Cansados de assaltos, alunos de colégio estadual fecham rua no Capão da Imbuia


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros
Foto: Flávia Barros - Banda B
Foto: Flávia Barros – Banda B

Em protesto por segurança, alunos do Colégio Estadual Professora Maria Aguiar Teixeira fecharam a Avenida Presidente Affonso Camargo, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba. De acordo com os organizadores, a comunidade escolar já está cansada dos constantes crimes ocorridos contra alunos e professores.
O estudante Gabriel Petz é um dos organizadores do protesto e afirma até que há uma dificuldade em acionar a Polícia Militar. “Há um bom tempo temos sofrido assaltos e agressões. Entramos em contato com a PM e somos informados do problema de contingente. Estamos aqui hoje para buscar garantir o nosso direito de segurança. Isso já passou dos limites”, lamentou.
Simone Souza é mãe de aluno no colégio e afirma que só quer mandar o filho para os estudos e ter tranquilidade com a segurança. “Na semana passada meu filho só não foi assaltado porque estava em um grupo de cinco pessoas, da mesma forma seguraram o braço dele muito forte. Hoje há uma dificuldade muito grande de caminhar duas quadras para cima ou para baixo aqui da escola”, disse.
Durante o protesto, não houve lentidão no trânsito. A Banda B entrou em contato com a Polícia Militar, que informou que o comando da Patrulha Escolar realiza o policiamento ostensivo e preventivo nas imediações deste colégio, diariamente, assim como em outras unidades escolares. Além da patrulha, o Batalhão da área, o 20º BPM, também realiza rondas na região. “Quanto aos fatos já ocorridos, podem ser relatados à Polícia Civil, responsável pela área de investigação. Então a escola deve procurar àquela instituição também. A PM se coloca ainda à disposição de todos por meio do 190 para emergências”, diz nota enviada à Banda B.

Polícia prende quadrilha que furtava cargas de caminhões em Paranaguá


Da PRF
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(Foto: Divulgação/PRF)

Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar (PM) prenderam em flagrante neste sábado (23) cinco integrantes de uma quadrilha que furtava cargas de grãos de caminhões estacionados em Paranaguá, no litoral do Paraná.
Entre os presos estão uma mulher de 45 anos de idade e quatro homens com idades entre 18 e 53 anos. Ela é a proprietária de um imóvel localizado nas imediações da BR 277 que servia de depósito temporário para as cargas furtadas.
No exato momento da prisão, um caminhão estava sendo carregado com cerca de 60 sacos de grãos de milho, todos produtos de crime. Tanto o veículo quanto a carga desviada foram apreendidos.
O grupo furtava as cargas a partir da chamada “abertura de bica”, destravando o dispositivo da carroceria dos caminhões utilizado durante o descarregamento dos grãos. Os veículos que eram alvo do crime aguardavam para descarregar no Porto de Paranaguá.
Os agentes da PRF e da PM encaminharam os presos, o caminhão e a carga de milho para a Delegacia da Polícia Civil em Paranaguá.

Polícia prende motorista suspeito de forjar tombamentos para desviar carga de perfumes


Da Polícia Civil

Um motorista suspeito de participar de um esquema de desvio de cargas de perfumes foi preso pela equipe da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC) na noite de sábado (30), em sua residência no bairro Tatuquara, em Curitiba. Ele atuava em mais de quatro estados do país.
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(Foto: Divulgação/Polícia Civil do Paraná)
De acordo com as investigações, em apenas um mês, cinco carretas com os produtos da empresa foram tombadas. O prejuízo estimado ultrapassa a margem dos R$ 17 milhões. Marcos Cézar Munarin, de 34 anos, é motorista de uma empresa que faz o transporte de perfumes para uma instituição de cosméticos, vítima deste golpe.
Segundo a polícia, o tombamento de carreta é usado como uma estratégia da quadrilha para forjar um acidente e roubar a carga. Os produtos eram levados para diversos estados, onde eram vendidos para comércios de bairros realizarem revendas ou até mesmo comercializados através de sites na internet.
De acordo com o delegado da unidade, Rafael Vianna, o esquema pode envolver transportadoras, motoristas e até mesmo funcionários da empresa prejudicada. “As investigações continuam com o intuito de identificar e localizar as demais pessoas envolvidas no esquema”, acrescenta o delegado.
Munarin responderá pelos crimes de receptação, associação criminosa e roubo. O esquema também é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais e da Bahia.

