Silvio Costa pede desculpas para 'manter o maior carinho'



Silvio Costa enviou hoje um email de desculpas a vários deputados.
O Antagonista obteve uma cópia da mensagem em que o deputado admite que "no calor da disputa que se encerrou ontem", em função da emoção, cometeu "alguns excessos".
"Por essa razão e procurando sempre manter o maior carinho, respeito e companheirismo, peço desculpas àqueles que, porventura, se sentiram ofendidos."
O carinho não se estende a Michel Temer.

Giacobo, Giacobo...



Mais cedo publicamos que a assessoria do deputado Giacobo enviou nota a O Antagonista "esclarecendo que ele não tem qualquer relação com Marco Antônio Baumgartner, nomeado diretor administrativo de Itaipu".
Pode até ser que Giacobo não tenha relação com Baumgartner, mas não há dúvida de que ele aceitou, sim, uma oferta de Lula em Itaipu, para votar contra o impeachment.
Tanto que, quando votou a favor, o pessoal que estava ao lado de Michel Temer caiu na risada e os governistas no plenário ficaram furiosos.
Giacobo, Giacobo...
Fonte: O antagonista

Conta da propina da Andrade Gutierrez pagou Lula



A Polícia Federal descobriu que a Andrade Gutierrez registrou os R$ 3,6 milhões que pagou a Lula por palestras como doação a seu instituto numa conta chamada "Overhead".
A mesma conta foi usada para repasses de propina a offshores do petrolão, informa o Estadão. A empreiteira contabilizou os pagamentos a Lula como "gastos indiretos a serem apropriados aos custos das obras".
Pura propina.
"A Andrade Gutierrez registrou e controlou na conta 'Overhead' parte dos pagamentos realizados às empresas investigadas por terem realizado operações de lavagem de dinheiro e/ou transferência dissimulada de capitais, bem como doações eleitorais."
Da mesma forma, oportuno esclarecer que os pagamentos realizados à empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também transitaram pela conta contábil ‘Overhead’, indicando que a Andrade Gutierrez tratou tais despesas como gastos indiretos a serem apropriados aos custos das obras."

Teori homologa 'delação bomba' contra Dilma e Lula


 


A Época informa que Teori Zavascki homologou a delação de Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcídio do Amaral.

Baiano apresentou Bumlai a Cerveró






















Brasil  20:34

Fernando Baiano também prestou depoimento a Sérgio Moro. Ele confirmou a versão de Nestor Cerveró sobre a contratação da Schahin pela Petrobras para quitar dívidas da campanha de Lula.
Contou que apresentou Bumlai a Cerveró para viabilizar o negócio.
Ele disse ainda que a ideia inicial era que a Schahin virasse sócia da Petrobras, mas a companhia não apresentou capacidade financeira para construir o navio-sonda Vitória 10000.
Como alternativa, foi oferecido à Schahin o contrato de operação do navio-sonda, com o direito de arrematar o navio por uma ninharia ao final do contrato.


