Prefeito do PT diz que sítio de Atibaia foi ‘disponibilizado’ para Lula usar


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Prefeito de São Bernardo e um dos principais aliados de Lula, Luiz Marinho diz que já foi ao sítio de Atibaia convidado pelo ex-presidente e que os donos “disponibilizaram” a propriedade para o petista, o que significa, no seu entender, entregar a chave, permitir que o local seja mobiliado e dar prioridade de compra a quem usa.
O senhor já foi lá no sítio de Atibaia?
Eu já fui, conheço o sítio.
Há notícias de que a Odebrecht fez obras lá.
Eu desconheço.
O sítio está em nome de amigos da família, mas o Lula foi lá ao menos 111 vezes.
Não sei se foi 111 vezes ou 2 mil vezes. Eu não contei. Do que eu conheço, tem duas pessoas que compraram o sítio e disponibilizaram para ele usar, com comprovação de fontes pagadoras. Portanto, não tem absolutamente nenhum problema. Rigorosamente, hoje, o sítio não é dele. O sítio é de amigos.
Mas ele usa o sítio regularmente.
Vamos imaginar que eu tenho uma casa na praia e disponibilize para você usar todo final de semana, alguém tem alguma coisa ver com isso? É o caso do sítio.
Mas disponibilizar quer dizer o quê? Dar a chave?
Toma (faz o gesto de entregar a chave). Pode mobiliar, é tua. Se um dia você resolver comprar, eu te vendo. Se não, um dia meu filho vai exercer o poder de herança.
Mas por que alguém fez um favor desses para o ex-presidente?
Aí você tem que perguntar para as pessoas que fizeram. O problema é que não estão atrás da verdade. Estão atrás de encontrar um jeito de mostrar que o Lula está envolvido na Lava-Jato.
Mas o dono não quer falar.
Tem que falar.
A Odebrecht e o pecuarista José Carlos Bumlai são suspeitos de fazer uma obra de R$ 500 mil no sítio. Estão fazendo um favor indiretamente para o presidente Lula?
É suspeito? Busque provar primeiro para depois falar e criminalizar alguém.
Mas vamos supor que fique provado que as empresas tenham feito a obra.
Tem que observar qual foi a relação, o que houve. A gente não sai falando fulano matou alguém sem ter prova.
Quando o senhor foi ao sítio, por quem foi convidado?
Eu já fui convidado pelo Bittar (Fernando Bittar, dono da propriedade no papel) e já fui convidado pelo Lula.
No apartamento do Guarujá, a OAS fez uma obra que favoreceria o ex-presidente Lula.
O que ele comprou e declarou foi uma cota. Quando ele foi visitar, disse: “eu não quero porque tem três andares com uma escadinha horrorosa. Eu estou ficando idoso”. Ele contou isso para a gente e brincou: “Pô, é um muquifo. Não é o que eu sonhava, agora estou numa dúvida cruel, não sei se fico ou não”. E, curiosamente, depois da visita, começaram a pintar (as notícias) e ele decidiu não ficar. Qual o problema?
Mas a OAS fez obras para adequar o imóvel às necessidades do Lula.
E cobraria pela obra. Portanto, não tem nenhum crime aqui.
Como o senhor vê a Lava-Jato?
O lado bom é que mostra que as instituições brasileiras são sólidas, mas vejo exagero na forma como estão conduzindo os processos. Há excesso da Polícia Federal, do Judiciário, dos promotores e há erros cometidos. Quem cometeu erro tem que pagar.
Como o senhor avalia o caso do ex-ministro José Dirceu, que admitiu em depoimento que recebia favores de operadores do esquema?
Precisa aprofundar a relação que isso tem nas decisões de eventuais obras. Se influenciou, virou crime. Se não influenciou, não virou nada. Agora, toda e qualquer relação virou crime. Isso é um absurdo.
Mas um homem público não deveria evitar essas coisas?
O ministro José Dirceu recebeu isso após sair do governo. Qual o crime que tem nisso?
O mesmo raciocínio valeria para o Lula?
O mesmo vale para qualquer cidadão, vale para o Fernando Henrique, que fez uma reunião com empresários, ainda no poder, no Alvorada, e definiu a captação de milhões para o Instituto Fernando Henrique. Tem algum processo? Contra o PT é uma lógica, contra o PSDB é outra por parte da imprensa, do Judiciário e do Ministério Público.
A popularidade do Lula tem caído. Acredita que vai se recuperar?
O Lula não está indo a atividades e eventos. O Pelé hoje não é mais visto como o Pelé da década de 70 porque faz muito tempo que ninguém o vê jogar. O Lula está meio parado e sendo bombardeado. Então, é evidente que a popularidade cai. Agora, isso vai passar. Tenho certeza.
Mas ele se abate com as suspeitas levantadas contra ele?
Quem não fica puto da vida sendo xingado todo dia, injuriado, caluniado, difamado? Ele está puto da vida. Mas pode ficar sossegado que o Lula não vai dar um tiro no ouvido.
O Lula vai ser candidato em 2018?
Hoje, Lula é candidato. Se perguntar, ele vai dizer que não. Mas não existe no panorama do partido outra candidatura. Isso explica muitas coisas que estão falando sobre o Lula.
Muita gente fala que o governo perdeu conexão com a base petista por causa das medidas econômicas. O senhor sente isso no ABC?
A presidente Dilma tem algumas dificuldades no jeito que toca a gestão. Ela gosta muito de descer aos detalhes das questões. Acho que se os ministros pudessem falar mais das suas áreas e a presidente rodasse o país, o clima melhoraria.
A presidente tem que delegar?
Tem que delegar mais.

