Romero Jucá: o ligeirinho caiu rapidinho


Apanhado em uma armadilha, o astuto Romero Jucá é obrigado a deixar um ministério por articular contra a Operação Lava Jato

LEANDRO LOYOLA
27/05/2016 - 20h42 - Atualizado 27/05/2016 20h43
Romero Jucá ostenta o apelido de Ligeirinho. Os que tentam têm dificuldades para acompanhar os passos rápidos do senador do PMDB de Roraima pelos corredores do Senado. Jucá não dá colher de chá. Tão rápido é na movimentação física quanto na política. Astuto, ágil no raciocínio, Jucá articula acordos e manobras a jato. Fareja o fracasso de longe e se esquiva dele – e, melhor, se mexe para o lado vencedor. Funciona assim no Senado há anos. O problema é no Executivo. Nas duas vezes em que foi ministro, Jucá também foi ligeirinho, mas no mau sentido: caiu rapidinho. No primeiro governo Lula, deixou o Ministério da Previdência três meses depois de assumir. Na semana passada, foi o Planejamento, abandonado depois de 12 dias de trabalho. Ligeirinho mesmo. Culpa das acusações – e largas evidências – de envolvimento em casos de corrupção, que teimam em não desgrudar de Jucá desde que ele despontou para os cargos públicos, há quase 30 anos. Coisas assim podem ser carregadas no bolso no compadrio do Legislativo, onde Jucá foi líder de três governos e fundamental a quatro, mas são insustentáveis sob os holofotes do Poder Executivo.
 
Senador Romero Jucá (Foto: Diego Bresani/ÉPOCA)
Jucá, o lépido, caiu na segunda-feira, dia 23, horas depois de o jornal Folha de S.Paulo publicar conversas mantidas por ele com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Sem saber que era gravado por um Machado em busca do benefício da delação premiada para safar-se da prisão, Jucá falou sobre a necessidade de um acordo para brecar a Operação Lava Jato e sobre sua crença de que, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, seria possível esse acerto para livrar a cara dos investigados, uma espécie de concretização do mandamento de Tancredi, o sobrinho do príncipe Fabrizio Salina, em O leopardo, de Tomasi di Lampedusa, de que é necessária uma mudança aparente para manter as coisas como estão. “Tem que mudar o governo para poder estancar essa sangria (a Lava Jato)”, diz. O cenário desejado por Jucá não deu certo. A Lava Jato continua sua trajetória de revelar a corrupção na Petrobras e, em consequência, derrubar políticos suspeitos – tanto que Jucá caiu.

Sérgio Machado, o interlocutor que virou algoz, foi presidente da Transpetro entre 2003 e 2015, quando caiu por causa das descobertas da Lava Jato. Machado fora colocado no cargo pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com quem Jucá toca de ouvido no plenário. No início do governo Lula, Machado devia satisfações a Renan e ao então ministro José Dirceu, do PT. Após a derrocada de Zé pelo mensalão, passou a dar satisfações a Renan e a Jucá. Além do que gravou, Machado tem muito a dizer à força-tarefa da Lava Jato sobre Jucá, de quem foi companheiro no PSDB (“Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...”) e no PMDB. Pode dizer muito também sobre Renan e o PT, afinal foram 12 anos no comando de um braço bilionário da Petrobras.

A Lava Jato pode ser a novidade, mas as acusações não apareceram agora na vida de Jucá. Em 2005, ele foi investigado por um negócio fantástico. Uma de suas empresas, a Frangonorte, ofereceu sete fazendas no Amazonas como garantia para obter um empréstimo de R$ 18 milhões no final da década de 1990. Como sempre acontece com políticos, a empresa de Jucá não buscou dinheiro em um banco privado, mas em uma instituição financeira pública, o Banco da Amazônia (Basa). A Frangonorte recebeu recursos por quatro anos e Jucá usou parte do financiamento para pagar dívidas. Quando levou o calote e foi cumprir o roteiro de executar a garantia dada, tomar as fazendas, o Basa descobriu que as fazendas não existiam. Na campanha de 2010, em Roraima, um colaborador de Jucá jogou um envelope com R$ 100 mil em espécie pela janela do carro ao perceber que era seguido por um carro da Polícia Federal. Disse que recebera o dinheiro de Jucá, que negou. O lobista Geraldo Magela afirmou ser laranja de Jucá em diversos negócios em Roraima.
 
