Dois novos ônibus complementam a frota do Transporte Escolar em Colombo


WEBMASTER 28 DE MARÇO DE 2016

Serviço municipal beneficia atualmente 6 mil alunos todos os dias pela manhã, tarde e noite

Transporte Escolar de Colombo recebe reforço com dois novos ônibus
Transporte Escolar de Colombo recebe reforço com dois novos ônibus
O serviço de transporte escolar disponibilizado pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Educação recebeu reforço. Mais dois novos ônibus foram incluídos à frota através de recursos repassados por meio de uma parceria com o Governo Federal. Hoje com a soma desses dois novos veículos, o município conta com 45 veículos destinados ao transporte de alunos nos períodos matutino, vespertino e também noturno.
Em média, mais de seis mil alunos são transportados todos os dias, de todas as regiões do município, e destes, cerca de 300 crianças tem a mobilidade reduzida e também recebem o serviço. Dos 45 ônibus, oito são especiais. “Estes novos ônibus irão complementar o transporte dos nossos alunos, pois elem vem com todas as condições necessárias para atender bem e com qualidade nossas crianças”, disse a prefeita Beti Pavin.
A chamada linha especial, possui além do motorista, duas monitoras que auxiliam os alunos durante o trajeto de casa até a escola e da escola até em casa. Os ônibus especiais também são equipados com elevadores, cintos adequados às suas condições e cortinas nas janelas, garantindo o conforto e a segurança no caminho para a escola.
De acordo com a secretária de Educação, Aziolê Maria Cavallari Pavin, o transporte escolar tem como principal objetivo proporcionar o acesso à educação. “É dever do município garantir uma educação de qualidade aos seus jovens e crianças, e dentro disto está incluído o transporte. É através do transporte escolar que o município completa o papel de educador, com um serviço seguro e de qualidade, garantindo o acesso à escola até mesmo para os alunos mais distantes das instituições”.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: João Senechal/PMC

Muitos grampos não foram divulgados



Sergio Moro explicou ainda que há uma "quantidade bem maior de diálogos interceptados" que não foram divulgados e serão remetidos ao STF "em mãos e com as cautelas devidas".
"Não seria correto, portanto, afirmar que os diálogos foram juntados ao processo sem o maior cuidado." Segundo Moro, constam nesses áudios conversas com advogados e outras de "índole eminentemente privada".
Fonte: O antagonista

Críticos de Moro são os mesmos que atacavam Joaquim Barbosa


moro e barbosa
Claudio Humberto, Diário do Poder
Os que hoje atacam o juiz Sérgio Moro e o ministro Gilmar Mendes, por decisões contrárias aos interesses do governo e do PT, na gatunagem investigada pela Lava Jato, foram os mesmos que há quase dois anos, em junho de 2014, divulgaram manifesto denunciando “arbitrariedades” do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, por manter na Papuda os ladrões transitados em julgado do mensalão.
O manifesto era contra o regime fechado do chefe da quadrilha, José Dirceu, e de José Genoino e Delúbio Soares, cúmplices no esquema. O documento exigindo que o STF pegasse leve com aqueles corruptos era firmado por “juristas”, “intelectuais”, artistas e integrantes do MST. Os defensores da ladroagem no PT acusaram Joaquim Barbosa de levar “caos ao sistema prisional” e “angústia e desespero” aos ladrões. Como hoje fazem, tentando intimidar a Justiça e blindar o “inimputável” Lula, em 2014 citaram “afronta ao Estado de Direito”, Corte de Haia etc.

