A conta do especialista: 368 votos



Eliseu Padilha conversou agora com O Antagonista. Responsável por mapear a votação, ele disse que, na sua última aferição, feita às 20h22, havia 368 votos pró-impeachment e 142 contra. Restavam, portanto, três indecisos.
"Nossa meta é chegar ao dia da votação com 375 votos assegurados. Faltam apenas 7", disse Padilha.

Imbassahy: "Manobra de hoje é gravíssima"



Antonio Imbassahy emitiu uma nota sobre a abertura de créditos suplementares por Dilma Rousseff, no valor de 76,4 milhōes de reais, noticiada por O Antagonista. O dinheiro foi transferido da Segurança Pública e do IBGE para a propaganda da Presidência da República.
Eis a nota:
“Essa manobra é gravíssima. Além de deixar clara a intenção do Governo de continuar usando a comunicação institucional para realizar propaganda de uma presidente desenganada, levanta a suspeita sobre a verdadeira utilização desses recursos, uma vez que as investigações da Lava Jato indicaram que essa área foi uma das preferidas para os desvios do Governo. E mais: nesse grave momento nacional, com as diversas denúncias de compra de votos contra o impeachment, é necessária toda a atenção."
“A insegurança atual é gritante! Atinge todas as classes e setores da sociedade e, mesmo assim, a presidente prefere investir na sua própria imagem no lugar de priorizar a segurança da população. E recorre à mesma prática pela qual foi condenada pelo TCU e que hoje é a base do pedido de impeachment contra ela: abertura de créditos sem autorização do Congresso.
Além disso, após sofrer reiteradas derrotas no TCU e no Congresso Nacional, em 2014 e 2015, justamente por abrir créditos suplementares por decretos sem autorização legislativa, a presidente Dilma delegou para o ministro do Planejamento, desde o ano passado, a competência de abertura destes créditos.
A presidente tenta se esquivar da culpa empurrando para seus comandados o ônus da assinatura de atos normativos que são de sua responsabilidade. Erra duas vezes: tentando se eximir das suas responsabilidades e retirando recursos de áreas sensíveis apenas para tentar resgatar sua imagem, mais que desgastada. Não é sem motivo que não reúna mais condições de comandar o país.

Nelson Meurer vota sim. Paraná tem 26 votos pelo impeachment


NELSON MEURER
O PP enquadrou o deputado Nelson Meurer, que votará pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Agora, o Paraná vai entregar 26 votos (86,6%) pelo impedimento da petista. A bancada paranaense, de 30 deputados, será a sexta a votar neste domingo, 17, na sessão especial da Câmara dos Deputados.

Câmara tem votos suficientes para aceitar impeachment de Dilma


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da Folha de S. Paulo
A Câmara dos Deputados já tem a quantidade de votos necessária para que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) seja aceito e siga para tramitação no Senado.
Em levantamento realizado pela Folha com os 513 deputados federais, 342 deles se declararam favoráveis ao impedimento de Dilma até o começo da manhã desta sexta-feira (15). Pelo rito do processo, são necessários 342 votos na Câmara para enviar o caso ao Senado.
Até as 13h desta sexta (15), 342 deputados disseram à Folha que votarão a favor do impeachment de Dilma, enquanto 124 se declararam contrários ao processo –outros 20 disseram estar indecisos e 20 não quiseram antecipar os votos.

Família com bebê de um ano fica presa por duas horas em elevador de livraria em shopping de Curitiba


