GIM FALOU ao MP



Após idas e vindas na negociação com o Ministério Público, a delação de Gim Argello vai sair.
Ele vai implodir a chamada "igrejinha" do PMDB.

A GRAVAÇÃO QUE VAI DERRUBAR RENAN



O Antagonista soube que Gim Argello gravou Renan Calheiros antes de ser preso e entregou tudo ao Ministério Público Federal.
Teori Zavascki vai tomar alguma providência?

A verdade sobre o processo do vereador Oliveira que mesmo cassado pelo STJ, ainda “suspira” na Câmara de vereadores de Colombo


Foto: Blog Ivan de ColomboFoto: Blog Ivan de Colombo
O vereador Oliveira da Ambulância(PTB),entra para a história negativa da politica colombense por responder 3 processos de cassação, sendo um em cada mandato, até agora absolvido em dois e um terceiro que ainda não foi concluído. É a terceira vez que o vereador passa por um processo de cassação, tendo sido absolvido as outras vezes no plenário( Em 2007, foi acusado de acorrentar e espancar o enteado, então com 9 anos. Em 2011, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) o acusou de ficar com parte dos salários de assessores da Câmara, quando também foi preso).  O Blog Ivan de Colombo foi ouvir especialistas e as informações abaixo é a verdade dos fatos.
Antes uma pergunta !
“Alguém pode explicar em que pé que esta o processo do Oliveira no STF?  Será que já houve o Trânsito em Julgado, se houve, quando se dará o inicio do cumprimento da pena? Ainda, alguém sabe se a sentença condenou a perda do mandato?”. 
Eu explico
cassadoOliveira respondia o processo no Tribunal de Justiça do Paraná,  onde já saiu  a  sentença de 1º grau condenando o  vereador Joaquim Gonçalves de Oliveira com a perda do  mandato e 3 anos de reclusão.
O vereador recorreu da sentença no STJ em Brasilia, onde  teve o recurso negado e a condenação foi confirmado em 2º grau pelo STF.  O processo dele esta na Vara de Execuções penais, ou seja, vai dar inicio ao cumprimento da pena”. O que falta é só os vereadores deliberarem sobre a sentença que o condenou a perda do mandato. Se existe alguém que acha que ele vai para a cadeia, pode tirar o cavalinho da chuva, pois irá prestar serviços a comunidade….

“Se a Câmara ainda não recebeu oficio do Fórum, em breve receberão, informando o trânsito em julgado, bem como informando a perda do mandato”.