Moro faz mea-culpa por divulgação de grampo de Lula com Dilma



Sérgio Moro enviou a Teori Zavascki explicações sobre a divulgação do grampo da conversa entre Lula e Dilma Rousseff. Em ofício de 31 páginas, Moro disse que a divulgação dos áudios de Lula não teve viés "político-partidário".
“O levantamento do sigilo não teve por objetivo gerar fato político partidário, polêmicas ou conflitos, algo estranho à função jurisdicional, mas, atendendo ao requerimento do MPF, dar publicidade ao processo e especialmente a condutas relevantes do ponto de vista jurídico e criminal do investigado Luiz Inácio Lula da Silva que podem eventualmente caracterizar obstrução à Justiça ou tentativas de obstrução à Justiça.”
Moro alegou ainda que a interceptação telefônica estava amparada na lei e tinha como "foco exclusivo" as condutas de Lula e de outras pessoas sem foro privilegiado. Os diálogos com Dilma foram “colhidos fortuitamente”.
Para evitar enfrentamento com o Supremo, Moro fez um mea-culpa, admitindo que pode ter "se equivocado em seu entendimento jurídico" ao dar publicidade ao material e ofereceu "respeitosas escusas".
"Ainda que este julgador tenha se equivocado em seu entendimento jurídico e admito, à luz da controvérsia então instaurada que isso pode ter ocorrido, jamais, porém, foi a intenção desse julgador, ao proferir a aludida decisão de 16/03, provocar polêmicas, conflitos ou provocar constrangimentos, e, por eles, renovo minhas respeitosas escusas a este Egrégio Supremo Tribunal Federal."
O juiz ressaltou que tem agido com "com cautela e prudência” na condução da Lava Jato, como demonstra a ausência de qualquer pedido de decretação de prisão cautelar de Lula "mesmo no caso envolvendo o ex-Presidente", apesar de todo o contexto de "aparente intimidação, obstrução e tentativas de influenciar indevidamente magistrados".
fONTE: O antagonista

No STF, governo insiste em legalidade de termo de posse 'reserva' para Lula


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala durante uma coletiva de imprensa com a mídia internacional em São Paulo - 28/03/2016
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala durante uma coletiva de imprensa com a mídia internacional em São Paulo - 28/03/2016(Paulo Whitaker/Reuters)
A Advogacia Geral da União (AGU) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) com a afirmação de que o termo de posse "reserva" repassado ao ex-presidente Lula para que ele assumisse a Casa Civil não fere a lei. Para a AGU, também não é "ilegal" ou "desabonador" o conteúdo do grampo em que a presidente Dilma Rousseff afirma ao antecessor que assine o documento de posse "em caso de necessidade". A conversa, monitorada durante as investigações da Operação Lava Jato, é o indício mais evidente de que a nomeação de Lula para a Casa Civil foi orquestrada para que ele conseguisse foro privilegiado e tirasse das mãos do juiz Sergio Moro o processo em que é citado como beneficiário de benesses de empreiteiras investigadas no petrolão.
Há pouco mais de dez dias, o ministro Gilmar Mendes, ao barrar a nomeação de Lula para a Casa Civil, havia rebatido a tese de legalidade do termo de posse assinado pelo petista. Segundo Mendes, "o documento seria uma reserva", mas a legislação brasileira impede essa prática. "Se Luiz Inácio Lula da Silva não estivesse presente na cerimônia de posse, duas consequências poderiam ocorrer: ou ele não tomaria posse - podendo fazê-lo a qualquer momento, no intervalo de trinta dias contados da publicação da nomeação - ou tomaria posse por procuração - caso enviasse mandatário com poderes específicos", explicou. "Em nenhuma hipótese, a posse poderia ocorrer pela aposição, pela presidente, de sua assinatura, em termo adredemente (intencionalmente) pelo nomeado", completou o ministro.

O caso está sob análise do STF e, por isso, a AGU também se manifestou sobre o caso. "Não há nada na legislação de regência que determine a presença simultânea do presidente e do ministro empossado para que o ato possa ter validade. Trata-se de preocupação administrativa absolutamente justificável em casos de posses coletivas, em que circunstâncias particulares podem acarretar contratempos administrativos. O ministro Luiz Inácio sequer ficou com uma cópia do documento".
Para a AGU, o conteúdo do grampo entre Lula e Dilma "se refere exclusivamente a trâmites burocráticos relativos à prática do ato de posse, competência inarredável e circunscrita ao exercício regular de competência". "A argumentação que leva à conclusão sobre desvio de finalidade do ato se baseia apenas em meras suposições e afirmações desamparadas de um conteúdo probatório lícito mínimo", insiste o governo, que alega que barrar a posse de Lula na Casa Civil representaria uma interferência indevida do Judiciário.
"Estando o ato de nomeação dentro da esfera de competência discricionária da senhora presidente para nomeação e, concomitantemente, estando o ministro Luiz Inácio Lula da Silva no pleno gozo de seus direitos políticos não há que se impor limitações que a Constituição ou a lei não o fazem, e a eventual intromissão do Poder Judiciário nesta seara afronta cabal separação dos poderes", completa.
Nesta segunda-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF parecer em que defende a manutenção da posse do ex-presidente Lula, mas afirma que, diante de indícios de irregularidade na nomeação do petista, o processo contra ele deve ser mantido nas mãos do juiz Sergio Moro. O chefe do Ministério Público diz que existem elementos para apontar "ocorrência de desvio de finalidade" no ato da nomeação de Lula e, por isso, o foro privilegiado não estaria automaticamente garantido. "Se havia óbice à posse, por qualquer motivo, naturalmente existiria também à entrada em exercício, o que afastaria a urgência da remessa do termo à pessoa do nomeado, já que ele estaria impossibilitado de colaborar na qualidade de ministro, como almejava a nomeação", escreveu Janot.

