‘Nunca tive acusação sobre uso indevido de dinheiro público’, diz Dilma Rousseff


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O Globo
Dilma Rousseff reafirmou nesta sexta-feira, na executiva nacional do PDT, que durante sua militância no partido e posteriormente no PT, nunca teve qualquer acusação sobre uso indevido de dinheiro público. Ela disse que não tem dinheiro no exterior, referência que já tinha feito ao responder o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando acatou o parecer de juristas sobre o impeachment da presidente, e que tem uma “vida absolutamente ilibada”:
— No caso do presidencialismo é necessário que tenha culpa formada. Não se pode tergiversar sobre isso, porque é politico, porque eu não gosto do governo, e isso é o que temos assistido aqui. Não tenho na minha vida, ao longo do tempo no PDT ou no PT, nenhuma acusação de uso indevido de dinheiro público. Não tenho dinheiro no exterior, tenho uma vida absolutamente ilibada e honro meus companheiros, porque sei que meus companheiros sempre combateram mau uso do dinheiro público, da corrupção, e fomos sempre nós que defendemos a democracia — completou a presidente.

Balanço 2015: turismo, desenvolvimento econômico, geração de renda e qualificação profissional foram prioridades


WEBMASTER 22 DE JANEIRO DE 2016

A ação tem como principal objetivo promover e gerenciar o desenvolvimento econômico do município a partir de estímulos e apoio aos empreendimentos

Centro do EmpreendedorO turismo, a geração de renda, qualificação profissional dos colombenses e o desenvolvimento econômico foram destaque em 2015. Tratadas pela Prefeitura de Colombo como ações importantes, que envolvem diversos setores. E, principalmente, a partir dos serviços e projetos conduzidos pela Cidade Empreendedora, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho.
A ação tem como principal objetivo promover e gerenciar o desenvolvimento econômico do município a partir de estímulos e apoio aos empreendimentos por meio de programas de apoio às pequenas e médias empresas, e geração de emprego e renda.
Para o secretário da pasta, Antonio Ricardo Milgioransa a Cidade Empreendedora, que é uma parceria entre Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e Prefeitura, – além de, possibilitar a ampliação do mercado de oportunidades, também promove a competitividade e a formação do micro e pequeno empreendedor.
“Também vale lembrar, que instiga a formalização de negócios, incentiva a geração de emprego e renda e reduz a burocratização”, destaca o secretário. Além de planejar, coordenar e estimular política de fomento ao desenvolvimento no município nos setores industrial, comercial, serviços e turístico/cultural.
Taxa de emprego
Embora o país venha enfrentando uma crise econômica, refletindo na taxa de emprego – um balanço apresentado pela Agencia do Trabalhador informa que, em 2015, cerca de 9.930 trabalhadores foram encaminhados para entrevistas de emprego em Colombo, o que representa 827 trabalhadores por mês.
Para o secretário da pasta, Antônio Ricardo Milgioransa o município investe para cada vez mais o número de trabalhadores no mercado de trabalho aumente. “Temos parcerias com várias entidades que visam a qualificação da mão de obra, é preciso investir na capacitação para que as pessoas estejam preparadas quando uma oportunidade surgir”, afirma.
Centro do Empreendedor
Em 2015, o Centro do Empreendedor de Colombo prestou 1167 atendimentos. O processo para formalizar uma empresa é simples, rápido e sem burocracia, o que tem chamado à atenção de várias pessoas na região que desejam se tornar um Microempreendedor Individual (MEI) e aproveitar as vantagens da formalização.
São vários os serviços disponíveis no Centro do Empreendedor, alguns deles mais simples como, orientações contábeis e auxilio para emitir nota fiscal eletrônica. Já outros, mais específicos como, abertura de CNPJ, alvará de funcionamento e certificado da condição de Microempreendedor Individual.
Segundo o secretário, a expectativa para este ano é dobrar o número de atendimentos. “Sabemos que ainda existem muitas pessoas com um sonho, mas com pouca informação sobre como se tornar um micro empreendedor, nosso trabalho tem sido desburocratizar e simplificar esse processo de abertura e regulamentação dessas empresas, visando o crescimento do nosso município,” afirmou.
Marca Turismo Colombo
Em 2015 também aconteceu o lançamento da nova marca turística do município “Turismo Colombo” – durante a 1ª Mostra de Turismo Descubra Colombo – surgindo da necessidade de um símbolo que represente todos os atrativos turísticos e empreendimentos do município.
A ação foi idealizada a partir dos resultados identificados no projeto “Inventário da Oferta Turística”, desenvolvido pelo Departamento de Turismo. “Na ocasião, percebeu-se que existem vários empreendimentos em Colombo, além dos que já compõem o Circuito Italiano de Turismo Rural, que atraem turistas e visitantes de outras regiões”, explica Milgioransa.
Vale lembrar, que todos os estabelecimentos turísticos cadastrados junto ao Departamento de Turismo, já fazem parte das ações de divulgação, fomento e demais projetos da Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho. O Circuito Italiano de Turismo Rural permanece como roteiro já consolidado entre as ações do departamento, e está inserido no grupo “Turismo Colombo”.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo

Richa libera R$ 4 milhões para combate à dengue no litoral do Paraná


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O governador Beto Richa liberou nesta sexta-feira (22), em Paranaguá, mais R$ 4 milhões para o combate à dengue no litoral. “Queremos combater de forma mais efetiva a dengue e os focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Temos vários casos da doença confirmados, além de alguns suspeitos. É importante a presença do Estado ao lado das prefeituras”, disse.
“Para combater a dengue, é importante a consciência de que cada um deve fazer sua parte dentro de casa, no quintal, onde puder”, destacou Richa. O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, ressaltou que a aplicação dos recursos será focada no reforço da coleta e na correta destinação dos resíduos, medida diretamente relacionada com a eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti.
“Nossa meta é retirar de Paranaguá 16 mil toneladas de resíduos comuns e mais mil toneladas de resíduos contaminados”, explicou Dividino. “Nós acreditamos que teremos um efeito rápido e imediato na ação de combate à dengue. Estamos unindo toda a força do Estado para combater este problema tão grave.”
Além destes R$ 4 milhões para combate à dengue, outros R$ 4 milhões também fazem parte do acordo para execução de um programa científico para o controle de zoonoses, que será desenvolvido em Paranaguá pela UFPR no decorrer de 2016 e 2017.
Já a Secretaria de Daúde destinou, anteriormente, R$ 7 milhões para Paranaguá, proveniente do programa Saúde do Viajante, para o combate ao mosquito da dengue.

