O Brasil na era do terror


Com a legislação que pune o crime de terrorismo no Congresso, o país adentra o complexo debate que opõe segurança nacional a direitos individuais

REDAÇÃO ÉPOCA
06/02/2016 - 10h01 - Atualizado 06/02/2016 10h01
AMEAÇA GLOBAL Montagem de cenas dos últimos 15 anos. O terrorismo infunde medo - e a guerra ao terror gerou abusos (Foto: Montagem de Daniel Pastori sobre fotos de: Reuters)
Os atentados terroristas de 2015 continuam a produzir choques naFrança.  A ministra da Justiça do país, Christiane Taubira,renunciou ao cargo no final de janeiro, em meio a uma intensa polêmica sobre as medidas pretendidas pelo governo do presidente François Hollande para endurecer a legislação francesa antiterrorismo. Não foi uma baixa qualquer. Nascida na Guiana Francesa, Taubira, negra, autora da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo na França, era um dos nomes mais à esquerda no governo socialista francês. Taubira discordou de um projeto de lei defendido por Hollande e seu primeiro-ministro, Manuel Valls, que pretende tirar a cidadania francesa de indivíduos com dupla nacionalidade condenados por atos de terrorismo. Taubira e outros expoentes da esquerda na França se insurgiram contra a proposta por achar que ela fere o princípio da igualdade entre os cidadãos e cria  duas categorias de franceses: uns mais “puros”, outros menos, por serem filhos de imigrantes.
>>

A controvérsia francesa ajuda a ilustrar um dilema global, vivido por muitas nações democráticas desde o início dos anos 2000: como munir o Estado de instrumentos legais que permitam o combate a terroristas sem ferir direitos e garantias fundamentais de seus cidadãos?  Esse é um debate que só começou a ganhar corpo no Brasil no ano passado depois que o governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo. A definição de terrorismo como crime inafiançável e não passível de anistia está contida na Constituição de 1988.  Mas, desde então, não houve uma regulamentação do crime e de suas punições.

A lacuna, dizem policiais e procuradores, prejudica as investigações sobre a atuação de grupos terroristas ou indivíduos. “A dificuldade de enquadramento do crime impede que as autoridades conduzam investigações sobre o financiamento ou apologia ao terrorismo, ou associação a uma organização terrorista, porque, se você não tem o crime, você não pode fazer investigações”, afirma o procurador Vladimir Aras, chefe da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal. A falta de legislação, diz o MPF, também pode vir a atrapalhar a cooperação com outros países no combate aos crimes de terrorismo.
O governo federal despertou para a urgência da lei por conta da realização, neste ano, dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro – um evento global com o potencial de virar chamariz de terroristas. O Brasil também está sendo pressionado pelo Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi), uma organização intergovernamental, a mostrar maior compromisso no combate ao financiamento de atividades terroristas. O risco é o país ser incluído numa “lista negra” – o que poderia afetar ainda mais a capenga nota de crédito do Brasil junto a investidores internacionais. Por fim, a entrada no Brasil de um professor condenado por terrorismo na França, Adlène Hicheur, revelada por ÉPOCA, esquentou o debate. Integrantes do governo petista, como o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, acham que o Brasil não deveria ter permitido a entrada de Hicheur. Em um ano de investigações, a Polícia Federal não encontrou nada que incriminasse Hicheur durante sua permanência no Brasil.

Os órgãos de segurança, como a Polícia Federal, dizem que é indiscutível a necessidade de o Brasil, mesmo sem um histórico de atentados, adotar uma legislação antiterrorista porque o terrorismo adquiriu escala global e nenhum país pode se considerar imune a ele. “Há indícios muito fortes de conexões do Brasil, por meio do mercado de armas, lavagem de dinheiro e tráfico de pessoas, com a cadeia do terror”, diz Leandro Piquet, professor da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador de crimes transnacionais. O problema é como fazer a legislação.“Tem de ser com uma lei clara e precisa. Não se pode  anular a democracia em nome da luta contra o terrorismo”, diz Edison Lanza, relator especial da Organização dos Estados Americanos (OEA) para a liberdade de expressão. 

