Defesa diz que Bumlai é 'isca errada' do MPF para pegar ex-presidente Lula


Juristas dizem que denúncias contra o pecuarista não se sustentam.
Documento que está no processo judicial fala sobre amizade com Lula.

Samuel NunesDo G1 PR
Pecuarista José Carlos Bumlai participa de sessão da CPI do BNDES nesta terça (1º) (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)Defesa do pecuarista pediu para que Lula seja
arrolado como testemunha no processo 
(Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Os advogados do pecuarista José Carlos Bumlai, preso na desde novembro de 2015, na Operação Lava Jato, apresentaram uma resposta às acusações feitas contra ele pelo Ministério Público Federal (MPF), nesta quinta-feira (21). No documento, anexado ao processo que ele responde, eles dizem que a denúncia é uma tentativa de incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A partir de provas de irregularidades na Petrobras, o nome do peticionário [Bumlai] voltou a aparecer nas manchetes, como se fosse ele a isca perfeita para se conseguir fisgar o peixe (ou melhor, o molusco cefalópode) que muitos queriam – e ainda querem –na frigideira. Acontece, MM. Juiz, que estão usando a isca errada e a denúncia, com suas inúmeras inconsistências e divagações, é a maior prova disso!", dizem os advogados.
O pecuarista foi denunciado pelo MPF por ter feito um empréstimo junto ao Banco Schahin, no valor de R$ 12 milhões, que nunca foi pago. O próprio Bumlai reconheceu, em depoimento, que o dinheiro foi usado para a campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) de 2004. Segundo as investigações, o montante era, na verdade, pagamento de propina à legenda, por um contrato com a Petrobras.
O contrato em questão foi o aluguel do navio-sonda Vitória 10.000 para a estatal. A embarcação pertencia à Schahin Engenharia, do mesmo grupo do banco e rendeu mais de R$ 1 bilhão. Tanto no depoimento, quanto na resposta apresentada nesta quinta-feira, o pecuarista volta a afirmar que não sabia, inicialmente, que o negócio se tratava de propina para o PT.
Os advogados contam que Bumlai foi chamado para uma reunião de emergência na sede do PT. Nela estavam presentes o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, dois sócios do Banco Schahin e dois marqueteiros. Eles teriam explicado apenas que o dinheiro seria usado para pagar dívidas de campanha, mas não disseram nada sobre os contratos com a Petrobras.
Tempos depois, quando teria tentado quitar o contrato, o mesmo funcionário do Banco Schahin disse que a questão já estava resolvida e que nada precisaria ser pago.
Amizade com Lula
O texto dos advogados defende que Bumlai só teria sido denunciado pela amizade que tem com o ex-presidente. Na verdade, o crime é ser amigo de Lula e, pasme, MM. Juiz, existe até
fotografia de ambos numa festa junina, tornando irretorquível a consumação do delito do art. 362 do Código Penal. Sua ameaça à ordem pública consiste em seu potencial de, no crescendo da indignação, delatar o ex-presidente de alguma forma. Esta é a essência deste processo", afirmam, em tom jocoso, ao citar um artigo inexistente no Código Penal, que vai até o 361.
Os advogados traçam um perfil com a trajetória empresarial de Bumlai e dizem que a amizade com o ex-presidente só começou em 2002, pouco antes da campanha presidencial que levou Lula ao Palácio do Planalto. Dessa amizade, garantem, o pecuarista nunca se beneficiou. "Pelo contrário, desde que sua amizade com o ex-Presidente (por quem, diga-se de passagem, nutre admiração, afeto e respeito) se tornou notória, sua situação financeira só degringolou", pontuam.
Críticas à Lava Jato
No decorrer do documento, os advogados também fazem várias críticas à condução da Operação Lava Jato, reclamam que o juiz Sérgio Moro não teria jurisdição para conduzir as ações penais e reclamam das acusações que foram atribuídas ao pecuarista. Um dos pontos da contrariedade está na denúncia pelos crimes de gestão fraudulenta do Banco Schain, pois ele não teria ingerência sobre a empresa.
Por fim, os advogados pedem acesso às íntegras dos depoimentos de delação premiada que embasaram a prisão de Bumlai, em novembro de 2015. Eles alegam que o MPF não apresentou as gravações, com o conteúdo que foi dito pelos delatores, mas apenas aos termos de declaração, onde constam resumos das falas.
Os advogados também pedem a revogação da prisão preventiva de Bumlai e pedem que o juiz convoque oito testemunhas para falar no processo. Entre elas, estão o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e o ex-presidente Lula.
Em nota, o Instituto Lula, que responde pelo ex-presidente, informou que não vai se pronunciar, porque ainda não teve acesso aos documentos na íntegra.

