Quanto custa um encontro com o ex-marido de Dilma


Em acordo de delação premiada, o executivo da Engevix José Antunes Sobrinho revela ter pago R$ 239 mil a um intermediário para que o apresentasse a Carlos Araújo, que foi casado com a presidente

DANIEL HAIDAR, ANA CLARA COSTA E DIEGO ESCOSTEGUY
21/04/2016 - 21h15 - Atualizado 21/04/2016 21h24
Carlos Araújo (Foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Em janeiro deste ano, ÉPOCA revelou como o empreiteiro José Antunes Sobrinho, da Engevix, articulou encontros com o advogado Carlos Franklin Paixão Araújo, ex-marido da presidenteDilma Rousseff, com o objetivo de solucionar problemas em sua empresa entre os anos de 2013 e 2014. ÉPOCA conversara com dois intermediadores que confirmaram os arranjos para o contato com Araújo: o diretor da Desenvix e ex-vice-presidente da Engevix, Paulo Roberto Zuch, e um amigo de longa data do ex-casal, Nilton Belsarena. Ou Nilton ‘Negão’, para os mais íntimos. A reportagem revelou ainda que, logo após os encontros, Zuch realizou uma transferência de R$ 200 mil para a Ribas & Ribas, empresa controlada Nilton Belsarena e sua esposa, Eunice Ribas. Um mês depois da transação financeira, Zuch recebeu o mesmo valor da Enerbio, fornecedora da Engevix. À época, ambos negaram que o dinheiro havia sido uma espécie de bonificação pelos encontros promovidos pela dupla entre Antunes e Araújo. A delação de Antunes, obtida com exclusividade por ÉPOCA, e que está com os integrantes da Força Tarefa da Lava Jato, esclarece a origem e o destino dos valores.
Em sua delação, Antunes revela ter, sim, repassado R$ 239 mil a Nilton, por meio de Zuch. Segundo o documento entregue aos procuradores, o empreiteiro diz que Araújo jamais cobrou valores diretamente do delator. Antunes também levantou uma dúvida: disse não saber se Nilton se utilizava de Araújo para enriquecer ou se trabalhava como um operador do ex-marido de Dilma.
Os encontros aconteceram, conforme revelou ÉPOCA, em períodos em que a Engevix enfrentava dificuldades. Na primeira vez, em 2013, o assunto tratado eram os Aeroportos de Brasília e São Gonçalo do Amarante, concedidos a um consórcio liderado pela empreiteira, em parceria com a argentina Corporación América. Antunes confirmou, no documento, que recebeu recados do Palácio do Planalto que denotavam a insatisfação da presidente com as obras. Pensou que isso pudesse fazê-lo perder as concessões e recorreu a Araújo por ajuda. Ainda segundo o delator, os prazos para a entrega das obras terminaram sendo cumpridos e as tensões com o Planalto recuaram. Antunes assim descreve: “Sendo que não houve mais recados do Palácio do Planalto, e o colaborador entende que esta confiança se deu pelo apoio e interferência de Carlos Araújo”.
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Em outro encontro, ocorrido em 2014, Antunes pediu o auxílio de Araújo para destravar a liberação de uma tranche de R$ 62 milhões de um financiamento do Fundo da Marinha Mercante para sua empresa, por meio da Caixa Econômica Federal. Ao ouvi-lo, Araújo se mostrou sensibilizado, disse Antunes. “Dizia que iria tomar providências para ajudar”, afirmou o delator. A mesma disposição de Araújo em ajudar a Engevix foi confirmada por ÉPOCA em janeiro, com base em relatos de Zuch. Contudo, até o momento, não há sinais de resultado sobre o dinheiro. A liberação continua travada e Antunes não pode sequer voltar ao amigo Araújo, pois está preso em Curitiba.

Quando esteve em Brasília para ser ouvido na CPI dos Fundos de Pensão, em fevereiro, Antunes conversou brevemente com ÉPOCA. O discurso, contudo, era diferente do que consta do termo de colaboração. O empreiteiro confirmou os encontros com Antunes, mas negou que tivesse pagado qualquer valor a Zuch ou Belsarena. Quando questionado sobre a razão de ter recorrido a Araújo, o empreiteiro não hesitou. “Eu tinha um estaleiro quebrando e ele conhecia todo mundo. Políticos, sindicatos, além de ser ex-marido da presidente. Tinha muita gente sendo demitida e é lógico que eu ia fazer de tudo para impedir isso”, disse o empreiteiro.

Dono da Engevix delata Temer, Renan, Erenice e propina para campanha de Dilma


José Antunes Sobrinho, preso desde setembro, resolveu entregar à Lava Jato tudo – ou grande parte – do que sabe

DANIEL HAIDAR, ANA CLARA COSTA E DIEGO ESCOSTEGUY
21/04/2016 - 21h20 - Atualizado 21/04/2016 22h24
>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana:
O engenheiro José Antunes Sobrinho, de 63 anos, prosperou nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele é um dos donos da Engevix, empreiteira que ascendeu a partir de 2003, por meio de contratos, financiamentos e empréstimos obtidos com estatais e bancos públicos. A empresa valia R$ 141 milhões em 2004. Dez anos depois, faturava R$ 3,3 bilhões. O modelo de negócios de Antunes era simples e eficiente, adaptado ao capitalismo de Estado promovido pelos governos petistas. Consistia em corromper quem detivesse a caneta capaz de liberar dinheiro público à empresa dele. Ou, se esse estratagema não fosse suficiente, corromper os chefes políticos e amigos influentes daqueles que detivessem as canetas. Antunes e seus sócios pagavam propina, portanto, para conseguir o acesso ao dinheiro público barato que, por sua vez, permitiria à Engevix conseguir, mediante mais propina, os grandes contratos públicos de serviços e obras, em estatais como Petrobras, Eletronuclear, Furnas, Infraero e Belo Monte.

Antunes era bom no que fazia, conforme atestam os números da Engevix. Talvez bom demais. A exemplo de outros empreiteiros que seguiam o mesmo modelo de negócios, foi preso na Operação Lava Jato. Tornou-se acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e, entre outros crimes, de participar do cartel de empreiteiras que, associado em especial aos políticos do PT e do PMDB, destruiu a Petrobras e devastou outras estatais durante os governos Lula e Dilma. Preso desde setembro em Curitiba, Antunes resolveu entregar aos procuradores da Lava Jato tudo – ou grande parte – do que sabe. As negociações, que estão em estágio avançado, passaram a envolver recentemente a equipe do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Muitos dos crimes admitidos por Antunes envolvem, direta ou indiretamente, políticos com foro privilegiado – aqueles que, muitas vezes, são os donos de fato de quem move as canetas nas estatais.

ÉPOCA obteve acesso, na íntegra e com exclusividade, à última proposta de delação entregue pelos advogados de Antunes aos procuradores. São 30 anexos, cada um deles com fatos, pessoas e crimes distintos.
 
Capa edição 932 (Foto: Rodrigo Félix Leal / Futura Press)
No documento e em conversas com procuradores da República, Antunes disse ter pago propina a operadores que falavam em nome do vice-presidente da República, Michel Temer, e do presidente do Senado, Renan Calheiros, ambos do PMDB. Segundo ele, nos governos petistas, os dois patrocinaram a nomeação de afilhados políticos em estatais como Petrobras e Eletronuclear. Antunes também afirmou ter pago milhões em propina ao caixa clandestino do PT, em razão de vantagens indevidas obtidas pela Engevix na Caixa, no fundo de pensão do banco, a Funcef, em Belo Monte, na Petrobras e no Banco do Nordeste. Ainda de acordo com Antunes, o PT, em especial por meio de José Dirceu e João Vaccari, ambos presos na Lava Jato, também patrocinava afilhados políticos nesses órgãos públicos. Antunes disse que foi pressionado por Edinho Silva, então arrecadador de Dilma e hoje ministro no Planalto, a financiar a campanha da presidente em 2014. 
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O engenheiro José Antunes Sobrinho, de 63 anos, prosperou nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele é um dos donos da Engevix, empreiteira que ascendeu a partir de 2003, por meio de contratos, financiamentos e empréstimos obtidos com estatais e bancos públicos. A empresa valia R$ 141 milhões em 2004. Dez anos depois, faturava R$ 3,3 bilhões. O modelo de negócios de Antunes era simples e eficiente, adaptado ao capitalismo de Estado promovido pelos governos petistas. Consistia em corromper quem detivesse a caneta capaz de liberar dinheiro público à empresa dele. Ou, se esse estratagema não fosse suficiente, corromper os chefes políticos e amigos influentes daqueles que detivessem as canetas. Antunes e seus sócios pagavam propina, portanto, para conseguir o acesso ao dinheiro público barato que, por sua vez, permitiria à Engevix conseguir, mediante mais propina, os grandes contratos públicos de serviços e obras, em estatais como Petrobras, Eletronuclear, Furnas, Infraero e Belo Monte.

Antunes era bom no que fazia, conforme atestam os números da Engevix. Talvez bom demais. A exemplo de outros empreiteiros que seguiam o mesmo modelo de negócios, foi preso na Operação Lava Jato. Tornou-se acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e, entre outros crimes, de participar do cartel de empreiteiras que, associado em especial aos políticos do PT e do PMDB, destruiu a Petrobras e devastou outras estatais durante os governos Lula e Dilma. Preso desde setembro em Curitiba, Antunes resolveu entregar aos procuradores da Lava Jato tudo – ou grande parte – do que sabe. As negociações, que estão em estágio avançado, passaram a envolver recentemente a equipe do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Muitos dos crimes admitidos por Antunes envolvem, direta ou indiretamente, políticos com foro privilegiado – aqueles que, muitas vezes, são os donos de fato de quem move as canetas nas estatais.

ÉPOCA obteve acesso, na íntegra e com exclusividade, à última proposta de delação entregue pelos advogados de Antunes aos procuradores. São 30 anexos, cada um deles com fatos, pessoas e crimes distintos.
 
Capa edição 932 (Foto: Rodrigo Félix Leal / Futura Press)
No documento e em conversas com procuradores da República, Antunes disse ter pago propina a operadores que falavam em nome do vice-presidente da República, Michel Temer, e do presidente do Senado, Renan Calheiros, ambos do PMDB. Segundo ele, nos governos petistas, os dois patrocinaram a nomeação de afilhados políticos em estatais como Petrobras e Eletronuclear. Antunes também afirmou ter pago milhões em propina ao caixa clandestino do PT, em razão de vantagens indevidas obtidas pela Engevix na Caixa, no fundo de pensão do banco, a Funcef, em Belo Monte, na Petrobras e no Banco do Nordeste. Ainda de acordo com Antunes, o PT, em especial por meio de José Dirceu e João Vaccari, ambos presos na Lava Jato, também patrocinava afilhados políticos nesses órgãos públicos. Antunes disse que foi pressionado por Edinho Silva, então arrecadador de Dilma e hoje ministro no Planalto, a financiar a campanha da presidente em 2014. 

Antunes e boa parte dos principais delatores da Lava Jato afirmam que esse modelo de negócios só era possível graças à maior das canetas: a do presidente da República. Sem ela, seja com Lula, seja com Dilma, nenhum desses afilhados políticos estariam nos postos para os quais foram despachados por PT e PMDB, os dois principais partidos da coalizão governista. Para manter boas relações com o Planalto, Antunes diz que pagou para ter a influência do advogado Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma, conforme revelou ÉPOCA. Afirma que pagou, também, para a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi, até 2010, a principal assessora de Dilma. A seguir, alguns dos principais episódios narrados por Antunes. Se sua proposta de delação for aceita, o depoimento, somado a provas que Antunes promete apresentar, pode ser valioso para as investigações da Lava Jato.

Toffoli diz que alegação de ‘golpe’ ofende as instituições brasileiras


índice
Cláudio Humberto, Diário do Poder
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atuou como advogado do PT antes de ser nomeado para o cargo pelo então presidente Lula, refutou enfaticamente nesta quarta-feira a insistência da presidente Dilma Rousseff de chamart de “golpe” o processo de impeachment.
Falar em golpe, segundo Toffoli, é uma ofensa às instituições brasileiras, ainda mais no exterior. Dilma viaja nesta quinta-feira para Nova York a pretexto de participar de um encontro na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre clima, mas seu objetivo é discursar “denunciando” um “golpe” em curso no Brasil.
Dias Toffoli considera mesmo que “falar que o processo de impeachment é um golpe depõe e contradiz a própria atuação da defesa da presidente, que tem se defendido na Câmara dos Deputados, agora vai se defender no Senado, se socorreu do Supremo Tribunal Federal, que estabeleceu parâmetros e balizas garantindo a ampla defesa.
Em suas declarações, feitas ao Jornal Nacional, “alegar que há um golpe em andamento é uma ofensa às instituições brasileiras, e isso pode ter reflexos ruins inclusive no exterior porque isso passa uma imagem ruim do Brasil”. Ele sustenta que uma “atuação responsável” da presidente “seria fazer a defesa e respeitar as instituições brasileiras e levar uma imagem positiva do Brasil para o mundo todo, que é uma democracia sólida, que funciona e que suas instituições são responsáveis”.
A lorota do “golpe” foi rechaçada também pelo decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, e pelo ministro Gilmar Mendes. Mello chegou a dizer que é “equívoco gravíssimo” falar em golpe, e que será estranho se a presidente defender esse argumento no exterior. Gilmar Mendes afirmou também que a intervenção do Supremo, ao determinar o rito a ser seguido pela comissão da Câmara, indica “que as regras do Estado de Direito estão sendo observadas”.

Telão contra Dilma em NY



Brasileiros obtiveram a autorização da prefeitura de Nova York para a instalação de um telão, amanhã, nas proximidades da ONU.
Querem protestar contra Dilma Rousseff.
Neste momento, eles correm atrás do telão.

Explique-se, Eduardo Paes



O Estadão informa que a ciclovia Tim Maia, que desabou hoje no Rio, foi erguida pela Concremat, empreiteira da família de Antônio Pedro Viegas Figueira de Mello, secretário de Turismo de Eduardo Paes.
A Concremat foi fundada por Mauro Ribeiro Viegas, avô do secretário.
A brita usada na obra é da pedreira dos Picciani?

Dilma e o golpe da emenda




Ricardo Noblat, em O Globo:
"Ao impeachment, que teima em chamar de golpe, Dilma deverá contrapor, em breve, uma emenda à Constituição reduzindo em dois anos seu mandato para que em outubro próximo seja eleito um novo presidente.
É isso o que o PT e Lula estão cobrando dela. É isso o que ele já ouviu como conselho de ministros e amigos. É o que Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, já sugeriu mais de uma vez.
O vice-presidente Michel Temer sabe que Dilma poderá ceder às pressões e enviar a emenda ao Congresso. Por isso, autorizou o senador Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, a tratá-la desde já como um golpe."
Deve ser tratado como golpe porque é golpe. Felizmente, Dilma não consegue mais passar no Congresso nem mesmo outorga de medalha.

QUEM RECEBEU DA PEPPER


Em seu relatório sobre a Pepper, o Coaf diz que os beneficiários dos repasses foram enquadrados nas atipicidades previstas na carta circular 3.542, do Banco Central.
"Pagamentos habituais a fornecedores ou beneficiários que não apresentem ligação com a atividade ou ramo de negócio da pessoa jurídica; e movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional."
Dos recursos recebidos pela Pepper, R$ 4,8 milhões foram aplicados em fundos de investimentos, outros R$ 2,3 milhões foram embolsados pela própria Danielle Fonteles.
Além de pagar impostos e funcionários, a Pepper fez diversos repasses suspeitos. Está na lista o famoso R$ 260 mil entregue à Oli Comunicação e Imagem, de Carolina Oliveira, mulher do governador Fernando Pimentel.
Há ainda pagamentos de blogueiros sujos e repasses a corretoras de câmbio.

COAF: OPERAÇÕES DA PEPPER CHEGAM A R$ 98,4 MILHÕES



Danielle Fonteles, que entregou Giles Azevedo em sua delação premiada, comandou nos últimos anos uma das principais lavanderias de de dinheiro sujo do PT.
Um relatório do Coaf, remetido à CPI do BNDES, indica que a Pepper "foi objeto de comunicações de operações financeiras com valor associado de R$ 98,4 milhões", entre 2007 e 2015.
Desse montante, a agência movimentou, entre janeiro de 2013 e maio de 2015, um total de R$ 58,3 milhões. Na prática, entraram na conta da Pepper R$ 29,7 milhões e saíram R$ 28,6 milhões.

Primeira vítima de queda de ciclovia é identificada


Viuva reconhece corpo do marido na praia
Viuva reconhece corpo do marido na praia Foto: Guilherme Leporace / O Globo
Elisa Clavery

O corpo do engenheiro Eduardo Marinho de Albuquerque, de 54 anos, primeira vítima da queda da ciclovia, foi identificado agora há pouco ainda na areia da praia pela viúva Eliane Fernandes. Ele deixa um filho de 15 anos.
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Viúva reconhece o corpo da vítima
Viúva reconhece o corpo da vítima Foto: Guilherme Leporace / O Globo
Viúva é amparada
Viúva é amparada Foto: Agência O Globo
Segundo o cunhado João Ricardo Tinoco, o engenheiro estava correndo na ciclovia no momento do acidente:
- Eu sabia que ele tinha esta rotina de exercício aqui e quando soube do desabamento, vim direto para a praia e reconheci o corpo. O trabalho final está aí e gerou esta desgraça. Só não sei quantas pessoas estavam ali no lazer - disse cunhado João Ricardo.
A mulher estava muito abalada e preferiu não conversar com jornalistas. Outro homem também morreu na queda da estrutura.
Prefeito lamenta
Por meio de nota, o prefeito Eduardo Paes lamentou "profundamente" o acidente na Ciclovia da Niemeyer e disse que se solidariza com as famílias das vítimas e com todos os cariocas neste momento. Segundo a nota, no momento do desabamento o prefeito estava em deslocamento para a Grécia - onde participaria, em Atenas, da cerimônia de passagem da tocha olímpica - e já está voltando para o Brasil.
- É imperdoável o que aconteceu, já determinei a apuração imediata dos fatos e estou voltando para o Brasil para acompanhar de perto - disse o prefeito, que saiu ontem à noite do Rio.
A Prefeitura do Rio esclarece que a prioridade neste momento é garantir a segurança da população e o atendimento às vítimas e aos seus familiares. Técnicos do município estão desde cedo no local, trabalhando com coordenação da Secretaria Municipal de Obras. O resultado da vistoria realizada pela Fundação Geo-Rio para apurar as causas do acidente será divulgado assim que concluído. Os reparos serão executados pela empresa responsável pela construção, sem ônus adicionais ao município, já que a ciclovia ainda está na garantia de obra. A Avenida Niemeyer permanece interditada ao tráfego e o Corpo de Bombeiros continua as buscas no local.
Eliane é amparada na praia
Eliane é amparada na praia Foto: Guilherme Leporace / O Globo
Marido de Eliane morreu no desabamento da ciclovia
Marido de Eliane morreu no desabamento da ciclovia Foto: Guilherme Leporace / O Globo
Marido de Elaine estava correndo da Ciclovia
Marido de Elaine estava correndo da Ciclovia Foto: Guilherme Leporace / O Globo


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/primeira-vitima-de-queda-de-ciclovia-identificada-19139968.html#ixzz46UaQ6DkC

Prince morre aos 57 anos


Polícia faz investigação na casa do cantor em sua casa em Minnesota, EUA.
Assessor e familiar confirmaram a morte do astro pop nesta quinta-feira (21).

Do G1, em São Paulo


O cantor Prince morreu aos 57 anos. Seu corpo foi encontrado na casa onde morava, no estado norte-americano de Minnesota, nesta quinta-feira (21). A causa da morte, confirmada por uma assessora e um familiar à imprensa americana, ainda não foi informada.
A morte está sendo investigada pela polícia. Segundo o site TMZ, a polícia informou que, inicialmente, não havia sinais de crime ou violência no local. O TMZ publicou o áudio do rádio da polícia sobre o caso.
"Quando agentes e a equipe médica chegaram, eles encontraram um homem adulto inconsciente no elevador. Cinco profissionais tentaram fazer primeiros socorros, mas não conseguiram reanimar a vítima", diz um comunicado oficial da polícia. A equipe chegou às 9h43 e Prince foi declarado morto às 10h07, segundo a nota.
Prince havia sido levado para o hospital em estado de emergência em 15 de abril. Por causa disso, seu jatinho particular teve de fazer um pouso urgente em Illinois. No dia seguinte, ele garantiu aos fãs que estava bem durante um show.
"É com profunda tristeza que eu confirmo que o lendário e icônico artista Prince Roger Nelson morreu em sua residência em Paisley Park, aos 57 anos. Não há mais detalhes sobre a causa da morte neste momento", disse a assessora do artista, Yvette Noel-Schure, à imprensa dos EUA.
Ícone pop
Prince foi um dos artistas mais influentes da música pop durante seus 40 anos de carreira. Cantor, compositor, multi-instumentista e ator, ele teve o talento reconhecido com sete prêmios e 30 indicações no Grammy, um Oscar, um Globo de Ouro e quatorze músicas no top 10 da “Billboard”.
Prince tornou-se um fenômeno mundial nos anos 1980, fundamentalmente com "Purple Rain" (1984), frequentemente considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos.
O estrondoso sucesso que ele alcançou entre 1984 e 1985, quando emplacou “When doves cry”, “Let’s go cracy”, “Purple rain” e “Kiss“, marcou sua imagem para o grande público. Mas apenas os hits não resumem sua importância para diversos gêneros musicais: funk, rock, r&B, soul, jazz e rap.
Comoção
A morte de Prince causa comoção entre artistas em todo o mundo. Madonna disse no Twitter: ""Ele mudou o mundo! Um verdadeiro visionário. Que m... Estou devastada."
Katy Perry, Gene Simmons, Justin Timberlake, Spike Lee e inúmeros outros lamentaram a morte de Prince (clique para ler mais).
Família de músicos
Prince Rodgers Nelson nasceu e morreu em Minnesota, nos EUA. Prince era filho de músicos. Seu pai usava o nome artístico de Prince Rodgers, o que inspirou seu nome de batismo. No lar musical começou seu interesse por canções, junto com a irmã Tika. No começo dos anos 70 ele já começou a participar de bandas.
Seus primeiros discos foram lançados no final da década de 1970, com algum destaque, mas foi só em 1982, com o álbum e a faixa homônima “1999” que ele conseguiu o seu primeiro grande sucesso. Foram mais de trinta álbuns de estúdio, quatro deles lançados em 2014 e 2015: “Plectumelectrum”, “Art oficial age,” “HITnRUN Phase One” e “HITnRUN Phase Two”.
Não foi apenas na música que Prince foi uma figura excepcional. Com 1,58m de altura, também se destacou pelo visual único e pelas opiniões fortes quanto à indústria do entretenimento.
'Símbolo do amor'
O cantor e compositor chamou a atenção quando mudou, nos anos 1990, seu nome para um "símbolo de amor" e escreveu a palavra "escravo" em sua bochecha para protestar contra as condições contratuais do selo Warner.
Ele havia feito recentemente shows em Paisley Park, onde morava, e na Austrália, onde se apresentou somente com um piano, afirmando que desejava um novo desafio artístico.
O cantor se casou duas vezes. O primeiro casamento foi com a dançarina Mayte Garcia, de quem se separou em 2000. A segunda esposa foi Manuela Testolini, de quem se divorciou em 2006.
Briga contra streaming
Em julho de 2015, Prince solicitou a retirada de seu catálogo de músicas de várias plataformas na internet, exceto o Tidal, gerenciado por Jay Z.
"Se isso é o que se sente com a liberdade, 'HitNRun' é como soa (a liberdade)", comentou no comunicado enviado este fim de semana à imprensa, no qual informou ainda que levou 90 dias para fazer "HitNRun", o 34º disco de estúdio de sua carreira.
Este álbum "em liberdade" chegará depois de, após anos de desencontros com as gravadoras tradicionais, parecesse ter chegado a um novo entendimento com elas quando em 2014 lançou dois álbuns pela Warner Music, "Plectrumelectrum", junto com o grupo feminino de rock 3rd EyeGirl, e "Art Official Age".
Rock in Rio 1991
Em 1991, ele fez sua única apresentação no Brasil, no Rock in Rio, no Maracanã. “Poucas horas antes de aparecer no local do show o baixinho exigiu que todo o seu camarim estivesse iluminado pela cor púrpura (“Purple Rain”, sacou?). Ele ainda pediu máscara de oxigênio e um piano branco de cauda na suíte de seu hotel”, diz o site oficial do Rock in Rio.
Veja abaixo reportagem sobre Rock in Rio 2, com trechos do show de Prince:

