Transplante de rim não compatível é melhor do que ficar na fila de espera



PUBLICIDADE
Faz cinco anos que a carioca Viviane Mann Rechtman, 55, vive com um terceiro rim, doado por seu marido, Felipe, 56. Com o transplante, as sessões diárias de diálise acabaram, a qualidade de vida melhorou e a vida seguiu.
A história deles seria igual a milhares de outras não fosse por algo que normalmente impediria esse final feliz: os dois eram incompatíveis.
Após algumas transfusões de sangue e três gestações, Viviane desenvolveu muitos anticorpos anti-HLA em resposta imune a essas células estrangeiras. HLA é, grosso modo, o sistema do corpo que classifica células como "próprias" ou "impróprias".
Os anticorpos anti-HLA de Viviane então atacariam e destruiriam um rim estranho -incluindo o de seu marido, como os exames apontaram.
Mas um procedimento relativamente novo, chamado dessensibilização, consegue filtrar o sangue, retirar os anticorpos "rebeldes" e permitir que o transplante seja feito mesmo nesses casos.
"A diálise me fazia muito mal, e eu tinha que fazer toda noite. Era dependente daquela máquina", conta ela, que passou pelos procedimentos -dessensibilização e depois transplante- no hospital Albert Einstein, em São Paulo. "Agora, tenho um novo rim que vale por três."
O relato de Viviane é corroborado por um novo estudo, publicado na prestigiosa revista médica "New England Journal of Medicine", que aponta que receber um rim de doador vivo e incompatível traz benefícios. É, inclusive, melhor do que ficar na fila à espera de um transplante de falecido compatível.


Os pesquisadores comparam um grupo de pessoas que passaram pela dessensibilização e receberam um rim de doador vivo HLA-incompatível com outros dois grupos: pessoas que ficaram na fila de espera e receberam um rim de doador morto; e pessoas que também ficaram na fila, mas não receberam o órgão.
A sobrevida do primeiro grupo em comparação com o segundo foi 13,6% maior depois de oito anos. Em relação ao terceiro grupo, a sobrevida foi 36,6% maior.
VALE A PENA?
A ideia do estudo, segundo os autores, era avaliar se havia benefício em termos de sobrevida para compensar passar por todo o processo.
"Eles mostram que se você pega esse paciente, faz a dessensibilização, que é um procedimento muito pesado, e transplanta o rim, ele vai melhor do que quem fica aguardando", diz Alvaro Pacheco e Silva Filho, coordenador do programa de transplante renal do Einstein.
Se não fossem retirados, os anticorpos destruiriam rápido o rim transplantado, diz ele. "A dessensibilização muda totalmente a história."

PERFIL
No Einstein, cerca de 20 pacientes já passaram por esses procedimentos. Estima-se que entre 10% e 20% dos pacientes que precisam de um rim se encaixariam no programa por terem anticorpos contra a maioria da população, ou contra o único doador possível.
Mas, se o paciente não tem um doador vivo à mão, não faz sentido passar pela dessensibilização, já que o procedimento tem que ser seguido imediatamente pelo transplante e pode ser feito mesmo depois da operação, para que os anticorpos "rebeldes" não voltem a ser produzidos.
Silva Filho lembra ainda que a técnica de retirada dos anticorpos aumenta o risco de infecção e requer equipe especializada. Também custa caro -acima de R$ 50 mil.
Por todos esse motivos, é improvável pensar no procedimento como algo que possa reduzir significativamente a lista de espera por transplante renal, segundo os especialistas ouvidos.
Valter Duro Garcia, coordenador de transplantes da Santa Casa, afirma, porém, que os procedimentos para transplante incompatível poderiam ser introduzidos no SUS para casos de urgência, desde que de maneira organizada e considerando os custos e riscos. 

Colombo de luto, morreu Portela O Reporter

Portela perdeu a batalha contra o câncer nessa tarde, a quase um ano que o nosso amigo vinha lutando contra um câncer muito  agressivo e estava fazendo quimioterapia  no Hospital Angelina Caron.

