Três apostas dividem prêmio do concurso 1815 da Mega-Sena


Veja os números sorteados
05/05/2016 - 20H25 - ATUALIZADA ÀS 21H12 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE
Mega-Sena ; loteria  (Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

Três apostas acertaram os números do concurso 1815 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (05/05), como parte da Mega Sena especial de Dia das Mães. Os sortudos são de Cuiabá (MT), Belém (PA) e Santo  André (SP) e levarão para a casa R$ 10.829.320,16 cada um. O próximo concurso será realizado no sábado, dia 7, e tem um prêmio estimado em R$ 3 milhões.

A quina teve 84 ganhadores e cada um levará R$ 31.104,09. A quadra teve 4.553 apostas ganhadoras e cada uma ficará com R$ 819,78. Os números sorteados hoje foram: 08-11-25-39-41-60.
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As apostas da Mega-Sena podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 3,50. Nesta semana, a Mega-Sena tem três sorteios: o 1814, realizado na terça-feira (3), o 1815 hoje e 1816 no sábado (07/05). Esta é a terceira Mega Semana de 2016.

 

Decisão de Teori Zavascki é 'violação do mandato', dizem aliados de Cunha


Ministro do STF afastou presidente da Câmara por atrapalhar a Lava Jato.
Deputados de, ao menos, seis partidos assinaram o manifesto de apoio.

Filipe Matoso e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
Em protesto ao afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara, aliados do peemedebista de, ao menos, seis partidos divulgaram na tarde desta quinta-feira (5) uma nota na qual afirmam que a decisão provisória do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma "violação do mandato eletivo".
Além de parlamentares conhecidos por integrarem a chamada "tropa de choque" de Cunha, também assinaram o manifesto de apoio ao peemedebista o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ). Também subscrevem a nota os deputados Jovair Arantes (PTB-GO), André Moura (PSC-SE), Aelton Freitas (PR-MG), Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e Renata Abreu (PTN-SP).
Para esses deputados, que se disseram preocupados com a decisão, a liminar (decisão provisória) de Teori resulta em um “desequilíbrio institucional”.
“Este fato [decisão de Teori] demonstra um desequilíbrio institucional entre os Poderes da República, cuja manutenção pode acarretar consequências danosas e imprevisíveis para a preservação da higidez da democracia no Brasil”, disseram os deputados na nota divulgada à imprensa.
Ao longo dos três parágrafos do comunicado dos aliados de Cunha, o grupo de parlamentares reclama que Cunha estava no “pleno curso de seu mandato” e não havia “urgência aparente” para a decisão do ministro do STF.
Na avaliação dos parlamentares, Teori não teve a “devida guarida constitucional” para afastar Cunha, pois, para eles, essa é uma atribuição exclusiva da Câmara dos Deputados.
saiba mais

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelos aliados de Eduardo Cunha:
Nota
Recebemos com elevada preocupação a notícia de que um ministro do Supremo Tribunal Federal, em decisão monocrática, determinou  o afastamento do presidente de um Poder da República e de um parlamentar federal do pleno curso do seu mandato, independentemente de quem seja o destinatário de tal decisão, tendo em vista que foi tomada sem qualquer urgência aparante.
Tal preocupação ganha maiores contornos diante da violação do mandato eletivo, sem a devida guarida constitucional, por se tratar de atribuição exclusiva da própria Câmara dos Deputados.
Este fato demonstra um desequilíbrio institucional entre os Poderes da República, cuja manutenção pode acarretar consequências danosas e imprevisíveis para a preservação da higidez da democracia no Brasil.

