Por impeachment, Cunha vai pressionar Gim a fazer delação


Diego Padgurschi/Folhapress
Gim Argello é preso na Operação Lava Jato
O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) é preso na Operação Lava Jato

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Em mais uma estratégia contra o governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e aliados pretendem pressionar o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), principal alvo da 28ª fase da Operação Lava Jato deflagrada na manhã desta terça-feira (12), a aceitar um acordo de delação premiada.
O ex-senador foi vice-presidente da CPI da Petrobras que aconteceu no Congresso em 2014. Em tratativas que ocorreram de maio a julho de 2014 com empreiteiros da UTC e OAS, Gim teria acertado a não convocação desses executivos à comissão de inquérito.
As conversas sobre a tentativa de convencimento do ex-parlamentar ocorreram na casa de Cunha essa manhã e seguiram até a hora do almoço, em seu gabinete na Câmara. A ideia do grupo é fazer chegar a Gim o recado de que "a prisão preventiva pode não ser apenas preventiva" e que ele "deveria entregar logo quem comandou a negociação na CPI".
Eles acreditam que o depoimento do político, preso preventivamente sob suspeita de atuar para barrar investigações na CPI da Petrobras, em 2014, pode impulsionar um aumento do movimento pró-impeachment.
No domingo (17), o processo deve ser votado na Câmara dos Deputados. O grupo de Cunha contabiliza pelo menos 340 votos a favor do afastamento da presidente do cargo. Não acreditam que haja tempo hábil para um acordo de delação de hoje até lá.
Trabalham, contudo, com o cenário no qual a delação de Gim chegue a tempo da votação da admissibilidade do impeachment pelo Senado. Embora as contabilidades de grupos favoráveis à saída de Dilma já mostrem um possível isolamento do PT e do PC do B caso o processo seja aprovado na Câmara, há um temor de que o governo consiga, até a data prevista para a votação no Senado, no fim de maio, dar a volta por cima. O depoimento do ex-senador viria barrar isso.
Investigadores da Lava Jato apontam que Argello indicou a conta corrente da Paróquia São Pedro de Taguatinga, no Distrito Federal, para receber parte da propina da OAS. Foram pagos, de acordo com o Ministério Público, R$ 350 mil. A coligação de Gim na campanha também teria recebido R$ 5 milhões por meio de doações oficiais da UTC. 

Juíza suspende nomeação de Aragão para o Ministério da Justiça


Por Jovem Pan
fonte: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Eugênio Aragão havia sido anunciado como ministro no dia 14 de março
A juíza Luciana Raques Tolentino de Moura, da 7ª Vara do Distrito Federal, suspendeu nesta terça-feira (12) a nomeação de Eugênio Aragão para o Ministério da Justiça.
O fato de Aragão pertencer aos quadros do Ministério Público Federal é o que fundamenta a decisão da juíza federal substituta, que concedeu liminar suspendendo a posse.
De acordo com a juíza, “a posse [de Aragão] em outro cargo de confiança somente poderia se dar com a total desvinculação do MP, seja pela via da exoneração ou da aposentadoria, a fim de se preservar a independência da instituição Ministério Público pois certamente surgiriam situações de choque de interesses com as demais instituições republicanas, no que seus colegas procuradores se sentiriam constrangidos, para dizer o mínimo, em atuar contra pessoa que ao depois retornará para o MP. Tal situação não se adequa à lógica de pesos e contrapesos posta na Carta Política de 88”.
Luciana Raques Tolentino de Moura, na decisão, citou ainda que "o perigo de dano é evidente, pois o novo ministro nomeado encontra-se atuando plenamente, no que se evidencia ameaça à ordem constitucional estabelecida posta na independência do MP e vedações aos seus membros".
Eugênio Aragão havia sido anunciado como ministro no dia 14 de março, em nota divulgada pelo Governo, no lugar de Wellington César Lima e Silva, que havia tomado posse 11 dias antes. Ele entrou no Ministério Público Federal em 1987 e coordenou áreas como a de Direitos das Populações Indígenas, defesa do Patrimônio Público e já tinha sido dirigente da Associação Nacional dos Procuradores da República.
No dia 09 de março, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal votou pela exoneração do até então ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Os integrantes da Corte entenderam que ele, por ter cargo vitalício de procurador do Ministério Público da Bahia, não poderia ocupar o cargo.
Dois dias após sua nomeação, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seccional de São Paulo, divulgou nota na qual manifestava "repúdio" à nomeação do subprocurador-geral da República Eugênio Aragão para o cargo de ministro da Justiça. Assim como a juíza de Brasília, a OAB-SP entendeu que a Constituição proibiu o deslocamento para cargos no Executivo de promotores e procuradores que ingressaram no Ministério Público após 1988; Aragão ingressou antes.