A paixão de José Dirceu


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Editorial, Estadão
José Dirceu, protagonista dos maiores escândalos da história brasileira, o mensalão e o petrolão, admitiu seus “pecados” perante o juiz Sergio Moro. Foi o que disse o advogado do petista, Roberto Podval, que parecia falar não de um criminoso já condenado por corrupção, e sim de um quase santo, um homem que, penitenciando-­se de seus pecados veniais, espera expiar esses erros para ter lugar no reino dos céus, ao lado dos justos. Já os falsos amigos, que segundo o advogado ganharam muito dinheiro à custa da boa­-fé de Dirceu, estes certamente haverão de arder no inferno.
A versão hagiográfica do depoimento de Dirceu a Moro dá a exata medida do escárnio petista em relação à inteligência alheia. A defesa do outrora poderoso ministro do governo Lula quer fazer o País acreditar que Dirceu, o puro, só aceitou favores de lobistas em razão de laços de amizade, e nada mais.
Pode-­se dizer que já foi um notável avanço o fato de que José Dirceu tenha confessado que a reforma de uma casa e de um apartamento de sua propriedade foi bancada por um dos lobistas envolvidos no escândalo da Petrobrás. Trata­-se de Milton Pascowitch, que, em delação premiada, disse que pagou propina a Dirceu e ao PT para garantir contratos da Petrobrás com a empreiteira Engevix. Em sua fantástica versão, porém, Dirceu disse a Moro, segundo seu advogado, que “isso (a reforma dos imóveis) era uma coisa minha com o Milton, eu iria pagar o Milton”. Ou seja, o petista classificou o generoso favor do lobista como um gesto fraterno, que seria devidamente pago no futuro.
No entanto, segundo o advogado de Dirceu, Milton Pascowitch “se aproveitou da situação e ‘vendeu’ o Zé” – uma forma de dizer que o lobista explorou a amizade com o petista para fazer suas traficâncias. Como se essa desfaçatez não bastasse, a defesa de Dirceu sustentou que ele é vítima de oportunistas como Pascowitch: “O Zé sempre permitiu ser usado por terceiros que ganharam milhões à custa do Zé. Estão rindo aí, andando por aí, e o Zé preso. É ridículo”.
Como sócio fundador do lulopetismo que é, José Dirceu realmente acha que os brasileiros somos todos rematados cretinos, a ponto de crermos que um homem com sua história – que, entre outras proezas, foi capaz de mentir até mesmo para sua mulher a respeito de sua identidade quando voltou ao Brasil de seu exílio em Cuba, nos anos 70 – seria ingênuo o bastante para cair na lábia de falsos amigos. Esse comportamento farsesco de Dirceu é recorrente. Flagrado enquanto ajudava a construir um colossal esquema de corrupção que dilapidou o Estado ao longo da última década, o petista se fez passar por vítima de perseguição política e ganhou a alcunha de “guerreiro do povo brasileiro”. Nessa condição, mesmo tendo recebido milhões em propinas disfarçadas de serviços de consultoria, Dirceu aceitou que seus apoiadores se cotizassem para pagar as multas do mensalão.
Agora, ele se traveste de mártir, traído por inescrupulosos lobistas. Depois de admitir ao juiz Sérgio Moro que ganhou R$ 40 milhões nas tais “consultorias”, o petista disse que tem tido “muitas despesas” e, por isso, ficou sem dinheiro para pagar a reforma de seus imóveis – razão pela qual, segundo sugeriu sua defesa, teve de aceitar o dinheiro dos tais “amigos”.
Esses mesmos “amigos”, informou Dirceu, também cederam jatinhos para o deslocamento do petista. E não foi algo ocasional. Com naturalidade impudica, o próprio petista disse que viajou em aviões de lobistas “a vida inteira”, como se isso não fosse evidência de tráfico de influência. Somente entre 2010 e 2011, Dirceu teria viajado 113 vezes em jatinhos oferecidos por outro lobista, Júlio Camargo. Mais uma vez, porém, Dirceu foi apresentado por seu advogado como vítima, de cuja candura pérfidos criminosos se aproveitaram: “Até então era bacana ser amigo do Zé Dirceu. Era bacana oferecer o avião para o Zé Dirceu. Claro, nas costas dele estavam ganhando dinheiro em cima disso”.
A prevalecer a narrativa de Dirceu, o País lhe deve um altar.