O diabo está nas minúcias – e elas alimentam uma controvérsia sobre o projeto de lei antiterrorismo em discussão no Congresso Nacional. Organizações de direitos humanos e juristas se insurgiram contra o texto que saiu do Senado Federal, relatado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB de São Paulo. Da forma como está redigido, dizem essas organizações, o texto abre brechas para a criminalização de manifestações democráticas e legítimas. O senador Aloysio Nunes refuta a acusação,  uma vez que o projeto contém determinações muito específicas dos casos em que a lei será aplicada .
A discussão tem antecedentes. Na esteira dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York, uma série de leis antiterror foi aprovada, de maneira veloz, por vários países, conferindo amplos poderes de investigação aos órgãos de segurança e prevendo penas duríssimas – adequadas ao crime de terrorismo. Mesmo nas mais maduras democracias liberais ocidentais, a aprovação dessas leis propiciou abusos. O caso mais notório é o dos Estados Unidos, atingidos pelo escândalo de espionagem em massa, revelado em 2013, e pelo do uso de tortura em interrogatórios nos centros de detenção de Abu Ghraib, no Iraque, e em Guantánamo, em Cuba.  A Austrália, que aprovou sua legislação antiterrorismo em 2014, também é criticada por organismos internacionais de direitos humanos por criminalizar em seu texto a divulgação de informações “relacionadas a operações de inteligência”. Na visão de críticos, isso coloca em risco jornalistas e os chamados whistleblowers – informantes que divulgam documentos de interesse público. 
Para evitar eventuais abusos, os organismos internacionais alertam que a lei deve ser pensada a longo prazo. “É preciso pensar que você aprova uma lei para o futuro.  É preciso ser claro na lei que você está adotando, quais são os limites”, afirma David Kaye, relator especial para a liberdade de expressão nas Nações Unidas. As arbitrariedades que apareceram, por exemplo, em países como os Estados Unidos estão bem distantes, felizmente, das discussões no Congresso brasileiro. Chegar atrasado ao debate oferece ao Brasil uma vantagem: aprender com erros e acertos de outros países.
Leis antiterror sob escrutínio (Foto: Infografia/ÉPOCA)

Polícia descobre “gato” de energia elétrica em barracão dos Correios na RMC


Redação com Polícia Civil


Fotos do barracão utilizado pelos Correios – Fotos: Divulgação Polícia Civil do PR

Um inquérito foi aberto na Delegacia de Furtos e Roubo (DFR) para apurar uma suspeita de furto de energia, em um centro logístico, localizado em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Nesta sexta-feira (5), policiais da DFR acompanhados de uma equipe da Copel, e de peritos do Instituto de Criminalística, estiveram no local, e confirmaram as irregularidades. A luz de todo local foi cortada e o prejuízo pode chegar a R$ 1 milhão.
O local abriga dois galpões e um deles era de uso exclusivo dos Correios. Era neste barracão, que das 10 divisões, nove usavam energia furtada da Companhia Paranaense de Energia (Copel).
As investigações iniciaram há três meses através de uma denúncia da própria Companhia que desconfiou do local por consumir um valor baixo de energia.
Segundo o delegado-titular da DFR, Rafael Vianna, a Copel começou a desconfiar dos valores baixos na conta mensal. “Era muito a baixo o valor que todo o centro estava pagando, praticamente o mesmo valor de uso de uma residência, o que obviamente não batia com o tamanho do local. A Copel ainda não levantou o prejuízo, mas pode chegar a R$ 1 milhão”, afirmou Vianna.
As investigações continuam para esclarecer o caso. Seis pessoas – entre elas diretores e funcionários da empresa locatária e dos Correios – foram até a delegacia para auxiliar nas diligências.