Meio Ambiente e Conselho Municipal debatem educação ambiental de Colombo


WEBMASTER 18 DE ABRIL DE 2016

A Educação Ambiental foi o principal tema debatido durante o encontro

Entre os assuntos debatidos durante a reunião foi à apresentação o Programa de Conservação dos Mananciais
Entre os assuntos debatidos durante a reunião foi à apresentação o Programa de Conservação dos Mananciais
O secretário de Meio Ambiente, Evandro Busato falou sobre algumas das ações que estão sendo desenvolvidas pela secretaria
O secretário de Meio Ambiente, Evandro Busato falou sobre algumas das ações que estão sendo desenvolvidas pela secretaria
A Educação Ambiental foi o principal tema do encontro
A Educação Ambiental foi o principal tema do encontro
A Prefeitura de Colombo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente realizou na manhã da última quarta-feira, 13, a III Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Meio Ambiente. A Educação Ambiental foi o principal tema do encontro, que envolveu a Secretaria de Meio Ambiente e o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Colombo.
A elaboração do Programa Municipal de Educação Ambiental e elaboração das Diretrizes Curriculares de Educação Ambiental; o andamento da II edição da Ecogincana; as apresentações do Grupo de Escoteiro Cristóvão Colombo e do Programa de Conservação dos Mananciais também ganharam destaque durante a reunião.
“Foi uma reunião produtiva, onde pudemos expor algumas ações que estão sendo desenvolvidas. Lembrando que a participação nas reuniões do conselho é importante, pois assim, é possível ouvir a demanda da população, e também mostrar que todos nós podemos fazer a diferença em nosso município”, disse o secretário de Meio Ambiente, Evandro Busato.
A proposta técnica da elaboração do Programa Municipal de Educação Ambiental e elaboração das Diretrizes Curriculares de Educação Ambiental foi apresentada por uma empresa de consultoria e será discutida em Reunião Extraordinária. “Vale lembrar, que o custo irá integrar o valor já aprovado para a Educação Socioambiental no Plano de Aplicação do Fundo Municipal de Meio Ambiente de 2016”, destacou Busato.
O segundo assunto acertado durante a reunião foi informar aos conselheiros sobre o andamento da II edição da Ecogincana. A Comissão Organizadora da Ecogincana, também convidou as instituições representadas no Conselho do Meio Ambiente para serem parceiras na Caravana de Educação Ambiental. O objetivo da Caravana é levar as três escolas municipais, do pré ao 5º ano, vencedoras da Ecogincana, para realizarem atividades socioambientais.
A apresentação do Grupo de Escoteiro Cristóvão Colombo, com sede no Parque Municipal Roça Grande também foi assunto abordado na reunião. “Pudemos conhecer um pouco mais sobre os objetivos e atividades do escoteirismo, além de convidar a todos que se interessam pelo tema a participar, lembrando que é um serviço voluntário”, destacou o secretário da pasta.
Já o último assunto da reunião foi à apresentação o Programa de Conservação dos Mananciais desenvolvido pela Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Entre as propostas discutidas foi à criação de uma Câmara Técnica de Gestão dos Mananciais de Colombo. “A Câmara será um apoio ao Conselho de Meio Ambiente na realização das atividades e estudos técnicos”, disse Busato.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: Marcio Fausto/ PMC

Jean Wyllys cospe em Bolsonaro na Câmara


jean_bolsonaro
do UOL, em Brasília
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) disse que realmente cuspiu em direção a seu colega Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e afirmou que faria de novo. “Eu cuspiria na cara dele quantas vezes eu quisesse”, declarou. O deputado disse que não teme ser processado.
Wyllys disse ter sido insultado por Bolsonaro. “Na hora que eu fui votar, esse canalha decidiu me insultar na saída e tentar agarrar meu braço; ele ou alguém que estivesse perto dele. Quando eu vi o insulto, eu devolvi com um cuspe na cara dele, que é o que ele merece”, afirmou.
Bolsonaro disse que a cusparada foi um fato gravíssimo, mas ele não decidiu se processará o parlamentar.

CLINICA DE HEMODIÁLISE DE COLOMBO JÁ ESTÁ FUNCIONANDO

 Hoje é um dia histórico para a cidade de Colombo,  as 07.00 h da manhã a CDR - CLINICA DE DOENÇAS RENAIS DE COLOMBO, iniciou o atendimento com pacientes de convênio. Por enquanto a CDR está funcionando com apenas 1 turmo, que será todas as segundas, quartas e sextas das 07.00 as 11.00 hrs.  Assim que venham surgindo novos pacientes abriremos o segundo  e o terceiro turno, conforme cresça a demanda, informou o DR. Helio Vida Cassi, médico nefrologista, que nessa semana estará  atendendo os pacientes em hemodiálise.

 A CDR de Colombo já deu entrada junto a Secretária Municipal de Colombo, no processo de CREDENCIAMENTO junto ao SUS. O Dr. Fábio Ogata, que é o Diretor Clinico da Unidade, está  animado que o credenciamento ocorra já no mês de maio,  e assim podendo  atender todos os pacientes de Colombo que no momento já passam de 80.



Para quaisquer esclarecimentos o fone da CDR de Colombo é: 41 3606 1101 falar com Ingrid

Traições de última hora facilitaram derrota de Dilma


No PDT, nem ameaças de expulsão de parlamentares funcionaram: seis deputados votaram pelo impeachment e um se absteve

