Governo abre sindicância para investigar conduta de Cardozo no processo de impeachment


José Eduardo Cardozo, na comissão do impeachment: defesa 'criminosa', na avaliação do novo advogado-geral da União, Fábio Medina Osório(Marcos Oliveira/Ag. Senado)
Principal defensor da presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, o ex-ministro José Eduardo Cardozo é formalmente investigado pelo governo do presidente interino Michel Temer. Na última quarta-feira (18), o novo advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, que substituiu Cardozo no cargo, determinou a abertura de uma sindicância para apurar os atos do antecessor.
O principal argumento para a abertura da investigação é o fato de Cardozo ter sustentado formalmente perante ao Congresso e ao Judiciário a tese de que a presidente Dilma Rousseff estava sendo alvo de um golpe de Estado. Como a AGU tem entre as suas atribuições representar os interesses do Legislativo e do próprio Judiciário, na avaliação de Medina Osório, Cardozo jamais poderia ter usado o cargo para atentar contra a imagem dos poderes constituídos, acusando-os de participarem de uma conspirata contra o chefe do Executivo.
"A defesa de Cardozo foi criminosa. Esse discurso jamais poderia ter sido feito por um advogado da União. Ele acabou com a dignidade do órgão e cometeu crime de responsabilidade ao forjar o discurso do golpe", diz Medina Osório.
Determinada a abertura da sindicância, os integrantes da comissão irão intimar formalmente Cardozo a apresentar defesa sobre os fatos investigados. O ex-ministro petista, que ainda atua como advogado da presidente Dilma Rousseff no processo que tramita no Senado, terá de prestar depoimento aos investigadores e poderá até ser alvo de ação por improbidade administrativa, ficando proibido de voltar a exercer cargos públicos.
Durante todo o período em que exerceu o cargo de advogado-geral da União, Cardozo ainda teria ignorado a agenda do órgão e concentrado seu trabalho apenas em defender a presidente.

PF descobre esquema de entrega de propina ligado ao BNDES


A Polícia Federal afirma que Fernando Pimentel, ex-ministro e hoje governador, recebeu dinheiro da empreiteira para facilitar financiamentos do BNDES

FILIPE COUTINHO
20/05/2016 - 19h57 - Atualizado 20/05/2016 20h14
Marcelo Odebrecht durante depoimento (Foto: Rodolfo Buhrer/REUTERS)
No papel, os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, são exemplares. As propostas passam por comitês, avaliações técnicas e tornam-se contratos com dezenas de cláusulas que detalham as condições dos empréstimos. Na prática, porém, o que muitos financiamentos do BNDES têm em comum é a combinação de juros camaradas para empreiteiras beneficiadas realizarem obras no exterior, em nações alinhadas com o PT. Conforme ÉPOCA revelou em fevereiro, procuradores em Brasília já vêm apurando tráfico de influência internacional do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor de empreiteiras, especialmente a Odebrecht, com a participação do BNDES. Agora, ÉPOCA obteve relatórios da Polícia Federal que revelam como se dá a concessão desses financiamentos. É a primeira vez que uma investigação reúne provas de como se dá a negociação, com informações privilegiadas de reuniões, encontros secretos e pagamentos de propina. Os documentos, levantados na Operação Acrônimo, trazem evidências de propina em dois contratos do BNDES com aOdebrecht, para obras na Argentina e em Moçambique, ao custo de US$ 90 milhões, cerca de R$ 320 milhões.