AS INVESTIGAÇÕES PARAM QUANDO CHEGAM EM LULA - O ANTAGONISTA - vídeo






Dilma se compara a Vargas e diz que impeachment é golpismo


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Em evento com críticas ao governo federal, a presidente Dilma Rousseff comparou a atual discussão sobre o impeachment de seu mandato à crise política enfrentada em agosto de 1954 pelo ex-presidente Getúlio Vargas, que suicidou-se sob pressão para renunciar ao cargo. As informações são de Gustavo Uribe e Débora Álvares na Folha de S. Paulo.
Durante a reunião da Executiva Nacional do PDT nesta sexta-feira (22), onde ouviu gritos da plateia de “não vai ter golpe”, a petista afirmou que o processo contra Getúlio Vargas foi um “prenúncio” do que ocorre atualmente no país. Segundo ela, não há “nenhuma base” para um impeachment de seu mandato e os defensores de sua saída não gostam de ser chamados, mas são golpistas.
“O impeachment que tentaram impor a Getúlio Vargas foi um prenúncio do que está acontecendo agora no Brasil. Um governo federal pode e deve ser julgado e criticado. Mas um governo federal não pode ser objeto de um golpe por razões que eles chamam de política, que não são”, disse. “Não há nenhuma base para um impeachment. Eles sabem disso e não ligam. Não gostam de ser chamados de golpistas, mas são”, acrescentou.
A referência a Vargas ocorre porque o PDT invoca-se como herdeiro político do político gaúcho, ao lado do PTB —sigla que Vargas fundou após o Estado Novo, em 1945, e foi refundada após a redemocratização, em 1981.
Em uma crítica indireta ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ela voltou a ressaltar que não tem dinheiro em contas no exterior e que não há contra ela acusação de uso indevido de dinheiro público. “Eu tenho uma vida absolutamente ilibada”, disse.
“Na democracia, é normal que qualquer um critique, se manifeste e divirja do que ocorre. O que não podemos aceitar é que as questões que forem essenciais ao país não sejam objeto de uma ação conjunta para que voltemos a gerar renda e emprego”, disse.
EMOÇÃO
A presidente embargou a voz no evento ao lembrar da iniciativa governamental de sepultar o corpo do ex-presidente João Goulart com honras de chefe de Estado, em 2013.
No evento, ela participou de homenagem e fez elogios ao fundador da sigla, o ex-governador Leonel Brizola. O PDT foi o primeiro partido ao qual a presidente foi filiada —ela ajudou na fundação do partido em Porto Alegre, em 1979, e deixou a sigla em 2001—, antes de entrar no PT. A plateia chegou a pedir o retorno da petista ao PDT, ao que ela reagiu com risos.
A presidente chegou a receber a recomendação de auxiliares e assessores sobre a possibilidade do evento ter críticas ao governo federal.
Com o objetivo de convencer a petista a comparecer, o comando nacional do partido garantiu previamente ao Palácio do Planalto que não haveria ataques à administração federal e ao vice-presidente Michel Temer durante a presença dela.
Para evitar uma saia-justa, o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à sucessão presidencial de 2018, discursou antes da chegada da petista. Em sua fala, atacou a política econômica do governo federal.
“De um lado o governo que nós elegemos se desconstruirá muito rápido e fortemente com a negação do compromisso que lhe dera vitória eleitoral, símbolo de valores exatamente opostos, que é compromisso com quem trabalha e produz”, afirmou.
Bem-humorada, a presidente reconheceu que Ciro Gomes “às vezes briga” com ela. “Ele pode fazer o que quiser, mas eu não brigo com ele. A gente não briga com uma pessoa que demonstrou no convívio com ela uma imensa lealdade, dignidade e capacidade de luta”, disse.
E fez uma brincadeira com as críticas contra o governo federal feitas por integrantes do PDT. “Vocês veem o que vocês falam, porque o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) é do PT”, disse, em referência ao ministro que estava presente.
A presença da petista no evento partidário tenta diminuir mal-estar causado no final do ano passado, quando a petista cancelou horas antes do horário marcado jantar com a bancada do PDT na Câmara dos Deputados, o que irritou parte da cúpula nacional da sigla que já estava no Palácio do Alvorada.
Ela ocorre também como parte do esforço do Palácio do Planalto, diante das crises política e econômica, de estabelecer uma pauta positiva para a presidente e evitar a abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

Lula na campanha


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Na conversa com blogueiros, nesses dias, o ex-presidente Lula não deixou por menos: “Tem gente que acha que PT acabou. Vocês vão ver”. De cara, aposta na reeleição de Fernando Haddad em São Paulo e prepara série de viagens pelo país, reforçando candidatos petistas ou partindo para acordos onde o pessoal do PT entra na vice. O horário eleitoral é sempre um fator de fascínio e ele próprio vai se comprometer a mergulhar nas campanhas, especialmente nas grandes metrópoles. E não liga para pesquisas que asseguram ter reduzido seu poder de somar votos a quaisquer candidatos. Aposta no seu discurso – e em seu carisma.

PF prende em São Paulo mulher de suposto lobista da Operação Zelotes1


Em São Paulo

  • Sergio Lima/Folhapress
    Placa do prédio da Receita Federal em Brasília
    Placa do prédio da Receita Federal em Brasília
A Polícia Federal prendeu na tarde desta segunda-feira (18), em São Paulo, a empresária Cristina Mautoni, acusada de integrar esquema de compra de medidas provisórias no governo federal investigado na Operação Zelotes. Ela foi detida em sua residência, no bairro do Morumbi, onde se recupera de uma cirurgia nas pernas. Segundo a defesa, Cristina foi levada em cadeira de rodas.
A ordem de prisão foi dada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, responsável pelos processos da Operação Zelotes. Cristina é mulher e sócia do suposto lobista Mauro Marcondes Machado, atualmente preso preventivamente na Penitenciária da Papuda, em Brasília, por suspeita de operar suposto pagamento de propinas a agentes públicos para viabilizar as MPs. O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo em outubro.
Mauro e Cristina são réus em ação penal que apura o suposto envolvimento do casal em corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, os dois operaram esquema de pagamento de propina para conseguir a edição, pelo governo, e a aprovação, pelo Congresso, de medidas provisórias que concediam incentivos fiscais a montadoras de veículos.
Como revelou o jornal, a Marcondes e Mautoni Empreendimentos, empresa que pertence ao casal, fez pagamentos de R$ 2,5 milhões à LFT Marketing Esportivo, do empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Os investigadores da Zelotes suspeitam que os repasses tenham ligação com as medidas provisórias. Luís Cláudio sustenta que os valores se referem a serviços de consultoria prestados em sua área de atuação, o esporte.
Na segunda-feira (11), antes de a PF pedir a prisão de Cristina, o lobista recebeu a visita do delegado Marlon Oliveira Cajado, um dos responsáveis pelas investigações. O advogado do casal, Roberto Podval, disse à reportagem que, no encontro, o policial "chantageou" seu cliente para que fizesse acordo de delação premiada. Conforme o defensor, a colaboração foi proposta como uma forma de Mauro Marcondes evitar a transferência de Cristina para uma unidade prisional.
Procurada, a assessoria de imprensa da PF informou que o delegado não comentaria as declarações do advogado.
O advogado Roberto Podval disse que vai entrar com habeas corpus no TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1.ª Região) para tentar tirar Cristina Mautoni da prisão fechada. Ele vai argumentar a "absoluta falta de necessidade e de humanidade". "O sr. Mauro Marcondes tem oitenta anos de idade. Com a prisão da mulher, uma menina de apenas 14 anos vai ficar em casa, sem pai e sem mãe, um ato absolutamente desnecessário", afirma Podval. "Nada existe nos autos, não há qualquer razão que justificasse essa prisão da sra. Cristina Mautoni."

