Vagas somem e o Brasil ruma para os 10 milhões de desempregados


O ano começa com a piora da crise, perceptível no cotidiano do brasileiro que procura trabalho. E o governo Dilma insiste no modelo econômico que prejudica sobretudo os brasileiros mais carentes

ALANA RIZZO, ALINE RIBEIRO E HUDSON CORRÊA
29/01/2016 - 22h19 - Atualizado 29/01/2016 23h39
>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana:
Rio de Janeiro, 4h30 da madrugada. Os poucos carros e ônibus que circulavam ainda mantinham os faróis acesos, no bairro de Campo Grande, a cerca de 50 quilômetros do centro da cidade, na quinta-feira passada. Não havia clareado ainda. O auxiliar de serviços gerais Márcio Andrade, de 41 anos, já estava na porta da Agência Estadual do Trabalho e Renda. Trata-se de um órgão do governo fluminense dedicado a promover o encontro entre quem procura trabalho – atualmente, muitos – e quem oferece – atualmente, bem poucos.
Andrade sentou-se no banco de concreto e esperou o atendimento, que só  começaria às 8h30. Foi o primeiro a chegar. Logo ganhou companhia. Desempregados vinham de bairros vizinhos e cidades próximas, atraídos pela crença de que, entre as 13 agências espalhadas pelo Rio de Janeiro, a de Campo Grande é a que oferece mais vagas. Chegam, ainda no escuro, a uma região violenta. As horas passam e, antes de a agência abrir, em torno de 60 pessoas formavam fila. Ignoravam o biscateiro que tentava vender café a R$ 0,50 o copinho. Andrade estava pessimista. Tinha bons motivos.
Revista ÉPOCA - capa da edição 920 - Um país de 10 milhões de desempregados (Foto: Revista ÉPOCA/Divulgação)
Naquela mesma quinta-feira, o governo federal faria duas divulgações que justificam a falta de confiança dele e da maioria dos brasileiros em idade de trabalhar. No Rio de Janeiro, saiu o anúncio que a renda média do trabalho caiu em 2015, pela primeira vez em 11 anos, e que o nível de desemprego em dezembro foi o mais alto dos últimos oito anos. O número de desempregados no país se aproxima de 10 milhões – quase um Portugal inteiro sem emprego. Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff apresentou sua intenção de estimular a economia com mais crédito para o consumo – uma terapia velha e inútil contra a crise atual. Ao que tudo indica, o governo persistirá na política econômica que prejudica, principalmente, a população mais pobre.

“Japonês da Federal” mantido chefe de Operações no Paraná


índice
Daniel Haidar, Época
Nenhum fã do agente Newton Ishii, o “Japa da PF”, precisa se preocupar. A Polícia Federal esclarece que ele não deixou de ser chefe do núcleo de operações da Superintendência do órgão no Paraná – responsável pela escolta de preso e bom funcionamento da carceragem – nem foi punido. Ele apenas não sai mais às ruas para cumprir mandados de prisão ou busca e apreensão, conforme mostrou a coluna EXPRESSO. Isso porque Ishii tornou-se famoso demais, inspirando até fantasias e marchinhas de Carnaval. O sumiço dele das operações virou uma consequência natural, pois ele é tão assediado e reconhecido por onde passa que não há mais como surpreender nenhum criminoso.

Caixa dois de Gleisi teria vindo dos Correios


gpb
Severino Motta, Veja
O ex-vereador do PT Alexandre Romano, o Chambinho, preso na Lava-Jato, explicou ao Ministério Público Federal como foi irrigado o caixa 2 na campanha de Gleisi Hoffmann. Em sua delação, disse que uma de suas prestadoras de serviço obteve um contrato com os Correios.
Posteriormente, a empresa firmou contrato fictício com um advogado que repassou 600 mil reais para Leones Dall’Agnol, ex-chefe de gabinete da senadora e do marido, Paulo Bernardo. Dall’Agnol também foi coordenador de campanha de Gleisi ao governo do Paraná em 2014.

