PDT expulsa deputados que votaram a favor do impeachment da executiva do partido


Dois deles foram retirados do comando estadual da legenda e outro teve processo de afastamento iniciado

NONATO VIEGAS
18/05/2016 - 11h08 - Atualizado 18/05/2016 14h53
Carlos Lupi (Foto: Elza Fiúza/Abr)
PDT expulsou da executiva nacional do partido quatro deputados que votaram a favor da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 17 de abril, na Câmara. Dois deles, inclusive, foram afastados da presidência de diretórios locais: Mário Heringer, de Minas Gerais, e Hissa Abrahão, do Amazonas. A direção da sigla quer, ainda, tirar o deputado Sérgio Vidigal da presidência do diretório estadual do Espírito Santo. Completa a lista dos expulsos da executiva o deputado Subtenente Gonzaga (MG).
Outros parlamentares estão na lista dos que deverão ser punidos, aguardando parecer da comissão de ética do partido. Mesmo os já afastados das direções locais correm o risco de expulsão, pois o processo ainda não foi concluído, afirma o presidente da legendaCarlos Lupi.

Novo secretário da Cultura


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O ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, já definiu o nome do secretário nacional de Cultura do ministério. Será o diplomata e ex-secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Marcelo Calero.
Calero, que presidiu o Comitê Rio450 durante a realização das comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro, vai ocupar o mais alto cargo relacionado à Cultura no País e terá a missão de apaziguar os ânimos de artistas que se manifestaram contra a fusão do Ministério da Cultura com o a pasta da Educação.
O nome de Calero será anunciado oficialmente pelo ministro Mendonça Filho hoje às 16h30.

Dirceu, o renegado do PT, é condenado a uma pena de 23 anos


O juiz Sergio Moro define pena de 23 anos para ex-ministro. Preso de novo por corrupção, desta vez ele não é chamado pelo partido de "guerreiro do povo brasileiro"

FLÁVIA TAVARES
18/05/2016 - 13h06 - Atualizado 18/05/2016 14h49
O ex-ministro José Dirceu chega à sede da Superintendência da Justiça Federal, em   Curitiba (PR), para participar do depoimento (Foto: PAULO LISBOA/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Luiz Inácio Lula da Silva, foi condenado a 23 anos e três meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão é do juiz federal Sergio Moro, que preside a operação Lava Jato.
Dirceu está preso desde agosto de 2015, quando foi deflagrada a 17ª fase da Lava Jato, a Pixuleco. Na sentença, Moro afirma que uma empresa de Dirceu recebeu R$ 15 milhões por uma consultoria que nunca foi efetivamente prestada. O montante, diz Moro, é fruto de propina da Petrobras. "O custo da propina foi repassado à Petrobras, através da cobrança de preço superior à estimativa, aliás propiciado pela corrupção, com o que a estatal ainda arcou com o prejuízo no valor equivalente", diz a sentença.
Esta é a segunda condenação de Dirceu por crimes de corrupção. Em 2012, no mensalão, o ex-ministro foi condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha a uma pena de dez anos e dez meses e a pagar R$ 676 mil de multa. O juiz Moro destaca que, mesmo quando ainda enfrentava o julgamento no Supremo Tribunal Federal pelo mensalão, Dirceu continuou recebendo a propina. Diz o texto: "O mais perturbador, porém, em relação a José Dirceu, consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470, havendo registro de recebimentos pelo menos até 13/11/2013. Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do país representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito".
Na mesma sentença, Moro condenou João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, indicado pelo partido - ambos por corrupção passiva. No caso de Duque, pelo "pagamento, por sua solicitação, de vantagem indevida ao grupo político dirigido por José Dirceu". No caso de Vaccari, "pelo direcionamento ao grupo político de José Dirceu de parte da vantagem indevida". Ou seja, Moro desenha como o esquema do petrolão sangrou a diretoria de Serviços de Duque e direcionou a propina para o PT, sob o comando de Dirceu.
Quando Dirceu foi preso, em 2015, não houve grande comoção. Tampouco houve fila de petistas prontos para defendê-lo, como na prisão anterior, quando ele foi tema do slogan "Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro". Dirceu se tornou uma espécie derenegado do PT, símbolo do que o partido finge que não existe. Essa nova condenação, na semana pós-votação do impeachment no Senado, é mero detalhe para o desgaste político que o PT enfrenta no momento. Mas é representativa de um ciclo que parece se encerrar, de um enfraquecimento da legenda, em estado de negação sobre os erros cometidos nos últimos anos.