Em depoimento à PF, Lula diz que esquema de compra de MP é "coisa de bandido"


De Brasília

  • Ernesto Rodrigues/Folhapress
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Em depoimento à Polícia Federal no inquérito que apura a compra de medidas provisórias em seu governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que nunca recebeu lobistas enquanto presidente da República e classificou de "coisa de bandido" a combinação com empresários para viabilizar normas de interesse do setor automobilístico.
Em 10 páginas de depoimento prestado no último dia 6 de janeiro, obtidas pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o ex-presidente afirmou que não foi comunicado por um dos seus filhos, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, de que havia sido contratado por R$ 2,5 milhões pelo lobista Mauro Marcondes Machado, preso sob acusação de operar o suposto esquema de compra de medidas provisórias. O esquema, que resultou na Operação Zelotes, foi revelado em série de reportagens de "O Estado de S. Paulo" publicadas em outubro.
Lula, conforme transcrição da PF, "fez questão de registrar" que não recebia lobistas e que "tanto ele quanto seus parentes jamais exerceram lobby ou consultoria empresarial". O petista alegou que nunca obteve "benefício decorrente" dessa atividade.
O ex-presidente "afirmou ainda que mesmo após sua saída do cargo público, nunca nem ele nem seus parentes realizaram atividade de lobby ou consultoria empresarial. Disse que fazia questão de informar que realiza conferências no Brasil e no exterior, sempre em defesa do interesse nacional, e que tomou como decisão de honra não interferir na gestão do novo governo", registrou a PF.
Lula disse acreditar "que Luís Cláudio tenha procurado Mauro Marcondes para obter patrocínio para seu projeto na área de futebol americano" e que, pelo que sabe, o filho foi contratado para estudos na área do esporte".
O ex-presidente ressaltou que ele e o Instituto Lula não têm qualquer tipo de relacionamento financeiro com a empresa do filho, a LFT Marketing Esportivo. Aos investigadores, sustentou nunca ter indicado "potenciais clientes ao seu filho, como também ele nunca lhe pediu". Acrescentou ainda não saber dizer quando Mauro Marcondes e sua mulher, Cristina Mautoni, conheceram Luís Cláudio.

Bandido

O ex-presidente foi questionado pela PF sobre arquivo encontrado no computador da empresa de Marcondes, no qual estava registrado: "A MP foi combinada entre o pessoal da Fiat, o presidente Lula e o governador Eduardo Campos (morto em 2014)". "Combinação nesse tipo é coisa de bandido", reagiu o petista, acrescentando que não ocorreu a transação mencionada.
Lula afirmou que participou de uma reunião, a pedido de Eduardo Campos, na qual o ex-governador de Pernambuco levou o dirigente da Fiat na América Latina Cledorvino Belini. O ex-presidente, porém, diz não se recordar se o empresário ainda era da Fiat ou se já estava na Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Lula explicou que, no encontro, foram esclarecidos os benefícios da instalação da fábrica da montadora em Pernambuco. A partir dessa reunião, afirmou, as discussões transcorreram dentro dos setores técnicos dos ministérios.

