A OAB está viva



Depois de levar uma sova jurídica do Conselho Federal da OAB, José Eduardo Cardozo virou alvo de representação da OAB-DF na Comissão de Ética Pública da Presidência da República.
A Ordem quer que Cardozo seja exonerado da AGU por usar o cargo para defender Dilma e o PT.
"O AGU assume uma defesa verborrágica e claramente política da Presidência da República, seus correligionários e interesses meramente políticos de autoridades e aspirantes à autoridade. Repete palavras de ordem construídas no seio das atuações político-partidárias e literalmente esquece que a instituição que lidera tem responsabilidades de atuar institucionalmente em defesa de atos de poderes constituídos que podem carregar conteúdos visceralmente opostos aos efusivamente declarados e festejados pelo advogado-geral da União."
A aparelhada Comissão de Ética Pública não vai tomar providência alguma, mas a iniciativa da OAB merece aplausos.
Fonte: O Antagonista

Após lutar contra câncer no pulmão, Johan Cruyff morre aos 68 anos


Líder do Carrossel Holandês da década de 1970 e um dos maiores ídolos da história de Ajax e Barça, ex-jogador falece em Barcelona, rodeado por sua família

Por Barcelona, Espanha

O futebol perdeu um de seus grandes ícones nesta quinta-feira. Johan Cruyff, considerado o líder do chamado Carrossel Holandês da década de 1970 e um dos maiores ídolos da história doBarcelona, morreu aos 68 anos, depois de lutar contra um câncer no pulmão. 
- Em 24 de março, Johan Cruyff morreu pacificamente em Barcelona, rodeado por sua família, após um dura batalha contra o câncer. É com grande tristeza que pedimos respeito à privacidade da família durante seu período de luto - diz comunicado divulgado pelo site oficial do ex-jogador.
Cruyff teve um câncer no pulmão diagnosticado em outubro do ano passado, quando iniciou sua luta contra a doença. No mês passado, o ídolo holandês chegou a dizer que estava vencendo a batalha "por 2 a 0", elogiando o trabalho dos médicos que vinham comandando seu tratamento. O ex-jogador tinha longo histórico de fumante e, mesmo tendo deixado o vício há 24 anos, considera que o cigarro "quase tirou" tudo o que havia conquistado com o futebol.
Cruyff morte (Foto: Reprodução)Johan Cruyff morre aos 68 anos, após lutar contra o câncer (Foto: Reprodução)

ÍDOLO EM AJAX E BARÇA E LENDA NA "LARANJA MECÂNICA"

Considerado responsável por um estilo revolucionário de jogar futebol, Hendrik Johannes Cruyff dividiu sua paixão entre a Holanda e a Catalunha durante a maior parte de sua vida. O meia-atacante conquistou com o Ajax três vezes seguidas a antiga Copa dos Campeões da Europa e seis vezes o Campeonato Holandês, entre as décadas de 1960 e 1970 - o que chamou a atenção do Barcelona, que buscou sua contratação às vésperas da histórica Copa de 1974.


No clube catalão, Cruyff conquistou apenas uma vez o Campeonato Espanhol, em sua temporada de estreia - encerrando um jejum de 14 anos. Astro em jogos históricos, como a goleada por 5 a 0 imposta sobre o Real Madrid dentro do Santiago Bernabéu, ele deixou seu nome marcado no local onde voltaria como treinador décadas depois e criaria raízes, passando os últimos dias de sua vida na cidade.
Copa do Mundo 1974 Holanda x Alemanha Beckenbauer Cruyff Maier (Foto: AFP)Cruyff em campo na final da Copa de 1974
(Foto: AFP)
Cruyff foi o grande expoente da seleção holandesa que assombrou o mundo com sua maneira diferente de jogar futebol no Mundial de 1974. A equipe comandada por Rinus Michels adotou uma disposição tática muito diferente para a época, com os atletas tendo liberdade para trocarem de posição, em um sistema que fez o time entrar para a história como a Laranja Mecânica. Após vitórias histórias sobre Argentina e Brasil na segunda fase, a equipe acabou derrotada na final diante da Alemanha Ocidental, anfitriã do torneio.
REVOLUCIONÁRIO COMO TREINADOR