Com previsão de sol e altas temperaturas, fim de semana deve ser de movimento alto no Litoral


 

Da Redação

Com previsão de sol e altas temperaturas entre sexta-feira (22) e domingo (24), o fim de semana deve ser movimentado no Litoral do Paraná. De acordo com a concessionária Ecovia, o maior movimento para a BR-277 está previsto para o retorno das praias no domingo, quando 30 mil pessoas devem subir a Serra do Mar.
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Foto: Divulgação Governo do Estado
Para a ida, a concessionária e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) esperam que o movimento comece a se intensificar entre 16h e 23h de sexta-feira (22) no sentido Paranaguá. Apenas no sábado (23), mais de 20 mil veículos devem seguir rumo ao litoral e o fluxo será intenso desde às 8h até o começo da tarde. O pico esperado é de 1,6 mil veículos entre 9h e 10h.
A previsão de volta no domingo indica que, de três mil veículos/hora, viagem sentido Curitiba entre 22h e 23h.
Tempo
Segundo o Instituto Meteorológico Simepar, o tempo não muda no Paraná no fim de semana. Ou seja, a estabilidade atmosférica segue presente sobre todas as regiões do Estado. O Sol predomina desde as primeiras horas do dia em grande parte das regiões.
Em Paranaguá, as temperaturas devem variar entre 22°C e 30°C. Já em Guaratuba e em Matinhos, os termômetros podem alcançar os 32°C.
Balneabilidade
De acordo com o último boletim de balneabilidade, divulgado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) na última sexta-feira (15),  três pontos estão impróprios para banho no Litoral. São eles: a Ponta da Pita, em Antonina, e o Rio Nhundiaquara, na altura do largo Lamenha Lins, em Morretes. Esses locais se apresentam como impróprios para banho desde o início do verão.

Saúde faz pente fino em mutirão contra a dengue no Sítio Cercado


Da SMCS


Servidores da Prefeitura Municipal de Curitiba fizeram na tarde dessa quinta-feira (21) uma varredura em busca de focos do mosquito Aedes aegypti no entorno da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24 Horas Sítio Cercado, e no comércio da Rua Izaac Ferreira da Cruz. A ação contou com o apoio de 40 agentes da Saúde e gestores da Administração Regional do Bairro Novo.
A ação começou pela própria UPA. No pátio e no entorno foi feita uma espécie de pente fino em locais em que poderia haver focos do mosquito.
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(Foto: Gabriel Rosa/SMCS)
O diretor do Distrito Sanitário do Bairro Novo, Joari Stahlschimidt, afirmou que é preciso fazer a lição de casa para servir de exemplo à comunidade. “Geralmente dizem que em casa de ferreiro o espeto é de pau, mas isso definitivamente não funciona aqui, pois temos total ciência de que é primordial e obrigatório fazermos da UPA uma referência de cuidado contra a doença”, afirma.
Depois do pente fino na UPA, os agentes seguiram para a Rua Izaac Ferreira da Cruz, onde foi feita vistoria em 250 estabelecimentos comerciais e prestada orientação de prevenção e combate ao mosquito aos empresários, funcionários e clientes. Também foi feito um trabalho de conscientização da importância do envolvimento e participação da comunidade com a distribuição de folhetos explicativos e esclarecimento de dúvidas pelos agentes.
Stahlschimidt destaca que o objetivo da ação é, primordialmente, a educação e conscientização dos moradores e comerciantes para prevenir e combater os focos do mosquito. “É importante alertar e divulgar o assunto o máximo possível, para que possamos estar sempre um passo antes do mosquito”, afirma.
Perfil
A Rua Izaac Ferreira da Cruz é uma das principais vias da região e tem uma grande e variada rede de comércio local. Priscila Vargas, agente comunitária da região, afirma que a atuação é feita de acordo com o perfil local, observando detalhes diferenciados. “Como o fluxo de gente nessa área é bem maior, estamos alertando e verificando o acúmulo de lixo em recipientes impróprios, recipientes propícios em frente aos comércios e caixas de água destampadas”, diz.
Para o morador e comerciante local Laurêncio de Oliveira a ação foi muito esclarecedora. Ele afirma que muitas vezes, os cuidados são aplicados apenas em residências. “Mas é preciso ter os mesmos cuidados com os locais de trabalho e em estabelecimentos públicos, a exemplo do que foi realizado na UPA. “Foi bem esclarecedora a forma como as agentes explicaram os perigos dos focos aqui, pois pensamos que estávamos livres por conta do alto fluxo de gente, mas na realidade estamos mais propensos aos riscos”, pondera.
Capacitação
Nessa sexta (22), das 8h às 10h, será realizada a capacitação da primeira turma de multiplicadores de informações sobre dengue, zika e chikungunya no Distrito Sanitário do CIC, que contará com a participação de 60 pessoas, incluindo agentes comunitários, coordenadores locais, conselheiros locais de saúde e demais secretarias da Regional CIC.