PF quer espaço em carceragem de Curitiba, 29º LAVA JATO vem ai?




Igor Romário pediu a Sérgio Moro a transferência de João Santana e Mônica Moura, além de Gim Argello e Ronan Maria Pinto, da carceragem de Curitiba para o Complexo Médico Penal, em Pinhais.
No pedido, o delegado alegou que a limitação de espaço na capital paranaense "dificulta a movimentação de presos em flagrante e de eventuais operações policiais".
Vem aí a 29ª fase da Lava Jato!

"Comunhão de esforços" pela propina



Na petição em que pede nova investigação contra Edinho Silva, Rodrigo Janot diz que o ministro "atuou em comunhão de esforços para que Delcídio do Amaral recebesse vantagens indevidades da empresa EMS SA por meio de lavagem de ativos".
"Os fatos narrados indicam que os valores indevidos a serem entregues aos destinatários passariam por processos de ocultação e dissimulação, indícios veementes de que são provenientes de crimes contra a Administração, no caso transmudados em doações de campanha. As informações parecem se adequar aos diversos achados da Operação Lava Jato, inclusive porque a EMS SA envolveu-se em diversos dos fatos investigados, incluindo, dentre esses fatos, crimes de corrupção e lavagem de ativos."

Brasil foi vítima de estelionato eleitoral, diz procurador do TCU

Comissão Especial do Impeachment no Senado
Comissão Especial do Impeachment ouve especialistas favoráveis ao afastamento da presidente Dilma - 02/05/2016(Pedro França/Ag. Senado)
Na quinta sessão da comissão especial do impeachment no Senado, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira disse nesta segunda-feira que o governo praticou uma verdadeira "contabilidade destrutiva" ao maquiar contas públicas e omitir a situação de penúria do Erário. Oliveira, responsável por pareceres técnicos do TCU sobre as pedaladas fiscais, fez um histórico das práticas fiscais irregulares do governo aos senadores e disse que o Executivo fraudou leis e cometeu crimes para vencer as eleições de 2014. "O Brasil foi vítima de estelionato eleitoral", afirmou.
Mesmo depois da vitória nas urnas, avaliou o procurador, o governo cometeu uma espécie de crime continuado, rolando passivos e atrasando repasses a instituições financeiras de forma a comprometer seriamente o erário. A liberação de crédito suplementar sem aval do Congresso por meio de decretos não numerados e atrasos no pagamento de subsídios do Plano Safra são os dois argumentos utilizados pela Câmara dos Deputados para dar seguimento ao processo que pode levar a presidente Dilma Rousseff a perder o cargo.
"O nome adequado deveria ser contabilidade destrutiva, porque os efeitos que nós tivemos, na economia brasileira, de destruição do ambiente econômico brasileiro, de destruição da qualidade das contas públicas brasileiras levaram à perda do grau de investimento, levaram a um crescimento explosivo da dívida, levaram a um ambiente de desconfiança no futuro, em que empresários não investem, investidores não se arriscam, pessoas físicas não consomem, preferem guardar porque têm medo do amanhã, têm medo do desemprego. Então, todo esse ambiente é resultado de práticas de contabilidade destrutiva e de fraudes fiscais", afirmou Júlio Marcelo.
Aos senadores, o procurador disse que ainda que órgãos de controle, como o TCU, eventualmente emitam alertas sobre irregularidades cometidas pelo governo, o Executivo não pode se eximir de responsabilidade nas pedaladas fiscais. Se intervir a cada episódio, disse, "o TCU vai se transformar na babá do governo federal". "A ausência de alerta não é justificativa para o descumprimento do ordenamento jurídico brasileiro. Os órgãos de controle estão em constante evolução. É obrigação do governo cumprir a legislação, independentemente do que diz ou não diz o TCU", criticou. Embora tenha sido cobrado por senadores governistas de falta de alertas do TCU sobre as pedaladas, Júlio Marcelo rebateu: "Uma falha do TCU não é justificativa para falhas dessa magnitude do governo".
Ele ainda citou a recente liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, que determinou a suspensão de crédito extra de 100 milhões de reais para a presidência da República gastar com publicidade, e alfinetou: "Há uma dificuldade da presidência e dos órgãos do governo de entender as limitações ao seu poder de editar medidas provisórias e créditos".
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O presidente do Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado, Fábio Medina Osório, também declarou que a presidente Dilma cometeu crime de responsabilidade e condenou a estratégia da petista de utilizar o discurso de golpe, tanto no Brasil quanto em países vizinhos, para tentar desqualificar a legitimidade do processo de impeachment. "Esse discurso do golpe bradado lá atrás no processo de impeachment de Fernando Collor hoje é trazido à baila. É um crime de responsabilidade cometido para acobertar outro crime de responsabilidade. Consiste crime de responsabilidade da presidente da República ir ao cenário interna para dizer que há uma conspiração", disse.
Em sua manifestação na comissão do impeachment, o procurador no TCU destacou a importância da responsabilidade fiscal e disse que a legislação tem por objetivo conter "práticas condenáveis" de governantes, em especial em anos eleitorais. "A Lei de Responsabilidade Fiscal vem para disciplinar os governos, especialmente em ano eleitoral. É de nossa história recente o uso de práticas condenáveis de irresponsabilidade fiscal, em vários níveis de governo, nos anos eleitorais, seja para que o governante pudesse criar aquele ambiente de grandes realizações e euforia para eleger seu sucessor, (...) seja para inviabilizar a gestão posterior", comentou. No caso específico da presidente Dilma Rousseff, Júlio Marcelo resumiu a postura do governo como uma "fraude engendrada para fazer um gasto público insustentável em ano eleitoral com o objetivo de vencer as eleições".
"São denúncias muito graves, abalaram pilares da responsabilidade fiscal, que usurparam competências do Congresso Nacional e deram ensejo à emissão de um parecer de rejeição das contas de 2014. O que verificamos em 2015? A continuidade de algumas dessas graves irregularidades. O governo entra o ano devendo o Banco do Brasil e o BNDES e se mantém nessa irregularidade durante todo o exercício de 2015", disse.
O professor da Universidade de São Paulo (USP) José Maurício Conti, especialista em Direito Econômico, também foi ouvido nesta segunda-feira na comissão especial do impeachment e disse não faltarem evidências de que a presidente Dilma cometeu crime de responsabilidade. Ele centrou boa parte de sua argumentação na ilegalidade da liberação de crédito suplementar em 2015 por meio de decretos não aprovados pelo Congresso. Segundo ele, o governo já tinha conhecimento de que as contas públicas estavam em situação de penúria e somente meses depois alterou a meta fiscal, o que, de acordo com ele, é irregular. Em dezembro de 2015, o Congresso aprovou a mudança da meta fiscal, permitindo que o governo central fechasse as contas do ano com déficit de 119,9 bilhões de reais. Em julho e agosto, porém, o governo editou os decretos liberando recursos.

Conforme o professor, mesmo com a alteração posterior da meta, o governo, para não violar a lei, deveria considerar a situação fiscal no momento da edição dos decretos. "Isso configura uma manobra que, inequivocamente, teve a clara função apenas de tentar afastar formalmente a ilegalidade dos decretos, que, embora editados sem observar os requisitos legais à época da sua publicação, ao final do exercício, passaram a estar de acordo com as metas que foram fixadas posteriormente, às vésperas do final do exercício", afirmou Conti.
"Essas condutas reprováveis praticadas nos últimos anos não podem prevalecer. É preciso não deixar dúvidas de que as normas de finanças públicas estão aí para serem cumpridas, e as consequências de suas violações são graves. E esta é uma oportunidade que não se pode perder para recuperar a credibilidade, segurança jurídica e responsabilidade fiscal, sem as quais não é possível governar", resumiu.

Barraco na comissão do impeachment: 'Vamos falar lá fora, seu m...'


