Acidente destrói cabine de caminhão e termina com 14 presos por saque de carga



Da Redação com PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu em flagrante 14 homens por saque de carga neste domingo (24) na BR 116 em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba. Um caminhão carregado com pneus e outros produtos tombou por volta de 9h30 no quilômetro 48 da Rodovia Régis Bittencourt, o que provocou a interdição total da pista por cerca de uma hora.
Parte da carga, avaliada em R$ 288 mil, se espalhou sobre as duas pistas e foi saqueada por motoristas que passavam pelo local. Socorrido, o motorista do caminhão foi encaminhado ao Hospital Angelina Caron, sem risco de morte.
Todos os saqueadores presos foram abordados minutos após o acidente, em frente à Unidade Operacional Taquari da PRF. Entre eles está um argentino que dirigia um caminhão-cegonha com destino a Buenos Aires.
Parte da carga saqueada foi recuperada dentro dos veículos abordados pelos policiais rodoviários federais. Alguns dos envolvidos, ao saber da ação da PRF, começaram a dispensar mercadorias pelas janelas dos veículos em movimento, antes de passar pelo posto policial.
Uma equipe da PRF fez uma varredura pelo trecho, recolhendo os produtos saqueados que foram dispensados pelo caminho. A distância entre o local do acidente e a posto da PRF é de aproximadamente oito quilômetros.
Foi preciso deslocar um ônibus da PRF para transportar todos os presos até a Delegacia da Polícia Civil em Campina Grande do Sul. Quem participa de saques de carga comete crime de furto ou roubo, conforme o enquadramento da autoridade policial. No caso de furto, a pena prevista é de até oito anos de reclusão. Já o crime de roubo prevê reclusão de até dez anos.

Homem armado se tranca no banheiro e causa confusão em shopping; PM negocia


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(Foto: Divulgação Polícia Militar)
Um homem armado foi flagrado na tarde deste domingo, 24, dentro do Shopping Tucuruvi, na zona norte de São Paulo. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), ele correu dos seguranças e se trancou no banheiro.
Há suspeita de que o suspeito esteja com reféns. A PM confirma uma pessoa com o suspeito, mas o shopping nega. A ocorrência está em andamento e o estabelecimento está cercado por agentes da PM.
Mais informações em breve

Homem entra em represa para buscar bola de futebol e morre afogado


Por Luiz Henrique de Oliveira e Daniela Sevieri

 
Uma tragédia deixou um homem de 32 anos morto no início da manhã deste domingo (24) na Estrada Nova Tirol, na Colônia Santa Maria, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Genivaldo Machado Pinto tentou buscar uma bola que caiu emuma represa e não conseguiu voltar.
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Homem de 32 anos entrou na represa para buscar bola de futebol (Foto: Daniela Sevieri – Banda B)
O Corpo de Bombeiros foi ao local para retirar o corpo de Machado, que estava submerso. “O local é muito bonito, mas infelizmente com águas desconhecidas. O grande problema é o que tem no seu fundo e a profundidade. Ninguém deve se arriscar”, disse à Banda B o tenente Moletta.
O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML). Machado estava com o irmão quando a tragédia aconteceu. “Por volta das 8h, ele entrou na água para tentar pegar a bola e logo em seguida já se afogou. Foi algo instantâneo”, concluiu o tenente.
Familiares de Machado estavam inconsoláveis com a tragédia.

O dono de motel que espionou a vida sexual de seus hóspedes por décadas


História de Gerald Foos é tema de novo e polêmico livro de Gay Talese, que traz relatos de sexo grupal e assassinato.