Princípio de incêndio no Colégio Bagozzi interdita parcialmente Av. República Argentina; fotos


Por Denise Mello e Daniela Sevieri

bagozzi1
Bombeiros conseguiram controlar o fogo rapidamente – Foto: Banda B

Um princípio de incêndio na biblioteca do Colégio Bagozzi, na Avenida República Argentina, bairro Portão, em Curitiba, assustou moradores da região na tarde deste sábado (6). Vizinhos viram uma fumaça preta saindo de uma das janelas do colégio e acionaram o Corpo de Bombeiros. No local, a situação foi controlada rapidamente  e o fogo não chegou a se alastrar para outras salas do prédio. Uma das pistas da Avenida República Argentina, sentido bairro, ficou interditada durante o atendimento.
Os bombeiros foram acionados por volta das 16 horas por vizinhos que viram fumaça saindo de uma das salas do prédio. Chegando ao local, a equipe teve dificuldade para entrar no colégio porque tudo estava trancado e o muro é alto, mas, logo em seguida, chegou um responsável que abriu as portas.
Já ao entrar, os bombeiros identificaram que o foco do incêndio era na biblioteca em quatro computadores. O fogo já tinha tomado conta da sala, mas ainda não havia se alastrado. De forma rápida, a equipe apagou o incêndio.
Não havia ninguém no colégio nesta tarde e a orientação dos bombeiros foi deixar as janelas abertas para o ar circular.
A Banda B tentou contato com a direção do colégio pelo telefone na fachada do prédio, mas ninguém atendeu.
bagozzi3
República Argentina ficou parcialmente interditada para o atendimento dos bombeiros

Fiocruz encontra vírus zika ativo na saliva e na urina


Fundação confirma a possibilidade de transmissão, mas diz que são necessários estudos para comprovar

REDAÇÃO ÉPOCA
05/02/2016 - 12h29 - Atualizado 05/02/2016 16h11
Nesta sexta-feira (5), o presidente da FiocruzPaulo Gadelha, confirmou a presença ativa do vírus zika na saliva e na urina, mas deixou claro que “o significado dessa descoberta na transmissão ainda deve ser esclarecido”. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa.
Em entrevista a ÉPOCA, o infectologista David Uip, secretário da Saúde do Estado de São Paulo, afirma não haver motivo para pânico. "Entre detectar a presença do vírus na saliva, algo que era muito provável, e confirmar a transmissão, existe uma distância enorme", diz Uip. "Não devemos mudar a forma de combater a epidemia: o importante é combater o mosquito Aedes aegypti."
Segundo o G1, a descoberta foi feita usando análises de amostras de dois pacientes com sintomas do vírus zika. Os cientistas comprovaram a atividade viral com os testes, mas ainda são necessárias pesquisas mais aprofundadas que mostrem se há riscos de infecção através de fluidos.
De acordo com Gadelha, "o fato de haver um vírus ativo com capacidade de infecção na urina e na saliva não é uma comprovação ainda, nem significa que necessariamente o será, ou que há possibilidade de infecção de outras pessoas de maneira sistêmica através desses fluidos". A necessidade de combater o mosquito Aedes aegypti não diminui com a possibilidade da contaminação por saliva e urina, diz a Fiocruz.
Na ocasião, a Fiocruz fez uma série de recomendações, em especial para as gestantes que devem evitar aglomerações e não compartilhar copos e materiais levados à boca.
O mosquito Aedes aegypti, causador da dengue e do Zika vírus. Exército deve começar a produzir repelente para grávidas (Foto: Thinkstock)

Motociclista mira em travesti dentro de bar e acerta 6 tiros; vítima não quis contar por que era o alvo



Por Denise Mello e Daniela Sevieri


Uma travesti de 19 anos recebeu seis tiros a queima roupa dentro de um bar na Rua Almirante Alexandrino, no bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais, no começo da noite dessa sexta-feira (5). A vítima ficou gravemente ferida e, apesar da gravidade dos ferimentos, foi socorrida com vida e encaminhada com quadro estável até o hospital. No local, consciente, o jovem não quis contar qual seria a razão de ser alvo do atentado.
Por volta das 19h30, um homem desceu de uma moto e entrou no bar onde estavam vários clientes. Segundo testemunhas, ele desceu determinado a atirar na travesti, que usava roupas de mulher. “Ele chegou atirando nela. Todo mundo se jogou no chão, mas a travesti não teve chance mesmo correndo pro fundo do bar”, contou um dos clientes.
O dr. Misael, que socorreu a vítima, contou que, apesar da gravidade, a vítima foi encaminhada ao Hospital Cajuru com quadro estável. “A vítima estava nos fundos do bar, com bastante perda de sangue. Apesar disso, estava conversando, consciente. Foram seis tiros, na região do tórax, perna, braço e uma das balas transfixou a mandíbula”, disse o médico.
O médico confirmou que a primeira impressão, devido as roupas, era de que a vítima seria uma mulher, mas depois constatou-se ser do sexo masculino.
O jovem foi encaminhado ao Hospital Cajuru estável, mas com risco de morrer. O caso seguirá sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de São José dos Pinhais.

