"Houve vezes em que foram direto falar com o Lula" Brasil 01.04.16 17:57


"Assassinos de Reputação II" desvela ou reconta com mais detalhes inúmeras tramas petistas. Uma delas trata da multa imposta pela Justiça a Enivaldo Quadrado, por lavagem de dinheiro no mensalão. Meire Poza reafirma que quem pagou a multa foi o PT.
Sim, dinheiro sujo pagando multa por lavagem de dinheiro.
Eis um trecho do relato de Meire Poza a Romeu Tuma Jr. e Claudio Tognolli:
"Enivaldo se encontrava frequentemente com o Breno Altman. Algumas vezes cheguei a levá-lo até o Fran's Café da Rua Henrique Schaumann para encontrar o Breno. Ou eu o deixava lá e ia embora, ou ficava esperando no carro. Ele nunca permitiu que eu descesse e participasse das conversas. Ele me contava só uma coisa ou outra, mas o principal era que o Breno era o 'homem do Zé Dirceu', e era através dele que o PT pagaria a multa a que fosse condenado. Enivaldo teve, no passado, um relacionamento muito bom com o Zé Dirceu. Me contou algumas vezes que ia até Brasília visitar o 'Zé', como o chamava, e que ficava impressionado com o poder que ele tinha. Disse que houve vezes em que saiu da sala do 'Zé' e foram direto falar com o Lula, sem precisar sequer ligar antes. Simplesmente iam até lá e eram recebidos. Eu realmente que era esse o motivo que faria com que o Zé Dirceu pagasse a multa pro Enivaldo: amizade..."
Sim, de acordo com Meire Poza, o então presidente Lula recebeu um lavador de dinheiro no seu gabinete no Palácio do Planalto.

Caso Celso Daniel e a avó Nanita



jornalista José Nêumanne assina o prefácio de "Assassinato de Reputações II".
Leiam esse trecho, sobre a investigação do caso Celso Daniel:
"Geraldo Alckmin, governador de São à época e hoje, retirou Tuma Junior da investigação, que em suas mãos avançava, para pôr em ação o Departamento de Homícidio e Proteção à Pessoa (DHPP). Certa vez, indaguei-lhe por que o fez, e ele me garantiu que foi para evitar exploração política do caso, já que o delegado se candidataria a deputado. Minha avó Nanita diria que esta é a típica desculpa amarela de cego, que é feira ruim ou saco furado."
Há sempre um tucano para dar uma mão a petistas.

Marcos Valério mentiu. Oba!



O Globo:
"Condenado a 37 anos de prisão no escândalo do mensalão, o publicitário Marcos Valério deve ser denunciado por lavagem de dinheiro na mais nova fase da Lava jato. Um depoimento prestado pelo publicitário à Procuradoria Geral da República em 2012, numa tentativa de fazer delação premiada, foi utilizado pelos procuradores para embasar a operação desta sexta-feira. Segundo procuradores, porém, Valério não tem credibilidade total.
Investigadores da Lava-Jato dizem que o publicitário mentiu na tentativa de acordo com a PGR, já que não contou que teria utilizado sua empresa, a 2S Participações, para intermediar empréstimo de R$ 6 milhões ao empresário Ronan Maria Pinto, preso preventivamente nesta sexta-feira. E é justamente essa movimentação financeira que, se comprovada, poderá levar o MPF a denunciar o publicitário. As contas bancárias da 2S também foram utilizadas para operacionalizar pagamentos durante o escândalo do mensalão."
Se Marcos Valério for denunciado, tanto melhor. Se falar toda a verdade, melhor ainda. Ele enrolará ainda mais Lula no petrolão -- e o arrastará para o mensalão, reabrindo o caso.