Da BBC
Em janeiro de 1980 o jornalista americano Gay Talese recebeu uma carta anônima em casa. Era de um homem que dizia ter comprado um motel em Aurora, no Estado americano do Colorado, para “satisfazer suas tendências voyeuristas”.
O pequeno empresário americano dizia que tinha instalado grelhas de ventilação falsas no teto de vários dos 21 quartos para poder espiar os hóspedes enquanto estes mantinham relações sexuais.
Na carta o homem explicava que não apenas queria contar com exclusividade a história de seus 15 anos de voyeurismo mas também o convidava para visitar o sótão do motel, o local onde o proprietário se posicionava para para espionar os hóspedes através das grelhas falsas.
Apesar do convite estranho, se levarmos em conta a carreira de Talese, a situação parece normal.
Na década de 1980, Talese já era um jornalista famoso, considerado um dos pais do chamado "new journalism", a corrente que elevou esse trabalho ao nível de arte literária, narrando cenas e pequenos detalhes com um ponto de vista.
Na época em que recebeu a carta, Talese estava promovendo o livro A Mulher do Próximo, em que investigava os hábitos sexuais nos Estados Unidos antes da aparição da Aids.
Ética
Nos últimos dias, no entanto, o próprio Talese sofreu questionamentos pelos métodos usados na investigação do caso do motel.
O jornalista foi ao motel do voyeurista e usou uma das grelhas falsas para observar um casal fazendo sexo oral sem pedir permissão. Além disso, ele também ficou sabendo de um assassinato que ocorreu no motel e não fez a denúncia.
“Tenho 84 anos e sou jornalista há quase 65. Não acho que tenha que me defender”, disse Talese à BBC Mundo.
No dia 11 de abril, a revista The New Yorker publicou a reportagem de Talese chamada The Voyeur’s Motel (“O Motel do Voyeurista”, em tradução livre). O artigo é uma amostra do livro homônimo que a editora Grove Atlantic lançará em julho.
O livro conta a história de Gerald Foos, um homem que, com o consentimento e ajuda de sua esposa Donna, comprou um motel em 1969 nos arredores da cidade de Denver onde montou o sistema de espionagem dos hóspedes.
Quando um casal atraente chegava, Foos e a esposa colocavam os dois em um dos quartos com as grelhas no teto. Foos e Donna então subiam para a parte de cima para poder espiar o casal.
Foos manteve registros do que observou desde que comprou o motel até 1995, quando vendeu o estabelecimento.
O proprietário reconhece que é um voyeurista, mas insistiu, nos depoimentos a Talese, que o que fazia tinha objetivo científico.
No entanto, é difícil confirmar que tudo o que Foos narra é verdade. Para começar, suas primeiras anotações começam em 1966, mas, segundo averiguou Talese, ele comprou o motel em 1969.
A partir daí tudo pode ser realidade, delírio ou um pouco dos dois: desde os tradicionais relatos de encontros furtivos entre chefes e suas secretárias até histórias de sexo grupal.
A história é tão incrível que, horas depois de sua publicação, o cineasta Sam Mendes (Beleza Americana, Skyfall) foi confirmado como o diretor que vai levar The Voueur’s Motel às telas.
Talese afirma que vai se reunir com ele em breve para discutir os detalhes do filme.
Assassinato
De acordo com o artigo da The New Yorker, em várias oportunidades Foos não foi apenas um observador.
Em uma delas, uma mulher foi morta.
Foos descobriu que um homem estava vendendo drogas no quarto onde estava hospedado com a namorada. Um dia, Foos esperou os dois saírem para ir até o quarto, roubar as drogas e, em seguida, destruir tudo.
Ao perceber o sumiço das drogas, o homem culpou a namorada e a estrangulou. Foos viu tudo e, mais uma vez, fez anotações.
Mas o proprietário do motel não denunciou o assassinato, já que seu crime também seria exposto.
Talese ficou sabendo do assassinato pelas anotações de Foos e enfrentou o proprietário do motel, mas não fez mais nada a respeito.
“Passei algumas noites sem dormir, me perguntando se deveria entregar Foos. Mas pensei que já era tarde demais para salvar a namorada do traficante”, escreveu Talese no artigo para a The New Yorker.
Para ter acesso ao motel voyeurista, Talese assinou um contrato que prometia jamais revelar o nome do proprietário e nem o lugar exato do estabelecimento.
Em 2013, Foos deu autorização completa para a publicação da história. Os crimes prescreveram.
30 anos de espera
Falando à BBC Mundo de sua casa em Nova York, Talese defendeu sua decisão de não denunciar o dono do motel.
“Trabalho em jornalismo há mais de meio século e acho que tenho uma consciência ética muito profunda sobre o que é apropriado e o que não é”, disse o escritor.
“Uma das coisas que os jornalistas mais respeitam é a proteção de suas fontes. Foi isso o que fiz."
Talese afirmou que “nunca, nunca, nunca” publica informações com fontes anônimas pois não têm segredos com seus leitores.
“Esperei 30 anos para conseguir que me liberasse o uso de seu nome. Se não tivesse conseguido, nunca teria escrito O Motel do Voyeurista.”
De acordo com o que Foos contou a Talese, depois da publicação do artigo, o proprietário do motel recebeu ameaças de morte, e pessoas atiraram ovos contra a fachada de sua casa em Aurora.
A polícia foi chamada e “estava vigiando a casa”, de acordo com Foos.
A assessora de imprensa do Departamento de Polícia de Aurora, Crystal McCoy, informou à BBC Mundo que não há registros policiais em nome de Foos e nem de sua atual esposa.
Quanto a Talese, depois de alguns minutos de conversa, com a mesma rapidez com que atendeu ao telefone e se colocou gentilmente à disposição da BBC Mundo, o jornalista encerrou a conversa.
Para Talese era “estupidez” falar sobre a credibilidade de Foos como fonte jornalística. Era necessário ler o livro e não apenas um artigo que contava “10%” da história.
Apenas assim, de acordo com o autor, poderiam ser feitas perguntas que realmente fosse “sérias e críticas”.
“Pelo menos você não estaria me questionando por uma pequena parte. Quero ser questionado pelo todo.”

