STJ autoriza abertura de inquérito para investigar Beto Richa


Da Redação
Foto: Divulgação AEN
Foto: Divulgação AEN

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou na tarde desta sexta-feira (11) abertura de inquérito contra o governador Beto Richa (PSDB) na Operação Publicano, que apura casos de corrupção dentro da Receita Estadual do Paraná.  Segundo reportagem publicada pelo Valor Econômico, o prazo autorizado de investigação será de 20 dias.
A decisão é do ministro João Otavio de Noronha, que atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) feito no início de fevereiro.
Após o pedido da PGR, o governador declarou no início de fevereiro que está “absolutamente tranquilo” sobre a investigação. “Eu ainda não tive acesso a esse inquérito, mas sou o principal interessado em esclarecer os fatos. A história de que o dinheiro desviado teria ido para a minha campanha é balela. Toda vez que alguém comete um ato de corrupção nunca vai dizer que a verba é para ele”, disse o governador.
Há suspeita de que o esquema de corrupção na Receita abasteceu campanhas políticas, inclusive a do governador. Richa nega a acusação e argumenta que as contas de sua campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.
O caso tramita em segredo de Justiça no STJ e a defesa do governador já foi notificada da decisão.

Motociclista de 22 anos morre na hora após batida com van que acessava BR-277 em Campo Largo


Por Luiz Henrique de Oliveira e Flávia Barros
(Fotos: Flávia Barros – Banda B)

Um motociclista de 22 anos morreu na hora após uma batida contra uma van que acessava a BR-277 em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, por volta das 16h desta sexta-feira (11). A colisão aconteceu na pista sentido Curitiba, no KM 116, e envolveu uma motocicleta de 750 cilindradas (cc).
GUILHERME
Amigos lamentam morte de Brambilla (Foto: Reprodução Facebook)
O motorista da van, que saía do trabalho ao lado de um amigo, disse que não teve como evitar a batida. “Eu fui acessar a rodovia e infelizmente aconteceu isso. Ele vinha em uma velocidade alta e não deu para desviar. Infelizmente aconteceu isso”, disse o condutor, que realizou o teste do bafômetro e não foi verificado a presença de álcool no sangue.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local, mas não falou sobre o caso. Portanto, não é preciso confirmar se a versão do motorista da van é verdadeira.
A vítima foi identificada como Guilherme Brambilla. Ele era morador em Campo Largo e trabalhava como Técnico em Mecânica. Por volta das 17h30 de hoje, amigos já postavam mensagens de luto pelo o que aconteceu:
“Como eu queria que fosse apenas um pesadelo! Ainda não consigo acreditar que aquele amigo que eu considero como um irmão nos deixou de uma forma tão precoce! sei que onde quer que você esteja, estará num lugar melhor e agora é uma estrela que brilha no céu! Depois de três anos de amizade, achei que fosse pra sempre, mas de certa forma nossa amizade continua no coração! ‪#‎dindobrambilla‬ ‪#‎amgirmão‬ ‪#‎teamocara‬”, disse um amigo.