Após encerrar a carreira como jogador em 1984, Cruyff teve a primeira experiência como treinador em 1986, no Ajax. No clube holandês, ele ficou até 1988 e levou a Recopa Europeia em 1986-87. Porém, chegou ao seu auge no banco de reservas no comando do Barcelona. Assumiu o clube catalão em 1988, e permaneceu no comando até 1996. Lá, ele foi o responsável por uma filosofia de jogo que marca o Barcelona até hoje, passando pelas categorias de base e chegando ao time profissional. Toque de bola, domínio do adversário, jogo bonito e ofensivo. Tudo o que Messi & Cia desempenham até hoje.


Conquistou inúmeros títulos, formou verdadeiros esquadrões, como o Dream Team de 1992, que conquistou a primeira Liga dos Campeões da história do clube. Quem estava no time campeão como jogador era Pep Guardiola, que depois se tornou treinador e ganhou tudo no Barcelona seguindo a filosofia do holandês. Certa vez, Guardiola resumiu alguns métodos que levou de Cruyff para o comando do Barcelona, lembrando as características de jogo que o holandês implementou no clube catalão.

- Os jogadores precisam pensar de forma rápida e com inteligência, sabendo o próximo passe - disse Guardiola, lembrando que Cruyff sempre pedia a movimentação da bola de forma rápida.

Além da Champions League de 1991-92, Cruyff também conquistou no comando do Barcelona quatro vezes o Campeonato Espanhol, três vezes a Supercopa da Espanha, uma Copa do Rei, uma Recopa da Europa e uma Supercopa da Europa.
Johan Cruyff Barcelona (Foto: Getty Images)Holandês nos tempos de treinador à frente do Barcelona (Foto: Getty Images)

ELOGIOS A ROMÁRIO E RESISTÊNCIA A NEYMAR

No Barcelona, Cruyff comandou muitos atletas que viriam a se tornar ícones do futebol mundial, mas sempre teve uma relação intensa com Romário, que foi eleito o melhor jogador do mundo no clube catalão, em 1994. Após trabalhar com o Baixinho entre 1993 e 1995, o holandês disse que o melhor jogador que treinou foi o brasileiro, exaltando o fato do atacante "marcar gols de todas as maneiras possíveis". 



Em um episódio que acabou se tornando uma das grandes lendas da carreira de Romário, Cruyff teria autorizado o Baixinho a faltar dois dias de treino para curtir o Carnaval no Rio de Janeiro diante da exigência de marcar dois gols em uma partida. Romário teria cumprido a missão em 20 minutos, pedindo para sair de campo imediatamente. 
- Ele me disse: 'Treinador, meu avião sai em menos de uma hora' - afirmou Cruyff em entrevista ao jornal "L'Équipe", em abril de 2012.
Enquanto se mostrava um grande fã de Romário, Cruyff sempre foi uma voz resistente a Neymar dentro do Barcelona. Antes mesmo do clube selar a contratação do brasileiro, o holandês afirmou que o time não precisava do astro brasuca e afirmou que não colocaria os dois juntos em campo, temendo problemas de ego no elenco.
Mesmo depois da chegada de Neymar ao Camp Nou, Cruyff continuou a ter o brasileiro como alvo de críticas e chegou a dizer que ele era "o problema do Barça", dizendo que nenhum atleta com 21 anos era um Deus, fazendo referência ao alto salário do camisa 11. Mais recentemente, no ano passado, chegou a afirmar que Neymar se envolvia em muitas polêmicas:
- Neymar tem que jogar futebol para melhorar e crescer em muitos aspectos que só conseguirá jogando futebol. No entanto, está sempre associado a coisas negativas - disse ao "Marca" na época.

Nas direções certas



Por uma vez em dois anos, o acaso foi dúbio com a Lava Jato e seus condutores. Apesar do atraso desnecessário e, pior, injustificável, a operação chega às bordas da arena onde se desenrola a grande corrupção: os negócios da construção pesada com a administração pública. Mas chegou na mesma ocasião em que o ministro Teori Zavascki e o procurador-geral da República Rodrigo Janot emitem, –por coincidência ou não– dois documentos importantes: o primeiro faz duros reparos a exorbitâncias do juiz Sergio Moro; o outro um chamado enérgico aos seus procuradores para respeitar a Constituição e a democracia, sem pretensões messiânicas e exibicionismos vaidosos.
O ministro Zavascki recuperou a parte do sistema jurídico duplamente violentada por Gilmar Mendes, que não se deu por impedido em uma causa sobre a qual já fizera furiosa definição pessoal, além de ser causa de outro ministro. Não custa lembrar, a propósito, um motivo a mais para o impedimento burlado: a advogada impetrante de tal causa é professora em um curso de que Gilmar Mendes é coproprietário. Zavascki chamou de volta ao Supremo as investigações sobre Lula, para que haja decisão legítima do tribunal a respeito. Pelas decisões de Moro consideradas "descabidas" por Zavascki, com firmes argumentos, a presunção é de que Sergio Moro também estará impedido de continuar com o caso de Lula.
Pelo noticiário, pareceu que duas defesas de Lula e do governo, por advogados e pela Advocacia Geral da União, foram "derrotadas" pelos ministros Rosa Weber e Luiz Fux. A rigor, nem foram examinadas no mérito, por usarem meio de recurso não aceito pelo tribunal. As respectivas teses voltarão por outra forma, dada a coerência de partes suas com o pronunciamento de Teori Zavascki.
Do seu lado, a Lava Jato encontrou na Odebrecht uma pista promissora, na lista numerosa de recebedores de pagamentos que "suspeita" serem ilegais. Como sempre, porém, a Lava Jato continua interessada em políticos. E é duvidoso que pagamentos para contratos de obras estejam na sua competência, na verdade restrita, como seu nome sugere, à investigação de lavagem de dinheiro e remessas ilegais para o exterior, a partir de atividades do doleiro Alberto Youssef. Esse propósito foi relegado. Um indício da sua grandeza: se o governo espera recuperar ao menos R$ 21 bilhões com retorno de depósitos de brasileiros no exterior –só aí, 3,5 vezes o presumido desvio na Petrobras–, esse dinheiro saiu por meio de doleiros. E continua saindo.
Não é, e nem é provável, que a maior evasão de dinheiro ilícito das empreiteiras tenha se destinado a políticos. A construção pesada cumpre contratos de bilhões. Hidrelétricas, estradas, metrôs, pontes, portos, aeroportos, estádios, quanto vale pagar pela manipulação de licitações dessa dimensão? E, depois, pelos aumentos, no decorrer das obras, de custos de um lado e lucros do outro. Mas não se trata, como se pensa aqui, de especialidade brasileira. No mundo todo, a indústria de construção pesada, seduzida pelos altos valores, vale-se de expedientes incorretos. E os seus talvez nem sejam os valores mais altos a atraírem tais expedientes, que dominam também a indústria bélica mundial. 

Transtornado, homem avança em policiais com faca e é baleado dentro de matagal


Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias


Um homem completamente transtornado foi baleado pela Polícia Militar (PM) na manhã desta quinta-feira (24), no bairro Ganchinho, em Curitiba. Ele estava armado com uma faca e atacou policiais que faziam patrulhamento pela região. Ele não foi identificado oficialmente, já teria passagens pela polícia e foi socorrido ao hospital com dois ferimentos por disparo de fogo.
Segundo o tenente Dresch, que estava no local da ocorrência, o suspeito tentou atacar os policiais que estavam dentro da viatura, em baixa velocidade, fazendo patrulhamento.”Ele partiu para cima da equipe com uma faca de uns 20 centímetros e não teve outra forma a não ser agir em defesa. A equipe tinha dado voz de abordagem há alguma tempo. Pelo relatos, ele disse que não iria ser preso de jeito nenhum e partiu para cima com essa arma branca”, descreveu o tenente à Banda B.
Testemunhas disseram que o homem estava transtornado e gritava enquanto corria para dentro de um matagal. Dois disparos atingiram o homem – no braço e na perna. Ele foi socorrido pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (siate) e encaminhado ao Hospital do Trabalhador, sem risco de morte.

