Mais de 160 casais de Colombo disseram sim em casamento coletivo


WEBMASTER 2 DE MAIO DE 2016

Na última sexta-feira, 29, a Arena da Baixada foi cenário para mais uma edição do casamento civil comunitário

A 2ª edição do casamento civil comunitário aconteceu nesta sexta-feira, 29, na Arena da Baixada.
A 2ª edição do casamento civil comunitário aconteceu nesta sexta-feira, 29, na Arena da Baixada.
A 2ª edição do casamento civil comunitário aconteceu nesta sexta-feira, 29, na Arena da Baixada.
A 2ª edição do casamento civil comunitário aconteceu nesta sexta-feira, 29, na Arena da Baixada.
A 2ª edição do casamento civil comunitário aconteceu nesta sexta-feira, 29, na Arena da Baixada (Estádio Joaquim Américo Guimarães) e reuniu 163 casais de Colombo. Além de 1.300 casais da capital e de mais 12 municípios da Região Metropolitana. A realização do evento foi uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Colombo, o Poder Judiciário, o Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, o Clube Atlético Paranaense e a Prefeitura de Curitiba.
Vale lembrar, que a primeira edição do casamento foi realizada em dezembro de 2014 e selou a união de aproximadamente 800 casais.
“Estes casais estão aqui para regularizar um vínculo já existente entre eles. Sendo que este momento ficará eternamente em suas memórias. Foi uma grande oportunidade para legalizar a união ou mesmo realizar um sonho”, disse a Secretária da pasta, Maria da Silva Souza.
Para este ano, 18 Cartórios de Registro Civil da capital e mais 16 da RMC atenderam os casais previamente habilitados de: Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, Rio Branco do Sul e São José dos Pinhais.
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Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: João Senechal/ PMC

Assassino de filho de Cissa Guimarães pega 3 anos de serviço comunitário


'Saio do julgamento do processo do meu filho Rafael Mascarenhas com o peso da sentença', disse ela em rede social nesta terça-feira, 3. Cabe recurso.

Lucinei AcostaDo EGO, no Rio
Rafael e Cissa Guimarães (Foto: Reprodução/Instagram)Rafael e Cissa Guimarães
(Foto: Reprodução/Instagram)
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EGO NAS REDES SOCIAIS


Cissa Guimarães usou seu Instagram para comentar o julgamento do caso de atropelamento do filho, Rafael Mascarenhas, em 2010, no Rio. A apresentadora contou que se sentiu injustiçada após pai e filho, envolvidos no caso, terem sido condenados, em segunda instância, a pouco mais de três  anos de serviços comunitários. "Saio do julgamento do processo do meu filho Rafael Mascarenhas com o peso da sentença: três anos e alguns meses de serviço comunitário por homicídio para o atropelador/assassino do meu filho. Ficarão livres prestando serviços comunitários", disse ela. Defesa e promotoria podem recorrer da pena.
As sentenças de Rafael de Souza Bussamra e de seu pai, Roberto Bussamra, foram dadas nesta terça-feira, 3. Na primeira instância, o rapaz tinha sido condenado a sete anos em regime fechado e e 5 anos e 9 meses em semiaberto. Já o pai dele tinha recebido sentença de 8 anos e 9 meses em regime fechado. Os dois estavam soltos por força de um habeas corpus (leia abaixo).
Rafael foi atropelado em 2010 quando andava de skate com amigos no Túnel Acústico, na Zona Sul do Rio. A via estava fechada ao trânsito, mas foi invadida por motoristas que praticavam corridas ilegais, conhecidas como "pegas". Rafael Bussamra dirigia o carro que atingiu o filho de Cissa. O pai dele foi flagrado pagando propina pra dois PMs para evitar a prisão do rapaz.
"Fico pensando que depois de terem feito isto, que serviços comunitários perigosos essas pessoas prestarão à nossa sociedade? Medo. Tristeza. Injustiça. Agradeço com o que restou do meu coração à todas às manifestações de apoio, carinho e respeito que eu e minha família sempre recebemos nestes seis anos sem nosso Rafa. Como diz Guimarães Rosa, 'viver é muito perigoso'. Muita luz para nós! Salve, Rafael", completou.
Processo judicial
Em janeiro do ano passado, Cissa Guimarães comemorou ao vivo, no programa "Mais Você", a decisão judicial  que condenou à prisão pai e filho envolvidos na morte de Rafael Mascarenhas. "É uma vitória de todos nós, da sociedade", disse ela, visivelmente emocionada. Os réus, no entanto, recorreram judicialmente e atualmente respondem ao processo em liberdade. Eles ficarão soltos até o julgamento do mérito do habeas corpus e, durante esse período, estão com os passaportes retidos para evitar que deixem o Brasil."
Na sentença de condenação de primeira instância, Rafael de Souza Bussamra foi condenado a sete anos de prisão em regime fechado e mais cinco anos e nove meses em regime semiaberto. O pai dele, Roberto Bussamra, foi condenado a oito anos em regime fechado e nove meses em semiaberto, por ter tentado acobertar o crime cometido pelo filho. Ele pagou propina a dois policiais militares para desfazer o local do acidente e evitar a prisão em flagrante do herdeiro.
Os dois PMs que receberam a propina, Marcelo de Souza Bigon e Marcelo José Leal Martins, responderam a um Inquérito Policial Militar e foram expulsos da corporação em 2010.
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Cissa Guimarães (Foto: Instagram / Reprodução)Cissa Guimarães postou desabafo no Instagram (Foto: Instagram / Reprodução)