Por Marina Sequinel e Luiz Henrique de Oliveira

Três mulheres e um bebê de um ano ficaram presos dentro do elevador da Livrarias Curitiba do Shopping Estação, no bairro Rebouças, na noite desta quinta-feira (14). A estrutura travou no segundo andar da loja e, segundo a família, a empresa que faz a manutenção demorou uma hora e meia para chegar ao local. Somado ao tempo que a assistência levou para consertar a estrutura, o “confinamento” durou duas horas.
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(Foto: Colaboração/Banda B)
“Nós estávamos em três mulheres e uma criança de um ano. Foi bem complicado por causa do bebê, que suava muito devido ao calor e ficou  nervoso, começou a chorar. O que era para ser um passeio tranquilo se tornou um caos”, disse uma das envolvidas, uma jovem de 21 anos, que preferiu não se identificar, em entrevista à Banda B.
Segundo ela, a equipe da livraria deu todo o suporte necessário diante da situação. “O problema mesmo foi com a empresa de manutenção do elevador, que demorou mais de uma hora e meia para chegar no shopping. Esse pessoal da assistência tratou a gente mal e disse que não pôde nos atender antes porque tinha um monte de serviço para fazer”, completou a jovem.
A família havia ido passear no shopping para comprar brinquedos para o bebê e, em seguida, pegaria um ônibus na rodoviária, rumo ao litoral. “A gente já tinha comprado as passagens, mas acabamos perdendo o horário depois de ficar tanto tempo presas no elevador. A livraria nos ajudou e pagou para nós um táxi até a praia. Nós ficamos chateadas com o descaso da empresa de manutenção”, finalizou.
Problema mecânico
Em nota, a Livrarias Curitiba informou que o elevador teve um problema mecânico e parou de funcionar por volta das 19h. Leia o texto na íntegra:
Imediatamente, o gerente da loja chamou a empresa que faz as manutenções frequentes. Normalmente o atendimento é rápido, mas infelizmente ontem a assistência levou cerca de uma hora para chegar.
 As pessoas que estavam dentro do elevador aguardaram e saíram sem nenhum ferimento. Como elas tinham viagem marcada para o litoral do Estado e perderam o ônibus em virtude desse problema, a Livrarias Curitiba contratou e pagou um táxi, que as levou até o litoral do Estado. Dessa forma, não houve maiores problemas.

Coronel da PM pede respeito entre manifestantes e diz que Bope estará de prontidão


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros
Reprodução
Reprodução
As três manifestações marcadas para o próximo domingo (17), no Centro de Curitiba, levaram a Polícia Militar a preparar um esquema especial de atuação, com objetivo a evitar qualquer conflito entre os grupos contrários. Além de policiamento fixo nas três praças onde irão ocorrer os protestos, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) estará de prontidão para evitar qualquer tipo de conflito entre grupos pró e contra o impeachment.
Coronel Zanatta falou com a Banda B nesta sexta
Coronel Zanatta falou com a Banda B nesta sexta
Em entrevista à Banda B, o tenente-coronel Antônio Zanatta Neto fez um apelo para que as pessoas que forem às ruas no domingo respeitem as opiniões divergentes. “Esse é um momento de garantir o exercício de cidadania e é fundamental para o país. Pedimos que a pessoa respeite o próximo e respeitem pensamentos e ideologias contrárias. Pedimos que elas não venham armadas com garrafas de vidro com o objetivo de ferir um semelhante. Precisamos que Curitiba dê um exemplo ao Brasil”, disse.
O protesto pró Impeachment, organizada pelos movimentos Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre, terá concentração às 14 horas, na Praça Santos Andrade. A manifestação contrária ao processo, convocada pela APP Sindicato, CUT e PT, está marcada para o mesmo horário, na Praça Rui Barbosa. A última mobilização é a Marcha da Maconha, marcada para 15h, na Praça Osório, com deslocamento para a Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico.
Segundo o coronel Zanatta, o policiamento contará com policiais de três batalhões. Participam ainda equipes da Radiopatrulha (RPA), da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), da Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), do Serviço Reservado, do efetivo administrativo e da Companhia Giro (Grupo de Intervenção Rápida e Ostensiva). A segurança também contará com o helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTRan), do Regimento de Polícia Montada (RPMon), do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal e da Setran (Secretaria Municipal de Trânsito).
Até o momento, não há um balanço de qual será o efetivo no domingo, mas o coronel Zanatta afirma que será um número adequado. “Estamos fechando o número, mas será próximo ao das últimas manifestações”, concluiu.

"O governo está comprando deputado com dinheiro vivo"



Neste momento, a oposição conta com 368 votos e o governo com 140.
"Crescemos durante o dia, mas eles cresceram mais", disse um parlamentar a O Antagonista. "O governo está comprando com dinheiro vivo. Tem deputado levando 1 milhão de reais para votar contra o impeachment".
A marcação tem de continuar cerrada. Esses criminosos precisar ser removidos logo do Planalto.