Planalto dá cargos para tentar evitar afastamento de aliados


Em Brasília

  • Evaristo Sá/AFP
    A presidente Dilma Rousseff tenta evitar o desembarque do PMDB como aliado
    A presidente Dilma Rousseff tenta evitar o desembarque do PMDB como aliado
A presidente Dilma Rousseff decidiu apostar nos cargos de primeiro e segundo escalões como oferta para atrair o apoio das alas partidárias que ainda resistem em aderir ao desembarque. Na quinta-feira (24), ela intensificou o contato com os parlamentares e os líderes partidários e intensificou as negociações com aliados para ouvir suas demandas.
O principal foco das investidas palacianas é o PMDB, que detém a maior bancada nas duas Casas e tem ensaiado o desembarque do governo. O afastamento por parte dos peemedebistas é considerado como "tiro de misericórdia" no governo, uma vez que também deverá servir de fio condutor para outros partidos da base aliada tomarem o mesmo rumo.
A estratégia é atrair os ministros da legenda para próximo do governo com o objetivo de demonstrar que uma possível decisão pela debandada do PMDB até pode ser aprovada, mas não será unânime e também poderá vir a não ser cumprida pelos correligionários.
Na quinta-feira, ela deu os primeiros recados do plano. "Nós queremos muito que o PMDB permaneça no governo. Tenho certeza de que meus ministros têm compromisso com o governo. Vamos ver quais serão as decisões do PMDB e respeitaremos tal decisão", afirmou a petista.
Pouco depois, os ministros do PMDB Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) engrossaram o coro contra um possível desembarque, previsto para ser discutido na próxima terça-feira, em reunião do Diretório Nacional do PMDB. "Eu pergunto: e os mais de mil cargos que o PMDB exerce no governo hoje? Como é que farão? Irão esvaziar também? Irão levar o debate político ao extremo de paralisar o País ou vamos agir com responsabilidade diante de um momento tão duro que o País passa?", questionou Pansera.
No mesmo evento, o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, disse: "Quando eu digo que não há desembarque, é porque hoje consideraria que o PMDB está rachado. Na minha opinião, não muda", considerou.
À tarde, ela se reuniu com os sete ministros da legenda. Além de Castro e Pansera, estiveram Eduardo Braga (Minas e Energia), Kátia Abreu (Agricultura), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Helder Barbalho (Portos) e Mauro Lopes (Aviação Civil). Ali, foi feita uma apresentação com os possíveis votos na reunião do partido marcada para o dia próximo dia 29, em que será votado o desembarque. Segundo fontes, ainda há uma margem de 8 a 10 votos a favor da manutenção da aliança. Os cálculos mostram que, dos 156 delegados com direito a voto, há pelo menos nove indecisos.
O PRB foi afetado por essa estratégia. Em uma negociação, Dilma retirou George Hilton do Ministério do Esporte. Ele havia deixado a sigla na semana passada após o partido optar pelo desembarque da base aliada. A pasta agora será comandada por Ricardo Leyser, integrante do PCdoB, mas ele está afinado com setores do PRB contrários ao desembarque. Ele é o responsável por cuidar dentro do governo da Olimpíada, e ocupava a secretaria executiva do Ministério do Esporte, mas foi transferido recentemente por Hilton para a Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento. O restante da pasta continuará sob o controle do PRB, que poderá ganhar mais postos na Esplanada, como compensação por recuar da decisão de romper com o governo. O partido se tornou independente, mas voltou a se alinhar informalmente.
Dilma também manteve um outro encontro, que não constou da agenda. Foi com o ex-ministro Ciro Gomes, agora no PDT. A presidente ainda se encontrou com o ministro das Comunicações, André Figueiredo (PDT), que disse ao Estado que "em hipótese alguma o PDT cogita votar a favor do processo de impeachment, contra o governo". (Colaboraram Carla Araújo e Daniel Carvalho)
As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".