Richa e Temer retomam projetos do Paraná junto ao governo federal

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O governador Beto Richa defendeu nesta quarta-feira (18), durante encontro com o presidente Michel Temer, em Brasília, o fortalecimento da relação entre o Paraná e o governo federal. “Tenho absoluta certeza que o presidente vai ajudar o Paraná, retribuindo tanto o que Estado faz pela economia nacional. Estou muito animado com o novo governo”, disse.
Richa convidou Temer para visitar o Paraná e disse que o presidente será muito bem recebido pelos paranaenses. “O Estado tem agora um novo alento e uma nova esperança com este novo governo que pode devolver ao Brasil o caminho de desenvolvimento e da geração de empregos”.
O governador reafirmou que o Paraná tem “a confiança no novo governo e a real expectativa que os projetos possam ser atendidos e que o governo federal volte a investir no Estado”.
Beto Richa adiantou a Temer a urgência com que o Estado espera a liberação dos empréstimos internacionais, no valor de US$ 450 milhões (R$ 1,7 bilhão) junto ao BID, e que dependem do aval da Secretaria do Tesouro Nacional. “São recursos fundamentais ao Paraná no esforço do Estado em retomar os investimentos públicos em programas e obras nas áreas de segurança, infraestrutura e transportes”, defendeu.
Richa e o presidente conversaram sobre a conjuntura política e econômica do País, o relacionamento entre o Paraná e a União e as primeiras ações do governo Temer no enfrentamento da crise econômico-financeira. “Disse ao presidente que os nomes da equipe econômica, anunciados nesta semana, sinalizam um forte compromisso do governo não apenas com a responsabilidade fiscal, mas também com a retomada do desenvolvimento e com a geração de emprego”, disse o governador.
Ele afirmou ao presidente que o Estado teve graves problemas no relacionamento com o governo anterior e que nos últimos anos foi “sistemática” e abertamente “boicotado” no repasse de recursos e transferências federais. “O presidente me assegurou que este tipo de discriminação não será tolerado em seu governo. Garantiu ainda que a União terá uma relação republicana e administrativa com todos os estados, sem nenhum viés político ou partidário”, declarou. Antes da reunião com o presidente, Richa se encontrou, em audiências, com os ministros Geddel Vieira Lima (Governo), Bruno Araújo (Cidades), Sarney Filho (Meio Ambiente) e Ricardo Barros (Saúde).
PACTO FEDERATIVO – Ainda com Temer, Richa reafirmou o apoio ao presidente que na sua posse ressaltou o propósito de rever o pacto federativo brasileiro, de forma que estados e municípios tenham maior autonomia financeira. “Esta posição do presidente é bastante positiva e, se realmente efetivada, será muito bom para o País”, afirmou Richa.
Depois do encontro com o presidente, Beto Richa declarou-se confiante na recuperação da economia e da estabilidade política e institucional do País. A reunião teve a presença do deputado federal Antônio Imbassahy. O presidente adiantou ao governador o compromisso que reafirmou como “absoluto com as reformas de que o Brasil necessita para retomar o caminho do crescimento econômico sustentado”.
ITAMARATY – Ainda em Brasília, Richa participou da posse do senador José Serra no Ministério das Relações Exteriores. A cerimônia, no Palácio do Itamaraty, Serra recebeu o cargo do diplomata Mauro Vieira. Natural de São Paulo, Serra já foi ministro de Planejamento e da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso. Atualmente é senador pelo Estado de São Paulo.

