Com fôlego novo, manifestantes esperam lotar Rua XV no domingo


Da Redação

Com novo fôlego após a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 24ª fase da Operação Lava Jato, a organização dos protestos do próximo dia 13 espera lotar Centro de Curitiba para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff no próximo domingo. A expectativa, segundo evento na rede social Facebook, é superar os 85 mil participantes do 15 de março de 2015.
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No ano passado, 85 mil pessoas participaram nos protestos em Curitiba (Foto: Divulgação)
“Depois do esquenta pelo Impeachment que realizamos em todo o Brasil. Dia 13/03, em comemoração do 1 ano da maior manifestação da história, faremos uma que irá superar todas! Confirme presença, Essa será a maior da história do Brasil”, diz a descrição.
O evento é convocado principalmente pelo Movimento Brasil Livre e pelo Vem pra Rua. Respectivamente, o primeiro evento conta com 9,6 mil interesses, 11 mil confirmações e 98 mil convidados. O segundo, tem 8,4 mil interesses, 9,5 mil confirmações e 89 mil convidados.
No Paraná, protestos simultâneos ainda irão ocorrer em Apucarana, Arapongas, Campo Mourão, Cascavel, Castro, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Irati, Londrina e Ponta Grossa.
Os protestos irão ocorrer em todo o país e pedem principalmente o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os grupos ainda declaram apoio as investigações da Polícia Federal e ao juiz Sérgio Moro.

Consumidor agora pode pedir bloqueio de celular roubado informando número da linha


Da Agência Brasil

A partir desta terça-feira (8), está mais fácil bloquear celulares roubados, extraviados ou perdidos, bastando apenas ao usuário informar o número da linha para a operadora. Antes, era necessário anunciar os cerca de 15 números que compõem o identificador chamado Imei – espécie de chassi dos aparelhos, que pode ser visualizado ao se digitar *#06#. Ele também pode ser localizado na parte traseira do aparelho, em geral perto da bateria, caso o celular esteja descarregado.
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Foto: Agência Brasil
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), basta ao usuário fazer uma ocorrência e o celular passará a incluído em uma lista que contém aparelhos roubados, extraviados ou perdidos tanto em território nacional como em 44 outros países. No caso de aparelhos com dois chips, o ideal é informar o número das linhas às duas operadoras.
“Estamos adotando duas formas de combate a roubos e furtos. A primeira, bastando apresentar às operadoras ou delegacias o número do celular, em vez dos 15 números do identificador, para bloqueá-lo. A segunda, ao obrigarmos que transportadores e lojistas incluam, na nota fiscal, esse identificador. Isso possibilitará a identificação dos aparelhos em caso de roubo de cargas ou em lojas varejistas”, disse o presidente da Anatel, João Rezende, ao anunciar as medidas hoje em Brasília.
A fim de evitar que as pessoas adquiram celulares roubados, foi disponibilizada, na internet, uma página na qual é possível saber se os identificadores Imei estão bloqueados. A consulta pode ser feita pelo site www.consultaaparelhoimpedido.com.br.
“Para saber o número de identificador, basta digitar *#06# no próprio aparelho celular”, informou Rezende. Segundo o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, Alexandre Bicalho, “o roubo de celulares já estava virando uma indústria no país”, inclusive, com a comercialização de aparelhos roubados no exterior.
“Por isso, a consulta [sobre aparelhos bloqueados] terá também uma base internacional com mais de 30 milhões de registros de celulares roubados em 44 países”, disse o superintendente da Anatel.
Nos casos em que a pessoa perdeu e, depois, encontrou o aparelho, será possível fazer o desbloqueio junto à operadora. Já os aparelhos roubados que tenham sido localizados pela polícia poderão ser devolvidos ao proprietário original. “Para isso, basta a boa vontade do policial ou de quem [na consulta] descobrir que o celular está bloqueado”, finalizou Bicalho

Por risco de explosão em carreta, BR-376 fica mais de 5 horas interditada no Litoral