O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) fala durante audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)(Sérgio Lima/Folhapress)
Os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Lindbergh Farias (PT-RJ) protagonizaram na noite desta segunda-feira um bate-boca na comissão especial do impeachment no Senado e quase chegaram às vias de fato. O colegiado está reunido desde a manhã para ouvir especialistas favoráveis à tese de que a presidente Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade. O tumulto começou quando Caiado afirmou que havia uma reportagem informando que a petista estaria disposta a apagar registros de computadores do governo diante da iminência de ser afastada do cargo. Neste momento, Lindbergh acusou o senador oposicionista de mentir ao propagar a informação. "Imagina. Isso é crime. O senador Caiado está mentindo a essa hora", disse. Diante de gritos de "mentiroso", Caiado se alterou, xingou o petista mais de uma vez e desafiou: "Vamos falar lá fora, seu m". "O senhor não está falando com os funcionários das suas fazendas", protestou Lindbergh. A sessão da comissão do impeachment foi interrompida brevemente para que os parlamentares se acalmassem. Na sequência, os trabalhos foram retomados. (Laryssa Borges, de Brasília)

"É desproporcional tirar um serviço de todos", diz diretor do ITS-Rio sobre WhatsApp


Para Fabro Steibel, decisão é semelhante a barrar todos os caminhões dos Correios em razão do conteúdo de uma única carta

PAULA SOPRANA
02/05/2016 - 18h10 - Atualizado 02/05/2016 18h51
bloqueio do WhatsApp já entrou em vigor para todo o Brasil, embora alguns celulares ainda disponham de acesso ao serviço. Esta foi a segunda vez, em menos de quatro meses, que a Justiça ordenou a suspensão temporária do aplicativo de mensagens instantâneas no país. As provedoras de acesso à internet acataram a decisão, sob risco de multa de R$ 500 mil por dia.
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A decisão desta segunda-feira (2) é do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE). O magistrado é o mesmo que determinou, em março deste ano, a prisão preventiva do vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dozdan. O Facebook é detentor do WhatsApp, que, à época, se negou a fornecer dados de seus usuários à Justiça. O WhatsApp já informou que recorre à decisão e que já colaborou com a Justiça, mas que não detém as informações solicitadas.
O debate sobre segurança e privacidade é global (vale lembrar a recente briga entre Apple e FBI). Para o diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-RIO), Fabro Steibel, a decisão de hoje não segue o princípio de proporcionalidade defendido pelo Marco Civil da Internet (MIC). Ele também alerta que uma aprovação do relatório da CPI dos Crimes Cibernéticos, que será votado nesta terça-feira (3), pode tornar decisões como as de hoje rotineiras na vida dos brasileiros.
Fabro Steibel é diretor do Instituto de Tecbologia e Sociedade do Rio (Foto: Divulgação/ITS-Rio)
ÉPOCA – Apesar de o processo estar sob segredo de Justiça, é possível saber se o caso é o mesmo que gerou a prisão preventiva do executivo do Facebook em março?
Fabro Steibel – 
Não temos como saber se foi a mesma decisão, mas provavelmente seja o mesmo caso. Há uma ivestigação criminal acontecendo, o juiz pede evidências e, pelo fato de não ter resposta adequada, usa a lei para forçar isso. No caso do Facebook, foi uma prisão preventiva, agora é um bloqueio.
ÉPOCA  Além de afetar 100 milhões de usuários, como alega o WhastApp em sua defesa, qual a gravidade da decisão?
Steibel –
 A gravidade dessa decisão é que ela mexe na infraestrutura da internet. A primeira vez que aconteceu, alguns usuários do Chile e da Argentina ficaram sem o serviço. Como você tem que ir na infraestrutura, você não sabe exatamente quem você vai bloquear. O juiz imagina que é possível fazer essa suspensão, mas na prática não é simples.
 