DANIEL HAIDAR
18/04/2016 - 01h10 - Atualizado 18/04/2016 01h28
Como em várias importantes votações no Congresso, o governo da presidente Dilma Rousseff errou no cálculo de votos favoráveis e sofreu com traições de última hora que facilitaram a abertura do processo de impeachment contra a presidente neste domingo.  No PDT, nem ameaças de expulsão de parlamentares funcionaram: dos 19 deputados, seis votaram pelo impeachment e um se absteve.
Deputado Mauro Lopes é o novo ministro da Aviação Civil (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)
Também no PR, no PP e no PSD a presidente sofreu com mais abstenções e votos pró-impeachment do que esperava.
Até o ex-ministro da Aviação Civil Mauro Lopes (PMDB), exonerado para ajudar o governo na Câmara, abandonou o barco de Dilma e votou contra a presidente. Não foi o único do PMDB que desembarcou do governo na última hora. Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, e Pedro Paulo, herdeiro político do prefeito do Rio Eduardo Paes, também abandonaram a canoa após promessa recente de fidelidade.
Pelo menos 13 deputados que haviam afirmado votar a favor do governo haviam mudado de lado em menos de 12 horas. A oposição tinha calculado só nove votos recuperados ao longo da madrugada.

Cardozo, sobre derrota na Câmara: 'A luta continua'


O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, concede entrevista coletiva à imprensa para falar sobre a aprovação do pedido de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, em Brasília - 18/04/2016
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, concede entrevista coletiva à imprensa para falar sobre a aprovação do pedido de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, em Brasília - 18/04/2016(WILTON JUNIOR/Estadão Conteúdo)
O ministro a Advocacia-Geral da União José Eduardo Cardozo falou já na madrugada desta segunda-feira sobre o processo de impeachment autorizado neste domingo pela Câmara dos Deputados contra a presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o governo recebe com 'indignação e tristeza' o resultado da votação. E afirmou, seguindo o discurso petista de que a eventual deposição de Dilma seria um golpe, que 'a luta pela democracia continua'. "Ninguém hoje discutiu os fatos que são objeto da acusação. A votação de hoje foi puramente política, e não é isso que prega a Constituição", afirmou. O ministro disse que a presidente falará nesta segunda-feira.
"A decisão da Câmara foi puramente política, o que é inaceitável no presidencialismo. Isso nos deixa indignados, configura um golpe. Um golpe nos votos de 54 milhões de brasileiros. Um golpe na Constituição. É o golpe de abril de 2016", afirmou Cardozo.
O AGU criticou a maneira como a Câmara tratou do processo, ignorando, segundo ele, decisões técnicas de acordo com as quais os argumentos para o processo de impeachment não configurariam crime. E desferiu sua artilharia especialmente contra Eduardo Cunha, presidente da Câmara. "Ele é acusado de graves delitos. Seu processo de cassação começou antes do de impeachment. O processo contra Dilma andou muito mais rapidamente do que o contra Cunha", disse, sugerindo que ele faz uso do cargo para prejudicar a presidente.
Ao encerrar, disse que Dilma não se abaterá: "Isso não fará com que ela deixe de lutar contra aquilo em que acredita. Dilma dedicou sua vida à luta por seus ideais. Ela esteve presa por defender seus princípios e não se acovardou. Ela vai lutar, não esperem outra postura da presidente".

O próximo passo: impeachment de Dilma Rousseff vai ao Senado



Entenda as próximas etapas do processo que pode tirar do cargo o segundo presidente brasileiro desde a redemocratização em 1988

REDAÇÃO ÉPOCA
18/04/2016 - 01h07 - Atualizado 18/04/2016 02h12
"Tchau, querida": deputados comemoram aprovação de processo de impeachment de Dilma (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
Câmara aprovou neste domingo (17) a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não quer dizer que a petista já está fora do cargo. O processo agora sai das mãos dos 513 deputados federais e vai parar nas de 81 senadores.
O próximo capítulo será uma votação no Senado na qual será necessária maioria mínima para que o processo chegue ao desfecho. Serão necessários 41 senadores, de 81, para que Dilma seja afastada do cargo por 180 dias e para que o julgamento seja instaurado.
Se isso acontecer, virá a final: Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), vai chefiar uma segunda votação no Senado, na qual serão precisos dois terços, ou 54 senadores, para que o impeachment de Dilma seja decidido. A votação, como na Câmara neste domingo, será feita por meio de voto aberto em plenário.
Caso senadores decidam destituir Dilma, o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) assume a presidência, e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a vice-presidência. Se isso acontecer, Dilma será a segunda presidente, entre quatro políticos diferentes, a perder a Presidência da República desde a redemocratização brasileira em 1988.