Barra do Turvo, na divisa entre PR e SP, está ilhada; 12 quedas de barreira e um morto



Por Denise Mello e Flavia Barros

A cidade de Barra do Turvo, na divisa entre o Paraná e São Paulo, vizinha a Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, está  ilhada desde a noite desta sexta-feira (5). O motivo é a forte chuva que caiu na cidade das 20h30 até cerca de 23h30. Foram três horas de muita água, relataram moradores que ligaram para a Banda B. Uma pessoa morreu.
De acordo com informações do cabo Vieira, da Polícia Militar de Barra do Turvo, a Rodovia SP-230, única ligação pavimentada entre Barra do Turvo e a BR-116, está totalmente interditada na manhã deste sábado. “Na noite de ontem, houve 12 quedas de barreira num trecho de cerca de 7 quilômetros da SOP-230. O estrago foi muito grande. Uma pessoa que seguia de carro pela rodovia, perdeu o controle do veículo e foi ejetada. O homem morreu após o veículo capotar. Foi bem na hora da chuva forte”, disse o cabo.
Segundo a PM, não há desabrigados na cidade, que fica a 150 km de Curitiba. “Os estragos se concentraram na rodovia. Parou de chover, mas está tudo fechado por causa das quedas de barreira. Há um acesso até a BR0116, de terra, sem pavimentação, um trecho de cerca de 35 km, mas não sabemos como está esta estrada depois da chuva”, afirmou.
Não há previsão de quando a rodovia SP-230 seja liberada, segundo a PM de São Paulo.
temporal sjp
Foto da tempestade se formando em São José dos Pinhais no final da tarde de sexta (5) – Cedida por Lusenir Santos
Chuva
Choveu forte em todo o Paraná nesta sexta-feira. Na região de Curitiba, a tempestade ganhou força a partir do fim da tarde. O temporal foi forte principalmente na cidade de São José dos Pinhais.
De acordo com o Simepar, o feriado de carnaval terá dias quentes no estado, mas sempre com pancadas de chuva no fim do dia.

Juíz Moro solta dois presos da Triplo X

Ademir Auada, responsável pela offshore Murray Holdings preso durante a 22ª fase da Operação Lava Jato, chega ao instituto Médico Legal (IML), para realização de exame de corpo delito em Curitiba (PR) - 29/01/2016
Ademir Auada, responsável pela offshore Murray Holdings preso durante a 22ª fase da Operação Lava Jato, chega ao instituto Médico Legal (IML), para realização de exame de corpo delito em Curitiba (PR)(Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress)
O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato em Curitiba (PR), expediu o alvará de soltura nesta sexta-feira da publicitária Nelci Warken e de Ademir Auada, presos na Triplo X, em 27 de janeiro. O prazo da prisão temporária dos dois investigados venceu hoje e não houve manifestação do Ministério Público ou da Polícia Federal para que eles permanecessem detidos.

Publicidade
Quando a operação foi deflagrada, Nelci foi apontada pela força-tarefa da Lava Jato como proprietária de um apartamento no Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), e vinculada à offshore Murray, criada pela empresa Mossack Fonseca no Panamá para supostamente lavar dinheiro. Os investigadores viram fortes indícios de que ela seja uma "laranja" no esquema de corrupção por não ter condições financeiras de manter a offshore e o apartamento.
Auada é responsável por pelo menos dezenove offshores, entre elas a Murray. Em 1º de fevereiro, em sua decisão de prorrogar a prisão temporária de Auada até essa sexta-feira, Moro escreveu que o flagrante de Auada em grampos da Lava Jato destruindo documentos reforçaram a manutenção de sua prisão.

