Mãe amarra filha de dois meses no corpo e se joga na Represa do Passaúna; as duas morreram


Por Luiz Henrique de Oliveira e Flávia Barros
Foto: Colaboração
Corpos de mãe e filha foram encontrados em represa (Foto: Colaboração)

Uma mulher de 34 anos amarrou a filha de dois meses junto ao corpo e se jogou na Represa do Passaúna no início da tarde desta quarta-feira (23), no bairro São José, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. O marido dela foi quem entrou em contato com os bombeiros, depois de encontrar a manta do bebê nas margens dos rios.
O tenente Renato Costa Barbosa, dos bombeiros, contou que a cena no local foi tétrica, com mãe e filha mortas. “Realizamos as buscas e a mãe estava com o bebê de dois meses amarrada ao corpo. Encontramos o corpo dela e do bebê e nada pôde ser feito”, lamentou à Banda B.
“Ela disse ao marido que ia na casa de uma amiga que fica próxima ao rio. Ele ficou preocupado com a demora e encontrou a a manta da criança na represa. É uma moradora em Araucária e existe a hipótese de que seja um caso de depressão pós-parto”, completou o tenente.
Os corpos de mãe e filha foram recolhidos ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML).

Prazo para pagamento do IPTU é prorrogado



A Prefeitura de Colombo prorrogou o prazo para o pagamento à vista e com desconto do IPTU 2016. O novo prazo é 26 de abril para que o contribuinte tenha um desconto de 10% no valor total do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Outra opção é o parcelamento, sem o desconto, em até cinco vezes, com vencimentos de abril a agosto de 2016, com parcelas mínimas de R$ 20.
Os carnês foram entregues a domicílio e quem ainda não recebeu o documento pode solicitar a segunda via, gratuitamente, no site da prefeitura (www.colombo.pr.gov.br) ou pessoalmente na sede, na Rua XV de Novembro, 105, Centro.
Tabela de vencimento IPTU 2015
Pagamento único com desconto de 10%: até 26 de abril
Pagamento parcelado:
1° Parcela – 26 de abril de 2016
2° Parcela – 26 de maio de 2016
3° Parcela – 26 de junho de 2016
4° Parcela – 26 de julho de 2016
5° Parcela – 26 de agosto de 2016

Câmara declara-se solidária à Operação Lava Jato e ao Ministério Público Federal




            
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Na sessão plenária da Câmara de Colombo desta terça-feira (22/3), os vereadores aprovaram, por 16 votos a um, duas Moções de Solidariedade aos agentes das investigações de corrupção no governo federal. Uma delas manifesta-se solidária ao Ministério Público Federal, representado pela procuradora-chefe da entidade, Paula Cristina Conti Thá, reconhecendo o mérito de seus agentes durante os anos de investigações na “Operação Lava Jato”. A outra moção é destinada ao juiz federal Sérgio Moro, também por sua atuação nas investigações da Lava Jato.
Foi aprovado pelo legislativo municipal o pedido de informação de autoria do vereador Professor Waldirlei Bueno, presidente da Câmara, à Prefeitura de Colombo sobre o andamento dos concursos públicos realizados entre os anos de 2008 e 2015. O pedido solicita a relação de servidores efetivos concursados que tomaram posse; a relação de servidores concursados nesse período e suas respectivas funções e quais apresentaram certificados ou declarações de conclusão do Ensino Médio, superior ou Pós-Graduação emitidos por instituições educacionais colombenses.
Ainda na sessão de 22 de março, foram apresentados três projetos de lei: dois deles de autoria vereador Gilgera, vice-presidente da casa: um sugere a remoção de veículos abandonados em logradouros públicos da cidade (PL 774/16) e outro que visa instituir a Campanha Municipal de Não Violência Contra a Mulher (PL 775/16). O terceiro (PL 776/2016) foi uma proposição do vereador Pelé, que trata da presença de doulas (mulheres acompanhantes de parto) durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato nas maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares congêneres no município. Os projetos seguirão para parecer jurídico e, se aprovados, seguem para avaliação nas Comissões.  
Também segue para parecer jurídico o Projeto de Decreto 90/2016 do vereador Ratinho, que visa conceder o título de Cidadão Honorário da cidade ao padre Tadeu Camilo, titular da Paróquia Senhor Bom Jesus, no bairro São Gabriel.