Mais de 2,2 mil motoristas e cobradores ainda não receberam nenhuma parte do vale, garante sindicato


Da Redação

Números divulgados pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus  de Curitiba e região metropolitana (Sindimoc) afirmam que 2.237 trabalhadores ainda não receberam nenhuma parte do vale salarial até o fim da tarde quinta-feira (21), um dia após o previsto. Segundo a entidade, seriam oito empresas com débitos totais com os funcionários. Já o balanço divulgado pelo Sindicato das Empresas (Setransp) aponta apenas as empresas no transporte urbano da capital paranaense e diverge em vários números dos apresentados pelo Sindimoc.
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Foto: Divulgação Sindimoc
Segundo a entidade trabalhista, 2.794 teriam recebido apenas uma parte do pagamento e ainda estariam aguardando o restante. O pagamento do chamado “vale”, que é um adiantamento salarial, está previsto em convenção coletiva, mas tem sido constantemente alvo de atrasos. As empresas alegam falta de caixa para os depósitos.
No balanço do Sindimoc, não pagaram nada até o momento: São José Filial, Tamandaré, Mercês, Reunidas, Transtupi, Santo Antonio, Santo Antonio Filial, e Araucária Matriz.
Por sua vez, o Setransp afirma que São José Filial já pagou 70%; Tamandaré 50%; Mercês 100%; Santo Antônio 100%; e Araucária 50%. Números referentes à região metropolitana não foram informados, mas o Setransp afirmava na quarta-feira (21) que os maiores problemas estavam no transporte urbano da capital.
Em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Setransp chegou a propor pagamento em três dias diferentes, o que foi recusado pelo Sindimoc. Então, a expectativa é a de que os depósitos sejam normalizados até sexta-feira (22). As empresas que atrasarem o ‘vale’ devem pagar multa de R$ 30 por trabalhador e por dia de atraso.
Impasse
Com justificativa de problemas de caixa, os atrasos salariais e também do chamado ‘vale’ se tornaram recorrentes em Curitiba. Na semana passada, motoristas e cobradores chegaram a realizar uma greve que atingiu praticamente toda a capital paranaense. Audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho na última terça terminou sem acordo.