Empresário teme que Lava Jato descubra "outras operações"



Luiz Carlos Casante, dono da factoring que intermediou o repasse final a Ronan Maria Pinto, declarou à Lava Jato que foi procurado por Oswaldo Vieira, dono da Remar, por iniciativa de Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg - donos da Bônus-Banval...
Ele afirma que foi procurado por Oswaldo após a deflagração da Lava Jato, que ele estava muito preocupado com a investigação e temia que o sigilo bancário da Remar fosse quebrado, pois apareceriam "outras operações".
Fonte: O antagonista

Em depoimento à Lava Jato, irmão de Celso Daniel confirma relato de corrupção em Santo André


No dia 26 de janeiro deste ano, a força-tarefa da Operação Lava Jato colheu o depoimento de Bruno José Daniel, irmão do prefeito de Santo André Celso Daniel, que foi sequestrado e assassinado em 2002. À procuradoria, Bruno Daniel voltou a dizer que o ex-secretário da Presidência Gilberto Carvalho e a presidente da Caixa Econômica Miriam Belchior, com quem Celso foi casado, teriam lhe contado da existência de um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André. Segundo o relato, o dinheiro era destinado a campanhas eleitorais do PT, e o próprio Carvalho havia lhe contado que, numa oportunidade, levou 1,2 milhão de reais em dinheiro vivo ao ex-ministro José Dirceu. "Posteriormente, o depoente interpretou aquele 'desabafo' como uma forma de desencorajar o depoente (...) de explorar melhor os fatos que envolveram a morte de Celso Daniel, porque isto poderia macular a biografia de Celso Daniel", diz transcrição do depoimento anexada aos autos do processo.
Em seu despacho, o juiz Sergio Moro citou o depoimento de Bruno ao apontar a possível relação do esquema apurado na nova fase da Operação da Lava Jato, a Carbono 14, com o crime de 2002. "É possível que este esquema criminoso tenha alguma relação com o homicídio, em janeiro de 2002, do então Prefeito de Santo André, Celso Daniel", escreveu Moro.
O principal objetivo da nova fase é descobrir por que metade dos 12 milhões de reais tomados de empréstimos do Banco Schahin pelo pecuarista José Carlos Bumlai, a pedido do PT, foram parar no bolso do sócio majoritário do Diário do Grande ABC, Ronan Mario Pinto, preso hoje na operação. Um depoimento do operador do mensalão Marcos Valério, de 2012, intrigou os investigadores. Na tentativa de firmar um acordo de colaboração premiada, que não vingou, Valério relatou que o PT lhe pediu dinheiro para silenciar o empresário Ronan, que, segundo ele, estava ameaçando fazer revelações comprometedoras sobre Lula, Dirceu e Carvalho na morte do prefeito.
Em entrevista à Rádio Estadão, Bruno afirmou que tem esperanças de que a Lava Jato possa ajudar a elucidar a morte do seu irmão. "É necessário esclarecer por que razão a direção do PT teria remetido, através de esquemas ilícitos, cerca de 6 milhões de reais ao empresário Ronan Maria Pinto, dinheiro com o qual ele teria adquirido o jornal do Grande ABC mediante chantagem ao Lula, ao José Dirceu e ao Gilberto Carvalho", disse ele.
A 27ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje, conseguiu ligar o petrolão a dois dos maiores escândalos que mancharam a história do Partido dos Trabalhadores nos últimos anos: o mensalão e o assassinato do prefeito de Celso Daniel

Pai de dono de restaurante matou mulher por ódio a moradores de rua; ele está foragido


Por Luiz Henrique de Oliveira
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Operação aconteceu no Centro de Curitiba nesta manhã (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