Saiba como os deputados paranaenses votaram; maioria quer Dilma fora


Por Elizangela Jubanski 

A maioria da bancada paranaense votou a favor da abertura do processo de impeachment, durante a sessão iniciada no fim da tarde deste domingo (17), na Câmara dos Deputados. Foram 26 votos a favor, contra quatro deputados que usaram, cerca de dez segundos, para defender o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).
Dos contrários ao impeachment, três são do Partido dos Trabalhadores (PT) e um deputado é da Rede. O restante dos deputados paranaenses votou pelo afastamento. O Paraná foi o sexto estado a votar e teve 30 deputados na sessão, que se manifestaram por ordem alfabética. Confira abaixo o voto de cada deputado federal paranaense:
DEPUTADO/PARTIDO/VOTO
Alex Canziani (PTB) SIM
Alfredo Kaefer (PSL) SIM
Aliel Machado (Rede) NÃO
Assis do Couto (PT) NÃO
Christiane Yared (PTN) SIM
Diego Garcia (PHS) SIM
Dilceu Sperafico (PDT) SIM
Enio Verri (PT) NÃO
Evandro Romam (PSD) SIM
Fernando Francischini (PSDB) SIM
Giacobo (PR) SIM
Hermes Parcianello (PMDB) SIM
João Arruda (PMDB) SIM
Leandre (PV) SIM
Leopoldo Meyer (PSB) SIM
Luciano Ducci (PSB) SIM
Luiz Carlos Hauly (PSDB) SIM
Luiz Nishimori (PR) SIM
Marcelo Belinati (PP) SIM
Nelson Meurer (PP) SIM
Nelson Padovani (PSC) SIM
Osmar Serraglio (PMDB) SIM
Paulo Martins (PSDB) SIM
Ricardo Barros (PP) SIM
Rubens Bueno (PPS) SIM
Sandro Alex (PSD) SIM
Sérgio Souza (PMDB) SIM
Takayama (PSC) SIM
Toninho Wandscheer (PROS) SIM
Zeca Dirceu (PT) NÃO

Jovem foge de assassino e morre nos fundos de posto de combustível na CIC


Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias
POSTO 1
Jovem sem identificação morreu nos fundos de posto de combustível (Fotos: Djalma Malaquias – Banda B)

Um jovem de 25 anos, ainda não identificado oficialmente, morreu a tiros no início da manhã desta segunda-feira (18) na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Ele foi encontrado nos fundos de um posto de combustível na Rua José Rodrigues Pinheiro com o Contorno Sul, por volta das 6h.
posto dentro
Jovem foi morto a tiros (Fotos: DM – Banda B)
Segundo testemunhas, o jovem foi visto correndo pela rua já com ferimentos. Ele acabou não resistindo e morrendo nos fundos do estabelecimento comercial, após levar quatro tiros. Os assassinos embarcaram em um veículo preto, que não foi localizado até o fechamento desta reportagem.
Um funcionário do posto de combustíveis falou sobre o caso à Banda B. “Não ouvimos nada de tiros e quando chegamos encontramos este rapaz morto ali”, limitou-se a dizer.
A vítima vestia bermuda bege, camiseta listrada, além de bonés e tênis preto. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

Lula já articula resistência a Temer e setores do PT falam em eleições gerais


 