Homem de chapéu de palha e comparsas invadem banco e fogem com malote de dinheiro


Por Marina Sequinel

Um homem de chapéu de palha e mais dois comparsas armados com pistola assaltaram um banco em Mandirituba, na região metropolitana de Curitiba, na manhã desta quinta-feira (21). Segundo a Guarda Municipal (GM), eles entraram no local com facilidade, já que a agência é pequena e não possui porta de segurança.
“Eles foram diretos nos vigilantes e tomaram os revólveres e coletes deles. Além disso, levaram também um malote cheio de dinheiro. Um quarto indivíduo estava esperando os assaltantes do lado de fora, em um veículo Cruze branco, sem placas”, contou o diretor da GM da cidade, Flávio Gelenski, em entrevista ao radialista Geovane Barreiro.
De acordo com ele, o homem de chapéu de palha chamou a atenção de quem estava no estabelecimento. “A princípio eles não agrediram ninguém, mas esse indivíduo em especial estava bem nervoso. Foi um fato curioso, porque geralmente os criminosos usam toca, boné ou balaclava”, completou o guarda.
Os assaltantes fugiram em direção à zona rural do município. A Polícia Civil deve investigar o caso.

BTG confirma pedido de falência da rede Leader


Um atraso no pagamento de uma parcela referente àvenda da varejista do interior de São Paulo foi o que motivou o pedido
19/01/2016 - 10H25 - POR ESTADÃO CONTEÚDO
Leader, loja de varejo, varejista (Foto: Agência O Globo)
Acrise que se instalou no BTG Pactual, desde a prisão do fundadorAndré Esteves em novembro do ano passado, acabou de ganhar mais um capítulo. A varejista Leader, controlada pelo banco, teve sua falência pedida na semana passada pela família Furlan, fundadora da rede de lojas Seller - que foi comprada pela Leader em 2013. O pedido judicial de falência foi confirmado pelo banco em um comunicado ao mercado na noite de sexta-feira (15/01).
Um atraso no pagamento de uma parcela referente à venda da varejista do interior de São Paulo foi o que motivou o pedido de falência. Em nota, a Leader afirmou que "já discutia valores pleiteados pelos vendedores da Seller (...), em virtude, dentre outros motivos, de inconformidades patrimoniais e contábeis da Seller verificadas quando da conclusão da referida alienação". Segundo o banco, embora a varejista ainda não tenha sido notificada, a empresa já está estudando as medidas que serão adotadas.
S
Especializada na venda de produtos de cama, mesa e banho, a Seller tem mais de 50 lojas espalhadas por cidades dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. As dificuldades para integrar essa aquisição à estrutura da Leader obrigou a empresa a iniciar no ano passado um amplo processo de reestruturação.
Adquirida em 2012 pelo BTG Pactual (o banco tem 70% de participação e a família Gouvêa, fundadora da rede, os outros 30%), a Leader era considerada a aposta do banco para dar início a um movimento de consolidação no setor varejista, de olho no crescimento da classe C. Um ano depois, o BTG comprou a rede Seller. Mas o que parecia ser um projeto vencedor, calcado no potencial na classe média emergente, não deslanchou.
Em outubro de 2015, o BTG Pactual contratou a consultoria do executivo Enéas Pestana, ex-Grupo Pão de Açúcar (GPA), para dar suporte a algumas das empresas adquiridas por seus fundos de private equity, entre elas, a Leader. Os desafios não eram pequenos, já que as duas empresas têm propostas distintas. A Leader tem cerca de 60% da receita vinda de vestuário e o restante vem de cama, mesa e banho e utilidades domésticas.
Já, na Seller, é o contrário: o vestuário é só 40% do faturamento. No ramo de moda, a Seller só fazia compras de oportunidade na indústria, não tinha coleções próprias e sequer um centro de distribuição. Um dos passos no processo de integração seria a unificação das marcas, com a conversão das lojas Seller em Leader.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Após dadas como mortas, fitas cassete voltam com força ao mercado


O velho Walkman agradece
21/01/2016 - 08H29 - POR GUILHERME FELITTI
walkman, fita cassete, k7, música, cultura (Foto: Alamy)
Os discos de vinil não são a única mídia musical remida nos últimos anos. Em um mercado dominado por MP3 e plataformas de streaming, asfitas cassete (K7) experimentam uma inesperada ressurreição.
O retorno começou em 2014, quando o filme Guardiões da Galáxia apresentou o produto para uma geração acostumada a iPhones e iPods. Em uma cena, o protagonista Peter Quill dirige sua nave enquanto ouve uma fita gravada pela mãe. Responsável pela produção, a Marvel lançou a trilha sonora do filme em K7.
Em dois meses, foram vendidas 2,3 mil fitas, segundo a Nielsen, o que seria um fiasco para qualquer outra plataforma. Para um formato até então considerado morto e enterrado, o resultado surpreendeu. Bandas como Arcade Fire, Foals e Metallica animaram-se a lançar novos trabalhos em cassete este ano.
SAIBA MAIS