Dilma cancela viagem aos EUA e evita que Temer assuma a presidência


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da Folha de S. Paulo
A presidente Dilma Rousseff decidiu nesta terça-feira (29) cancelar a viagem que faria aos Estados Unidos na próxima quinta (31) para participar da 4a Cúpula Sobre Segurança Nuclear, que acontecerá em Washington.
A decisão foi tomada no momento em que o PMDB oficializa o desembarque definitivo do governo federal e a crise política que a petista enfrenta se acirra com a possibilidade de que outros partidos aliados também se afastem do governo.
Interlocutores da presidente afirmam que ela ainda pode mudar de ideia e comparecer ao evento, mas Dilma ordenou que a viagem da equipe precursora –responsável por verificar questões de segurança e de logística para o presidente da República em qualquer tipo de evento–, marcada para esta terça, também fosse cancelada.

Renan e o julgamento final



Renan Calheiros disse há pouco que a decisão do PMDB de deixar o governo foi "democrática" e "tem que ser levada em conta".
"Com relação à crise, à possibilidade de o impeachment chegar ao Senado, devo dizer que tenho que me preservar o máximo possível para continuar com isenção e independência, porque, se chegar no Senado o impeachment, vamos conduzi-lo, presidir a instituição até o julgamento final que acontecerá em até seis meses."
Fonte: O antagonista

Bandidos seguem empresário e invadem restaurante italiano pouco antes do almoço


Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias
ASSALTO 1
Bandidos levaram R$ 7 mil de empresário em Santa Felicidade (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

Bandidos armados entraram em um restaurante de comida italiana na Av. Manoel Ribas, no bairro Santa Felicidade, em Curitiba, no fim da manhã desta terça-feira (29). Os garçons almoçavam quando o garupa e um motociclista desceram com arma em punho, rendendo quem estava lá.
Segundo um funcionário do restaurante, um dos donos havia sacado dinheiro no banco e foi seguido pelos marginais. “Eles foram em direção de um dos meus patrões e pegaram R$ 7 mil dele, já que tinha acabado de sacar o dinheiro no banco. Foi uma ação premeditada e aqui a situação de violência está complicada”, afirmou à Banda B.
Os suspeitos fugiram sentido Campo Magro e não foram localizados. A Delegacia de Furtos e Roubos investiga o caso.

Suspeito que roubou joalheria de shopping e já preparava novo crime é preso em Curitiba


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Suspeito pelo roubo a uma joalheria do Shopping Estação, um homem de 39 anos foi preso nesta terça-feira (29) no bairro Lindoia, em Curitiba. De acordo com o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), o crime ocorreu no início do mês passado e os produtos levados são avaliados em R$ 300 mil.
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Suspeito foi encaminhado ao Cope (Foto: Flávia Barros – Banda B)
De acordo com o delegado Rodrigo Brown, a polícia avaliou imagens de câmeras de segurança e individualizou dois suspeitos, sendo que Ricardo de Oliveira Gabriel, de 39 anos, já era reconhecido por vários outros crimes. “Levamos as imagens dele até as vítimas, que prontamente o reconheceram como autor do crime. Durante a investigação, ele soube que estávamos em busca de o encontrar e chegou a se mudar duas vezes, mas o encontramos próximo a escola da filha pequena desta vez”, explicou o delegado.
No casa de Ricardo, a polícia encontrou uma pistola calibre 380. Ao ser questionado pela polícia o suspeito confessou o crime. Gabriel possuí passagens criminais por furto, roubo, porte de arma, falsificação de documento e tráfico de drogas. Agora, responderá por roubo agravado e posse ilegal de arma de fogo, se condenado poderá pegar até 19 anos. Ele permanece à disposição da Justiça.
As investigações seguem para identificar o proprietário da arma, bem como os demais envolvidos no crime.
O caso
O assalto aconteceu no inicio da tarde do dia 4 de fevereiro deste ano, quando dois homens armados entraram na joalheria localizada no Shopping Estação, deram voz de assalto levando 11 mostruários entre joias e relógios. Após cometerem o roubo, os suspeitos fugiram em um veículo Gol cor chumbo.