Depois do fracasso das articulações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se dedicar a articular a resistência contra um eventual governo Michel Temer. Interlocutores do ex-presidente avaliam que, apesar da derrota, Lula ainda pode se beneficiar com o afastamento de Dilma e chegar a 2018 como candidato de oposição.
Segundo o Instituto Lula, o ex-presidente ainda não decidiu se vai disputar a Presidência pela sexta vez. Mas os sinais são cada vez mais fortes. No sábado, 16, em ato com manifestantes anti-impeachment, em Brasília, Lula disse que “espera chegar em 2018”. Aliados do ex-presidente dizem que o petista ficou animado com resultado de pesquisas que o colocam na liderança da disputa eleitoral.
O presidente do PT, Rui Falcão, já disse que Lula se colocou à disposição para viajar o País ainda este mês. A avaliação de que Lula poderia “fazer do limão uma limonada” é recorrente entre interlocutores do ex-presidente. Para eles, caso o impeachment de Dilma se confirme no Senado, Temer vai enfrentar um cenário negativo na economia em médio prazo e desgaste político por ter se aliado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na condução do impeachment. A esperança dos petistas é que Lula surja como o salvador da pátria em 2018. “Ele não vai e não deve jogar a toalha por causa do resultado de hoje”, disse Celso Marcondes, diretor do Instituto Lula.
No curto prazo, o ex-presidente vai continuar articulando a defesa do mandato de Dilma no Senado, independentemente de assumir ou não o ministério da Casa Civil e apesar de estar ciente de que a tarefa é praticamente impossível.
Lula também vai liderar a reação ao possível governo Temer em parceria com movimentos sociais ligados ao PT. A ideia é aproveitar a alta rejeição ao vice apontada em pesquisas para carimbar sua gestão como ilegítima.
Eleições gerais
Setores do PT defendem que o partido lance os próximos dias uma campanha nacional de coleta de assinaturas em apoio a uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) por novas eleições presidenciais.
O ex-presidente tentou convencer deputados a votarem contra o impeachment até momentos antes do início da votação na Câmara. No sábado, viajou para São Paulo onde conversou com o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.
Santiago tem influência sobre três deputados federais, mas Lula pediu que ele o ajudasse a ampliar o apoio a Dilma na bancada evangélica. Preocupado com os protestos previstos, Lula também aproveitou a ida a São Paulo para tirar sua família do apartamento de São Bernardo do Campo, acomodando-a em outro local não divulgado.
De volta a Brasília na manhã de domingo, continuou telefonando para deputados a fim de conquistar votos para Dilma. Investiu nos indecisos, mas também tentou mudar a avaliação dos que já tinham opinião formada, como Paulo Maluf (PP-SP). Muitos, no entanto, não atenderam suas ligações.
Lula falou pessoalmente com Maluf, que, ao chegar ao plenário da Câmara, comparou Dilma à Virgem Maria e disse não ver motivos jurídicos para o afastamento da petista, mas votou a favor do impeachment. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Renan indica que não vai segurar trâmite do impeachment

 




De olho na sobrevivência política, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não deve segurar a tramitação do pedido de impeachment na Casa diante da expressiva votação contra Dilma Rousseff na Câmara. Aliados de Renan afirmam que, com o ampliado placar desfavorável dos deputados à presidente, fica reduzida sua margem de atuação em favor de um prazo maior para a decisão do afastamento de Dilma.
Na semana passada, Renan disse a auxiliares e senadores que não aceleraria o rito. Sua assessoria já fez simulações que indicam que a votação sobre o afastamento só ocorreria em 11 de maio – a definição do rito deve ser definida nesta terça-feira, 19, em reunião de líderes. Em duas reuniões, chegou a dizer que não “mancharia” sua biografia imprimindo novo rito.
calheiros
(Foto: Divulgação EBC)
Mas, para aliados, esse prazo de 24 dias pode ser encurtado em pelo menos uma semana para reduzir pressão das ruas e incertezas políticas. Uma pessoa próxima avalia que ele não cometeria “suicídio político” de ficar contra a maré. A decisão terá de ser tomada por maioria simples dos 81 senadores.
Pela última atualização do Placar do Impeachment de O Estado de S. Paulo, já há votos suficientes entre senadores para tanto: 44 a favor, 21 contra, 6 não quiseram responder e 10 indecisos.
Renan não se pronunciou no domingo. Ele passou o fim de semana em Alagoas e chegou a Brasília no fim do dia.
Um aliado de Renan que era próximo a Dilma, o líder do PMDB do Senado, Eunício Oliveira (CE), almoçou no domingo com o vice Michel Temer no Palácio do Jaburu e já trabalha para fazer indicações para a comissão especial do impeachment. Ele cogita indicar a senadora Ana Amélia (PP-RS) relatora do pedido. Ela já se manifestou a favor do impedimento.
Apesar do resultado desfavorável na Câmara, senadores do PT consideram que ainda podem contar com Renan, desafeto histórico de Temer no PMDB, para barrar o afastamento da presidente por 180 dias. Fiam-se nas palavras dele em encontro com a bancada petista e veem em sua atuação um importante trunfo para Dilma tentar recompor a base no Senado. “Por que o Renan vai tirar a espada da cabeça do Temer?”, questiona um senador do PT.
Já aliados de Temer pressionam para acelerar o processo. Querem definição em 15 dias – o afastamento do então presidente Fernando Collor em 1992 ocorreu três dias após a manifestação dos deputados. Para o senador Romero Jucá (RR), presidente em exercício do PMDB, Renan está “sensibilizado” com a gravidade da situação. “Não estou dizendo que o processo será rápido, mas o Renan não vai atrapalhar”, disse Jucá, lembrando que há regras regimentais a serem cumpridas.
A pessoas próximas, Renan admite que, mesmo tendo restrições ao mérito do pedido de impeachment, não vai segurar o processo sozinho. Interlocutores reconhecem ser uma questão de tempo o afastamento da presidente pelo plenário do Senado e, futuramente, sua condenação com o voto de pelo menos 54 dos 81 senadores. Essa última decisão deve ocorrer só no segundo semestre, possivelmente em outubro.
Em público, o discurso de Renan é de que atuará como árbitro do pedido. “Você tem de preservar a condição (de presidente do Senado) ou parcializa a atuação e dificulta”, disse à reportagem na semana passada. “Tudo o que eu falar será interpretado assim: Renan está querendo consumar o fato, aí você perde a isenção”.
Gesto
Interlocutores de Temer já indicam que, caso o vice assuma a Presidência interinamente, vai procurá-lo em busca de respaldo no Congresso. Renan tende a ter atuação decisiva: ao mesmo tempo em que se afastou de Dilma com o discurso de que não a apoiava pessoalmente, mas sim o País, o peemedebista se aproximou da cúpula do PSDB. “Ele construiu as bases de aproximação com a oposição, ativo importante na governabilidade.”
Renan tem um trunfo contra Temer. Em dezembro, atuou para o Senado aprovar pedido para que o Tribunal de Contas da União faça auditoria em sete decretos de crédito suplementar assinados pelo vice, a mesma fundamentação do pedido de impeachment de Dilma. O TCU ainda não concluiu a apuração, mas Renan tem influência sobre ministros da Corte.
Em liminar, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou ao presidente da Câmara que instalasse comissão para analisar o impeachment de Temer. Mesmo com Cunha tendo recorrido da decisão, uma futura posição da Corte de Contas pode jogar pressão sobre o vice.
Uma das grandes preocupações de Renan, segundo aliados, é com a Operação Lava Jato. Os nove inquéritos a que ele responde são tidos como seu ponto fraco. O peemedebista tende a compor com Temer também de olho no seu futuro político, uma vez que em fevereiro ele deixará o comando do Senado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Câmara dos Deputados autoriza abertura do processo de impeachment contra presidente Dilma Rousseff


