Lula faz piada com pedalinhos do sítio de Atibaia em rede social





Lulinha Paz e Humor?
A equipe de assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu fazer piada com a investigação sobre a propriedade do sítio em Atibaia frequentado pelo petista e por sua família.
Uma postagem assinada pela “equipe Lula” no perfil oficial do ex-presidente no Facebook usa os pedalinhos de cisne do sítio — que teriam capas com os nomes dos netos de Lula e foram adquiridos por um servidor da Presidência designado para trabalhar com ele — para ironizar a imprensa.
“Os pedalinhos de cisne: quem são? O que fazem? Como vivem? Sexta-feira, no Globo Repórter”.
A postagem usa a imagem do apresentador Sérgio Chapelin e o logotipo do programa da Globo. No post, os assessores de Lula postaram as hashtags #jornalismopedalinho e #spotlight, numa referência ao filme vencedor do Oscar, que retrata os bastidores de uma grande reportagem.
Os autores da piadinha devem achar que ajudam o chefe. Nos comentários, apoio ao petista divide espaço com pesadas críticas, que acusam o ex-presidente de recorrer às piadas por não ter como se defender.

Cunha é excluído de lista de delegados que representarão RJ na convenção do PMDB


Presidente da Câmara está isolado no diretório fluminense e sofreu retaliação por se opor ao comando do partido

RICARDO DELLA COLETTA
02/03/2016 - 18h52 - Atualizado 02/03/2016 18h53
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)
O comando do diretório do PMDB do Rio de Janeiro excluiu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, da lista de delegados indicados para a reunião que vai eleger o comando nacional do partido.
A decisão foi tomada pela cúpula da legenda no Rio - leia-seSérgio Cabral, Jorge Picciani, Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão- e mostra o quão isolado Cunha está entre seus correligionários no Estado.
Cunha terá dois votos na convenção do PMDB por ser deputado federal e presidente da Câmara, mas não como delegado indicado pela legenda no Rio. Leonardo Picciani, por exemplo, acumula votos por ser deputado federal, líder da bancada, e delegado.
Confira os delegados enviados pelo RJ:
Titulares
Sergio Cabral
Eduardo Paes
Jorge Picciani
Luiz Fernando Pezão
Leonardo Picciani
Marco Antonio Cabral
Moreira Franco
Pedro Paulo Carvalho
Washington Reis
Paulo Melo
Fernando Jordão
Rafael Picciani
Aluizio dos Santos Júnior
Regis Fichtner
Suplentes
Vinicius Farah
Nelson Bornier
Soraia Santos
Marcos Mendes
Celso Pansera
Edson Albertassi
Andre Lazaroni
Afonso Monnerat
Bernardo Rossi
Gustavo Tutuca
Max Rodrigues Lemos
Celso Jacob
Laura Carneiro
Jorge Felippe

Lava Jato: Moro manda soltar secretária que cuidava dos 'acarajés quentinhos' da Odebrecht