Corinthians pagou R$ 500 mil a filho de Lula. Ninguém sabe por quê!


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Reinaldo Azevedo
A cada enxadada, uma minhoca! Corinthians pagou R$ 500 mil a filho de Lula. Ninguém sabe por quê!Luís Cláudio, já investigado na Operação Zelotes, teria prestado serviços na área de marketing, mas diretor da área à época diz desconhecer. Pagamento coincide com construção do Itaquerão, que teve dinheiro público: do BNDES!
Acreditem: num dado momento, Luiz Inácio Lula da Silva e seu partido reuniram mesmo as condições objetivas para mudar muita coisa no país. A Fortuna lhes sorriu. Mas as personagens estavam erradas, e o enredo era falso. O que eles tinham em mente não era bom.
Ao contrário: era péssimo. Os velhos vícios da política foram postos a serviço dos novos, introduzidos pelo petismo, e os novos garantiram a sobrevivência do velho. E chegamos, então, a este ponto.
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Olhem aí… Mais uma. Entre 2011 e 2013, informa a Folha, Luís Cláudio Lula da Silva, o rebento mais novo do Babalorixá de Banânia, recebeu cerca de R$ 500 mil do Corinthians sem ter feito nenhum trabalho que se conheça. Nada!
Até aí, perguntará alguém, o que é que tem? Para todos os efeitos, o Corinthians é um ente que pertence à esfera do direito privado. Se quer dar dinheiro para o filho de Lula, problema dos sócios… Pois é. Assim seria se assim fosse.
O período dos pagamentos coincide com a construção do estádio do clube, o Itaquerão (de 2011 a 2014), que saiu pela bagatela de mais de R$ 1,2 bilhão. E daí? Daí que o BNDES, de maneira inexplicável até hoje, financiou nada menos de R$ 400 milhões da obra.
Que coisa! Lembram-se do irmão mais velho de Luís Claúdio, o Fábio Luís, vulgo Lulinha? Era monitor de Jardim Zoológico e virou prospero empresário logo no segundo ano do governo do pai. A Telemar comprou 30% de sua Gamecorp por R$ 5 milhões. Também a empresa de telefonia tinha dinheiro do… BNDES.
Mas Luís Cláudio trabalhou?
É claro que, dadas as circunstâncias, com dinheiro publico atochado no Itaquerão, o filho do ex-presidente jamais deveria ter sido contratado. Mas vamos dar uma chance: ao menos ele trabalhou? Eis o busílis.
A exemplo do seu “job” para a empresa de lobby Marcondes & Mautoni, não se sabe que diabos fez o filho de Lula para o Corinthians. Não há registro. A Folha ouviu Luis Paulo Rosenberg, economista e responsável pelo marketing do clube de 2007 a 2012, e mais oito pessoas da área. Ninguém nunca ouviu falar do trabalho do rapaz: “Não me lembro de nenhuma tarefa que ele tenha sido convocado para desenvolver ou que ele tenha realizado algo”, afirma Rosenberg.
Informa a Folha:
“Foi Andrés Sanchez, hoje deputado federal pelo PT e na época presidente do Corinthians, quem garantiu tanto a entrada de Luis Cláudio na equipe quanto sua volta ao time como empresário. Sanchez disse que o filho de Lula foi contratado a pedido do técnico. ‘O Mano [Menezes] pediu ele como auxiliar.’ A versão não é confirmada pela assessoria do treinador, que afirmou ter sido ‘uma indicação do clube à área física e que o treinador aceitou’.”
Entenderam?
Sanches nega que tenha havido alguma irregularidade e diz ter documentos para provar. Vamos ver quais. Ele próprio já admitiu a interferência de Lula para facilitar a construção do Itaquerão. Falou nestes termos: “É óbvio que um presidente, conselheiro do Corinthians, amigo meu, em muitas coisas que eu demoraria um mês para ser atendido, eu fui atendido no dia seguinte”.
Claro, é tudo muito óbvio, não é mesmo?
Bem, a Polícia Federal investiga agora as relações de Luís Cláudio com o Corinthians, dada a dinheirama recebida no período em que o estádio era construído, com uma boa parcela de dinheiro público.
A petezada e a esquerda, claro!, acha isso turno muito… normal.