Processo na Câmara de Vereadores.
Não estou criticando e nem defendendo a Câmara Municipal, apenas acho desnecessário tamanho desgaste por aluguem que já foi condenado. Entendo também que a a Câmara precisa dar uma resposta a sociedade, e por isso, enquanto não forem notificados pela justiça, é legal que  faltando 6 meses para o fim de mandato do vereador, a Câmara receba mais um pedido de cassação protocolado pelo vereador Givanildo da Silva, alegando quebra do decoro parlamentar. O decreto legislativo  foi apresentado no plenário da Câmara de Colombo em 27 de abril, depois de tramitar pelo Conselho de Ética e pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa( Oliveira foi preso em flagrante, em novembro de 2015, pela Polícia Civil, suspeito de estelionato, quando tentava trocar cheques com um comerciante de Curitiba. Segundo os policiais, os cheques eram fraudados).
O que diz a Lei sobre o parlamentar já julgado…
“O vereador, condenado criminalmente, perde o mandato, independentemente de deliberação da Câmara Municipal, como consequência da suspensão de seus direitos políticos, que é efeito automático da condenação transitada em julgado, independentemente da pena aplicada ser restritiva de direitos ou privativa de liberdade, impondo-se seja comunicado o TRE sobre a condenação. O Juiz Eleitoral, que após ser comunicado pelo Juízo criminal sobre condenação criminal, deve dar ciência à Câmara Municipal para os trâmites legais”.
Foto: BIC
Foto: BIC
Enquanto isso no processo interno..
Em sessão extraordinária no dia 02 de maio, o vereador teve o processo por quebra de decoro parlamentar votado, após a leitura o  Projeto de Decreto Legislativo 091/2016, que tratou da perda de mandato do vereador, ocorreu a votação. Dos 21 vereadores, 19 compareceram, estando ausente o próprio Oliveira da Ambulância e Renato Lunardon, ausente por problemas de saúde. Por 18 votos a 1 os vereadores decidiram pela sua cassação e perda de mandato por 8 anos.
 A  defesa do vereador disse que iria recorrer da sentença, alegando que Oliveira  é vítima de “armação política” e que o ato praticado pelo vereador não constitui nenhuma infração à ética e ao decoro parlamentar, preferindo inclusive abrir mão de fazer a defesa em plenário.
estefano (2)
Na sessão ordinária de 17 de maio, primeiro suplente, Estefano Polichuk (PTB), tomou posse como vereador da Câmara de Colombo, ocupando o posto deixado pelo vereador Oliveira da Ambulância.
Foto: BIC
Foto: BIC
Na manhã de quinta-feira(19/5) a  Câmara de vereadores de Colombo, foi notificada oficialmente  sobre a decisão do Juiz da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Colombo, que concede a liminar determinando a suspensão do Decreto Legislativo e a reposição do cargo ao vereador cassado Oliveira da Ambulância. Caso a liminar não seja cassada, o vereador volta na próxima terça-feira a ocupar a sua cadeira até a Câmara ser informada pela sua condenação no TJ, lembrando que não existe mais recursos, apenas o cumprimento da pena.
Capitulo Final do caso Oliveira da Ambulância.
“O que ainda falta é a intimação dele para dar inicio ao cumprimento da pena.  O processo já teve o Trânsito em Julgado,  a pergunta é : o que os vereadores estão  esperando para solicitarem orientações do juízo eleitoral ?Uma coisa é certa , Estefano é de fato e direito vereador de Colombo.
Só para finalizar…    O que irá acontecer até a próxima sessão ????
Esse caso Oliveira da Ambulância já acabou em Colombo, pelo menos até 2024.  Nesse blog não tocaremos mais no caso.

Fonte: Blog Ivan de Colombo

Advogado-geral da União pede varredura em seu gabinete


Fábio Medina ocupa sala que era utilizada pelo ex-ministro José Eduardo Cardozo

MURILO RAMOS
22/05/2016 - 10h00 - Atualizado 22/05/2016 10h00
O novo advogado-geral da União Fábio Medina (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)
O novo advogado-geral da União, Fábio Medina, pediu para os militares do Planalto fazerem uma varredura atrás de grampos e escutas em seu gabinete, que pertenceu a José Eduardo Cardozo.

STJ decide que prostitutas podem cobrar em juízo por serviço


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Lauro Jardim O Globo
O STJ reconheceu na terça-feira passada a proteção jurídica a prostitutas, que passam a ter direito a cobrar em juízo o pagamento por seus serviços. O Tribunal concedeu um habeas corpus a uma garota de programa acusada de roubo. Ela tomou um cordão folheado a ouro de um cliente que se recusou a pagar R$ 15 pelo serviço.
Em vez de roubo, a prostituta foi enquadrada no crime de exercício arbitrário das próprias razões. A pena máxima, nesse caso, é de um mês de prisão. O relator, ministro Rogerio Schietti Cruz, afirmou no voto que a categoria foi incluída no Código Brasileiro de Ocupações de 2002, do Ministério do Trabalho, o que torna a profissão lícita.