A Odebrecht passa a ser o alvo central das duas maiores investigações em curso no país. Na Lava Jato, pelo cartel formado para conseguir obras na Petrobras. Agora, na Acrônimo, por suas relações com o BNDES. A PF chega ao banco a partir de uma devassa nas contas e na vida de Benedito de Oliveira Neto, o Bené, o principal operador do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel – na ocasião ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e chefe do BNDES. A PF é taxativa ao resumir o caso: “Pagamento de vantagens indevidas realizado pela empresa Odebrecht, por meio de intermediação de João Carlos e Bené, a Fernando Damata Pimentel, em contraprestação a benefícios recebidos junto ao BNDES para investimentos no exterior”. João Carlos Mariz era o homem da Odebrecht responsável por conseguir financiamentos no BNDES. Vantagens indevidas é o termo técnico para propina. A partir de depoimentos de testemunhas e de planilhas recolhidas, a PF suspeita que o grupo de Fernando Pimentel levantou mais de R$ 6 milhões em propina da Odebrecht.
PAGAMENTOS - PF suspeita que houve propina em troca de contrato no BNDES (Foto: Reprodução)
Bené foi preso em abril pela Polícia Federal, acusado de fraudar documentos de uma consultoria para a montadora Caoa. O lobby, naquele caso, era para viabilizar isenções fiscais no ministério, cujo titular era Pimentel. Bené e Pimentel são amigos. O empresário foi fornecedor durante a campanha de Pimentel ao governo do Estado, em 2014. Pagou viagens de férias de Pimentel e sua mulher, Carolina. Entre os bens de Bené que foram apreendidos na operação está um avião bimotor, frequentemente usado por Pimentel – inclusive durante a campanha eleitoral.
OPERAÇÕES ESTRUTURADAS Relatório da PF afirma que Odebrecht pode ter setor organizado para propinas fora do país (Foto: Reprodução)
As provas colhidas pelos investigadores incluem mensagens de texto trocadas entre Bené e João Carlos Mariz, que ocupou diversos cargos na Odebrecht – entre eles, diretor de crédito à exportação. Nas mensagens, eles tratavam de obras da Odebrecht na Argentina e em Moçambique. Muitas mensagens citam ainda o “chefe” – alcunha para Pimentel, segundo a PF. O inquérito ganhou força a partir do mapeamento do dinheiro de Bené. Os investigadores descobriram que a maior parte dos pagamentos das despesas de Bené era feita por um primo, Pedro Medeiros, também seu funcionário. Morador de uma quitinete, ele pagou inacreditáveis R$ 6,4 milhões entre 2012 e 2014. A PF apurou as andanças do homem da mala de Bené. Ao cruzar as mensagens de texto de Bené com as viagens de Pedro Medeiros, começou a desvendar o esquema do BNDES e da Odebrecht.
DINHEIRO SUSPEITO Responsável pelos encontros secretos, primo de Bené movimentou R$ 6,4 mi (Foto: Reprodução)
A PF chegou a dois empreendimentos da Odebrecht fora do país, financiados pelo BNDES e sob suspeita. Na Argentina, foram 37 contratos firmados entre 2013 e 2015, com juros entre 3% e 4%, num total de US$ 45 milhões, para a construção de um centro de tratamento de água em Las Palmas. Em Moçambique há um único contrato, de setembro de 2013, a juros de 3,89% e  também de US$ 45 milhões, para reforma do aeroporto de Nacala. O inquérito corre em sigilo no Superior Tribunal de Justiça, em razão do foro privilegiado de Pimentel.
>> Quem é Bené, o empresário amigo de Fernando Pimentel preso pela Operação Acrônimo

Em 15 de julho de 2013, Bené recebe uma das 312 mensagens de texto trocadas com João Carlos Mariz, da Odebrecht. O assunto era a obra na Argentina. “Hermanos era fundamental amanhã”, escreveu o diretor da Odebrecht. No dia seguinte, Pimentel tinha duas reuniões: com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a Apex, e com a Câmara de Comércio Exterior. “Todos os órgãos acima são fundamentais para os interesses da Odebrecht nas negociações para financiamento de projetos na Argentina e Moçambique”, anotou a PF.
EXTERIOR Os investigadores apontam negócios suspeitos na Argentina e Moçambique (Foto: Reprodução)
A resposta de Bené veio no dia seguinte e revela como a Odebrecht tinha informações de dentro das reuniões governamentais. A informação vinha do “nosso amigo” – suspeita-se que era Pimentel. Era clara: “Deu certo né!! Nosso amigo acabou de me falar. Vamos encontrar?”, escreveu para João Carlos Mariz. Bené prossegue: “Você não pede, camarada, você manda! Falei que nossa turma é comprometida”. Horas depois, João Carlos, da Odebrecht, disse ainda que “nosso amigo” ia se encontrar com “Marcelo”. A PF suspeita que se trata de um encontro entre Fernando Pimentel e Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira preso pela Lava Jato.
SENHAS Nos encontros secretos, o funcionário da Odebrecht e o operador de Pimentel acertavam códigos (Foto: Reprodução)
Fernando Pimentel,Governador do Estado de Minas Gerais (Foto: Vanessa Carvalho/NewsFree/LaltinContent/Getty Images))
Depois do arranjo bem-sucedido, era hora, segundo a PF, dos pagamentos. O esquema tinha até um bunker para a entrega de dinheiro: um hotel quatro estrelas no bairro de Moema, São Paulo. Era ali que Pedro Medeiros, emissário e “faz-tudo” de Bené, ficava hospedado. Ao realizar check-in no hotel, Medeiros avisava Bené. Foi assim no dia 5 de novembro de 2013, às 11h40. Medeiros alertou que o quarto só estaria pronto às 14 horas. Do outro lado da conversa, Bené era pressionado por João Carlos Mariz, da Odebrecht. “Preciso de info urgente.” Pouco depois do meio-dia, as conversas passaram a ser simultâneas. Medeiros informou o número do quarto e, em seguida, a mensagem foi repassada a João Carlos, que respondeu com um lacônico “manteiga”. Era a senha para Medeiros abrir a porta. Bené, no instante seguinte, repassou a palavra para Medeiros. Em muitas situações, depois desses encontros, Pedro Medeiros nem encarava a fila do aeroporto. Bené reservava um jatinho para o primo retornar a Brasília.