Dilma se reúne com Cardozo e Gilles no Palácio da Alvorada


O advogado-geral da União é o responsável pela defesa da presidente Dilma no processo de impeachment
24/04/2016 - 12H34 - ATUALIZADA ÀS 13H24 - POR ESTADÃO CONTEÚDO
Dilma Rousseff e José Eduardo Cardozo (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)
A presidente da República, Dilma Rousseff, está reunida na manhã deste domingo (24/04) com o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, e com o assessor geral da Presidência, Gilles Azevedo. Cardozo é o responsável pela defesa da presidente Dilma no processo de impeachment.


Os dois passaram em frente ao Palácio do Jaburu, onde o vice-presidente Michel Temer recebe o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e seguiram em direção ao Palácio da Alvorada, uma das residências oficiais da Presidência da República. A distância dos dois palácios é de cerca de um quilômetro. 
Neste sábado, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), indicado para presidir a comissão especial do impeachment no Senado, anunciou que vai dar espaço pra Cardozo fazer, logo na primeira fase, a defesa da presidente Dilma. Mas antes, Raimundo Lira quer ouvir os juristas que apresentaram o pedido de impeachment.
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A decisão foi tomada depois de ouvir técnicos especialistas no regimento do Senado e em direito constitucional. Os senadores indicados para compor a comissão devem ser eleitos na segunda-feira (26) e a comissão deve ser instalada na terça-feira (27).

Dilma, a especialista do setor energético



Em artigo no Estadão, Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), aborda uma das várias tragédias protagonizadas por Dilma:
"O setor energético foi o mais penalizado pelas barbeiragens do governo do PT, sobretudo nos dois mandatos da presidente Dilma. Apontada como uma conhecedora profunda do setor, a presidente conseguiu fazer com que em sua gestão ele mergulhasse na sua pior crise. O retrospecto deste período é trágico."
O impeachment servirá de alento para um setor que não precisa de especialistas como Dilma.

