Polícia Civil pede prisão de presidente da SAMARCO e mais cinco


Presidente licenciado da Samarco Ricardo Vescovi está entre os indiciados.
Funcionários da empresa e engenheiro responderão por homicídio.

Thais PimentelDo G1 MG
A Polícia Civil indiciou e pediu a prisão preventiva, nesta terça-feira (23), de sete pessoas pelorompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Entre elas está Ricardo Vescovi, presidente licenciado da empresa que pertence à Vale e à australiana BHP Billiton.
O acidente ocorreu em 5 de novembro do ano passado, causando uma enxurrada de lama que destruiu o município de Bento Rodrigues, além de poluir o Rio Doce até a foz, no Espírito Santo. O inquérito, que apurou as 19 mortes causadas pelo rompimento da barragem, possui 13 volumes, 2.432 páginas e cerca de 100 depoimentos.
Veja lista dos indiciados:
Samarco
Ricardo Vescovi, presidente licenciado
Kléber Terra, diretor-geral de operações
Germano Lopes, gerente-geral de projetos
Wagner Alves, gerente de operações
Wanderson Silvério, coordenador técnico de planejamento e monitoramento
Daviely Rodrigues, gerente
VogBR
Samuel Paes Loures, engenheiro
O delegado Rodrigo Bustamante, responsável pela investigação, disse que os pedidos de prisão preventiva – sem prazo pré-determinado – foram apresentados à Justiça para estabelecer a ordem pública, no sentido de acalmar a população em relação aos responsáveis pelo desastre.
Em nota, a Samarco informou que "considera equivocados os indiciamentos e as medidas cautelares de privação de liberdade propostas pela autoridade policial, e vai aguardar a decisão da justiça para tomar as providências cabíveis". 

A empresa informou ainda que vai analisar o inquérito e "reitera que continua colaborando com as autoridades competentes".

O diretor presidente da VogBR, André Euzébio de Souza, disse que a empresa não vai se posicionar sobre o indiciamento do engenheiro Samuel Paes Loures.
Crimes
Em entrevista coletiva na tarde desta terça, Bustamante disse que todos foram indiciados por homicídio qualificado pelo dolo eventual, quando não há intenção, mas se assume o risco. A pena pode variar de 12 a 30 anos para cada uma das 19 mortes.
Também responderão pelo crime de causar inundação e de poluição de águas potáveis. No primeiro, a pena varia de 3 a 6 anos de prisão mais multa. No segundo, de 2 a 5 anos de prisão.  
Para o delegado, todos os indiciados se omitiram após o rompimento da barragem, além de terem assumido o risco de causar um possível acidente.
Bustamante disse ainda que o crime ambiental e as validades das licenças da Samarco serão analisadas em um segundo inquérito.
Ao fim da apresentação, o deputado estadual Agostinho Patrus (PV), presidente da Comissão de Barragens, destacou que o inquérito da Polícia Civil mostrou que o rompimento de Fundão não se tratou de um acidente, mas de um crime.
"Hoje, nós vimos que não foi um acidente, foi um crime. E nós esperamos, e vamos cobrar, que este crime seja cumprido. Que aqueles responsáveis pelas mortes de 17 pessoas e pelo desaparecimento de outras duas, desalojaram, criaram uma série de problemas na água de tantos mineiros, que eles sejam punidos. Para que, eventos como este não se repitam", disse  Agostinho Patrus.
Causa
A causa do desastre, segundo a polícia, foi excesso de água nos rejeitos. A polícia explicou que houve elevada saturação de rejeitos arenosos depositados em Fundão, além de falhas no monitoramento, equipamentos com defeito e número reduzido de equipamentos de monitoramento.
A polícia também apontou entre as razões do acidente a elevada taxa de alteamento anual da barragem – obra para aumentar a capacidade de acomodação de rejeitos –, o assoreamento do dique 2 e a deficiência do sistema de drenagem.
Para Bustamante, este foi "o maior desastre ambiental da história do país". O inquérito foi aberto no dia 6 de novembro de 2015, um dia após o rompimento da barragem de Fundão. A investigação durou três meses.
O perito da Polícia Civil de Minas Gerais, Otávio Guerra Terceiro, explica como se deu o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (Foto: Reprodução/TV Globo)O perito da Polícia Civil de Minas Gerais, Otávio Guerra Terceiro, explica como se deu o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (Foto: Reprodução/TV Globo)

