.  (Foto: Reprodução Whatsapp)Hospital Santa Lúcia, na zona Sul, foi atingido pela enxurrada em Poços. (Foto: Reprodução Whatsapp)
Parte da cidade ficou sem energia elétrica. Várias lojas tiveram as portas quebradas com a força da água na região central. Segundo a Polícia Militar, alguns estabelecimentos sofreram tentativas de saque, mas os suspeitos foram contidos pelos policiais. Em algumas lojas, os produtos foram levados pela água e moradores levaram os objetos. Muitos lojistas também pediram ajuda para remover parte dos produtos, antes que fossem atingidos pela água.
Segundo o Corpo de Bombeiros, uma oficina mecânica na Rua Capitão Afonso Junqueira foi invadida pela água, estourou uma parede e vários carros ficaram empilhados. Um destacamento foi até o local, onde, de acordo com as primeiras informações, havia risco de explosão. Um dos carros arrastados pela água teria furado um cilindro com produto químico. Toda a área foi isolada e os moradores do entorno foram retirados do local.
O Departamento Municipal de Eletricidade (DME) esclareceu, por meio de uma nota oficial, que a falta de energia atingiu os locais onde a rede de distribuição é subterrânea. Na nota, a autarquia informou que as equipes trabalham para reestabelecer o fornecimento de energia nos locais afetados. "Porém, é necessário aguardar o término do escoamento da água para que os trabalhos sejam finalizados. Tentar reestabelecer a energia neste momento poderá agravar os problemas e ocasionar acidentes. Orientamos ainda aos consumidores residentes na área central, para que mantenham seus equipamentos eletroeletrônicos devidamente desligados e fora da tomada, evitando assim, prejuízos", informou o DME.
O prefeito da cidade, Eloísio do Carmo Lourenço, publicou notas em redes sociais e aplicativos de trocas de mensagens, informando que todas as equipes estavam nas ruas. "As Thermas Antônio Carlos e o Carlton Plaza estão com equipes trabalhando. O Hospital Santa Lucia já foi atendido e está normalizado. A Guarda Municipal e a Polícia Militar estão nas ruas e até o momento nãomhá registro de saques. O movimento visto nas lojas são funcionários retirando produtos danificados e tentando salvar algum material. Samu e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estão em alerta, mas até o momento não registraram atendimentos fora da normalidade da rotina de trabalho", disse.
Oficina foi invadida pela água, carros atingiram cilindro com gás e há risco de explosão (Foto: Reprodução Whatsapp)Oficina foi isolada após carros ficarem empilhados;
Há risco de explosão (Foto: Reprodução Whatsapp)
Ainda pelas redes sociais, o prefeito informou que houve prejuízos materiais na área central e inundações no bairro Jardim Kennedy II, na zona Sul da cidade. "Não temos registros de vítimas graves e estamos trabalhando com desalojados. Em caso de necessidade, acione a Defesa Civil pelo telefone 199", destacou.
Segundo a Defesa Civil, apenas uma pessoa precisou ser retirada de casa na Rua Mercúrio, no bairro Jardim Kennedy II. Ela foi para a casa de uma amiga. Outros moradores foram orientados a deixar as casas, mas se recusaram a sair. A prefeitura preparou um alojamento no Complexo Santa Cruz, mas, até esta publicação, ninguém havia sido levado para o local.
A tempestade durou cerca de uma hora, mas foi o suficiente para deixar vários moradores ilhados em suas residências e locais de trabalho em Poços de Caldas (MG) (Foto: Reprodução Whatsapp)A tempestade durou cerca de uma hora, mas foi o suficiente para deixar vários moradores ilhados em suas residências e locais de trabalho em Poços de Caldas (MG) (Foto: Reprodução Whatsapp)
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Principal rua da cidade, a Assis Figueiredo, 'virou rio' em Poços, MG.  (Foto: Reprodução/ whatsapp)Principal rua da cidade, a Assis Figueiredo, 'virou rio' em Poços, MG. (Foto: Reprodução/ whatsapp)