Vítima de roubo percebe arma falsa de ladrão e invade quartel da PM no DF


Dupla abordou rapaz na Candangolândia e o obrigou a seguir até o Gama.
Suspeito tentou fugir, mas foi baleado por bombeiro em parada de ônibus.

Do G1 DF
Pistola falsa, celular e porções de maconha encontrados com suspeitos de sequestro-relâmpago no DF (Foto: Polícia Militar/Divulgação)Pistola falsa, celular e porções de maconha encontrados com suspeitos de sequestro-relâmpago no DF (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Uma vítima de sequestro-relâmpago invadiu com o carro o batalhão da Polícia Militar do Gama, no Distrito Federal, após perceber que a arma utilizada pelos criminosos era falsa, na noite deste sábado (19). Os dois suspeitos foram presos. Com eles foram apreendidas quatro porções de maconha.
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Um dos envolvidos foi preso por policiais de plantão. O outro tentou fugir, mas foi detido em uma parada de ônibus por um bombeiro de Pernambuco, membro da Força Nacional, que estava à paisana no local.
Segundo a PM, o criminoso foi atingido na panturrilha pelo militar. A corporação informou que o bombeiro reagiu depois que o suspeito fez o movimento de sacar uma arma. O rapaz foi socorrido ao Hospital Regional do Gama.
O crime aconteceu por volta das 22h. A vítima, de 18 anos, aguardava um amigo em uma parada de ônibus da Candangolândia, quando foi abordado. Os assaltantes obrigaram o rapaz a dirigir até o Gama.
No meio do caminho, eles passaram em caixas eletrônicos, mas não conseguiram fazer saques por causa do horário. Percebendo que a pistola usada pelos bandidos não era de verdade, a vítima aproveitou que passava pelo 9º Batalhão da PM para jogar o carro sobre a guarda do quartel.
Os envolvidos têm 18 e 19 anos. Segundo a Polícia Civil, os dois foram recolhidos ao cárcere da corporação e foram autuados por porte de drogas e roubo com restrição de liberdade.

Acidente entre motocicleta esportiva e carro deixa três mortos na BR-277


Da Redação


Um acidente entre uma motocicleta esportiva e um carro, na BR-277, em Morretes, no Litoral do Paraná, deixou três mortos na noite deste sábado (20). A colisão transversal aconteceu no KM 25, por volta das 21h30, na pista sentido Curitiba.
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Bruna morreu na hora no grave acidente (Foto: Reprodução Facebook)
Dois ocupantes da motocicleta e um do carro morreram devido ao acidente. O motorista de um Prisma tentou fazer o retorno cruzando a via e acabou atingindo o outro veículo, já que o motociclista não freou a tempo. A garupa da motocicleta morreu na hora e o piloto a caminho do hospital. Uma passageira do Prisma também não resistiu aos ferimentos.
Comoção
Uma das vítimas, garupa da motocicleta, foi identificada como Bruna Mendes, moradora no bairro Cajuru. Na rede social Facebook, inúmeros amigos lamentam o que aconteceu com ela. A identidade dos outros envolvidos não foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Visita de Obama a Cuba começa neste domingo


Ao romper um hiato de 90 anos sem visitas ao país, presidente dos EUA tenta deixar como legado um avanço na reaproximação com a ilha

REDAÇÃO ÉPOCA
20/03/2016 - 11h22 - Atualizado 20/03/2016 11h24
Raúl Castro e Barack Obama no primeiro encontro entre presidentes de Cuba e EUA após relações serem reatadas (Foto: AP)
O presidente dos Estados UnidosBarack Obama, chega na tarde deste domingo (20) a Cuba, acompanhado da primeira-damaMichelle Obama e das filhas Malia e Sasha. É o principal ato da quebra do isolamento imposto pelos americanos à ilha em 1962. O objetivo de Obama é, ainda que no final de sua gestão, deixar como legado um avanço inédito no processo de reaproximação entre os dois países.

Um presidente americano em exercício não visita a ilha há quase 90 anos. O primeiro - e único - foi o republicano Calvin Coolidge, em 1928. Harry Truman visitou apenas a base controlada pelos Estados Unidos na Baía de Guantánamo em 1958.
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No domingo, Obama e sua família visitarão a parte velha da capital, Havana, e devem ser recebidos na catedral da cidade pelo cardeal Jaime Ortega, que apoiou, junto com o Papa Francisco, as conversas para o acordo de aproximação da relação entre os dois países. Obama se reunirá com o presidente cubano, Raúl Castro, na segunda-feira (21) quando pretende tratar dos obstáculos para o exercício dos direitos humanos na ilha.