A turma gostava de brincar de agente secreto. O roteiro de senhas e encontros foi seguido pelo menos seis vezes. Em 1o de abril de 2013, com a senha “4-branco, 5-pimenta”. Em 12 de novembro, foi a vez de “manga”. Em 20 de novembro “alface” e “escada” em 26 de novembro. “Algodão” foi o termo usado em 4 de fevereiro de 2013. As senhas eram fundamentais porque, embora quem negociasse fosse João Carlos Mariz, a entrega não era feita por ele. “Para tal finalidade, a organização criminosa usou estratagemas para efetuar pagamentos indevidos realizados ao agente público Fernando Pimentel”, escreveu a PF. Nos dez meses em que houve os tais códigos, a Odebrecht assinou 18 contratos com o BNDES, apenas para Argentina e Moçambique. Em nenhum diálogo, os interlocutores tratam de valores. Falam apenas das obras e das entregas com senhas. A PF, contudo, apurou encontros reservados de Bené com João Carlos em restaurantes de Brasília. Esses encontros representam apenas uma fração do esquema. Os investigadores foram ao hotel onde Medeiros ficava e descobriram que ele se hospedou por lá 52 vezes, entre março de 2013 e fevereiro de 2014.

Em nota, o BNDES afirma que “as operações nas obras citadas obedeceram a todos os trâmites e exigências do BNDES, sem qualquer excepcionalidade”. E ainda: “Os critérios de análise do Banco são impessoais, envolvendo órgãos colegiados de dentro e fora da instituição e análise por equipe técnica.” Procurado, o advogado de Fernando Pimentel, Eugênio Pacelli, disse que a defesa não teve acesso ao relatório da PF e, por isso, não poderia comentar. Pacelli afirma que apresentou uma questão de ordem ao STJ e aguarda uma posição do relator, Herman Benjamin. “A defesa considera que houve uma série de irregularidades na operação, mas até agora não houve apreciação do ministro ou da corte”, diz. O advogado de Bené, Roberto Pagliuso, disse que não comentaria. Pedro Medeiros e João Carlos Mariz não foram localizados. A assessoria de imprensa da Odebrecht informou que a empresa não se manifestará.

O time da economia para salvar o Brasil


Brilho não falta à nova equipe econômica. Mas eles só conseguirão trabalhar se houver apoio político às medidas incômodas que terão de adotar

ANA CLARA COSTA, SAMANTHA LIMA E MARCOS CORONATO
20/05/2016 - 19h41 - Atualizado 20/05/2016 20h46
>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
Há pouco mais de duas semanas, os economistas Mansueto Almeida, Marcos Mendes, Paulo Correa e Sérgio Ferreira Guimarães se encontraram em um bar na Asa Sul, em Brasília. Entre um chope e outro, conversavam sobre como seria o governo de Michel Temer, antes mesmo da votação do processo deimpeachment de Dilma Rousseff no Senado. Todos, exceto Guimarães, que assessora o senador tucano Aécio Neves (MG), haviam sido convidados pelo hoje ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para assumir alguma secretaria da Pasta. Nem todos estavam seguros do que decidiriam.
>> Os novos poderes de Henrique Meirelles