Donald Trump e Sarah Palin: nascidos um para o outro


A ex-governadora ofereceu seu apoio à candidatura do empresário nesta semana -- ambos têm um fraco pela polêmica

RODRIGO TURRER E TERESA PEROSA
22/01/2016 - 16h03 - Atualizado 22/01/2016 18h38
Donald Trump versus Sarah Palin (Foto: Revista ÉPOCA/Reprodução)
Desde que entrou na corrida presidencial americana, em junho do ano passado, o magnata imobiliário Donald Trump tem comandado uma campanha baseada em polêmicas, ofensas e, em múltiplas ocasiões, informações equivocadas. Na terça-feira (19), uma personagem a altura desse histórico se juntou ao time de apoiadores de Trump – a ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, um dos maiores expoentes do Tea Party, o movimento ultraconservador dentro do partido republicano. Palin também é conhecida pelos discursos inflamatórios, pelo amor às fontes de energia não-renováveis e pelo pouco apreço a veracidade de informações.
ÉPOCA selecionou dez declarações feitas pelo empresário e pela ex-governadora em discursos, artigos e entrevistas ao longo de suas carreiras que comprovam que essa união política não podia ser mais apropriada.
Sarah Palin, ex-governadora do Alasca (EUA), anuncia apoio à candidatura de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos durante evento em Iowa (Foto: Mary Altaffer/AP)

Ninguém está imune ao zika


Um novo mapa de dispersão do vírus pelo mundo mostra que países ricos também estão ameaçados. Isso pode ajudar na luta contra a doença

MARCELA BUSCATO
22/01/2016 - 19h43 - Atualizado 22/01/2016 19h43
O vírus zika segue sua escalada.  Ele é suspeito de causar boa parte dos 3.611 casos de microcefalia em  bebês no Brasil desde outubro de 2015, segundo o levantamento mais recente do Ministério da Saúde. No dia 17 de janeiro, a Organização Pan-Americana da Saúde, braço da Organização Mundial da Saúde na região, declarou que 18 países, praticamente toda a América Latina, já detectaram casos de infecção pelo vírus. O invasor chegou até a América do Norte. Durante a última semana, apareceram notificações de casos nos Estados Unidos. Foram duas gestantes em Illinois, outra com suspeita de zika na Califórnia e três pessoas diagnosticadas na Flórida. Esses casos se somam aos primeiros registrados no início do mês: uma mulher no Texas e um bebê que nasceu com microcefalia no Havaí. Por enquanto, todos são de pessoas que trouxeram o vírus de outros países. Mas um novo estudo, elaborado por um grupo internacional de pesquisadores, sugere que é questão de tempo até que o vírus comece a se disseminar dentro dos Estados Unidos e, possivelmente, da Europa. “O vírus zika é uma ameaça global de saúde que não afetará apenas países em desenvolvimento, mas também nações ricas”, afirma o médico canadense Isaac Bogoch, especialista em doenças infecciosas tropicais do Hospital Geral de Toronto e um dos autores do estudo, publicado na semana passada na revista científica britânia The Lancet.
O mosquito Aedes aegypti. Ele transmite o zika vírus, que pode causar microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas na gravidez (Foto: Thinkstock)
Para fazer a projeção, os cientistas americanos, canadenses e britânicos cruzaram o número de viajantes que partiram de aeroportos localizados em regiões do Brasil onde a presença do vírus é significativa com as condições climáticas e socioeconômicas de outras regiões do planeta. Esses dois últimos fatores ajudam a traçar a probabilidade de existir espécies de mosquitos que transmitem a doença: o Aedes aegypti, que prefere os trópicos, e o Aedes albopictus, mais comum em áreas temperadas, como parte do território americano, o sul da Europa, o norte da China e o Japão. Um levantamento realizado no ano passado pelo mesmo grupo de pesquisadores sugere que metade da população do planeta vive em áreas onde as duas espécies de mosquito se proliferam e estão, portanto, sob o risco de sofrer com doenças transmitidas pelos mosquitos.
>> "É impossível acabar com o Aedes", diz criadora de mosquito transgênico