Bandidos emparelham carro e homem fica gravemente ferido após levar vários tiros


Por Felipe Ribeiro e Daniela Sevieri
Foto: Daniela Sevieri - Banda B
Foto: Daniela Sevieri – Banda B

Um homem de 30 anos ficou gravemente ferido após levar pelo menos seis tiros no começo da noite desta quarta-feira (18), em uma esquina do bairro Cajuru, em Curitiba. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima dirigia um veículo Gol, quando um veículo branco teria emparelhado com ele no cruzamento das ruas Rutildo Pulido e João Tobias de Paiva Neto e, de dentro dele, teriam partido os disparos.
Foram vários tiros contra o carro (Foto: Daniela Sevieri - Banda B)
Foram vários tiros contra o carro (Foto: Daniela Sevieri – Banda B)
Segundo o socorrista Claudemir, o Siate foi acionado, mas a situação é grave. “Ele estava no banco do motorista e foi atingido no rosto, no pescoço e no tórax, então é uma situação bem grave”, explicou.
No local, as testemunhas contaram que tudo aconteceu muito rápido e foi difícil ver o que realmente aconteceu. Guardas municipais informaram que a vítima estava com o carro da namorada e estacionou o carro no local.
A vítima possuía passagens por tráfico de drogas, mas já havia cumprido a pena. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa investiga o caso.

Conta de luz vai cair a partir de julho com menor número de térmicas em operação


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A conta de luz vai cair a partir de julho. De R$ 190 milhões a R$ 200 milhões serão economizados porque será acionado um número mínimo de usinas térmicas, que produzem energia a um preço mais elevado do que as hidrelétricas. Com a recuperação dos reservatórios e a queda do consumo, será possível abrir mão das térmicas e o preço de venda da eletricidade volta a ser o principal critério de definição das usinas que devem ser interligadas à rede nacional de transmissão.
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(Foto: Divulgação/EBC)
Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, os consumidores serão beneficiados nas datas de revisão tarifária das suas distribuidoras de energia. Cada uma das distribuidoras tem uma data no ano em que definem com a agência reguladora a tarifa de energia a ser paga pelo consumidor nos 12 meses seguintes. Nesse processo, é considerado o custo da tarifa que pagam às usinas geradoras. Quanto menos térmicas forem acionadas, menor o valor do megawatt-hora e a conta de luz.
A Eletropaulo, distribuidora de São Paulo, revisará a tarifa em julho e já deve considerar no cálculo a queda do custo da energia. A Light, do Rio, passará pelo mesmo processo em novembro. Mas o consumidor só deve perceber a retração da conta, de fato, no ano que vem, segundo Luiz Eduardo Barata, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo ele, somente após um período mais longo de preços de venda de eletricidade mais baixos a redução tem efeito sobre o custo das distribuidoras e a conta de luz.
Barata assumiu o ONS na última terça-feira, 17, depois de deixar o Ministério de Minas e Energia. Na primeira reunião que coordenará, para definir as usinas que serão acionadas para cobrir a demanda de eletricidade em junho, vai indicar a retomada do método que prioriza o critério preço, conhecido no setor como “despacho por ordem de mérito”.
“Muitas vezes, por uma questão de responsabilidade, o ONS ignora o que indica o modelo (de preço) e despacha um número maior de térmicas”, disse ele. O cenário atual, porém, permite abandonar essa prática. O operador já vem optando, gradativamente, por acionar cada vez mais hidrelétricas, o que permitiu reduzir a tarifa de energia e chegar à bandeira verde da conta de luz.
Ainda assim, o número de térmicas interligadas ao sistema é superior ao ideal. Ao todo, 7,5 mil megawatts (MW) de capacidade térmica estão sendo acionados mensalmente pelo operador. A perspectiva, a partir de agora, é limitar o volume a 3,5 mil MW, quase à metade.
Meio ambiente
Presente ao 13º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), no Rio, Barata defendeu a redução do prazo de licenciamento de projetos de transmissão de energia. O prazo total de instalação de uma linha é de 60 meses, a maior parte consumida na fase de licenciamento, segundo ele. Com isso, há um descolamento entre os prazos de instalação de usinas geradoras de energia e da rede de transmissão utilizada para escoar a eletricidade produzida.