Organização criminosa jamais teria operado sem Lula, afirma Janot


Em petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atribuiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “articulações espúrias para influenciar o andamento da Operação Lava Jato”. Segundo Janot, “embora afastado formalmente do governo, o ex-presidente Lula mantém o controle das decisões mais relevantes”.
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil
As afirmações de Janot sobre Lula se basearam nos relatos de delatores e nos grampos da Operação Aletheia, deflagrada em 4 de março, quando o ex-presidente foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal para depor.
“Os diálogos interceptados com autorização judicial não deixam dúvidas de que, embora afastado formalmente do governo, o ex-presidente Lula mantém o controle das decisões mais relevantes, inclusive no que concerne as articulações espúrias para influenciar o andamento da Operação Lava ]ato, a sua nomeação ao primeiro escalão, a articulação do PT com o PMDB, o que perpassa o próprio relacionamento mantido entre os membros destes partidos no concerto do funcionamento da organização criminosa ora investigada”, crava Janot.
“Com isso, quer-se dizer que, pelo panorama dos elementos probatórios colhidos até aqui e descritos ao longo dessa manifestação, essa organização criminosa jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Lula dela participasse. Nesse sentido, foram os diversos relatos dos colaboradores e os próprios diálogos interceptados.”
As afirmações de Janot constam de petição do procurador-geral da República ao Supremo, no dia 28 de abril, em que ele pede a inclusão do ex-presidente Lula, dos ministros Jaques Wagner, Edinho Silva, e Ricardo Berzoini, no inquérito mãe da Operação Lava Jato perante à Corte.
Além de Lula e dos ministros, são citados os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e Delcídio Amaral (ex-PT-MS), e os deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Eduardo da Fonte (PP-PE), Aguinaldo Ribeiro, André Moura, Arnaldo Faria de Sá, Altineu Cortês e Manoel Junior, além do ex-ministro Henrique Eduardo Alves, o assessor da Presidência, Giles de Azevedo, a ex-ministra Erenice Guerra, o ex-ministro Antonio Palocci, o pecuarista José Carlos Bumlai, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o banqueiro André Esteves, o ex-ministro Silas Rondeau, o empresário Milton Lyra, o lobista Jorge Luz, o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, o doleiro Lucio Bolonha Funaro, Alexandre Santos, Carlos Willian, João Magalhães, Nelson Bornier e a ex-deputada Solange Almeida, aliada de Eduardo Cunha.
O inquérito conta atualmente com 39 investigados, entre parlamentares e operadores do esquema de corrupção da Petrobras. Caso o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, aceite o pedido de Janot, o inquérito passará a ter 69 investigados.
Defesa
A defesa de Paulo Okamotto, representada pelo criminalista Fernando Augusto Fernandes, sócio do Fernando Fernandes Advogados, afirma: “Ainda não tivemos acesso a integralidade do pedido do Procurador Geral para verificar a legalidade. Quanto a seus fundamentos, o Supremo deverá impedir investigações sem justa causa e fora dos contornos legais. No entanto, respeitados o juiz natural e a Constituição, não se receia qualquer investigação.”
Já o deputado Eduardo Cunha afirma: “O Procurador Geral da República, desde a votação do processo de impeachment, tem procurado me incluir em qualquer inquérito existente. A ação persecutória não vai deixar escapar nem multa de trânsito. O instituto legal do inquérito está sendo desmoralizado pelo uso das prerrogativas da função numa perseguição sem limites contra mim”.