Executivo da Odebrecht foi preso tentando esvaziar cofre

Polícia Federal faz buscas na empreiteira Odebrecht, em São Paulo, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, iniciada na manhã desta segunda-feira (22), intitulada 'Acarajé'. A Lava Jato investiga o esquema de corrupção na Petrobras
Polícia Federal faz buscas na empreiteira Odebrecht, em São Paulo, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, iniciada na manhã desta segunda-feira (22), intitulada 'Acarajé'. A Lava Jato investiga o esquema de corrupção na Petrobras(VEJA.com/Folhapress)
Executivo da Odebrecht apontado pelo Ministério Público Federal como operador de duas offshores da empreiteira utilizadas para pagar propinas no exterior, Fernando Migliaccio da Silva foi preso em Genebra, na Suíça, enquanto tentava encerrar contas bancárias e esvaziar um cofre da empresa no país europeu. As autoridades suíças levaram Migliaccio para a cadeia por volta do meio-dia de 17 de fevereiro. O juiz Sergio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato em Curitiba, havia decretado a prisão dele no dia 11 de fevereiro, no âmbito da Operação Acarajé, a 23ª fase da Lava Jato, mas a decisão da Justiça suíça não tem relação com esse mandado. De acordo com o Ministério Público brasileiro, no esquema de corrupção desvendado pela Lava Jato Migliaccio atuava sob ordens de Marcelo Odebrecht e era responsável por gerenciar contas utilizadas para pagar propina no exterior a agentes públicos. A empreiteira também é alvo de investigação no país europeu. (Da redação)

Vídeo: Entenda a Operação Acarajé e a prisão de João Santana





Vídeo explica como a PF chegou ao marqueteiro de Dilma e Lula

REDAÇÃO ÉPOCA
23/02/2016 - 16h14 - Atualizado 23/02/2016 17h18
O jornalista e marqueteiro João Santana, preso durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, chega ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame de corpo de delito, em Curitiba, na tarde desta terça-feira (23) (Foto: Ernani Ogata/Codigo19 / Ag. O Globo)
O marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica, voltaram ao Brasil e se entregaram para a Polícia Federal nesta terça-feira (23). A prisão ocorre após a PF deflagrar a Operação Acarajé, uma das fases da Lava Jato. Santana é acusado de receber ao menos US$ 7,5 milhões ilícitos, depositados pela empreiteira Odebrecht e pelo operador Zwi Skornicki, ligado ao pagamento de propina proveniente do petrolão.
Como a PF chegou a Santana? Confira no vídeo abaixo 





STF nega liberdade ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque


Da Agência Brasil

  • Paulo Lisboa - 24.mar.2015/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo
    O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque deixa a custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR)
    O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque deixa a custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR)
A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou nesta terça-feira (23) pedido para libertar o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, condenado na Operação Lava Jato. Duque está preso há 11 meses no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.
Por unanimidade, os ministros seguiram voto do relator, ministro Teori Zavascki, e negaram habeas corpus impetrado pela defesa de Duque. De acordo com o relator, não houve ilegalidade nos decretos de prisão emitidos pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. Além disso, Zavascki entendeu que a prisão é necessária diante do quadro de continuidade delitiva apurado nas investigações.
Duque foi preso duas vezes, por determinação de Sérgio Moro. A primeira foi em novembro de 2014. Após a decisão, Duque foi solto pelo Supremo, mas voltou para a prisão no dia 16 de março do ano passado. Em setembro de 2015, Moro condenou o ex-diretor a 20 anos e oito meses de reclusão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A defesa de Duque alegava que a prisão seria ilegal, porque o ex-diretor tem o direito de responder às acusações em liberdade.

“Não vou baixar a cabeça”, declara mulher de marqueteiro do PT


O publicitário João Santana, a mulher e sócia dele, Mônica Moura, o operador Zwi Skorniack, além de Vinicius Borin e Benedito Barbosa, ligados ao grupo Odebrecht, presos na nova fase da Lava Jato, passaram por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) em Curitiba na tarde desta terça-feira (23).
Ao passar pelos jornalistas, todos evitaram a imprensa. Mas a mulher do marqueteiro disparou: “Não vou baixar a cabeça não”, declarou.
João Santana e a mulher estavam na República Dominicana trabalhando em uma campanha eleitoral e foram presos pela Polícia Federal no desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, nesta terça-feira.
Está prevista ainda para esta terça a chegada de Maria Lúcia Guimarães Tavares, que foi presa na Bahia.

23ª fase da Operação Lava Jato investiga a relação de João Santana com a empresa Odebrecht. A construtora também é alvo das investigações por suspeita de ter feito repasses financeiros ao publicitário no exterior. O juiz federal Sérgio Moro determinou nessa segunda-feira (22) o sequestro de um apartamento, localizado em São Paulo, registrado em nome de Santana e de sua mulher. Há suspeita de que o imóvel teria sido pago com dinheiro retirado de uma conta secreta na Suíça.

