Vinho e festas: o álbum da amizade de Lula e Bumlai



A investigação da Polícia Federal sobre José Carlos Bumlai, atualmente em prisão domiciliar em São Paulo, trouxe mais evidências de sua proximidade com o ex-presidente Lula. Depois de fotos em festas juninas, já eternizadas na antologia do petrolão, a PF divulgou mais sete imagens para o álbum da relação. Os momentos descontraídos, coletados no celular de Bumlai, são jantares em família regados a vinho e confraternizações com plumas cor de rosa e adornos a enfeitar as cabeças do pecuarista, da ex-primeira-dama Marisa Letícia e dos filhos de Lula Sandro Luís e Fábio Luís, o Lulinha.
A PF também observou uma prova de afet

Governadores do PSB dizem a Lula que partido deve votar em peso pelo impeachment


Ex-presidente se reuniu com Paulo Câmara, Rodrigo Rollemberg e Ricardo Coutinho e pediu diálogo com socialistas

RICARDO DELLA COLETTA E TALITA FERNANDES
07/04/2016 - 18h11 - Atualizado 07/04/2016 18h36
O ex-presidente Lula  (Foto: Andre Penner/AP)
O ex-presidente Lula se reuniu ontem com os governadores Rodrigo Rollemberg (Distrito Federal), Paulo Câmara (Pernambuco) e Ricardo Coutinho (Paraíba), todos do PSB
O encontro ocorreu no hotel em Brasília que Lula tem usado como QG das articulações para tentar salvar o mandato de Dilma Rousseff, ameaçada por um processo de impeachment na Câmara. O PSB foi base do governo Lula e aliado de Dilma até o final de 2013. Desde então, tem se afastado cada vez mais do Palácio do Planalto.
Segundo a EXPRESSO apurou, os governadores disseram a Lula que a expressiva maioria do PSB deve apoiar o impeachment de Dilma. Para se ter uma ideia, na Câmara os socialistas afirmam que entre quatro e sete deputados devem ser contrários ao impeadimento. A bancada tem 31 parlamentares.
Lula, por sua vez, perguntou se haveria espaço para conversar com o partido sobre soluções para superar a crise caso o impeachment de Dilma não ocorra. Os governadores - de acordo com relatos - responderam que o retorno da sigla para a aliança está descartada, mas não fechariam portas para debater propostas. Também relataram que tem crescido no PSB - principalmente no Senado - a defesa pela convocação de novas eleições gerais.

Delação fatal


O que Otávio Azevedo falou é motivo para a saída de um presidente em qualquer democracia