Câmara receberá presidente da Comec, Omar Akel, para falar sobre duplicação da Rodovia da Uva





A conclusão da duplicação de 6,5 quilômetros da Rodovia da Uva será tema da sessão plenária da Câmara de Vereadores de Colombo na próxima terça-feira, 29 de março, com a presença do presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Omar Akel, convidado a falar na tribuna livre e prestar informações sobre a obra, a convite do vice-presidente da Câmara, o vereador Gilgera. “O intuito é recebê-lo para esclarecer dúvidas da população e dos próprios vereadores sobre as obras no município, especialmente sobre na Rodovia da Uva”, ressaltou o vice-presidente.
 A duplicação da PR 417 – Rodovia da Uva foi iniciada em 2010, com várias interrupções e renovações do prazo de entrega bancado pelo governo estadual, em um valor total de R$ 35 milhões. Enquanto as obras não são concluídas, a população tem dificuldades de trafegar e atravessar a via, pela falta de calçamento e sinalização, na área em que trafegam, em média, 16 mil veículos por dia. O projeto prevê, além da duplicação do trecho que liga Curitiba a Colombo, a construção de um canteiro central, sistema de iluminação, acostamento e ciclovia.

Paixão de Cristo terá encenações no município


WEBMASTER 23 DE MARÇO DE 2016

As apresentações gratuitas serão realizadas na sexta-feira Santa, 25, em quatro paróquias

A apresentação teatral Paixão de Cristo terá quatro apresentações gratuitas em Colombo para celebrar a Páscoa. As encenações acontecem nesta sexta-feira, 25, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, no Centro, na Capela Divino Espírito Santo, no Imbuial, na Paróquia Sagrada Família, no Alto Maracanã e na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Colônia Faria.
As peças contam com a participação de mais de 50 pessoas envolvidas nos trabalhos realizados em cada igreja. A produção será especial, com figurino e cenário de acordo com os personagens representados. Lembrando que o roteiro se baseia nos evangelhos para narrar a vida e a obra de Jesus Cristo, desde o nascimento até a sua ressurreição, na maior e mais conhecida história de todos os tempos.
Segundo a tradição cristã, a sexta-feira Santa, também conhecida como Sexta-feira da Paixão é o dia em que os cristãos relembram a morte de Jesus Cristo na cruz. Já o domingo de Páscoa representa a ressurreição de Cristo.
Serviço:
Paróquia Nossa Senhora do Rosário
Data: 25/03
Horário: 17h
Endereço: Rua Francisco Busato, 8114 – Centro
Capela Divino Espírito Santo – Imbuial
Data: 25/03
Horário: 19h30
Endereço: Rua Aleixo Nodari, 90
Paróquia Sagrada Família
Data: 25/03
Horário: 19h
Endereço: Rua Manoel Bandeira, 562 – Alto Maracanã
Paróquia Nossa Senhora da Saúde
Data: 25/03
Horário: 20h
Endereço: Rua Presidente Faria, 3423 – Colônia Faria
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo

É GOLPE... DE DILMA



Ronaldo Caiado denunciou em seu twitter que Dilma Rousseff planeja decretar "Estado de Defesa".
Trata-se de medida excepcional que restringe os direitos de reunião, sigilo de correspondência, de comunicações telegráficas e telefônicas.
É golpe!