Avianca esquece 17 passageiros em ônibus no aeroporto de Brasília




PUBLICIDADE
A empresa aérea Avianca deixou 17 passageiros que embarcariam de Brasília para o Rio de Janeiro dentro de um ônibus no aeroporto.
O incidente ocorreu no Aeroporto Internacional de Brasília nesta quarta-feira (3), dia em que aeronautas e aeroviários realizaram uma paralisação que prejudicou mais de 60% dos voos programados na unidade.
Os passageiros foram colocados dentro de um dos ônibus para levá-los do terminal a uma ponte de embarque remota, de onde o avião tinha previsão para decolar por volta das 17h.
Por um problema da comunicação da empresa, o ônibus ficou parado na pista com os 17 passageiros enquanto o avião partiu em direção ao Rio sem eles.
Os 17 viajantes tiveram que esperar dentro do ônibus até por volta das 20h, quando a empresa realocou-os em um voo da Gol também para o Rio de Janeiro que só saiu às 21h30 de Brasília.
Em nota sucinta, a Avianca informou que "lamenta pelo desconforto e informa que prestou a assistência necessária aos clientes". A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai investigar o caso

Pane em controle aéreo atrasa mais de 50 voos em Congonhas e Guarulhos



PUBLICIDADE
Uma pane no sistema de comunicação entre os aviões e o controle de tráfego aéreo atrasou dezenas de voos com destino aos aeroportos de Congonhas (zona sul de SP) e Guarulhos (Grande SP) na noite desta sexta-feira (5).
O problema ocorreu no mecanismo de radiofrequência.
Os aviões que estavam no ar foram orientados a ficar em espera (órbitas) e os que estavam no chão ficaram no aeroporto de origem -o que causou os atrasos. Os pilotos foram orientados a usar frequências de rádio alternativas para se comunicar com o controle de tráfego.
A Aeronáutica informou que a pane ocorreu às 20h45 e foi normalizada às 21h.
Segundo a Infraero, 40 voos atrasaram em Congonhas. Alguns voos foram desviados para outros aeroportos, como um voo da Avianca de Brasília a Congonhas.
Em Guarulhos, 11 decolagens e seis pousos atrasaram das 20h às 22h, dois deles internacionais e os demais voos domésticos, segundo a concessionária GRU Airport.
A chuva nesta noite de sexta-feira também contribuiu para deixar as operações mais lentas. 

Preso á dois meses Senador Dolcídio ainda é líder do Governo

Preso há dois meses e 12 dias por ordem do Supremo Tribunal Federal, Delcídio Amaral continua sendo o líder do governo Dilma Rousseff no Senado. A presidente não indicou um substituto. Tampouco preocupou-se em formalizar a destituição do encarcerado. Nos registros internos e no site do Senado, Delcídio ainda ocupa o posto de líder do conglomerado governista.
A demora de Dilma em escolher um substituto para Delcídio já lhe rende críticas. “Em política, não convém confiar em ninguém com mais de 30”, ironiza em privado um senador do PDT. “Não convém confiar sobretudo em alguém com mais de 30 dias de cadeia.” Outro senador, do PT, o partido que ensaia a expulsão de Delcídio, afirma que a omissão de Dilma “ofende” os integrantes do bloco governista. “É como se não houvesse nenhum senador merecedor da confiança do Planalto”, explica.
Delcídio tornou-se sócio-atleta da Operação Lava Jato graças à gravação de uma conversa que manteve com Bernardo Cerveró, filho do petrodelator Nestor Cerveró. A fita registra uma conversa vadia. Para comprar o silêncio de Cerveró, Delcídio informa ao filho do ex-diretor da Petrobras que tinha acesso a quatro ministros do STF —com a ajuda do “Michel” e do “Renan”.
O senador esclarece na gravação que tinha como providenciar junto ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, um mensalão de R$ 50 mil para a família Cerveró, além de recursos para custear a fuga do patriarca à Espanha, depois que a quadrilha arrancasse um habeas corpus do STF, libertando o ex-diretor da Petrobras da cadeia.
Não é só na liderança do governo que a ausência de Delcídio é premiada. O preso continua recebendo salário mensal de R$ 33,7 mil. Embora sua morada provisória se localize atrás das grades, o senador recebe também o auxílio-moradia. Coisa de R$ 5,5 mil mensais. De resto, o gabinete do detento tornou-se uma superestrutura pendurada no bolso do contribuinte. Os 14 assessores de Delcídio custam ao Tesouro algo como R$ 300 mil por mês.