Portela a muito tempo milita na área de comunicação, atuando em várias rádios e veículos de comunicação de Curitiba e região.

Seu velório está marcado para iniciar por volta das 23.00 hrs na Capela do Vaticano em frente ao Cemitério Municipal de Curitiba.

E seu sepultamento amanhã as 15.00 hrs no Cemitério do Vaticano em Almirante Tamandaré

Médico psiquiatra é encontrado morto em quarto de hotel de Curitiba; vídeo


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Um médico psiquiatra de 68 anos foi encontrado morto no começo da tarde desta segunda-feira (14) no quarto de um hotel do bairro Batel, em Curitiba. De acordo com a Polícia Civil, o corpo de Carlos Alberto Granato estava em cima da cama e há indícios de que ele tenha sido vítima de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
suspeitocrime
Suspeito usava camisa vermelha no momento do suposto crime (Foto: Divulgação)
Vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra a vítima entrando no quarto com outro homem por volta da 1h40 desta segunda. O principal suspeito usa camiseta vermelha nas imagens.
Granato atuava como psiquiatra em Belo Horizonte, Minas Gerais, e ainda não há informações sobre o que ele fazia na capital paranaense. Como alguns de seus pertences sumiram após o suposto crime, a polícia divulgou as imagens da câmera de segurança para tentar identificar o suspeito, que entra no quarto com a vítima e deixa o hotel sozinho logo na sequência.
As causas da morte ainda estão sendo investigadas por peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML). A Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) investiga o caso.
Qualquer informações sobre o suspeito que aparece nas imagens podem ser repassadas à DFR pelo telefone 3218-6100.
Assista ao momento em que o suspeito entra e sai do quarto de hotel:


Crime Hotel Centro

Lula quer garantia de que ação contra a família também ‘sobe’ para o STF



Assessores que participam das conversas entre Lula e Dilma Rousseff sobre o convite para que ele vire ministro e passe a ter foro no Supremo Tribunal Federal dizem que uma questão ainda preocupa o ex-presidente antes de aceitar a proposta: ele acha que, se não houver garantia de que toda a ação da Operação Aletheia sobe para o STF, ele não pode deixar a família e os aliados à mercê do juiz Sergio Moro.
Segundo essa avaliação, Lula acha que mantém o desgaste político virando ministro — o que dará margem à interpretação de que foge de Moro — e ainda submeterá a família e os aliados ao que considera “revanche” da força-tarefa, que tentaria ser ainda mais dura com seus filhos, assessores e colaboradores

Lula deve aceitar convite de Dilma para ser ministro


Ernesto Rodrigues - 13.out.15/Folhapress
São Paulo - SP - Brasil : 13/10/2105 : LULA/MUJICA/CUT : A presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva estará participa da abertura do 12º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores-CUT (Concut) ao lado de Pepe Mujica, ex-presidente e senador do Uruguai, em um ato pela celebração da democracia. A CUT definirá sua nova executiva nacional e apontará a linha política a ser seguida nos próximos quatro anos. As atividades vão até o dia 16 de outubro e o tema do Concut é â€Educação, Trabalho e Democraciaâ€.( Footo Ernesto Rodrigues/Folhapress.PODER). cod.0628
A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula

O ex-presidente Lula deve aceitar o convite da presidente Dilma Rousseff para ser ministro.
A informação foi confirmada por um dos principais assessores da presidente.
Ele deve se encontrar com Dilma amanhã, em Brasília, para discutir as várias possibilidades de se integrar ao governo.
O petista pode ir para a Casa Civil, no lugar de Jaques Wagner, ou para a Secretaria de Governo, no lugar de Ricardo Berzoini.
A segunda opção é tida como mais provável já que, no cargo, Lula não se envolveria em questões burocráticas, ficando livre para a sua principal missão: negociar com o PMDB para evitar o desembarque do governo e a abertura de um processo de impeachment contra a presidente.
A ida de Lula para o governo expectativa éconsiderada pela equipe de Dilma como a última cartada para evitar um processo de impeachment contra ela.
Um outro efeito da nomeação é que, no ministério, Lula ganhará foro privilegiado, o que impediria que ele seguisse sendo investigado por procuradores em São Paulo e também na Lava Jato em Curitiba.
As investigações sobre o ex-presidente seriam deslocadas para a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e supervisionadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Para se defender da acusação de que Lula, na verdade, estaria fugindo da Justiça, dirigentes do PT já usam o argumento de que os ministros do STF, que passarão a comandar as investigações do ex-presidente, são os "juízes dos juízes", em tese os mais capazes do país e que podem inclusive reformar decisões do próprio Moro.
Conforme a coluna informou na terça passada (8), o PT lançou a ideia logo depois que ele foi conduzido coercitivamente para depor, por decisão de Moro.
A nomeação de Lula para um ministério gera polêmica até mesmo entre seus seguidores. Assessores próximos do ex-presidente são contra. Aliados políticos, como o prefeito Fernando Haddad e o presidente do PT, Rui Falcão, defendem enfaticamente que ele aceite.
O ex-presidente teria ficado mais à vontade para aceitar o convite depois que a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal da Capital, não decretou a prisão dele e decidiu enviar o pedido para ser analisado em Curitiba, onde o petista é investigado na Operação Lava Jato.

Defesa recorre novamente ao STF para interromper investigações contra Lula


Ministra Rosa Weber durante sessão que julga Ação Penal 470
Ministra Rosa Weber (Nelson Jr/SCO/STF/VEJA)
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreram nesta segunda-feira mais uma vez ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para que a ministra Rosa Weber reconsidere sua decisão de não paralisar as investigações contra o petista ou para que a corte decida já nesta terça-feira qual a autoridade competente para investigar as suspeitas de irregularidades envolvendo o político, se o Ministério Público de São Paulo ou o Ministério Público Federal em Curitiba. O novo apelo da defesa do ex-presidente foi precipitado pela decisão da juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira de enviar o processo que envolve a relação de Lula com um tríplex no Guarujá, suspeito de ter sido presente da empreiteira OAS, para a 13ª Vara Federal de Curitiba, comandada pelo juiz Sergio Moro. Rosa Weber, relatora do caso, já negou pedidos anteriores para suspender a última fase da Operação Lava Jato, que teve o petista como personagem principal, e para decidir ela própria, em caráter de urgência, qual Ministério Público deveria conduzir o caso. (Laryssa Borges, de Brasília)

Vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão é o novo ministro da Justiça

Eugênio Aragão, novo procurador eleitoral
Eugênio Aragão, o novo ministro da Justiça(TSE/VEJA)
Nome recorrente entre as hostes petistas para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o vice-procurador-geral eleitoral Eugênio Aragão foi escolhido nesta segunda-feira o novo ministro da Justiça. Ele substituirá Wellington César Lima e Silva, que deixou o cargo depois de o STF decidir que ele, como integrante do Ministério Público, não poderia acumular um cargo no Poder Executivo. Aragão também é dos quadros do MP, mas entrou na carreira antes de 1988, o que o livra da mesma restrição imposta ao antecessor.
A escolha de Eugênio Aragão é estratégica para o Palácio do Planalto porque o novo ministro, aliado do procurador-geral da República Rodrigo Janot, conhece como poucos detalhes da Operação Lava Jato e meandros da investigação, que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre as irregularidades na campanha que levou a presidente Dilma Rousseff à reeleição. Logo após a petista ter sido conduzida para mais um mandato no Palácio do Planalto, Aragão recorreu ao TSE em nome do Ministério Público para retirar o ministro Gilmar Mendes da relatoria das contas de campanha da presidente.
Na Lava Jato, também coube a Eugênio Aragão encaminhar parecer ao TSE afirmando não ver "qualquer irregularidade" no compartilhamento de provas reunidas no escândalo do petrolão para embasar as ações contra a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer na Justiça Eleitoral. Em seu parecer, o vice-procurador contrariou a tese da defesa da presidente, que argumentou não terem sido preenchidos requisitos necessários à admissão das provas da Lava Jato como "provas emprestadas" às ações na Justiça Eleitoral. Dilma havia solicitado a não utilização das provas depois de o juiz federal Sergio Moro ter encaminhado ao TSE cópias de denúncias e sentenças da Operação Lava Jato.
No balanço das eleições de 2014, Aragão também defendeu que o Ministério Público Eleitoral não tivesse protagonismo nos processos contra candidatos. A ideia, disse à época, era não "tensionar o quadro". Como vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão também recomendou a "aprovação com ressalvas" das contas de campanha da presidente reeleita Dilma Rousseff e do comitê do PT nas eleições de 2014.
No campo político, o novo ministro da Justiça encaminhou, como substituto de Rodrigo Janot, parecer em que pedia a abertura de um novo inquérito contra o atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafeto declarado do Palácio do Planalto. Na peça, Aragão defendeu que fossem investigadas no Supremo também a esposa e a filha de Cunha por suspeitas de que elas tenham escondido dinheiro de propina nas contas ocultas Kopek e Netherton Investments Pte Ltd, fora do Brasil.