Imad Handar, de 54 anos, é considerado foragido pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele foi alvo de uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (1º), mas não foi encontrado em seu prédio na região central de Curitiba. Handar tem um mandado deprisão em seu desfavor, acusado de matar uma moradora de rua a tiros e ferir o marido dela, na madrugada da última segunda-feira (28), em um crime motivado por intolerância.
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Handar é considerado foragido pela polícia (Foto: Divulgação PC)
Inicialmente, a DHPP informou que Handar era dono de um restaurante na região da Praça Osório, no Centro de Curitiba, onde o crime aconteceu, porém ele é pai do dono do estabelecimento. “É uma pessoa estourada e que já tinha antecedentes por problemas com moradores de rua. Ele passou pelo local e, de forma dolosa, com intenção de matar, avisou que retornaria armado e resolveria o problema. Fez isso e atirou contra o casal, que estava dormindo”, explicou o delegado Renato Coelho.
De acordo com Coelho, o acusado fugiu de Curitiba logo após o crime. “Depois do assassinato, ele voltou para casa e saiu da capital. Deixou o local de forma tranquila, como se nada tivesse acontecido. Por meio das testemunhas ouvidas, inclusive o homem que sobreviveu, e também as imagens de câmeras de segurança, não há dúvidas de que o crime foi motivado pelo ódio”, descreveu.
O delegado salientou ainda a importância do trabalho de campo por parte dos investigadores da DHPP. “Nós chegamos até esse empresário por meio de uma investigação que começou na hora do crime e isso foi fundamental. Conseguimos todas as imagens que flagraram a morte da moradora de rua, mas ainda não localizamos a arma do crime”, relatou, confirmando que o prédio de Handar foi alvo da operação nesta manhã.
Por fim, Coelho contou que a família do acusado está chocada com o crime. “Não conseguem acreditar e de forma alguma corroboram com a atitude dele. Importante deixar claro que não foi ação de nenhum grupo de extermínio, foi um ato isolado e de apenas uma pessoa”, concluiu.
A moradora de rua Andreia Aguiar Coelho, de 43 anos, foi assassinada por Handar. O marido dela, de 36 anos, foi socorrido e levado ao hospital. Ele foi ouvido na DHPP e ajudou na elucidação do crime.
A motivação do crime foi dada em primeira mão pela Banda B. Caso comprovada as acusações, o suspeito responderá por homicídio e tentativa de homicídio. Se condenado, poderá pegar até 30 anos de prisão. Por enquanto, a DHPP não tem pistas de onde ele está escondido.

Capotamento no Água Verde deixa dois feridos e calcinha dentro de carro levanta suspeitas


Da Redação
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(Foto: Marina Santos/Colaboração Banda B)

Um casal ficou ferido em um acidente na Avenida Água Verde, em Curitiba, no começo da tarde desta sexta-feira (1º). Segundo testemunhas, o carro colidiu contra um caminhão e mais dois veículos, e acabou capotando.
“As pessoas falaram que o motorista estava em alta velocidade e não se sabe ao certo quem estava dirigindo”, disse uma jovem, que acompanhou a ocorrência, à Banda B.
Outra testemunha informou que o modo como os dois saíram do automóvel levantaram suspeitas de que eles faziam sexo dentro do veículo, o que não foi confirmado oficialmente. “O caminhoneiro estacionou e saiu para fazer uma entrega. No que ele voltou, o carro bateu no caminhão em cheio. Os pertences do casal estavam todos jogados, a calcinha dela também estava ali, tanto é que os bombeiros tiveram que ajudá-la, para que não ficasse exposta. O homem estava bem alterado, não falando coisa com coisa”, relatou.
Uma mulher de 36 anos e um homem de 24 ficaram feridos com a colisão e foram socorridos pelo Siate, do Corpo de Bombeiros.
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(Fotos: Anderson Antunes/Colaboração Banda B)
Um acidente também foi registrado na tarde de hoje na esquina das ruas Henri Dunant e José Antoniassi, no bairro Mercês. “Parece que faltou freio no caminhão, ele furou a preferencial e acabou jogando uma Mitsubishi Airtrek contra a árvore”, contou uma testemunha.
Os ocupantes dos veículos ficaram levemente feridos e também foram socorridos.