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Prince é visto durante show no Apollo Theater, em Nova York, nos EUA, em outubro de 2010 (Foto: Lucas Jackson/Reuters)Prince é visto durante show no Apollo Theater, em Nova York, nos EUA, em outubro de 2010 (Foto: Lucas Jackson/Reuters)
O cantor Prince se apresenta em show da turnê Purple Rain em Cicinnati, Ohio, nos EUA, em foto de janeiro 1985 (Foto: Rob Burns/AP/Arquivo)O cantor Prince se apresenta em show da turnê Purple Rain em Cicinnati, Ohio, nos EUA, em foto de janeiro 1985 (Foto: Rob Burns/AP/Arquivo)
Prince se apresenta com Beyonce durante a 46ª edição do Gremmy Awards em Los Angeles, nos EUA, em fevereiro de 2004 (Foto: Gary Hershorn/Reuters/Arquivo)Prince se apresenta com Beyonce durante a 46ª edição do Gremmy Awards em Los Angeles, nos EUA, em fevereiro de 2004 (Foto: Gary Hershorn/Reuters/Arquivo)
Cantor Prince em foto de arquivo de 2014 (Foto: REUTERS/Jean-Paul Pelissier/Files)Cantor Prince em foto de arquivo de 2014 (Foto: REUTERS/Jean-Paul Pelissier/Files)
Combinação de fotos de arquivo tiradas em novembro de 2015 mostra o músico Prince durante o American Music Awards no Microsoft Theater, em Los Angeles, nos EUA  (Foto:  Kevin Winter/Getty Images/AFP)Combinação de fotos de arquivo tiradas em novembro de 2015 mostra o músico Prince durante o American Music Awards no Microsoft Theater, em Los Angeles, nos EUA (Foto: Kevin Winter/Getty Images/AFP)
Cantor Prince canta em edição do 'American Idol' em 2006 (Foto: REUTERS/Chris Pizzello/Files)Cantor Prince canta em edição do 'American Idol' em 2006 (Foto: REUTERS/Chris Pizzello/Files)
O cantor e músico americano Prince canta no estádio Stade de France, em Saint- Denis, nos arredores de Paris, na França, em junho de 2011 (Foto: Bertrand Guay/AFP/Arquivo)O cantor e músico americano Prince canta no estádio Stade de France, em Saint- Denis, nos arredores de Paris, na França, em junho de 2011 (Foto: Bertrand Guay/AFP/Arquivo)