Supremo afasta Eduardo Cunha, 11 x 0


De acordo com a decisão, o presidente da Câmara não pode exercer o mandato de deputado, mas mantém o foro privilegiado

REDAÇÃO ÉPOCA
05/05/2016 - 19h59 - Atualizado 05/05/2016 20h14
Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federalconcordaram nesta quinta-feira (5) com a decisão liminar do ministro Teori Zavascki de suspender o presidente da Câmara,Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de exercer seu mandato de deputado federal. Assim, Cunha fica em uma situação incomum, na qual não só fica impedido de exercer o cargo que ocupa desde o início de 2015, como não pode nem atuar como deputado – votar, fazer discursos ou representar a Casa; mantém, no entanto, todas as prerrogativas de parlamentar, como salário e direito ao foro privilegiado.
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fala sobre a decisão unânime do STF que suspendeu seu mandato de deputado federal (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)
Horas antes, ainda na madrugada desta quinta, Teori atendera ao pedido de afastamento feito em dezembro pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Não há a menor dúvida de que o investigado não possui condições pessoais mínimas para exercer, neste momento, na sua plenitude, as responsabilidades do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados, pois ele não se qualifica para o encargo de substituição da Presidência da República, já que figura na condição de réu no Inq 3983, em curso neste Supremo Tribunal Federal”, afirma Teori em um trecho das 73 páginas da decisão.
Na decisão, Teori reproduz vários trechos do pedido de Janot, que enumera as suspeitas sobre a atuação de Cunha. Entre as razões para afastá-lo, Janot diz que Cunha usava o cargo de deputado federal e de presidente da Câmara "em interesse próprio e ilícito, qual seja, evitar que as investigações contra si tenham curso e cheguem a bom termo, bem como reiterar as práticas delitivas, com o intuito de obter vantagens indevidas". Janot  sustenta que “os fatos indicam que existe um grupo de parlamentares, liderados por Eduardo Cunha, que vem se valendo dos respectivos mandatos e prerrogativas, tais como poder de requisição e convocação, a fim de pressionar e intimidar terceiros, empresários ou qualquer pessoa que possa contrariar os interesses do grupo criminoso do qual Eduardo Cunha faz parte.”
Ao fim do julgamento, Eduardo Cunha afirmou na Câmara que vai recorrer da decisão, que considerou ter sido tomada antes de sua defesa se manifestar. "Em primeiro lugar, só seis meses depois de protocolada foi apreciada a ação da PGR. Não houve tempo para o contraditório, para estudar o processo”, disse. “Estranhamente, a cautelar foi protocolada pelo procurador que é sabido que tem contendas públicas comigo”. Além de atacar Rodrigo Janot, Cunha aludiu a uma perseguição pelo processo de impeachment. "Claro que eu estou sofrendo e vou sofrer retaliação política pelo processo de impeachment. É óbvio que teria uma reação do PT, que gosta de ver outras pessoas no mesmo banco dos réus.”
Com a saída de Cunha, o primeiro-vice, Waldir Maranhão, do PP do Maranhão, assume a Presidência da Câmara. Ao saber da decisão do Supremo, Maranhão encerrou abruptamente a sessão da Câmara nesta quinta. Ele também está entre os investigados pela Operação Lava Jato. Maranhão poderia ficar no cargo até o final do ano, quando se encerra oficialmente o mandato de Eduardo Cunha. Contudo, parte dos aliados de Cunha articula uma nova eleição para a Presidência da casa.
As razões do afastamento de Eduardo Cunha (Foto: Marco Vergotti/ÉPOCA)