Fonte: O Antagonista

Juíza nega recurso para manter pedido de prisão de Lula em SP

Ex-presidente Lula realiza discurso em caminhão de som, durante protesto a favor do governo, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na noite desta sexta-feira (18)
O ex-presidente Lula(Nelson Almeida/AFP)
A juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal da capital paulista, negou nesta terça-feira um recurso para que a denúncia e o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula, formulados pelo Ministério Público de São Paulo, fossem decididos na Justiça estadual.
No último dia 14, a magistrada havia declinado da competência para o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), responsável pelos processos da Operação Lava Jato. Ela entendeu que a investigação dos promotores paulistas sobre a posse do tríplex reformado pela construtora OAS no Guarujá (SP) tem conexão com a Lava Jato e crimes de âmbito federal - Lula é acusado de ocultar patrimônio (lavagem de dinheiro) e de falsidade ideológica.
Tanto o Ministério Público quanto a defesa de Lula argumentavam que o processo deveria ser julgado na esfera de São Paulo e sugeriram que o inquérito é um desdobramento da investigação sobre desvios na Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), cuja ação penal corre na 5ª Vara Criminal. Eles agora deverão recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo, conforme a juíza. Os promotores e a defesa do ex-tesoureiro petista e ex-diretor da Bancoop João Vaccari Neto, preso na Lava Jato e reú na 5ª Vara Criminal paulistana, já interpuseram recursos em sentido estrito.
"Os argumentos utilizados nos presentes embargos pelos embargantes se mostram como irresignação com o decidido pela decisão que declinou da competência para a 13ª Vara Federal de Curitiba, e devem ser objeto de recurso à superior instância, sendo os embargos meramente infringentes", decidiu a juíza. "Com relação à alegada competência da 5ª Vara local para julgamento do feito, considerando que esta magistrada não possui acesso à investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal e às provas do processo da Lava Jato, esta será analisada caso o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba determine eventual desmembramento e/ou devolução dos autos."
Maria Priscilla também afirmou que os autos ainda não devem ser enviados ao Supremo Tribunal Federal porque a posse de Lula como ministro da Casa Civil (para blindá-lo do pedido de prisão) foi suspensa.
"Cabe ressaltar que não há de se falar em envio dos autos, neste momento, ao Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil foi suspensa por ordem do Ministro Gilmar Mendes da Suprema Corte, em decisão liminar vigente, nos autos do processo nº MS 34.070-DF. Caso o denunciado tome posse efetivamente do cargo no ínterim entre esta decisão e eventual recurso à Segunda Instância, os autos serão remetidos ao C. STF por determinação da Constituição Federal", escreveu.

Bélgica identifica irmãos responsáveis por ataques em Bruxelas


Ibrahim e Khalid el-Bakraoui eram cidadãos belgas e tinham passagens na polícias por vandalismo

REDAÇÃO
23/03/2016 - 12h05 - Atualizado 23/03/2016 12h26
Os ataques terroristas desta terça-feira (22) foram cometidos pelos irmãos Ibrahim e Khalid el-Bakraoui, informou Frédéric Van Leeuw, procurador-geral da Bélgica, na manhã desta quarta-feira (23).
 Atentado terrorista na Bélgica os irmãos Khalid (à esquerda) e Ibrahim (à direita) El Bakraoui (Foto: Reprodução)
Os dois irmãos são cidadãos belgas, nascidos em Bruxelas, e ostentavam longas fichas policiais por crimes menores, comovandalismo. No entanto, nunca haviam sido acusados deterrorismo.
Segundo as autoridades belgas, Ibrahim foi um dos homens-bomba que explodiu no aeroporto internacional de Zaventem. Khalid foi responsável pelas explosões na estação Maelbeek, que fica próxima à sede da União Europeia. O Estado Islâmicoreivindicou a autoria dos atentados, que deixaram ao menos 31 mortos e mais de 200 feridos.
Buscas policiais realizadas nesta quarta-feira encontraram um computador, no qual estavam arquivados documentos ligados ao Estado Islâmico e uma carta de suicídio assinada por Ibrahim. Também foram encontrados 15 kg de explosivos, 30 litros de água oxigenada, 150 litros de acetona, detonadores, pregos e materiais usados para embalar explosivos.