Senador Romero Jucá (Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO)
Jucá é investigado em seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo a abertura de mais um, para investigar a acusação de que Jucá recebeu propina por obras da Usina de Belo Monte, no Pará. A novidade da Lava Jato para Jucá, Sérgio Machado e as dezenas de investigados foi trazer provas contundentes, obtidas com a ajuda de delações premiadas, e à prova de trancamentos em Tribunais Superiores por filigranas jurídicas, como foi a norma por muitos anos. Jucá foi mencionado com propriedade por alguns delatores. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa o citou entre 27 políticos que recebiam propina do petrolão. O empreiteiro Ricardo Pessôa, dono da UTC, disse aos investigadores que costumava jantar com Jucá em São Paulo. Em um desses encontros, em 2014, Jucá fez o mesmo que os colegas de Senado e PMDB, Renan Calheiros e Edison Lobão, haviam feito pouco antes: pediu dinheiro, exatamente R$ 1,5 milhão, para a campanha de seu filho Rodrigo, candidato a vice-­governador de Roraima (a chapa de Rodrigo foi derrotada). O dinheiro viria da participação da UTC em obras de construção da usina nuclear Angra 3. Segundo Pessôa, Jucá mencionou que a propina era referente às obras que a UTC executava na usina nuclear Angra 3 – o setor atômico fora destinado pelo governo petista ao PMDB do Senado, que ali podia cobrar pedágio. Executivos da Andrade Gutierrez também disseram à força-tarefa que Jucá reclamou sua fatia pela mesma obra. Um deles, Flávio Barra, disse que a empreiteira teve de pagar 1% de propina ao senador Edison Lobão, então ministro de Minas e Energia, e que havia uma parte “a ser equalizada” com Jucá. Barra diz que a Andrade deu calote em Jucá.
 
Jucá é investigado em seis inquéritos e a Procuradoria- Geral da República quer abrir mais um, sobre pagamento de propina na Usina de Belo Monte
Horas depois de acertar seu “afastamento” do Ministério do Planejamento por querer parar investigações sobre fatos como esses, Jucá já estava de volta ao figurino de senador. Esteve ao lado do presidente interino, Michel Temer, e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na divulgação das medidas econômicas para tentar retomar a confiança dos investidores e começar a tirar o país do atoleiro. Foi, em seguida, para o Senado, onde ajudou a aprovar as medidas, em uma sessão do Congresso que durou mais de 16 horas. Sem constrangimentos, Jucá subiu à tribuna para se defender. “Não cometi nenhum ato de irregularidade. O presidente Michel Temer pediu que eu continuasse no ministério, mas eu entendi que, para que as coisas sejam esclarecidas e evitar exatamente esse tipo de manifestação atrasada, irresponsável e babaca de algumas pessoas, eu encaminhei (um pedido) ao senhor Rodrigo Janot solicitando informação se na minha fala que foi gravada, a minha revelia, se há algum crime ou alguma imputação de conduta irregular”, disse. “Estou muito tranquilo.” E foi rápido articular mais um pouco.

Lewandowski está surpreso e desapontado



Ricardo Lewandowski comentou com amigos que está surpreso e desapontado com o envolvimento de Antonio Maciel Neto no esquema de pagamento de propina a Fernando Pimentel.
Lewandowski é amigo da família e já foi a encontros na Fazenda São Luiz, em Itu, onde Maciel e a mulher Andréa criam gado Angus.
Andréa é cunhada de Luciano Lewandowski, irmão do presidente do Supremo.
Nas investigações da Acrônimo, fica claro o papel de Antonio Maciel na intermediação de contatos com Bené e Pimentel para o acerto de propina em troca de benefícios tributários para o grupo Caoa, de Carlos Alberto de Oliveira Andrade.

A defesa de Dilma



Lauro Jardim informa que Dilma Rousseff será defendida pelo criminalista Alberto Toron no inquérito que a investiga por obstrução da Justiça, por causa da nomeação de Marcelo Navarro para o STJ - com o objetivo de livrar os empreiteiros da cadeia.
José Eduardo Cardozo, também investigado, será defendido por Pierpaolo Bottini, que também fará a defesa de Aloizio Mercadante.
Cardozo vai coordenar as defesas. O resultado é certo.