Edital de Divulgação Sessão Ordinária 15/03/2016 na Câmara Municipal de Colombo


O Presidente da Câmara Municipal de Colombo, no uso de suas atribuições legais,
divulga a pauta da Sessão Ordinária
a ser realizada no dia    15/03/2016   às 16 horas
  Indicação
  N°:  57
  Autor:  Hélio Feitosa Lima
  Destinatário:  Secretaria municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Tapar um buraco localizado calçada da Rua Salto do Itararé próximo ao nº 206,
                   bairro São José.
  Indicação
  N°:  58
  Autor:  Hélio Feitosa Lima
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Viabilizar a reforma e manutenção da cobertura da quadra coberta na Escola
                   Municipal Jardim das Graças, localizada na Rua da Gabirobeira, 54 - Jardim das
                   Graças
  Indicação
  N°:  59
  Autor:  Antonio Alves Batista
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Viabilização de retirada de entulhos, terra entre outros, na Travessa Miracema de
                   frente ao n° 42 – bairro Jardim Campo Alto
  Indicação
  N°:  60
  Autor:  Renato Lunardon
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Manutenção do ante pó na Rua Leonidas Alberti no bairro Paloma
  Indicação
  N°:  61
  Autor:  Clodoaldo Camargo
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Planejamento
  Assunto:  Estudo para orçamento para pavimentação da Rua Costa Rica - Campo Pequeno


  Indicação
  N°:  62
  Autor:  Renato Lunardon
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Concertar o asfalto da Rua Presidente Faria na divisa do São Dimas com a Colonia
                   Faria

  Indicação
  N°:  63
  Autor:  Nivaldo Paris
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Solicito a patrolagem da Rua da Mangueira e Rua do Butiazeiro do bairro Jardim das
                   Graças
  Indicação
  N°:  64
  Autor:  Nivaldo Paris
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Solicito a viabilidade de se fazer o reaterro da Rua da Gabirobeira, entre as Ruas do
                    Abacateiro e do Pessegueiro no bairro Jardim das Graças.
  Indicação
  N°:  65
  Autor:  Nivaldo Paris
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Solicito a viabilidade de patrolar e ensaibrar a Rua Francisco Appel do bairro
                   Eucaliptos.
  Indicação
  N°:  66
  Autor:  Nivaldo Paris
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Solicito a viabilidade de patrolar e ensaibrar a Rua do Limoeiro do bairro Jardim das
                   Graças
  Indicação
  N°:  67
  Autor:  Nivaldo Paris
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Solicito a viabilidade de efetuar roçada na academia ao ar livre no final da Rua Cerro
                    Azul do bairro Paloma, próximo da rotatória.

  Indicação
  N°:  68
  Autor:  Renato Tocumantel
  Destinatário:  Sanepar Colombo
  Assunto:  Viabilizar a colocação da rede de esgoto na Rua José Taborda dos Santos, entre
                   as ruas Buenos Aires e Carlos Fontoura Falavinha - Jardim Monza.
  Indicação
  N°:  69
  Autor:  José Renato Strapasson
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Operação tapa buraco na Rua Sapopema, em toda a sua extensão.