 

Da Redação
Foto: Divulgação PRF
Foto: Divulgação PRF

Por risco de explosão em um caminhão-tanque, a BR-376 ficou interditada por mais de cinco horas entre a manhã e a tarde desta terça-feira (8), na altura de Guaratuba, no Litoral do Estado. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o tombamento do veículo aconteceu no quilômetro 667 e foi necessário o bloqueio de ambos os sentidos para remoção e limpeza veículo.
Segundo os bombeiros, o tombamento ocorreu na pista sentido Santa Catarina e o risco de explosão foi ocasionado por um pequeno vazamento da carga. Ninguém ficou ferido.
A fila na pista sentido Joinville passou do quilômetro 645 da rodovia, o que significa que ela teve mais de 20 quilômetros. No pedágio em São José dos Pinhais, as cancelas foram abertas para os motoristas que quiserem efetuar a manobra de retorno e voltar para Curitiba.
Já no sentido Curitiba, a interdição acontece ainda na BR 101 para evitar que os veículos cheguem à fila.
Uma pista em cada sentido foi liberada por volta das 14h50.

Polícia já tem imagens dos assassinos de casal dono do bar Aos Democratas


 

Da Redação


A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já tem imagens de câmeras de segurança que mostram o momento em que dois homens encapuzados matam o casal Márcio José da Silva, 38 anos, e Fernanda de Assis, 25 anos, na manhã de ontem (7). O crime aconteceu no bairro Tarumã e as vítimas, de acordo com a DHPP, tinham adquirido a casa noturna Aos Democratas, localizada no bairro Batel, há cerca de oito meses.
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Casal foi morto a tiros (Foto: Reprodução)
Segundo a DHPP, as imagens não serão divulgadas no momento para não atrapalhar as investigações. O delegado Wagner Holtz, da DHPP, já tem uma linha de investigação para o caso, mas não quer gravar entrevista enquanto não solucionar o duplo homicídio. Fernanda e Márcio foram mortos na frente dos filhos, um adolescente de 17 anos e uma criança de oito.
Crime
O crime aconteceu na Rua Engenheiro Farid Suruggi e a casa possui sistema de segurança com câmeras e sensores. De acordo com a Polícia Militar (PM), as duas vítimas estavam dentro do quarto e foram mortas a tiros, por dois homens encapuzados. Uma das vítimas vinha sendo ameaçada, mas o motivo não foi informado.
Um caso latrocínio está descartado, já que a caminhonete da família permanece na garagem. Outros objetos de dentro de casa serão analisados, mas não há informações sobre roubo.

Reunião de pauta, sobre a condenação de Marcelo Odebrecht - vídeo


:A reunião de pauta sobre Marcelo Odebrecht, Lula e os protestos de domingo:


Advogado de Lula preocupado em virar alvo de Moro



Roberto Teixeira pode passar da condição de advogado de Lula para investigado na Operação Aletheia. Na representação do MPF que fundamentou a operação da sexta-feira passada, constam fortes indícios de que Teixeira atuou na ocultação da titularidade de Lula na compra do sítio de Atibaia.
Preocupado em virar alvo da Lava Jato, Teixeira protocolou mais cedo na Justiça Federal em Curitiba, por meio de seus advogados, pedido de certidão de eventuais processos, procedimentos ou incidentes vinculados à Operação Aletheia ou não, mesmo sob sigilo, que envolvam seu nome.