STF decide por unanimidade afastar Cunha da presidência da Câmara e do mandato


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O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, a decisão do ministro Teori Zavascki de afastar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara e também suspender seu mandato eletivo. Todos os 11 ministros participaram do julgamento.
A decisão da Corte partiu de um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, feito há quase cinco meses. Para Janot, o peemedebista usava o cargo para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e a análise do processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Câmara.
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Foto: Agência Brasil
Os ministros destacaram em seus votos que essa decisão se tratava de uma situação excepcional, não uma interferência do Supremo no funcionamento do Poder Legislativo.
“Afastar Cunha é uma decisão drástica, para lá de incomum. Esta decisão trata-se de uma excepcionalidade, não é um instrumento de valoração de um Poder sobre outro”, defendeu Dias Toffoli.
A ministra Cármen Lúcia também destacou que a situação era “excepcionalíssima” e que essa decisão não poderia se popularizar. “Não havia outra solução”, disse.
Gilmar Mendes disse que decisões como essa não poderiam se tornar “matéria do cotidiano”, mas aproveitou o seu voto para criticar Cunha. “O que marca o Estado de Direito é que justamente não existem soberanos”, afirmou.
Em um voto breve, Luís Roberto Barroso elogiou a decisão de Teori sobre o caso e afirmou: “Eu não quero viver em outro País, eu quero viver em outro Brasil”.
Após a maioria dos ministros votarem pelo afastamento de Cunha, uma queima de fogos na área da Praça dos Três Poderes pode ser ouvida pelo plenário do Supremo.
Demora
Diante das críticas de que o Supremo demorou para analisar o caso, Teori justificou a demora para tomar uma decisão ao fato de a Procuradoria-Geral da República ter enviado o pedido de afastamento às vésperas do recesso do Judiciário, quando os ministros saíram de férias. O ministro também argumentou que muitos fatos contra Cunha só foram revelados depois do pedido feito por Janot.
A pressão sobre os ministros do Supremo aumentou diante da possibilidade de Cunha passar a ser o primeiro na linha sucessória da Presidência da República com a confirmação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado.
Diante da inércia da Corte, a Rede Sustentabilidade entrou com uma ação no Supremo para pedir o afastamento de Cunha, alegando que alguém que já é réu numa ação penal na Corte não poderia assumir o mais alto cargo do País.
A ação, relatada pelo ministro Marco Aurélio Mello, foi pautada para esta quinta. Mas Teori se antecipou e resolveu deferir a liminar afastando Cunha. Segundo assessores, o ministro tinha receio de o plenário optar por uma solução mais branda, que só proibisse o peemedebista de integrar a linha sucessória.
O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, defendeu o tempo que a Corte levou para analisar o caso. “O tempo do Tribunal não é o tempo da política, nem é o tempo da mídia. Nós temos ritos e prazos que temos que observar”, disse.
Teori
Em sua decisão, Teori defendeu que a permanência de Cunha na presidência da Câmara e exercendo a função de deputado representaria risco às investigações em curso contra ele no STF. “Está claro, pelos elementos trazidos, que há indícios de que o requerido, na sua condição de parlamentar e, mais ainda, de Presidente da Câmara dos Deputados, tem meios e é capaz de efetivamente obstruir a investigação, a colheita de provas, intimidar testemunhas e impedir, ainda que indiretamente, o regular trâmite da ação penal em curso no Supremo Tribunal Federal, assim como das diversas investigações existentes nos inquéritos regularmente instaurados”, afirmou Teori.
O ministro também argumentou que alguém que já é réu no STF não pode permanecer na linha sucessória da Presidência da República. “Não há a menor dúvida de que o investigado não possui condições pessoais mínimas para exercer, neste momento, na sua plenitude, as responsabilidades do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados, pois ele não se qualifica para o encargo de substituição da Presidência da República, já que figura na condição de réu.”
Em março, o STF aceitou uma denúncia e transformou o peemedebista em réu em uma ação da Lava Jato. Cunha também responde a outra denúncia além de três inquéritos. Há ainda três outros pedidos de investigação contra o peemedebista que esperam a autorização do Supremo para serem iniciados. Em um deles, Cunha é apontado como um dos líderes de uma célula criminosa que atuava em Furnas, num esquema semelhante ao que está sendo investigado na Petrobras.
A decisão do STF suspende as atividades parlamentares de Cunha, mas não retira as prerrogativas que o peemedebista tem como deputado. Deste modo, Cunha continua com foro privilegiado, ou seja, com a prerrogativa de ser investigado e processado criminalmente pelo Supremo e não pela justiça de primeiro grau. Ao final do julgamento, Lewandowski afirmou que a cassação do mandato de Cunha é uma decisão que caberá à Câmara dos Deputados.
Apesar de já ter decidido afastar Cunha, os ministros ainda terão de discutir uma ação proposta pela Rede Sustentabilidade. A medida fala em uma tese geral de proibir tanto o presidente da Câmara quanto do Senado a permanecer na linha sucessória caso se torne réu no STF. Os ministros, no entanto, decidiram adiar o julgamento sobre essa questão.