Fábrica de chocolate abre 750 vagas temporárias para a Páscoa; confira o perfil


Redação

Quem busca oportunidade de emprego no início desse ano pode começar por trabalhos temporários que a Páscoa traz – na confecção de ovos de chocolate. A Lacta abriu 750 vagas somente para o estado do Paraná. Ao todo, 8,5 mil postos temporários em 24 estados, mais o Distrito Federal. As vagas são para “animador de Páscoa”, como a empresa chama o cargo. Nesse ano, a Páscoa cai dia 27 de março.
Os trabalhadores vão ficar em lojas, orientando os clientes sobre os produtos e organizando a parreira de ovos (as estruturas colocadas nos pontos de venda para expor os ovos durante a Páscoa). A empresa não divulga o salário para a função.
Candidatos devem ter ensino médio completo e, no mínimo, 18 anos. Experiência em promoção de vendas é considerada um diferencial.
Os selecionados vão trabalhar de fevereiro até o domingo de Páscoa, dia 27 de março. A Lacta afirma que há possibilidade de efetivação após o período, como promotor.
Confira o número de vagas por Estado e o e-mail para se inscrever:
Paraná: cerca de 750 vagas
Contato: pascoa2016@agenciaproeventos.com.br
Rio Grande do Sul: cerca de 685 vagas
Contato: diegomarchi@admpromo.com.br
Santa Catarina: cerca de 370 vagas
Contato: maria@focopromo.com.br
São Paulo: cerca de 3.290 vagas
  • Capital: pascoa2016@spotpromo.com.br / marcia@taolivemkt.com / edneia.silva@randstad.com.br
  • Sorocaba e região: por@terra.com.br
  • Campinas e região: c.oliveira@spotpromo.com.br
  • Limeira e região: jair@agenciarecursoshumanos.com.br
  • Ribeirão Preto e região: rosegarciavieira@terra.com.br
  • São José do Rio Preto e região: claudia@promocell.com.br
  • Bauru e região: ivetebauru@uol.com.br
  • Presidente Prudente e região: doloresmf@stetnet.com.br
  • Vale do Paraíba e região: mariafernanda@finck.com.br
  • Litoral Sul: janapromo@uol.com.br
Minas Gerais: cerca de 610 vagas
Contato:  rh@grupoprestarh.com.br
Rio de Janeiro: cerca de 750 vagas
Contato: pascoarj2016@taolivemkt.com
Espírito Santo: cerca de 65 vagas
Contato: angelica@selloutpromocoes.com.br
Distrito Federal: cerca de 235 vagas
Contato: fabiana.dias@empreza.com.br
Goiás: cerca de 190 vagas
Contato: jakelyne.rasmussem@empreza.com.br
Mato Grosso do Sul: cerca de 95 vagas
Contato: fabiana.dias@empreza.com.br
Mato Grosso: cerca de 100 vagas
Contato: fabiana.dias@empreza.com.br
Ceará: cerca de 180 vagas
Contato: keila.bezerra@rhpromo.com.br

Polícia abre inquérito contra sindicalista de táxis em SP após vídeo



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A Secretaria de Segurança Pública (SSP) determinou neste sábado (30) que a Polícia Civil abra um inquérito policial para investigar uma possível conduta criminosa do presidente do Simtetaxis (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi de São Paulo), Antonio Matias.
A investigação deve apurar se Matias cometeu incitação à prática de crime ao declarar, em um vídeo publicado numa rede social, que "a palhaçada na cidade acabou e, agora, é cacete."
O vídeo (assista abaixo) foi publicado nesta quinta-feira (28) horas depois de Fernando Haddad (PT) declarar que os taxistas "vão desaparecer pela concorrência predatória" se eles não aceitarem a regulamentação do aplicativo Uber na capital.  ( ASSISTA AO VÍDEO CLICANDO AQUI)
TUMULTO
A pasta da segurança também afirmou, via assessoria de imprensa, que abriu uma segunda investigação para identificar todos os suspeitos –a maior parte taxistas –que participaram de um protesto em frente ao hotel Unique, nos Jardins, onde ocorria o baile de Carnaval da revista "Vogue", também na última quinta.
Durante a manifestação, carros pretos foram depredados e motoristas, agredidos.
Segundo a SSP, eles estão sendo identificados por meio de fotografias que registraram a ocorrência. As investigações serão tocadas no 15º DP (Itaim Bibi). 