Temer financiou Requião com dinheiro de empresas investigadas na Lava Jato


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O senador Roberto Requião (PMDB) foi maior beneficiário das doações da campanha de Michel Temer para a vice-presidência na chapa de Dilma Rousseff que recebeu R$ 4,7 milhões de duas empreiteiras envolvidas no escândalo da Operação Lava Jato: OAS e Andrade Gutierrez. Em 2014, os maiores repasses de Temer foram R$ 1,2 milhão para Requião (candidato derrotado ao governo do Paraná), R$ 1,1 milhão a Iris Rezende (postulante derrotado ao governo de Goiás) e R$ 900 mil a Confucio Moura (candidato eleito no governo de Rondônia). OS três são do PMDB. Ao todo, a campanha do vice-presidente repassou R$ 16,5 milhões a 76 candidatos a vários cargos e a oito diretórios regionais do PMDB. Com informações de Carlos Madeiro no UOL.
As doações declaradas de empresas para campanhas não são ilegais. Mas a chapa Dilma/Temer é alvo de quatro processos no TSE que pedem a cassação do mandato por crimes eleitorais. Movidas pelo PSDB, as ações citam, entre os argumentos, as doações das empreiteiras envolvidas na Lava Jato como “abuso de poder econômico”. Os advogados de Temer, porém, pedem a separação das contas e alegam que o vice-presidente geriu os próprios recursos na campanha.
Além das doações por meio da conta aberta para a campanha, Temer fez outras duas doações com recursos próprios no valor de R$ 50 mil cada uma. Por essas doações, foi condenado, em segunda instância, no último dia 3 de maio, e pode se tornar inelegível por oito anos. Também terá de pagar multa de R$ 80 mil.
Ele ainda pode recorrer da decisão. A condenação ocorreu porque as doações excederam 10% de seu patrimônio declarado na eleição de 2014, que foi de R$ 839.924,46.
As prestações de contas separadas dos recursos próprios de Temer e os de campanha existem porque, pela lei eleitoral, é obrigatória a abertura de uma conta específica para movimentações financeiras de campanha diferente da conta pessoal.
Doações
Em 2014, a campanha de Temer repassou R$ 11,9 milhões a 76 candidatos diferentes de cinco partidos: PT, PSD, PMDB, PCdoB e PDT. Desse total, R$ 3,3 milhões foram doados pela OAS.
Entre os cargos legislativos, R$ 900 mil foram para José Maranhão (eleito senador pela Paraíba) e R$ 814 mil para Dario Berger (eleito deputado federal por Santa Catarina). Há também doações à campanha a deputado federal do Rio Grande do Sul de Osmar Terra (R$ 300 mil), que foi nomeado ministro do Desenvolvimento. Todos também são peemedebistas.
Para comitês e diretórios estaduais, Temer doou R$ 4,6 milhões, sendo que R$ 1,3 milhão teve a OAS como origem do dinheiro e R$ 100 mil vieram da Andrade Gutierrez. Os maiores beneficiários foram os comitês estaduais do PMDB do Pará(R$ 1,1 milhão), do Rio Grande do Norte (R$ 1 milhão), de Sergipe (R$ 1 milhão) e de São Paulo (R$ 960 mil).
Na prestação de contas dos gastos de Temer em campanha –feita em conjunto com a prestação de Dilma–, aparecem doações feitas à campanha dele pelo Diretório Nacional do PMDB no valor de R$ 9,6 milhões. Desses, a Andrade Gutierrez aparece como doadora de R$ 1 milhão. O valor teria sido usado para pagar despesas de campanha como viagens, hospedagens, alimentação, prestação de serviços e produção de material de divulgação.