"O senador da pentecostes"



Paulo Roxo, operador de Gim Argelo, disse à Polícia Federal que Gim Argello era "frequentador assíduo" da Paróquia São Pedro, que recebeu dinheiro da UTC e da OAS.
A relação do ex-senador com o padre Moacir é de conhecimento público. "Gim era citado pelo padre nos eventos da igreja como 'senador de Pentecostes'."
É um santo.

É só o começo



O Globo:
"O ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, disse, nesta sexta-feira, que a propina paga pela empresa ao PT incluiu até uma siderúrgica na Venezuela. Segundo ele, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto cobrou 1% do valor correspondente à participação brasileira no projeto, liderado pela Andrade. O investimento total na usina foi de US$ 1,8 bilhão, em valores de 2008, quando a construtora ganhou o contrato."
É só o começo.

Até Stédile derruba Dilma



João Pedro Stédile disse que, se Michel Temer assumir a presidência, o MST vai para a rua. Caso contrário, se o impeachment não passar, "em maio começa o governo Lula 3".
Dilma, que Dilma?

Quem tem interesse em abafar a Lava Jato?



O PT, comicamente, agora acusa Michel Temer de querer abafar a Lava Jato.
Ontem o presidente do partido, Rui Falcão, cujo tesoureiro recebeu propina da Odebrecht, disse:
"É de se supor, então, que muitos alimentem a ideia de que as investigações serão barradas. Esse é um dos motivos sinistros que se escondem atrás do golpe, além da troca de cargos".
Segundo o Estadão, a estratégia de acusar Michel Temer de querer abafar a Lava Jato foi decidida por Lula - ele mesmo, o fugitivo.
Ao tratar das delações da OAS e da Odebrecht, a Veja disse que Lula e Dilma serão aniquilados; Michel Temer, por outro lado, "pode dormir sossegado".
Quem tem interesse em abafar a Lava Jato?

Não vai ter Garotinho (nem Barbalho)



Clarissa Garotinho vai votar contra o impeachment.
Ela foi convencida pelos argumentos apresentados por Ricardo Berzoini ao seu pai.
As duas mulheres de Jader Barbalho também apoiam Dilma Rousseff.
A primeira:
E a segunda:

Dilma vai defender mandato hoje na TV


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Jorge Bastos Moreno, O Globo
Está confirmado: a presidente Dilma Rousseff fará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão nesta sexta sobre o impeachment.
A linha do discurso de Dilma será o da luta, do combate, da defesa intransigente do seu mandato e da democracia; da legitimidade do voto e da ilegitimidade dos conspiradores. Vai conclamar suas bases a permanecerem mobilizadas no combate aos que chama de golpistas.
A presidente, nesse pronunciamento, não dará tréguas aos seus adversários, notadamente o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, embora, mais uma vez, não pretenda citar seus nomes diretamente.