Após três meses, Thábata Mendes rompe com Ximbinha e deixa XCalypso

Do UOL, em São Paulo


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Conheça Thábata Mendes, a mulher que substituiu Joelma por três meses 22 fotos

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29.out.2015 - Natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, a cantora Thábata Mendes, 28, foi anunciada como nova parceira do guitarrista Chimbinha na banda Calypso em outubro de 2015. Infelizmente, a união não foi adiante, e o rompimento foi anunciado três meses depois Reprodução/Facebook
Durou três meses a parceria entre Thábata Mendes e Ximbinha. A cantora deixou a banda XCalypso, criada pelo guitarrista após a separação com Joelma. O assessor pessoal de Thábata confirmou o rompimento na madrugada deste sábado (30), em sua rede social.
"Sim, gente! É verdade, Thábata se desligou da XCalypso, é só o que posso falar... O resto não cabe a mim. Aguardem um comunicado oficial da equipe da banda", escreveu Maxsuel Praxedes no Facebook. Antes, ele havia publicado uma foto da cantora com a legenda "Que venha o 'novo'".
Thábata Mendes compartilhou a publicação do assessor no Twitter e no Facebook. A cantora e a banda ainda não se pronunciaram oficialmente.
 
Thábata Mendes foi apresentada por Ximbinha em 31 de outubro como sua nova parceira musical. Envolvido em uma briga judicial com a ex-mulher pelo uso do nome Calypso, o guitarrista anunciou a nova grafia de seu nome artístico (Chimbinha virou Ximbinha) e o novo nome da banda, XCalypso.
Em 29 de novembro, a XCalypso divulgou sua primeira música de trabalho, "Saudade". O primeiro show da banda aconteceu em 3 de janeiro, na festa de aniversário da cidade de Ananindeua, no Pará.
A XCalypso tem shows agendados neste sábado, em Senador José Porfírio (PA) e no próximo dia 10, em Cametá (PA).
Procurada pelo UOL, a assessoria de Ximbinha e da banda XCalypso não se pronunciou até a conclusão deste texto.

Turista japonesa é agredida e sofre tentativa de estupro em Fortaleza


'Ele veio por trás, me atacou na cabeça com uma paulada', diz a turista.
Suspeito foi preso com um facão quando tentava praticar assaltos, diz PM.

Do G1 CE
Turista de 39 anos teve ferimentos no rosto e no braço (Foto: TV Diário/Reprodução)Turista de 39 anos teve ferimentos no rosto e no braço (Foto: TV Diário/Reprodução)
Uma turista japonesa foi assaltada, agredida e sofreu uma tentativa de estupro na noite desta sexta-feira (29) na Praia do Futuro, em Fortaleza. Rika Yamane, de 39 anos, sofreu vários ferimentos no rosto e nos braços. Ela foi atendida em um hospital particular em Fortaleza e passa bem. 

"Ele veio por trás, me atacou na cabeça com uma paulada, me deu vários socos na cara até que eu caí. Depois ele tentou me estuprar, mas eu gritei por socorro e consegui me livrar", relata a turista. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito foi preso quando tentava cometer um segundo crime, ainda na Avenida José Diogo, em Fortaleza.
saiba mais

"Depois de tentar estuprar a turista, ele foi até a própria casa se armar com um facão. Tentou assaltar os passageiros e o motorista de micro-ônibus, mas foi detido por policiais e conseguimos evitar um possível novo caso de violência", relata o sargento da Polícia Militar Valdir Sombra.
Rika Yamane é natural do Japão e mora em Curitiba. Ela está em Fortaleza desde quarta-feira (27) para participar de um evento. Ela conta que fazia turismo na Praia do Futuro, um dos pontos mais visitados de Fortaleza, quando sofreu o crime.