"O paralelo é: barrar todos os caminhões dos Correios porque tem uma carta com o conteúdo que eu quero acessar"
ÉPOCA – Essa decisão fere o Marco Civil da Internet?
Steibel –
 A decisão do juiz não é errada, mas é desproporcional tirar um serviço de todo mundo. Você não segue a regra da proporcionalidade sugerida na lei. O paralelo no mundo físico é: parar todos os caminhões de Correios porque tem uma carta com o conteúdo que eu quero acessar. Há um grau dos efeitos que uma decisão pode ter. A CPI dos Crimes Cibernéticos está tentando isso, nós somos contra. Suspeitamos, inclusive, que venha por aí uma agenda muito grande que reduz a liberdade estabelecida no MIC. Aparentemente, investigar crime é bom, mas daqui a pouco será possível grampear seu WhatsApp, ou saber o que a imprensa está fazendo.
ÉPOCA – O que o relatório da CPI prevê nesse sentido?
Steibel – 
CPI dos Crimes Cibernéticos, apesar do nome bonito e da importância do tema, quer criar mecanismos que podem resultar em censura na internet, como o caso do WhatsApp. A CPI também propõe dar mais poder à Políficia Federal, para que ela investigue pessoas sem passar pelo Judiciário, fazendo um policial virar juiz. Outra medida é misturar terrorismo com direito autoral. Pedofilia e terrorismo são crimes sérios e eles colocam junto, no mesmo bojo, com direitos autorais. Por exemplo, se faço um meme do Bolsonaro, infrinjo o direito autoral da foto. Quando você mistura esses crimes, você tem um juiz tirando WhatsApp do ar porque um usuário usou uma foto sem permissão. Esse apagão do Whatsapp é o que começaremos a ver, com cada vez mais frequência, se a CPI aprovar o relatório do jeito que está.
ÉPOCA – Grandes empresas de tecnologia devem abrir brechas para a políciais em suas políticas de privacidade?
Steibel –
 A brecha para a colaboração policial já existe, mas não pode impactar a massa, como hoje. Não adianta dar permissão para ler todas as cartas, todos telefones ou todas transações bancárias para depois dizer o que é criminoso ou não. Esse tipo de vigilância é usada para outros fins. Se você deixar o governo ler tudo, vira um Big Brother. Quando você está na sua casa, você coloca fechadura na porta para impedir que as pessoas entrem. Se houver ordem judicial, a polícia arromba sua porta e entra. O problema no mundo virtual é que a polícia nao consegue arrombar a porta se a gente tiver criptografia. O que eles estão falando é: "deixe uma chave comigo". Só que a pessoa que vai nessa porta pode ser um ladrão, pois a internet tem hackers, há zilhões de pessoas que conseguirão abrir a porta alheia e entrar se essa chave exsitir. Em 1992 e 1993, quando veio a primeira ideia de criar esse backdoor, não demorou muito tempo e a chave vazou. A polícia tem que investigar crime quando há indício de crime. Nao é certo investigar todo mundo.
ÉPOCA – Como deve ser a conduta da polícia nesses casos?
Steibel – 
A polícia quer o caminho curto, sem precisar entrar na casa. O WhatsApp foi feito para não armazenar, as informações ficam todas guardadas no celular. A polícia tem que conseguir pegar o celular. A ideia da escuta telefônica é inspiradora para a polícia, mas não funciona em mensagens criptografadas. Se a Dilma tivesse usado WhatsApp para falar com Lula, nao teríamos acesso a essa informação.
ÉPOCA – Qual o impacto da criptografia implementada pelo WhatsApp, no mês passado, nas investigações policiais?
Steibel – 
As mensagens são criptografadas no caminho, na distribuição, não na armazenagem. A polícia não consegue acessar o conteúdo em razão da senha nos aparelhos. É o mesmo caso da Apple, o desafio da polícia é conseguir desbloquear a senha.

Maurício de Sousa fala sobre a morte do filho Maurício Spada


'Seguiu o destino que todos nós temos ao fim do nosso período na Terra', disse o cartunista, através de comunicado à imprensa nesta segunda, 2.

Rodrigo SoaresDo EGO, em São Paulo
Mauricio de Sousa e o filho, Mauricio Spada (Foto: Reprodução / Facebook)Mauricio de Sousa e o filho, Mauricio Spada
(Foto: Reprodução / Facebook)
O cartunista Maurício de Sousa falou sobre a sobre a morte do filho Maurício Spada -vítima de um infarto aos 44 anos na madrugada desta segunda-feira, 2 - através de um comunicado à imprensa.