Entre setembro de 2014 e agosto de 2015, cerca de 10 milhões de passageiros partiram das regiões do Brasil mais atingidas pela doença. É possível que, até maio de 2015, quando os primeiros casos foram notificados na Bahia e no Rio Grande do Norte, o vírus zika já circulasse pelo país, ainda que silenciosamente. Nesse período, a maioria dos viajantes, 65%, rumou para outros países da América, 27% viajaram para a Europa e 5% para a Ásia. O fluxo de viajantes é uma boa maneira de estimar o potencial de o vírus se alastrar. É dessa maneira que o vírus deve ter entrado no Brasil, em 2014.
Um levantamento do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) sugere que é provável que o vírus tenha vindo com algum viajante do Chile ou de países da Ásia, locais onde havia circulação do zika. Esses pontos de partida foram mais frequentes em 2014 do que a África, onde o vírus foi identificado pela primeira vez em 1947. Desde então, acredita-se que o zika tenha se espalhado pela Ásia, onde sofreu mutações antes de chegar à América. “Pelos números, é mais provável que o vírus tenha vindo por alguém infectado na Ilha de Páscoa, que pertence ao Chile”, diz Felipe Salvador, um dos autores do estudo da USP. A publicação do primeiro genoma completo do zika, no início do mês, a partir do material genético encontrado em quatro pacientes do Suriname, mostrou que o vírus da América é mais parecido com o asiático do que com o africano.
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O potencial de o vírus zika se transformar em um problema de saúde pública também nas nações ricas pode acelerar o caminho até uma vacina, a melhor maneira de barrar a epidemia. O Ministério da Saúde divulgou estar em contato com laboratórios internacionais, para que eles colaborem com instituições brasileiras. “Os surtos nos Estados Unidos e na Europa devem ser menores porque as condições são mais adversas para os mosquitos”, afirma o epidemiologista britânico Moritz Kraemer, da Universidade de Oxford, um dos autores do modelo de dispersão do zika. “Mas se espera que a atenção internacional ajude nos esforços para chegar a uma vacina.”
O potencial de dispersão do vírus zika (acima) e a possível ocorrência no mundo de espécies de mosquito transmissoras da doença (Foto: ÉPOCA)

Vistoria do Ministério Público expõe más condições do Zoológico do Rio


Prefeitura diz que fará obras emergenciais para reabrir instituição, fechada desde 14 de janeiro por decisão do Ibama. ÉPOCA obteve fotos que mostram a situação dos animais

CRISTINA GRILLO, COM GISELE BARROS
22/01/2016 - 18h48 - Atualizado 22/01/2016 19h00
Macaco-prego em jaula  remendada com arames no Zoológico do Rio (Foto: MPF/RJ)
Gatos passando por telas frágeis que supostamente protegem o viveiro das aves; roedores que atravessam grades enferrujadas de jaulas em busca de comida; lixo exposto, atraindo urubus; animais trancafiados em celas mínimas, outros em áreas mais amplas, mas sem vegetação que forneça sombra e os proteja da fornalha do verão carioca. O cenário de decadência é descrito peloMinistério Público Federal do Rio na Ação Civil Pública contra oZoológico e a Prefeitura do Rio, encaminhada à Justiça Federal em setembro de 2015. Desde 14 de janeiro o zoológico está fechado para o público, por determinação do Ibama. Mas, lá dentro, os cerca de 2.100 animais da instituição ainda sofrem com as péssimas condições.  
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“Vi gatos caminhando no setor extra das aves”, afirma Sergio Suiama, procurador do Ministério Público Federal no Rio, que vistoriou o Zoo no dia 18 de janeiro. O setor extra é a área da instituição onde ficam os animais que não estão expostos à visitação –por estarem doentes, estressados ou cumprindo algum tipo de quarentena. Foi a segunda vistoria feita por Suiama. Desde a primeira, em fevereiro do ano passado, a situação piorou muito, diz. Na área de visitação, chamou a atenção de Suiama a situação de um leão marinho, exposto em uma jaula com grades enferrujadas que podem feri-lo e causar infecções. Um ursotambém sofre, confinado em um lugar sem o chamado ponto de fuga –um lugar mais reservado onde o animal pode se refugiar quando está estressado ou simplesmente quer descansar.
Em um dos trechos do pedido de abertura da  ação civil pública contra o Zoo e a Prefeitura, Suiama descreve um pouco do que viu por lá: “frise-se que, apesar de ser projetado para ser um local de abrigo apenas temporário para os animais, com jaulas em tamanho expressivamente menor que os recintos de exibição, e carente de ambientação própria de acordo com a espécie habitante, diversos animais do Zoológico do Rio passam toda a vida no setor extra”. O procurador afirma ainda que estão em situação “especialmente crítica” as espécies macaco-prego-do-peito-amareloarara-azul ararajuba: “Por falta de espaço no recinto de exposição, são condenadas a permanecer toda a vida em jaulas pequenas e apertadas, com substrato de cimento e sem vegetação, sem ambientação que possibilite exercícios ou que os estimule”.
ÉPOCA obteve algumas das imagens que mostram a situação dos animais no Zoo do Rio. Confira na galeria abaixo. A pedido da reportagem, o zoólogo Fabiano de Melo, da Universidade Federal de Goiás, ajudou a identificar as espécies. (veja o vídeo)