RUTH DE AQUINO
08/04/2016 - 19h27 - Atualizado 08/04/2016 19h27
Algum petista precisa convencer a presidente Dilma Rousseff a apoiar os trabalhos da Câmara nos fins de semana, sábados, domingos e feriados, para acelerar a votação do processo de impeachment. Dilma, apresse tudo por seu próprio bem.
Porque, a cada semana, a cada depoimento que ganha a luz do dia, sua permanência no Palácio do Planalto fica mais insustentável. Não tem encanador no mundo que dê jeito nos vazamentos desse esgoto de propinas. No seriado “Executivos contra o Executivo”, o conteúdo das denúncias é assombroso.
Vamos esquecer que este é um mau governo – uma constatação de eleitores de todas as classes sociais e todos os matizes ideológicos. Dilma jogou o Brasil numa crise sem tamanho. Um Brasil que ficou tão menor sob sua incompetência e irresponsabilidade fiscal. Um Brasil que só aumenta os gastos públicos, mete a mão na arrecadação de impostos e condena a população à inadimplência.
Vamos esquecer sua falta de liderança, atestada por políticos de todos os partidos, entre eles o PT. Vamos esquecer a alta da inflação e do desemprego. Vamos esquecer que, ainda hoje, com o país no abismo, Dilma negocia, em troca de votos de qualquer picareta, as Pastas de Educação e Saúde, como se fossem legumes na xepa ou moedas de cara ou coroa – só para se manter no poder. E que se dane o povo nas filas de escolas e hospitais, refém de epidemias graves e indicadores educacionais vergonhosos.
Vamos esquecer as pedaladas fiscais, manobras que sempre existiram, mas que dispararam com Dilma e chegaram a R$ 72 bilhões – pedaladas para financiar projetos do governo, pintar de rosa a realidade e ganhar a reeleição com base em grossas mentiras. Esses bilhões foram ressarcidos aos bancos públicos no último dia útil de 2015, com o governo já acossado por denúncias de ilegalidade.
Vamos esquecer as delações anteriores, de seu ex-líder na Câmara Delcídio do Amaral ou de operadores e presidentes de empresas, todos admitindo participar de uma rede de obras superfaturadas e do movimento de fortunas para beneficiar seu governo. Vamos esquecer até as críticas de Lula a seu estilo autoritário, Dilma, com socos na mesa e palavrões. Um estilo agora substituído por um sorrisinho debochado com chiclete e por comícios seletivos no Palácio do Planalto, com claque garantida.
Vamos esquecer o caos e nos ater à última delação, de Otávio Azevedo, ex-presidente da segunda maior empreiteira do país, a Andrade Gutierrez. O executivo diz ter pago, com outras construtoras, R$ 150 milhões em propinas disfarçadas de doações eleitorais para o PT e o PMDB, repartidos igualmente, para ganhar o contrato da usina de Belo Monte.
Quem ganhou a “concorrência” acabou sendo o amigo de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai, com um consórcio de empresas formado às pressas. A amiga de Dilma, Erenice Guerra, calou as queixas de Otávio Azevedo, prometendo a ele que Bumlai contrataria a Andrade Gutierrez para executar a obra. E assim foi. Se não me engano, isso se chama “quadrilha”.
O executivo Otávio Azevedo também declarou ter sido intimado pelo tesoureiro da campanha de Dilma em 2014 e atual ministro da Secretaria da Comunicação Social, Edinho Silva, a doar dinheiro para a reeleição da presidente. Otávio argumentou que já tinha pago a João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, hoje preso na Lava Jato. E que não poderia fazer a mesma doação novamente. As partes teriam então chegado a um acordo de doação de R$ 20 milhões. Doação registrada legalmente, mas que, segundo Otávio Azevedo, seria originária de propina de obras superfaturadas da Petrobras e obras das usinas de Angra 3 e Belo Monte, além do Complexo Petroquímico do Rio, o Comperj.
A delação de Otávio Azevedo não livra a cara do PMDB nem do PSDB, cujo candidato à Presidência, Aécio Neves, também recebeu doações da empreiteira. Segundo o depoimento, em 2009, R$ 600 mil em dinheiro vivo foram entregues ao ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão, do PMDB. A delação também envolve o economista Delfim Netto, que teria recebido, segundo executivos da empreiteira, R$ 15 milhões de propina em 2010.
Caso essa delação seja verdadeira, o que Otávio Azevedo falou é, por si só, motivo para a saída de um presidente ou de um primeiro-ministro em qualquer democracia civilizada. Causa espanto que Dilma se indigne não contra o conteúdo da delação, mas contra “os vazamentos seletivos” que favorecem “o golpe”. Causa espanto que o Partido dos Trabalhadores refute a última delação não em tom de revolta contra invenções absurdas, mas contra o que o PT chamou de “ilações”. Fraco.
Todos os acusados negam malfeitos. Mas não acreditamos mais. Precisamos passar o Brasil a limpo. E isso significa punir todos os bandidos, a torto e a direito, sem apegos a siglas, mas aos fatos.

A guerra do impeachment


O Palácio do Planalto não governa. Trabalha apenas para manter a presidente Dilma Rousseff – à base da oferta de cargos e verbas para qualquer um que ofereça votos. Problema: o PMDB faz o mesmo

ANA CLARA COSTA E TALITA FERNANDES
08/04/2016 - 20h49 - Atualizado 08/04/2016 21h28
>> Trecho da reportagem de capa da edição 930 de ÉPOCA
Surpreso com o rápido avanço do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, há pouco mais de duas semanas, o ex-presidente José Sarney (PMDB-­AP) aconselhou seu círculo mais chegado de deputados sobre como proceder na Câmara. “Deixem o Marun (Carlos Marun, do PMDB de Mato Grosso do Sul) comprar as brigas com o governo e fiquem calados, sem atrair atenção”, disse, em uma conversa em sua casa. “Na hora da votação, votem como quiserem.” Os presentes entenderam isso mais como orientação estratégica do que como mero conselho. O Sarney que orientou deputados a jogar na ambiguidade é o mesmo que, em seguida, recebeu em sua casa a presidente Dilma Rousseff para dar conselhos para enfrentar a barafunda. Dilma sabe que Sarney tem de ser cortejado. Por isso, na semana passada alocou o ex-­ministro Gastão Vieira, aliado de Sarney, na presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). “Uma vida cheia de inesperados desafios. Acabo de ser nomeado presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação. Orem por mim”, escreveu Gastão em sua conta no Twitter. O FNDE é responsável por políticas educacionais do Ministério da Educação (MEC) e por convênios com todos os Estados.
Capa edição 930 (Foto: Época )
Dilma não tem opção. Na semana passada, o governo se entregou à troca de cargos e verbas por votos contra o impeachment. Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e assessores cuidaram apenas disso. As energias do Palácio do Planalto se concentraram em salvar o mandato da presidente – e os empregos de centenas de partidários –, em detrimento da administração do país. O momento é bom para quem quer pedir. Dilma está disposta a entregar o que tem em troca do menor sinal de apoio, em uma dinâmica de distribuição que independe de qualquer critério, como competência, afinidade com a área ou ideologia. Há espaço para acomodar desde gente do gigante PMDB, que não quer sair, até o nanico PTN, passando pelos voláteis PP e PR.
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O PP tem sido, nas últimas semanas, um dos principais alvos de investida do Palácio do Planalto.  Ao tesoureiro do partido, Ricardo Barros (PP-PR), foi oferecido o Ministério da Saúde, o maior orçamento federal, de R$ 88 bilhões. Até o momento, o titular é Marcelo Castro, do PMDB. O governo diz que a entrada do PP na Saúde será garantida se seu presidente, o senador Ciro Nogueira, conseguir convencer metade da bancada de 49 deputados a votar contra o impeachment. Dilma conta com Nogueira. Sugeriu a ele que abrisse as torneiras do fundo partidário do PP nas campanhas de eleições municipais de deputados que votarem contra o impeachment. Na quarta-feira, Ciro informou o governo que o PP não deixaria a base de apoio, como fez o PMDB, e daria os votos necessários. No mesmo dia, no entanto, a conversa com os deputados foi outra. “Vocês têm um compromisso comigo até a votação”, disse Ciro. “No dia de votar, estão liberados para fazerem o que quiserem. Mas até lá eu preciso mostrar para a presidente que eu tenho respaldo do partido.” Como Sarney, Ciro pediu aos deputados silêncio em relação ao governo; o voto é escolha de cada um. O cálculo de Nogueira é cristalino: se o impeachment for barrado na Câmara, ainda que sem todos os votos do PP esperados pelo governo, Dilma precisará entregar algo ao partido para governar até 2018. Se o impeachment for aprovado, a maioria do PP terá capital para negociar espaço em um possível governo Temer. Os diálogos para isso, inclusive, já acontecem com emissários do vice-­presidente.

Tadeu Veneri agride mulher que manifestava na ALEP - vídeo


O deputado Tadeu Veneri (PT) agrediu uma manifestante que protestava contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT) durante audiência na Assembleia Legislativa do Paraná. A denúncia é do músico Eder Borges do Movimento Brasil Livre que postou o vídeo da agressão no facebook. “Gleisi, a senadora vergonha do Paraná, foi falar abobrinhas na Assembléia Legislativa e foi recebida pelo MBL-Curitiba com faixas e com o hino nacional”, disse Borges.
“Depois, o Tadeu Veneri foi retirar a força, agredindo, puxando e até dando socos (como no 1:25 do vídeo) e dar de dedo ofendendo uma das manifestantes e, depois, disse que a turma dele me “colocaria na linha”, denunciou Borges.
“Estou esperando até agora ele me chamar de covarde na minha cara. Pois quem agride mulheres é ele. Ele representa bem o caráter do PT!”, completa Borges no post na rede social.