PT vive drama: Lula virou um fardo de si mesmo


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Josias de Souza
No mês em que completa 36 anos, o PT vive um drama. Com a imagem estilhaçada, o partido já tinha perdido o recato, o discurso e o monopólio das ruas. A três anos de 2018, começa a perder também as esperanças de permanecer no poder federal depois de Dilma Rousseff. Lula, derradeiro trunfo da legenda, caiu do pedestal. Tombou sozinho, sem a ajuda da oposição.
Lula já foi imbatível. Em 2006, reelegeu-se nas pegadas do mensalão. Em 2010, carregou Dilma, seu poste, nos ombros. Em 2014, a despeito do estrago produzido pelos primeiros delatores da Lava Jato, Lula reeletrificou Dilma com a ajuda da marquetagem anabolizada de João Santana, que transformou a política em mais um ramo da publicidade. Desde então, Lula definha.
O petrolão caiu no colo de Dilma, mas a plateia notou que o óleo queimado que escorre da Petrobras teve origem na gestão de Lula. Percebeu também que a competência gerencial de Dilma é uma fábula 100% criada por Lula. Agora, o inferno imobiliário transformou Lula numa caricatura do “guerreiro do povo brasileiro”.
É como se o grande líder assumisse o papel de pardal dele próprio, esforçando-se para sujar a testa de sua estátua de bronze. Em litígio com o personagem que criou, Lula admite que desistiu de incorporar o triplex do Guarujá ao seu patrimônio depois que a revelação de que a OAS despejou mais de R$ 800 mil numa reforma fizera do imóvel um escândalo.
Lula admite também que frequenta como se fosse dono o sítio de Atibaia, um Éden reformado com esmero por um pool de empresas que inclui a OAS e a Odebrecht, estrelas da Operação Lava Jato. “É a coisa mais normal do mundo”, absolveu o amigo e ex-ministro petista Gilberto Carvalho, adicionando uma pitada de insensatez ao escárnio.
Não há ilegalidade nos procedimentos, alega o petismo, sem se dar conta de que o drama não é apenas jurídico. Dissemina-se entre os brasileiros a sensação de que aquela conversa toda, aquele idealismo, aquela vontade de servir à sociedade, aquela entrega altruísta ao bem público, tudo aquilo era impulsionado pelo dinheiro. Lula virou um fardo de si mesmo, eis o drama do aniversariante PT.