Odebrecht: Cunha diz que pediu doação legal e ri do apelido ‘caranguejo’


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O Globo
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiu nesta quarta-feira rindo e demonstrando tranquilidade em relação à planilha apreendida pela Polícia Federal com uma lista de doações há mais de 200 políticos do país, incluindo ele próprio. Cunha disse não temer a delação premiada que será feita por representantes da empresa. O presidente admitiu ainda que pediu a representantes da Odebrecht doações de campanha para o PMDB, citando o nome de Henrique Eduardo Alves, atual ministro do Turismo. Mas que não recebeu doação direta da empresa e sua campanha.
Cunha negou que ele ou o PMDB, tenham recebido doação de caixa 2, ou seja não declaradas à Justiça eleitoral.
— Não existe doação de caixa 2. Nem para mim, nem para o o PMDB. Só de caixa 1 — disse Cunha.
Indagado sobre quem ele procurou e a quem fez os pedidos de doação para o PMDB, Cunha respondeu:
— Não me recordo com quem. O presidente da construtora, o presidente da outra empresa, enfim não me recordo com quem, mas efetivamente houve. Não foi só comigo não, às vezes tinham reunião no próprio PMDB, de várias pessoas do PMDB com quem era o representante deles para pedir. Isso é uma prática normal. Não estou dizendo que não conheço a pessoa A, B ou C. Eu não sei, não lembro a quem foi pedido e nem sei se é essa circunstância. Não vi esse documento, falo em tese. Tenho certeza que na minha campanha não foi, mas pedir para o PMDB, pedi sim.
Quando os jornalistas perguntaram sobre a citação na planilha e o apelido de “caranguejo”, antes de responder Cunha riu:
— Eu não vi que planilha é, mas doação de empresas, várias fizeram porque foram pedidas. Não sei exatamente qual é. Certamente para a minha campanha não foi. Pedi para o PMDB e foram realocadas em outras campanhas, como já falei outras vezes. É normal. A Odebrecht doou para o PMDB e, em alguns momentos eu também pedi para a campanhas, a do Henrique.
Os repórteres insistiram em saber se é normal ter apelidos, como o dele e de outros, e Cunha disse que isso tem que ser perguntado a quem colocou.

Todos negam ter recebido doações da Odebrecht


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Dos paranaenses citados na lista da Odebrecht de doações para politicos e que tais, nenhum admite que re cebeu dinheiro da empreiteira. Jorge Samek, da Itaipu; Ricardo Barros, do PP; Luciano Ducci, do PSB; e Ratinho Junior, agora no PSD. negam peremptoriamente que receberam os recursos registrados na lista da Odebrecht. Há que sugira que um intermediário, ex-deputado do PP, pode ter usado o nome de muita gente para extrair dinheiro que ficou em seu bolso.

Dilma, com medo das vaias, cancela visita ao Paraná


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Informada de que na República de Curitiba ela pode sofrer manifestações desagradáveis, a presidente Dilma Rousseff (PT) cancelou a visita ao Paraná nesta quinta-feira, 24. Na agenda de Dilma estava prevista a inauguração das obras de reforma e ampliação do Aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhais. A Secretaria de Comunicação da Presidência chegou a a credenciar a imprensa para acompanhar à visita, mas Dilma preferiu evitar a República de Curitiba.