Por Elizangela Jubanski

Em dia histórico no país, a maioria dos deputados federais, que integra a Câmara, votou a favor da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), nesse domingo (17). A oposição atingiu o número mínimo de 342 votos a favor, quando os contra somavam 127. Abstenção (6) e faltas (2) somaram 8 votos, no momento do voto decisivo. O Governo precisava de 172 votos para impedir o processo. No total, Ao todo, 367 deputados votaram a favor da abertura do processo de impeachment, contra 137 deputados que votaram a favor do Governo. Até o fim da votação, foram 7 abstenções e 2 faltas – totalizando 146 votos.
A partir de agora, o Senado fica responsável pela abertura ou arquivamento do processo de impeachment. O foco é voltado ao presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), responsável pela condução do processo, e também aos senadores indecisos. Na terça-feira, os líderes partidários deverão indicar os 42 parlamentares que vão compor a comissão que analisará o assunto no Senado, com 21 titulares e 21 suplentes. A comissão tem prazo de 48 horas para eleger o presidente e o relator. Por causa do feriado de 21 de abril, nesta quinta-feira, isso deverá ocorrer somente na segunda-feira (25).
A expectativa é de que os senadores votem a abertura do processo no início de maio. Também em processo de votação, se Casa aceitar a denúncia, Dilma é afastada por 180 dias. Até a votação, ela segue no poder. O vice-presidente, Michel Temer, assumiria a presidência durante os seis meses, em caso de acatamento.
Votação
A sessão foi aberta às 14 horas e os líderes partidários usaram a bancada para defender pontos de vista de votação até por volta das 17h30. A votação iniciou poucos minutos depois, sob comando do presidente da Casa, Eduardo Cunha.
No estado do Paraná, a votação pela abertura do processo teve a maioria dos votos. Foram 26 votos a favor, contra quatro deputados que usaram, cerca de dez segundos, para defender o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).
Faltosos
Ao contrário do que muitos imaginavam, apenas dois dos 513 deputados que compõem a Câmara se ausentaram da votação de hoje (17) para abertura ou não do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Compareceram para a votação 511 deputados.
Os dois faltosos são Anibal Gomes (PMDB-CE), que estaria com problema de saúde, e a deputada Clarisse Garotinho (PR-RJ), que está na 35ª semana de gravidez e apresentou atestado médico.