Na reta final para regularizar título, cerca de 15 mil eleitores devem ser atendidos no TRE-PR


Por Marina Sequinel e Flávia Barros
(Fotos: Flávia Barros – Banda B)

Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deve atender aproximadamente 15 mil pessoas durante a reta final para regularizar o título de eleitor. O prazo para fazer o documento pela primeira vez ou transferir o título termina amanhã (4) às 19h.
Nesta terça (3), a sede do TRE, que fica no Prado Velho, em Curitiba, permaneceu lotada e com fila quilométrica. “Eu sabia que o prazo estava no fim, mas como sou brasileiro, acabei deixando para a última hora. É muito importante regularizar tudo para que eu possa votar e fazer o meu papel de cidadão”, comentou o eleitor Marcos Rocha à Banda B. Morador de Almirante Tamandaré, na região metropolitana, ele foi até o Tribunal junto com a esposa, para fazer a transferência do título.
Já a jovem Débora Bárbara, de 18 anos, passou no TRE nesta terça para fazer o documento pela primeira vez. “Eu estava fora do país e, quando voltei, fui assaltada. Acabei ficando sem os documentos para poder tirar o título. Demorou até que o Boletim de Ocorrência fosse liberado e, por isso, só consegui vir aqui hoje para regularizar a situação”, disse.
Para ela, todos os eleitores deveriam começar a votar assim que completassem 16 anos. “A minha geração precisa se levantar e ter a consciência de que, a partir das eleições, nós podemos mudar a direção do nosso país”, completou ela.
Deixou para a última hora?
Quem ainda não fez o primeiro título ou quer pedir transferência ainda tem chance de regularizar a situação. Amanhã, o TRE-PR funciona das 9h às 19h, na Rua João Parolin, número 224. “O eleitor precisa trazer identidade e comprovante de residência original. Os homens devem ainda ter em mãos o certificado de alistamento militar”, explicou o assessor de imprensa do TRE, Márcio Jardim.
Segundo ele, amanhã, após as 19h, o cadastramento nacional será fechado e nenhuma mudança poderá ser feita. “Nós continuaremos a atender aos pedidos de segunda via, que deve ser feita até 10 dias antes das eleições. É importante lembrar que quem não regularizar a situação pode ter problemas para tirar o passaporte, fazer matrícula em faculdade e, muitas vezes, até para realizar cadastro de empregos”, finalizou.
Hoje e amanhã, todas as pessoas que chegarem até as 19h serão atendidas. Qualquer dúvida pode ser tirada pelo telefone (41) 3330-8500.

Ex-presidente da Andrade diz que Berzoini cobrou propina 'retroativa'


Alan Marques - 4.dez.2015/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 04.12.2015. O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Ricardo Berzoini, dá entrevista exclusiva para a Folha para fala sobre a atuação do governo na comissão que avalia o Impeachment da presidente Dilma Rousseff. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER *** EXCLUSIVA *** ENTREVISTA DE SEGUNDA ***
O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini
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O ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio de Azevedo, afirmou em acordo de delação premiada que o então presidente do PT, Ricardo Berzoini, hoje ministro da Secretaria de Governo, cobrou em uma reunião feita em 2008 que houvesse o pagamento de propina referente a 1% de todas as obras da empresa desde o início do governo Lula, em 2003.
Segundo Azevedo, a empresa não aceitou a cobrança retroativa da propina, e fez um acordo para que o pagamento fosse feito "em relação a algumas obras em andamento e a todas as futuras".
Essa propina era paga por meio de doações oficiais ao partido "e cobrada sistematicamente por João Vaccari [Neto, ex-tesoureiro do PT]", segundo a delação.
As informações sobre a colaboração de Otávio de Azevedo e também de outro executivo da Andrade, Rogério Nora, foram divulgadas pela Procuradoria Geral da República em um pedido de inclusão de novos investigados no inquérito que apura a existência de uma organização criminosa na Petrobras. A PGR não anexou a íntegra dos depoimentos.
Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Azevedo "foi claro ao dizer que em 2008 teve reunião, a pedido do PT, com o então presidente do partido, hoje ministro, Ricardo Berzoini, que de forma bastante clara (...) cobrou, a título de propina, 1% de todas as obras negociadas entre a empresa e o governo federal, desde o início de 2003, quando o ex-presidente Lula assumiu o governo".
Na contabilidade da Andrade, houve doações oficiais ao PT em torno de R$ 94 milhões entre 2009 e 2014. Otávio Azevedo, nas palavras de Janot, "não soube distinguir com exatidão o que era contribuição espontânea e o que era pagamento de propina", mas estimou que cerca de R$ 40 milhões referiam-se a propina.
PALOCCI
O ex-presidente da Andrade relatou ainda que o ex-ministro Antônio Palocci, homem forte do primeiro mandato de Dilma Rousseff, e Giles de Azevedo, ex-chefe de gabinete de Dilma, pediram que a empresa quitasse ilegalmente uma dívida de campanha de 2010.
Isso ocorreria por meio do pagamento, fora da contabilidade da campanha, de uma dívida com a empresa Pepper, de comunicação.
Otávio relatou ainda que Palocci e a ex-ministra Erenice Guerra, também próxima a Dilma, atuaram "de forma decisiva no esquema ilícito relacionado à construção da usina de Belo Monte". Ficou acertado então que a Andrade pagaria de propina referente a essa obra 1% dos valores recebidos, sendo 0,5% ao PT e 0,5% ao PMDB, segundo o relato.
Em relação à campanha presidencial de 2014, Otávio Azevedo afirmou que o atual ministro da Comunicação Social de Dilma, Edinho Silva, à época tesoureiro de sua campanha, cobrou uma contribuição de R$ 100 milhões.
"O montante sugerido por Edinho levava em consideração os diversos negócios mantidos entre a empresa e o governo. Em outras palavras, estava claro (...) que se tratava de valor arbitrado a partir dos lucros auferidos pela empresa", escreveu Janot.
Sobre essa contribuição, Otávio Azevedo disse ainda que Giles também pressionou o pagamento.
Outro executivo da Andrade, Flávio Machado, relatou inclusive que Vaccari cobrou propina de 1% em relação aos valores financiados pelo BNDES para uma obra da Andrade na Venezuela.
Essa obra, segundo Otávio Azevedo, foi conseguida com a ajuda do então presidente Lula. 

Janot oferece denúncia contra ex-presidente Lula ao STF


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A Procuradoria-Geral da República ofereceu ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no inquérito que investiga se houve uma trama para comprar o silêncio e evitar a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou ao Supremo que houve um aditamento na denúncia que foi apresentada contra o senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) sobre a operação para a barrar a delação de Cerveró. Ele disse que a empreitada envolveu o pecuarista José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai.
"Se constatou que Luiz Inácio Lula da Silva, José Carlos Bumlai e Maurício Bumlai atuaram na compra do silêncio de Nestor Cerveró para proteger outros interesses, além daqueles inerentes a Delcídio e André Esteves, dando ensejo ao aditamento da denúncia anteriormente oferecida".
Segundo Janot, há "diversos outros elementos" comprovando a participação de Lula na empreitada, além da colaboração de Delcídio.
Pedro Ladeira - 26.jan.2016/Folhapress
O procurador geral da República, Rodrigo Janot
O procurador geral da República, Rodrigo Janot
O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF, analisará a denúncia. Ele vai elaborar um voto e apresentar à Segunda Turma do tribunal, composto por cinco integrantes. Se o colegiado aceitar a denúncia, Lula e os outros investigados serão transformados em réus. Não há data prevista para essa análise acontecer.
Delcídio diz que Lula pediu "expressamente" para que ele ajudasse o pecuarista José Carlos Bumlai porque o empresário estaria implicado nas delações de Fernando Baiano e Nestor Cerveró. Para o senador, Bumlai tinha "total intimidade" e exercia o papel de "consigliere" da família Lula, expressão em italiano que remete aos conselheiros dos chefes da máfia italiana. "No caso, Delcídio intermediaria o pagamento de valores à família de Cerveró", afirma o acordo de delação.
Na conversa com o ex-presidente, de acordo com outro trecho da delação, Delcídio diz que "aceitou intermediar a operação", mas lhe explicou que "com José Carlos Bumlai seria difícil falar, mas que conversaria com o filho, Maurício Bumlai, com quem mantinha boa relação".
Depois de receber a quantia de Maurício Bumlai, a primeira remessa de R$ 50 mil foi entregue em mãos pelo próprio Delcídio ao advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, também preso pela Lava Jato e solto em 24 de fevereiro.
Delcídio passou quase três meses preso por determinação do STF após ser gravado por um filho de Cerveró tramando a fuga do ex-diretor da Petrobras.Ele foi solto em 19 de fevereiro e a seguir pediu licença médica do Senado.