Quem mais se beneficiou do movimento foi a National Audio Company, a única fabricante do produto em operação neste planeta. Em 2014, a companhia, criada em 1969, vendeu mais de 10 milhões de fitas, um aumento de 20% em relação ao ano anterior.
Entre os amantes de música, a volta do vinil é justificada pela melhor qualidade do som, em comparação com os CDs e o streaming. Mas o cassete não pode se vangloriar da mesma distinção. A reprodução não é tão boa (e decai com o tempo).
Isso sem falar na dificuldade de encontrar uma música específica, no meio de até 90 minutos de gravação (as mais comuns). O que justifica, então, esse renascimento? Ao que parece, é a nostalgia ou o desejo de ser diferente. Claro: podem ser ambos em uma só tacada. .

Felipe Melo ganha processo contra Renato Maurício Prado: “rindo à toa”


UOL Esporte

felipe melo montagem
A novela envolvendo Felipe Melo e Renato Maurício Prato, que se iniciou em 2013quando o jornalista processou o jogador por ofensas terminou com vitória do jogador nesta quinta (21). O atleta da Inter de Milão ganhou o processo em primeira instância na  e receberá R$ 3 mil reais mais os honorários de seu advogado de R$ 5 mil.
“Estou rindo à toa. Na verdade, foi ele quem me processou pelo desabafo que fiz em minha rede social, após ser ofendido, por anos, gratuitamente, e não conseguir, sequer, um direito de resposta. Usei o único canal que tinha e, assim mesmo, ele conseguiu fazer um movimento para deletar meu post e tirar meu perfil do ar por alguns dias. Ele queria falar sozinho, mas a Justiça enxergou isso”, comentou Felipe Melo por meio de nota de sua assessoria de imprensa.
A ação judicial teve início com o jornalista processando o jogador. Em 2013, Prado escreveu uma coluna no jornal O Globo criticando Felipe Melo. Disse que o atleta não jogava “bulhufas'' no Flamengo e que só trazia problemas, nunca soluções.
Em resposta, o jogador escreveu em sua conta no Facebook que o jornalista era “corno, chifrudo, babaca e covarde''. Por causa disso, Prado resolveu processar Melo. Acontece que o jogador conseguiu reverter a queixa no Judiciário. Por meio de um instituto chamado reconvenção, ele não apenas defendeu-se no processo, mas também passou a solicitar uma indenização para si, pela coluna inicial que o comentarista escrevera. Foi então que, em primeira instância, na 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro, saiu vitorioso. O jornalista foi condenado a pagar uma indenização de R$ 3 mil ao jogador, além de mais R$ 5 mil em custas processuais e honorários advocatícios gastos pelo atleta da Inter de Milão.
O advogado do jornalista, Carlos Roberto Ferreira Barbosa Moreira, disse ao UOL Esporte  que irá recorrer da decisão. “Essa sentença não se sustenta em nenhuma hipótese, ela é contrária à jurisprudência dos tribunais superiores. A lei e a jurisprudência garantem ao jornalista o direito de fazer críticas, mesmo críticas contundentes e até irônicas. A reação de Felipe Melo foi desproporcional e inadmissível, atacando a honra do meu cliente. Estou muito confiante que vamos reverter a decisão em segunda instância”, disse.
Renato Maurício Prado informou que não comentará a decisão da Justiça.
O trâmite durou mais de dois anos. “O valor não significa absolutamente nada perto da satisfação de ver este senhor saber que ele não pode tomar as atitudes erradas e ainda achar que está certo, querendo processar quem afronta. Ele achava que podia ofender a todos, sem dar direito de resposta, mas ninguém tinha o direito de retrucar sua má conduta, pois já ficava irritado. Espero que aprenda”, completou o jogador.
Segundo o advogado de Felipe Melo, Diogo Souza, o juiz julgou o processo de Renato Maurício Prado improcedente e o comentário do jogador em rede social apenas um “desabafo após tantos anos sofrendo ataques, que extrapolam a liberdade de imprensa”.
Karla Torralba, Leandro Carneiro e Vinícius Segalla
Do UOL, em São Paulo