Quanto ganha um motorista do Uber em Nova York


Outdoor colocado pela companhia na cidade americana promete um bom salário para quem quer virar motorista

BRUNO FERRARI, DE NOVA YORK
12/08/2015 - 14h31 - Atualizado 12/08/2015 14h35
Outdoor do Uber "promete" um bom salário para motoristas que aderirem ao aplicativo (Foto: Bruno Ferrari)
Quem chega a Nova York pelo aeroporto JFK logo depara-se com um grande outdoor do Uber com uma promessa interessante de salário: "Dirigir um Uber rende US$ 35.000 em seis meses em receita líquida. Garantido."
Isso equivale a um salário anual de US$ 70.000, uma boa renda mesmo para os padrões novaiorquinos. Lembra do presidente de uma empresa que anunciou que o salário mínimo de seus funcionários seria de US$ 70.000 e virou notícia no mundo inteiro?
Convertentando para o salário brasileiro, daria algo como R$ 20.000 por mês, rendimentos de um executivo. A conversão, vale lembrar, é apenas ilustrativa. Esse tipo de equiparação precisa levar em conta uma série de fatores, como moeda e custo de vida. No Brasil, segundo o Uber, o salário de um motorista varia de R$ 6.000 a R$ 8.000. Ainda assim, ótimo.
Aqui em Nova York também há a tradicional disputa entre taxistas de "uberistas". A diferença é que aqui é um pouco mais civilizado se comparado aos eventos recentes que aconteceram nas capitais brasileiras. Os motoristas do Uber também são a maioria. Pouco mais de 14.000 enquanto os taxistas não chegam a 14.000. 
Apesar da promessa de bons salários, é bom lembrar que o motorista do Uber é que arca com o custo do carro e as respectivas despesas. Também paga impostos. Estive recentemente em San Francisco, terra natal do Uber e onde a empresa está mais desenvolvida. Já tem motorista reclamando de excesso de concorrência dentro do próprio aplicativo. Em junho, um deles me disse que chegava a ganhar entre 20% e 30% a mais no final do ano passado.
Para não perder a piada: talvez por isso a "promessa" do Uber aqui em NY seja de um salarião em seis meses e não em um ano.
*O jornalista viajou a convite da Samsung

Taxistas confundiram carro de banqueiro com um Uber. E se deram mal...


Motorista foi agredido, mas a cavalaria chegou. Confusão aconteceu em condomínio empresarial em São Paulo

BRUNO FERRARI
28/08/2015 - 14h42 - Atualizado 22/12/2015 16h42
Motorista do Uber atendendo uma passageira  (Foto: Junko Kimura-Matsumoto/Bloomberg via Getty Images)
Passarinho me contou: há alguns dias, o presidente de um dos maiores bancos privados do país foi a uma reunião num conjunto empresarial na região de Santo Amaro, em São Paulo. Para não chamar tanta atenção, o presidente do banco anda com um Corolla preto acompanhado de um motorista. Naturalmente, há carros que fazem a segurança do executivo, mas que guardam certa distância.

>>
O Corolla preto parou em frente ao conjunto empresarial e o banqueiro saltou do carro em direção à recepção. Um grupo de taxistas que trabalha no local assitiu à cena de um homem saindo de um carro preto com um motorista engravatado ao volante e concluiu: É UBER!

>> 
Cercaram o carro. Começou uma confusão com pouca argumentação e muito xingamento. Até que um dos taxistas resolveu acertar um tapa no motorista do banqueiro. Foi o soar das trombetas para a cavalaria chegar. De duas SUVs gigantes estacionadas próximo ao local, desceu um grupo de seguranças do banqueiro para conter os "manifestantes".
Parece que a briga parou por aí.