  Indicação
  N°:  70
  Autor:  Luiz Sala
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Solicitamos  a viabilidade de patrolar e ensaibrar, em caráter de urgência, a
                   Travessa Pingo D'Água, no bairro Jardim Curitiba.
  Indicação
  N°:  71
  Autor:  Luiz Sala
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Solicitamos a viabilidade de patrolar e ensaibrar, em caráter de urgência, a Rua
                   Kelvin, no bairro Guarani
  Indicação
  N°:  72
  Autor:  José Aparecido Gotardo (Ratinho)
  Destinatário:  Prefeita Municipal
  Assunto:  Reforma da academia ao ar livre localizada em São Gabriel Rua João Batista Stocco
                    esquina com Rua Rui Puppi.
  Indicação
  N°:  73
  Autor:  João Marcos Berlesi
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Viabilizar junto ao departamento competente, a possibilidade para que o mesmo
                   designe equipe para fazer concerto de um buraco as margens da Rua Antônio
                   Gentil, próximo ao número 667, Vila Luis Baron.

  Indicação
  N°:  74
  Autor:  Eurico Braz de Bomfim
  Destinatário:  Secretaria Municipal de Obras e Viação
  Assunto:  Solicito que seja efetuada limpeza e troca de bitola de manilha em frente ao número
                   1575 na Rua Campo Mourão no Jd. Guaraituba.

Tribuna Livre: Professor Cesar Manoel Espíndola. Assunto: Combate a Dengue, Zica
               e Chikungunya.

Tribuna Livre: Nilton Luiz Carneiro de Mello. Assunto: Dia Municipal do Rim

 Colombo, 14 de março de 2016.
 WALDIRLEI BUENO DE OLIVEIRA
 Presidente

Lula se complica com versões sobre mudança e sítio


Em depoimento, ex-presidente indicou que sabia de material transferido recentemente para sindicato e admitiu que amigos compraram imóvel em Atibaia para ele "descansar" e "guardar tralhas"