Maria Lúcia Guimarães Tavares, funcionária da Odebrecht, presa na 23ª fase da Operação Lava Jato, no IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba, no Paraná, para exame de corpo de delito, nesta quarta-feira (24)
Maria Lúcia Guimarães Tavares, funcionária da Odebrecht, presa na 23ª fase da Operação Lava Jato, no IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba, no Paraná, para exame de corpo de delito, nesta quarta-feira (24)(Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress)
O juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, autorizou nesta quarta-feira a soltura de Maria Lúcia Guimarães Tavares, secretária de Marcelo Odebrecht apontada como responsável pela contabilidade paralela do empreiteiro. Ela foi presa temporariamente na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada Acarajé, no dia 22. Em petição a Moro, a Polícia Federal não pediu a prorrogação da prisão, mas sugeriu a imposição de medidas cautelares, como a entrega do passaporte. Maria Lúcia é apontada como responsável pelo repasse de propina - ou "acarajés quentinhos", na gíria dos executivos para o dinheiro sujo.
A 23ª fase da Operação Lava Jato trouxe à tona mais indícios do envolvimento de Marcelo Odebrecht no escândalo do petrolão e escancarou o pagamento de propina do conglomerado no exterior. Documentos em posse da força-tarefa do Ministério Público comprovam que existia uma planilha de pagamentos ilícitos feitos pela Odebrecht, com destinatários como "Feira", uma referência ao marqueteiro João Santana, e JD, em alusão ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Encarregada de gerenciar a planilha, Maria Lúcia Tavares se saiu com uma explicação nada convincente para as menções a acarajés nos e-mails trocados entre os executivos da Odebrecht Hilberto Mascarenhas e Roberto Prisco Ramos, com cópia para ela: de que se tratava, literalmente, da iguaria baiana.
"Apesar da aparente gravidade dos fatos em apuração, não somente manutenção de conta no exterior, mas corrupção, lavagem de dinheiro além de possíveis fraudes em financiamento político partidário, é certo que Maria Lúcia teria uma função subordinada no suposto esquema criminoso, sendo talvez desproporcional, neste momento, a decretação da preventiva", afirma Moro no despacho.
Segundo os investigadores, novas evidências mostram que Marcelo Odebrecht detinha o controle do caixa de propina do grupo e conhecimento amplo do uso de offshores para o depósito de dinheiro a corruptos. Na 23ª fase da Lava Jato, as suspeitas são de que Hilberto Mascarenhas Alves Silva Filho e Luiz Eduardo Rocha Soares, que já foram ligados ao Grupo Odebrecht, e Fernando Miggliaccio da Silva atuavam nos pagamentos no exterior por ordem da companhia. Os dois últimos teriam sido retirados do país após buscas e apreensões na Odebrecht em junho de 2015, data da fase da operação que levou o herdeiro do Grupo Odebrecht para a cadeia.

Executivo do Facebook pode voltar à prisão, diz desembargador que o soltou


Márcio Padrão
Do UOL, em São Paulo

  • Renato Mendes/Sigmapress/Estadão Conteúdo
    2.mar.2016 - Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina, foi solto nesta quarta-feira
    2.mar.2016 - Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina, foi solto nesta quarta-feira
Apesar de ter sido solto da prisão em São Paulo nesta quarta-feira (2), após um dia detido, o vice-presidente do Facebook na América Latina, Diego Dzordan, ainda deverá responder judicialmente aos pedidos da Justiça, ou até ser novamente preso se os fatos da investigação o envolverem criminalmente no processo. Quem diz isso é o próprio desembargador de Sergipe que emitiu o habeas corpus, Ruy Pinheiro.
Além disso, o delegado Fabiano Barbeiro, que solicitou o bloqueio do WhatsApp no Brasil no final do ano passado, disse em entrevista à Rádio Câmara que pode pedir novamente a suspensão do serviço do aplicativo. O motivo seria a falta de cooperação da empresa em outra investigação da Polícia Federal. Os investigados podem ter relações com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Pinheiro diz que o principal argumento para acatar ao pedido da defesa pela soltura de Dzoban é que o inquérito criminal que teria motivado a prisão dele --uma investigação uma quadrilha de tráfico de drogas em Lagarto (SE)-- teria pedido dados sigilosos da comunicação dos traficantes apenas pelo aplicativo WhatsApp, uma das empresas do grupo Facebook.
Entretanto, como Diego representa apenas o Facebook no país e não especificamente o WhatsApp, ele não poderia passar as informações sobre as conversas dos criminosos no app, e portanto, não poderia ser preso por isso. O juiz da Vara Criminal de Lagarto (SE), Marcel Maia Montalvão, o havia enquadrado na lei 12.850/2013, por impedir investigação de organização criminosa.
Apesar disso, o magistrado ressalta que sua decisão não significa dizer que o processo acabou. "Ele apenas vai responder ao processo em liberdade. A prisão pode ser novamente decretada a qualquer momento caso ele não cumpra as próximas decisões da Justiça, ou se aparecer fatos novos na apuração que mudem o que está argumentado na liminar. Também se criar obstáculos para a investigação, ou não comparecer ao juiz quando for solicitado sem justificar", explica Pinheiro.
Isso leva a crer que a Justiça deveria procurar representantes do WhatsApp no país para obter os devidos dados para a investigação, que corre sob sigilo. O problema é que o WhatsApp é sediado na Califórnia e não tem --e nem pretende ter até agora-- escritório no Brasil. Além disso, alega não guardar dados pessoais dos usuáriosalém dos números de telefone, e as mensagens são criptografadas. Então, como fazer com que o WhatsApp colabore?
No entendimento do desembargador, as justificativas da empresa pouco importam. "Qualquer rede social que atua no Brasil está obrigada a responder às ordens judiciais. Isso independe da vontade do Facebook ou do WhatsApp. O Marco Civil da Internet (lei 12.965/2014) determina isso", diz ele. Na lei, as empresas que prestam esse serviço devem manter os registros de acesso sob sigilo pelo prazo de seis meses.
"Mas ainda estamos naquela fase inicial do processo. Quando este for concluído e encaminhado ao Ministério Publico, aí sim o juiz poderá ver que tipo de crime ele (Dzodan) poderá ou não responder", concluiu.