O suspeito foi encaminhado ao 2º Distrito Policial, no Bairro Aldeota, onde está preso. Segundo a PM, o suspeito afirmou em depoimento que praticava roubos e furtos para pagar dívidas com traficantes de drogas e que era ameaçado de morte. Os pertences que haviam sido roubados foram recuperados.

"Ele apresentava sinais de que havia usado entorpecente e provavelmente pratica crimes para alimentar o vício e acaba sofrendo pressão e ameaça daqueles que fornecem drogas. É uma prática que está aumentando a violência nas periferias", diz Sombra.

Dirceu diz à Justiça que reforma de apartamento foi paga por lobista


Segundo o advogado, ele respondeu a todas as perguntas de Sérgio Moro.
Ex-ministro foi ouvido pela primeira vez em processo da Lava Jato.

Do G1 PR
Durou quase três horas o depoimento do ex-ministro José Dirceu à Justiça Federal, nesta sexta-feira (29). Ele foi ouvido na condição de réu em um dos processos originários da Operação Lava Jato. Esta foi a primeira vez que ele ficou frente a frente com o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da operação.
Na saída, o advogado Roberto Podval, que o representa, disse que o ex-ministro reconheceu ter recebido dinheiro do lobista Milton Pascowitch. No entanto, falou que essa quantia foi usada apenas para uma reforma em um apartamento do irmão. O pagamento, segundo Podval, foi realizado em troca da amizade que o lobista mantinha com Dirceu. Ainda conforme o advogado, o dinheiro não era relacionado ao pagamento de propina.
"Isso era uma relação pessoal deles, o Zé Dirceu afirmou o que aconteceu, falou que é verdade e falou que tem uma dívida com o Milton que, assim que possível, ele estava esperando vender o escritório que não conseguiu vender para pagar o Milton", afirmou Podval.
Ainda sobre a reforma do apartamento, investigada na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), Podval disse que o ex-ministro não recebeu diretamente o dinheiro. Segundo ele, os valores foram pagos por Pascowitch diretamente à arquiteta que executou a obra e que também havia sido indicada pelo lobista. "Em troca de quê? Em troca de vender a amizade com o Zé Dirceu. O Milton panfletava a amizade com o Zé Dirceu, na minha opinião", disse o advogado.
Sobre as viagens ao exterior pagas por empresas, Podval disse que o ex-ministro reconheceu ter ido a outros países, em busca de contratos para empresas nacionais. No entanto, afirmou que todos os trabalhos foram registrados pela JD Consultoria, a empresa que o Dirceu mantinha com o irmão, também réu na Lava Jato.
Em relação à compra de imóveis em nome de terceiros, José Dirceu afirmou à Justiça, segundo o advogado, que isso foi feito para evitar o pagamento de ágio.
Podval disse que Dirceu reconheceu que pode ter errado ao receber o dinheiro de Pascowitch para a reforma do apartamento do irmão dele. Contudo, o ex-ministro disse que vai cumprir qualquer pena a que possa ser submetido, ainda que não concorde com ela. "Ele não vai delatar ninguém, porque não é o perfil dele, não é a vida dele, não é a cara dele e ele vai cumprir a pena que for, justa ou injusta", disse o advogado.
A denúncia
José Dirceu é apontado pela acusação como receptor de pelo menos R$ 11 milhões em propina. Parte deste recurso vinha de empresas que prestavam serviços terceirizados para a Petrobras e eram “apadrinhadas” pelo ex-ministro, e parte estava relacionada a contratos de empreiteiras com a Petrobras.
Segundo os procuradores do MPF, José Dirceu recebia essas quantias por ter indicado Renato Duque para a diretoria de Serviços da Petrobras. A defesa do ex-ministro sustenta ao longo do processo que todos os valores recebidos por Dirceu são referentes a serviços efetivamente prestados por ele através da JD Consultoria.