Lula, quem diria, foi parar…


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Mary Zaidan
A combinação carnaval e política tem o dom de disfarçar a gravidade das crises. Diverte milhões com fantasias e máscaras, letras originais ou paródias bem-humoradas – algumas engraçadíssimas. Que valem tanto ou mais do que enquetes ou pesquisas de opinião. Um termômetro adicional e preciso para medir quem goza ou não de prestígio popular. E que deve deixar a presidente Dilma Rousseff, o ex Lula, Cunhas, Renans, governadores e prefeitos às dúzias ansiando pela Quarta-feira de Cinzas.
Para muitos, o carnaval é uma pausa no desassossego do cotidiano. Mas os dias de brincadeira que já foram para desafogar mágoas – quase sempre de um amor perdido – servem hoje muito mais para não pensar no aluguel que vence amanhã, nos preços da feira, no emprego que deixou de existir.
Está difícil até para os que querem esquecer tudo, ainda que temporariamente. Os preços da cerveja e da cachaça, itens inflacionados e que ganharam novas alíquotas de impostos, não deixam. Até a água está cara, o confete e a serpentina viraram artigos de luxo.
Criativo, o folião remodela a fantasia, pica papel, substitui a arquibancada da avenida – neste ano está sobrando ingresso no Sambódromo do Rio – pelos blocos de rua. Tira o pixuleco do armário, grita “Lula na cadeia” e “fora Dilma”.
Lula, que já perdera a santidade quando virou pixuleco nas manifestações pró-impeachment, volta à cena em diversas cidades, encarnado na fantasia de presidiário, como no desfile da Mocidade Unida da Glória, candidata ao bicampeonato do carnaval capixaba. A escola levantou a galera com críticas a políticos – “Será que a malandragem sumiu? Será que ela comanda o Brasil?” – e passistas mascarados de lulas e dilmas atrás das grades.
Herói do ano, o juiz Sérgio Moro, que comanda a Lava-Jato, não bateu o capa-preta dos mensaleiros, Joaquim Barbosa, cuja máscara fez sucesso em 2013. A figura mais popular é mesmo o agente Newton Ishii, chefe do Núcleo de Operações da Polícia Federal em Curitiba, “o japonês da Federal”, figura obrigatória na prisão de gente que já foi intocável.
O “Japonês da Federal” também virou marchinha – “Sou Trabalhador…Não sou lobista, senador ou deputado!”, ao lado do “Bar do Cunha”, “Marcha do tríplex”, “Guarde bem sua cartinha”, “Ela petralha e eu coxinha” e outras tantas. Odes à ironia e ao bom-humor do brasileiro, que, vítima da agudez da crise, apela ao riso e à galhofa. Como sempre.
Por trás da gargalhada está o repúdio à roubalheira. E sem perdão: deputado, senador, lobista, Lula e o tríplex, que já foi e não era dele, que era de sua mulher Marisa Letícia e não é mais.
Nem precisa ir muito além para apontar o estrago para Lula e o PT de o imbróglio do tríplex cair no popular, amplificado por uma marcha redondinha, que não para de tocar, animando a folia de Olinda.
É assim, e todo político sabe disso. O carnaval é a maior festa popular, para o bem e para o mal. Getúlio Vargas odiava ser chamado de velho, mas surfou no sucesso da marchinha “Retrato do velho” (Haroldo Lobo-Marino Pinto), que acabou virando jingle de sua campanha.
Com a sucessão de escândalos patrocinados pelo lulopetismo nos últimos 14 carnavais, a marcha do tríplex talvez caia no esquecimento. Mas sabe-se lá para dar lugar a que tipo de alegoria.
Foi-se o tempo em que “bloco de sujo” era comandado por inocentes batidas de lata no lugar do tamborim.

Defesa de amigo de Lula ataca cúpula do PT e Banco Schahin


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A defesa do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula que está preso desde novembro pela Lava Jato, apresentou à Justiça um pedido de desbloqueio dos seus bens em que ataca os dirigentes do PT e os donos do Banco Schahin. As informações são da Folha de S. Paulo.
O juiz Sergio Moro determinou em 22 de janeiro o bloqueio de R$ 56,6 milhões de Bumlai para ressarcir eventuais prejuízos da Petrobras.
É contra esse medida que o advogado de Bumlai, Arnaldo Malheiros Filho, se insurge: “Seria mais coerente impor a constrição aos corréus, os afagados e protegidos donos do Banco Schahin, aos caciques do PT ou ainda aos que compunham a diretoria internacional da Petrobras, pois, se existe alguém que teve ganho patrimonial com a pouca-vergonha da contratação fraudulenta do tal navio-sonda, certamente não foi o peticionário”.
Prossegue o advogado: “Se algum dos acusados possui ‘capacidade econômico-financeira’ certamente são os donos do Grupo Schahin, que ainda se refestelam com proveitos do contrato de operação da sonda Vitoria 10.000, tendo um deles, inclusive, informado a esse D. Juízo que passará o carnaval em Paris, que continua a ser uma festa… O que lhes falta em dignidade sobeja em bom-gosto”.
Malheiros se refere a um contrato de R$ 1,6 bilhão que o grupo Schahin obteve da Petrobras para operar o navio-sonda Vitoria 10.000. Tal contrato teria sido a forma que o PT encontrou para compensar o Banco Schahin por não ter pago um empréstimo de R$ 12 milhões, Segundo a versão de delatores da Lava Jato como Fernando Soares, o Fernando Baiano.
Bumlai já confessou ao juiz Moro que fez esse empréstimo para repassar o montante para o PT.
No pedido da suspensão do bloqueio, Malheiros afirma que seu cliente não teve qualquer benefício no negócio que a Schahin fechou com a Petrobras.
Segundo ele, o valor “foi repassado integralmente pela instituição financeira ao Partido dos Trabalhadores e utilizado posteriormente como moeda de troca para realização de negócio espúrio, uma bandalheira entre o Grupo Schahin e então dirigentes da Petrobras, ao qual o peticionário é totalmente alheio, não tendo disposto de nenhum centavo desse dinheiro nem tampouco usufruído dos proveitos obtidos com a contratação da operação da sonda Vitória 10.000”.
Bumlai passa por dificuldades financeiras, segundo seu defensor. O grupo que criou em Dourados (MS), dono de usina de álcool e produtor de energia a partir de bagaço de cana, está em recuperação judicial, com dívidas de R$ 1,2 bilhão.
A defesa do grupo Schahin não foi encontrada para comentar as imputações do advogado de Bumlai.