A visita representa mais um passo no processo de reaproximação dos dois países em curso desde o final de 2014, depois de mais de cinco décadas de congelamento nas relações. Com essas medidas, Obama trabalha dentro dos limites de seu cargo pela reaproximação dos dois países. O fim do embargo comercial contra Cuba – que acaba de completar 55 anos – só pode, no entanto, ser determinado pelo Congresso americano, hoje de maioria republicana e contrária à medida.

Ex-presidente da Vale Roger Agnelli morre em queda de avião


Monomotor de Roger Agnelli caiu sobre uma casa na zona norte de São Paulo. Sua mulher, dois filhos, o genro e a namorada do filho estão entre as vítimas

REDAÇÃO ÉPOCA
19/03/2016 - 18h55 - Atualizado 19/03/2016 22h37
O ex-presidente da Vale Roger Agnelli morreu neste sábado na queda de um avião monomotor em cima de uma casa próxima ao aeroporto do Campo de Marte, no bairro da Casa Verde, zona Norte de São Paulo. A aeronave modelo CA-9, prefixo PR-ZRA, levava, além de Roger, sua esposa, Andrea, seus filhos João e Anna Carolina, seu genro e a namorada do filho.
FERRO E PETRÓLEO Bem sucedido na Vale, Roger Agnelli foi sondado para Petrobras (Foto: Fabio Braga/Folhapress)O empresário Roger Agnelli  (Foto: Fabio Braga/Folhapress)
O Campo de Marte é um aeroporto destinado apenas a vôos particulares. De acordo com os moradores, o avião decolou e logo perdeu altura, até atingir a casa que fica a cerca de 200 mettros da pista. Nenhum morador se feriu. As cinco pessoas que estavam na casa saíram pelos fundos. O querosene,combustível do avião, vazou pela rua, pegou fogo e queimou sete carros.
Bombeiros trabalham em local de queda de avião, em São Paulo (Foto: Brazil Photo Press)
Economista, Roger fez carreira no Bradesco por vinte anos. Por força do banco, um dos acionistas, Roger foi presidente da Vale de 2001 a 2011. Sob seu comando, a empresa ascendeu ao posto de uma das maiores mineradoras do mundo. Desde sua saída, Roger tinha uma empresa de investimentos em logística e mineração.

Políticos lavados a jato



Dora Kramer
Depois de dois anos de investigações com foco principal em Curitiba, chegou a hora de a Operação Lava Jato fazer a onça beber água em Brasília. A força-tarefa já entregou à Procuradoria-Geral da República todas as informações relativas aos investigados com foro especial de Justiça. Vale dizer, deputados, senadores e governadores.
Há cerca de dez dias a força-tarefa esteve em Brasília para uma reunião na Procuradoria-Geral da República para tratar dos muitos pedidos de abertura de inquéritos e apresentação de denúncias contra deputados e senadores. Ao que consta, o senador Fernando Collor seria um dos primeiros alvos. A apresentação da denúncia e o pedido de prisão preventiva contra o presidente cassado estariam prontos. 
Na mesma operação seriam alcançados os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha. Isso sem contar outras figuras do PMDB, como o senador Edison Lobão. O destino do vice-presidente, Michel Temer, estaria nas mãos de Jorge Zelada, que ainda não decidiu optar pela delação premiada de acordo com o que circula entre os procuradores.
A ofensiva da Lava Jato na direção dos políticos já deveria ter sido deflagrada na semana passada, mas foi adiada devido aos tumultos dos últimos dias. Uma das inquietações era a possibilidade concreta de o ex-presidente Luiz Inácio da Silva ter a prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro (em decorrência do pedido do Ministério Público de São Paulo transferido pela Justiça local ao Paraná) já naquela quinta-feira em que estava marcada a posse dele na chefia da Casa Civil.
Corre a informação entre os procuradores de que a Agência Brasileira de Informações (Abin) estava monitorando os movimentos em Curitiba e, por isso, concluiu que o juiz Sérgio Moro pediria a prisão preventiva de Lula no mesmo dia em que tomaria posse no novo cargo. Daí a pressa da presidente Dilma em formalizar a posse com edição extra do Diário Oficial da União e o pedido de assinatura antecipado do termo de posse.
Os investigadores monitoravam Lula, mas a agência da Presidência também acompanhava os movimentos dos promotores e, por isso, sabiam da possibilidade de ocorrer uma ordem de prisão para ser cumprida na quinta-feira. Sem a proteção do foro especial, provavelmente Lula estaria hoje numa cela em Curitiba. O que volta a ser uma possibilidade, diante da liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a posse do ex-presidente. 
É fantástico. O senador Delcídio Amaral tinha ontem uma entrevista marcada para ir ao ar hoje à noite na TV Globo. Diria, entre outras coisas, que procurou o filho de Nestor Cerveró para tentar silenciar o ex-diretor da Petrobrás, na condição de executor de uma “operação sistemática” do Planalto para obstruir as investigações da Lava Jato. 
Como líder do governo, o senador dirá que atendia a uma política dos ocupantes da máquina do Estado. Ele promete contar o passo a passo de uma operação para atrapalhar a ação da Justiça como política de Estado. “Uma ação sistêmica”, de acordo com Delcídio.
Digital. A prova cabal de que Aloizio Mercadante agiu a mando da presidente Dilma Rousseff ao abordar o assessor do senador Delcídio Amaral sugerindo que pesasse consequências antes de colaborar com as investigações, é que o ministro não foi demitido.
Se tivesse atuado à revelia da chefia, colocando a presidente numa situação constrangedora, logicamente estaria fora do governo.
Ponto final. “Aqueles que não gostam de política serão governados por aqueles que gostam” (Platão).
*DORA KRAMER ESCREVE ÀS QUARTAS-FEIRAS E AOS DOMINGOS