A delação de Marcelo Odebrecht ficou mais cara


A Lava Jato já descobriu muito sobre ele e sua empresa. Se quiser sair da prisão, empresário terá de entregar o que sabe, sem poupar Lula ou o governo Dilma

LEANDRO LOYOLA
08/03/2016 - 13h11 - Atualizado 08/03/2016 15h44
O empresário Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira que leva seu nome, enfrenta provavelmente o pior dilema entre os presos pela Operação Lava JatoCondenado nesta terça, 8, a 19 anos e quatro meses de prisão pelo juiz Sério Moro pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa, Odebrecht vive no limite o que os economistas chamam de Dilema do Prisioneiro e que, em linguagem popular, seria o clássico estar entre a cruz e a espada. Uma condenação como a de hoje jogaria outro réu nos braços do Ministério Público Federal em busca de um acordo de delação premiada para sair da cadeia. Marcelo Odebrecht estuda a mesma possibilidade, mas sua situação é muito mais complicada. Não se trata só de ele querer, mas de os investidores quererem também.
Newton Ishii acompanha Marcelo Odebrecht (Foto: Geraldo Bubniak/Parceiro/Agência O Globo)
O primeiro aspecto é que marcelo Odebrecht demorou muito. Resistiu, crente que seus advogados conseguiriam reverter as sentenças do juiz Sérgio Moro em tribunais superiores, para que ele pudesse responder às acusações em liberdade (como sempre acontecia antes da Lava Jato). Isso não aconteceu. E, no mês passado, o Supremo Tribunal Federal ainda decidiu que réus condenados em segunda instância devem ir para a cadeia e aguardar recursos trancados. Ficou difícil para Marcelo não só nos tribunais, como na seara investigativa. Nesses nove meses, a Lava Jato avançou e acumulou conhecimento e provas sobre a atuação de sua empresa. Executivos da Odebrecht foram presos - inclusive um deles, Fernando Migliaccio, na Suíça, quando tentava ocultar provas. Os investigadores também descortinaram o relacionamento íntimo entre a empresa e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje, investigam a possibilidade de Lula ter feito tráfico de influência pela Odebrecht no Brasil e no exterior. Já existem provas de que a Odebrecht, com ordens diretas de Marcelo, pagou por fora João Santana, o marqueteiro e conselheiro de Lula e da presidente Dilma Rousseff. Além disso, há provas do principal, do esquema de propina para obter contratos com a Petrobras.
Todo esse conhecimento acumulado pela Força Tarefa nesse período em que resistiu à delação, e a postura belicosa de sua defesa para com os procuradores, tornaram a delação muito cara para Marcelo Odebrecht. Ele precisa convencer os procuradores a aceita-la. Ele só conseguirá obter um acordo para sair da prisão se contar o suficiente para ajudar a fechar muitos casos em investigação. Seria uma espécie de mãe de todas as delações, um calhamaço arrebatador. Obviamente, Marcelo Odebrecht teria de contar tudo o que sabe sobre o relacionamento de sua empresa com Lula - durante suas duas gestões e desde que saiu do governo - e com a campanha de Dilma. Marcelo Odebrecht não poderá fazer como outros réus, que tentaram contar só uma parte do que sabem; ele terá de contar muito mais, detalhar mais, entregar mais provas. É algo difícil para quem lidera uma empresa que esteve tão próxima do poder durante tantos anos, uma espécie de confissão inédita. Marcelo Odebrecht ainda tem de analisar muito, mas não pode demorar, afinal a concorrência está aí. Se o amigo de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai, fechar antes dele um acordo de delação premiada, a sua sairá ainda mais cara.

Lula pede a Sérgio Moro relação de processos em que tem o nome citado


Advogados dizem que lista deve ser entregue 'em nome da ampla defesa'.
Documento foi protocolado nesta terça (8) em investigação da Lava Jato.