“Meu filho Mauricio Spada nos deixou hoje. Seguiu o destino que todos nós temos ao fim do nosso período na Terra. Eu e toda a família vamos sentir sua falta, lembrar dele com saudade, abraçar suas lembranças e imaginar como será nosso reencontro. Sem dúvida com muita, muita conversa boa. Como ele gostava. Mas mesmo com toda a fé e esperança que nos embala e consola, a tristeza da ausência vai nos provocar lágrimas nos momentos do vazio... Lágrimas que irão se tornando mais doces, suaves, com o passar do tempo. Se Deus quiser".

Velório será restrito à família
No mesmo comunicado, a assessoria informa dados sobre o velório de Spada. Confira:
"Lamentamos informar que Mauricio Spada e Souza (12/05/1971 – 02/05/2016), de 44 anos, fotógrafo, produtor de vídeo e computação, filho do desenhista Mauricio de Sousa, faleceu na madrugada do dia 2 de maio de 2016, em sua casa. Ele deixa a esposa Tatiane, e duas filhas, as gêmeas  Luísa e Lara (13).

A causa morte foi infarto fulminante, mas ainda é aguardada a confirmação pelo laudo médico oficial.
O velório, que é restrito para a família, acontecerá a partir das 19 horas, na Rua São Carlos do Pinhal, 376 - Bela Vista - São Paulo.

Irmã lamenta a morte
Na tarde desta segunda, Magali Sousa, uma das irmãs de Maurício Spada, confirmou a causa da morte ao EGO. "Ele morreu de infarto fulminante, foi super de repente. Ele estava bem. No feriado mesmo, ele e a família estavam na chácara do meu pai, estava bem de saúde. A mulher dele disse que ele dormiu e não acordou mais", disse Magali, enquanto aguardava a liberação do corpo do irmão no SVO (Serviço de Verificação de Óbito), em São Paulo.
Mauricio Spada com as irmãs Mônica e Magali (Foto: Reprodução / Instagram)Mauricio Spada entre as irmãs Mônica e Magali
(Foto: Reprodução / Instagram)
Além de Magali, a irmã Mônica e a viúva de Maurício, Tatiana Spada, também estiveram no SVO. Já Maurício de Sousa foi impedido pelas irmãs de ir ao local por não haver previsão da liberação do corpo. "Ele queria vir pra cá mas não deixamos, a gente ainda não tem previsão de quando o corpo será liberado, então eu e a Mônica achamos melhor ele não vir", completou Magali,
Maurício de Sousa criou o personagem Professor Spada inspirado no filho, assim como seus outros nove filhos que têm desenhos nas histórias da "Turma da Mônica". Nos quadrinhos, Spada é um professor de informática que ajuda a turma e dá aulas na escola do bairro. Quando ele ficava nervoso se transformava no Dr. Spam, lado não muito bom do professor que quer dominar o mundo usando a tecnologia. O personagem foi baseado no conto "O Médico e o Monstro", do escritor escocês Robert Louis Balfour Stevenson.
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Maurício de Sousa com Maurício Spada (Foto: Reprodução/ Facebook)Maurício de Sousa com o filho Maurício Spada e os personagens criados pelo desenhista da Turma da Mônica (Foto: Reprodução/ Facebook)

Jovem é morto com três tiros enquanto esperava por ônibus em Curitiba


Da Redação

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Jovem morreu após levar três tiros (Foto: Colaboração)
Um jovem de 23 anos, identificado apenas como Davi, foi morto com três tirosquando estava em um ponto de ônibus no início da tarde desta segunda-feira (2) na Vila Verde, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Em frente ao ponto, está localizado um colégio estadual.
Segundo a Polícia Militar (PM), um homem chegou a pé e atirou contra a vítima. Ele levou três tiros e não resistiu aos ferimentos. “O rapaz estava no ponto de ônibus quando foi abordado. A informação que temos é que trata-se de um morador da região”, disse o tenente Toaldo, da PM, sem revelar se a vítima tinha passagens pela polícia.
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

A situação política não preocupa, diz presidente do COI

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O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou não estar preocupado com a situação política que o país vive e acredita que os Jogos Olímpicos unificarão o Brasil, que atualmente se divide na pauta política. “Estamos vendo que em toda essa disputa política das últimas semanas há um projeto que une todos os brasileiros e todas as partes políticas. Esse projeto são as Olimpíadas. É por isso que não há razão para nos preocuparmos. Qualquer que seja a opinião política, há apoio aos Jogos. Os brasileiros estão apoiando esses Jogos Olímpicos”, garantiu Bach.