Congresso, tenha dignidade e cumpra o seu papel!


A votação do processo de impeachment representa uma oportunidade histórica para os parlamentares defenderem o País e honrarem os votos de milhões de brasileiros

Mel Bleil Gallo
Há momentos cruciais na vida de um político em que ele precisa decidir se está disposto a responder aos anseios legítimos da sociedade ou se agirá de acordo com as suas conveniências particulares. Nos próximos dias, o Congresso brasileiro irá se deparar com esta circunstância histórica. Mais do que uma querela partidária, a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff representa, para congressistas de diferentes matizes ideológicas, uma rara oportunidade de mudar o destino de toda uma nação, e não apenas de partidos, sejam eles governistas ou de oposição. 
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Protesto: Na quarta-feira 16, deputados da oposição exibem cartazes que pedem
a saída de Dilma. Abaixo, placar que sacramenta a abertura da comissão de impeachment
 
 
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Vilipendiado por escândalos de corrupção, ultrajado por parlamentares infames, o Congresso terá agora uma chance de se redimir dos pecados cometidos em nome do jogo político. Não é mais possível ignorar o chamamento das ruas. Não é mais justificável fechar os olhos à sujeira que cobre de névoas o governo petista. Não é aceitável impedir que o Brasil volte a sonhar com um futuro decente, para sair enfim do pesadelo que sufoca o País. Aprovar o impeachment da presidente de Dilma é, acima de tudo, uma questão de dignidade. 
 
Cabe ao Congresso cumprir o seu papel democrático, que não é outro a não ser defender o País e honrar os votos que os parlamentares receberam de milhões de brasileiros. A história é sempre implacável com aqueles que traem as aspirações populares. Foi assim com os que foram contrários ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. O destino lhes reservou o ocaso político. Não será diferente agora. No PMDB, persiste uma minoria que pretende desfrutar, até o último suspiro, das benesses oferecidas por Dilma. 
 
É o caso do deputado mineiro Mauro Lopes, que pisoteou a decisão da Convenção Nacional do PMDB ao assumir o posto de ministro da Aviação Civil na quinta-feira 17. Em reunião no sábado 12, a sigla havia proibido os filiados de ingressarem no governo. Não demorou para o desconhecido Lopes, que corre o risco de ser expulso da legenda, se tornar um dos alvos de manifestações populares. É um preço que ele e outros podem pagar por ignorarem o clamor popular pelo impeachment. Fazem parte deste ala colegas de Esplanada, como Kátia Abreu, Marcelo Castro, Henrique Eduardo Alves, Celso Pansera e Helder Barbalho. 
 