Fernando CastroDo G1 PR
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de encontro com sindicalistas e membros do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo  (Foto: Nelson Almeida/AFP)Lula pediu relação de processos em que teve o
nome citado (Foto: Nelson Almeida/AFP)
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao juiz Sérgio Moro uma certidão em que conste todos os processos que envolvam o nome de Lula na 13ª Vara Criminal de Curitiba, onde tramitam as ações daOperação Lava Jato.
A solicitação foi protocolada nesta terça-feira (8) nos autos de investigação da 24ª fase da operação.
Os advogados querem que na certidão constem “todos os processos, procedimentos ou incidentes vinculados ao presente feito ou não, em regime de sigilo ou não”, que envolvam nome de Lula, “em nome do Princípio da Ampla Defesa”. O juiz Sérgio Moro não havia se manifestado sobre o pedido até a última atualização desta reportagem.
Investigação
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lula está sendo investigado porque há indícios de que ele recebeu dinheiro desviado da Petrobras por meio da execução de reformas em um apartamento triplex em Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP).
Os procuradores ressaltaram ainda que há evidências de que o petista recebeu móveis de luxo nos dois imóveis e teve a armazenagem de bens em uma transportadora bancada pela construtora OAS, uma das empreiteiras investigadas na Lava Jato.
Também são alvo de investigação pagamentos que passam de R$ 30 milhões para o Instituto Lula e para a empresa de palestras do ex-presidente.
Defesa
Na segunda-feira (7), a Polícia Federalinformou ao juiz Sérgio Moro que, ao ser interrogado, Lula fez diversas referências a um documento em que nega ter ocultado patrimônio em  Guarujá.
O documento, que foi protocolado no processo de investigação, tem o mesmo conteúdo denota divulgada no fim de janeiro pelo Instituto Lula para negar que o ex-presidente é dono de um triplex no litoral paulista.
O documento explica como a esposa de Lula, Marisa Letícia, fez a aquisição de cotas de um projeto da Bancoop, cooperativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, no edifício que à época chamava-se Mar Cantárbico.
A cooperativa se tornou insolvente e transferiu imóveis inacabados para a construtora OAS, dentre eles o prédio em Guarujá, que passou a se chamar Solaris.
O texto diz que a família do ex-presidente Lula investiu R$ 179.650,80 na compra da cota, que foi declarada à Receita e ao Tribunal Superior Eleitoral, segundo a assessoria do petista.
"Quando o empreendimento Mar Cantábrico foi incorporado pela OAS e passou a se chamar Solaris, os pagamentos foram suspensos, porque Marisa Letícia deixou de receber boletos da Bancoop e não aderiu ao contrato com a nova incorporadora", afirma o Instituto Lula.
O Instituto Lula afirma, ainda, que o ex-presidente visitou o apartamento de número 164-A acompanhado de sua esposa e do então presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso na Operação Lava Jato.
"Lula e Marisa avaliaram que o imóvel não se adequava às necessidades e características da família, nas condições em que se encontrava. Foi a única ocasião em que o ex-presidente Lula esteve no local", diz a nota.
'Boatos'
O Instituto Lula também afirma na nota que a família de Lula desistiu de utilizar a cota para adquirir um dos imóveis disponíveis no condomínio porque "as notícias infundadas, boatos e ilações romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento".
"A família do ex-presidente Lula solicitou à Bancoop a devolução do dinheiro aplicado na compra da cota-parte do empreendimento, em 36 parcelas, com um desconto de 10% do valor apurado, nas mesmas condições de todos os associados que não aderiram ao contrato com a OAS em 2009", afirma a assessoria.
A devolução do dinheiro aplicado à família do ex-presidente, segundo o instituto, ainda não começou a ser feita.