Mansueto Almeida, um dos maiores conhecedores de contas públicas do país, hesitava em aceitar o cargo mais condizente com seu currículo, o de secretário do Tesouro. Nos dez dias anteriores, havia assistido a três apresentações de técnicos do órgão sobre a situação das contas. Os números pareciam tão tenebrosos que ele decidiu não se associar diretamente a essa empreitada. Mas, diante do convite aberto para se integrar à nova equipe de governo como preferisse, refletiu mais. Na segunda-feira, dia 16, optou afinal pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae). O órgão tem uma nova missão: avaliar o custo e o benefício de políticas públicas, a fim de mudar ou encerrar as piores – uma prática tão lógica quanto rara no Brasil, e que certamente provocará gritaria entre os que se sentirem prejudicados. E pensar que Mansueto achou essa a mais palatável.
Capa edição 936 (Foto: Época )
Correa, um dos parceiros de chope de Mansueto e antigo ocupante da Seae na gestão de Joaquim Levy, optou por negar o convite para permanecer no ministério e retomou seu cargo no Banco Mundial, em Washington. A indecisão de Mansueto acabou sendo o principal motivo do atraso do anúncio da equipe econômica, feito na terça-feira, dia 17.

Meirelles não conseguira ninguém que topasse o desafio de assumir o Tesouro, sintoma da gravidade da situação fiscal do país. Decidiu manter o atual coordenador da área, o economista Otávio Ladeira de Medeiros. Mendes, outro da mesa de chope, ficou com o posto de assessor direto de Meirelles. Carlos Hamilton Araújo assumiu a Secretaria de Política Econômica. E o economista Marcelo Caetano aceitou a recém-criada Secretaria da Previdência.
>> 
Se alguém acha que trabalhar para o governo é fácil, melhor pensar de novo. Cada um no time tem à frente uma missão dificílima, expressa em números superlativos e assustadores. O norte do novo ministério será perseguir o equilíbrio fiscal. E o rombo das contas públicas em 2016, estimado há algumas semanas em R$ 120 bilhões, veio subindo dia a dia. Nesta sexta-feira (20), a equipe econômica do governo anunciou uma previsão de deficit de até R$ 170,5 bilhões. Meirelles afirmou que a nova meta foi feita com "parâmetros realistas e próximos aos parâmetros de mercado". Os números serão levados ao Congresso Nacional na semana que vem, e a expectativa é de que o projeto de lei seja votado na terça-feira (24). O deficit da Previdência deve ficar perto de R$ 130 bilhões neste ano e ruma para os R$ 180 bilhões já em 2018. . 

Ofensas na Internet podem resultar em ações judiciais; duas vítimas contam o que sofreram