URGENTE: PMDB AGORA É OPOSIÇÃO




Como O Antagonista antecipou, foi uma reunião curta e grossa. O PMDB votou por aclamação sua saída da base do governo e Romero Jucá anunciou que "ninguém no país está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB".
"A decisão está tomada. Viva o Brasil", disse.
Fonte: O Antagonista

O PMDB abala o governo em apenas três minutos


A saída já era esperada, mas a rapidez do anúncio mostra o desprezo do partido com o governo

LEANDRO LOYOLA
29/03/2016 - 16h36 - Atualizado 29/03/2016 16h38
A presidente Dilma Rousseff sabia que ia acontecer, seus ministros e assessores mais próximos também. Mas houve um pouco de crueldade no rito final. O PMDB gastou apenas três minutos de reunião para anunciar que estava fora do governo,nesta terça, em Brasília. Desembarcou de uma aliança de uma década com o PT e abriu mão de sete ministérios e mais de 600 cargos sem qualquer piedade, pompa ou enrolação, num intervalo de tempo suficiente para fritar um ovo. O PMDB não deixa dúvidas que considera o governo falido. Dilma e o PT devem brigar até o fim contra o processo de impeachment que corre na Câmara, mas o desembarque do PMDB nos termos de agora há pouco indicam as poucas chances de sucesso dessa empreitada.
Reunião do PMDB que oficializou a saída do partido do governo da Presidente Dilma Roussef (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
O governo Dilma vive uma sucessão de terremotos, que geram desabamentos em sua sustentação. A saída do PMDB é o maior deles, que pode levar a abalos menores, mas sensíveis a quem está debilitado. O próximo passo é saber quem seguirá o mesmo caminho. Afinal, se o maior aliado, com tantos cargos, tanta proeminência, deixou o governo com tal sem cerimônia, o que farão partidos menores, donos de menos agrados, em um governo em tão avançado estágio de deterioração política? Como na política não há espaço para heroísmos, apenas para pragmatismo, é natural que outras legendas tomem atitude semelhante – ou, na melhor das hipóteses, liberem seus integrantes para votar como quiserem no caso do impeachment.
Como medida prática mais urgente, Dilma terá de escolher novos ministros para tocar a administração nos postos abandonados pelo PMDB. Será difícil recrutar interessados, menos ainda interessados que tragam algo importante. A quem oferecer cargos que devem durar pouco tempo? Poucos políticos são desinteressados o suficiente para aceitar algo assim. Todos estão, no momento, mais interessados no vice-presidente da República, Michel Temer, e no que pode ser seu eventual governo. O impeachment é um processo complexo, sujeito a diversas contingências. O governo ainda joga este jogo, ainda busca votos para barrar a iniciativa. Entretanto, o Palácio do Planalto sabe que perdeu uma das principais batalhas, daquelas que deixam até os líderes mais aguerridos e fiéis sem esperança. 

Por aclamação, PMDB oficializa rompimento com governo Dilma


Os seis ministros peemedebistas serão orientados a entregar seus cargos.
Saída do PMDB pode desencadear desembarque de outras siglas aliadas.