Bandidos tentam furar blitz e provocam acidente com outros três carros em Curitiba


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

A tentativa de furar uma blitz no bairro Santa Quitéria, em Curitiba, terminou em acidente envolvendo quatro veículos na tarde desta sexta-feira (1). De acordo com a Polícia Militar, os três bandidos em um veículo Hyundai i30 tentaram dar a ré quando perceberam a ação realizada, nisso se iniciou a perseguição que terminou apenas após uma forte batida contra um Renault Clio.
O bloqueio policial era realizado na Rua Rezala Simão, mas os bandidos conseguiram percorrer algumas quadras antes da colisão no cruzamento das ruas Pretextato Taborda Júnior e Major França Gomes. “Assim que percebemos eles tentando fugir do bloqueio, nossos policiais já iniciaram uma perseguição à distância de motocicleta, que só terminou após o i30 esbarrar em um Fiesta e bater contra o Clio e uma Ecosport”, relatou o capitão Aguiar.
Entre os três bandidos, um ficou ferido e precisou ser encaminhado ao pronto-socorro. Um segundo foi detido no local. Já o terceiro, que estava armado, conseguiu roubar um Nissan March. “Confirmamos que o i30 era roubado e já conseguimos identificar que entre os dois presos, um possuí passagens por roubo a banco”, concluiu Aguiar.
Atingido pelo i30, o motorista do Clio ficou com ferimentos mais graves e foi socorrido ao hospital.
A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) deve investigar o caso, mas os dois presos já foram encaminhados ao 9° Distrito Policial

Suspeita de matar ex no sexo faz primeiro exame de sanidade em RO


De acordo com IML, jovem se mostrou calma e não apresentou remorso.
Exames definirão se Vania tem capacidade de responder pelos atos.

Eliete MarquesDo G1 Vilhena e Cone Sul
Vânia saindo do IML após realizar o exame de sanidade em Vilhena, RO (Foto: Eliete Marques/G1)Sorrindo, Vânia saiu do IML após realizar o exame de sanidade (Foto: Ricardo Araújo/Rede Amazônica)
O primeiro exame de sanidade mental de Vania Basílio Rocha foi realizado na manhã desta sexta-feira (1º), no Instituto Médico Legal (IML) de Vilhena (RO). A jovem é suspeita de ter matado o ex-namorado durante o ato sexual, em dezembro passado. De acordo com o instituto, ela se mostrou calma, não chorou e não apresentou remorso na entrevista. A suspeita também saiu sorrindo do IML, após a realização do exame feito pelo médico legista, Paulo Nogueira. "Os elementos colhidos hoje irão contribuir para elaborar o perfil psiquiátrico dela. No entanto, nesse momento, não há elementos para afirmar sobre uma insanidade mental. Ela precisa de uma avaliação psiquiátrica específica", afirmou.
O segundo exame será feito com um médico psiquiatra, mas ainda não tem data marcada. Os laudos das duas avaliações definirão se Vania é inimputável – termo usado para pessoas que não têm capacidade para responder pelos atos.
Vania, que completou 19 anos em janeiro, foi presa em flagrante e confessou ter matado o ex, Marcos Catanio Porto: "Queria matar alguém. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer", disse ela ao G1 na época.
Vânia chegou ao IML de Vilhena, RO, maquiada (Foto: Eliete Marques/G1)Vania chegou maquiada ao IML de Vilhena, RO
(Foto: Ricardo Araújo/Rede Amazônica)
A presa chegou ao IML maquiada, vestida com uma legging de cor azul, blusa amarela e chinelo. Ela estava acompanhada pelo diretor de segurança do presídio feminino e uma agente penitenciária. O exame durou uma hora.
De acordo com o médico legista, Paulo Nogueira, Vania respondeu a uma entrevista, em que foi perguntado como e por que aconteceu o crime. Ela também foi indagada sobre o relacionamento com a família, amigos, escola, emprego e também sobre os relacionamentos amorosos.
Conforme o médico, durante as perguntas, ela contou com detalhes como praticou o crime e mostrou tranquilidade e frieza no relato. Além disso, ela não chorou e não mostrou remorso ou arrependimento pelo homicídio.
O resultado do laudo deve ser encaminhado ao judiciário na segunda-feira (4). "Nesse momento, não há elementos para afirmar sobre uma insanidade mental. Ela precisa de uma avaliação psiquiátrica específica e só depois, juntando todos esses elementos, é que será possível dizer sobre isso", enfatiza Nogueira.
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Exame
Segundo a 1º Vara Criminal, o exame de sanidade será realizado por dois profissionais: um médico psiquiatra e um médico perito legista oficial, lotado na Delegacia de Polícia Civil da cidade. Os médicos deverão responder a um questionário emitido pelo juízo e pela defesa.
No documento da Justiça é perguntado se a suspeita: "por motivo de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, é inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento?".
Entre as perguntas da defesa está se: "a paciente é portadora de distúrbio mental ou anomalia psíquica?". Em caso positivo, se "tal distúrbio mental a impossibilita de viver em sociedade ou coloca em risco a comunidade em que vive?".

Defesa
A família já tinha afirmado que não iria contratar advogado para Vania. Desta forma, a defesa da jovem ficou a cargo da Defensoria Pública do Estado de Rondônia, que pediu em fevereiro o exame para sanidade mental.
"Pelas entrevistas e depoimentos colhidos durante o processo, a Vania aparenta ter um distúrbio mental. E nesse caso, em que a pessoa que comete o crime não detém essa livre consciência e vontade necessárias para a punição criminal, ela precisa ser submetida a esse exame", explicou o defensor público do caso, George Barreto Filho, em entrevista na ocasião.
Croqui do IML mostra que Marcos foi esfaqueado 11 vezes, em Vilhena (Foto: Polícia Civil/ Divulgação)Croqui do IML mostra que Marcos foi esfaqueado
11 vezes, em Vilhena (Foto:Polícia Civil/ Divulgação)
Laudo da vítima
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Marcos levou 11 facadas, sendo no pescoço, abdômen, braços, mão e pernas. Segundo um croqui divulgado pela Polícia Civil, a perfuração de faca no pescoço foi o que motivou a morte do rapaz.
Conforme a análise do médico legista, a facada no pescoço atingiu a veia jugular interna da vítima e provocou um choque hipovolêmico – perda de grande quantidade de sangue.  "A Vania disse que a primeira facada foi no pescoço e foi essa que o matou. As outras aconteceram enquanto ele se defendia, mas já estava perdendo sangue", explicou no fim do mês de janeiro, o delegado regional, Fabio Campos.
Comportamento estranho
Desde o dia da prisão, a suspeita estava isolada das outras presas, em um processo chamado de triagem, que de acordo com a direção do presídio, é um procedimento comum a todas as presas que dão entrada na unidade. "Ela chega, fica dez dias sob observação para verificar o comportamento e a conduta com os agentes e depois disso vai para a carceragem com as outras presas", explicou, na ocasião o diretor Flavio Miranda.
Segundo a direção, Vania estava sozinha na cela pelo fato de outras mulheres não terem sido presas depois dela. No entanto, após apresentar comportamento estranho, relatado por agentes plantonistas, Vania foi colocada em uma cela mais próxima da carceragem, onde continuou sozinha.
No dia 11 de janeiro, a mulher foi transferida para uma cela comum, com mais quatro detentas e não tem apresentado problemas. A direção da unidade confirmou que Vania passou por avaliação psiquiátrica, mas o teor da consulta não foi divulgado.
Mãe
A mãe de Vania ainda não consegue entender o que levou a filha a cometer o homicídio. Preferindo não se identificar, a mãe disse que a família não pretende pagar advogado para ela. "Acho justo ela pagar pelo que fez", disse na época.
"Sou a mãe dela. O que puder fazer por ela, nós faremos. Eu amo ela incondicionalmente. Ela é minha filha, mas acho justo ela pagar pelo que fez. Ela não tem advogado. O advogado será do estado, pois não vou contratar advogado", enfatizou.
Polêmica no Facebook
Uma das publicações de Vania mais comentadas no Facebook é o texto de um blog que tinha como título: "eu não fui uma má namorada, você que me tornou". Após ser presa e confessar que matou o ex-namorado, os uários criticaram a postagem. "Imagina se fosse boa", escreveu um jovem. "Louca, psicopata, parece que estava possuída pelo demônio", acrescentou outro usuário. A postagem foi feita dois dias antes do crime.
Post sobre namoro foi feito dois dias antes do homicídio (Foto: Reprodução/ Facebook)Post sobre namoro foi feito dois dias antes do homicídio (Foto: Reprodução/ Facebook)
Meses antes de matar o ex-namorado, Vania declarou que o amava em uma postagem no Facebook. Ela publicou uma foto no perfil em outubro de 2013. Em 2 de junho de 2015, Marcos comentou: "Ti amo muito". No dia seguinte, a vendedora respondeu: "te amo, mais ainda”.
Vania disse em entrevista na delegacia que namorou com Marcos por nove meses, mas que estavam separados há dois meses.
Marcos foi esfaqueado sete vezes pela ex, segundo funerária (Foto: Arquivo Pessoal)Marcos foi esfaqueado sete vezes pela ex,
segundo funerária (Foto: Arquivo Pessoal)
Últimas palavras
No velório de Marcos, em 31 de dezembro de 2015, Mauricio Jacob contou que estava na casa onde ocorreu o crime. "Ele morreu nos meus braços. 'Ela é louca' foram as últimas palavras dele. Perdi um irmão", lamentou o amigo da vítima. Mauricio lembrou que após chegar na residência, Vania foi para o quarto com Marcos.
Depois de algum tempo, Mauricio e o irmão da vítima, Alberto, ouviram gritos de socorro. "Arrombamos a janela, pois a porta estava fechada. Quando entramos, ele segurava o braço dela com a faca. Arranquei a faca da mão dela e joguei longe. Ela sumiu e o Tim foi caindo para trás, falando que ela era louca", contou Mauricio, emocionado.
Após o crime, Vania se escondeu no banheiro onde ficou até a chegada da Polícia Militar. A mulher foi presa em flagrante por homicídio qualificado, pois usou de meios que dificultaram a defesa da vítima, segundo a Polícia Civil.
Na delegacia, Vania diz que levou faca na bolsa para matar ex (Foto: José Manoel/ Rede Amazônica)Na delegacia, Vania diz que levou faca na bolsa
para matar ex (Foto:José Manoel/ Rede Amazônica)
Crime
Após ser presa, ainda na delegacia, Vania relatou ao G1 que planejou o crime. Segundo ela, três nomes de possíveis vítimas foram colocados em uma lista: um amigo, um "ficante" e o ex-namorado. Na noite de terça-feira (29), ela ligou para os dois primeiros, que não puderam vê-la, pois estavam com a família.
Na manhã do dia 30, Vania ligou para Marcos alegando que queria se despedir, pois iria embora para outro estado. Ela então colocou uma faca de cozinha dentro da bolsa e foi para a casa da vítima, que havia aceitado receber a visita. O casal foi para o quarto e, durante as preliminares sexuais, ela esfaqueou o ex-namorado.
"Eu queria matar uma pessoa só, dos três. Eu tapei o olho dele. Aí peguei a faca e meti nele. Ele reagiu e veio para cima de mim e eu fui para cima dele também. Eu enforquei ele e aí comecei a meter [facadas] em outras partes do corpo dele. Daí, ele gritou socorro e a porta estava trancada. O irmão dele quebrou a janela. Quando o irmão dele entrou, ele já estava quase morrendo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer", narrou.
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