Da Redação do Jornal O Repórter
Reportagem especial

Utilizar as mídias sociais é uma tendência que não tem mais volta. No entanto, algumas pessoas têm abusado no uso dessas redes e outras tem sofrido com ações difamatórios e inclusão de imagens e comentários indevidos sem autorização. Devido a problemas como esses, tem aumentado na Justiça o número de ações judiciais abertas por pessoas que se sentem prejudicadas pelo que foi divulgado nas mídias sociais. Em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba,  estes tipos de ataques estão se tornando comuns e as pessoas que se sentirem ofendidas com postagens inadequadas devem procurar a Delegacia de Polícia para registrar um boletim de ocorrência, tendo em vista que a maioria destes delitos configuram crimes de calúnia, difamação e injúria. Independente das medidas na esfera criminal, as vítimas ainda podem ingressar com uma ação judicial de reparação de danos junto ao Fórum.
internetDois casos mais recentes aconteceram no município fazendense. Em um deles, um assessor parlamentar de deputado estadual foi “achincalhado” por um facebook falso. O texto dizia que o homem é filho de deputado e que vai ganhar a eleição oferecendo pão com mortadela para os eleitores, entre outras ofensas.
“Jamais escrevia isso, ainda mais numa página pessoal. Mas já oficializamos um boletim de ocorrência na delegacia especializada na tentativa de descobrir a autoria. Essa pessoa, quem quer que seja, vai ter que pagar por esta irresponsabilidade”, comentou Thiago Roberto, citado pelo fake. “Minha verdadeira página no face tem postagens sérias e jamais iria brincar com as pessoas”, comenta. Ele ainda relata que recebe mensagens frequentes pelo “WhatsApp”, com ameaças de morte. “Tem número de pessoas que foram a óbito e estranhamente estas mensagens estão chegando em meu aparelho”, reclama Thiago.
Em outro caso, um conhecido advogado público da cidade, teve seu nome exposto por um internauta que mantém uma página na rede social, afirmando que o profissional teria realizado estudos às custas da prefeitura. Nesse caso, o primeiro erro foi afirmar que tudo foi financiado pela prefeitura, sendo que o mesmo sequer existe vínculo do profissional com o Executivo. “Eu não sou servidor público da Prefeitura. Pedi licença do meu trabalho na forma da lei, isso foi amplamente divulgado e arquei com todos os gastos do meu estudo por conta própria, a custa do meu esforço.”
Essa situação repercutiu muito na rede social, pois antes do ofendido saber do ocorrido e conseguir se manifestar, muitas pessoas que não tomaram o cuidado de averiguar se o caso era verdade, já tinham publicado várias ofensas a vítima. “Simplesmente veio uma pessoa que não me conhece e fez uma publicação para milhares de membros de um grupo no Facebook sem indicar suas fontes e sem sequer tomar o cuidado de averiguar os fatos antes de me ofender”, disse o profissional, que já estaria tomando as medidas judiciais cabíveis. Porém no decorrer dessa postagem começaram a surgir vários depoimentos a favor do ofendido, comprovando que de fato não havia ocorrido qualquer ilegalidade, desmentindo as insinuações realizadas pelo autor da postagem.
Mesmo assim o autor da ofensa não se retratou e como o efeito esperado naquela postagem se reverteu contra ele, então excluiu totalmente aquela publicação, porém realizou uma nova em seguida, voltando a denegrir o ofendido, distorcendo o uso da liberdade de expressão, difamando gravemente os clientes da empresa para o qual diz trabalhar e se passando por pessoa honesta, vítima da sociedade, sendo que na verdade esse mesmo indivíduo já foi inclusive preso pela polícia e ainda possui passagens policiais por outros crimes.
“O dano na verdade é irreparável, pois a notícia alcançou milhares de pessoas e outras tantas dezenas que foram enganadas a acreditar que aquela notícia era verdade e passaram a me denegrir também. Lutei muito para conseguir estudar e é injusto alguém veicular notícias falsas sobre isso para querer se promover, dar mídia a sua página no Facebook ou querer atingir outras pessoas ligadas a mim”.
Para situações como essas, a legislação brasileira, por um lado protege a liberdade de expressão de opinião mas, por outro lado também, responsabiliza seus autores pelas consequências do mal uso dessa liberdade. Ou seja, as pessoas são livres para se expressar, mas também são responsáveis pelo que dizem e pela maneira que a informam. Isso vale tanto para a vida real quanto para o mundo virtual. Mensagens que acusam implícita ou explicitamente pessoas sem ter provas de que isso ocorreu, são criminosas e pela lei, seus autores devem arcar com os danos morais causados na imagem e honra dos ofendidos. Por isso que é proibido, por lei, manifestações anônimas, para que no caso de alguém se sentir ofendido, que o ofensor possa ser identificado e responsabilizado. Como muitas ofensas são feitas covardemente por perfis falsos nas redes sociais, torna-se mais difícil a identificação destes criminosos, pois praticamente só a polícia e os experts em informática que conseguem identificar quem são. Este é o verdadeiro motivo de se combater e denunciar os perfis falsos, os denominados “fakes”, cuja palavra vem do inglês e significa “impostor, falso, falsificado”.
Delegacia especializada apura apurar falsas acusações
Os delitos realizados pelo meio virtual cresceu tanto ultimamente que os Estados passaram a criar Delegacias especializadas nos então denominados “crimes cibernéticos” e no Paraná já existe na Polícia Civil a NUCIBER – Núcleo de Combate aos Ciber Crimes – localizada no centro de Curitiba. A lei brasileira está incorporando cada vez mais normas para a proteção dos cidadãos face a ataques via internet, como é o caso do Art. 154-A que foi acrescentado no Código Penal em 2012 e que define como crime “Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita” cuja pena vai de detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.
O que muitas vezes os usuários não se dão conta é que depois de realizado uma postagem na internet, especialmente nas redes sociais, essa informação pode ser acessada por uma infinidade de pessoas. Deve-se evitar falar mal do colega de trabalho, fazer piadas com o chefe ou publicar fotografias em situação vexatória em redes sociais. Tudo isso pode virar evidência em um processo judicial. Empregados e empregadores podem ser responsabilizados e punidos por postagens em redes sociais. Enfim, a partir do momento que é publicado algo em redes sociais é expressado a opinião do autor e ele é responsável por todas as consequências disso.