Cinco maiores bancos do Brasil criarão gestora para estimular crédito

Empresa de crédito pessoal no centro de São Paulo
Empresa de crédito pessoal no centro de São Paulo(Roberto Setton/VEJA)
Os cinco maiores bancos brasileiros anunciaram nesta quinta-feira a criação de uma gestora de inteligência de crédito (GIC) com o objetivo de formar um banco de dados que permitirá ao setor bancário e outras instituições de crédito aprimorar a capacidade de análise e gestão de suas carteiras de empréstimos, tanto de pessoas físicas como jurídicas.
Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal terão, cada um, 20% do capital da GIC, que será estruturada como uma sociedade anônima, disseram os bancos em comunicados.
A LexisNexis Risk Solutions, empresa do Relx Group especializada em fornecimento global de soluções de análise e gerenciamento de riscos, será a parceira técnica dos bancos para a criação da GIC, que ainda necessita da aprovação de órgãos reguladores.
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Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, os bancos preferiram ter uma central própria, na qual podem compartilhar informações entre si, do que usar dados da Serasa Experian ou da Boa Vista, que juntas compartilham um bureau de crédito.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou nesta quinta-feira esperar que a GIC contribua, no futuro, "para a queda de spreads, da inadimplência e do superendividamento de clientes". "Com melhores condições de crédito, será possível ampliar o acesso da população às linhas de crédito disponíveis nas instituições financeiras", afirmou a Febraban.
A entidade comentou que a partir do acordo para criação da GIC espera-se que a nova empresa leve cerca de quatro anos para realizar a estruturação tecnológica e geração de dados que viabilizem a operação.

Moro critica Duque por pedir 30.062 comprovantes de pagamentos da Petrobras

O JUIZ SERGIO FERNANDO MORO: seu mundo discreto começou a virar pelo avesso em 11 de julho de 2013, quando ele autorizou a polícia federal a fazer “escuta telefônica e telemática” contra um obscuro doleiro
O juiz federal Sergio Moro(Laílson Santos/VEJA)
Em mais uma manifestação contra a estratégia da defesa de réus da Operação Lava Jato, o juiz federal Sergio Moro criticou nesta quinta-feira o pedido dos defensores do ex-diretor da Petrobras Renato Duque para que a estatal apresente 30.062 comprovantes bancários com os registros de pagamentos da estatal para a empreiteira Odebrecht, cujos executivos também são réus do petrolão. Por ordem do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a Petrobras produziu boa parte dos documentos, embora, na avaliação de Moro, "não tenham serventia nenhuma e a sua produção implique custos consideráveis para a vítima".
"Retoma a Defesa de Renato de Souza Duque seus requerimentos probatórios proletatórios", criticou hoje o magistrado, para quem já existiriam provas suficientes do pagamento em massa de propina no esquema desvendado pela Lava Jato. "Não há qualquer controvérsia sobre a existência desses pagamentos e é difícil vislumbrar a relevância da juntada dos 30.062 documentos bancários, já que a prova mais relevante consiste nos comprovantes bancários de repasses de numerário de contas supostamente controladas pela Odebrecht no exterior para conta supostamente controlada por Renato de Souza Duque. Sobre as provas realmente relevantes, até o momento apenas silêncio das Defesas", disse Moro.
Renato Duque já foi condenado a mais de 20 anos de prisão em outro processo relacionado à Operação Lava Jato, mas responde a outras ações penais no petrolão. Ao longo da instrução da primeira ação penal que envolve a Odebrecht, delatores confirmaram que a construtora participava do chamado Clube do Bilhão e apontaram o executivo Márcio Faria como o responsável por negociar em nome da empresa como seriam fraudados os contratos e distribuída a propina para autoridades como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o próprio Renato Duque. A Odebrecht e a defesa de Faria negam as acusações. Duque também rejeita ter participado de irregularidades.Moro critica Duque por pedir 30.062 comprovantes de pagamentos da Petrobras.