Envolvimento do Whatsapp

Para o advogado especialista em segurança cibernética Rony Vainzof, se o WhatsApp colaborasse de forma mais aberta desde o primeiro momento, a prisão de Dzoban poderia ter sido evitada.
"Se chegou a esse ponto, imagino que eles não tenham colaborado. Mas se eles se apresentassem e falassem: 'eu tenho os registros, só não tenho o conteúdo das mensagens', isso permitiria que a Justiça quebrasse o sigilo dos criminosos pelo IP e avançasse na investigação, enquanto se discutia a possibilidade de fornecer ou não o conteúdo das mensagens", diz.
Para a rádio, Barbeiro disse: "Eu não consigo conceber o fato ou a alegação de que a empresa não tenha capacidade técnica de atender esse pedido, isso para mim é completamente improvável. O que eu acredito, sim, é que existem razões comerciais para que ela mantenha esta resistência. Eu não acho isso justo, não acho isto válido e não acho que isso deve se sobrepor às nossas leis, ao nosso Poder Judiciário, ao nosso estado democrático de direito e nem tampouco a nossa soberania nacional."

Filho de Lula “raramente permanece” no local de trabalho


A informação foi passada por funcionária do vereador Marcos Cláudio Lula da Silva a um oficial de Justiça

MURILO RAMOS
02/03/2016 - 13h12 - Atualizado 02/03/2016 19h32
No começo de janeiro, EXPRESSO revelou que o deputado estadual Orlando Morando (PSDB-SP) entrara com uma queixa-crime por difamação, calúnia e injúria contra Marcos Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Lula e vereador, pelo PT, de São Bernardo do Campo (SP). Quase um mês depois, o oficial de justiça incumbido de notificar Marcos Cláudio sobre o processo esteve na Câmara de Vereadores de São Bernardo. Para a surpresa dele, a chefe de gabinete do vereador, Adriana Rocha, disse (leia documento abaixo) que Marcos Cláudio – réu no processo - “raramente permanece ali (local de trabalho)”.
Marcos Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Lula (Foto: Daniel Wainstein / Valor / Agência O Globo)
Apesar da ausência de Marcos Cláudio, o oficial de justiça cumpriu o seu dever ao entregar a notificação para a funcionária do petista (confira abaixo a certidão que atesta o cumprimento da intimação). 
A audiência que contará com as presenças de Morando e Marcos Cláudio foi agendada pela Justiça para o dia 2 de maio.
Certidão mostra que Marcos Claudio Lula da Silva foi intimado (Foto: Reprodução)