Satélite identifica mancha de óleo perto do local do acidente da EgyptAir


estadao_conteudo_cor-1-2-1200x255-1-200x43-4-5-1-1-1-3-1-3

A Agência Espacial Europeia (ESA) identificou uma mancha de óleo no local em que se acredita ter caído o avião da EgyptAir, que voava de Paris ao Cairo quando perdeu contato com os controladores de tráfego aéreo.
egipity
Foto: Reprodução CNN
De acordo com a agência, a mancha tem quase 2 quilômetros de extensão e está a cerca de 40 quilômetros da última localização conhecida do voo. Não há certeza de que a mancha está diretamente associada ao acidente ocorrido na madrugada de ontem
“Desde que o avião desapareceu, a agência e outros especialistas têm revirado os dados dos satélites para tentar encontrar algum indício de destroços”, disse a ESA.
A primeira imagem registrada pelo satélite Sentinel-1A foi feita às 18h no horário de Paris (13h, no horário de Brasília). Um segundo registro feito no início desta sexta-feira mostrou que a mancha havia se deslocado quase 5 quilômetros. Fonte: Dow Jones Newswires.

UFC gera R$ 45 milhões para a economia de Curitiba com gasto médio de até R$ 681 por pessoa


Da SMCS

A vinda do Ultimate Fighting Championship (UFC) serviu para comprovar que Curitiba está preparada parar comportar eventos de porte nacional e internacional. A primeira prova de fogo ocorreu há dois anos, em 2014, quando a capital paranaense sediou quatro jogos da Copa do Mundo do Brasil e teve uma avaliação bastante positiva por parte da FIFA e do Comitê Organizador Local (COL) – organizadores daquele evento.
ufccuritiba
Foto: Buda Mendes/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images/Divulgação UFC
O megaevento de lutas passou por Curitiba e também fez história. Foi o maior espetáculo já promovido pela franquia UFC no Brasil – a Arena da Baixada comportou 45,2 mil espectadores – e o terceiro em média de público em todo mundo, atrás dos eventos realizados em Melbourne (Austrália/2015) e em Toronto (Canadá/2011). Com essa presença de público, a cidade ganhou com a realização do espetáculo de artes marciais mistas. Durante a passagem pela capital, o UFC causou um impacto financeiro estimado em R$ 45 milhões, sendo R$ 22 milhões de forma direta e R$ 23 milhões de forma indireta. Isso sem levar em conta a exposição em mídia da cidade, que somente no sistema pay per view tem alcance mundial.
“Curitiba demonstrou mais uma vez que está pronta para grandes eventos e está de braços abertos para recebê-los. Estamos colhendo os frutos de tudo aquilo que foi investido para a realização da Copa do Mundo. As obras de mobilidade para chegada e saída da cidade, acesso ao estádio, recinto multi-eventos, aeroporto que sempre é muito bem avaliado pelos usuários. É o legado da Copa que está aparecendo”, afirmou o presidente do Instituto Municipal de Turismo (Ctur), Caíque Ferrante.
Uma amostra do impacto do UFC no Município já foi conhecida antes mesmo das lutas. No dia anterior aos combates, 15 mil pessoas compareceram ao estádio para acompanhar a pesagem oficial dos atletas. A entrada foi a doação de uma lata de leite em pó. A quantidade arrecadada foi repassada ao Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC), que atende mais de 600 instituições sociais da cidade.
Diante da necessidade de se obter dados mais conclusivos sobre os grandes eventos na cidade foi solicitada pelo Ctur uma pesquisa de impacto econômico do UFC em Curitiba que foi realizada pelo Observatório de Turismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Observatório de Turismo da Universidade Federal Fluminense (RJ). A iniciativa contou com o apoio do Seha (Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação), Abrasel-Paraná, Curitiba Convention and Visitors Bureau (CCVB) e Paraná Turismo.
O coordenador da pesquisa, professor José Manoel Gândara, explicou que foram entrevistadas 811 pessoas na entrada da Arena que deveriam responder perguntas relacionadas a três tópicos: perfil, gastos na cidade e satisfação. Do total de entrevistados, 349 eram residentes em Curitiba ou região metropolitana e 462 visitantes. Dos visitantes, 385 eram turistas e 77 excursionistas (pessoas que não dormem na cidade).