Laudo da PF mostra repasses da Andrade a instituto de pesquisa


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Laudo da Polícia Federal sobre a contabilidade da Andrade Gutierrez mostra pagamentos de R$ 18,4 milhões da construtora ao instituto de pesquisas Vox Populi. Na semana passada, reportagem da Folha mostrou que a Andrade usou um contrato com o instituto para pagar pesquisas utilizadas pela campanha de reeleição de Dilma Rousseff em 2014, mas não declaradas. A prática configura caixa dois. As informações são de Felipe Bächtold na Folha de S. Paulo.
De acordo com o relatório da PF, 54 pagamentos ao Vox Populi e à Vox Opinião Pesquisa foram lançados nas contas como “consultorias” e “assessorias diversas”. O laudo aborda despesas da empresa de 2004 a 2014, mas a data desses repasses não está especificada.
Em depoimentos de delação, ex-executivos da Andrade Gutierrez já haviam relatado a existência de um esquema de pagamento de pesquisas na campanha de Dilma à Presidência, em 2010.
O Vox Populi diz que a empreiteira é cliente do instituto há mais de 25 anos.
O documento da PF, concluído em fevereiro, foi anexado a um dos inquéritos da Operação Lava Jato.
Na lista de doações, também aparecem o Instituto Lula e a Paróquia São Pedro de Taguatinga, no Distrito Federal, que foi pivô da prisão do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) na 28ª fase da Lava Jato, na semana passada.
Os investigadores divulgaram na ocasião que a construtora OAS havia doado R$ 350 mil em 2014 à paróquia por ordem de Argello, que ameaçava convocar o empreiteiro Léo Pinheiro para depor na CPI da Petrobras.
A Andrade Gutierrez pagou à igreja R$ 700 mil de 2010 a 2014. O padre Moacir Anastácio já havia afirmado ao Ministério Público Federal que a construtora fez contribuição de R$ 300 mil intermediada pelo então governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), mas não “condicionada a qualquer contraprestação”.
No laudo da Polícia Federal, também há um item específico de despesas como prestação de serviços com “publicidade/marketing/gráfica”. Nesse setor, estão listados pagamentos para 16 empresas que somam R$ 28 milhões, sem data especificada.
Na análise das contas, os peritos da PF chamam a atenção para um repasse de R$ 2 milhões da Andrade em 2014 para a empresa Ediminas Editora Gráfica, que “difere” do padrão de doações da empreiteira, que costuma contribuir com entidades empresariais. “Esta empresa consta, nos registros do TSE [Tribunal Superior Eleitoral], como prestadora de serviço de diversas campanhas em Minas”, diz o relatório. A Ediminas edita o jornal “Hoje em Dia”, de Belo Horizonte.
OUTRO LADO
A Andrade Gutierrez disse que não iria se manifestar.
O Vox Populi afirmou, em nota, que fez para a Andrade Gutierrez diversos tipos de pesquisas “mercadológica e de opinião pública”.
“Os resultados dessas pesquisas foram entregues ao contratante. Todos os serviços foram regularmente contratados e contabilizados.”
O ex-dono do jornal “Hoje em Dia” Flávio Carneiro, que vendeu a publicação neste ano, disse à reportagem que os pagamentos da Andrade Gutierrez se referem a publicidade e patrocínio.

PMDB não entende o apego de Renan a Dilma


renan calheiros e dilma russeff by roberto tuckert filho
Políticos do PMDB, inclusive aqueles mais leais ao presidente do Senado, não conseguem entender o apego de Renan Calheiros a Dilma Rousseff. Esses amigos têm advertido, de maneira crua, que a presidente “já morreu” politicamente, e que a saída dela é inevitável. Mas Renan parece apostar em uma sorte lotérica: afinal, caso consiga “salvar Dilma”, como tem dito a amigos, será dele o bilhete premiado.
Abraço de afogados
Um dos mais leais “renanzistas” do Senado, Romero Jucá (RR) também não entende o “abraço de afogados” de Renan em Dilma.
Alagoas não é
“Há quem ache Renan grato à ‘ajuda’ de Dilma ao governo do filho”, diz Romero Jucá, “mas ela jamais liberou um só tostão para Alagoas”.
Xô, Dilma
A posição dos eleitores não explica a extremada lealdade de Renan: pesquisas em Alagoas revelam rejeição a Dilma superior a 80%.
Gostar, não gosta
Renan tem dito que gosta de Dilma. Quem a conhece não gosta dela, como mostraram os votos de ex-ministros favoráveis ao impeachment.