Temer aborta golpe de Lula e Renan para beneficiar Dilma


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No meio da tarde de ontem, Lula reuniu-se com Renan Calheiros, presidente do Senado, e o ex-senador José Sarney para aquela que seria, caso fosse bem sucedida, uma manobra capaz de abortar a queda da presidente Dilma – ou de pelo menos frear a celeridade do processo de impeachment que ora tramita na Câmara dos Deputados.
Em nome de Dilma, Lula fez um apelo a Renan e a Sarney para que o PMDB adiasse a reunião do diretório nacional do partido marcada para a próxima terça-feira, dia 29. Por folgada maioria, o diretório deverá decidir pelo desembarque do PMDB do governo, onde ele detém o controle de sete ministérios e ocupa centenas de cargos.
Renan foi embora da reunião disposto a fazer o que Lula lhe pediu. Sarney, nem disse sim a Lula, nem não. De volta ao Senado, Renan afirmou em entrevista que para haver impeachment deveria existir antes crime de responsabilidade cometido pela presidente. Do contrário, completou, o impeachment deveria ter outro nome.
Não disse qual nome seria. Mas horas antes, em comício promovido no Palácio do Planalto, Dilma dissera que impeachment sem crime não passa de golpe contra a democracia. Renan acionou os ministros do PMDB, e logo todos eles, que abominam a ideia de o partido abandonar o governo porque abominam perder seus cargos, começaram a se mexer.
Gastaram o resto da tarde telefonando para deputados com a notícia de que a reunião do diretório nacional poderia ser adiada. E depois das 19h, foram em bloco recepcionar na Base Aérea de Brasília o vice-presidente da República Michel Temer, que ali chegava de volta de São Paulo. Os sete pediram a Temer a transferência da reunião para o dia 14 de abril.
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Por que essa data? Porque Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, antecipou que a votação final do impeachment poderá se dar no domingo dia 17 de abril. Assim, mesmo que o diretório nacional decidisse pelo desembarque do partido do governo no dia 14, não haveria tempo hábil para que isso acontecesse antes do dia 17.
Uma coisa seria o PMDB romper com o governo apenas às vésperas da votação do impeachment. Outra bem diferente será romper na próxima terça-feira. Rompimento tão antecipado dará tempo para que outros partidos que apoiam o governo igualmente o abandonem. É tudo o que o governo teme. É tudo o que está preste a ocorrer.
Temer nada respondeu aos ministros na Base Aérea de Brasília. Foi direto para o Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente. Reunido em seguida com seus principais conselheiros e um grupo de vinte e poucos deputados, resolveu manter a data marcada da reunião do diretório nacional do PMDB. Alegou que não faria sentido adiá-la.
Fez mais: cancelou uma viagem a Portugal para participar de um seminário jurídico na Universidade de Lisboa. Ele faria uma palestra no dia 29, justamente o dia da reunião do diretório nacional. E só amanheceria em Brasília no dia seguinte. Quem presidiria a reunião seria o senador Romero Jucá (RO), vice-presidente do partido. Temer quer ficar por perto.

OAB vai protocolar pedido de impeachment contra Dilma dia 28


A entidade decidiu, por maioria de votos, que a presidente não tem mais condições de governar o país

MURILO RAMOS
23/03/2016 - 17h31 - Atualizado 23/03/2016 17h31
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai protocolar na Câmara dos Deputados o pedido de impeachment contra a presidenteDilma Rousseff na próxima segunda-feira, dia 28. Iniciativa decorre de reunião dos conselheiros da OAB na sexta-feira, dia 18. Na ocasião, 26 das 27 seccionais votaram defendendo que a presidente não tem mais condições de governar o país. 
 Presidente Dilma Rousseff participa de Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia no Palácio do Planalto (Foto: ANDRE COELHO / Ag. O Globo)





Governo recorre ao Supremo contra suspensão de Lula na Casa Civil


Advocacia Geral da União alegou que cargo não pode ficar vazio na crise.
Recurso foi protocolado em ação conduzida pelo ministro Gilmar Mendes.

Renan RamalhoDo G1, em Brasília
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, apresentou recurso nesta quarta-feira (23) contra decisão do ministro Gilmar Mendes, da semana passada, que suspendeu a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil.

O recurso pede que o próprio Gilmar Mendes conceda efeito suspensivo à sua decisão e que depois o caso seja levado ao plenário do Supremo. A peça não aborda decisão desta terça (22) do ministro Teori Zavascki que determinou o envio ao STF das investigações sobre o ex-presidente, por conta de gravações envolvendo outras autoridades.

Na peça, a Advocacia Geral da União (AGU) argumenta que "em período de notória crise política e turbulência institucional, não se pode manietar a Presidenta da República no seu típico espaço de discricionariedade na direção política", em referência à escolha da presidente Dilma Rousseff em chamar Lula para integrar o Executivo.
O recurso também nega que o objetivo da nomeação tenha sido livrar o ex-presidente das investigações da Operação Lava Jato. Na decisão, Mendes apontou que o ato buscou tirar o caso do juiz Sérgio Moro, da primeira instância, e levá-lo ao STF, o que poderia configurar "desvio de finalidade" por parte da presidente.
A AGU destaca que Lula não está condenado em qualquer instância, "muito menos
despido de seus direitos políticos" e que "mera existência de investigação ou ação penal em
curso não configura causa a obstar o ingresso" no ministério.

Sobre o argumento de que a decisão poderia aliviar as investigações contra Lula, a AGU diz que trata-se de premissa "inteiramente equivocada". "Adota pressuposto de que essa Suprema Corte seria leniente, menos capaz ou eficaz do que qualquer juízo inferior no processamento e julgamento das ações penais originárias, como que um loeus para proteção e impunidade", diz a peça.
saiba mais
Por fim, o recurso argumenta que a decisão de Gilmar Mendes "deixa em aberto o exercício de pasta ministerial absolutamente estratégica, com risco de graves prejuízos às ações governamentais".
A manutenção da decisão, acrescenta, deixa "acéfalo um Ministério da envergadura da Casa Civil, comprometendo a execução de uma série de políticas públicas e ações governamentais que necessitam da anuênica e/ou assistência daquela Pasta para a sua execução, além de retirar do cargo de Presidente da República a competência, que lhe é própria, de nomear um Ministro de Estado".

Lula, malandro, enquadrou Renan e Zavascki


lula
Por Fábio Campana
Lula não é de matar com a unha, observa o Vicente Ferreira. Esperto, experiente, malandro, tinha razão quando disse em gravações de seus telefonemas que podia virar o jogo no STF. Virou. Teve uma grande vitória hoje em Brasília. Teori Zavascki, jurista da turma indicado por Dilma para o STF, encarregou-se de aliviar a barra de Lula. Tirou de Sérgio Moro as investigações sobre o petista. E proibiu a divulgação de gravações telefônicas autorizadas pela Justiça que revelaram um Lula de caráter duvidoso e de péssimas intenções.
Lula também disse que podia mudar o destino no Congresso, Pois ele enquadrou pessoalmente o Renan Calheiros, presidente do Senado, que mudou da água para o esgoto. Diz agora, depois de tratar com Lula, que não há o que justifique o impeachment de Dilma Rousseff. Ou seja, a República de Brasília volta a ser conduzida pela turma da sacanagem. Só falta agora querer fechar a República de Curitiba, o sonho de todos eles.
Mas, em compensação,. Lula teve grande derrota em Curitiba. Aqui, na primeira instância do juiz Sérgio Moro, Marcelo Odebrecht e os demais diretores da empreiteira se decidiram pela delação premiada. Se disserem tudo o que sabem não sobra ninguém na República.

A lista da Odebrecht: documentos revelam 200 políticos beneficiados


rovena rosa-AgBr
Fernando Rodrigues, UOL
Papéis foram apreendidos na “Acarajé” e liberados ontem (22). Planilhas listam nomes, valores e apelidos de cada político. Material é de Benedicto Barbosa, alto executivo do grupo. Informações de tabela são incompatíveis com doações declaradas.
Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.
As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.
Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem (22.mar) pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.
As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.
Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.
A apuração é dos repórteres do UOL André Shalders e Mateus Netzel.
A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos.
Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.
Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.
Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas. Na planilha acima, por exemplo, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.
Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).
Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.
APELIDOS
Eis alguns apelidos atribuídos aos políticos nos documentos da Odebrecht, vários com conteúdo derrogatório:
Jaques Wagner: Passivo
Eduardo Cunha: Carangueijo
Renan (Calheiros): Atleta
José Sarney: Escritor
Eduardo Paes: Nervosinho
Humberto Costa: Drácula
Lindbergh Farias: Lindinho
Manuela D’Ávila: Avião
COPA E LEBLON
A papelada que serve de base para este post foi apreendida por 4 equipes da PF em 2 endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro nos bairros do Leblon e de Copacabana.
Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.
Um dos textos refere-se, de forma cifrada, às regras internas de funcionamento do cartel de empreiteiras da Lava Jato. O grupo é chamado de “Sport Club Unidos Venceremos”.
O juiz federal Sérgio Moro liberou ontem (22.mar.2016) o acesso ao material apreendido com outros alvos da Acarajé. São públicos os documentos apreendidos com Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, e com o doleiro Zwi Skornicki, entre outros.
OUTRO LADO
A Odebrecht foi procurada pelo Blog. Nesta 4ª (23.mar.2016), a assessoria da empreiteira enviou esta nota: “A empresa e seus integrantes têm prestado todo o auxílio às autoridades nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários”.
Todos os políticos citados, já procurados por causa de outras reportagens, negam ter recebido doações ilegais em suas campanhas.