A tabulação dos dados levou em conta apenas as respostas dos visitantes e os resultados foram muito bons para Curitiba. Do público geral, que lotou as dependências da Arena, 19.155 pessoas eram turistas, sendo 97,4 % de brasileiros vindos principalmente do interior do Paraná, seguidos de paulistas e catarinenses. Mas foi um evento nacional, com presença de visitantes de 22 estados brasileiros e também do Distrito Federal. Entre os estrangeiros, a presença mais forte de paraguaios, seguidos de espanhóis e chilenos.
O turista brasileiro gastou em média, por dia, R$ 352, enquanto o estrangeiro, R$ 681,64. O tempo de permanência médio foi de três dias na cidade. “Neste aspecto, a pesagem dos atletas, que aconteceu um dia antes da luta, ajudou bastante na permanência dos turistas”, explicou Gândara. Ainda segundo o professor, os gastos dos turistas em Curitiba foram considerados muito bons, quando comparados com outros eventos que utilizaram a mesma metodologia de pesquisa. “Os gastos foram similares ao do turista que esteve na Copa do Mundo no Rio de Janeiro e três vezes superiores à média de quem esteve no Rock in Rio 2013”, comentou.
Os gastos se justificam pelo alto poder aquisitivo do turista que esteve na Arena. Mais da metade afirmou ter renda familiar superior a R$ 5 mil: 32,1% mais de R$ 8.881,00 ; 11,7% superior a R$ 7.041 e 13,8% superior a R$ 5,2 mil.
Agradável
As avaliações dos turistas também foram extremamente positivas para Curitiba: 98,5% dos entrevistados afirmaram que recomendariam a visita à cidade para um evento de UFC e a percepção global do visitante, em relação a Curitiba e ao evento, ganhou nota 9,24 de 10 pontos possíveis. “Curitiba tem vantagens em relação a outros destinos. Hotéis com qualidade e bons preços, restaurantes e bares bastante acessíveis e o estádio multieventos bem localizado. A cidade tem estrutura tanto de mobilidade quanto de serviços e tem uma reputação muito boa. Ou seja, Curitiba tem uma marca positiva para atrair eventos”, concluiu Gândara.
Outros números bastante animadores para o Município são que 35,5% dos visitantes no evento estiveram pela primeira vez em Curitiba e 29,8% já vieram a cidade mais de 10 vezes. Isso representa que a capital atraiu um público novo e que gostou do que viu, e também que as pessoas que estiveram em Curitiba gostam tanto do que veem que retornam diversas vezes. Ótimo para o turismo da cidade.
A presença de turistas durante o final de semana do UFC foi confirmada pelo movimento da Linha Turismo. A media diária, no final de semana, é de 1,5 mil embarques. Na sexta (13) foram computados 1.561 embarques; sábado (14), 3.511 embarques e no 2.513 no domingo (15). “O movimento foi tão grande que tivemos que ampliar o número de ônibus da Linha Turismo. A Urbs teve que colocar 18 ônibus para o atendimento aos visitantes, sendo que o normal são oito ônibus para fazer o trajeto”, afirmou Ferrante.
A única grande reclamação dos visitantes foi quanto ao valor cobrado pelos estacionamentos ao redor da Arena, que chegou a R$ 150.

Motorista perde controle de carro e morre após ser jogado do veículo na 277


Por Luiz Henrique de Oliveira
(Fotos: Colaboração)

Um grave acidente deixou um motorista morto na BR-277 no bairro Orleans, em Curitiba, por volta das 12h30 desta sexta-feira (20). O condutor de um Fiat Palio saiu da pista, bateu contra um muro e morreu ao ser ejetado do veículo. A vítima foi identificada como Rogério Luiz Ribeiro da Silva, de 32 anos.
acidente 2
Corpo de motorista foi jogado para fora do veículo
O acidente aconteceu na pista sentido Campo Largo, em frente à balada Sistema X, entre os viadutos da Av. Vereador Toaldo Túlio e do Contorno Norte. Pela forma em que o corpo foi localizado, existe a possibilidade da vítima estar dirigindo sem o cinto de segurança.
“O ponteiro do carro travou em 130 km/h e a batida foi forte contra a mureta. Provavelmente, ele não usava cinto de segurança”, descreveu à Banda B uma  testemunha do acidente.
O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML).