Gim Argello pediu R$ 5 milhões em propina, diz dono da Engevix


Em proposta de delação, José Antunes Sobrinho conta como o ex-senador chantageou donos de empreiteiras em troca de blindagem em CPI

DANIEL HAIDAR
29/04/2016 - 18h58 - Atualizado 29/04/2016 19h01
ex-senador Gim Argello (PTB-DF) preso durante operação da polícia Federal. (Foto: Aílton de Freitas/ Agência Oglobo)
Preso desde 12 de abril, o ex-senador Gim Argello, do PTB do Distrito Federal, é mais um personagem  do petrolão citado na proposta de delação premiada feita pelo empresário José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, à força-tarefa de procuradores da República que comanda a Operação Lava Jato. Conforme ÉPOCA revelou, o empresário negocia um acordo e já envolveu, em sua proposta, figuras como o vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o do Senado,Renan Calheiros, entre outros. Em um trecho da proposta, obtida com exclusividade por ÉPOCA, Antunes conta com minúcias como Gim o chantageou quando era vice-presidente da CPMI da Petrobras, instalada em 2014. Gim pediu R$ 5 milhões com a promessa de proteger a empreiteira das investigações. Ricardo Pessoa, da UTC, já havia passado informações idênticas em sua delação.
>> Delator diz que pagou propinas de 3,5% por contratos em Furnas

Em abril de 2014, a Lava Jato estava na rua havia menos de um mês. De saída, os empreiteiros se organizaram para tentar impedir que as investigações chegassem a eles. Léo Pinheiro, um dos donos da OAS, procurou o colega Antunes no aeroporto de Brasília. Disse que estava em formação um "pool" de empresas que fariam "doações" para barrar a atuação da CPMI da Petrobras, que seria instalada dali a dois meses. Antunes anotou o teor da conversa, mas delegou a decisão a seu sócio, Gerson Almada, responsável por cuidar dos assuntos relacionados à Petrobras na Engevix. Em julho de 2014, Antunes foi procurado pelo lobistaJúlio Camargo "algumas vezes". Num desses telefonemas, Camargo convidou Antunes para tomar uma "gim tônica" em Brasília. Era a senha. O convite era para uma conversa com Gim Argello.

Antunes apresentou aos procuradores registros da viagem a Brasília, entre os dias 30 e 31 de julho. O encontro com Gim aconteceu no fim da tarde, na casa do ex-senador no Lago Sul, área nobre da capital. Participaram da conversa dois assessores de Gim - um deles é Paulo Roxo, réu na operação Caixa de Pandora e notório operador financeiro do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Gim fez questão de dizer que falava em nome também do presidente da comissão, Vital do Rêgo, do PMDB. Sem cerimônia, Gim disse que oito ou nove empreiteiras realizariam "doações políticas" em troca de blindagem na CPMI. O valor de cada doação: R$ 5 milhões
Entre as empresas que toparam colaborar, "Gim citou expressamente as seguintes: Odebrecht, UTC, OAS, Toyo, Mendes Júnior, Camargo Corrêa e Galvão". Diante da hesitação de Antunes em pagar a propina, por causa da crise financeira pela qual a Engevix passava, Gim disse que "se Antunes não quisesse colaborar, outra empresa poderia colaborar em seu lugar". Paulo Roxo passou a ligar insistentemente para Antunes, cobrando uma posição. Antunes consultou os sócios para decidir o que fazer e, segundo ele conta aos procuradores, a Engevix optou por não pagar a propina a Gim Argello. Antunes ainda foi procurado mais algumas vezes pelos assessores do ex-senador. Com o tempo, Gim desistiu e os contatos cessaram.
O advogado de Gim Argello, Marcelo Bessa, não quis comentar o conteúdo da proposta de delação de Antunes. O ex-senador Vital do Rêgo, hoje ministro do Tribunal de Contas da União, enviou, via assessoria de imprensa, a mesma nota oficial usada para se defender de acusações feitas pelo senador Delcídio do Amaral em sua delação. "O ministro informa que sempre conduziu os trabalhos na presidência da Comissão de maneira imparcial e em respeito aos princípios constitucionais, privilegiando as decisões democráticas dos membros do colegiado", diz a nota.