Na Câmara, a turma do PMDB que joga contra o País é capitaneada pelo líder Leonardo Picciani, além dos integrantes da Comissão do Impeachment José Priante (PA), João Marcelo (MA), Valtenir Pereira (MT) e Washington Reis (RJ). O ministro da Secretaria dos Portos, Helder Barbalho (PMDB-PA), já começa a sentir os efeitos da permanência no governo. Nos últimos dias, seus assessores receberam mensagens de e-mail com severas críticas ao apoio de Barbalho a Dilma. Permanecer até o fim na gestão da petista pode destruir sua pretensão de disputar a cadeira de governador do Pará. 
 
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Na última eleição, o político, de 36 anos, chegou a disputar o segundo turno. As cobranças públicas se assemelham às sofridas pela senadora e ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO). Ela tem irritado suas bases históricas. Federações formadas por proprietários rurais insistem que a cassação de Dilma é necessária para destravar o Brasil. Acham inconcebível uma ex-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) se manter fiel a um governo que agrava crises no setor.
 
Não é melhor a situação do deputado federal e ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI). Ele pretende ir até o fim defendendo um governo do qual era crítico mordaz. Antes de assumir o cargo, Castro questionava publicamente o programa “Mais Médicos”. A permanência de Castro gera desgastes junto a entidades médicas, das quais é próximo. Também inspira desconfiança na bancada a continuação do deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) à frente da Ciência e Tecnologia. O parlamentar traiu Eduardo Cunha, espécie de padrinho, em troca de espaço na Esplanada. 
 
Para a cúpula da legenda, a decepção com Pansera só não supera a que foi motivada por Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ministro do Turismo. Nos bastidores, Michel Temer diz que Alves abandonou arranjos partidários em troca de um cargo incerto. Custo político maior deverão pagar os cinco integrantes governistas do PMDB na Comissão do Impeachment. Eles correm o risco de entrar para a história como a tropa de choque de uma gestão impopular e envolta em escândalos de corrupção. Leonardo Picciani (RJ), líder do partido, José Priante (PA), João Marcelo (MA), Valtenir Pereira (MT) e Washington Reis (RJ) caminham para ter seus nomes desprezados pelos eleitores em futuros pleitos. 
 
Eles esquecem, ou simplesmente ignoram, o que aconteceu com aqueles que foram até o final com Collor. Acabaram praticamente depostos juntos com o seu mentor político. O processo do impeachment começou a andar. Com 433 votos a favor e apenas um contra, do petista José Airton (CE), foi eleita na quinta-feira 17 a Comissão Especial da Câmara dos Deputados que apreciará o pedido de impedimento de Dilma. A instalação ocorre três meses depois que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu aceitar as denúncias compiladas pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal e endossadas pela oposição. 
 
De lá para cá, o quadro político e econômico se deteriorou. Dos 65 integrantes da comissão, menos de dez votos ainda são considerados indefinidos (leia quadro). Pela distribuição das vagas, calculada a partir do tamanho de cada bancada, os partidos com maior número de representantes são o PMDB e o PT, com oito lugares cada. Em seguida, vêm o PSDB (seis) e o PP (cinco). A julgar pelo ritmo das investigações da Polícia Federal, a perspectiva para os próximos 45 dias é de intensa movimentação em Brasília. Este foi o prazo considerado por Cunha como “razoável” para que a comissão apresente seu parecer ao Plenário. 
 
A partir de agora, Dilma tem dez sessões para apresentar seu pedido de defesa. De forma inusitada, após uma série de desgastes enfrentados pelo Planalto, dois partidos da base aliada terão papel-chave até lá. Os líderes do PSD e do PTB na Câmara, Rogério Rosso (DF) e Jovair Arantes (GO), foram eleitos presidente e relator da Comissão, respectivamente. Embora oficialmente os dois sejam considerados aliados, a pressão é grande em seus partidos por uma guinada à oposição. Além disso, ambos são próximos do presidente da Câmara, diretamente interessado na saída de Dilma. O cerco está se fechando.
 
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Créditos das fotos desta matéria: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Capa de VEJA com Lula
(VEJA.com/VEJA)
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Governo recorre ao Supremo para liberar posse de Lula


Pedido foi feito neste sábado ao ministro Teori Zavascki. Ato foi barrado pelo ministro Gilmar Mendes, que considerou a nomeação uma "fraude"

TALITA FERNANDES E FILIPE COUTINHO
18/03/2016 - 22h05 - Atualizado 19/03/2016 19h04
Lula e Dilma. Posse de ex-presidente como ministro-chefe da Casa Civil foi suspensa pela Justiça (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)
O governo pediu neste sábado, 19, que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda a liminar que barrou a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de ministro-chefe da Casa Civil, concedida pelo ministro Gilmar Mendes, e mais de 50 ações que questionam o ato. O pedido foi feito pelo ministro José Eduardo Cardoso, da Advocacia Geral da União, e dirigido no Supremo ao ministro Teori Zavascki.
Gilmar Mendes suspendeu na noite de sexta a nomeação deLula. De acordo com magistrado, a nomeação de Lula significa uma "fraude à Constituição" por atrapalhar a investigação do ex-presidente no âmbito da Operação Lava Jato.
Essa argumentação tem como base o fato de que as investigações de Lula precisariam ser transferidas da justiça federal para oSupremo a partir da nomeação do petista como ministro de Estado. No entendimento de Gilmar, essa mudança implica em atraso do processo.
Para Gilmar Mendes, o termo de posse era uma maneira de enganar os investigadores. “Uma explicação plausível para o documento objeto da conversa é que foi produzido um termo de posse, assinado de forma antecipada pela Presidente da República, com a finalidade de comprovar fato não verídico – que Luiz Inácio Lula da Silva já ocupava o cargo de Ministro de Estado. O objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão de juiz de primeira instância. Uma espécie de salvo conduto emitida pela Presidente da República. Ou seja, a conduta demonstra não apenas os elementos objetivos do desvio de finalidade, mas também a intenção de fraudar”, escreveu o ministro em sua decisão.
Gilmar interpreta a conversa de Lula e Dilma, flagrada pelas interceptações, como tentativa de obstrução de Justiça. "A Presidente claramente orienta Luiz Inácio Lula da Silva quanto à utilização do documento: “só usa em caso de necessidade”. O ministro rejeita a argumentação dada por Dilma para explicar o diálogo com o ex-presidente: "A tese de que a Presidência ficaria com o documento e só usaria se o empossando não fosse à cerimônia não se coaduna com o dito na conversa", escreveu. 
O despacho se sobrepõe às decisões tomadas anteriormente por juízes federais de três estados brasileiros. Ao todo, já foram autuadas mais de 20 ações pedindo a anulação da posse de Lula. Do volume de ações, dez estão no Supremo, tendo sido distribuídas para três ministros distintos: Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Teori Zavascki, relator da Lava Jato. Como Gilmar foi o primeiro ministro a entrar no mérito do questionamento, ele se torna, a partir de agora, prevento para analisar todos os casos levados ao STF. Ontem, Teori havia aberto prazo para que Dilma e a Advocacia-Geral da União se manifestassem sobre o pedido.

MPF em Brasília quer "lista de presentes" de Lula



O procurador Wellington Marques, do MPF em Brasília, pediu à Lava Jato o compartilhamento da lista de bens catalogados pela Polícia Federal no acervo levado por Lula ao deixar a Presidência em 2011.
Marques comanda inquérito instaurado no ano passado para apurar suspeitas de apropriação ilegal de itens oficiais por parte dos ex-presidentes Lula, FHC, Itamar Franco e Fernando Collor de Mello.
O MPF já oficiou as empresas "Mudanças Cinco Estrelas, a Granero e o diretor de Documentação Histórica da Presidência, Cláudio Soares Rocha.
São considerados "bens públicos" os presentes recebidos pelos ex-presidentes durante visitas ou viagens oficiais, representando o Estado brasileiro, nas chamadas "trocas protocolares", conforme previsão legal (Lei 8.394/1991 e os decretos 4073/2002 e 4.344/2010).
"Os fatos aqui investigados podem ter correlação aos bens que foram identificados em posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante execução de busca e apreensão", diz o procurador, em referência à Operação Alethea.
A Lava Jato identificou um galpão lotado de presentes recebidos por Lula durante seu governo, assim como uma sala-cofre no Banco do Brasil e uma adega no sítio de Atibaia.
Fonte: O antagonista

Alô, Teixeira? Alô, Lula?



