Peça de duas toneladas cai e mata motorista que carregava caminhão em ferro-velho


Por Marina Sequinel e Flávia Barros
(Fotos:  Flávia Barros – Banda B)

Um motorista de caminhão de 58 anos morreu depois que uma peça de duas toneladas caiu sobre ele em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta quarta-feira (11). João Maria Soares Fragoso carregava o veículo quando houve a queda, em um ferro-velho na Rua Maria Aurora Budel Alberti.
“Ele estava colocando essa peça de maquinário no caminhão, para seguir viagem, e aconteceu essa tragédia. Sou amiga da família há mais de 30 anos e sei que o João já tinha sofrido um acidente e perdido a perna, ele até usava prótese”, contou Ana Maria Cordeiro, conhecida da vítima, em entrevista à Banda B.
João era morador da Vila Guarani, casado e tinha seis filhos. Um deles, Wendell Soares Fragoso, questionou a segurança oferecida pela empresa onde o acidente ocorreu. “Parece que estavam usando um gancho para carregar a peça e o objeto caiu em cima dele. O meu pai trabalhava muito e ganhava pouco. Ele chegou a ficar encostado devido a um acidente de caminhão, mas não conseguiu permanecer parado e, há cinco anos ou mais, voltou à ativa. Agora nós vamos atrás de justiça, para que isso não aconteça com mais ninguém”, disse ele.
O corpo de João foi recolhido ao Instituto Médico Legal de Curitiba.

Vizinhos alertam polícia sobre morador ‘estranho’ e dois foragidos voltam à prisão


Redação


Vizinhos da rua Mendes Leitão, no Centro de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, acharam estranho a movimentação na casa de um homem e resolveram acionar a Polícia Militar (PM). Estavam certos. A abordagem levou o ‘morador estranho’ de volta à prisão, outro homem também foragido e diversos equipamentos ilícitos, armas, munições e coletes para a prática de assaltos e outros crimes.
A informação repassada pelos moradores passou a ser investigada pela Serviço Reservado da 1ª Cia do 17º BPM). No fim da tarde de hoje, Andre Monteiro Reis foi abordado em frente à casa e, ainda, levava chaves de um carro Tiida com alerta de roubo. Em rápida revista, policiais descobriram que um veículo Cruze, também com alerta de roubo, estava no pátio do estacionamento do aeroporto.
Para a polícia, ele contou onde escondia as ‘ferramentas de trabalho’ – no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. Nesse local, na rua Luiz Batistel Ramos Junior, policiais encontraram armas, duas pistolas calibres 380, munições, colete balísticos, rádios transmissores  e um bloqueador de sinal com 14 antenas.
Ainda, outro foragido que estava na casa foi detido. Todo o material e os dois foragidos foram encaminhados a Delegacia de Polícia.

Presidencialismo brasileiro não contempla o remédio do recall, diz Requião


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Antes de declarar voto contra a “besteira, a monumental asneira do impeachment da presidente da República neste momento”, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou, no pronunciamento na sessão da Comissão Especial de Impeachment que avalia o afastamento de Dilma Rousseff (PT), que o “presidencialismo brasileiro não contempla recall ou referendo revogatório”. Para o parlamentar, dissidência do PMDB, não há crime de responsabilidade que justifique o impeachment.
Requião, no entanto, admitiu que todos concordam que o governo tem dificuldade de sobreviver por falta de apoio, mas há o questionamento se o impeachment é a saída para a crise política e econômica. “Meu amigo Michel Temer assume suportado por série de ideias da ‘Ponte para o Futuro’ e reveladas em entrevistas por auxiliares que são as da utopia neoliberal com corte de gastos, a mesma proposta que fracassou em outros países”.
O senador afirmou ainda que foi cabo eleitoral de Dilma e se sentia frustrado porque compromissos de campanha não foram cumpridos. “(Dilma) cumpriu o arrocho fiscal do PSDB e agora todo o grupo de oposição é contra. Os remédio do PSDB é o remédio da Dilma elevado à décima potencia”, concluiu.
Crivella
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) começou seu discurso informando que sentia muito pesar em anunciar que votaria a favor da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O senador, aliado do governo, manteve posição contra o impeachment até que o seu partido fechasse questão a favor do afastamento.
“Não restam dúvidas de que a presidente é honesta, mas também não restam dúvidas de que há indícios de crime de responsabilidade em sua gestão”, argumentou o senador. Ele esclareceu, entretanto, que votava pela abertura do processo, sem dar garantias de que votaria também pelo impeachment da presidente na fase final do processo.
“O voto que profiro agora não é de condenação da presidente, mas de abertura do processo que passa a ser conduzido, como um julgamento, pelo presidente do STF. Quero que seja garantido todo o direito ao contraditório”, alegou.
Bispo licenciado, o senador Crivella fechou sua fala fazendo citações bíblicas. Ele diferenciou o “Deus justo”, bondoso, do “justiceiro”, que age com ódio e deseja o sofrimento. “Peço a Deus que sejamos justos e não justiceiros”, encerrou Crivella.