Interrogado de novo
Na quinta-feira (28), o MPF pediu para que Moro interrogue novamente o réu Fernando Horneaux de Moura em processo que ele responde na Operação Lava Jato. A petição foi motivada após Moura reconhecer ao MPF que mentiu no depoimento que prestou ao juiz Sérgio Moro, no dia 22 deste mês.
Na ocasião, ele foi confrontado com informações que teria dito durante os depoimentos de delação. Contudo, em frente ao juiz, ele negou ter dado essas informações aos procuradores. Uma delas era a de que José Dirceu teria lhe sugerido sair do Brasil, quando o nome de Moura apareceu nas investigações do caso do Mensalão, em 2005.
Moura disse que foi abordado por um homem desconhecido na rua e perguntou sobre os netos dele, que moravam no Sul. "Eu fiquei totalmente transtornado com relação a isso (...) Eles moram em uma cidade pequena, que chama Venâncio Soares, uma cidade que não tem proteção nenhuma", disse o delator.
Outros interrogatórios
Também réus neste processo, os lobistas Júlio Camargo e Milton Pascowitch afirmaram nos interrogatórios que José Dirceu recebeu valores de propina.
Júlio Camargo afirmou que fez pagamentos de cerca de R$ 7 milhões para emissários de José Dirceu. Os recursos foram pagos a pedido de Renato Duque, conforme o lobista que é delator do esquema, através de dinheiro vivo e horas de voo em aviões de Camargo.
O advogado Roberto Podval, que representa o ex-ministro, afirmou que os valores recebidos por Dirceu não eram propina. “Todos os pagamentos feitos e recebidos por ele foram por conta de serviços prestados. Não é verdade”, disse sobre o depoimento de Júlio Camargo.
Já Pascowitch, que também é delator, afirmou que José Dirceu pressionava para obter propina de contratos da Engevix com a Petrobras.
O lobista também afirmou que usou uma empresa, a Jamp, para pagar parte da compra da sede da empresa de Dirceu, a reforma de um apartamento em nome do irmão do ex-ministro, a reforma de outro imóvel cujo verdadeiro dono seria José Dirceu e a compra de uma casa para a filha dele. Ao todo, esses negócios teriam rendido ao ex-ministro, segundo Pascowitch, mais de R$ 2,7 milhões.
Sobre este depoimento, a defesa de José Dirceu afirmou que Pascowitch foi confuso e que as declarações precisam ser provadas, para que se faça qualquer acusação.
Depoimento marcado
A Justiça Federal remarcou para quarta-feira (3) o novo interrogatório de Fernando Horneaux de Moura, delator da Operação Lava Jato que admitiu ao Ministério Público Federal que mentiu para o juiz Sérgio Moro. A decisão foi tomada nesta sexta, durante a audiência que ouviu Dirceu e Almada e atendeu um pedido da defesa de Moura.
Conforme os procuradores, nos depoimentos prestados para obter o acordo de delação premiada Fernando Moura disse que, durante a apuração do escândalo do Mensalão, recebeu “uma dica” de José Dirceu para sair do Brasil até que “a poeira baixasse”. Questionado sobre essa afirmação pelo juiz em interrogatório, no entanto, ele disse que não saiu do Brasil por orientação do ex-ministro.
Diante da contradição, o MPF instaurou um Procedimento de Apuração de Violação de Acordo de Colaboração Premiada. Dentro desse processo, Moura foi ouvido pelo MPF e reforçou a versão da delação, confessando que mentiu para o juiz Sérgio Moro. Por isso, os procuradores solicitaram ao juiz para que ele marcasse um novo interrogatório.
Ao admitir a mentira, Moura disse que alterou a versão porque se sentiu ameaçado por uma pessoa um dia antes do depoimento ao juiz. O MPF continua investigando o caso e não descarta a possibilidade de anular o acordo de colaboração firmado com Fernando Moura.