A 133 dias das eleições


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Mary Zaidan
Daqui a exatos 133 dias os brasileiros vão às urnas escolher prefeitos e vereadores das 5.570 cidades do país. Mas, ainda que seja o pleito de maior proximidade entre o eleitor e o eleito, a disputa municipal está bem longe de despertar emoções. Perde feio para a crise econômica, política e moral, para o desemprego e a corrupção. E seu calendário mistura-se ao de votação, pelo Senado, do destino da presidente afastada Dilma Rousseff.
Motivo adicional para que, contrariando a regra, as questões nacionais tendam a suplantar o debate local pelo menos nas capitais e nos municípios com mais de 200 mil habitantes. Essa é a aposta das maiores siglas partidárias.
O recordista PMDB, que em 2012 elegeu 1.015 prefeitos e quase 8 mil vereadores, crê que a assunção de Michel Temer à presidência, ainda que em caráter temporário, dá ao partido chances de multiplicar a sua presença não só em cidades de pequeno e médio porte, mas também nas capitais. Terá candidatos em quase todas elas e joga suas fichas na ex-petista e neo-peemedebista Marta Suplicy.
Se Temer for bem, o partido, com seus 2,4 milhões de filiados, arrebenta a boca do balão. Se não, volta-se para o discurso municipalista que tem garantido o êxito da legenda há anos.
Desprezada pelo PSDB de Geraldo Alckmin, que atuou nas prévias em favor de João Dória, impondo um candidato sem qualquer tradição na política, a cidade de São Paulo é crucial para o PT. Em resolução aprovada em 17 de maio, o Diretório Nacional do partido afirma que concentrará forças na árdua tarefa de reeleger Fernando Haddad, rejeitado por 56% dos paulistanos de acordo com pesquisa Ibope de janeiro deste ano.
No documento, o PT até fala da importância de se ter programas locais, mas quer mesmo é que as campanhas municipais sejam usadas para denunciar o “golpe” engendrado pela “direita” e pela “mídia monopolizada”. Vai continuar batendo nessa tecla à exaustão, tática sujeita a resultados antagônicos: ou cola ou enche de vez a paciência do freguês.
As dificuldades do PT são gigantescas. O partido, com 1,58 milhão de filiados, perdeu militância e quase 15% dos 630 prefeitos que elegeu em 2012. E, ainda que tenha obtido algum espaço com a cantilena de “golpe” contra a presidente Dilma e do governo “ilegítimo” de Temer, jamais conseguirá explicar nem aos mais cegos e fiéis seguidores por que se atirou na lama da corrupção.
A Lava-Jato não só escancarou as relações indecentes do partido com o “grande capital” – que o PT escorraça de público e adula no particular -, mas chegou perigosa e ameaçadoramente perto do chefe supremo Lula, investigado em Brasília, São Paulo e, em breve, pela equipe de Curitiba. Algo constrangedor e improducente para os palanques que lulistas juram que ele frequentará durante a campanha.
As investigações também são o ponto frágil do PMDB, que tem líderes como o ministro Romero Jucá e o presidente do Senado, Renan Calheiros, além do inimigo público nº 1, Eduardo Cunha, envolvidos em escândalos. Batem forte no PP, que em 2012 elegeu nada menos do que 474 prefeitos, e cutucam o passado do PSDB, legenda com quase 700 prefeitos eleitos e mais de 50 arrebanhados nos dois últimos anos.
Mas nada é tão avassalador quanto a economia. É ela que dita o humor do eleitor.
Ainda que a devastação nas contas públicas tenha sido obra do PT, convencer o eleitor será parada dificílima para qualquer um. Até porque não há hipótese de sanar, em poucos meses, um rombo fiscal superior a R$ 170 bilhões, gerar empregos e crescer. Estados e municípios continuarão em colapso. E o espaço para mexer na qualidade dos serviços de que o cidadão mais precisa, como saúde, transportes e segurança, reduzidíssimo.
As eleições municipais deste ano tendem a continuar no fim da fila. Não têm o glamour dos jogos olímpicos que começam em agosto. Muito menos conseguem competir – por maior que sejam as rivalidades entre candidatos locais – com os argumentos inflamados dos pró e anti-Dilma.