Mocidade Azul vence o carnaval de Curitiba e ganha o título de tricampeã


Desfile ocorreu na noite de sábado (6) no Centro da capital e reuniu 15 mil. 
Escola Imperatriz da Liberdade foi eleita a campeã do grupo B.

Do G1 PR
Mocidade Azul é tricampeã do carnaval  (Foto: Divulgação / Fundação Cultural de Curitiba )Mocidade Azul é tricampeã do carnaval (Foto: Divulgação / Fundação Cultural de Curitiba )
A Mocidade Azul venceu o carnaval 2016 de Curitibae ganhou o título de tricampeã. A apuração ocorreu na tarde deste domingo (7), no Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem.  Com o samba enredo "Sou bobo, mas sou feliz", a escola foi a última a desfilar pela avenida e conquistou 179,50 pontos. Esse é o 25º troféu da Mocidade, que foi fundada há 44 anos. Ao todo, 464 integrantes participaram do desfile pela escola.
O título de vice-campeã ficou com a Acadêmicos da Realeza - com 175,90 pontos. Já a Leões da Mocidade, que apresentou o maior número de integrantes (300), ficou em terceiro lugar.
saiba mais

Os quesitos avaliados pelos jurados foram bateria, fantasia, mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, alegorias e adereços, samba enredo, harmonia, enredo, conjunto e baianas. As escolas do grupo A deveriam ter no mínimo 230 integrantes e as do grupo B, 160.
Escola de samba Mocidade Azul é eleita tricampeã do carnaval de Curitiba (PR) (Foto: Alice Rodrigues/ Fundação Cultural de Curitiba / Divulgação)Escola de samba Mocidade Azul venceu o carnaval de Curitiba com o enredo "Sou bobo, mas sou feliz" (Foto: Alice Rodrigues/ Fundação Cultural de Curitiba / Divulgação)
Já a escola Internautas, que abriu o desfile do Grupo Especial, volta para o Grupo de Acesso em 2017. “Do louro ao bronze, da prata ao ouro, minha nação é o maior tesouro”, foi o tema escolhido pela escola como uma forma de homenagear o esporte e as Olimpíadas, que acontecem este ano no Brasil.
Carros alegóricos da Mocidade Azul encantaram o público no desfile das escolas de samba de Curitiba; segundo a Fundação Cultura, 15 mil foliões estiveram na Avenida Marechal Floriano (Foto: Alice Rodrigues/ Fundação Cultural de Curitiba / Divulgação)Carros alegóricos da Mocidade Azul encantaram o público no desfile das escolas de samba de Curitiba; segundo a Fundação Cultural, 15 mil foliões estiveram na Avenida Marechal Deodoro (Foto: Alice Rodrigues/ Fundação Cultural de Curitiba / Divulgação)
Grupo B
A escola de samba Imperatriz da Liberdade foi eleita a campeã do grupo B. A escola é uma das agremiações carnavalescas mais jovens, fundada em fevereiro de 2013. Neste seu terceiro desfile, a Imperatriz da Liberdade enalteceu a força da natureza, representada pelos seus orixás, cantando “Sou flecha, sou a força do teu arco… Senhor da floresta, rei caçador”.  Com a conquista, a escola passa a integrar o grupo especial no próximo carnaval.
Presidente da comissão do carnaval da Mocidade Jaciel Teixeira recebe o troféu (Foto: Divulgação / Fundação Cultural )Presidente da comissão do carnaval da Mocidade Jaciel Teixeira recebe o troféu (Foto: Divulgação / Fundação Cultural )