O gordo colchão de Gim Argello


O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) deixa sua residência nesta terça-feira, 12, escoltado por agentes da Polícia Federal
O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) deixa sua residência nesta terça-feira, 12, escoltado por agentes da Polícia Federal, no Lago Sul, em Brasília. Ele será levado para a Superintendência da PF em Brasília. O parlamentar é alvo da 28ª fase da operação Lava Jato, que investiga corrupção na CPI da Petrobras, batizada de Vitória de Pirro(Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Principal alvo da 28ª fase da Operação Lava Jato, Gim Argello é um sujeito precavido, do tipo que sempre tem um dinheirinho à mão para qualquer emergência. A tese é comprovada pela lista de bens fornecida por Gim ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2014 - e indica que o colchão do ex-senador deve ter recebido atenção especial dos agentes da Polícia Federal que bateram hoje à sua porta. No pleito daquele ano, em que não conseguiu se reeleger ao Senado, Gim declarou à Justiça Eleitoral manter sob sua posse nada menos que 800.000 reais em dinheiro vivo, o equivalente a 18% de seu patrimônio total declarado, de 4,5 milhões de reais. O mais novo hóspede da carceragem da PF em Curitiba conseguiu superar até a presidente Dilma Rousseff em termos de aversão ao sistema bancário. A petista declarou ao TSE em 2014 possuir 152.000 reais em espécie. (João Pedroso de Campos, de São Paulo)

Votação do impeachment começa na sexta; votação será no domingo


Presidente da Câmara apresentou roteiro em reunião de líderes. 
Deliberação será marcada para 14h do próximo domingo (17). 

Nathalia Passarinho e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou nesta terça-feira (12) aos líderes partidários que a discussão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff vai ter início às 8h55 da próxima sexta (15) e a votação será a partir de 14h de domingo (17). A informação foi passada pelos deputados Bruno Araújo (PSDB-PE) e Pauderney Avelino (DEM-AM), líder do DEM, que participaram da reunião, e confirmada por interlocutor do presidente da Câmara.

Nesta segunda-feira (12), a comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputadosaprovou, por 38 votos a 27, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) favorável à abertura do processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. O relatório segue agora para análise no plenário da Casa.

Na reunião de líderes desta terça, Cunha entregou aos parlamentares uma síntese do processo de discussão do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello e disse que seguiria o mesmo roteiro. A sessão de sexta terá início com fala da acusação (autores do pedido de impeachment) e da defesa, que deve ser feita pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.
Fala da defesa e da acusação
Tanto os autores do pedido de impeachment quanto a defesa da presidente terão 25 minutos para falar. Em seguida, os representantes de cada um dos 25 partidos políticos terão direito de falar por uma hora. Os líderes das siglas indicarão até cinco deputados para discursar.

Os líderes também poderão discursar em todas as sessões – o tempo é proporcional ao tamanho das bancadas e varia de 3 a 10 minutos. A ordem dos discursos do partido será da legenda com maior bancada para a menor.

Sábado
No sábado, às 11h, será aberta sessão para manifestação individual de deputados. Cada um terá três minutos para falar, conforme a ordem de inscrição. Haverá alternância entre discursos favoráveis e contrários à continuidade do processo de impeachment.

O relator do processo, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), tem direito de falar depois de cada orador, mas pode optar por se pronunciar ao final de todas as manifestações. Deputados poderão apresentar requerimento pedindo o encerramento da discussão após a fala de quatro deputados.
Domingo
No domingo, a sessão será aberta às 14h para votação, havendo a necessidade de quórum mínimo de 51 deputados para votar. O presidente da Câmara também está apto a votar.