À espera de solução sobre multas, motoristas e cobradores definem nesta segunda-feira data de possível greve


Da Redação


O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) realiza, nesta manhã de segunda-feira (23), na Viação Mercês, na capital, a última assembleia para definir a paralisação geral que pode acontecer nesta semana. Em seguida, o Sindimoc fará uma reunião de diretoria para definir a data da greve e o prazo para que o problema seja resolvido pelas partes envolvidas. Com isso, os ônibus vão circular normalmente nesta segunda-feira.
sindimoc
Motoristas e cobradores reclamam da cobrança de multas (Foto: Divulgação Sindimoc)
Para a paralisação, o Sindimoc alega que a Urbanização de Curitiba Sociedade Anônima (URBS S/A) decidiu desarquivar multas indevidas de 2011 e 2012 e enviar às empresas, que já avisaram, oficialmente, que vão repassar a conta aos motoristas e cobradores.
“Tem trabalhador com salário de R$ 1,2 mil e mais de R$ 3 mil em multa abusiva para pagar. Não tem como tolerar isso”, afirma o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Anderson Teixeira.
Notas
Em nota enviada nos últimos dias à Banda B, a Prefeitura de Curitiba afirmou que a Urbs estranha a polêmica envolvendo as multas de 2012. Leia na íntegra:
Tanto o sindicato das empresas de transporte coletivo, quanto a entidade que representa os trabalhadores sabem que as infrações envolvendo motoristas e cobradores podem ser compensadas com medidas saneadoras, tais como reciclagem, treinamento, cursos. Isso já foi feito em 12 mil autos desde 2011.
Além disso, as cobranças feitas pela Urbs agora contemplam cerca de R$ 2,6 milhões, dos quais apenas R$ 58,8 mil envolvem os trabalhadores. Ou seja, cerca de 98% das multas que não foram pagas dizem respeito exclusivamente às empresas. E os 2% de multas que envolvem os trabalhadores podem ser objeto de pedido de regularização via medidas saneadoras.
Setransp
Confira abaixo nota do Sindicato das Empresas de Ônibus (Setransp) sobre o caso:
1. A Urbs avisou as empresas que pretende descontar multas dos anos 2011 e 2012. A maioria delas se refere à atuação de motoristas e cobradores e o valor gira em torno de R$ 2 milhões.
2. As empresas, por meio do Setransp, entraram na Justiça contra essa cobrança e obtiveram liminar determinando que a Urbs suspenda o desconto e apresente documentação em juízo, informando a que se referem tais multas.
3. O Setransp alertou o Sindimoc de que, na hipótese de condenação ao pagamento das referidas multas, aquelas que forem de responsabilidade do pessoal de operação, haverão de ser descontadas de quem de direito.
4. O Setransp lamenta essa situação e espera obter êxito na demanda judicial, a fim de evitar consequências negativas a todos.

A morte do sindicato



Os pelegos da FUP querem impedir que Pedro Parente assuma a Petrobras.
Neste domingo, eles publicaram uma carta aberta pedindo aos conselheiros da estatal a rejeição de seu nome.
Um dirigente da Petrobras enviou a O Antagonista o seguinte comentário:
"Acho muito interessante que eles não tenham levantado um dedo sequer para protestar contra o assalto de que foi vítima a Petrobras nem tampouco contra o elevado número de mortes nas operações.

No ano passado morreram 18 trabalhadores nas operações da Petrobras e suas subsidiárias vítimas de acidentes causados por desleixo e incompetência na administração da segurança do trabalho. O sindicato, que supostamente defenderia trabalhadores, permaneceu em silêncio.

A reação da FUP é semelhante a de artistas com o fim do MinC, agora revogado. São todos rent-seekers, lutando para manter suas boquinhas. Nunca soube de artistas protestando contra o governo petista pelo péssimo estado de conservação da Biblioteca Nacional ou de fechamento de museus por falta de dinheiro para operação, nem tampouco pela má qualidade do conteúdo da TV Brasil".