Remoção de passarela bloqueia trecho da Linha Verde neste domingo


Da Redação com SMCS

A remoção da passarela de concreto próxima ao Colégio Medianeira, entre os bairros Prado Velho e Guabirotuba, bloqueia totalmente todas as pistas da Linha Verde. De acordo com a Prefeitura de Curitiba, a interdição deve seguir até 18 horas.
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Foto: Divulgação PRF
No sentido norte da Linha Verde, o bloqueio acontece logo após o cruzamento com a Av. Sen. Salgado Filho, com o desvio de trânsito devendo ser realizado pela Rua Plácido de Castro. O retorno à Linha Verde poderá ser feito no acesso que antecede a Rua Dr. Ovande do Amaral.
No sentido sul, há bloqueios após o acesso para a Av. Comendador Franco (sentido Centro) e após o acesso à Rua João Marchesini. O desvio de trânsito deve ser realizado pela Av. Comendador Franco, Rua Maurício Nunes Garcia, Rua Tufik José Guerios, Rua José Ananias Mauad, Rua Chile, Rua Iapó, Rua Jóquei Clube e Rua Imaculada Conceição, retornado à Linha Verde.
Na região, as ruas Plácido de Castro e João Marchesini permitem o acesso à Av. Comendador Franco, sentido São José dos Pinhais.
Agentes da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) e oficiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estarão nas regiões de bloqueio para orientar os motoristas. A Setran e a PRF reforçam que os caminhões devem utilizar os contornos urbanos para desviar das regiões de bloqueio na Linha Verde.

Acidente entre carro e ligeirinho deixa passageira que dormia e outros dois feridos


Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento
Foto: Antônio Nascimento - Banda B
Fotos: Antônio Nascimento – Banda B

Três pessoas ficaram feridas no começo da manhã deste domingo (7) após acidente envolvendo um carro e um ligeirinho da linha Bairro Novo, no Rebouças, em Curitiba. De acordo com testemunhas, o veículo Fiat Punto teria furado e sinal vermelho, batendo contra a lateral do ônibus.
Ocupantes do carro foram levados para o hospital
Ocupantes do carro foram levados para o hospital
Segundo o motorista do ônibus, Pablo Fernando, ele seguia pela Rua Alferes Poli sentido a Praça Rui Barbosa quando o carro o atingiu na esquina com a Rua Conselheiro Dantas. “Eu vi ele vindo em uma velocidade alta e também acelerei para evitar a batida. Infelizmente não foi possível e acabou acontecendo isso”, disse.
Entre os feridos, uma passageira dormia no ônibus e acabou batendo forte a cabeça após a batida. Os outros dois socorridos pelo Siate foram motorista e passageira do Punto.
O Batalhão de Polícia de Trânsito (BpTran) registrou a ocorrência e orientou o trânsito no local.

Grave acidente deixa casal morto e interdita BR-376 nos dois sentidos


Por Felipe Ribeiro

Um grave acidente envolvendo um carro e um caminhão deixou um casal morto no final da manhã deste domingo (7) na BR-376, em Guaratuba, no litoral do estado. De acordo com a concessionária Autopista Litoral Sul, o caminhão carregava óleo vegetal, que se espalhou pela pista. Por volta das 13 horas, os dois sentidos da rodovia estavam interditados e não há previsão para a liberação da pista. Por volta das 15 horas, o congestionamento passava dos 20 quilômetros no sentido Joinville.
As vítimas fatais tinham 31 e 34 anos e estavam em um veículo Honda Civic com placas de Curitiba. Uma delas chegou a ser socorrida, mas não resistiu a caminho do hospital.
O motorista do caminhão também ficou gravemente ferido e foi encaminhado ao pronto-socorro. Na cabine, além do motorista, havia um menino de cinco anos, que saiu ileso do acidente. A a mãe dele, que teve ferimentos leves foi levada para o Hospital de Joinville.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o acidente ocorreu no quilômetro 668 no sentido Santa Catarina. A interdição neste sentido ocorreu seis quilômetros antes, no posto da PRF. Já para quem segue com direção à Curitiba, o bloqueio ocorre no quilômetro 669. Ainda não há informação de quantos quilômetros de fila se formam em ambos os sentidos.
Como não há previsão para liberação da pista, a Autopista orienta que motoristas utilizem como alternativa de acesso entre o Paraná e Santa Catarina a BR-116, conhecida como Estrada da Dona Francisca.