“Não vão nos fazer parar”, garante motorista do Uber mesmo após sanção de Fruet


Por Felipe Ribeiro

Mesmo com a sanção do projeto que altera as normas do transporte individual de passageiros e amplia a fiscalização veículos considerados irregulares em Curitiba, motoristas do aplicativo Uber prometem continuar atuando normalmente. Em entrevista ao radialista Geovane Barreiro nesta quinta-feira (5), um motorista que atua no aplicativo afirmou que muitos motoristas investiram em novos veículos e transformaram a atividade em fonte fixa de renda.
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Foto: Banda B
“Vamos continuar, isso é fato, só vão conseguir fazer a gente parar se fecharem o aplicativo. Hoje vários pais de família dependem da Uber e felizmente temos todo o apoio da empresa”, disse um motorista que preferiu não se identificar por uma questão de segurança.
O presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Roberto Gregorio, disse que a fiscalização continuará rigorosa e, caso haja um flagra, a multa será elevadíssima. “Com isso valorizamos a classe dos taxistas e propiciamos que a população possa ter acesso às novas tecnologias. Já existem propostas para uma eventual regulamentação do Uber, mas o local apropriado para isso é a Câmara de Vereadores”, disse.
O projeto de lei, de autoria dos vereadores Jairo Marcelino e Chico do Uberaba, foi aprovado por ampla maioria pela Câmara, em abril. A proposta visa impedir o funcionamento de serviços concorrentes, especialmente os prestados por aplicativos de celular, como o Uber. O texto acatado em primeira votação altera a lei que regulamenta o serviço de táxi. Na prática, as modificações impedem a prestação desta modalidade de transporte por outro meio que não o táxi autorizado e regulamentado pela prefeitura e impõe multa de R$ 1,7 mil. Apesar disso, um veto do prefeito Gustavo Fruet possibilita a posterior regulamentação do Uber na capital paranaense.
Para o motorista do Uber que conversou com a Banda B, a discussão coloca um susto na população que não é verdadeira. “Nos taxam de bandidos, mas só queremos trabalhar. Hoje trabalho, em média, seis horas por dia, o que me possibilita tirar R$ 1,2 mil por semana”, concluiu.
O serviço do Uber que está em funcionamento na capital é a categoria X, que oferece valores mais populares ao usuário.

‘Decisão extraordinária e corajosa’, diz Barbosa sobre afastamento de Cunha


Joaquim-Barbosa
O ex-presidente do STF Joaquim Barbosa usou o Twitter para elogiar a ação de Teori Zavascki, “O ministro Teori acaba de tomar uma das mais extraordinárias e corajosas decisões da história político-judiciária do Brasil”, afirmou.

Maioria do STF vota pela suspensão do mandato de Cunha


A maioria dos ministros da Suprema Corte votou pela suspensão do mandato parlamentar de Eduardo Cunha (PMDB). Até agora Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio votaram junto com o relator da Lava Jato no Supremo, Teori Zavascki.

Delcídio deve comparecer à CCJ e comprometer Lula e Renan na Lava Jato


Delcídio do Amaral
O Senador Delcídio do Amaral(Jefferson Coppola/VEJA)
O ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) pretende comparecer na próxima segunda-feira à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e se defender pessoalmente das acusações de que teria atuado para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. A CCJ se reuniu na manhã desta quinta para votar o parecer que confirma a constitucionalidade do processo que deve levar o senador a perder o mandato, mas os parlamentares concordaram em adiar o final do processo mais uma vez para evitar que o caso possa ser anulado pela justiça. Agora, a ideia de Delcídio é falar "sem limitações" sobre a atuação do ex-presidente Lula para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O entendimento do senador é o que de que, como o procurador-geral da República Rodrigo Janot já aditou a denúncia contra ele, incluindo o petista entre os passíveis de se tornar réu por obstrução à justiça, ele estaria liberado para contar detalhes de como Lula atuou para melar a Lava Jato e como o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) teria se beneficiado de propinas na Petrobras. A sessão da CCJ está agendada para as 16 horas de segunda. Na terça, o Plenário do Senado deve votar a cassação do mandato de Delcídio. (Thiago Bronzatto e Laryssa Borges, de Brasília)