Nathalia Passarinho e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O Diretório Nacional do PMDB decidiu nesta terça-feira (29), por aclamação, romper oficialmente com o governo da presidente Dilma Rousseff. Na reunião, a cúpula peemedebista também determinou que os seis ministros do partido e os filiados que ocupam outros postos no Executivo federal entreguem seus cargos.(assita ao vídeo)
O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, não participou da reunião que oficializou a ruptura com o governo sob o argumento de que não desejava "influenciar" a decisão. No entanto, ele teve participação ativa na mobilização pelo desembarque do partido e passou toda a segunda-feira (28) em reuniões com parlamentares e ministros do PMDB em busca de uma decisão “unânime”.
Comandada pelo primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a reunião durou menos de cinco minutos. Após consultar simbolicamente os integrantes do partido, Jucá decretou o resultado da votação.
"A partir de hoje, nessa reunião histórica para o PMDB, o PMDB se retira da base do governo da presidente Dilma Rousseff e ninguém no país está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB", enfatizou.
Após a reunião, Jucá disse que, com a decisão, o PMDB deixava bem clara a sua posiçào em relação ao governo e disse que quem quiser tomar uma decisão individual terá que avaliar as consequências.
"A partir de agora, o PMDB não autoriza ninguém a exercer cargo no governo federal em nome do partido. Se, individualmente, alguém quiser tomar uma posição, vai ter que avaliar o tipo de consequência, o tipo de postura perante a própria sociedade. Para bom entendedor, meia palavra basta. Aqui, nós demos hoje a palavra inteira", afirmou.
A decisão do PMDB aumenta a crise política do governo e é vista como fator importante no processo de impeachment de Dilma. Há a expectativa de que, diante da saída do principal sócio do PT no governo federal, outros partidos da base aliada também desembarquem da gestão petista.
Atualmente, o PMDB detém a maior bancada na Câmara, com 68 deputados federais. O apoio ao governo, porém, nunca foi unânime dentro da sigla e as críticas contra Dilma se intensificaram com o acirramento da crise econômica e a deflagração do processo de afastamento da presidente da República.
Resumo da reunião
Presenças: o presidente nacional do partido e vice da República, Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os seis ministros do partido não compareceram. O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estava presente.
Local: o evento foi realizado no plenário 1 do Anexo 2, o maior da Câmara dos Deputados. O plenário, com capacidade para 138 pessoas sentadas, mas o número de presentes era superior porque a maioria estava de pé.
- Duração: a reunião durou 4 minutos e 12 segundos. Não houve discursos, somente um pronunciamento do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que presidiu a reunião.
A decisão: a moção aprovada prevê que o partido se desvincula imediatamente do governo e entrega todos os cargos que detém na administração federal.
Aprovação: a aprovação da saída do governo se deu por aclamação, sem votação. Todos os presentes levantaram as mãos sinalizando concordância com a decisão. Após a aprovação, houve gritos de "Fora PT".
Ministros
Na reunião desta terça, os peemedebistas decidiram que os ministros da legenda que descumprirem a determinação de deixar o governo poderão sofrer sanções, como expulsão do partido.
Após a decisão do Diretório Nacional do PMDB, o G1 procurou as assessorias dos ministérios da Agricultura, da Aviação Civil, de Portos, de Ciência e Tecnologia, de Minas e Energia e da Saúde.
Por meio da assessoria, o Ministério da Saúde informou que Marcelo Castro permanecerá "por enquanto" tanto no cargo de ministro quanto no PMDB e aguardará os "próximos passos do partido", como o prazo que será dado pela legenda para que os ocupantes de cargos no Executivo deixem as vagas. Pela decisão aprovada pelo diretório, os peemedebistas devem sair "imediatamente".