Médicos se curvam para reverenciar menino que doou seus órgãos na China



Médicos se curvam para referenciar menino que doou seus órgãos.
Coragem e honra na hora da morte: Médicos se curvam para referenciar menino que doou seus órgãos.
Apesar de não ser um evento recente, ele é perpétuo e toca a todos nós, pelo grau de humanidade nele contido.
Gostaríamos que nosso mundo fosse feito só de felicidade, porém a vida eventualmente nos trás eventos contrários a isso.  Um desses eventos infelizes, talvez o pior deles, é sem dúvida a morte.
Alguns encaram a morte com temor e desespero, enquanto outros com coragem e ainda deixam, por incrível que pareça, um pouco de vida e esperança para aqueles que ficam para trás.  E foi exatamente isto que fez um menino de 11 anos na China.
O desejo de Liang Yaoyi em deixar a dádiva da vida para os outros, se realizou no último dia de sua própria vida.  A foto acima mostra médicos se curvando para reverenciar o menino, um talentoso estudante de Shenzhen, na China, que morreu de tumor cerebral.  Sua mãe pode ser vista no fundo da foto, aos prantos.
Liang foi diagnosticado com um tumor, quando tinha 9 anos de idade, logo após ter se mudado para Shenzhen para se unir ao seu irmão e sua irmã, e para estudar na escola primária, relatou o jornal Shanghai Daily.
Antes de falecer, em 6 de junho do ano passado, Liang disse à sua mãe, Li Qun, que queria doar seus órgãos.
“Há muitas pessoas que estão fazendo grandes coisas no mundo”, ele disse. “Eles são notáveis e eu quero ser um menino notável também.”
A CCTV News reportou que Liang também disse que isto seria uma chance para ele ficar “vivo de outra maneira”.
A professora de Liang disse que ele provavelmente soube sobre a doação de órgãos, lendo histórias em livros didáticos na escola.  A mãe de Liang honrou seu desejo e os médicos foram capazes de disponibilizar seus rins e fígado para doação.
Na época, a foto causou uma tempestade na imprensa chinesa e no Reddit, onde os usuários comentaram sobre a grandeza da foto, a coragem e força de Liang e a importância da doação de órgãos, inclusive fazendo com que muitos se registrassem para a doação de órgãos, após saberem do caso.
EAK