Não é só a LILS Palestras, de Lula, que está vinculada ao telefone do escritório de Roberto Teixeira.
O mesmo número aparece nas empresas Voloex Participações e Investimentos, ligada ao escândalo da VarigLog, e Urban Value Participações e Gestão de empreendimentos, envolvida em denúncias de negociatas em Portugal e Angola.
A LLF Participações e FlexBr Tecnologia, ambas dos filhos de Lula, também foram cadastradas com o número grampeado por Moro.
Fonte; O Antagonista

Deputados preparam emenda constitucional para garantir foro privilegiado a ex-presidentes


POR PAINEL
Corre do Moro Representantes da Câmara preparam uma emenda constitucional para garantir foro privilegiado a ex-presidentes da República, determinando que só sejam julgados pelo Supremo Tribunal Federal. Inicialmente, o texto não contemplaria o ex-presidente Lula, investigado pela Lava Jato e, até a segunda ordem, nas mãos de Sergio Moro. Mas abarcaria Dilma e os futuros mandatários, já que a vigência da medida se daria a partir da data de promulgação da PEC.
Psicologia reversa O curioso é que o projeto está sendo arquitetado com o apoio da ala oposicionista do PMDB.
Complô Adversários do Planalto acham que a medida seria vista como obra do governo e ajudaria a colar em Dilma a imagem de que ela também foge de Sergio Moro, repetindo o desgaste de Lula quando aceitou o ministério.
Nos representa Há, ainda, um “efeito colateral” interessante para o PMDB: contemplar o vice Michel Temer, herdeiro constitucional de Dilma caso ela seja cassada.
Amputar Líderes do Congresso atingidos pela Lava Jato e incomodados com o que chamam de poder excessivo do Ministério Público começam a falar da necessidade de se aprovar uma lei para cortar as asas da instituição.
Nada favorável Até a lei da delação premiada poderia ser revista. A operação é silenciosa e mesmo os mais assanhados com a mudança legal reconhecem que, neste momento, votar algo assim provocaria forte polêmica.
Ainda te quero Interlocutores próximos afirmam que Lula conserva o desejo de trazer Henrique Meirelles para a Fazenda. Mas que precisaria mostrar que o governo tem condições de sobreviver antes de mexer no tabuleiro da Esplanada.
Fogo brando Talvez, por isso, aliados do ex-presidente fritem Nelson Barbosa. Na reunião que selou a volta de Lula ao governo, o ministro da Fazenda se disse disposto a entregar o cargo. Mas Lula disse não.
Para inglês ver Um deputado afirma que a comissão do impeachment será só “para passar tempo”. Diz que, mesmo se relator e comissão votarem contra a deposição, o tema acabará no plenário: “Tudo aqui cabe recurso. Não viu no Conselho de Ética?”.
Menos é mais Dois ex-ministros de Lula apresentaram um receituário semelhante durante a semana para tentar poupar o petista: acham que ele deveria parar de dizer que é candidato. Esperam que, assim, seja menos alvejado pela oposição.
Só por isso Caciques do PMDB dizem, aliás, que usarão esse discurso para negar apoio a Lula caso sejam procurados: o petista quer concorrer em 2018, quando a sigla promete lançar candidato próprio. Aproximar os projetos agora seria contraditório.
Poxa vida Ministros lamentam muito a divulgação dos xingamentos de Lula contra o STF. Eis a razão: “O Supremo é o único que poderia enquadrar Sergio Moro. Mas agora estão todos com raiva de Lula”.
The number Após abrir a sessão de sexta para acelerar o processo de deposição da presidente, Eduardo Cunha foi visto falando a um aliado: “A coisa está tão feia que o quorum de hoje foi 66”, referindo-se à similaridade com 666, o número da besta.
lucio
Parece bruxaria Do deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), sobre a crise política: “Está parecendo Harry Potter isso. Quando você acha que vai terminar a saga, vem um novo livro. Não termina nunca!”.
Veneno O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) ainda tenta achar a causa da infecção que o levou a ser internado. Suspeita-se que tenha sido um “carrapato envenenado”, dizem integrantes do governo.

TIROTEIO
As fiscalizações sobre a Lava Jato estão em uma marcha sem volta. Qualquer tentativa de interferência seria totalmente infrutífera.
DE KLEBER CABRAL, vice-presidente da Unafisco, sobre Lula pedir a Nelson Barbosa (Fazenda) para “se inteirar” sobre ações da Receita no Instituto Lula.

CONTRAPONTO
A vida imita a arte
Presidente da comissão do impeachment, Rogério Rosso (PSD-DF) discutia com sua equipe na sexta-feira alguns procedimentos para organizar os trabalhos do colegiado, que, só nas primeiras horas, já havia recebido mais de 30 requerimentos de convites e convocações.
No meio das conversas, fez uma sugestão:
— A gente deveria espalhar cartolinas pela parede com o cronograma das atividades.
Um dos presentes emendou:
— Isso vai ficar igual ao cenário de “House of Cards”! — lembrando do famoso seriado americano.
— Então melhor deixar pra lá… — reagiu Rosso.