Mais 16 ruas do município estão com asfalto novo em Colombo


WEBMASTER 8 DE ABRIL DE 2016

Foram investidos aproximadamente 4 milhões em pavimentação; as obras foram finalizadas entre dezembro de 2015 e abril deste ano

A Rua Marques de Pombal, no Guarani conta com uma extensão: 347,88 e um investimento de R$ 298.126,80.
A Rua Marques de Pombal, no Guarani conta com uma extensão: 347,88 e um investimento de R$ 298.126,80.
A Rua Líbia, no Rio Verde conta com uma extensão de 311,31 e um investimento de R$ 266.302,04.
A Rua Líbia, no Rio Verde conta com uma extensão de 311,31 e um investimento de R$ 266.302,04.
A Rua Antônio Czocher, no Roça Grande, conta com uma extensão de 132,95 m e um investimento de R$ 115.812,48.
A Rua Antônio Czocher, no Roça Grande, conta com uma extensão de 132,95 m e um investimento de R$ 115.812,48.
O antigo incômodo, causado pelos buracos e poeira nas ruas de saibro do município já ficou para traz. E, a partir de agora, não faz mais parte do dia a dia dos moradores dos bairros Roça Grande, São Gabriel, Jardim Paraná, Paloma, Guarani, Maracanã, Monza, Rio Verde e Campo Pequeno. Ao total, foram 16 ruas asfaltadas.
Entre dezembro de 2015 e abril deste ano, a Prefeitura de Colombo, por meio do Programa de Pavimentação Comunitária, finalizou a entrega de mais 4,5 quilômetros de implantação de asfalto, – um investimento de aproximadamente R$ 4 milhões.
“Estamos trabalhando firme para pavimentar o maior número de ruas possível e, assim, acabar com os problemas de poeira e barro, que tanto preocupam a população. Ainda há muito por fazer, mas nosso trabalho continua”, afirma a prefeita Beti Pavin.
Os moradores das ruas Antônio Czocher; Vicente Otto; Panamá; Siqueira Campos; Marques de Pombal; Guimarães Rosa; Rio Piquiri; Artur de Azevedo; Rio Trombetas e Tailândia foram beneficiados com asfalto novo. O cronograma de obras, além da drenagem, inclui a execução do meio fio, passagem de pedestres e veículos, sinalização e paisagismo.
Vale lembrar, que as obras são coordenadas ou executadas pela Secretaria de Obras e Viação. “Essas ruas estão entre as 115 ruas que já receberam pavimentação asfáltica em Colombo, todo o nosso trabalho tem um único objetivo, promover melhorias para a população da região, com vias adequadas para os moradores, motoristas e pedestres da nossa cidade,” afirmou o secretário da pasta, Agnaldo Santos.
Com estas obras realizadas, restam apenas as sinalizações horizontal e vertical das ruas: João Candido Ceccon; Piracicaba; Olavo Bilac; Marili Senhorinha da Silva; Líbia e a Rua Alzira Lovato Bontorin que está em etapa de compactação da via.
Confira as ruas que receberam as obras de pavimentação.
· Rua Antônio Czocher, Roça Grande – Extensão: 132,95 m- Investimento: R$ 115.812,48.
· Rua Vicente Otto, Roça Grande – Extensão: 160,00 m – Investimento: R$ 110.556,15.
· Rua Panamá, São Gabriel – Extensão: 243,43 – Investimento: R$ 197.198,97.
· Rua João Candido Ceccon, Jardim Paraná – Extensão: 400,43-Investimento: R$ 311.196,33.
· Rua Rio Piracicaba, Roça Grande – Extensão: 121,77 – Investimento: R$ 105.292,72.
· Rua Siqueira Campos, Paloma – Extensão: 261,62 – Investimento: R$ 215.319,50.
· Rua Marques de Pombal, Guarani – Extensão: 347,88 – Investimento: R$ 298.126,80.
· Rua Guimarães Rosa, Guarani – Extensão: 229,50 – Investimento: R$ 197.637,41.
· Rua Rio Piquiri, Roça Grande – Extensão: 93,77 – Investimento: R$ 83.651,57.
· Rua Olavo Bilac, Guarani – Extensão: 621,30 – Investimento: R$ 543.938,87.
· Rua Marili Senhorinha da Silva, Maracanã – Extensão: 132,00 – Investimento: R$ 115.260,55.
· Rua Artur de Azevedo, Guarani – Extensão: 150,07 – Investimento: R$ 127.400,56.
· Rua Rio Trombetas, Roça Grande – Extensão: 473,19 – Investimento: R$ 376.796,80.
· Rua Alzira Lovato Bontorin, Monza – Extensão: 568,34 – Investimento: R$ 438.946,16.
· Rua Líbia, Rio Verde – Extensão: 311,31 – Investimento: R$ 266.302,04.
· Rua Tailândia, Campo Pequeno – Extensão: 369,31 – Investimento: R$ 259.000,00.
R. Panamá R. Rio Piquiri R. Rio Trombeta R. Siqueira Campos-2 R. Vicente Otto
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Fotos: João Senechal/PMC