Há 15 anos com Temer, marqueteiro do PMDB desponta sob novo governo



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Um dia após a Câmara dos Deputados dar seguimento ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, o marqueteiro Elsinho Mouco, 55, foi às redes sociais.
Publicou uma foto da presidente afastada e de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, descendo aos subsolos do Palácio do Planalto.
"Quem apostou na teimosia, na arrogância e na soberba começa a experimentar a derrota", decretou o publicitário, que trabalha para Michel Temer (PMDB), agora presidente interino, há quase 15 anos.
Divulgação
Elsinho Mouco com Temer
O publicitário Elsinho Mouco orienta Michel Temer durante gravação de propaganda política do PMDB
Para Mouco, era uma vitória. Havia meses que ele criticava a chefe de seu chefe.
"Que feio, Elsinho", esbravejou uma amiga. "O Temer apostou no PT e agora vem como um abutre."
Ele não perdeu o traquejo. "Quantos casamentos você conhece que terminaram em divórcio? Teimosia e arrogância nunca ajudaram o bom cônjuge", rebateu, despedindo-se com "risos" e "beijão".
Um mês depois, na última terça-feira (17), Mouco desembarcava em Brasília com destino ao Palácio do Planalto. Levava consigo a prova do livro de 50 anos do PMDB, celebrados em março, para definir quais imagens da posse e da primeira reunião ministerial incluir.
Com o título "PMDB, o Partido que Muda o Brasil", o livro traz registros fotográficos desde Ulysses Guimarães.
SUSTO
Na ocasião, Mouco ainda se recuperava do susto de ter deixado o bastidor para se tornar, ele próprio, notícia.
Dias antes, o marqueteiro havia criado a polêmica marca do governo Temer –a bandeira do Brasil com o slogan "Ordem e Progresso".
A peça frequentou o noticiário após revelações de que Mouco não tinha contrato com a administração federal e de que a bandeira usada no esboço vigorou durante parte da ditadura militar.
Além disso, a empolgação do filho do presidente interino, Michelzinho, 7, incentivou a escolha.
"Trabalhei e trabalharia de novo sem contrato formal", afirmou o marqueteiro à Folha. "O que pesou é o meu contrato moral com o presidente Michel Temer. O valor aqui é uma relação de muitos anos, o verdadeiro valor de uma amizade."
De estilo conciliador e despojado, Mouco conquistou a confiança de Temer na estrada. Em 2002, sua agência, a Pública Comunicação, então com dois anos de vida, foi contratada para produzir programas eleitorais do PMDB.
Com o orçamento curto, as gravações eram feitas em Sorocaba (SP). Enquanto Mouco dirigia pela rodovia Castello Branco, Temer repassava o texto com o auxiliar.
Em comum, ambos tinham a infância no interior paulista (Temer nasceu em Tietê e Mouco cresceu em São José do Rio Preto) e laços com Orestes Quércia (1938-2010).
Em 1994, o ex-governador de SP disputava a Presidência e seus assessores procuravam alguém capaz de colocar imagens em tecidos.
Quércia se lembrou da alfaiataria que frequentara na década anterior, a Bonaparte. Um dos donos, Elsinho, havia desistido do negócio depois da morte prematura de seu sócio e irmão, Alfredo.
Seria a iniciação de Mouco no mercado publicitário. Quércia ficou em quarto, mas dois anos depois o novato tentava de novo, na campanha (vitoriosa) de Celso Pitta à Prefeitura de São Paulo.
Desde então, tentou eleger Paulo Maluf governador de SP, o general reformado Lino Oviedo presidente do Paraguai, Gabriel Chalita prefeito de SP e Edison Lobão Filho governador do Maranhão.
O marqueteiro venceu uma campanha, a de Jackson Lago (PDT) para o governo do Maranhão, em 2006.
Mouco também criou o texto com o qual o palhaço e deputado Tiririca (PR-SP) anunciou que não desistiria da política, em 2013. "Sem o Tiririca, Brasília mica", gabou-se.
LEALDADE
Colega de profissão, Paulo Vasconcelos diz quase não ter contato com Mouco, mas que preserva uma "boa impressão". "Ele é amigo dos amigos, leal aos clientes", disse.
Desde que a relação seja recíproca. O ex-presidente Fernando Collor, por exemplo, perdeu a estima do marqueteiro e se tornou alvo de críticas públicas. Há quase cinco anos, Mouco diz cobrar R$ 3 milhões na Justiça pela campanha não paga ao governo de Alagoas.
Com Temer, a lealdade tem sido preservada. Em 2005, pediu autorização ao cliente e foi fazer a campanha de 25 anos do PT. É dele o slogan "A estrela no peito e o Brasil no coração".
Na campanha presidencial de 2010, procurou "proteger" Temer, então candidato a vice, "sem atrapalhar" Dilma.
Agora, Mouco defende a legitimidade da posse interina do amigo, mesmo sem pretender, pelo que diz, ocupar função oficial no governo.
"O meu papel continua o mesmo", garante, referindo-se à comunicação do PMDB. 

Empresário disse à PF que aceitou ser laranja de Romero Jucá em rede de TV



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O empresário Geraldo Magela Fernandes da Rocha, 65, declarou à Polícia Federal, em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal, que aceitou atuar como laranja do ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), na abertura e no funcionamento de uma empresa que tinha por objetivo a gestão da TV Caburaí, de Boa Vista (RR).
Segundo Magela, em 1999 ele foi "convidado" por Jucá para assinar, no Senado, um documento de criação da empresa Uyrapuru Comunicações e Publicidade.
"O instrumento particular [de abertura da firma] foi totalmente produzido pelo senador, já estando pronto, faltando somente a assinatura do depoente [Magela]", disse o empresário à PF em novembro de 2013.
Pedro Ladeira - 5.abr.16/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 05-04-2016, 16h00: O senador Romero Jucá (PMDB-RR) fala na tribuna do senado federal. Ele anunciou que está assumindo a presidência do PMDB nacional, pois o presidente Michel Temer está se licenciando para não se envolver nas discussões e troca de acusações sobre o impeachment. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) preside a sessão. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
Romero Jucá (PMDB-RR), senador e ministro do Planejamento, fala na tribuna do Senado Federal
Segundo Magela, além da Uyrapuru, as empresas Rede Caburaí de Comunicações e Societat Participações "sempre pertenceram de fato ao senador Romero Jucá, o qual sempre deteve de fato a autoridade pelos atos de gestão das referidas empresas".
Também ouvido em depoimento na PF, o radialista Ronaldo Naves, 56, afirmou ter trabalhado como gerente operacional da TV entre 2000 e 2001 e que "se reportava a Magela e Jucá" em suas atividades na empresa.
"Jucá efetivamente participava da gestão da TV Caburaí, inclusive com poder de mando, dando a última palavra na administração da mesma", afirmou Naves à PF. Ele contou ainda que Jucá também "participou do acordo para a sua contratação" na TV.
O uso de um laranja para abrir e gerir uma empresa, se confirmado, poderia configurar "crime de falsidade ideológica, por ser Romero Jucá o verdadeiro proprietário gestor da TV Caburaí", segundo petição de agosto de 2014 assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e dirigida ao relator no STF, Gilmar Mendes.
Janot apontou ainda que as denúncias de Magela indicam, em tese, "a possível prática, dentre outros, do crime contra a ordem tributária decorrente da doação da declaração de bens para a empresa Societat Participações, pois nada consta da declaração de bens do parlamentar; crime de apropriação indébita previdenciária, diante da ausência de repasse, à previdência social, das contribuições recolhidas".
Janot também ressaltou que a Constituição veda "aos deputados e senadores, desde a posse, ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público".
O inquérito que investiga Jucá foi aberto em 2010, depois que Magela entregou e-mail à PF narrando sua versão e concedeu entrevista ao site "Congresso em Foco".
Na mensagem entregue à PF, Magela contou que decidiu fazer as denúncias porque descobriu que a empresa registrada em seu nome continuou ativa mesmo após o ano de 2003, quando deixou de gerir a Uyrapuru e a TV após "acordo" com Jucá.
Naquele ano, ele teria sido "substituído por uma tia de Jucá, vinda da Paraíba". No entanto, multas diversas emitidas pela União começaram a ser cobradas em nome de Magela e da empresa. Uma nota técnica da Receita Federal, anexada ao inquérito, indica que a Uyrapuru devia, pelo menos até 2014, um total de R$ 761 mil à União.
Em julho de 2013, o então procurador-geral Roberto Gurgel pediu ao STF autorização para apurar a denúncia e escreveu que os "relatos minuciosos" de Magela estão "em parte confirmados pelos documentos que instruem esses autos".
Em 2014, Mendes negou a quebra do sigilo fiscal do senador. Em outro inquérito no STF, contudo, o ministro Marco Aurélio Mello determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Jucá. A decisão foi noticiada na última sexta (20) e tomada em inquérito que tramita sob segredo de Justiça para apurar denúncia de suposto desvio de recursos na cidade de Cantá (RR).
OUTRO LADO
Em nota enviada à Folha, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou via assessoria que "nunca foi dirigente da empresa referida no processo" que apura uso de laranja na gestão da TV Caburaí, em Boa Vista (RR).
Segundo a assessoria, "há uma disputa entre seu filho Rodrigo Jucá e o empresário Geraldo Magela", sem esclarecer de qual natureza.
Na sexta (20), ao comentar a decisão de Marco Aurélio Mello de quebra de seus sigilos bancário e fiscal, Jucá disse em entrevista que está "muito tranquilo em relação a qualquer investigação".
Também ouvido pela PF no inquérito que trata da TV Caburaí, o publicitário Dimas Fonseca Filho disse que não saberia informar se as empresas pertencem a Jucá.
Ele afirmou que esteve no Senado com Jucá para tratar de assuntos de campanha, mas negou ter participado da reunião que, segundo Magela, selou a criação da Uyrapuru.