FINALMENTE VEREADOR OLIVEIRA DA AMBULÂNCIA É CASSADO


Nessa tarde de segunda feira dia 02/05 a Câmara Municipal de Colombo, teve uma sessão Extraordinária  histórica onde aconteceu a CASSAÇÃO do vereador Oliveira da Ambulância, a sessão foi presidida pelo presidente Prof. Waldirlei Bueno. Estiveram presente 19 vereadores, faltaram o vereador Renato Lunardon por motivos médicos  e o vereador Oliveira da Ambulância que não justificou sua falta. Foram 18 votos a favor da CASSAÇÃO e apenas 1 voto contrário.


Oliveira foi o primeiro vereador CASSADO na história da CÂMARA DE COLOMBO.

O vereador foi cassado por quebra de decoro parlamentar por ter sido preso em flagrante em novembro de 2015 pela Policia Civil, por estar tentando trocar cheques furtados com um comerciante em Curitiba.

Em sua defesa alegou que sua prisão foi uma " armação politica de seus adversários "
Oliveira estava em seu terceiro mandato e por coincidência é também seu terceiro processo de cassação que é julgado. Das duas outras vezes foi absolvido, porque havia interesse da bancada do ex prefeito J. Camargo


Em 2007, foi acusado de acorrentar e espancar seu enteado de 09 anos. Já em 2011 foi preso em flagrante pelo GAECO em seu gabinete na Câmara, no momento que recolhia 70% dos salários de seus  03 assessores.


Estefano Polichuk (PTB), empresário no ramo automobilístico,  proprietário de uma Auto Elétrica no bairro Rio Verde em Colombo, é o primeiro suplente,  do vereador Oliveira, obteve 538 votos nas eleições de 2012 e  está APTO para assumir sua vaga na Câmara de Colombo assim que o TRE faça a comunicação oficial.


Janot pede ao STF para investigar Aécio, Cunha e Edinho na Lava Jato


Procurador-geral também quer investigar deputado do PT e ministro do TCU.
Pedidos de inquérito se baseiam na delação do senador Delcídio do Amaral.

Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir quatro novos inquéritos na Lava Jato com base na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). Os pedidos foram protocolados na última sexta-feira (29), mas devem ser cadastrados no sistema do tribunal somente na tarde desta segunda (2).
O procurador quer abertura de um inquérito para investigar o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG); outro para apurar denúncias contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); um terceiro para investigar o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva (PT-SP), que atuou como tesoureiro da campanha presidencial do PT em 2014; e um quarto inquérito para apurar suspeitas contra o ex-presidente da Câmara Marco Maia (PT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo.
Os pedidos de abertura de inquérito ainda precisam ser analisados pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo.
Além dos quatro pedidos de abertura de inquérito, o procurador também pediu a inclusão de citações feitas a integrantes da cúpula do PMDB – Edison Lobão, Valdir Raupp e Renan Calheiros – em inquéritos da Lava Jato já abertos. Eles foram citados por desvios no Ministério de Minas e Energia e na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Em nota divulgada por sua assessoria, Aécio afirmou que considera "absolutamente natural e necessário" que as investigações sejam feitas. Segundo o parlamentar tucano, a apuração irá demonstrar, "como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta" (leia ao final desta reportagem a íntegra da nota).
"Como o próprio senador Delcídio declarou recentemente, as citações que fez ao nome do senador Aécio foram todas por ouvir dizer, não existindo nenhuma prova ou indício de qualquer irregularidade que tivesse sido cometida por ele. Trata-se de temas antigos, que já foram objetos de investigações anteriores, quando foram arquivados, ou de temas que não guardam nenhuma relação com o senador", observa trecho do comunicado divulgado por Aécio.
Também por meio de nota, Edinho Silva disse que é "favorável à apuração de todos os fatos" com relação a atuação dele como tesoureiro da campanha de Dilma na eleição de 2014.
"Sempre agi de maneira ética, correta e dentro da legalidade. As afirmações do senador Delcídio Amaral são mentiras escandalosas. Jamais orientei o senador a "esquentar" doações, jamais mantive contato com as mencionadas empresas, antes ou durante a campanha eleitoral. As doações para a campanha de Dilma Rousseff em 2014 estão todas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral, bem como seus fornecedores. As contas da campanha foram todas aprovadas por unanimidade pelos ministros do TSE", destacou o ministro da Comunicação Social na nota.
G1 entrou em contato com as assessorias de Cunha e Vital do Rêgo, mas até a última atualização desta reportagem ainda não havia obtido resposta.
A assessoria do deputado Marco Maia informou que divulgará uma nota para comentar o pedido feito ao STF pelo procurador-geral da República.
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As suspeitas
Todos os pedidos se baseiam na delação premiada de Delcídio. No termo de colaboração número 4, Delcídio cita a participação de Aécio Neves e Eduardo Cunha em irregularidades em esquema na diretoria de Furnas. A Procuradoria pediu para separar para que Aécio e Cunha sejam investigados em procedimentos diferentes.
Em relação a Aécio Neves, Delcídio disse que um "grande esquema de corrupção" era operado por Dimas Toledo e que o esquema "atendia interesses espúrios do PP e do PSDB", e após 2002, do PT. O senador sul-matogrossense disse ainda na delação que "um dos beneficiários dos valores ilícitos sem dúvida foi Aécio Neves".
Sobre Eduardo Cunha, Delcídio afirmou que o presidente da Câmara recebeu dinheiro desviado e que era ligado à diretoria de Furnas.
Em outro termo de delação, o número 10, o ex-líder do governo afirmou que Edinho Silva utilizou a empresa farmacêutica EMS para pagar empresas prestadoras de serviços da campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014.
CPI da Petrobras
No termo de colaboração 17, Delcídio do Amaral contou que houve um esquema para impedir convocações na CPMI da Petrobras, e que participaram os deputados Marco Maia e o atual ministro do TCU Vital do Rêgo.
Em março, quando veio à tona o conteúdo da delação de Delcídio, Marco Maia divulgou nota na qual negou que fizesse parte do esquema de corrupção que atuava na Petrobras e criticou o conteúdo da delação de Delcídio.
"Tal situação só se justifica pela tentativa de vingança, já que fui o primeiro a pedir o indiciamento de Nestor Cerveró, reconhecido amigo do ora delator", escreveu à época o parlamentar petista.
O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) também foi citado nesse contexto, mas os fatos sobre ele estão em apuração na primeira instância porque ele perdeu o foro privilegiado ao deixar de ser parlamentar. Nesse caso, além de pedir abertura de inquérito, a Procuradoria quer ouvir depoimentos de Gim e de diversos empreiteiros.
Leia a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Aécio Neves:
Nota da assessoria do senador Aécio Neves
O senador Aécio Neves considera absolutamente natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois elas irão demonstrar, como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta.
Quando uma delação é homologada pelo Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com a delação do senador Delcídio Amaral, é natural que seja feita a devida investigação sobre as declarações dadas.
Por isso, na época, o senador defendeu publicamente que fossem abertas investigações sobre as citações feitas ao seu nome.
Como o próprio senador Delcídio declarou recentemente, as citações que fez ao nome do senador Aécio foram todas por ouvir dizer, não existindo nenhuma prova ou indício de qualquer irregularidade que tivesse sido cometida por ele.
Trata-se de temas antigos, que já foram objetos de investigações anteriores, quando foram arquivados, ou de temas que não guardam nenhuma relação com o senador.
O senador Aécio Neves reitera o seu apoio à operação Lava Jato, página decisiva da história do país, e tem convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas.
Assessoria do senador Aécio Neves