O desconto para pagamento à vista do IPTU de 2016 foi prorrogado até dia 11 e será de 10% em Colombo

Prefeitura de Colombo adquire máquina para sinalização viária


 

WEBMASTER 29 DE ABRIL DE 2016

O objetivo do investimento é revitalizar as vias com menor custo para o município

 A Prefeitura de Colombo, adquiriu um equipamento para pintura da sinalização viária do município.
A Prefeitura de Colombo, adquiriu um equipamento para pintura da sinalização viária do município.
A previsão é de que o equipamento esteja em funcionamento nas ruas no próximo mês.
A previsão é de que o equipamento esteja em funcionamento nas ruas no próximo mês.
Com a intenção de aperfeiçoar os serviços de melhorias no trânsito e diminuir os custos, a Prefeitura de Colombo, adquiriu nesta semana um equipamento para pintura da sinalização viária do município. O investimento para a compra do equipamento, que desempenha a pintura horizontal das vias, foi de 128 mil reais e uma redução de 40% nos custos do município com este serviço.
O recurso para a compra do equipamento se deu por meio de um leilão de sucatas promovido pela prefeitura em outubro do ano passado. O valor arrecadado foi revertido para compra de equipamentos para a Secretaria de Obras e Viação.
“Com este novo equipamento vamos fazer a pintura de faixas de pedestre, lombadas, faixas tracejadas e contínuas, divisão de fluxo de tráfego, entre outros tipos de sinalização de pequeno volume – com mais rapidez e economia. Já que antes era preciso contratar empresas terceirizadas para realizar esses serviços”, disse o secretário da pasta, Agnaldo Santos.
Ainda segundo o secretário as empresas terceirizadas continuarão prestando serviços, porém apenas para realizar trabalhos de grande volume. “Para os trabalhos de pequeno porte, como por exemplo, a pintura de uma faixa em uma escola, terá a disposição à máquina, sem precisar se preocupar em contratar terceiros”, disse Santos.
Os servidores da Prefeitura encarregados de operar a maquina e de realizar os serviços passarão por um período de treinamento para adquirir habilidade em manusear a máquina e as tintas. A previsão é de que o equipamento esteja em funcionamento nas ruas no próximo mês.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: Marcio Fausto/ PMC

Dilma ainda enfrentará Moro



O Globo:
A PGR pediu (a Teori Zavascki) que as acusações do senador Delcídio Amaral sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, sejam remetidas à força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, onde já existe uma frente de investigação sobre a aquisição do empreendimento pela Petrobras. Em novembro do ano passado, a Polícia Federal deflagrou a 20ª fase da Lava-Jato – chamada "Corrosão" – para apurar pagamento de propina na compra de Pasadena."
Delcídio disse que Dilma Rousseff estava perfeitamente inteirada de todos os aspectos do negócio -- o pior da história do capitalismo mundial.
Dilma ainda enfrentará Moro