Conheça quatro tecnologias que substituem o cabo USB


Os usuários que preferem conectar seus dispositivos com tecnologias sem fios têm algumas opções para fugir do básico USB. A dica também é válida para quem perdeu cabo ou prefere transferir fotos, vídeos e demais mídias de forma prática entre o celular, computador e até na Smart TV. 
Entre as opções, estão disponíveis aplicativos gratuitos para conectar os dispositivos, dongle do Google e o popular Wi-Fi. Confira as dicas na lista completa e livre-se dos cabos, caso o excesso deles esteja incomodando você.
Evite plugar e desplugar o cabo USB com muita frequência (Foto: Barbara Mannara/TechTudo)Descubra tecnologias que podem substituir o cabo USB (Foto: Barbara Mannara/TechTudo)
1) Bluetooth
A popular conexão via Bluetooth permite transferir dados entre o celular, computador, TVs e smartwatches de forma simples e sem cabos. Basta fazer o pareamento entre os dispositivos e verificar o código de confirmação para conectar. Para saber mais, confira este tutorial.
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Tecnologia Bluetooth permite conectar dispositivos sem precisar de fios (Foto: Zíngara Lofrano/TechTudo)Tecnologia Bluetooth permite conectar dispositivos sem precisar de fios (Foto: Zíngara Lofrano/TechTudo)
A tecnologia é gratuita e está incluída em diversas categorias de eletrônicos, até em smartphones e tablets mais básicos. Para quem gosta de dirigir ouvindo música, muitos modelos de carros incluem o Bluetooth no sistema de áudio, o que evita o uso do cabo USB: basta parear com o celular para acessar a playlist.
2) Apps que transferem dados entre PC e celular
Quer enviar suas fotos do celular para o PC, mas está sem o cabo? Alguns aplicativos podem ser bem práticos nesse caso. Para começar, o app Portal permite conectar o computador e o Android usando um QR Code. Além desse, o Send Anywhere utiliza um plugin no Chrome e app que permite abrir imagens, textos e áudios enviados entre os dispositivos.
Recurso Send Anywhere permite enviar arquivos entre dispositivos de forma simples (Foto: Divulgação/SendAnywhere)Recurso Send Anywhere permite enviar arquivos entre dispositivos de forma simples (Foto: Divulgação/SendAnywhere)
Outra opção está no popular app Pushbullet, que inclui uma função multiplataforma para conectar os dispositivos, permitindo abrir as notificações do celular na tela do PC. Já o AirDroid também utiliza redes sem fio, permitindo gerenciar e transmitir arquivos entre o Android e sistemas operacionais WindowsMac OS ou pelo navegador Web de forma gratuita.
3) Via Wi-Fi
O Wi-Fi também pode ser utilizado para transmitir dados e arquivos entre computadores e dispositivos móveis. A rede sem fio pode conectar em algum dos aplicativos já mostrados ou aliar com outras tecnologias como o DLNA, que permite enviar conteúdo entre aparelhos como computadores e Smart TVs. Veja como configurar a transmissão Wi-Fi entre os dispositivos neste tutorial.
A rede Wi-Fi também pode ser utilizada para conectar dispositivos gratuitamente (Foto: pond5)A rede Wi-Fi também pode ser utilizada para conectar dispositivos gratuitamente (Foto: pond5)
Outro modo de usar o Wi-Fi para compartilhar arquivos sem precisar do cabo USB é criando uma rede de computadores. É necessário ajustar na “Central de Rede” quais dados e pastas deseja que os usuários conectados acessem. Para funcionar, os computadores ou notebooks precisam estar conectados no mesmo Wi-Fi e registrados na rede.
4) Chromecast
A única opção que vai precisar de um investimento maior para substituir o cabo USB é o Chromecast. O dongle do Google custa a partir de R$ 189 em lojas nacionais e permite conectar dispositivos móveis, como tablets e smartphones, além de computadores com uma TV. Para funcionar, o aparelho só precisa ter uma entrada HDMI e os dispositivos estarem sincronizados na mesma rede.
Chromecast permite conectar computadores, celulares e TVs sem usar fios (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)Chromecast permite conectar computadores, celulares e TVs sem usar fios (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)
Com o Chromecast, o usuário poderá espelhar a tela do celular e do PC na TV para fazer apresentações, visualizar filmes, fotos e demais mídias com áudio e vídeo. Além disso, estão disponíveis dezenas de apps com streaming direto como NetflixSpotify e YouTube. Veja algumas dicas das funcionalidades do Chromecast nesta lista.