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PP do Paraná apoia o impeachment de Dilma


 

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O Partido Progressista do Paraná anunciou nesta sexta-feira (8) que é favorável a tramitação e aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef na Câmara Federal.
No comunicado o presidente da legenda, deputado federal Dilceu Sperafico, afirma que a decisão foi tomada por maioria de seus membros em ” defesa dos interesses da Nação e da sociedade brasileira”. Segundo o texto, o impeachment é, no momento, a única alternativa ” para a superação da grave crise política, econômica e moral, que penaliza o País e os trabalhadores, empresários e cidadãos brasileiros, do campo e das cidades”
Confira no Leia Mais a íntegra do comunicado.
Partido Progressista do Paraná
Nota Oficial
Por decisão da maioria de seus membros, a Executiva Estadual do Partido Progressista do Paraná, comunica aos filiados, militantes, simpatizantes e população em geral, apoiar a tramitação e aprovação do processo de impeachment da presidente da República, na Câmara dos Deputados. Informa também haver tomado tal posicionamento em defesa dos interesses da Nação e da sociedade brasileira, já que se trata, neste momento da única alternativa para a superação da grave crise política, econômica e moral, que penaliza o País e os trabalhadores, empresários e cidadãos brasileiros, do campo e das cidades.
Curitiba, PR, 08 de abril de 2016
Deputado federal Dilceu Sperafico.
Presidente da Executiva Estado do Partido Progressista.

Ministério Público pede a condenação de Dirceu em ação da Lava Jato


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O Ministério Público Federal pediu a condenação do ex-ministro José Dirceu e de outras 14 pessoas em uma ação penal da Operação Lava Jato.
Em alegações finais do processo, protocoladas nesta quinta-feira (7), os procuradores afirmam que Dirceu possibilitou que grande parte do esquema na Petrobras se desenvolvesse ao ser o responsável pela indicação de Renato Duque à Diretoria de Serviços da Petrobras. As informações são da Folha de S. Paulo.
Além deles, também são réus o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, três sócios da empreiteira Engevix –Gerson Almada, Cristiano Kok e José Antunes–, e o irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva.
Dirceu foi acusado de receber pagamentos com origem em desvios na Petrobras de diferentes maneiras. Uma delas seria propina da Engevix intermediada por Milton Pascowitch, que virou delator e afirma que pagou reformas em imóveis em benefício de Dirceu. Outra, o recebimento de dinheiro pela empresa JD Consultoria sem que nenhum serviço fosse prestado.
O Ministério Público Federal considera, como agravante para a condenação, o fato de o ex-ministro já ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal no escândalo do mensalão. Ele ainda cumpria a pena quando foi detido pela PF em agosto do ano passado, na ocasião em que foi deflagrada a fase Pixuleco da Lava Jato.
Outro agravante, diz o documento, é a condição de “alta instrução” dos acusados e a possibilidade de o esquema ter “impactado o sistema político” por meio da participação de congressistas. “São réus abastados, que ultrapassaram linhas morais sem qualquer tipo de adulteração de estado psíquico ou pressão, de caráter corporal, social ou psicológico”, diz a peça.
No documento, os procuradores não sugerem o tamanho da pena de Dirceu e de outros réus, mas afirmam que eles devem ir para a prisão em regime inicialmente fechado. O ex-ministro, afirma a peça, praticou 31 vezes o crime de corrupção passiva e 90 vezes o delito de lavagem de capitais.
Um atenuante mencionado é o fato de ele já ter 70 anos –fez aniversário em março.
CONTRADIÇÃO
Nas alegações, os procuradores também pedem o rompimento do acordo de colaboração premiada firmado com o réu Fernando Moura, acusado de “tratar acerca do pagamento das propinas no interesse de Dirceu”.
O Ministério Público Federal entende que ele entrou em contradição ao voltar atrás em afirmação de que Dirceu o orientou a deixar o Brasil na época do escândalo do mensalão. Quanto aos réus Julio Camargo, lobista, e Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, os procuradores pedem a suspensão da ação porque eles tinham firmado acordos de colaboração e já foram condenados em outros processos relativos à Lava Jato.
A defesa de Dirceu ainda não apresentou suas alegações, etapa do processo que antecede a sentença do juiz. Em depoimento, em janeiro, o ex-ministro falou que não admite ser acusado de chefe de quadrilha novamente e que não consegue “aceitar” a sua prisão, já que tinha endereço fixo e não atrapalhou a Justiça.

Comissão do impeachment forma maioria contra Dilma


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d’O Globo
comissão do impeachment já tem maioria formada contra a presidente Dilma Rousseff. O deputado Jhonatan de Jesus (PRB-RR) foi o 33º titular do colegiado a declarar ao GLOBO seu voto pró-impeachment. A comissão tem 65 membros titulares. Segundo levantamento do GLOBO, são 20 os deputados da comissão que já anunciaram voto contra o impeachment e 12 ainda se declaram como indecisos. A votação está marcada para a próxima segunda-feira, dia 11 de abril.
– Essas operações (pedaladas fiscais) são caracterizadas como empréstimos à União, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo vem negando que elas possam ser assim classificadas, mas eu entendo que é crime de responsabilidade. Vou votar a favor do impeachment – disse Jesus, ao chegar para a sessão de discussão do relatório.
O GLOBO faz um levantamento junto aos parlamentares desde o início da semana. Na quarta-feira, foi publicado que já havia 30 votos pelo impeachment. Neste mesmo dia, o relator, Jovair Arantes (PTB-GO), anunciou seu voto nesta direção. O deputado Paulo Maluf (PP-SP), que chegou a se declarar antes contra o afastamento, mudou de posição depois que o presidente do seu partido, Ciro Nogueira, anunciou que o partido continuaria do governo sem consultar o diretório nacional. Com a adesão de Jhonatan de Jesus, o parecer de Jovair deve ser aprovado na próxima segunda-feira.
Às 15h36m desta sexta-feira, a comissão de impeachment iniciou a sessão para discutir o relatório de Jovair Arantes. Os parlamentares chegaram a um acordo de levar os debates até as 3h da madrugada de sábado.

Deputado do PT diz que, se impeachment passar, cenário será de barbárie social


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Membro da comissão especial do impeachment e um dos principais defensores da presidente Dilma Rousseff no colegiado, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) disse na tarde desta sexta, 8, que, se o afastamento for aprovado, haverá cenário de barbárie social em termos de direitos sociais revogados. “Barbárie é o que vão implantar aqui se esse golpe se perpetrar”, declarou.
Wadih Damous (Foto: Agência Brasil)
Wadih Damous (Foto: Agência Brasil)
A declaração gerou um princípio de tumulto no plenário, interrompendo seu discurso. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) chegou a perguntar se o colega estava fazendo uma ameaça. Damous retomou seu discurso após a intervenção do presidente do colegiado, Rogério Rosso (PSD-DF).
O petista afirmou que outros governantes praticaram os atos que hoje pesam contra a presidente da República, inclusive governadores. Damous chamou o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) de “imprestável”, apontou nulidades no parecer e disse que seria necessário nomear um “defensor dativo” do parecer porque ninguém o defende. “O relatório é ruim, é fraco”, afirmou. “No relatório não se ouve a voz da defesa”, reclamou. O deputado lamentou que o País viva tempos onde todos são acusadores, “não há mais distinção entre juiz e acusador”.
Antes do petista, o peemedebista Lelo Coimbra (ES) defendeu o afastamento de Dilma. O parlamentar disse que o governo promove “a maior feira de xepa dos últimos tempos” ao negociar cargos e lembrou que “até mesmo Paulo Maluf (PP-SP) manifestou espanto com o tema”. “A presidente não pode se eximir de suas responsabilidades”, afirmou.
Até o momento, 11 parlamentares de uma lista de 116 membros e não-membros discursaram na sessão. A previsão é que a sessão de debates termine entre 3h e 4h desta madrugada.

Polícia divulga fotos de suspeitos de roubar R$ 100 mil em megahair no Batel


Da Redação
Rosa aparece do lado esquerdo da imagem (Foto: Divulgação)
Rosa aparece do lado esquerdo da imagem (Foto: Divulgação)

A Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba divulgou nesta sexta-feira (8) a foto de dois homens suspeitos pelo roubo de R$ 100 mil em apliques de cabelo (megahair) de um salão de beleza do bairro Batel, em Curitiba. De acordo com a polícia, o crime aconteceu no último dia 16 de fevereiro.
Um dos envolvidos foi identificado como Carlos Felipe da Rosa, 25 anos, que também é suspeito de participar de mais um assalto a uma lotérica situada no bairro Pinheirinho, na capital. Um mandado de prisão e outro de busca e apreensão chegaram a ser cumpridos contra o suspeito nesta sexta, no bairro Sítio Cercado, porém Rosa não foi encontrado.
Rosa possuí duas passagens pela polícia por roubo. Investigações apuraram também que ele age sempre com o auxilio de um comparsa, o qual ainda não foi identificado pela polícia.
O suspeito de camiseta branca que aparece no vídeo ainda não foi identificado. Rosa é considerado foragido.
Qualquer informação que possa levar a Polícia Civil até Rosa ou ao outro suspeito podem ser encaminhadas anonimamente à DFR pelo telefone (41) 3218-6100.

Painel que mostra como cada deputado do Paraná vai votar no impeachment é instalado na Rua XV


Por Felipe Ribeiro
Painel foi instalado na Rua XV de Novembro (Foto: Colaboração)
Painel foi instalado na Rua XV de Novembro (Foto: Colaboração)

Por iniciativa da Associação Comercial do Paraná (ACP) e do movimento “Mais Brasil, Eu Acredito”, foi instalado nesta sexta-feira (8), no Calçadão da Rua XV de Novembro, no Centro de Curitiba, um painel que mostra como cada deputado do estado irá votar no processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Até o momento, estima-se que 19 dos 32 parlamentares do estado sejam favoráveis ao afastamento da presidente.
De acordo com o vice-presidente da ACP, Gláucio Geara, as entidades entendem que é importante que todos os cidadãos saibam como os deputados irão votar. “Nós temos aqui na frente da associação um fluxo de aproximadamente duas mil pessoas por hora, de todas as classes sociais, e que estão parando para avaliar e tomar um conhecimento do processo”, disse.
Nesta semana, o relator do processo de impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), acatou o pedido para dar prosseguimento ao processo que visa ao impedimento da presidente Dilma por crimes de responsabilidade. O pedido foi apresentado pelos advogados Miguel Reale Junior, Janaina Paschoal e Hélio Bicudo.
A expectativa é que a votação do relatório na segunda-feira (11). Se o parecer for aprovado na comissão, terá de seguir para votação em plenário, onde são necessários pelo menos 342 votos dentre os 513 deputados para que a abertura do processo seja autorizada. Se autorizada, o processo segue para o Senado, que é a instância julgadora, responsável por determinar se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade.
Para a coordenadora do “Mais Brasil, Eu Acredito”, Rafaela Pilagallo, essa é a reta final do processo e todos estão sentindo a crise. “Agora é uma questão nacional de querer uma mudança no governo. O painel já está em algumas cidades do Brasil e, como nosso grupo está fazendo um trabalho com os indecisos e os contrários, nosso placar mostra email e telefone. Queremos que a população cobre e participe do momento”, afirmou.
O jornal O Estado de São Paulo fez um levantamento de como cada deputado irá votar no processo. Confira como cada paranaense deve votar:
Favoráveis ao impeachment:
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Nelson Padovani (PSDB)
Paulo Martins (PSDB)
Osmar Serraglio (PMDB)
Dilceu Sperafico (PP)
Marcelo Belinati (PP)
Leopoldo Meyer (PSB)
Luciano Ducci (PSB)
Evandro Roman (PSD)
Sandro Alex (PSD)
Christiane Yared (PR)
Luiz Nishimori (PR)
Fernando Francischini (SD)
Takayama (PSC)
Rubens Bueno (PPS)
Alex Canziani (PTB)
Leandre (PV)
Diego Garcia (PHS)
Alfredo Kaefer (PSL)
Contrários ao impeachment:
Enio Verri (PT)
Zeca Dirceu (PT)
Nelson Meurer (PP)
Ricardo Barros (PP)
Toninho Wandscheer (PROS)
Indecisos:
Hermes Parcianello (PMDB)
Assis do Couto (PDT)
Aliel Machado (Rede)
Não responderam:
João Arruda (PMDB)
Sergio Souza (PMDB)
Giacobo (PR)

Familiares e amigos vão a velório do ator Flávio Guarnieri em São Paulo


Filho de Gianfrancesco Guarnieri morreu na noite desta quinta-feira, 7, aos 56 anos, vítima de leucemia.

Rodrigo SoaresDo EGO, no Rio
Caixão de Flávio Guarnieri deixa velório (Foto: Iwi Onodera / Ego)Caixão de Flávio Guarnieri deixa velório (Foto: Iwi Onodera / Ego)
Familiares e amigos de Flávio Guarnieri se reuniram na tarde desta sexta-feira, 8, no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, Zona Leste de São Paulo para o velório do ator. Segundo Tiago Trigo, um amigo da família, Flávio morreu em decorrência de complicações de uma leucemia aos 56 anos na noite desta quinta-feira, 7. Por uma decisão da família, o caixão permaneceu fechado durante toda a cerimônia.
Flávio Guarnieri (Foto: Reprodução/Facebook)Flávio Guarnieri (Foto: Reprodução/Facebook)
Por volta das 16h10 o caixão com o corpo de Flávio deixou a sala de velório São Pedro e  foi para o crematório da Vila Alpina. Durante a cerimônia de cremação, que durou cerca de dez minutos, tocaram as músicas "Upa neguinho", com Elis Regina, e "Nós não usa os blequetais", de Adoniran Barbosa.
A atriz Bárbara Bruno, filha de Paulo Goulart e de Nicette Bruno, foi acompanhada da filha, Vanessa Goulart, e da amiga Cris Simões, dar o último adeus ao ator. "A gente sempre conviveu muito, na vida e profissionalmente, trabalhamos juntos, dividimos palco. Tínhamos uma convivência grande e eterna, e no palco seremos sempre eternos. Eu, Paulo, Paulão, Guarnieri... Ele era muito querido", disse ela.
A atriz Tuna Dwek relembrou a amizade com Flávio e quando trabalharam juntos na televisão. "Éramos muito amigos, nos tratávamos por 'maninho' e 'maninha'. Ainda não acredito. Trabalhei com o pai dele na novela 'Cortina de Vidro', em 1989. Conheci todos bem pequenos, somos amigos desde os anos 1980. O teatro perde muito sem ele."
Carreira no teatro e na TV
O último trabalho do ator foi a peça "Irmãos, irmãos... Negócios à parte", em que autou ao lado do irmão, Paulo Guarnieri. Antes, Flávio ganhou reconhecimento em novelas como "Transas e Caretas" (de 1984, na Globo) e "Amigas e Rivais (de 2008, seu último trabalho na TV, realizado no SBT). Em 1981 o ator recebeu o APCA (prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte) como ator revelação na categoria televisão por conta de seu trabalho na novela "Os Adolescentes", da Bandeirantes.
EGO NAS REDES SOCIAIS

Velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)Velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)
Caixão de Flávio Guarnieri deixa velório (Foto: Iwi Onodera / Ego)Caixão de Flávio Guarnieri deixa velório (Foto: Iwi Onodera / Ego)
Caixão de Flávio Guarnieri deixa velório (Foto: Iwi Onodera / Ego)Caixão de Flávio Guarnieri deixa velório (Foto: Iwi Onodera / Ego)
Caixão de Flávio Guarnieri deixa velório (Foto: Iwi Onodera / Ego)Caixão de Flávio Guarnieri deixa velório (Foto: Iwi Onodera / Ego)
Velório Flávio Guarnieri (Foto: Ego )Coroa de flora no velório do ator Flávio Guarnieri (Foto: EGO)
Francisco Guarnieri, no velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)Francisco Guarnieri, no velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)
Barbara Bruno, no velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)Barbara Bruno, no velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)
Vanessa Goulart, no velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)Vanessa Goulart, no velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)
Velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)Velório de Flávio Guarnieri (Foto: Iwi Onodera/EGO)
Tuna Dwek (Foto: Iwi Onodera / Ego)Tuna Dwek (Foto: Iwi Onodera / Ego)
Tuna Dwek (Foto: Iwi Onodera / Ego)Tuna Dwek (Foto: Iwi Onodera / Ego)