Maioria dos ministros do STF vota pela aceitação da denúncia contra Cunha


Felipe Amorim
Do UOL, em Brasília

  • Luis Macedo/Câmara dos Deputados
    O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante sessão na última terça (1º de março)
    O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante sessão na última terça (1º de março)
Seis dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votaram nesta quarta-feira (2) favoravelmente à abertura de processo criminal no Supremo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O julgamento foi interrompido e será retomado às 14h desta quinta (3).
Apesar de a maioria ter anunciado os votos, o resultado ainda não é oficial, já que ainda há a possibilidade, mesmo que remota, de os ministros mudarem o voto quando o julgamento for retomado. Caso o Supremo aceite a denúncia, o presidente da Câmara, será o primeiro dos 38 parlamentares investigados no esquema de corrupção da Petrobras a passar à condição de réu.
Teori Zavascki, relator da denúncia contra Cunha, foi o primeiro a votar: ele aceitou parcialmente a denúncia. Após a leitura do voto de Zavascki, os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Luiz Edson Fachin, Rosa Weber e Marco Aurélio Mello acompanharam a tese do relator. Os outros cinco ministros ainda não votaram.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República acusa o peemedebista de ter recebido ao menos US$ 5 milhões em propina do esquema de corrupção da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato. A propina estaria ligada a contratos de navios-sonda da estatal, assinados em 2006 e 2007.
A ação foi baseada principalmente nos depoimentos, feitos sob acordos de colaboração premiada na Lava Jato, de Júlio Camargo e Fernando Soares, o Fernando Baiano.
Alan Marques/Folhapress
Ministro Teori Zavascki durante a sessão do STF que aprecia a denúncia da PGR contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Engrenagem espúria

Em seu voto, Zavascki afirmou que a denúncia não traz provas de que Cunha tenha participado da negociação da propina quando da negociação dos contratos dos navios-sonda. O ministro afirmou, no entanto, que a acusação da Procuradoria traz indícios da participação do deputado na cobrança de parcelas atrasadas do acordo de propina. Por isso, o voto de Teori foi pelo recebimento parcial da denúncia, excluídos os fatos relativos à celebração dos contratos.

TEORI PEDIU DELIGÊNCIAS A DIRETOR DA CÂMARA, JÁ QUE NÃO PODIA PEDIR A CUNHA

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"O elementos colhidos comportam sobejamente o cometimento do crime de corrupção passiva, ao menos na qualidade de partícipe, ao incorporar-se à engrenagem espúria protagonizada pelo funcionário da Petrobras Nestor Cerveró, Júlio Camargo e Fernando Soares", afirmou  Zavascki.
O ministro citou, principalmente, as suspeitas levantadas contra os requerimentos apresentados em 2011 pela então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), aliada de Cunha, que pedia medidas investigatórias contra empresas ligadas a Júlio Camargo.  "Nesse item a peça acusatória narrou com segurança os fatos acusatórios e a conduta dos agentes", disse Teori.
O ministro também afirmou que as delações que embasaram a denúncia foram acompanhadas de outros indícios dos supostos crimes. "Essas colaborações não são isoladas. Elas ganham valor na medida em que são acompanhadas de indiciários muitos sugestivos."

Não há provas contra Cunha, diz advogado

ADVOGADO DE CUNHA DESQUALIFICA TESTEMUNHA

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O deputado nega as acusações. Seu advogado, Antonio Fernando de Souza, afirmou no julgamento desta quarta-feira que não há provas de que seu cliente tenha recebido valores ligados à suposta propina.
"Apesar das denúncias de referirem a diversas transferências de valores, nenhuma delas se refere a Eduardo Cunha", afirmou Fernando de Souza.

Propinoduto

Já o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também em manifestação durante a sessão, afirmou que o presidente da Câmara foi o responsável por "restabelecer o propinoduto" que se instalou em dois contratos de navios-sonda da Petrobras.

"TUDO IA BEM NA ´PROPINOLÂNDIA´"

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Antes de proferir seu voto, Teori rejeitou pedidos da defesa do deputado para a suspensão do processo.
Foi rejeitado pelo ministro o pedido de Cunha para que o processo fosse suspenso com base no argumento de que o presidente da Câmara, assim como o presidente da República, não poderia ser processado por fatos estranhos ao seu mandato atual.
"Tal previsão constitucional se destina expressamente ao chefe do poder Executivo da União", afirmou Teori.