Até esta segunda-feira, o PMDB ocupava sete cadeiras no primeiro escalão do governo Dilma. No entanto, Henrique Eduardo Alves, um dos peemedebistas mais próximos de Michel Temer, se antecipou à decisão da cúpula e entregou seu cargo a Dilma.
Dilma também lançou mão dos últimos esforços para tentar resgatar o apoio do partido. Na manhã de segunda, ela chamou ao seu gabinete no Palácio do Planalto seis dos sete ministros do PMDB para avaliar o cenário. No entanto, no fim do dia, Henrique Alves, um dos presentes ao encontro, apresentou a sua carta de renúncia.
Apesar do desembarque, Temer continuará na Vice-Presidência da República sob o argumento de que foi eleito pela população na chapa de Dilma e de que não ocupa, portanto, cargo de submissão à presidente.
Afastamento
A decisão de afastamento já estava tomada, mas o PMDB decidiu dar uma espécie de “aviso prévio” ao governo. Reunião da convenção nacional do PMDB no dia 12 de março foi marcada por discursos em defesa do impeachment de Dilma e do rompimento com o governo.
Na ocasião, ficou decidido que o partido anunciaria em 30 dias se desembarcaria ou não do governo. Também ficou estabelecido que o PMDB não assumiria novos ministérios até que o fosse definido se haveria o rompimento.
No entanto, dias depois, a presidente Dilma ignorou a decisão e empossou o deputado licenciado Mauro Lopes (PMDB-MG) como ministro da Secretaria de Aviação Civil. A nomeação foi vista como uma afronta pelo partido, que abriu um processo no seu Conselho de Ética para expulsá-lo da legenda. O episódio ajudou a agravar a crise e acelerou a decisão do partido.
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Escalada da crise
A relação do PMDB com o governo do PT tem se deteriorado nos últimos anos. Quando Dilma se preparava para disputar o segundo mandato, o partido deu mostras claras de que estava rachado quanto ao apoio à petista.
Na época, em junho de 2014, a manutenção da aliança foi aprovada pela convenção nacional do PMDB, mas recebeu mais de 40,8% de votos contrários. A ala dissidente reclamava que o partido não era ouvido pelo governo federal e que os ministros da legenda não tinham real poder de comando.
Ao longo do primeiro ano do segundo mandato de Dilma, a crise se agravou. O primeiro embate entre PT e PMDB ocorreu na disputa pela presidência da Câmara, quando o governo federal iniciou uma campanha ostensiva para que Arlindo Chinaglia (PT-SP) vencesse a eleição e derrotasse o candidato peemedebista Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se elegeu em primeiro turno. 
Sob o comando Cunha, a Câmara derrotou o Planalto em diversas ocasiões neste ano, com a votação de matérias desfavoráveis ao governo. Além disso, no ano passado, houve na Casa a instalação da CPI da Petrobras, para investigar o escândalo de corrupção na estatal.
Para tentar conter a rebelião na base, a presidente promoveu, em 2015, uma reforma ministerial para ampliar o espaço do PMDB no governo, que chegou a ter sete ministérios. No entanto, a estratégia não foi bem sucedida.
Para agradar os parlamentares na Câmara, o governo entregou ao líder da bancada, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), a incumbência de indicar nomes para duas pastas, incluindo a da Saúde, com o maior orçamento da Esplanada. Essa aproximação descontentou ainda mais a ala rebelde do partido, que se voltou contra Picciani quando ele indicou integrantes menos críticos a Dilma para a comissão do impeachment.
Ele chegou a ser destituído do posto em dezembro por oito dias em uma articulação patrocinada diretamente por Temer e Cunha, mas conseguiu reaver o posto com o apoio da maioria.
Para ser reeleito neste ano, foi preciso uma atuação direta do Planalto para garantir a ele votos suficientes, inclusive com a exoneração temporária do ministro da Saúde, Marcelo Castro, para reassumir como deputado e votar a favor de Picciani.
Apesar da entrega de cargos, a ala do PMDB descontente com o governo ganhou força com a queda continuada de popularidade da presidente, agravada pela escalada de denúncias relacionadas à Operação Lava Jato.
A moção aprovada pelo diretório nacional do PMDB (Foto: Reprodução)A moção aprovada pelo diretório nacional do PMDB (Foto: Reprodução)