GALERIA

Arara-azul-grande, ave ameaçada de extinção e encontrada apenas no centro oeste do país. Por seu porte, deve ser abrigada em um recinto maiorFoto: MPF/RJ
A Prefeitura do Rio afirma que vai agir para melhorar a situação dos animais. Há duas frentes. A primeira, de obras emergenciais, para suspender a decisão do Ibama e reabrir o Zoo aos visitantes. Entre as reformas previstas estão pintura, colocação de novas telas de segurança e instalação de pontos de fuga. Também estão previstas obras nas áreas de reprodução, do viveiro das aves e do corredor dos cervos. A segunda, a médio prazo, consiste em encontrar um interessado na privatização e modernizar a instituição. Neste projeto, haveria uma mudança conceitual na estrutura do lugar. Os animais seriam divididos em áreas temáticas: primatas, aves, répteis, anfíbios e insetos, felinos, caninos, ursos e savana. Não ficariam mais confinados em jaulas. Os visitantes circulariam por passarelas, de onde poderiam vê-los. O edital de licitação para essa obra, estimada em R$ 65 milhões e que demoraria dois anos, foi divulgado na terça-feira, dia 19. " Há  interesse de empresas em investir no zoológico. É uma atração no Rio, tem uma visitação considerável e funciona regularmente há um bom tempo. Não estamos na melhor fase [econômica], mas acho que teremos interessados", disse Gustavo Guerrante, responsável pela licitação. 
Na avaliação do advogado Marcelo Turra, especialista em direito dos animais, a reforma mais ampla do Jardim Zoológico não resolverá um problema fundamental: a própria existência desse tipo de instituição. “Elas são um desserviço para as crianças e adolescentes, porque lá só se aprende a continuar tratando os animais como coisas. Enjaulados ou ‘soltos’, como sugere o novo projeto, eles continuarão sujeitos a uma forma de maus tratos”, afirma. A ideia de confinar animais, explica, vem da época das conquistas, quando caçadores e colonizadores prendiam espécies exóticas e as levavam para serem exibidas como troféus. “Animais não foram feitos para ficar enjaulados, ou para repetir os mesmos movimentos todos os dias. Um elefante na natureza anda entre 60 e 80 km diariamente. Em um zoológico, ele não tem como fazer isso”, diz o advogado.
Desde 2012 a Fundação Rio Zoo vem sendo notificada para se adequar, principalmente em relação ao número de animais nas instalações, à necessidade de obras estruturais urgentes e de correção da ambientação inadequada. Em outubro de 2015, ela foi autuada em R$ 1 milhão por não cumprir uma notificação que determinava o início de reformas até agosto do ano passado. Outra notificação foi emitida em 17 de novembro de 2015, com novo prazo para a realização das obras de adequação ambiental, que expirou em 24 de dezembro.
Leão marinho em tanque sem água no Zoológico do Rio (Foto: MPF/RJ)
O Zoo do Rio é o mais antigo do país. Foi criado em 1888 pelo empresário João Batista Drummond, o barão de Drummond, em uma antiga fazenda no bairro de Vila Isabel, zona norte do Rio, comprada da princesa Isabel. Para manter a instituição, o barão recebia uma ajuda do imperador Pedro II. A proclamação da República, no ano seguinte, levou o Zoo a atravessar sua primeira crise financeira, resolvida de maneira criativa pelo barão. Ele inventou uma espécie de loteria na qual, toda manhã, era pendurada na entrada do lugar uma gaiola coberta, escondendo um animal de pequeno porte. Cada visitante recebia um ingresso numerado –e cada número correspondia a um animal. No fim do dia, um sorteio escolhia o visitante premiado do dia. A invenção do barão deu origem ao jogo do bicho. Em 1945 o Zoo foi transferido para a Quinta da Boa Vista, em São Cristovão, lugar onde viveu a família imperial e onde funciona até hoje.