‘É ridícula a acusação’, diz Dilma


Lula Marques-Agencia PT
Dilma Rousseff chamou hoje, em evento de prorrogação dos contratos do programa federal Mais Médicos, de “ridícula” a denúncia que embasa o pedido de seu afastamento. “Eu tenho clareza que é ridícula a acusação, porque o que fizemos foi garantir programas sociais e de incentivo à indústria e à agricultura”, disse. “Esse processo é um golpe porque não se trata de um processo de impeachment, mas de uma eleição indireta daqueles que não tiveram voto nas urnas”, acrescentou. “A minha luta não é só para preservar meu mandato, mas a minha luta é para garantir e preservar conquistas históricas da população brasileira”, afirmou a presidente. Vale lembrar que hoje o IBGE divulgou o número de desempregados do país: 11,1 milhões.

Sérgio Moro abre duas novas ações penais contra João Santana


 

joao-santana
O juiz Sérgio Moro aceitou hoje duas denúncias contra o publicitário e marqueteiro do PT João Santana e sua mulher Mônica Moura, além de outras dez pessoas, entre elas Marcelo Odebrecht, maior empreiteiro do País, e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Na primeira denúncia eles vão responder por lavagem de dinheiro, organização criminosa no esquema de cartel e corrupção na Petrobras. João Santana e Mônica Moura também responderão, com mais seis pessoas, por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As denúncias foram apresentadas ontem, 28, pelo Ministério Público Federal e fazem parte 26ª fase da Operação Lava Jato, que tem como foco pagamentos para o marqueteiro do PT feitos pelo “Setor de Operações Estruturadas” (o departamento de propinas) da empreiteira Odebrecht.

É preciso parar Requião


requiao
O Antagonista
Enquanto Kátia Abreu leciona sobre crédito rural, define a Europa como país e diz que todo mundo já atrasou conta na vida, o senador Roberto Requião escreve nas redes sociais que é preciso “parar a palhaçada do impeachment”.
Requião é aquele que se refere a Sérgio Moro como “meninote concurseiro”.

Jungmann na Defesa


jungmaan
Eliane Cantanhêde
O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) é o nome praticamente definido para o Ministério da Defesa no futuro governo Michel Temer, caso o Senado acate o pedido de impeachment e a presidente Dilma Rousseff seja afastada em meados de maio. As chances de Jungmann se consolidaram principalmente depois que o senador Cristovam Buarque (DF), também do PPS e pernambucano, descartou a ida para o Ministério da Cultura em entrevista à Rádio Estadão. Sem Buarque, Jungmann passou a ser o único nome do PPS no páreo para ocupar o primeiro escalão do novo governo.
Ex-ministro da Reforma Agrária do governo Fernando Henrique Cardoso, Jungmann estudou e acompanhou de perto assuntos ligados à Defesa, tanto no Congresso Nacional quanto em contato direto com o ex-ministro da área no governo Lula, seu amigo Nelson Jobim, responsável por ter implantado o ministério na prática.

Jobim era o preferido por Temer para voltar à Defesa, mas preferiu ficar fora do novo governo, alegando, por exemplo, que sua atuação como advogado-consultor de empreiteiras envolvidas na Lava Jato poderia dar munição a adversários de Temer e dele próprio. Ouvido, ele acertou que dará apoio ao governo como membro do “Conselhão” (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) e apoiou o nome de Jungmann “com entusiasmo”, segundo articuladores políticos.
A intenção de Temer é manter os atuais comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que vêm sendo consultados informalmente sobre os nomes cotados para a Defesa, inclusive o de Jungmann. Eles têm o compromisso de não se meter em questões políticas, nem assumir qualquer lado.
O DEM é outro partido de oposição a Dilma que terá direito a um ministério no virtual governo Temer. Se esse ministério for Minas e Energia, está previamente decidido que a escolha recairá sobre o deputado, engenheiro e professor José Carlos Aleluia (BA), o mais assíduo relator da área de energia em comissões do Congresso. Se for qualquer outra pasta, o nome passa a ser do ex-líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE).