Temer tem de demitir todos os parasitas petistas



Michel Temer já tem um programa de governo.
Ele foi entoado na reunião de hoje pelos caciques do PMDB.
O programa é: "Fora PT".
A primeira medida de Michel Temer tem de ser a demissão de todos parasitas petistas que ocuparam o poder público.
Se ele fizer isso, seu governo pode dar certo. Se não fizer, os parasitas petistas vão destruí-lo.
O antagonista

Gilmar Mendes vai relatar ações contra impeachment



O PT deu mais um tiro no pé.
Segundo a coluna Radar, as ações contra o impeachment no STF cairão com o ministro Gilmar Mendes.
"Ele é o chamado relator prevento, que recebe todos os processos sobre o tema, devido ao fato de ter sido o primeiro sorteado no mandado de segurança que os deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous apresentaram ao Supremo".
Obrigado, Pimenta. Obrigado, Wadih.

fONTE; O antagonista

Brasiliense propõe 'caixinha' para ladrões após ter casa furtada 2 vezes


Bombeiro hidráulico pôs faixas na porta de casa; prejuízo foi de R$ 8 mil.
Crimes aconteceram em intervalo menor do que três meses, afirma.

Do G1 DF
Bombeiro hidráulico deixa faixa com recado a ladrões após ter casa furtada duas vezes em menos de três meses (Foto: Emanoel Costa/Arquivo Pessoal)Bombeiro hidráulico deixa faixa com recado a ladrões após ter casa furtada duas vezes em menos de três meses (Foto: Emanoel Costa/Arquivo Pessoal)
Investi em segurança, em cadeado, chave tetra, portão eletrônico e reforcei as portas. Nada disso funcionou"
Emanoel Costa,
bombeiro hidráulico
Irritado depois de ter a casa furtada duas vezes em menos de três meses, um brasiliense afixou duas faixas com mensagens inusitadas na porta de casa: na primeira, diz que não há mais nada no local para ser furtado; na segunda, ironiza afirmando que deixaria dinheiro na caixa de correio para que criminosos não arrombassem mais o portão de casa. De acordo com o bombeiro hidráulico da Companhia de Saneamento do Distrito Federal Emanoel Costa, o prejuízo nas duas ocasiões soma R$ 8 mil.
"Proponho ao ladrões: ao invés de trocar portas e fechaduras todo mês, eu faria uma contribuição voluntária. Deixava na caixa de correios todo mês. Desta forma ficaria mais barato", diz uma das faixas.
O crime aconteceu em Águas Lindas, no Entorno do DF para onde o homem se mudou por considerar o custo de vida mais acessível. Costa conta que, no primeiro furto, os assaltantes entraram pelo terreno vizinho à casa, que está abandonado. “Eles levaram roupa feminina, cosméticos, perfume”, disse. “O que tinha de mais valor eles levaram, está vazio.”
O homem cortou então o mato e gastou R$ 1,2 mil para pôr grades e novas fechaduras. O investimento não foi suficiente, e na semana passada o bombeiro hidráulico teve a casa furtada novamente. Segundo a vítima, uma TV de 51 polegadas, um tablete, um computador, utensílios domésticos, micro-ondas, botijão de gás e roupas foram levados.
"Investi em segurança, em cadeado, chave tetra, portão eletrônico e reforcei as portas. Nada disso funcionou", conta. "A maioria das pessoas que mora aqui [Águas Lindas] veio porque não tem condições. Eu mesmo não tenho como comprar uma coisa minha no DF, então eu vim pra cá. Não quis invadir terreno no DF como muita gente faz", diz.
Bombeiro hidráulico desabafa em faixa após ter casa furtada duas vezes em menos de três meses (Foto: Emanoel Costa/Arquivo Pessoal)Bombeiro hidráulico desabafa em faixa após ter casa furtada duas vezes em menos de três meses (Foto: Emanoel Costa/Arquivo Pessoal)
O bairro onde Costa mora, no Jardim Pérolas 2, não é asfaltado, o que dificultaria o patrulhamento da polícia. Além disso, segundo o morador, a iluminação no local é precária. "Passam quatro, cinco meses para repor uma lâmpada no poste. Eu pago do meu bolso para colocarem lâmpada.” O G1não recebeu retorno da Polícia Militar goiana até a publicação desta reportagem.
"Levaram tudo. Pegaram quando não tinha ninguém em casa. Na semana passada, quando me roubaram pela segunda vez, entraram pela porta da frente, durante o dia. Cheguei à noite e a casa estava revirada".
Costa diz que sente falta principalmente dos pen drives com material das aulas que frequenta no curso de engenharia civil em uma faculdade particular de Brasília, além de simulados de concursos públicos. "As outras coisas a gente recupera, mas isso não, né?", questiona.
O homem não foi a única vítima. Vizinhos também tiveram a casa assaltada mais de uma vez e instalaram uma faixa na porta. O item foi queimado por vândalos.