Parentes e amigos se despedem de jovem queimado por traficantes no Rio


A mãe de Matheus é amparada
A mãe de Matheus é amparada Foto: Fabiano Rocha / Extra
Extra
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Parentes e amigos se despediram do jovem Matheus Ferreira Motta, de 20 anos, nesta terça-feira. O jovem foi torturado e morto por traficantes do Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio. O corpo, carbonizado, estava no porta-malas de um carro abandonado na Praça Seca, na Zona Oeste da cidade. O enterro aconteceu na manhã desta terça-feira, no Cemitério de Irajá, naquele bairro da Zona Norte. A mãe de Matheus, Elizete Ferreira, foi ao local e, muito emocionada, teve que ser amparada.
Amigos do jovem se abraçam, emocionados
Amigos do jovem se abraçam, emocionados Foto: Fabiano Rocha / Extra
Amigos do rapaz - que era estudante e trabalhava num banco - também participaram da cerimônia. A todo momento eles abraçavam, inconsoláveis. Alguns usavam uma camisa com a foto de Matheus. A imprensa, a pedido da família, não acompanhou o enterro.
A camisa com o rosto de Matheus
A camisa com o rosto de Matheus Foto: Fabiano Rocha / Extra
A emoção na despedida ao jovem morto por traficantes
A emoção na despedida ao jovem morto por traficantes Foto: Fabiano Rocha / Extra
A Divisão de Homicídios (DH ) da capital investiga se Matheus foi confundido com um traficante rival do Morro Jorge Turco, em Rocha Miranda, bairro da Zona Norte onde o jovem morava. Uma testemunha relatou à DH que ele estava com um amigo, numa moto, num posto de gasolina na Estrada do Camboatá, nas imediações do Chapadão, quando criminosos chegaram num carro e três motocicletas, armados com fuzis e pistolas.
O desespero de uma parente do rapaz
O desespero de uma parente do rapaz Foto: Fabiano Rocha / Extra
O desespero dos parentes
O desespero dos parentes Foto: Fabiano Rocha / Extra
Um dos bandidos teria apontado para Matheus e dito que ele era “o alemão” (termo usado para se referir a criminosos rivais) do Jorge Turco. O jovem foi, então, levado pelos traficantes e seu amigo, liberado. A mesma testemunha contou ainda que Matheus estava sem celular quando foi levado pelos traficantes.
Matheus estudava e trabalhava num banco
Matheus estudava e trabalhava num banco Foto: Reprodução do Facebook
Outra testemunha contou à especializada que os criminosos teriam achado que o jovem era policial, após terem encontrado, em seu celular, fotos nas quais ele vestia uma farda semelhante a de militares para participar de uma “batalha” de paintball. A DH, no entanto, não acredita nessa versão.
O corpo de Matheus foi reconhecido pela mãe: ela identificou a bermuda e o alargador de orelha do filho.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/parentes-amigos-se-despedem-de-jovem-queimado-por-traficantes-no-rio-18826808.html#ixzz42KNDslfH