Bandidos armados invadem casa e rendem família de ex-comandante da PM-PR


Da Redação


Bandidos armados renderam o ex-comandante da Polícia Militar (PM), Roberson Bondaruk, e também a sua família, durante a madrugada desta quarta-feira (2), no bairro Tarumã, em Curitiba. Os marginais invadiram a residência do coronel, levaram joias, celulares e dois veículos.
Curitiba, 02-03-2009 - Governador Roberto Requião participa da troca de comando da Academia Policial Militar do Guatupê - ( APMG ), em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. - Coronel Roberson Luiz Bondaruck (foto), comandante da Academia Foto: José Gomercindo - SECS
UPS foram instaladas com Bondaruk no comando da PM-PR (Foto: Reprodução)
De acordo com as informações que chegaram à Banda B, durante o início da manhã, os moradores da residência foram rendidos e os bandidos fizeram a limpa. Eles também fugiram com um revólver calibre 38.
Apesar da informação dos ladrões terem agido com violência, Bondaruk e os familiares não ficaram feridos.
Bondaruk
Bondaruk esteve à frente da PM de novembro de 2011 a outubro de 2013. O motivo da troca foi um problema de saúde que ele passava na época. Bondaruk foi um dos responsáveis pelas instalações das Unidades Paraná Seguro (UPS) no estado.

Assalto a banco no Fazendinha deixa dois mortos e um ferido; tiroteio assustou moradores


Por Luiz Henrique de Oliveira, Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias
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Troca de tiros aconteceu após assalto a banco. Foto: G. Barros/Colaboração

Dois homens que tentaram assaltar uma agência bancária do Santander no bairro Fazendinha, em Curitiba, no fim da manhã desta quarta-feira (2), morreram em confronto com os vigilantes do estabelecimento. A troca de tiros assustou quem estava do lado de dentro e de fora do banco e também deixou um vigilante baleado na perna.
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Dois suspeitos morreram na troca de tiros (Fotos: Djalma Malaquias – Banda B)
Os bandidos chegaram em quatro até a agência bancária, conforme explicou àBanda B o delegado Rodrigo Brown de Oliveira, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).
“Eles vieram com armas de brinquedo, passaram pelo detector de metal e tentaram tirar a arma dos dois vigilantes, enquanto outros dois faziam a segurança do lado de fora com armas reais. Quando os vigilantes perceberam que seriam vítima da ação, houve a troca de tiros”, inciou.
“Dois suspeitos morreram e um dos funcionários foi baleado com gravidade na perna. Apesar de ter perdido muito sangue, acredito que vai se recuperar”, complementou o delegado.
Segundo o delegado, o modo de agir da quadrilha já era investigado pelo Cope. “É um novo modo de operar. Eles entram com as armas de brinquedo para não passar pelo detector de metais. Já estamos com informações sobre esses suspeitos, que há dez dias haviam agido aqui em outra agência (relembre na clicando aqui)”, contou.
Durante buscas na região, dois suspeitos de cometerem o assalto foram presos e levados ao Cope.
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Troca de tiros isolou quadra no Fazendinha (Foto: André Ferreira)
Confusão
A confusão aconteceu na rua Raul Pompéia, quase esquina com a João Dembinski. Estiveram no local a Polícia Militar (PM), Guarda Municipal (GM) e policiais do Cope. Várias clientes ficaram no meio da troca de tiros. “Eu corri dentro do banco me esconderam. Eram uns quatro assaltantes que invadiram o banco com tudo. Quando eu vi que um estava com arma na mão, começou a sair tiro para todo o lado”, descreveu um homem de 55 anos.
O vigilante ferido foi encaminhado pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) ao Hospital do Trabalhador. O Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba foi acionado para recolher os corpos.