DANIEL HAIDAR
14/03/2016 - 13h50 - Atualizado 14/03/2016 14h19
Em um depoimento de quase quatro horas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou responder a perguntas sobre o tríplex do Guarujá e disse desconhecer informações básicas sobre aoperação do Instituto Lula. Mas o interrogatório não foi considerado inútil para as investigações. Isso porque Lula admitiu que amigos compraram o sítio de Atibaia para que ele pudesse “descansar” e “guardar as tralhas de Brasília”. Ele também indicou que sabia da recente transferência de material, retirado do Palácio do Planalto, para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A transcrição do depoimento foi anexada nesta segunda-feira em procedimento investigatório contra Lula na 13ª Vara Federal do Paraná.
O ex-presidente Lula durante coletiva de imprensa na sexta-feira, dia 4, após ação da PF na Operação Aletheia (Foto:  EFE/LEO BARRILARI)
Um dos trechos que animou os investigadores foi quando Lulaadmitiu que sabia da entrega de objetos do acervo presidencial ao Sindicato dos Metalúrgicos. A construtora OAS gastou pouco mais de R$ 1,2 milhão para armazenar 10 contêineres do ex-presidente em depósitos da Granero. O material foi resguardado da saída do Palácio do Planalto até 12 de janeiro deste ano, quando Paulo Okamotto, diretor-executivo do Instituto Lula, deu procuração a subordinados para que acertassem com a Granero a transferência do acervo para um galpão do Sindicato dos Metalúrgicos no ABC e outro local. Ao admitir que sabia do destino do acervo, Lula não pode alegar que Okamotto agiu à revelia. O Ministério Público e a Polícia Federal avaliam que o patrocínio da OAS foi uma “vantagem indevida”, garantida mesmo depois da deflagração da Operação Lava Jato, e o depoimento pode complicar ainda mais a situação do ex-presidente.
Ao responder para onde tinha ido sua mudança de Brasília, além da parte entregue no sítio de Atibaia, Lula disse: “Uma parte deve estar no sindicato, porque tem várias coisas, tem coisas de valor”.
O delegado perguntou: “Qual sindicato”?
Lula respondeu: “Acho que é no sindicato nosso, dos metalúrgicos. Tem coisa de valor que deve estar guardada em banco, tem coisa.... Eu já tomei uma decisão, terminada essa porra desse processo, eu vou entregar isso para o Ministério Público, vou levar lá e vou falar: ‘Janot, está aqui, olha, isso aqui te incomodou? Um picareta de Manaus entrou com um processo para você investigar as coisas que eu ganhei, então você toma conta'”.
Lula não quis falar desde quando o material está no sindicato, embora a polícia já saiba que o acervo chegou lá em janeiro deste ano. Parte do material já havia sido entregue na casa do ex-presidente em São Bernardo do Campo e ao sítio de Atibaia. Mas só houve saída para o sindicato em janeiro deste ano. Por isso, a admissão complicou o ex-presidente. Mas Lula disse desconhecer quantos contêineres ficaram armazenados na Granero. “E quem paga essa conta, sairia do seu bolso?”, perguntou um delegado.
Também alegou que desconhecia o patrocínio indevido da OAS. Lula respondeu: “Não sei, querido”.
O delegado insistiu: “O senhor tem notícia de que recentemente esses bens teriam sido transportados de um lugar pra outro, nos últimos meses?” Lula negou: "ah, não sei". Mas os investigadores não sabem de outra mudança entregue ao sindicato antes de janeiro deste ano.
Outro trecho importante foi a admissão pelo ex-presidente de que amigos compraram o sítio de Atibaia para que ele e a família utilizassem. “Sei também, dito pelo companheiro Fernando, pelo Jacó Bittar e pelo Jonas, de que uma das ideias deles era, não só que eu tivesse um lugar para descansar, mas também que tivesse alguma coisa para guardar as tralhas de Brasília, que é muita tralha que a gente ganha”, afirmou Lula.
Ao admitir que o sítio foi comprado para uso dele e para “guardar tralhas”, o depoimento de Lula pode virar mais uma prova de que ele tinha o “direito” de uso do local, o que pode ser o argumento jurídico para uma acusação pelo crime de lavagem de dinheiro. Na deflagração da 24ª fase da Operação Lava Jato, o mandado de busca e apreensão de objetos do sítio foi cumprido com o objetivo de verificar se havia provas de que o ex-presidente agia como proprietário do sítio. Foram encontrados objetos pessoais do ex-presidente e até uma coleção de DVDs da Presidência da República.
O depoimento de Lula teve diversos embates do advogado Roberto Teixeira com os delegados e procuradores da república. Quando policiais perguntaram se Lula sabia da participação de Teixeira na compra do sítio de Atibaia, o advogado interrompeu o interrogatório e quis saber se era formalmente investigado. Teixeira alegou que a simples pergunta era um “constrangimento” e “quebra da prerrogativa de advogado”, o que fez os delegados desistirem do questionamento.
Não foi o único momento de tensão. Lula reclamou com os policiais que estava “constrangido” com o depoimento, reclamou do promotor Cássio Conserino, que não participava do interrogatório, e, sem paciência, chamou rotineiramente os delegados da Polícia Federal de “querido” e “meu filho”.
Mesmo depois de intervenções pouco amistosas dos advogados, o depoimento também teve raro momento de descontração. Quando respondeu que as diárias dos seguranças que o acompanhavam em viagens pelo exterior eram pagas pelo governo federal, Lula aproveitou para contar uma anedota. Na primeira viagem que Lula fez para a ONU, em 23 de setembro de 2003, “alguns companheiros de segurança levaram frango com farinha” ao hotel Waldorf Astoria. “Eles imaginaram que o cofre era o micro-ondas e colocaram o frango lá dentro, e não conseguiram abrir o cofre, acho que o frango deve estar lá até hoje ou o cara do hotel encontrou o frango”, contou o ex-presidente, arrancando risadas de quem acompanhava o depoimento.