Jovem que queria dominar a rua é preso com maconha em Curitiba


Por Luiz Henrique de Oliveira


O ‘Cebolinha do Sítio Cercado’, que queria porque queria ser o ‘Dono da Rua’, foi preso em flagrante por policiais civis do 10° Distrito Policial na manhã desta quarta-feira (18). Uma denúncia anônima, que a princípio não foi feita pela Mônica, também personagem do escritor Maurício de Souza, foi o que levou a polícia até a casa do suspeito, na Rua Apucarana.
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Maconha, dinheiro e balança encontramos com o suspeito (Foto: Colaboração)
O investigador Henrique, do 10° DP, falou sobre o caso à Banda B. “Esse rapaz foi denunciado por tráfico e fomos até a residência dele. Encontramos dentro do fogão 750 gramas maconha e balança de precisão, além de certa quantidade de dinheiro”, relatou.
Na delegacia, o jovem de 19 anos contou que estava perto de se tornar o ‘Dono da Rua’, mas o plano infalível não deu certo. “Ele confessou que a droga era sua e destinada para a venda, porque pretendia dominar a Rua Apucarana. Ele disse que a rua ia ser dele”, concluiu o investigador.
O suspeito foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e fica à disposição da Justiça.

Dois acidentes em poucas horas assustam moradores no Santa Cândida


Por Marina Sequinel
(Fotos: Sybele Langner – Colaboração Banda B)


Dois acidentes em poucas horas e na mesma esquina assustaram os moradores e comerciantes do bairro Santa Cândida, emCuritiba, nesta quarta-feira (18). O cruzamento perigoso fica na Rua Dr. Barreto Coutinho com a Avenida Paraná.
Segundo testemunhas, hoje pela manhã, por volta das 9h, um biarticulado atingiu uma caminhonete em cheio no local. O motorista do segundo veículo foi socorrido com ferimentos leves. Às 13h, outros dois carros de passeio bateram na mesma esquina e chegaram a invadir o posto de combustíveis que fica no cruzamento.
“Tem muito acidente nessa esquina, não é a primeira vez. O pessoal desce muito rápido pela Avenida Paraná e quem está atravessando não tem visão. Uma placa de conversão proibida já foi derrubada várias vezes, inclusive”, disse Sybele Langner, que trabalha em um escritório na região, em entrevista à Banda B.
De acordo com ela, a população sugere a instalação de uma lombada ou semáforo no cruzamento. “É bem perigoso, principalmente se tem algum frentista ali no posto ou algum pedestre atravessando a rua”, completou Sybele.
Resposta
A prefeitura de Curitiba informou, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito, que toda a extensão da Avenida Paraná e sua continuação pela Avenida João Gualberto estão sendo revitalizadas para se tornarem uma via calma. Com a medida, a velocidade máxima permitida no local será de 30 km/h, o que ajudará a reduzir casos de acidentes e de atropelamentos na região.

Dilma é notificada pelo STF para explicar por que chama impeachment de golpe


Da Agência Brasil

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (18) que a presidente afastada Dilma Rousseff seja notificada sobre interpelação judicial proposta por deputados que questionam o fato de a presidente classificar o processo de impeachment de “golpe de Estado”. No despacho, a ministra concedeu prazo de dez dias para que Dilma se manifeste a respeito.
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil
Na ação, assinada pelos deputados Júlio Lopes (PP-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Pauderney Avelino (DEM-AM), Rubens Bueno (PPS-PR), Antônio Imbassahy (PSDB-BA), Paulo Pereira da Silva (SD-SP), os deputados argumentam que a acusação de Dilma é algo de “gravidade ímpar, sobretudo, ao se levar em consideração a recente história nacional e as possibilidades de ruptura que declarações desse tipo podem trazer à sociedade brasileira”.
Na interpelação, os deputados apresentam uma série de discursos proferidos por Dilma em que ela classifica o processo de impeachment contra ela de “golpe”.
“Ao comportar-se da maneira como vem fazendo, a senhora presidente da República deixa toda a nação em dúvida, recomendando, portanto, a presente interpelação, a fim de que possa explicar qual a natureza, os motivos e os agentes desse suposto ‘golpe’”, dizem os deputados na ação.
Eles pedem ainda que Dilma explique, entre outros pontos, quais atos compõem o golpe denunciado por ela, quem são os responsáveis, quais instituições atentam contra seu mandato e quais as medidas que ela pretende tomar, na condição de Chefe de Governo e Chefe de Estado, para resguardar a República.