Marcelo Odebrecht é condenado a 19 anos e 4 meses de prisão


Giuliano Gomes/Folhapress
Marcelo Odebrecht, presidente da holding que administra a empreiteira, fica calado diante dos deputados da CPI da Petrobras
Marcelo Odebrecht, durante depoimento na CPI da Petrobras
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Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, foi condenado pelo juiz Sergio Moro a 19 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e por integrar organização criminosa.
Ele está preso desde julho de 2015, quando foi alvo de uma fase da Operação Lava Jato, e virou réu da Justiça um mês depois.
O empresário já liberou executivos da empresa a negociarem acordo de delação premiada com a Justiça e estuda fazer ele mesmo acordo de colaboração. Rogério Araújo, Márcio Faria, César Rocha e Alexandrino Alencar, ex-executivos da empreiteira, também foram condenados.
Na sentença, Moro determinou que Odebrecht, Faria e Araújo continuem presos enquanto aguardam os recursos. Para justificar a decisão, o magistrado considerou que há risco de continuidade e citou os indícios de pagamentos realizados por uma offshore atribuída à Odebrecht a uma conta secreta do marqueteiro do PT, João Santana, na Suíça.
O juiz ainda cita que dois executivos do grupo –investigados no caso dos pagamentos ao publicitário– foram transferidos para o exterior supostamente para deixá-los fora do alcance das autoridades brasileiras.
OBRAS
Marcelo Odebrecht e outros três executivos do grupo foram considerados culpados por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa para obtenção de contratos que somam R$ 12,6 bilhões de parte das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), da refinaria Abreu e Lima (Rnest, PE) e da refinaria Getúlio Vargas (Repar, PR).
As obras estavam entre as 10 maiores do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal vitrine de infraestrutura dos governos Lula e Dilma Rousseff. Maior obra do PAC, o Comperj é orçado em R$ 45 bilhões, duas vezes e meia a mais que o custo estimado inicialmente. Abreu e Lima, que deve sair por R$ 26 bilhões, está atrasada seis anos.
A estimativa é que a propina paga aos ex-dirigentes da Petrobras e a PT, PP e PMDB –partidos que lotearam as diretorias de Serviços e de Abastecimento da Petrobras– represente até 3% dos contratos.
Quanto aos contratos destas obras, o juiz considerou que Marcelo Odebrecht, Márcio Faria, Rogério Araújo e Cesar Rocha foram responsáveis pelo pagamento de propina aos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e Renato Duque (Serviços) e ao ex-gerente Pedro Barusco.
Delatores, Costa e Barusco admitiram o recebimento de suborno em contas no exterior.
Na sentença, Moro desqualificou o argumento que a Lava Jato tem concentrado a culpa nas empreiteiras e não nos agentes públicos e afirmou que os ex-dirigentes da estatal foram presos.
"De todo modo, o processo penal não é espaço para discutir questões ideológicas a respeito do papel do Estado ou do mercado na economia, mas sim de definir, com base nas provas, a responsabilidade criminal dos acusados. A responsabilização de agentes públicos ou privados culpados por corrupção favorece tanto o Estado como o mercado, sem qualquer distinção", afirmou trecho da condenação.
Moro reconheceu que não existe prova que Paulo Roberto Costa, Renato de Souza Duque e Pedro Barusco tenham praticado ato de ofício para favorecer ilegalmente a Odebrecht, mas os pagamentos recebidos por eles, no exterior, são suficientes para configurar os crimes de corrupção, "inflando os preços de contratos ou de aditivos ou permitindo que fossem superfaturados".
NAFTA
O juiz também acolheu a alegação dos procuradores que houve corrupção na renegociação de um contrato de venda de nafta (insumo básico da indústria de plásticos) da Petrobras para a Braskem - braço petroquímico do grupo Odebrecht.
No caso da nafta, foi condenado o ex-executivo da Braskem e da Odebrecht Alexandrino Alencar por um ato de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi absolvido por falta de provas do crime de associação criminosa.
A renegociação dos preços do insumo, que envolveu Paulo Roberto Costa, conforme a sentença, favoreceu a petroquímica com preços abaixo dos praticados no mercado mediante pagamento de suborno.
"Pode-se eventualmente, como fazem as defesas, argumentar que a revisão seria 'justa', mas o fato é que ter o diretor da Petrobrás na folha de pagamento certamente contribuiu para a revisão de um contrato com desvantagem para a estatal", escreveu Moro.
PROPINA NO EXTERIOR
A propina, segundo a sentença, percorreu uma rede de contas secretas em nomes de offshores em paraísos fiscais. Segundo a acusação, subsidiárias da Odebrecht no exterior foram a origem de pagamentos de US$ 16,3 milhões (R$ 61,4 milhões, pelo câmbio de hoje) aos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque e ao ex-gerente Pedro Barusco.
Além disso, entre 2011 e 2012, a Odebrecht realizou oito depósitos que somaram US$ 4,2 milhões em uma conta em Hong Kong e o doleiro Alberto Youssef disponibilizou o valor em espécie, em reais, no Brasil, para entregar a Paulo Roberto Costa.
O juiz Sergio Moro rejeitou, um a um, os argumentos da defesa dos acusados que questionavam aspectos formais da ação penal, como a competência do juízo e a imparcialidade do magistrado.
Numa das controvérsias, a defesa de Márcio Faria anexou a decisão do Tribunal Penal Federal suíço que considerou irregulares os procedimentos de envio de documentos bancários de empresas offshores atribuídas à Odebrecht do Ministério Público daquele país para o Brasil.
Moro frisou que a corte da cidade de Belinzona não determinou a nulidade das provas na ação penal de Curitiba.
"O erro procedimental deve ser corrigido na Suíça, sem qualquer relação com os procedimentos no Brasil. O erro procedimental não é suficiente para determinar a ilicitude da prova, já que suprível", escreveu o juiz.
Em seguida, comparou: "Não se trata aqui de prova ilícita, ou seja produzida em violação de direitos fundamentais do investigado ou do acusado, como uma confissão extraída por coação, uma busca e apreensão sem mandado ou uma quebra de sigilo bancário destituída de justa causa", escreveu Moro.
Moro também criticou a postura dos advogados de defesa do grupo. Segundo ele, houve "certo abuso do direito de defesa".
"No processo ou fora dele, em manifestos ou entrevistas a jornais, [advogados] reclamam da condução do processo, imaginando uma fantasiosa perseguição aos seus clientes, sem, porém, refutar as provas apresentadas pela acusação, e não só as declarações do colaboradores, mas a prova documental categórica do pagamento da propina no exterior", cravou o juiz.
CONTAS NO EXTERIOR
Embora a Odebrecht sempre tenha negado o uso de contas secretas no exterior, documentos bancários enviados pelas autoridades da Suíça e de Mônaco, além de extratos entregues por pelos delatores Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, ex-funcionários da Petrobras, revelam que a empreiteira repassou dinheiro a membros da diretoria estatal.
Extratos bancários apreendidos na 23ª fase da Lava Jato, chamada de Acarajé, revelam que dois executivos da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas Alves Silva Filho e Luiz Eduardo Rocha Soares, controlavam contas no exterior e intermediaram repasses ao marqueteiro João Santana, preso no final do mês passado.
A mulher de Santana, a publicitária Mônica Moura, confirmou em depoimento à Polícia Federal a empresa do casal recebeu US$ 3 milhões da Odebrecht via caixa dois em conta no exterior. Os pagamentos eram referentes a dívidas de campanhas realizadas em três países: Angola, Panamá e Venezuela.
OUTRO LADO
Procurada, a assessoria de imprensa da Odebrecht ainda não se pronunciou sobre a condenação.
Nas alegações finais do processo, entregues na semana passada, a defesa de Marcelo pediu sua absolvição com base no argumento que o grupo de acusados era uma "gigantesca rede", com "estrutura descentralizada", e que não havia como o réu saber de tudo que acontecia na organização.
As alegações finais, assinadas pelo advogado Nabor Bulhões, afirmam que, se houve algum pagamento a funcionários da Petrobras, aconteceu "à revelia" dele. 