Ex-presidente e ex-premiê peruanos vão depor sobre Dirceu

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, durante audiência que ouve os presos da operação Lava Jato na CPI da Petrobras, no prédio da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, na manhã desta segunda-feira (31)
O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu: preso em Curitiba(Vagner Rosário/VEJA.com)
O ex-presidente peruano Alan García e o ex-primeiro ministro Jorge Del Castillo vão depor nesta sexta-feira como testemunhas de defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, réu nas investigações da Operação Lava Jato sob acusação de ter embolsado propina de empresários que fraudavam contratos com a Petrobras. García foi arrolado como testemunha porque, segundo a defesa de Dirceu, se reuniu pelo menos duas vezes com o petista, em 23 de janeiro e 26 de novembro de 2007. Del Castillo, por sua vez, participou de reuniões com o ex-ministro em janeiro e novembro daquele mesmo ano. Para o advogado Roberto Podval, que atua na defesa do ex-chefe da Casa Civil, ambos podem "demonstrar as relações políticas de José Dirceu no exterior para a prospecção de negócios de seus clientes na JD Assessoria e Consultoria Ltda".
As suspeitas dos investigadores da Lava Jato são de que contratos de consultoria da JD eram usados para camuflar o pagamento de propina. Vídeos obtidos pelo site de VEJA em agosto de 2015 mostram a desenvoltura com que o ex-ministro José Dirceu circulava no alto escalão do governo peruano no segundo mandato do ex-presidente Lula - mesmo réu no processo do mensalão e defenestrado da Casa Civil em 2005. Em encontros com autoridades do país, o petista chega a se referir a estratégias comerciais do Planalto. As portas para Dirceu no Peru foram abertas por meio da parceria com a mulher de um ex-ministro peruano, que recebeu do petista 378.785 reais. (Laryssa Borges, de Brasília)

Azul anuncia rota para Lisboa e corte de 7% na oferta de voos no Brasil



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A Azul Linhas Aéreas Brasileiras anunciou nesta quinta-feira (21) seu primeiro voo regular para a Europa e, ao mesmo tempo, um corte de 7% na oferta de voos domésticos no Brasil. A aérea terá três frequências semanais entre Campinas (São Paulo) e Lisboa, Portugal, a partir de 4 de maio.
Atualmente, a operação internacional da aérea, a terceira maior do Brasil, contempla voos para Miami e Orlando, nos Estados Unidos, para Caiena, na Guiana Francesa, e voo sazonal na alta temporada para Punta del Este, no Uruguai, que se encerra em fevereiro.
A companhia suspendeu planos de voar para Nova York, desmotivada pela alta do dólar.
A rota para Lisboa, que pode chegar a seis frequências semanais na alta temporada, ainda depende de autorização das autoridades aeroportuárias brasileiras e portuguesas.
"O desembarque da companhia na Europa faz parte de um planejamento estratégico e de malha —a empresa será a única aérea de bandeira brasileira a ter voos sem escalas para Portugal", disse a Azul em comunicado.
A operação será realizada com jatos A330, da Airbus, com novos interiores. Segundo a empresa, o acordo de compartilhamento de voos com a portuguesa TAP —adquirida por consórcio formado pelo fundador da Azul, David Neeleman, e o empresário português Humberto Pedrosa— vai permitir ligações de Lisboa para mais de 80 destinos em 35 países.
A empresa informou que a malha prevista para abril vai ter um corte de 7% na oferta doméstica em relação ao começo deste ano.
Segundo o presidente da companhia aérea, Antonoaldo Neves, pode haver redução de capacidade também no segmento internacional neste ano, mas é cedo para ter certeza.
Em meio aos planos de redução de oferta, a companhia disse que vai enviar à portuguesa TAP nove jatos E190 da Embraer, seis ATRs e dois A330, da Airbus, estes últimos que fariam a rota para Nova York. A companhia também vai devolver três E190 cujo contrato de leasing está perto de acabar.