Substituto de Cunha tem nas mãos impeachment de Temer - e causa preocupação

Deputado Waldir Maranhão PP/MA
O deputado e novo presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA)(Brizza Cavalcante/VEJA)
Ao assumir a presidência da Câmara no lugar de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) herda uma questão engavetada pelo antecessor: o processo de impeachment do vice-presidente Michel Temer. O alerta foi feito nesta quinta-feira por aliados de Cunha que, em um ato de desagravo, compareceram à residência oficial do peemedebista, que segue recluso.
Maranhão é tido como nome próximo a Cunha - mas contrariou o entendimento de seu colega e, de última hora, decidiu debandar para a tropa contrária ao afastamento de Dilma Rousseff. Maranhão teve reuniões com o ex-presidente Lula antes de mudar de lado. Aliados de Cunha narraram ao site de VEJA a inconstância do novo chefe da Câmara, o que já causa preocupação.

A comissão do impeachment de Michel Temer ainda não teve início por causa de um "boicote": partidos oposicionistas e aliados do peemedebista, entre eles PMDB, PP, PSDB e DEM, não indicaram os membros do colegiado. Nesse caso, caberia ao próprio Eduardo Cunha assumir a função e nomear os integrantes, o que não foi feito.
O vice-presidente da República é alvo de representação apresentada pelo advogado Mariel Márley Marra. O denunciante alega que Temer, assim como Dilma, cometeu crime de responsabilidade ao editar decretos de crédito de suplementação sem o aval do Congresso Nacional. Os atos foram praticados nos dias 26 de maio e 7 de julho de 2015, enquanto o peemedebista era o presidente em exercício. A liberação de créditos extras sem a aprovação do Legislativo é um dos embasamentos que sustentam o impeachment de Dilma. Conforme o jurista Márley Marra, Temer editou quatro decretos com inobservância da lei. A movimentação financeira foi de 10 bilhões de reais.
Partidos aliados de Dilma devem aumentar a pressão sobre Maranhão para que o processo tenha continuidade.

A difícil equação para Michel Temer com o afastamento de Cunha


Mesmo implicado na Lava Jato, Cunha comanda boa parte dos deputados

MURILO RAMOS
05/05/2016 - 11h32 - Atualizado 05/05/2016 13h25
O vice-presidente da República, Michel Temer, está apreensivo com a decisão do Supremo Tribunal Federal pelo afastamento de Eduardo Cunha, apesar da pressão para manter distância dele neste momento em que aguarda para assumir a Presidência da República. Cunha é investigado na Lava Jato e foi citado por delatores como beneficiário de propinas.

Além de ter sido o líder do processo do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, ajudando Temer a ter perspectiva de poder,  Cunha controla fatia gigante dos deputados, algo extremante útil para Temer num cenário de formação de governo. Como manter a base aliada sem o pulso forte de Cunha na Câmara dos Deputados? É isso o que atormenta Temer na manhã desta quinta-feira (5).
O vice presidente Michel Temer (Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)

TEORI DESARMOU GOLPE NO STF



Não se tratou apenas de evitar uma "estranheza jurídica". A antecipação da suspensão de mandato de Eduardo Cunha foi, segundo Eliane Cantanhêde, uma forma de Teori Zavascki evitar um golpe de Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello contra o impeachment.
Leiam o que escreveu a colunista do Estadão:
"A decisão do ministro Teori Zavascki de afastar o deputado Eduardo Cunha foi amadurecida durante a madrugada e teve o objetivo de desativar uma bomba preparada pelos ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello que, segundo análises de juristas, poderia implodir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a posse do vice Michel Temer.
Lewandowski e Mello puseram em votação hoje à tarde a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), de autoria da Rede de Sustentabilidade, que, além de pedir o afastamento de Eduardo Cunha, determinava simultaneamente, segundo interpretação de outros ministros, a anulação de todos os seus atos no cargo – e, por conseguinte, o acatamento do pedido de impeachment de Dilma.
Zavascki se irritou e outros ministros estranharam que Mello tenha aceitado relatar a ADPF da Rede, quando o natural seria que a enviasse para ele, que relata o caso Cunha desde dezembro. E as suspeitas pioraram quando Mello acertou com o presidente Lewandowski para suspender toda a pauta de hoje no plenário para se concentrar nessa ação."
Ao decidir pelo afastamento de Cunha com base no processo aberto pelo PGR, Teori tirou o objeto da ação da Rede. Como explica Eliane Cantanhêde, se Cunha não é mais deputado, não há como julgá-lo como tal.
Ricardo Lewandowski é Ricardo Lewandowski.
Marco Aurélio Mello, por sua vez, demonstra ser o Renan Calheiros do STF.