Pedra é jogada contra carro e motorista fica gravemente ferido na Brigadeiro Franco


Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias
(Fotos: Djalma Malaquias – Banda B)

Uma pedra foi arremessada contra um Fox preto que trafegava pela Rua Brigadeiro Franco, nobairro Parolin, em Curitiba, por volta das 6h30 desta terça-feira (8). Um motorista particular, de 45 anos, teve ferimentos graves depois que o objeto atingiu a cabeça dele.
A vítima estava de folga e vinha no carro com a mulher, Cleusa Garcia. O casal ia para uma consulta no Hospital Evangélico quando, de repente, a pedra foi arremessada, possivelmente por assaltantes.
“Nós íamos para o hospital e jogaram a pedra no vidro do motorista. Acredito que a intenção deles era de praticar um assalto, mas dois taxistas que viram, pararam e nos ajudaram, evitando o pior”, descreveu Cleusa à Banda B.
De acordo com ela, o marido teve ferimentos na cabeça. “Ele está muito nervoso com o que aconteceu, devido aos ferimentos consideráveis na cabeça. O que me choca é que nós estamos andando tranquilamente pela rua e acontece isso. É muita insegurança nesta cidade”, lamentou.
O motorista foi encaminhado a um hospital de Curitiba. A Polícia Militar fez buscas na região, mas ninguém foi localizado.