Cunha recebeu propina de R$ 52 milhões em 36 parcelas, afirma delator



Em delação premiada à Procuradoria-Geral da República, na Operação Lava Jato, o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, entregou aos investigadores uma tabela que aponta 22 depósitos somando US$ 4.680.297,05 em propinas supostamente pagas ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entre 10 de agosto de 2011 e 19 de setembro de 2014.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, fala na sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras sobre Operação Lava Jato ( Antonio Cruz/Agência Brasil)
(Foto: Divulgação EBC)
Segundo o empreiteiro, empresas relacionadas às obras do Porto Maravilha, no Rio, deveriam pagar R$ 52 milhões ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac) a Eduardo Cunha. A parte que caberia à Carioca era de R$ 13 milhões.
O maior repasse ocorreu em 26 de agosto de 2013 no valor de US$ 391 mil depositados em conta do peemedebista no banco suíço Julius Baer. Em 2011 foram quatro depósitos, somando US$ 1,12 milhão. Em 2012, Eduardo Cunha recebeu só dessa fonte outros US$ 1,34 milhão divididos em seis depósitos. A tabela revela que em 2013 o deputado – que ainda não exercia a presidência da Casa -, foi contemplado com mais seis depósitos, totalizando US$ 1,409 milhão. Já em 2014, Eduardo Cunha recebeu outros seis depósitos que somaram US$ 804 mil.
A tabela com o caminho das propinas é dividida em duas partes.
“Em relação a primeira tabela, que totaliza US$ 3.984.297,05 tem certeza de que foram destinadas a contas apontadas pela deputado Eduardo Cunha; que em relação a segunda tabela, no valor total de US$ 696 mil, é altíssima a probabilidade de que também eram valores destinados a contas indicadas por Eduardo Cunha, por todo o trabalho investigativo que fizeram, em especial porque não fizeram pagamentos deste tipo a outras pessoas e, também, pelo valor das transferências”, afirmou o empresário.
“Em nenhum momento Eduardo Cunha lhe disse que as contas eram de titularidade dele, mas tem certeza de que todas estas contas foram indicadas pela deputado Eduardo Cunha; que tampouco o depoente chegou a perguntar a Eduardo Cunha sobre o titular das referidas contas.”
Em 14 páginas, o empresário Raul Pernambuco Júnior narra com detalhes encontro com o presidente da Câmara para combinar como seriam realizados pagamentos no exterior. Raul Pernambuco Júnior descreveu uma reunião no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio, que, segundo ele, teria ocorrido entre junho e julho de 2011, época da aquisição das Cepac’s pelo Fundo de Investimento do FGTS.
“O depoente não estava presente, mas seu pai e um executivo da Carioca de nome Marcelo Macedo estiveram presentes a esta reunião; que após esta reunião, o depoente foi chamado pelo seu pai; que seu pai lhe comunicou que Léo Pinheiro, da OAS, e Benedicto Junior, da Odebrecht, na reunião do Hotel Sofitel, comunicaram que havia uma solicitação e um ‘compromisso’ com o deputado Eduardo Cunha, em razão da aquisição, pela FI-FGTS, da totalidade das CEPAC’s”, declarou.
O empreiteiro detalhou. “Que o valor destinado a Eduardo Cunha seria de 1,5% do valor total das Cepac’s, o que daria em tomo de R$ 52 milhões devidos pelo consórcio, sendo R$ 13 milhões a cota parte da Carioca; que este valor deveria ser pago a Eduardo Cunha em 36 parcelas mensais; que seu pai disse ao depoente que cada uma das empresas “assumiria” a sua parte diretamente com Eduardo Cunha.”
À Procuradoria, o delator contou que o primeiro pagamento no Israel Discount Bank para Eduardo Cunha ocorreu em 10 de agosto de 2011, no valor de US$ 220.777,00. Raul Pernambuco Júnior relatou que houve uma dificuldade do Banco de seu pai para efetuar a transferência, em razão do banco destinatário.
Segundo o delator, Marcelo Macedo não participou especificamente desta conversa entre ele, seu pai e os representantes da OAS e da Odebrecht. Raul Pernambuco Junior disse que a Carioca, na época não tinha contato com Eduardo Cunha. O empreiteiro afirmou que ele e seu pai foram apenas “comunicados” pela Odebrecht e pela OAS sobre o “compromisso”.
“Como cada empresa deveria acertar os valores diretamente com Eduardo Cunha, o pai do depoente pediu que este procurasse referido parlamentar para acertar os pagamentos; que o contato telefônico de Eduardo Cunha foi repassado ao depoente por Benedicto Junior, a pedido do depoente; que foi passado ao depoente um numero de rádio Nextel”, afirmou.