Assalto à agência dos Correios tem tiroteio, correria e refém no São Lourenço


Por Luiz Henrique de Oliveira e Flavia Barros
(Fotos: Flávia Barros – Banda B)

Três bandidos invadiram a agência dos Correios na Rua Mateus Leme, no bairro São Lourenço, em Curitiba, por volta das 15h desta quinta-feira (5). Eles trocaram tiros com policiais militares e guardas municipais e fizeram um cliente como refém, após serem flagrados por um guarda à paisana.
pm ok
Tiroteio aconteceu em plena Mateus Leme (Foto: Flávia Barros – Banda B)
Em um trabalho rápido, policiais e guardas chegaram em apoio e prenderam os três envolvidos no crime. O gerente da agência falou à Banda B sobre o susto que clientes e funcionários passaram.
“Estava em minha sala e quando olhei eles estavam dando voz de assalto e o pessoal começou a gritar. Liguei para a polícia e em menos de cinco minutos apareceram. Prenderam três suspeitos e o dinheiro levado foi recapturado. Um suspeito levou um tiro de raspão na cabeça”, descreveu.
A prisão dos suspeitos aconteceu na Rua Deputado Fernando Ferrari, após eles fugirem com um refém. A Banda B conversou com o cliente que ficou com o revólver apontado na cabeça. “Eles me levaram como refém até o carro em que estavam usando para assaltar. Ali, eles me liberaram e pouco adiante houve a prisão pela PM”, revelou.
Guarda viu o assalto
O guarda municipal Fernando Lima, que trabalhou na prisão do suspeito, falou sobre o caso. “O guarda passava de carro pela região, ao lado de outro guarda, quando viu essa situação e foi atrás dos bandidos. Foram três detidos presos, duas armas de fogo capturas e uma arma de brinquedo também encontrada”, explicou.
Os suspeitos serão encaminhados ao distrito de área e ficam à disposição da Justiça. Um dos envolvidos seria um adolescente.

Por Luiz Henrique de Oliveira e Flavia Barros
(Fotos: Flávia Barros – Banda B)

Três bandidos invadiram a agência dos Correios na Rua Mateus Leme, no bairro São Lourenço, em Curitiba, por volta das 15h desta quinta-feira (5). Eles trocaram tiros com policiais militares e guardas municipais e fizeram um cliente como refém, após serem flagrados por um guarda à paisana.
pm ok
Tiroteio aconteceu em plena Mateus Leme (Foto: Flávia Barros – Banda B)
Em um trabalho rápido, policiais e guardas chegaram em apoio e prenderam os três envolvidos no crime. O gerente da agência falou à Banda B sobre o susto que clientes e funcionários passaram.
“Estava em minha sala e quando olhei eles estavam dando voz de assalto e o pessoal começou a gritar. Liguei para a polícia e em menos de cinco minutos apareceram. Prenderam três suspeitos e o dinheiro levado foi recapturado. Um suspeito levou um tiro de raspão na cabeça”, descreveu.
A prisão dos suspeitos aconteceu na Rua Deputado Fernando Ferrari, após eles fugirem com um refém. A Banda B conversou com o cliente que ficou com o revólver apontado na cabeça. “Eles me levaram como refém até o carro em que estavam usando para assaltar. Ali, eles me liberaram e pouco adiante houve a prisão pela PM”, revelou.
Guarda viu o assalto
O guarda municipal Fernando Lima, que trabalhou na prisão do suspeito, falou sobre o caso. “O guarda passava de carro pela região, ao lado de outro guarda, quando viu essa situação e foi atrás dos bandidos. Foram três detidos presos, duas armas de fogo capturas e uma arma de brinquedo também encontrada”, explicou.
Os suspeitos serão encaminhados ao distrito de área e ficam à disposição da Justiça. Um dos envolvidos seria um adolescente.