Os líderes de todos os partidos poderão falar para orientar o voto de suas bancadas. Logo em seguida, será iniciada a votação. Cada parlamentar será chamado pelo nome e terá 10 segundos para anunciar o voto. Cunha vai anunciar nesta quarta (13) se a chamada para votação será por ordem alfabética ou por região.
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A expectativa, inicialmente, era que o presidente da Câmara começasse a chamada por deputados do Sul e Sudeste, para gerar um clima “pró-impeachment” até o posicionamento de parlamentares do Norte e Nordeste, onde supostamente o governo teria mais apoio. Segundo deputados, Cunha ainda não definiu, oficialmente, qual será a ordem. Na votação do impeachment de Fernando Collor, a votação ocorreu por ordem alfabética.
Durante a deliberação, não caberá tempo de líder nem qualquer outra interrupção. Os deputados que estiverem ausentes serão chamados nominalmente após a primeira chamada. Somente um microfone ficará disponível para o anúncio do voto durante a deliberação.

Em reunião, PP na Câmara decide apoiar impeachment


Em reunião a portas fechadas no plenário 14 da Câmara dos Deputados, a bancada do PP decidiu apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Apesar de o resultado não ter sido divulgado oficialmente – a reunião não tinha terminado até a última atualização desta nota – deputados do partido informaram ao Blog que já há maioria em favor do apoio à abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e ao desembarque da sigla do governo. Inicialmente, a reunião trataria somente a respeito do desembarque do partido da base aliada do governo.

De forma reservada, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), já avisou ao membros da legenda que, assim que receber o comunicado da bancada da Câmara sobre a saída do governo, o partido entregará o cargo do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi.

Ciro Nogueira informou a deputados do PP que o partido deve entregar o cargo ainda nesta terça. O Palácio do Planalto já foi alertado desse movimento.

O PP era o principal partido com o qual o governo negociava a distribuição dos cargos resultantes da saída do PMDB. Entre os cargos que chegaram a ser oferecidos ao PP estavam o Ministério da Saúde e a presidência da Caixa Econômica Federal. 

No Palácio do Planalto, o governo já está extremamente preocupado com o efeito da saída do PP da base aliada.

Dilma ladeira a baixo. Impeachment, ladeira acima


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do Ricardo Noblat
Contas feitas e refeitas ontem à noite, depois da reunião da Comissão Especial do Impeachment, o vice Michel Temer (PMDB-SP) e seus auxiliares mais próximos foram dormir convencidos de que já dispõem dos 342 votos necessários para que a Câmara dos Deputados, no próximo domingo, aprove o afastamento de Dilma da presidência.
“Hoje, já temos algo como 350 votos”, revelou o deputado Mendonça Filho (DEM-PE), o coordenador do comitê do impeachment. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, é mais otimista. À tarde achava que o impeachment contava com 370 votos. À noite, admitia que o número mais realista talvez fosse de 380.
Faz sentido, sim. Ruiu a barreira construída pelos partidos PP, PDS e PR para reter votos garantidos há mais de uma semana ao governo. O PP, presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI), tem 51 votos. Nogueira prometera 40 ao governo para derrotar o impeachment. Talvez não entregue seis. Dois terços dos deputados já apoiam Temer.
O deputado Maurício Quintella (Al) renunciou à liderança do PR para votar a favor do impeachment na Comissão Especial. O PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto tem 40 votos. Há uma semana, 25 eram contra o impeachment, 8 a favor e 7 se absteriam de votar. Os 25, no momento, estão reduzidos a 10.
O ministro Gilberto Kassab, de Cidades, presidente do PSD, havia liberado os 30 deputados do partido para votarem como quisessem. Mesmo assim calculava que 20 votariam contra o impeachment. Refez os cálculos: os 20, hoje, não passam de 8. Faz um mês que Kassab se encontrou com Temer em São Paulo. E pôs o PSD à disposição dele.
No meio da tarde de ontem, ainda a bordo do avião que o levou do Recife a Brasília, Humberto Costa (PT-PE), líder do governo no Senado, disse a um amigo que a situação de Dilma estava cada vez mais difícil. Se o impeachment fosse aprovado na Comissão por uma diferença de 5 a 8 votos, ainda haveria esperança de barrá-lo no plenário da Câmara.
Mas se a diferença fosse de 10 ou mais votos, a tendência da Câmara seria dar os 342 votos para aprová-lo no plenário. A diferença foi de 11 votos. Note-se: grande parte da Comissão reuniu os nomes mais confiáveis à disposição do governo dentro dos partidos que dizem apoiá-lo. Ainda assim, 58,7% dela votaram pela aprovação do impeachment.
O que explica o enfraquecimento repentino das chances de Dilma manter-se na presidência? Não foi repentino. Pode ter parecido repentino. Mas o número de deputados favoráveis ao impeachment só tem feito crescer nos últimos 15 dias – antes de forma ainda lenta e gradual e, nos últimos sete dias de forma acelerada.
O governo só tinha uma coisa a oferecer em troca de votos contra o impeachment: cargos. Sim, e liberação de verbas para obras em redutos eleitorais. Ora, isso Temer também pode dar. De resto, ele representa uma expectativa de poder. Dilma? Uma certeza de agravamento das crises que assolam o país. Dilma cheira a fim de festa, farejam os deputados.
A um político, o governo – qualquer governo – pode pedir tudo. Até a honra. Só não pode pedir que se suicide.

Rossoni volta à Câmara na sexta para votar pelo impeachment de Dilma


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O deputado federal Valdir Rossoni (PSDB) vai reassumir o cargo na sexta-feira (15) para votar favoravelmente ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Estarei em Brasília para cumprir o compromisso assumido com meus eleitores. Ele traduz o desejo da maioria dos brasileiros – o de tirar o país do caos e riscar essa página negra da nossa história”, disse Rossoni, que há quase um mês se licenciou da Câmara Federal para assumir a chefia da Casa Civil do governo do Paraná.
O tucano diz não ter dúvida de que o plenário da Câmara aprovará o afastamento de Dilma, mas acredita ser fundamental a manifestação do povo nesses dias que antecedem a votação final, que deve ocorrer no próximo domingo. Para o impeachment ser aprovado, e seguir para o Senado, são necessários os votos de 342 dos 513 deputados.
“Estamos vendo o desespero de quem está com a água pelo nariz. Isso fez com que, além de quebrar o país e se afundar na corrupção, agora tentem comprar votos e ‘apoiadores’ com dinheiro público para tentar reverter o que já não tem mais jeito. É preciso que a população vá para as ruas, que os eleitores pressionem os deputados que escolheram para que deem um fim nisso”, afirmou Rossoni.
Valdir Rossoni disse que a derrota do governo na comissão especial que aprovou a abertura do processo de afastamento da presidente mostrou que a história de que há um golpe em andamento, como insistem em dizer os apoiadores de Dilma, é mais uma invenção de quem quer se manter no poder. “Eles usam aquela tática de que ao repetir uma mentira mil vezes ela pode se tornar verdade”.
“O governo petista teve a primeira derrota pelo voto da maioria, numa decisão democrática. Assim será na segunda votação. Tudo em absoluto respeito à Constituição”, afirma. “Há provas suficientes de que houve crime de responsabilidade, omissão, conivência com ilícitos nocivos aos cofres públicos e que detonaram a economia do país. Golpe foi o rombo que a inconsequência deste governo causou no bolso dos brasileiros.”
Rossoni acredita que, com o voto dele, vai contribuir para a retomada da governabilidade e dos investimentos. “Os próximos governos terão muito trabalho pela frente para reparar todos os estragos feitos pelo PT nos 13 anos que ficaram no poder. Cada ano de governo de Lula e de Dilma equivale a dez anos para reconstruir. O impeachment é a esperança que o brasileiro precisa ter na retomada do caminho do crescimento e a garantia de tranquilidade e uma vida melhor às futuras gerações.”
Valdir Rossoni disse que a única condição que impôs ao governador Beto Richa para assumir a Casa Civil foi ser liberado para votar a favor do processo de impeachment na Câmara. Com o retorno de Rossoni, o deputado federal Paulo Martins (PSDB) volta à suplência até a próxima segunda-feira.

Na Câmara, 72% dos deputados devem votar pelo impeachment


A maior parte dos deputados federais está decidida a votar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no plenário da Câmara. Já são 299 parlamentares a favor do impedimento da petista e apenas 123 contra, de acordo com o “placar do impeachment”, publicado diariamente no Estadão. Somando aos favoráveis a quantidade de indecisos (48) e sem resposta (43), a oposição caminha para alcançar sem dificuldades os 342 votos necessários para que a proposta seja aprovada.
Tendo como base os números de segunda-feira (11), o jornal calculou que, dos 106 votos ainda não declarados, aproximadamente 75 serão favoráveis ao afastamento, dando à oposição um total de 367 votos. Ou seja, a estimativa é de que cerca de 72% dos deputados devem votar pelo impedimento de Dilma.
Foram feitos também exercícios para identificar os casos mais favoráveis ao governo e à oposição. Com base em 1.000 simulações, o impeachment teria entre 357 e 375 votos a favor.

PARÓQUIA TAMBÉM RECEBEU DOAÇÕES DA ANDRADE GUTIERREZ



A Lava Jato pediu explicações ao padre Moacir de Carvalho sobre o depósito de R$ 350 mil da OAS na conta da Paróquia São Pedro, em Taguatinga. Na resposta, ele disse que o dinheiro foi uma "doação" para a festa de Pentecostes.
Segundo o padre, o deputado Washington Mesquita e o ex-senador Gim Argello, preso hoje na Operação Vitória de Pirro, intermediaram a doação. Moacir disse que Gim "não mediu esforços" para levantar os recursos.
O pároco também revelou que a Andrade Gutierrez doou R$ 300 mil para o mesmo evento. Quem conseguiu a "doação" da Andrade Gutierrez foi o ex-governador Agnelo Queiroz, provavelmente lançando mão do contrato superfaturado do estádio Mané Garrincha.

O naufrágio de Dilma e o desembarque do PP



Enquanto os deputados do PP decidem a portas fechadas o posicionamento do partido na votação do impeachment, assessores ligados ao MBL colocam para tocar em um celular o tema de Titanic.
É uma boa trilha para o naufrágio de Dilma.

O desembarque do PP

Deputados do PP reunidos neste momento para bater o martelo sobre o encaminhamento da bancada na votação do impeachment de Dilma.
Estão expulsando os jornalistas. Querem privacidade.

Em discurso, Dilma chama Temer e Cunha de ‘chefe e vice-chefe do golpe’




Em um duro discurso direcionado ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a presidente Dilma Rousseff afirmou, sem citá-los nominalmente, que “existem dois chefes do golpe que agem em conjunto e de forma premeditada”.
Em evento com representantes do setor de educação nesta terça-feira, 12, Dilma se referiu aos políticos como “chefe e vice-chefe do gabinete do golpe” que estão tentando montar uma fraude para interromperem, no Congresso, o mandato dela.
A saraivada de críticas de Dilma começou quando a presidente citou o vazamento, ontem, de áudio no qual Temer fala como se o processo de admissibilidade do impeachment já tivesse sido aprovado na Câmara, em votação prevista para Domingo.
Temer assumiu o áudio e atribuiu o vazamento a um equívoco. “Vivemos tempos estranhos e preocupantes; tempos de golpe, de farsa e de traição. Ontem utilizaram a farsa do vazamento para difundir a ordem unida da conspiração”, afirmou. “Conspiram abertamente, à luz do dia, para desestabilizar uma presidente legitimamente eleita”, emendou Dilma, sob os gritos de “Fora Temer” dos presentes.
Para a presidente, as calúnias contra ela ocorrem enquanto “leiloam posições no gabinete do golpe, no governo dos sem-voto”, numa referência às negociações feitas para a formação de um governo caso ela seja afastada. O vazamento do áudio foi, de acordo com a presidente, um disfarce para o golpe. Com a atitude, avaliou Dilma, “subestimaram a inteligência dos brasileiros e brasileiras”.
No áudio, segundo ela, “um dos chefes da conspiração”, no caso Temer, assume a condição de presidente da República, “gesto que revela a traição a mim e, ainda, à democracia, e explicita que esse chefe conspirador também não tem compromissos com o povo”. Dilma acrescentou que a acusam de usar expedientes escusos, “me olhando pelo espelho deles”.
Numa tentativa de colocar Temer contra os parlamentares, a presidente disse no discurso que o vice atropela ritos em curso no Congresso Nacional “em completo desrespeito ao Legislativo”. Para ela, isso seria “uma traição” a ela e à democracia.”
A presidente ironizou ainda o fato de Temer dizer, na gravação, que pensa em manter as conquistas sociais do governo dela e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre elas o Bolsa Família. “Como se conquistas sociais se pensasse, ou não, em manter”, desabafou. “É uma atitude de arrogância e desprezo pelo povo. Se ainda havia uma dúvida que há um golpe de estado em andamento, não há mais”.
Dilma disse não saber exatamente quem é o “chefe ou o vice-chefe do gabinete do golpe” e que estão “tentando montar uma fraude para interromper no Congresso” o mandato dela. Mas a presidente, sempre sem citá-los nominalmente, se referiu a Cunha como a “mão, não tão invisível assim, que conduz desvios de poder e abusos inimagináveis no processo de impeachment” e a Temer, como o “outro (que) esfrega as mãos e ensaia a farsa do vazamento de um pretenso discurso de posse”.
Para a presidente, o relatório aprovado ontem na comissão da Câmara é frágil e o processo contra ela é comandado pelos que pretendem rasgar os mais de 54 milhões votos que obteve em 2014 e ainda os dos que não votaram nela e respeitaram o processo democrático. “Os golpistas tentarão de tudo, nos intimidar, nos tirar das ruas. Vazamentos ilegais e acusações sem provas podem acontecer”, afirmou. “Mas fiquem atentos, não aceitem provocações; não somos do ódio, somos da paz”, concluiu.
Dilma, que tem feito pelo menos dois discursos por semana contra os ataques que vem sofrendo. Dilma voltou a avisar que vai vencer a votação de domingo e a partir de hoje estará ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir as estratégias e próximos passos para convencer os indecisos e aqueles que mudaram de lado.

Casos de H1N1 adiantam procura por vacina e formam grandes filas em laboratórios de Curitiba


Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Os casos já confirmados de H1N1 em vários estados do país, incluindo o Paraná, adiantaram a procura pela vacina de combate à doença. Em Curitiba, nesta terça-feira (12), eram grandes as filas em laboratórios privados, um esforço que muitos apontam como necessário antes mesmo do inverno chegar. Até o momento, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba confirmou três casos de Influenza A-H1N1, apesar de haver a suspeita de mais nesta última semana. A morte de uma gestante foi confirmada em São José dos Pinhais.
Foto: Antônio Nascimento - Banda B
Foto: Antônio Nascimento – Banda B
Ricardo Fernandes é um destes pacientes, que esteve com a mãe e o pai no Frischmann Aisengart do bairro Batel. Em entrevista à Banda B ele explicou que costuma sempre tomar a vacina em meados de junho, mas optou por adiantar em 2015 devido ao surto em outras regiões do país. “Meus pais tem atendimento preferencial e já estão sendo atendidos, mas para mim agora a espera é de aproximadamente 50 pessoas na fila. Procurei em outros locais e já há até esgotamento em alguns locais”, disse.
Segundo a diretora médica do Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli, a antecipação é importante para a população, mas não há ainda um motivo de urgência para tanta procura. “Nós temos que nos procurar, mas não podemos entrar em pânico com tudo isso. Os números de morte no nosso estado estão dentro do esperado para o nosso estado”, disse em entrevista ao radialista Geovane Barreiro.
A vacina de 2016 tem uma composição diferente da do ano passado e segue as recomendações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Existem inúmeros tipos de vírus Influenza A e B e, a cada ano, a Anvisa recomenda as cepas que devem ser acrescentadas na vacina. A vacina trivalente contém três cepas e a quadrivalente é composta por quatro cepas: A/H1N1, A/H3N2, B/Brisbane e B/Phuket. Na vacina que deve ser disponibilizada à rede pública, a diferença está com a ausência de proteção para uma das cepas do vírus B.
Segundo Myrna, a principal complicação da H1N1 em relação às demais gripes é o quadro de pneumunite, que é uma síndrome respiratória. “Isso é um quadro de inflamação nos pulmões que atrapalha a respiração e faz a pessoa entrar em estado de pouca oxigenação do organismo, que é muito perigoso. Muitas vezes é necessário oxigênio e aparelhos para fazer a respiração, mas a maioria das pessoas não chega a ter sintomas tão graves”, explicou.
No laboratório Frischmann Aisengart, a vacina custa R$ 90 e pode ser adquirida nas unidades Batel, Alto da XV e Xaxim. Para mais informações, qualquer pessoa pode ligar para o telefone 4004-0103.
Cuidados
O registro de casos de H1N1 reforça a orientação da SMS para toda a população de cuidados de higiene que devem ser tomados diariamente, todos os dias do ano. Entre os cuidados estão lavagem frequente das mãos, principalmente antes de tocar olhos, nariz e boca; manter locais arejados; cobrir a boca ao tossir ou espirrar; e evitar aglomerações. Em caso de gripe ou resfriado, o paciente deve fazer repouso, manter o corpo hidratado e, se necessário, buscar atendimento médico.

Placar da comissão do impeachment não pode ser transposto para o Plenário


O jogo ainda segue indefinido: nem o Planalto pode respirar aliviado nem oposição cantar vitória

TALITA FERNANDES
11/04/2016 - 22h28 - Atualizado 11/04/2016 22h34
Apesar do cenário desfavorável ao governo, o placar desta segunda-feira (11), devitória da oposição por 58,46% dos votos (38 a 27), não pode ser automaticamente transposto para o Plenário. O jogo ainda segue indefinido: nem o Planalto pode respirar aliviado nem oposição cantar vitória. NaComissão Especial do Impeachment,  a aprovação do relatório favorável ao prosseguimento do processo de impeachment se dá por maioria simples. No Plenário da Câmara, a quem cabe a palavra final sobre a autorização para processar a presidente no Senado, é preciso que a oposição conquiste maioria qualificada, ou seja, dois terços dos votos, o que equivale a 342 apoiadores.
Embora tente dizer que está tranquilo com a votação no Plenário, onde diz contar com 200 votos, o governo dá sinais de que está preocupado com a sessão prevista para o fim de semana. Governistas têm questionado a fala do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que diz que decidirá na hora a ordem da votação. O governo teme por um início pelas bancadas do Sul, de maioria oposicionista, por acreditar que isso pressionará os indecisos a acompanhar uma eventual maioria a favor do impeachment.
O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) levou tal questionamento ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas teve pedido de liminar negado pelo ministro Edson Fachin. O deputado pedia que a Corte definisse a ordem de votação: começando do Norte para o Sul; intercalando bancadas do Norte com Sul; ou por ordem alfabética, como foi no processo do ex-presidente Fernando Collor, em 1992. Tudo para evitar que as bancadas do Norte e Nordeste – supostamente mais governistas – ficassem por último e se sentissem pressionadas a votar pelo impeachment impulsionadas pelos votos precedentes dos parlamentares das demais regiões, anti-governo. 
A vitória da oposição se deu com 10 lideranças partidárias orientando suas bancadas para votar pela aprovação do relatório de Jovair Arantes (PTB-GO). Outros 9 líderes recomenderam a rejeição do relatório e 5 partidos liberaram os deputados para votarem como quisessem. PP, PMDB, que são partidos importantes da base, liberaram seus deputados. Já o PR e o PSD, partidos com os quais o governo conta para derrubar o impeachment no Plenário, orientaram as bancadas a rejeitar o impeachment. Apesar der ser do PSD, o presidente da comissão, Rogério Rosso, votou pela aprovação do relatório. Já Maurício Quintella Lessa deixou a liderança do PR para não descumprir a recomendação de seu partido. Quintella, que é favorável ao impeachment, não compareceu à sessão para votar.
Comissão Especial aprova o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff  (Foto: Sérgio Lima/ÉPOCA)

Refúgio no TCU



Em nota divulgada há pouco, o deputado Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara, levanta suspeitas sobre as intenções de Dilma em ter indicado para ministro do TCU Gim Argello, preso hoje bem cedinho.
"O governo da presidente Dilma, seus aliados e as empreiteiras investigadas atuaram sem escrúpulos para blindar investigados pelas CPIs", afirma.
No TCU, os auditores que impediram Gim de se refugiar por lá não têm qualquer dúvida disso.

Deputado Flávio Bolsonaro troca tiros na Barra da Tijuca


Caso aconteceu durante uma tentativa de assalto nesta terça-feira (12).
Um dos criminosos teria sido baleado pelo parlamentar, segundo assessor.

Do G1 Rio
Carro do deputado Flávio Bolsonaro foi atingido por seis disparos no banco da frente (Foto: Reprodução/Facebook)Carro do deputado Flávio Bolsonaro foi atingido por seis disparos no banco da frente (Foto: Reprodução/Facebook)
O deputado Flávio Bolsonaro (PSC) trocou tiros com criminosos na manhã desta quarta-feira (12), na Avenida das Américas, Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
De acordo com a assessoria do deputado, o parlamentar passava de carro pela via, em companhia de um segurança, quando foi abordado por dois homens numa moto, que teriam tentado assaltá-lo.
O segurança do deputado sacou sua arma, mas os criminosos atiraram primeiro, sem no entanto ferir os ocupantes do carro. Bolsonaro então efetuou disparos com sua própria arma e teria ferido um dos criminosos, que fugiu. Após a ocorrência, o deputado seguiu para registrar o caso na 16ª DP (Barra).