Em outra medida cautelar em nome dos investigados, Moro decretou o bloqueio das contas pessoais de João Santana, de sua esposa, medida estendida ao engenheiro Zwi Skornicki, representante do Estaleiro Keppel Fels no Brasil, e do funcionário da empreiteira Odebrecht Fernando Migliaccio, que está preso na Suíça.

Gincana Esportiva agita idosos dos Centros de Convivência


WEBMASTER 23 DE FEVEREIRO DE 2016

Os idosos participarão de atividades que visão o desenvolvimento de habilidades físicas, intelectuais e sociais

 Aconteceu nesta terça-feira, 23, o treinamento dos servidores dos Centros de Convivência
Aconteceu nesta terça-feira, 23, o treinamento dos servidores dos Centros de Convivência
Em abril, uma competição vai animar os Centros de Convivência de Colombo
Em abril, uma competição vai animar os Centros de Convivência de Colombo
Entre as atividades estão: Chute a gol, estafeta, arremesso, boliche, truco, dominó, jogos dos sentidos e quebra-cabeça
Entre as atividades estão: Chute a gol, estafeta, arremesso, boliche, truco, dominó, jogos dos sentidos e quebra-cabeça
Uma importante parceria foi firmada entre a Secretaria de Assistência Social e o Departamento de Esportes. Em abril, uma competição vai animar os Centros de Convivência de Colombo. Os idosos participarão de uma gincana com atividades que visão o desenvolvimento de habilidades físicas, intelectuais e sociais dos participantes.
A competição será dividida em etapas por região e a final reunirá os Centros de Convivência, no Parque Municipal da Uva. Entre as atividades estão: Chute a gol, estafeta, arremesso, boliche, truco, dominó, jogos dos sentidos e quebra-cabeça.
E com o intuito de demonstrar as atividades propostas, durante a gincana, e a preparação dos servidores, aconteceu nesta terça-feira, 23, o treinamento dos servidores dos Centros de Convivências, no Ginásio de Esportes Gilmar Pavin, localizado no Parque Municipal da Uva.
Para a secretária de Assistência Social, Maria da Silva Souza a gincana vai proporcionar qualidade de vida aos idosos, além de auxiliar no tratamento de doenças e trazer animação e interação os participantes. “Será uma ação muito divertida, de aprendizado e energia positiva”, destaca a secretária da pasta.
Confira as datas e os Centros de Convivência que participarão das atividades
12/04 – Ginásio Guaraituba
Centros de Convivência: Lírio do Vale, Maria do Rosário, Girassol, Monte Castelo e Jardim das Graças.
10/05 – Ginásio Rio Verde
Centros de Convivência: Jardim Adriana, Gralha Azul, Vó Elisa, Rio Verde, Graciosa e Vila Liberdade.
07/06 – Ginásio Osasco
Centros de Convivência: São José, Vó Joana, Roça Grande, Raio de Luz, Georgina e Sede
05/07 – Caic
Centros de Convivência: Meu Cantinho, São Sebastião, Caic, São Gabriel e Vida Esperança
09/08 Final – Bosque da Uva
Todos os Centros de Convivência
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto; Marcio Fausto/ PMC

Conselho autoriza promotor a retomar investigação sobre Lula e triplex

Cassio Conserini


Órgão do Ministério Público também manteve Conserino à frente do caso.
Deputado do PT e defesa de ex-presidente queriam trocar investigador.

Renan RamalhoDo G1, em Brasília
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) derrubou nesta terça-feira (23) uma decisão liminar (provisória) proferida na semana passada pelo conselheiro Valter Shuenquener quesuspendeu uma investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposta ocultação de patrimônio, relativa a um apartamento triplex no Guarujá (SP). A investigação é realizada pelo Ministério Público de São Paulo.

Além de autorizar a retomada das apurações, a decisão também manteve à frente do caso o promotor Cássio Conserino, que anunciou, em entrevista à revista "Veja", que já tinha elementos para denunciar o petista, a quem atribui a verdadeira posse do imóvel.
Em outra frente, a Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, investiga todos os imóveis do condomínio no Guarujá onde fica o triplex. Alguns apartamentos do Solaris eram da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) e, em 2009, foram assumidos pela OAS. A PF suspeita que a empreiteira usava os imóveis para pagar propinas de contratos fechados com estatais.
A defesa de Lula nega que ele seja o dono e que teve apenas a opção de compra pela cooperativa de bancários Bancoop, desistindo do negócio em 2014.
Na sessão desta terça, o CNMP analisou pedido do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) para encaminhar a investigação para outro promotor, alegando que o caso foi remetido para Conserino de maneira “encomendada”. O pedido levou à suspensão de um depoimento que Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia prestariam na última quarta (17) sobre o caso.