Temer fará primeira reunião ministerial nesta quinta

O vice-presidente Michel Temer 22/04/2016
O vice-presidente Michel Temer 22/04/2016(Ueslei Marcelino/Reuters)
Assim que assumir a presidência da República nesta quinta-feira, o peemedebista Michel Temer pretende fazer uma reunião ministerial de trabalho logo na tarde de amanhã, depois de dar posse à sua nova equipe. Paralelamente aos debates do impeachment que prometem virar a madrugada no Senado, a previsão de aliados de Temer é passar a noite finalizando atos que permitam que os novos auxiliares ocupem o cargo imediatamente. "Vamos trabalhar agora à noite para concluir todos os atos que dizem respeito à posse dos novos ministros", disse o ex-deputado e futuro ministro da Casa Civil Eliseu Padilha. (Laryssa Borges, de Brasília)

Com avanço do impeachment, funcionários de Berzoini esvaziam gabinete

Gabinete do Ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, é esvaziado
Gabinete do Ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, é esvaziado(VEJA.com/VEJA)
Em clima de marcha fúnebre, funcionários do ministro da Secretaria de Governo Ricardo Berzoini estão recolhendo nesse momento objetos pessoais e quadros do gabinete do petista, localizado no quarto andar do Palácio do Planalto. Entre os pertences encaixotados, um retrato emoldurado do próprio ministro, homem forte do governo Lula e alçado ao núcleo duro do Executivo por pressão do ex-presidente. Com a derrota certa no processo de impeachment, o chefe de gabinete de Dilma, Jaques Wagner, se antecipou e também já recolheu parte da sua mudança de volta a Salvador, cidade onde mora com a família. (Rodrigo Rangel, de Brasília)

Teori nega recurso do governo para anular impeachment


Ricardo Marchesan
Do UOL, em Brasília

  • Alan Marques/Folhapress
    O ministro do STF Teori Zavascki, que negou recurso do governo para anular processo de impeachment
    O ministro do STF Teori Zavascki, que negou recurso do governo para anular processo de impeachment
O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta quarta-feira (11) o recurso da Advocacia-Geral da União para anular o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Com isso, fica mantida para hoje a continuidade da votação do processo no plenário do Senado.
Prevista para terminar na noite de hoje ou na madrugada de quinta-feira, a votação no Senado pode determinar o afastamento de Dilma por até 180 dias.
A AGU (Advocacia-Geral da União) entrou com o mandado no STF na terça-feira (10) pedindo a anulação do processo. O recurso se baseia na decisão do próprio Supremo que afastou o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do mandato e do cargo.
Segundo a AGU, Cunha teria atuado com desvio de poder quando acolheu e conduziu o processo de impeachment contra Dilma.
O advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, argumenta que há inúmeras evidências de que entre os atos praticados por Cunha para se livrar das investigações da Operação Lava Jato e do processo no Conselho de Ética estaria uma chantagem supostamente praticada por ele contra integrantes do governo.
Segundo ele, Cunha só acolheu o pedido de impeachment contra Dilma após o governo não ceder às suas pressões. A AGU anexou reportagens sobre as supostas chantagens cometidas por Cunha ao mandado de segurança.