O delator contou aos procuradores da Lava Jato que entrou em contato com Eduardo Cunha e marcaram uma primeira reunião. Raul Pernambuco Júnior disse não se recordar se o encontro se deu no escritório político do deputado, no centro do Rio, ou na Câmara, em Brasilia, ‘mas acredita que tenha sido no escritório político’. O empresário afirmou acreditar que a reunião tenha ocorrido no início de agosto de 2011.
“Indagado sobre a descrição do escritório político de Eduardo Cunha, respondeu que se trata de um escritório com decoração mais antiga, que tem uma antessala, com uma recepcionista; que, além disso, havia dois sofás, em seguida um corredor, com duas salas; que nestas salas havia uma secretária mais alta e um assessor do deputado; que este assessor era uma pessoa mais velha, com cerca de 60 anos, acreditando que fosse um pouco calvo, possuindo cabelo lateral; que nunca conversou, porém, nenhum assunto com tais pessoas; que mais à esquerda tinha a sala do deputado Eduardo Cunha, com uma mesa antiga, de madeira maciça, com muitos papeis em cima; que acredita que o escritório fique no 32° andar.”
De acordo com Raul Pernambuco Júnior, durante a reunião, ele perguntou ‘sobre o “compromisso” estabelecido e, inclusive, o valor, o que foi confirmado por Eduardo Cunha’. O empresário disse que ele e o pai não queriam que o dinheiro passasse “por dentro da empresa”, para ser o mais reservado possível. O delator contou que questionou Eduardo Cunha ‘sobre a possibilidade de estes pagamentos serem feitos em contas no exterior’.
“Eduardo Cunha disse que não haveria problema nenhum e, neste momento, ele indicou a primeira conta em que deveria ser efetivado o pagamento”, relatou Raul Pernambuco Júnior.
“Eduardo Cunha passou a conta em um papel, com os dados já digitados; que se lembra bem deste primeiro pagamento, porque o Banco indicado por Eduardo Cunha era denominado Israel Discount Bank; que não sabia se este banco era realmente em Israel; que já ficou estabelecido, inclusive, o valor do primeiro pagamento; que, dividindo o valor total devido pelo número de parcelas, o valor de cada parcela era de cerca de R$ 360 mil.”
O empreiteiro disse que a reunião deve ter durado cerca de 30 minutos, ‘oportunidade em que se conheceram melhor’. Raul Pernambuco Júnior afirmou que ‘até então não se conheciam ou ao menos não se recorda de tê-lo conhecido pessoalmente’.
“O depoente disse nessa reunião a Eduardo Cunha que seria impossível fazer depósitos mensais; que o depoente disse a Eduardo Cunha que fariam depósitos com periodicidade irregular; que esta impossibilidade de realizar depósitos mensais decorria da precaução que seu pai tinha em dar as ordens bancárias para o exterior; que o pai do depoente normalmente dava tais ordens aos gerentes das contas no exterior pessoalmente, seja em viagens que seu genitor fazia ao exterior ou, ainda, quando o gerente vinha ao Brasil; que não sabe se seu pai enviava ordens por outro meio de comunicação à distância, como fax ou e-mail.”
O delator continuou. “A pedido de seu genitor, o depoente solicitou uma reunião com Eduardo Cunha, por meio da secretária do depoente; que a secretária do depoente, de nome Sheila Oliveira, entrou em contato com a secretária do deputado Eduardo Cunha e, em seguida, enviou um e-mail para o depoente, questionando qual seria a “pauta para a reunião”; que o depoente respondeu o e-mail afirmando que “Ele está a par. Só avisa q sou eu””, declarou. Segundo o delator, este e-mail é datado de 16 de agosto de 2011.
Raul Pernambuco Júnior disse que a reunião ‘foi efetivamente marcada e realizada, não se recordando ao certo onde’.
“Nesta reunião, ocorrida provavelmente entre final de agosto e início de setembro, perguntou a Eduardo Cunha se haveria a possibilidade de mudar o banco e indicar uma conta na própria Suíça; que Eduardo Cunha concordou e disse não haver problemas; que Eduardo Cunha, no mesmo ato, já indicou a conta Esteban Garcia, no banco Merryl Lynch Bank, na Suíça; que a partir daí todos os depósitos para Eduardo Cunha foram na Suíça”, declarou. “Se estabeleceu que se houvesse necessidade de alteração do banco, isto deveria partir do deputado Eduardo Cunha; que, de qualquer forma, em toda oportunidade em que iriam fazer os pagamentos, o depoente ligava ou se encontrava com Eduardo Cunha para perguntar se “mantínhamos o mesmo endereço”.”
O delator narrou ainda que por uma ou duas vezes, as contas no exterior eram enviadas por Eduardo Cunha para ele, em envelopes lacrados e sigilosos, para a filial da Carioca em São Paulo, ‘contendo os dados da conta e códigos de transferência’.

Lula vai para a cadeia no lugar de Marcelo Odebrecht


 


Marcelo Odebrecht, há cerca de duas semanas, começou a prestar depoimentos à Lava Jato, como parte de um acordo de colaboração premiada.
Os depoimentos, segundo o Estadão, são dados na sede da PF, em Curitiba, onde ele está preso.
"Os procuradores esperam detalhes sobre a corrupção em outras áreas do governo, além da Petrobras. Outro ponto essencial para uma eventual homologação do acordo é que o empresário revele informações sobre pagamentos de palestras, doações e reformas feitas em benefício de Luiz Inácio Lula da Silva".
Marcelo Odebrecht vai sair da cadeia e Lula vai entrar em seu lugar.

Calma, Jandira!



Acreditem: a deputada Jandira Feghali se irritou há pouco com o fato de Eliseu Padilha estar dando entrevistas na entrada do plenário da Câmara:
"Não pode! Na frente do plenário? É demais! Não vai ter golpe", resmungou ela.
É sintomático.

O gás petista



Dilma Rousseff, neste sábado, vai visitar os petistas que estão acampados num ginásio de Brasília.
Ela deve ser acompanhada por Lula.
Os assessores do Palácio do Planalto disseram ao Estadão que Dilma e Lula pretendem "dar gás aos militantes para que eles protestem contra o golpe".
Queimando pneus e bloqueando estradas.

PLENÁRIO - Sessão Deliberativa - 15/04/2016 - 08:55 AO VIVO




Planalto calcula apenas 140 votos contra impeachment, em vez de 172

Presidente Dilma Rousseff - 17/03/2016
Governo avalia que o número de votos contra o processo de impeachment é ainda menor do que o comentado publicamente(Igo Estrela/Getty Images)
Apesar de dizer publicamente que tem garantidos os 172 votos para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o Palácio do Planalto tem segurança real de algo na casa dos 140 votos. Na véspera da votação, o governo trabalha "a todo vapor" não só para angariar apoio, mas também para evitar que a oposição consiga os 342 exigidos. Uma das apostas, nesta reta final, é convencer palamentares a se ausentarem do plenário no domingo. Há um temor com o que está sendo chamado de "onda negativa" contra o governo, que estaria crescendo.
No governo, o clima é considerado "crítico". Os números do placar de votação oscilam, a cada hora, para baixo e para cima. Mas o problema, de acordo com um assessor do Planalto, é que o ritmo de definição de votos a favor do impeachment tem sido muito maior que o do contra.
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Na manhã desta quinta-feira, o líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (BA), após sair de uma reunião no Alvorada com a presidente, deixou claro o espírito do governo. "Hoje eles não têm 342 votos. O governo tem quase os '172 não'. Mas ausências ou abstenções caracterizarão, na prática, os 'não 342' votos, porque eles precisam dos '342 sim'. Eles não têm e não terão", avisou.
Ao falar dos votos assegurados contra o impeachment, na casa dos 140, a fonte afirmou que neste total, não está incluído, por exemplo, o do líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ). Na contabilidade com os apoios anunciados, no entanto, Picciani está incluído. Embora reconheçam a situação desfavorável, auxiliares de Dilma avaliaram que o quadro nesta quinta era ligeiramente melhor do que o do dia anterior, quando alguns ministros ameaçavam jogar a toalha.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também manifestou a aliados a preocupação com os números. Ele avalia que entre votos contrários ao impeachment, ausências e abstenções o governo chegaria a pouco mais de 180 dos 172 deputados necessários. Segundo interlocutores de Lula, ele considera que o número é insuficiente. Por isso, tem articulado freneticamente a partir do quarto do hotel onde está hospedado em Brasília. De acordo com aliados, o petista mandou fazer uma "fila indiana" virtual que, além de deputados, inclui prefeitos, governadores, dirigentes partidários e lideranças civis locais capazes de influenciar na votação.
Há, porém, o reconhecimento de que nem mesmo os esforços do ex-presidente tem dado o resultado esperado. Existe o temor, ainda, de que seu telefone esteja grampeado. Outro fator que atrapalha as negociações é a eleição municipal de outubro. Vários deputados não querem fazer compromissos com o PT.
Muitos parlamentares também acabaram sendo influenciados pelo mercado, segundo o governo. Temem que, com Lula no comando da economia, o governo volte a implementar o que estão chamando de "medidas perdulárias" e as liberações de crédito fácil.
A direção do PDT se reunirá nesta sexta-feira, às 18h, em sua sede em Brasília, para anunciar que expulsará os deputados da bancada que votarem a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, na sessão do plenário da Câmara no domingo. Nesta quinta-feira, o líder da sigla, deputado Weverton Rocha (MA), anunciou apoio integral à presidente da República e disse que o partido fechou questão contra o impeachment.
O parlamentar deixou claro que deputados dissidentes do partido estariam sujeitos à punição do diretório nacional. "Não vamos sair do barco como se fôssemos ratos", disse Weverton Rocha, um dos aliados mais fiéis do Planalto, durante o anúncio. No mesmo dia, o deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES) informou que votará pelo impeachment de Dilma no domingo. O parlamentar é presidente do diretório estadual capixaba e está no partido há 30 anos. "Decidi: nem Dilma, nem Temer, nem Cunha e nem Renan", afirmou Vidigal, por meio de nota divulgada à imprensa.

O interesse da Lava Jato pelo Vox Populi



O dono do Vox Populi, Marcos Coimbra, é colunista da Carta Capital.
Recentemente, ele analisou a perda de interesse dos brasileiros pela Lava Jato:
“Joia do discurso oposicionista e vitrine para alguns dos personagens mais vistosos de suas fileiras, a Lava Jato não consegue manter a atenção da opinião pública no nível de quando começou, por mais intenso que seja o holofote ofertado pelos meios de comunicação.
Em pesquisa do Instituto Vox Populi de dezembro de 2015, apenas 24% dos entrevistados disseram manter o mesmo elevado interesse do início da Lava Jato, taxa idêntica àquela dos que ‘não têm qualquer interesse pelo assunto e nunca tiveram’. Outros 18% afirmaram que ‘tinham muito, mas agora a acompanham sem interesse’, enquanto 10% responderam que ‘tinham muito, mas perderam completamente o interesse’. Entre os restantes, 21% ‘nunca tiveram grande interesse e assim permanecem’ e 3% ‘nunca ouviram falar’ no assunto”.
Sabe qual é o problema, Marcos Coimbra? O problema é que a Lava Jato tem muito interesse por você.
Em particular, pelos 10 milhões de reais pagos clandestinamente pela Andrade Gutierrez para comprar pesquisas da campanha de Dilma Rousseff.

Mãe se desespera ao ver filho morto e testemunhas dizem que atiradores estavam em uma Tucson


Por Elizangela Jubanski e Daniela Sevieri

Familiares de Miguel Farias, 39 anos, morto a tiros na noite desta quinta-feira (14), em Curitiba, estavam consternados com o crime. A mãe precisou ser amparada por vizinhos e outros familiares. Farias foi assassinado no bairro Santa Quitéria e tinha um mandado de prisão pelo crime de homicídio.
A vítima caminhava pela rua João Scuissiato, quando foi abordado por homens que estavam em uma Tucson Hyundai. Eles desceram da caminhonete e efetuaram diversos tiros contra ele. A Polícia Militar (PM) foi acionada, socorristas do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) também, mas ele não resistiu.
Para a Banda B, o tenente Kochek, do 12º Batalhão de Polícia Militar, afirmou que Farias já tinha sido acusado por homicídio. “A informação é que passou esse veículo e disparou vários tiros. Esse rapaz tinha mandado de prisão por homicídio e isso com certeza vai ser útil para a investigação”, disse.
A Polícia Científica foi acionada e os investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deu início às investigações. A hipótese principal é acerto de contas. O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

Saiba onde irão ficar os que são contra e a favor de Dilma no Centro de Curitiba domingo



Redação com AEN

A Polícia Militar se reuniu com outros órgãos de segurança pública para definir o esquema de policiamento nas manifestações que acontecerão no domingo (17) nas Praças Santos Andrade, Rui Barbosa e Osório, no Centro de Curitiba. Curitiba, 14/04/2016. Fotos: Cabo Valdemir da Luz.
PM se reuniu com outros órgãos de segurança pública para definir o esquema de policiamento nas manifestações – Foto – AEN

A Polícia Militar se reuniu com outros órgãos de segurança pública para definir o esquema de policiamento nas manifestações que acontecerão no domingo (17) nas Praças Santos Andrade, Rui Barbosa e Osório, no Centro de Curitiba.
Segundo o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Antônio Zanatta Neto, a Polícia Militar foi informada de três eventos que ocorrerão no domingo: o Protesto Pró Impeachment, com concentração às 14 horas, na Praça Santos Andrade; a manifestação da APP Sindicato, CUT e do PT, na Praça Rui Barbosa, também a partir das 14h; e a Marcha da Maconha, às 15h, na Praça Osório, com deslocamento para a Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico.
Zanatta explica que o policiamento será reforçado a partir das 11h em toda a área central e nos pontos de encontro dos grupos e pede apoio da população. “O compromisso da Polícia Militar é que seja preservada a vida e as garantias fundamentais dos cidadãos. Pedimos para todos que respeitem as opiniões contrárias as suas”, destacou o tenente-coronel Zanatta.
O policiamento contará com o 13º BPM, 20º BPM e 23º BPM. Participam equipes da Radiopatrulha (RPA), da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), da Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), do Serviço Reservado, do efetivo administrativo e da Companhia Giro (Grupo de Intervenção Rápida e Ostensiva).
A segurança também contará com o helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTRan), do Regimento de Polícia Montada (RPMon), do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal e da Setran (Secretaria Municipal de Trânsito).
Também haverá apoio do Centro Integrado de Comando e Controle Regional da Secretaria de Segurança Pública e da base de comando e monitoramento móvel, com o qual será possível acompanhar o deslocamento dos manifestantes e localizar pontos que precisem de abordagem preventiva. “Também faremos patrulhamento a pé, com motos, viaturas e módulos móveis. Atuaremos respeitando os direitos do cidadão e buscando primeiramente o diálogo”, afirmou Zanatta.
O comandante informou que, a princípio, somente os integrantes da Marcha da Maconha farão o deslocamento até a Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico. “O itinerário planejado não cruzará com o dos outros grupos, mas estaremos atentos”, conta.
Zanatta também pede à população que procure um policial caso veja alguma pessoa exaltada ou tumultos nas manifestações. “Queremos trabalhar com determinação e comprometimento para garantir a segurança de toda a comunidade.”

Sob gritos de ‘não vai ter golpe’, manifestantes fecham dois sentidos BR-277 em Curitiba


Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias
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Pista sentido Campo Largo registra congestionamento quilométrico (Foto: Colaboração)

Caos na BR-277 na região do bairro São Braz, em Curitiba, na manhã desta sexta-feira (15). Muitas pessoas não conseguiram sair de casa e chegarão atrasadas ao trabalho. O motivo foi uma manifestação por parte de dezenas de membros do Movimento Popular por Moradia (MPM), que fechou, das 6h às 8h, a rodovia que liga a capital ao interior do Paraná.
A manifestação aconteceu um pouco depois do viaduto do Contorno Sul para quem faz o sentido interior. Regina Cruz, do Movimento da Frente Popular, explicou à Banda B que a manifestação é contra o golpe que está para acontecer. “Estamos aqui na rodovia desde as 6h para mostrar ao trabalhador que com o governo que está por vir a ponte para o trabalhador será a ponte para o inferno. Não vamos permitir que isso aconteça”, afirmou.
A fila na pista sentido Curitiba, por volta das 8h, era de mais de 10 km. No sentido Campo Largo, já chegava ao Parque Barigui. Além disso, ruas como Eduardo Sprada e João Fallarz, que ficam perto da rodovia, estavam praticamente paradas. No Terminal de Campo Largo, devido à ausência de ônibus, mais de mil pessoas se acumularam na espera por um coletivo. Grande parte desistiu e voltou para casa.
Quedas do Iguaçu
Cerca de mil trabalhadores rurais sem-terra participam da manifestação no quilômetro 476 da BR 277 (trevo de Quedas do Iguaçu). As duas pistas estão totalmente bloqueadas.