Ato em memória ao 29 de abril leva milhares de pessoas ao Centro Cívico


Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias
(Fotos: Djalma Malaquias – Banda B)
Em memória ao 29 de abril, milhares de professores e servidores se concentraram na tarde desta sexta-feira (29) na Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico de Curitiba. De acordo com a APP-Sindicato, foram pelo menos 20 mil participantes. A Polícia Militar calcula que o número é de 5 mil. A Secretaria Estadual da Educação informou por volta das 11h30 que 45% das escolas no Paraná foram fechadas, 32% funcionaram parcialmente e 23% tiveram funcionamento normal.
A concentração começou por volta das 8 horas nas praças Tiradentes, Rui Barbosa e Santos Andrade, no Centro Cívico. A manifestação é em memória ao dia 29 de abril de 2015, quando centenas de servidores ficaram feridos após confronto com aPolícia Militar (PM). O evento  seguiu até o fim da tarde.
“É um dia de mobilização de todos os servidores com relação ao que aconteceu, porque a violência que sofremos há um ano não pode ser esquecida. É uma memória a nossa luta e também cobraremos o governo refente às nossas pautas de reivindicações. A expectativa é de 20 mil pessoas hoje, muitas vindas do interior do Paraná”, explicou à Banda B a diretora Marlei Fernandes, da APP-Sindicato.
Na Praça Nossa Senhora da Salete, aconteceu um show com a banda Detonautas, do vocalista Tico Santa Cruz, conhecido por sua defesa ao governo Dilma Roussef. Apesar disso, Marlei negou uma motivação política.
fai
Faixa colocada no campus da UFPR (Fotos: DM – Banda B)
“Fizemos uma reunião ontem com a Secretaria de Educação e colocamos a eles que essa manifestação estava marcada há mais de seis meses e não vamos misturar as pautas. Nossas manifestações sempre foram pacificas e hoje não será diferente”, garantiu a sindicalista.
Batalha do Centro Cívico
A “Batalha do Centro Cívico” ocorreu no dia 29 de abril do ano passado. Na ocasião, servidores públicos se reuniram em frente à Assembleia Legislativa do Paraná para protestar contra o projeto de lei que alterou o fundo previdenciário. A ação da Polícia Militar para impedir que o protesto avançasse para a Casa legislativa contou com uso de mais de 2 mil balas de borracha, cães, mil bombas de efeito moral e deixou 213 pessoas feridas.
Em março, a Justiça Militar do Paraná arquivou a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP-PR), que havia indiciado os comandantes da operação por uso abusivo de força e lesão corporal. O juiz Davi Pinto de Almeida considerou que os agentes policiais atuaram no cumprimento de seu dever e que não houve indícios de que eles começaram o confronto, o que é visto pela APP-Sindicato como uma “ofensa”.
Para o professor Hermes Leão, o elogio da conduta foi vista de uma forma muito ruim para todas as pessoas que estiveram no dia 29. “Essa cultura da impunidade sobre exageros das forças de segurança compromete todo o estado democrático de direito. Entendemos que a atitude deles de atirar no rosto das pessoas é muito complicada e está no inquérito do Ministério Público. No Brasil precisamos debater o papel dessas forças de segurança para que novos exageros não aconteçam”, concluiu.