Em dia de votação, Dilma prefere fazer caminhada à tradicional pedalada matinal



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DF - DILMA/CAMINHADA - POLÍTICA - Poucas horas antes da abertura da sessão que votará a admissibilidade do       processo de impeachment no Senado, a presidente Dilma Rousseff desistiu de       fazer o seu passeio de bicicleta matinal, como de costume, e optou por       caminhar a pé no bosque do Palácio da Alvorada, em Brasília. Dilma estava       acompanhada apenas pelo chefe de sua segurança e um outro auxiliar. Nenhum       ministro ou assessor especial de Dilma chegaram ao Alvorada até agora.       11/05/2016 - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Dilma optou por caminhar a pé no bosque do Palácio da Alvorada, em Brasília,acompanhada apenas pelo chefe de sua segurança e um outro auxiliar  Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Poucas horas da abertura da sessão que votará a admissibilidade do processo de impeachment no Senado, a presidente da República, Dilma Rousseff, desistiu de fazer o seu passeio de bicicleta matinal, como de costume, e optou por caminhar a pé no bosque do Palácio da Alvorada. Dilma estava acompanhada apenas pelo chefe de sua segurança e um outro auxiliar. Nenhum ministro ou assessor especial de Dilma chegaram ao Alvorada até agora.
Na manhã desta quarta-feira, 11, a presidente Dilma deverá ir ao Palácio do Planalto para reunião com todos os seus ministros, que foram convocados na terça à noite. Na ocasião, a presidente deve aproveitar para, mais uma vez, defender o seu mandato e reafirmar que está sendo injustiçada e vítima de um golpe. O encontro deve ocorrer às 10 horas.
A sessão no Senado que votará o processo de impedimento da presidente terá início às 9 horas. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), estima que a sessão termine por volta das 22 horas desta quarta-feira.
Pelo calendário proposto por Renan, a sessão terá três blocos: o primeiro começa às 9 horas e vai até o meio-dia; depois, a sessão é retomada às 13 horas e segue até 18 horas; por último, retorna às 19 horas para concluir os debates e dar início à votação, que será aberta e deverá ser realizada por meio do painel eletrônico do plenário.

Começa sessão do Senado que decidirá futuro de Dilma Rousseff na presidência; decisão deve sair à noite


Da Agência Brasil

Começou com uma hora de atraso a sessão extraordinária do Senado que vai decidir sobre a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Se aprovado por metade mais um dos senadores presentes à sessão, ela será afastada do cargo por 180 dias e nesse período o vice-presidente, Michel Temer (PMDB) assume o comando do país.
Segundo estabelecido ontem (10) pelo presidente da Casa, Renan Calheiros, nesta primeira fase os oradores inscritos, contra e a favor do parecer da Comissão Especial do Impeachment, falarão alternadamente por até 15 minutos cada um e apenas uma vez. Não será permitida orientação da bancada pelos líderes e também não serão permitidos apartes.
Até o início da sessão, 68 dos 81 senadores já estavam inscritos para usar a palavra. A primeira será a senadora Ana Amélia (PP-RS), favorável ao impedimento de Dilma. Com base no número de inscritos, a expectativa é de que sejam mais de 17 horas de sessão, mesmo assim o presidente do Senado espera que a discussão termine ainda hoje.
A ideia de Renan é dividir o dia em três sessões: das 9h às 12h; das 13h às 18h; e das 19h até o término da votação, que pode entrar pela madrugada. Para evitar que os senadores excedam o tempo de fala, Renan advertiu os parlamentares que os microfones das duas tribunas serão automaticamente desligados ao final dos 15 minutos.
Depois que todos os senadores inscritos se pronunciarem, o relator da Comissão Especial do Impeachment, Antonio Anastasia (PSDB-MG), usará a palavra por 15 minutos. Em seguida, falará o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que defende Dilma, pelo mesmo tempo.
A próxima etapa será a votação pelo painel eletrônico com voto aberto dos senadores. Na sequência, o presidente proclama o resultado, que tem de ser publicado nos Diários dos Senado e do Congresso. Caso a maioria decida pelo afastamento de Dilma Rousseff, a presidenta será notificada pelo primeiro-secretário do Senado, senador Vicentinho Alves (PR-TO), e afastada por 180 dias.
Com a cassação de ontem do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), somente 80 senadores poderão participar da sessão. O suplente de Delcídio, Pedro Chaves dos Santos só deve se apresentar a Casa para tomar posse amanhã.