Lula: a serpente acuada

MITO - Lula com Renan Calheiros: busca de apoio para manter o que ainda lhe resta de poder e influência
MITO - Lula com Renan Calheiros: busca de apoio para manter o que ainda lhe resta de poder e influência(Eraldo Peres/AP)
Embora a jararaca seja uma serpente endêmica na América do Sul, nenhum outro país do continente além do Brasil tem uma jararaca como Luiz Inácio Lula da Silva. "A jararaca está viva", disse o ex-presidente há duas semanas, logo depois de depor nas investigações da Lava-Jato, na barulhenta condução coercitiva de que foi alvo. Na semana passada, a jararaca provou-se realmente muito viva, mas em luta desesperada pela sobrevivência. Jantou por três horas no Palácio da Alvorada com a presidente Dilma Rousseff, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar as investigações sobre seu patrimônio, reuniu-se com líderes do PMDB em busca de uma saída política, recebeu um convite para ser "ministro do foro ­privilegiado" e terminou a semana ainda pior do que começou: denunciada por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, e com um inédito pedido de prisão preventiva apresentado à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo. Sim, a jararaca está viva, mas nunca esteve tão acuada.
A movimentação de Lula revela quanto sua situação se deteriorou nos últimos dias, desde o depoimento que prestou à Polícia Federal, no Aeroporto de Congonhas. Sua imagem, logo depois de falar por três horas e meia aos agentes federais, apareceu num vídeo divulgado pela deputada Jandira Feghalli, do PCdoB do Rio de Janeiro, no qual Lula vocifera palavrões ao telefone, irritadíssimo com a pressão das investigações. Mas separe-se o joio do trigo: o pedido de prisão apresentado pelos procuradores do Ministério Público de São Paulo na semana passada é uma peça amadora, que em nada se compara ao trabalho cuidadoso que vem sendo feito pelos investigadores da Lava-Jato. O pedido de prisão produziu o milagre de reunir críticas uníssonas de petistas, tucanos, juristas e palpiteiros em geral. Ele será analisado pela juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, que tem fama de linha-dura.
São muitos os pecados atribuídos ao ex-presidente. Em diferentes frentes, ele é acusado ou suspeito de corrupção, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ou, substituindo o Código Penal pelo bom português, é investigado sob a suspeita de se beneficiar do dinheiro sujo do petrolão, o maior esquema de corrupção já investigado na história do país. Diante de tantos e tão variados indícios de crimes, Lula desembarcou em Brasília para pedir apoio a próceres da República. Seu plano é criar uma rede de proteção capaz de contestar, constranger e intimidar os investigadores. Numa reunião com Dilma Rousseff, exigiu empenho em sua defesa e alegou que protegê-lo significa proteger o governo e o mandato da presidente, que treme à sombra do impeachment em tramitação no Congresso. O recado foi claro: o destino de um está atrelado ao destino do outro. Ou os dois se salvam, ou ninguém. O raciocínio traz embutido um acerto de contas. Há tempos o criador reclama da deslealdade da criatura, que insiste em transferir para Lula a responsabilidade pelos escândalos. O petista tem alegado que Dilma arruinou a economia, desarranjou a política e quer salvar-se da guilhotina com o discurso do combate à corrupção.
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Em mais de um cenário, Lula insinuou a Dilma que o melhor caminho para ambos seria ele, Lula, assumir de vez as rédeas do governo. O ex-presidente reclama para assessores que sua sucessora ouve seus conselhos, finge que concorda, mas não executa o combinado. Daí a necessidade de uma intervenção. Assim Lula tem resumido o balanço da relação com a presidente: "A Dilma é ótima para ser mandada (por mim), mas uma tragédia para mandar (nos outros)". Numa tentativa de mostrar poder, Lula quer agora os ministérios da Justiça e da Fazenda sob a sua tutela. Ele defende há tempos a nomeação para a Justiça de um político ou jurista experiente, como o ex-ministro Nelson Jobim, que seja capaz de controlar a Polícia Federal com pulso firme e manter um diálogo com os ministros dos tribunais superiores, a quem cabe a palavra final sobre os escândalos de corrupção.
Da Fazenda, Lula espera uma guinada na política econômica, com a adoção de medidas de incentivo ao crédito e ao investimento, a fim de atenuar o mau humor da população. O PT considera a rua um ativo partidário e conta com ela para defender o ex-­presidente e sua pupila do risco de impedimento. A pessoas próximas, Lula e seu ofidiário espalharam que o ex-presidente foi convidado por Dilma para assumir um ministério. Lula se sentiu comovido com o gesto, mas não aceitou nem recusou a oferta. No ano passado, petistas já haviam defendido sua nomeação para a Casa Civil como forma de lhe assegurar o direito a foro privilegiado. Na época, Lula classificou a ideia de coisa de aloprado, uma vez que aceitá-la equivaleria a assinar uma confissão de culpa. A situação, agora, é outra. O cerco dos investigadores está cada vez mais próximo, e Lula, cujo instinto de sobrevivência é historicamente aguçado, anda preocupado com sua família, que obviamente não seria beneficiada pelo foro privilegiado.

Delator de Gleisi incrimina líder do governo, ex-ministro Carlos Gabas e ex-presidente da Câmara

Alexandre Romano, ex-vereador do PT
Alexandre Romano, ex-vereador do PT(Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)
O ex-vereador petista Alexandre Romano, conhecido como Chambinho e delator da senadora petista Gleisi Hoffmann, listou em seus depoimentos de colaboração à Justiça como petistas das mais diversas matizes - de um então ministro de Estado ao atual líder do governo na Câmara dos Deputados - embolsaram dinheiro e receberam benesses a partir de favores políticos e desvio de recursos em estatais. A força-tarefa da Operação Lava Jato escancarou o esquema de corrupção instalado na Petrobras, mas os tentáculos do propinoduto chegaram a outras esferas da administração pública, como estatais do setor elétrico, os Correios, empresa que já tinha sido o estopim do escândalo do mensalão, e instituições financeiras, como o Banco do Nordeste.
Chambinho se tornou alvo da Lava Jato em meados de 2015, depois de a força-tarefa do Ministério Público ter mapeado que o advogado e ex-vereador arrecadou mais de 50 milhões de reais em propina a partir de contratos de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento. O esquema criminoso, que teve início em meados de 2010, envolve empresas do grupo Consist e pagamentos de vantagens por meio de empresas de fachada e inclui a emissão de notas fiscais falsificadas para desvio de dinheiro público. Mas não é só.
Na delação premiada de Alexandre Romano, homologada recentemente pela Justiça, há detalhes de transações escusas que, muito em breve, darão muita dor de cabeça a figuras coroadas do partido. Aos investigadores, Chambinho disse, por exemplo, como dinheiro de origem ilícita irrigou o caixa dois da campanha da senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR). Parte do dinheiro, revelou ele, saiu de um contrato milionário firmado nos Correios - estatal vinculada ao Ministério das Comunicações, comandado durante anos pelo marido da petista, o também ex-ministro Paulo Bernardo. O próprio Bernardo é citado como beneficiário de dinheiro sujo repassado pelo advogado paranaense Guilherme Gonçalves, também investigado. O dinheiro, como revelou a coluna Radar, chegou à campanha de Gleisi por meio de um contrato fictício firmado com um escritório de advocacia. Quem recebeu a bolada, em nome da campanha, foi Leones Dall'Agnol, ex-chefe de gabinete de Gleisi e de Paulo Bernardo. Por Gleisi ter foro privilegiado, as investigações contra ela estão no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Outro petista conhecido que sai mal da delação premiada de Chambinho é o deputado gaúcho Marco Maia (PT), ex-presidente da Câmara dos Deputados. Ao Ministério Público Federal, Chambinho relatou em minúcias como comprou, com dinheiro de propina, um apartamento para Marco Maia em um condomínio de luxo em Miami, nos Estados Unidos. A transação foi revelada no ano passado por VEJA. Na ocasião, o deputado negou ser o dono do imóvel, mantido até recentemente em nome do próprio Chambinho. A partir da delação premiada, Marco Maia deverá ser alvo de uma investigação no Supremo.
Aliado de primeira hora da presidente Dilma Rousseff, Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência e atual secretário especial da Previdência, também é citado na delação como destinatário das propinas. Chambinho contou que parte do dinheiro sujo que recebia era dividida com Gabas, um dos petistas da Esplanada dos Ministérios mais próximos da presidente - ele ganhou fama, tempos atrás, por ter levado Dilma para passear por Brasília na garupa de sua Harley-Davidson. Segundo Chambinho, o ex-ministro recebeu, durante quatro meses, repasses em dinheiro vivo que totalizaram cerca de 300.000 reais. De acordo com os depoimentos, os pacotes de dinheiro eram entregues pelo sócio de Chambinho a um parente de Gabas, que se encarregava de fazer os recursos chegarem ao ministro.
No acordo de colaboração que fez com a Justiça, o delator também cita nominalmente o atual líder do governo na Câmara, o deputado cearense José Guimarães (CE). Segundo Chambinho, Guimarães valeu-se de sua influência para abrir as portas do Banco do Nordeste para ele e chegou a apresentá-lo um diretor do banco. O lobby do petista foi bem-sucedido e a transação, um empréstimo para construção de usinas, foi levada adiante. Depois de fazer a intermediação do negócio, Guimarães apresentou a fatura: cobrou uma "ajuda" de cerca de 100.000 reais, que foram pagos pelo delator.
Ao site de VEJA, Gabas, por meio de sua assessoria, disse que "nega peremptoriamente qualquer inferência [feita pelo delator] e que nunca recebeu nada nem dele nem de ninguém". Em nota, o líder do governo, José Guimarães, afirmou que tem "a consciência absolutamente tranquila" e que "jamais" se beneficiou de recurso público. "Meu trabalho como deputado pressupõe o diálogo com inúmeras instituições públicas, bem como atendimentos a diversos interlocutores de todas as esferas, conforme se pode acompanhar diariamente pela minha agenda, amplamente repercutida nas redes sociais e na própria imprensa. Uma acusação desse tipo revela oportunismo diante do conturbado momento político no país e a incessante tentativa de criminalizar o PT e o governo, bem como seus defensores e representantes. Adotarei todas as medidas cabíveis, dentro do Estado de Direito, para defender minha honra, contra a qual não tolerarei ataques sem fundamento", disse ele.
Em nota, a senadora Gleisi Hoffmann "reafirma que não conhece e nunca teve contato com Alexandre Romano". "Nega veementemente que tenha recebido qualquer quantia não declarada ou de caixa 2 para quaisquer de suas campanhas. Todos os valores utilizados em suas campanhas foram declarados nas prestações de contas que estão disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral", disse.
O deputado Marco Maia não atendeu os telefonemas da reportagem nem retornou os recados.

Delator acusa líder do governo na Câmara de receber propina


É dura a vida dos líderes do governo. Delcídio do Amaral, do Senado, foi preso. Agora José Guimarães, da Câmara, é acusado de receber propina

FILIPE COUTINHO E DIEGO ESCOSTEGUY
11/03/2016 - 20h23 - Atualizado 11/03/2016 20h52
AJUDA O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), é acusado de receber R$ 95 mil em propina. (Foto: Beto Barata/Folhapress)
A presidente Dilma Rousseff nunca teve uma vida estável no Congresso. Extensa na teoria, sua base de apoio parlamentar não só deixa a desejar nos momentos decisivos, como joga a favor de um pedido de impeachment de Dilma. Na semana passada, parlamentares mostraram que seu governo não está em condições de organizar qualquer coisa no Legislativo. Parte disso se deve ao fato de Dilma ter perdido um de seus principais articuladores no Senado, o líder do governo Delcídio do Amaral (PT-MS). A Operação Lava Jato levou Delcídio, preso em novembro ao tentar obstruir a investigação, e hoje convertido em colaborador. Agora, a Lava Jato ameaça carregar o outro líder de Dilma, também petista. O deputado José Guimarães, do PT do Ceará, aparece em uma delação premiada acertada com os procuradores da Força Tarefa do Ministério Público Federal. 
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Trata-se de um acordo especial: é o primeiro fechado por um operador do PT. Foi homologado há poucos dias pelo ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A pedido do delator, que teme pela vida, seu nome é mantido em sigilo pela Procuradoria Geral da República. Trata-se de uma exceção, permitida por lei, no padrão de tratamento das delações obtidas pela Lava Jato. ÉPOCA teve acesso à delação do petista. Para cada caso que conta, ele lista uma série de documentos fornecidos para provar o que está dizendo. Seus relatos incluem, além de  Guimarães, casos de corrupção que envolvem o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, e o ex-presidente da Câmara, deputado Marco Maia.
delator confessa que trabalhou como uma peça essencial do esquema clandestino montado pelo PT para arrecadar dinheiro de empresas interessadas em fazer negócios com o governo. Essas empresas tinham de pagar um pedágio, operado pelo delator e organizado por Paulo Ferreira, tesoureiro do PT entre 2005 e 2010, e marido da ministra do Desenvolvimento Social, Teresa Campello. Ferreira é, hoje, o único dos mais recentes tesoureiros do PT que não passou pela cadeia. O sistema de pagamento do pedágio era simples e já bastante conhecido nas investigações da Lava Jato: Ferreira orientava o delator a celebrar falsos contratos de prestação de serviços de empresas fantasmas com as companhias privadas interessadas em obter contratos na Petrobras, outras estatais e bancos públicos. Depois que recebiam os pagamentos de estatais, as empresas acertavam a propina combinada com os petistas, mediante contratos fajutos para serviços inventados.
PAIXÃO Ex-deputado e ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira disse que ajudou o Grêmio por paixão. O delator diz que pagou R$ 200 mil (Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados)
O passo seguinte era dividir os valores, muitas vezes em dinheiro vivo, entre o delator, Paulo Ferreira e outros envolvidos. Um desses envolvidos foi José Guimarães. Em 2010, o colaborador pediu ajuda a Guimarães para aproximar um dos sócios da empreiteira Engevix, José Antunes Sobrinho, do presidente do Banco do Nordeste (BNB), Roberto Smith. Sobrinho queria um empréstimo de R$ 260 milhões. “José Antunes Sobrinho contou ao colaborador que tinha acabado de ganhar uma licitação para a construção de três usinas eólicas na Bahia. Por causa disto, perguntou se o colabrador não o poderia ajudar na captação de recursos para a construção das três usinas, a qual seria realizada junto ao Banco do Nordeste”.
Como se sabe, a parte mais importante na elaboração de um projeto capitalista de porte no Brasil é ter acesso ao padrinho político de alguém com a chave de um gordo cofre público. No
depoimento, o colaborador afirma que Guimarães era a pessoa certa, pois havia indicado Smith para o cargo. “Como você me ajuda depois?”, disse Guimarães, segundo o relato do colaborador. Ele prometeu, então, parte da comissão de 1% (R$ 2,6 milhões) que receberia. A reunião foi acertada logo depois e o delator fretou um jatinho para ir a Fortaleza reunir-se com Roberto Smith. O empréstimo saiu em 2011.
Na hora do pagamento, no entanto, Sobrinho regateou e o valor da propina caiu para R$ 1 milhão. No depoimento, o colaborador afirma que pagou “R$ 95 mil ao deputado federal José Guimarães” pela ajuda, divididos em dois cheques, de R$ 65 mil e de R$ 30mil. Como em todos os seus relatos, o colaborador faz uma lista de documentos que pode fornecer como prova. No caso de Guimarães, são oito, entre eles cópias dos cheques e um comprovante do aluguel do avião. Guimarães já foi acusado de outros negócios com o banco do Nordeste.
Em um episódio ridículo e rumoroso, em 2005, no início do escândalo do mensalão, um assessor seu foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de  Congonhas, em São Paulo, com US$ 100 mil ocultos na cueca. O descuidado José Adalberto Vieira da Silva carregava ainda R$ 209 mil em uma mala. Guimarães, segundo o Ministério Público Federal, era o beneficiário do valor. Investigações mostraram que o dinheiro era propina paga pelo consórcio Sistema de Transmissão do Nordeste, interessado em obter um empréstimo de R$ 300 milhões do Banco do Nordeste. Na ocasião, Guimarães negou ter conhecimento do que seu assessor fazia.
Pelas histórias que conta, o colaborador se deslocava com desenvoltura no mundo que une empresas interessadas em dinheiro público e os políticos que podem fazer isso acontecer. Suas confissões, portanto, não se resumem ao líder do governo na Câmara. O colaborador da Lava Jato está para o ex-deputado Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT, como Marcos Valério estava para Delúbio Soares. Todo tesoureiro do PT tem seu operador – que, um dia, cai. A diferença no padrão Valério é que, desta vez, o operador resolveu falar de verdade. Em quase todas as histórias que relata, o colaborador cita Paulo Ferreira como parceiro. Foi Ferreira que apresentou o delator ao ex-presidente da Câmara, deputado Marco Maia, em 2011. Dois anos depois, o colaborador ajudou Maia a comprar um apartamento em Miami, por cerca de US$ 600 mil, pagos por duas empresas e registrado em nome de uma empresa offshore.
Em setembro de 2012, o colaborador recorreu a Ferreira para unir a empreiteira OAS, investigada pela Lava Jato, e os Correios. A OAS buscava o principal patrocinador para a Arena Grêmio – e pensava que os Correios seriam perfeitos para abrir os cofres. “A ideia era que o colaborador procurasse Paulo Ferreira, para que ele, na condição de parlamentar, pleiteasse junto ao então presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, o referido patrocínio”. Egresso do sindicalismo, Pinheiro chegou à presidência dos Correios pelas fileiras do PT. Segundo o delator, Ferreira topou a missão e foi ao encontro da representante da OAS. A justificativa, de acordo com o delator, era a paixão: “Paulo Ferreira disse que iria pleitear o patrocínio para ajudar o Grêmio, que era o seu time de coração”. Pelo dinheiro, Ferreira iria onde a OAS quisesse.
No encontro, o colaborador disse que havia “uma comissão pelo trabalho e que este valor ser ia ser dividido entre ele e Paulo Ferreira”. De acordo com o colaborador, Ferreira contou que falou com Wagner Pinheiro e que o negócio estava encaminhado. O delator disse aos investigadores que recebeu R$ 420 mil pela tarefa. O delator usou o velho expediente de forjar um contrato fictício para receber o dinheiro da OAS. Uma nota fiscal de 3 de setembro de 2012 comprova o que ele diz. “Do valor recebido, o colaborador repassou por volta de R$ 200 mil para Paulo Ferreira. O valor foi retirado em espécie por Paulo Ferreira no escritório do colaborador em São Paulo”, diz o texto da delação. O delator ofereceu como provas aos investigadores notas fiscais frias, o contrato forjado com a OAS e registros de entrada e saída de seu escritório.
O deputado José Guimarães rebate as  afirmações do delator. “Tenho a consciência absolutamente tranquila de que jamais me beneficiei de recurso público, razão pela qual reitero meu repúdio às supostas acusações”. O deputado afirma que a acusação é política e que se defenderá. “Uma acusação desse tipo revela oportunismo diante do conturbado momento político no país e a incessante tentativa de criminalizar o PT e o governo, bem como seus defensores e representantes. Adotarei todas as medidas cabíveis, dentro do Estado de Direito, para defender minha honra, contra a qual não tolerarei ataques sem  fundamento”. Procurado, o ex-deputado Paulo Ferreira também negou veementemente as afirmações do delator. “Nego categoricamente e enfaticamente o recebimento de qualquer valor relacionado a suposto patrocínio dos Correios à Arena Grêmio”, disse. A Engevix disse que “todas as informações relativas à atuação da Engevix foram e serão sempre prestadas diretamente às autoridades competentes”.
A assessoria do Grêmio afirma que “nunca se soube de pedido de patrocínio do Grêmio aos Correios, nem tão pouco de contatos feitos com o referido deputado federal. Só podemos informar que a atual administração do Grêmio desconhece totalmente esse assunto”. Os Correios disseram que houve pedido de patrocínio e foi recusado. A estatal diz ainda que não há registro de reunião entre o presidente e o então deputado federal Paulo Ferreira na data citada pelo delator. “Os Correios não vão se manifestar   sobre conteúdo de delação do qual não têm conhecimento”. O Banco do Nordeste afirma que “todas as decisões de crédito são colegiadas e seguem rigorosamente os normativos internos e respectivos níveis de decisão”. A OAS não respondeu até o fechamento da edição. O advogado de Marco Maia, Daniel Gerber, disse que seu cliente não tem apartamento em Miami e está à disposição da Justiça.
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ABAIXO-ASSINADO, pedindo o REAJUSTE do preço da SESSÃO DE hemodiálise



Os pacientes renais em Hemodiálise sofrem nas clínicas de hemodiálise, está faltando clinicas, pois muitas já cancelaram o contrato devido ao valor de repasse muito baixo. Necessitamos de dignidade nesse tratamento tão difícil, nossas vidas estão por um fio!Reajuste urgente do valor da hemodiálise pelo SUS


ESSE ABAIXO=ASSINADO FOI IDEALIZADO POR UMA PACIENTE DE PONTA GROSSA - PARANÁ

MARCIA BEATRIZ DE OLIVEIRA 

VAMOS TODOS NÓS ASSINAR E AJUDAR A DIVULGAR

VAMOS FAZER A NOSSA PARTE



ASSINE AQUI O ABAIXO- ASSINADO

PF encontra cofre da família de Lula


Em novas diligências, investigadores da Lava Jato encontraram 132 presentes recebidos por Lula no governo, como obras de arte, moedas, adagas e um crucifixo do Planalto

THIAGO BRONZATTO E FILIPE COUTINHO, COM TALITA FERNANDES
11/03/2016 - 19h00 - Atualizado 11/03/2016 20h06
O ex-presidente Lula durante coletiva de imprensa na sexta-feira, dia 4, após ação da PF na Operação Aletheia (Foto:  EFE/LEO BARRILARI)
Polícia Federal encontrou um cofre da família do ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva em novas diligências secretas realizadas ao longo desta semana. Dessa vez, os alvos foram presentes e joias raras recebidos por Lula durante encontros oficiais com chefes de estado. Os bens estão guardados, sem custo algum, em 23 caixas lacradas numa agência do Banco do Brasil, localizada no centro de São Paulo, desde 21 de janeiro de 2011, mês em que Lula deixou o governo.
O pedido da nova busca e apreensão ocorreu após os policiais encontrarem na residência do ex-presidente em São Bernardo do Campo, grande São Paulo, um documento intitulado “Termo de Transferência de Responsabilidade (Custódia de 23 caixas lacradas)", datado de 19 de março de 2012. No material, consta a informação de que os bens estão sob a guarda da mulher de Lula,Marisa Letícia Lula da Silva, e de seu filho Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Entre os responsáveis pela entrega dos presentes na agência está Rogério Aurélio Pimentel, assessor especial do ex-presidente, apontado como suspeito de ter bancado despesas da reforma do sítio em Atibaia, São Paulo, frequentado ao menos 111 vezes por Lula.
Entre os 132 objetos encontrados, classificados como joias e obras de arte, estão medalhas, moedas, comendas, adagas, entre outras peças que Lula ganhou de chefes de estado durante o missões oficiais que realizou em diversos países, do Chile à Ucrânia. Nos materiais identificados pelos investigadores, está um crucifixo talhado em madeira, uma obra barroca do século XVI que ficou famosa por ter desaparecido, de uma hora para a outra, do Planalto quando Lula deixou o governo. A PF precisou de dois dias para analisar todo o acervo. Desde janeiro de 2011 até hoje, “o material não foi movimentado ou alterado”. De acordo com o relatório da PF, o gerente da agência do BB, Sérgio Ueda, disse que “não há custo de armazenagem para o responsável pelo material”.
Uma boa parte dos pertences de Lula retirados do Palácio do Planalto, do Palácio do Alvorada e da Granja do Torto estava armazenada em 10 contêineres em Barueri, na grande São Paulo. A despesa da custódia, orçada em R$ 1,3 milhão, foi bancada pelaconstrutora OAS, envolvida no escândalo do Petrolão, segundo revelou a PF na 24ª fase da Lava Jato.
No último dia 9 de março, o Senado aprovou um requerimento para pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) que realize uma auditoria para apurar possíveis desvios ou desaparecimento de bens dos palácios do Planalto e da Alvorada.
Porta de cofre da agência do Banco do Brasil do centro de SP (Foto: Reprodução)
Material apreendido em sala-cofre do Banco do Brasil (Foto: Reprodução)
Espada guardada em sala-cofre da agência do Banco do Brasil do centro de SP (Foto: Reprodução)

TJ diz que análise do pedido de prisão de Lula 'demandará algum tempo'


Processo está sendo analisado por juíza da 4ª Vara Criminal de SP.
MP-SP denunciou Lula por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Do G1 São Paulo
O Tribunal de Justiça de São Paulo divulgou nota na tarde desta sexta-feira (11) por meio de sua assessoria de imprensa para afirmar que a análise do processo apresentado pelo Ministério Público do estado, no qual denuncia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais 15 pessoas e ainda pede a prisão preventiva vai demandar "algum tempo". O processo está em segredo de justiça.
Na nota, o TJ-SP diz que o processo "é de elevada repercussão social, em que há acusações contra ex-Presidente da República e requerimento de medidas cautelares sérias".
"O processo apresentado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo possui 36 volumes, ainda não findo o processo de digitalização, e já existem habilitações de procuradores de alguns denunciados, e para a análise da viabilidade da acusação, bem como dos pedidos cautelares formulados, necessária a detida apreciação de todo o material apresentado, o que demandará algum tempo", diz a nota.
A juíza Maria Priscila Veiga Oliveira, de São Paulo, decidirá se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai virar réu na denúncia dos promotores paulistas por ocultar patrimônio -  um apartamento triplex do Guarujá - e se vai prendê-lo preventivamente. A denúncia do Ministério Público Estadual vai ser analisada pela 4ª Vara Criminal da Justiça de São Paulo.
O ex-presidente, a mulher dele, Marisa Letícia, e o filho foram denunciados pelo Ministério Público Estadual na quarta-feira (9). Outras 13 pessoas também foram denunciadas. Este é um inquérito que corre em São Paulo, sem relação com a Operação Lava Jato.
ex-presidente foi denunciado pelos promotores por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro - por ter ocultado a propriedade do triplex. Dona Marisa Letícia foi denunciada por lavagem de dinheiro. O filho deles, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi denunciado por participação em lavagem de dinheiro.
As outras 13 pessoas foram denunciadas pelos crimes de estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, entre elas estão: o ex-tesoureiro do PT e ex-presidente da BancoopJoão Vaccari Neto e o ex-presidente da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro.
Para essas 16 pessoas virarem réus, a denúncia precisa ser aceita pela Justiça paulista.
A denúncia já está nas mãos da juíza. Primeiro, ela vai analisar as acusações dos promotores. Se decidir dar início ao processo criminal, os réus serão chamados para apresentarem uma defesa preliminar. A partir daí, a juíza decide se dá seguimento ou não processo.
Defesa de Lula
O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em nota divulgada na noite desta quinta-feira (10) que os promotores do Ministério Público de São Paulo desprezaram a ordem jurídica ao formularem o pedido de prisão preventiva de Lula. A defesa de Lula afirma ainda que o pedido de prisão busca "amordaçar um líder político" e que fundamentação da denúncia "revela uma tentativa de banalização do instituto da prisão preventiva".
Leia a íntegra da nota:
"A íntegra do pedido de prisão preventiva do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgada pela mídia revela que os Promotores de Justiça Cassio Roberto Conserino, José Carlos Blat, Fernando Henrique de Moraes Araújo fundamentaram tal requerimento principalmente nas seguintes alegações:
1)    Lula teria feito críticas à atuação do Ministério Público e a decisões judiciais;
2)    Lula “poderia inflamar a população a se voltar contra as investigações criminais”;
3)    Lula usou de seus “parceiros políticos” para requerer ao CNMP medida liminar para suspender a sua oitiva durante as investigações;
4)    Lula se colocaria acima da lei.
Essa fundamentação claramente revela uma tentativa de banalização do instituto da prisão preventiva, o que é incompatível com a responsabilidade que um membro do Ministério Público deve ter ao exercer suas funções.
Buscou-se, de fato, amordaçar um líder político, impedir a manifestação do seu pensamento e até mesmo o exercício de seus direitos. Somente na ditadura, quando foram suspensas todas as garantias do cidadão, é que opinião e o exercício de direitos eram causa para a privação da liberdade.
Lula jamais se colocou contra as investigações ou contra a autoridade das instituições. Mas tem o direito, como qualquer cidadão, de se insurgir contra ilegalidades e arbitrariedades. Não há nisso qualquer ilegalidade ou muito menos justificativa jurídica para um pedido de prisão cautelar.
Os promotores também não dispõem de um fato concreto para justificar as imputações criminais feitas ao ex-Presidente Lula e aos seus familiares. Não caminharam um passo além da hipótese. Basearam a acusação de ocultação de patrimônio em declarações opinativas que, à toda evidência, não podem superar o título de propriedade que é dotado de fé pública.
O pedido de prisão preventiva é a prova cabal de que a violação ao princípio do promotor natural — reconhecida no caso pelo Conselho Nacional do Ministério Público-CNMP — produz resultados nefastos para os envolvidos e para toda sociedade.
Por tudo isso, espera-se que a Justiça rejeite o pedido, mantendo-se fiel à ordem jurídica que foi desprezada pelos promotores de justiça ao formularem o pedido de previsão cautelar do ex-Presidente Lula.
Cristiano Zanin Martins"
Instituto fala em parcialidade
O Insituto Lula divulgou uma nova nota na noite desta quinta-feira (10) na qual afirma que o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mais uma "prova da parcialidade" do promotor Cassio Conserino, do Ministério Publico de São Paulo.
Lula foi denunciado pelo promotor Cassio Conserino por crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro na aquisição de um triplex em Guarujá, no litoral paulista. A denúncia foi apresentada pelo promotor no Fórum da Barra Funda, na capital paulista. Lula diz que não é dono do imóvel e nega todas as acusações.
"O promotor paulista que antecipou sua decisão de denunciar Luiz Inácio Lula da Silva antes mesmo de ouvir o ex-presidente dá mais uma prova de sua parcialidade ao pedir a prisão preventiva de Lula. Cássio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade. Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste tentativa de usar seu cargo para fins políticos", diz a nota.
Pela manhã, o Instituto Lula havia soltado outra nota afirmando que a denúncia do promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, "não tem base na realidade".
"Em 30 de janeiro deste ano, foram divulgados todos os documentos relativos à cota do Edifício Solaris, que mostram que Lula e sua família nunca tiveram apartamento no Guarujá. O ex-presidente sempre declarou a cota em seu Imposto de Renda. Tais documentos foram encaminhados ao promotor. Já era previsível, no entanto, que Conserino encaminhasse a denúncia, já que declarou à revista Veja que considerava o ex-presidente culpado antes mesmo de ouvir a defesa de Lula", diz a nota.
"O ex-presidente Lula já desmentiu essa acusação mais de uma vez, frente às autoridades e em discursos. O ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e não cometeu nenhuma ilegalidade. Ele apresentou sua defesa em documentos que provam isso às autoridades competentes."
Os crimes teriam sido cometidos em empreendimentos da Bancoop – cooperativa dos bancários – que foram repassados posteriormente à construtora OAS. Ao todo 16 pessoas foram denunciadas, entre elas o ex-presidente, a ex-primeira dama Marisa Letícia e um dos filhos de Lula, Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O Instituto Lula negou as acusações. “Não há nenhuma novidade na denúncia do Ministério Público de São Paulo, que já havia sido anunciada na revista 'Veja', em 22 de janeiro de 2016, pelo promotor Cássio Conserino. Cássio Conserino não é o promotor natural do caso e pré-julgou antes de ouvir o ex-presidente, mostrando que é parcial", diz em nota.
"O ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e não cometeu nenhuma ilegalidade. Ele apresentou sua defesa e documentos que provam isso ao promotor Cássio Conserino", afirma o instituto.
"Essa denúncia só reforça a necessidade do Supremo Tribunal Federal de avaliar ação dos advogados do ex-presidente sobre a competência da investigação feita em duplicidade pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público de São Paulo", diz a nota.
'Pedido tresloucado', diz presidente do PT
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 presidente do Partido do Trabalhadores (PT), Rui Falcão, fala com jornalistas após encontro com o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)presidente do Partido do Trabalhadores (PT), Rui Falcão, fala com jornalistas após encontro com o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, disse que o pedido de prisão preventiva de Lula não tem "fundamento ou base jurídica".  Rui Falcão disse que Lula está 'tranquilo' em relação ao pedido de prisão.
"Esse pedido de prisão preventiva vai na linha do que o promotor já vinha fazendo de denunciar o presidente Lula sem provas", disse Rui Falcão. Ele acredita que o pedido será negado pela juíza da 4ª Vara do Fórum da Barra Funda
"Estou confiando que a juíza Maria Priscila Veiga Oliveira não vai atender a esse pedido tresloucado. Os advogados estão analisando o pedido. Seria um contrasenso, uma ignomínia, qualquer juiz conceder esse pedido sem qualquer fundamento ou base jurídica simplesmente para criar um fato midiático."
O presidente do PT afirmou ainda que o promotor Cassio Conserino, um dos autores da denúncia, não é imparcial. "Um promotor que antes mesmo já havia dito a uma revista que faria a denúncia não merece credibilidade, não tem imparcialidade."