Relator do pedido no CNMP, o conselheiro Valter Shuenquener considerou irregular a forma como a apuração sobre Lula foi iniciada por Conserino, por contrariar o princípio do “promotor natural”, norma que obriga novas investigações a serem iniciadas por “livre distribuição”.
Ao final, porém, o relator votou para que o caso de Lula fosse mantido com Conserino para não haver anulação dos atos já adotados na apuração, em favor da “segurança jurídica”. Seu voto foi acolhido na íntegra por unanimidade entre os membros do CNMP.
O pedido para mudança de promotor aponta que a apuração foi iniciada em agosto do ano passado a partir de uma representação apresentada por três advogados diretamente a Conserino.
Por isso, Shuenquener recomendou que todas as futuras investigações sejam alteradas, para evitar arbitrariedades. “O princípio do promotor natural pressupõe que todo cidadão tenha direito de ser investigado e acusado por órgão independente, escolhido conforme prévios critérios abstratos e não casuisticamente”, afirmou.
Shuenquener, porém, votou para que o Ministério Público de São Paulo superviosionasse a investigação, para apurar se houve "excesso" de Conserino em sua entrevista à revista "Veja" e outras manifestações para a imprensa.
Relator do caso no CNMP, Valter Shuenquener foi o primeiro a se manifestar sobre o caso, em voto de uma hora e meia. Antes dele, a Confederação Nacional do Ministério Público (Conamp) e a Associação Paulista do Ministério Público (ANMP) se manifestaram pela manutenção de Conserino no caso.

Colombo tem novo Secretário de Saúde, é o médico Dr. Darci Martins Braga


Dr. Darci Martins Braga


Nossa reportagem acaba de apurar que a prefeita Beti Pavin, aceitou o pedido de exoneração do Dr. Fernando Aguilera, Secretário Municipal de Saúde de Colombo.

O novo Secretário é o médico DR. Darci Martins Braga, clinico geral, funcionário de carreira de Colombo.

Outra novidade é que Osni Mendes será o Diretor Geral da Secretária Municipal de Saúde.

Sua posse está marcada  para amanha dia  dia 24/02 as 16.00 hrs na regional do Maracanã.

Cirurgias são canceladas no HC por falta de anestésico e greve de 24 horas é marcada



Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias


O Sinditest, que representa parte dos trabalhadores do Hospital de Clínicas (HC), realizarão uma manifestação de 24 horas nesta quarta-feira (24), com a intenção de cobrar melhorias junto à reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) . Segundo José Carlos de Assis, coordenador-geral do Sinditest, a situação é tão ruim que, nesta terça-feira (23), as cirurgias foram canceladas pela falta de anestésicos.
hc
Manifestação deve afetar atendimento no HC (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)
“Após a implantação da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) piorou muito as condições de trabalho. Faltam medicamentos e equipamentos básicos, prejudicando os pacientes. Vamos parar por 24 horas amanhã, aqui e em outros hospitais ligados às universidades federais, para cobrar o governo. Queremos que todos os funcionários do HC participem do movimento, porque a situação está insustentável”, disse José Carlos.
Além da falta de anestésico, o sindicalista fez outra denúncia grave. “Na semana passada faltou quimioterápico para pacientes com câncer. Amanhã, pedimos a compreensão da população pelo não atendimento, mas isso se faz necessário. Estaremos no hall da reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para mostrar como está a situação dos hospitais”, relatou.
O contrato da Ebserh com a UFPR foi defendido à época por ser a única forma de garantir melhorias no HC, tanto para os funcionários quanto para os pacientes.
Outro lado
A Banda B entrou em contato com a assessoria da UFPR e aguarda retorno.