Lula não convence PMDB a rever saída do governo


Ex-presidente se reuniu com Renan e Sarney para tentar que a legenda 'dê tempo ao tempo'

Estadão Conteúdo
Apesar dos apelos do Palácio do Planalto, de Lula e da ala governista do PMDB, o diretório nacional do partido vai se reunir no dia 29 de março para definir a data-limite do desembarque do governo. Os sete peemedebistas que compõe o ministério da presidente Dilma Rousseff deverão entregar seus cargos até o dia 12 de abril.
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Renan, após reunião com governadores, expressou cautela sobre impeachment
Lula envolveu-se nas discussões e trabalhou para adiar a reunião do diretório. No entanto, conseguiu apenas convencer o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a dar uma declaração pública de que sigla agrava a crise se sair do governo. “O PMDB não pode dar o gatilho do impeachment”, disse Renan.
O presidente do Senado falou com os jornalistas minutos depois de encontrar-se com Lula na casa do ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP).
A conversa entre os três durou duas horas. Renan se negou a dar detalhes, mas o Estado apurou que o objetivo de Lula era buscar o adiamento da reunião do diretório do dia 29 de março para o dia 12 de abril. No começo da noite, um grupo de mais de 20 deputados pressionou o vice-presidente Michel Temer – que é também presidente nacional do partido – a não aceitar a mudança.
Apesar da tentativa de ajudar Dilma e Lula, Renan nega qualquer desentendimento com Temer, que é o principal beneficiário em caso de impeachment da presidente. Nos bastidores, o próprio vice tem defendido que não é o momento de “pular etapas”. Ele não quer ser tachado como “golpista” e, por isso, tem evitado conversas mais explícitas sobre as articulações em favor do afastamento de Dilma. Temer, porém, negou-se a participar da reunião de coordenação de governo realizada nesta segunda-feira, 21.
Mesmo com algumas divergências, a avaliação geral das duas alas do PMDB é de que hoje o impeachment de Dilma é inevitável. Aliado de Renan, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirma que se o governo não conseguir 171 votos na Câmara para barrar o impeachment, o Senado não conseguirá reverter essa decisão – o afastamento da presidente precisa ser aprovado nas duas Casas. “Se aprovar na Câmara, dificulta muito no Senado”, disse. “Eu tenho de respeitar a vontade da bancada”, completou.
Como o Estado informou na sua edição de domingo, Renan compartilha da mesma opinião. Publicamente, no entanto, o presidente do Senado quer demonstrar “imparcialidade” e “caráter institucional”. Nesta terça-feira, 22, ao falar sobre o impeachment, chegou a dizer que “o crime de responsabilidade” da presidente precisa ser configurado. “O que a história dirá se votarmos um impeachment sem crime?”, questionou.
Impasse. Mesmo antes do apelo de Lula para que o PMDB “dê tempo ao tempo” e não tome agora a decisão de sair do governo, ministros do partido conversaram nesta terça-feira com Temer, que comanda o partido, numa tentativa de traçar uma estratégia conjunta.
Dos sete ministros do PMDB, pelo menos três não estão convencidos de que devem entregar seus cargos. A interlocutores, o recém-empossado ministro da Aviação Civil, Mauro Lopes, confidenciou: “Se o PMDB deixar o governo, a decisão sobre continuar no cargo é minha”.
No comando da Secretaria dos Portos, Helder Barbalho, por sua vez, deve usar o leilão do dia 31 como argumento para permanecer no ministério ao menos até lá. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, é amiga de Dilma. Há quem aposte até numa desfiliação sua do PMDB para permanecer ao lado da presidente, caso o partido decida pelo divórcio.