Janot pede ao STF que proíba PF de negociar delações


O procurador geral da República (PGR), Rodrigo Janot
O procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot(Divulgação/Agência Brasil)
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira uma ação direta de inconstitucionalidade argumentando que caibam exclusivamente ao Ministério Público as negociações de acordos de delação premiada. Dirigida ao presidente da corte, ministro Ricardo Lewandowski, a ação pede, na prática, que se proíba a Polícia Federal de pactuar acordos de colaboração sem a participação dos procuradores do MP.
A ação de Janot mira trechos da lei 12.850 de 2013 que legitimam a participação de delegados da PF nas tratativas. Segundo o chefe do Ministério Público Federal, os trechos são inconstitucionais e devem ser suspensos e anulados por contrariarem "o devido processo legal, o princípio da moralidade, o princípio acusatório, a titularidade da ação penal pública conferida ao Ministério Público pela Constituição, a exclusividade do exercício de funções do Ministério Público por membros legalmente investidos na carreira e a função constitucional da polícia, como órgão de segurança pública".
Rodrigo Janot afirma que a investigação policial deve ser feita "em harmonia com as linhas de pensamento, de elucidação e de estratégia firmadas pelo MP". Para o procurador-geral, "motivos corporativos" acabaram por atribuir à Polícia Federal funções além da competência de "subsidiar a atuação do Ministério Público", a quem cabe dirigir a investigação criminal até a denúncia à Justiça ou arquivamento.
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A exclusividade do Ministério Público, conforme argumenta Janot, está relacionada, entre outros princípios, à preservação da autoridade do juiz, à ampla defesa e à competência para negociar o perdão judicial e a diminuição de penas a delatores.
Embora busque retirar da PF a prerrogativa de negociar com colaboradores, Janot pede ao STF a "modulação temporal dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade" para preservar o efeito dos acordos de delação já firmados por delegados federais que os tenham considerado em investigações e processos criminais.
Por meio de nota da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), os delegados federais "lamentam" a ação de Janot ao STF, cujo possível deferimento classificam como "extremo retrocesso". Segundo a nota da ADPF, "soa muito estranho que no exato momento em que a Polícia Federal realiza as maiores investigações de combate à corrupção, seja proposta uma Ação para dificultar a atuação da Polícia Federal". Os delegados federais argumentam que a ação representa risco às operações Lava Jato e Acrônimo e ironizam: "As organizações criminosas que afrontam a nação brasileira comemoram a Ação proposta por Rodrigo Janot".
Um dos exemplos recentes de acordo de delação firmado com a Polícia Federal sem a participação inicial do Ministério Público é o de Danielle Fonteles, dona da agência de propaganda Pepper Interativa, ajustado no âmbito da Operação Acrônimo, cujos depoimentos implicaram as contas da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).
A delação de Danielle à PF baseou o indiciamento de Pimentel. Ao chegar à Procuradoria-Geral da República, a delação de Danielle foi dividida em duas partes. Citações à presidente Dilma Rousseff foram encaminhadas ao STF, e as menções a Pimentel, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde corre o processo da Acrônimo.
Além de Daniele Fontelles, delatores da Operação Lava Jato, como os lobistas Julio Camargo e Fernando Baiano, também negociaram a colaboração com a PF.

Edital de Convocação Sessão Extraordinária 02/05/2016 ( segunda Feira ) NA Câmara de Colombo

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O Presidente da Câmara Municipal de Colombo, no uso de suas atribuições legais,
convoca os Vereadores para a Sessão Extraordinária
a ser realizada no dia 02/05/2016, às 16h para deliberarem sobre a seguinte matéria:



Projeto de Decreto Legislativo nº 091/2016
“Declara a perda de mandato de Vereador”.

Autor: Conselho de Ética e Decoro Parlamentar 
Situação: Votação Única
           
Colombo, 28 de abril de 2016.
WALDIRLEI BUENO DE OLIVEIRA
Presidente

Citado na Lava Jato, Carlos Gabas assume Aviação Civil e alcança foro privilegiado


A relação dele com o ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, também não era das melhores

MURILO RAMOS
29/04/2016 - 08h53 - Atualizado 29/04/2016 09h15
Carlos Gabas (PT-SP) (Foto: Valter Campanato/ABr)
A presidente Dilma Rousseff nomeou Carlos Gabas para a Secretaria de Aviação Civil (SAC). Gabas, que se tornou uma das pessoas mais próximas da presidente, fora citado na Operação Lava Jato por um ex-vereador do PT como alguém com forte influência nos fundos de pensão ligados a estatais e próximo ao ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, preso em Curitiba. Gabas sempre negou qualquer irregularidade.
Com a nomeação, Gabas, que substitiu o deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG) na Pasta, passa a ter foro privilegiado, pois a secretaria tem status de ministério.
Gabas, que exercia o cargo de secretário de Previdência no ministério do Trabalho, também não tinha bom relacionamento com o ministro Miguel Rosseto.
O problema para Gabas é que não deverá ficar muitos dias no cargo. A votação no Senado que deverá resultar no afastamento da presidente Dilma Rousseff ocorrerá no dia 11 de maio.