Lobista investigado na Lava Jato pagou serviços na casa de gerente da Petrobras


Operador Zwi Skornicki, preso na Operação Aracajé, pagou R$ 16 mil por "serviços de automação" na cobertura do ex-sindicalista Armando Trípodi

SAMANTHA LIMA
22/02/2016 - 18h08 - Atualizado 22/02/2016 18h08
Armando Trípodi (Foto: Divulgação)
A deflagração da 23ª fase da Lava Jato, a Operação Acarajé, movimentou mais uma vez o edifício sede da Petrobras, no centro do Rio. Desta vez o alvo do Ministério Público Federal foi o ex-sindicalista e gerente de Responsabilidade Social Armando Trípodi, que já foi chefe de gabinete dos ex-presidentes da estatalJosé Sérgio Gabrielli e José Eduardo Dutra.  Suspeito, de acordo com a Polícia Federal, de corrupção passiva no esquema investigado na estatal, Trípodi foi levado para depoimento na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A cobertura onde mora, no mesmo condomínio em Laranjeiras, zona sul, onde vive o governador Luiz Fernando Pezão, foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
As investigações da Lava Jato sobre Trípodi têm como base a identificação de um pagamento, feito pelo operador Zwi Skornicki, de “serviços de automação” na cobertura no valor deR$ 16 mil, em junho de 2013. “Foram identificadas trocas de mensagens eletrônicas entre ele e agentes da empresa Prattis Soluções em Automação e que revelam que Zwi pagou, em 06/2013, R$ 16.000,00 por serviços desta empresa na residência de Armando Ramos Trípodi.  É possível que [Skornicki] também tenha arcado com o pagamento dos produtos, com valor de cerca de R$ 74 mil, mas isso não está totalmente estabelecido”, diz o juiz Sérgio Moro em um dos despachos relacionados à nova operação. O juiz diz ainda não haver “causa lícita” para o pagamento feito por Skornicki “por serviços em residência do agente da Petrobras”.
Procurada para comentar a prisão de Trípodi, a Petrobras informou ter afastado o gerente de suas funções e ter instaurado comissão interna de apuração sobre o caso. A estatal não detalhou, porém, se ele apenas perdeu o cargo – e as gratificações -- de gerente ou se chegou a sofrer alguma punição como suspensão. A empresa diz que “reiteira seu compromisso com o pleno andamento das investigações e seu apoio ao trabalho das autoridades policiais”.
Segundo as investigaçõesda Lava Jato, Skornicki recebeu recursos do estaleiro asiático Keppel Fels por sua atuação como representante no Brasil, em decorrência da contratação para construir algumas sondas da empresa Sete Brasil. Trípodi foi conselheiro da Sete Brasil até o início deste ano.
O nome de Trípodi apareceu pela primeira vez nas investigações da Lava Jato por meio do delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal. Segundo Costa contou em 2015,  foi a Trípodi que ele informou que parlamentares pediam o pagamento de propina para enterrar a primeira CPI da Petrobras, em 2011. Na época, Trípodi era chefe de gabinete do então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. Em seu depoimento, Costa relatou um encontro, em um hotel do Rio, com o deputado federal Eduardo da Fonte, do PP de Pernambuco, o senador Ciro Nogueira, do Piauí, atual presidente do PP, e o senador e presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de Pernambuco, morto em 2014. Costa afirma ter sido  informado pelo trio que o Tribunal de Contas da União fizera uma devassa nas contas das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, descobrira várias irregularidades e que tal auditoria poderia ensejar a abertura de uma CPI sobre a Petrobras no Senado. Costa entendeu o recado e o transmitiu para Trípodi.
O ex-sindicalista também foi citado pelo ex-funcionário da Petrobras e lobista do PMDB João Augusto Henriques como tendo envolvimento na compra de um bloco para exploração de petróleo na Namíbia, no continente africano. Segundo reportagem publicada pela ÉPOCA em 2014, Henriques disse que Trípodi havia sido procurado pelo grupo inglês Chariot para que a estatal brasileira entrasse como sócia na exploração de poços de petróleo naquele país. Em 2009, a Petrobras anunciou a compra de 50% do bloco na Namíbia. Henriques dizia que, se fosse encontrado petróleo, ele receberia um percentual. O reservatório não apresentou condições de produzir petróleo de forma lucrativa, e o projeto foi abandonado.
Baiano, ex-sindicalista e ex-dirigente da Federação Única dos Petroleiros, Trípodi ascendeu na estrutura da sede da Petrobras, no Rio, com a chegada da gestão nomeada pelo PT. Formou com outros dois ex-dirigentes da estatal, Diego Hernandes e Wilson Santarosa, um trio de ex-sindicalistas que, com trajetórias semelhantes, ascendeu rapidamente a postos gerenciais ou de assessoramente a altos executivos.

Em 2012, quando Gabrielli deixou a empresa, Trípodi foi nomeado pela então nova presidente, Graça Fostergerente executivo de Responsabilidade Social, fazendo jus a um salário em torno de R$ 60 mil mensais. Na área, comanda um orçamento de R$ 300 milhões. Acumulou o cargo com uma cadeira no conselho de administração da Sete Brasil, ao qual renunciou há pouco mais de um mês.