Suspeito de participar de estupro coletivo, namorado de vítima presta depoimento no Rio


Lucas (de boné, à direita) é um dos acusados de estuprar jovem de 16 anos
Lucas (de boné, à direita) é um dos acusados de estuprar jovem de 16 anos Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Extra

Suspeito de participar do estupro coletivo de uma jovem de 16 anos na Zona Oeste do Rio, o namorado da adolescente acaba de chegar à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática. Jogador de futebol pelo clube Boavista, de 20 anos, ele chegou acompanhado por um amigo, Raí de Souza, e não quis falar com a imprensa.
Diante das câmeras, o acompanhante do suspeito chegou a brincar que Lucas está “mais famoso do que Dilma” e chegou a acenar para repórteres e fotógrafos.
Segundo a delegada Cristina Bento, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), a vítima prestou depoimento ao órgão, que usou uma metodologia chamada depoimento livre, especificamente empregada para menores de idade, mas afirmou que não podia revelar o conteúdo revelado pela adolescente.
Foto Pablo Jacob / Agencia O GLobo
Foto Pablo Jacob / Agencia O GLobo Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo


A avó da jovem, violentada por 33 homens, revelou que o motivo do crime seria vingança do namorado. De acordo com ela, a menina contou que ele cometeu o crime porque achava que havia sido traído. A menina, de 16 anos, não mora no Morro São João, na Praça Seca, Jacarepaguá, onde foi violentada. Ela frequentava o local por causa do rapaz.
— Nós não conhecíamos esse namorado. Ela nunca o trouxe aqui — conta a vó.
Lucas é um dos acusados de estuprar jovem de 16 anos
Lucas é um dos acusados de estuprar jovem de 16 anos Foto: Reprodução


Estupro coletivo foi divulgado na internet
A vítima de um estupro coletivo já foi ouvida pela polícia, no Rio de Janeiro. Em um vídeo que circula nas redes sociais, a jovem aparece nua e desacordada após uma sessão de estupro. As investigações continuam em andamento na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).
Nas imagens, dois homens exibem a jovem: “Essa aqui, mais de 30 engravidou. Entendeu ou não entendeu?”, diz um dos homens na filmagem.
Os homens também exibem o órgão genital da jovem ainda sagrando. “Olha como que tá (sic). Sangrando. Olha onde o trem passou. Onde o trem bala passou de marreta” , diz o outro agressor, orgulhoso.
O caso ganhou repercussão pelo Twitter após os agressores divulgarem as imagens na internet. Além do vídeo, há pelo menos uma foto de um homem a frente do corpo nu da jovem. O perfil de um dos homens que postaram as imagens foi apagado.

Clube ficou chocaco com suspeita de envolvimento
Gestor do clube, João Paulo Magalhães, afirma que a relação do atleta — conhecido como Luquinhas pelos colegas — com o crime que choca o país é surpreendente para todos os atletas e equipe:
— Ninguém podia esperar isso, é um menino bom, sempre foi um bom garoto. Mas o Boavista espera que qualquer pessoa que tenha participado dessa barbaridade seja condenada com a penalidade máxima.
De acordo com Magalhães, a vítima nunca foi vista nos treinos do time, e Lucas estava de férias desde o fim do Campeonato Carioca. O contrato do meia com o clube ia até o fim do ano e seria renovado, se o jogador continuasse com a mesma performance:
— Ele joga aqui desde os 15 anos, quando foi descoberto pelo ex-jogador Clarence Seedorf.
O departamento jurídico do clube também acompanha as investigações.


Veículos brasileiros terão placa do Mercosul até 2020


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(Foto: Reprodução)

Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou Resolução no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 27, que estabelece o sistema de placas de identificação de veículos no padrão disposto na Resolução Mercosul do Grupo Mercado Comum nº 33/14.
A resolução estabelece o novo modelo de placas para veículos, onde após o registro no órgão ou entidade executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, cada veículo será identificado por placa dianteira e traseira, no padrão estabelecido para o Mercosul.
Segundo o texto, as placas deverão ter fundo branco com a margem superior azul, contendo ao lado esquerdo o logotipo do Mercosul, ao lado direito a bandeira do Brasil e ao centro o nome Brasil. Além disso, as placas passarão a ter sete caracteres alfanuméricos.
A Resolução determina que, até 31 de dezembro de 2020, todos os veículos em circulação deverão possuir placas de identificação no padrão Mercosul.

Advogados de Lula pedirão acesso a ‘suposto depoimento’ de Pedro Corrêa


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A assessoria de imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que os advogados do ex-presidentesolicitarão acesso à delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa. “Diante da evidência de mais um vazamento ilegal, os advogados do ex-presidente Lula vão requerer acesso ao suposto depoimento do réu Pedro Corrêa, para tomar as medidas cabíveis diante de mais uma arbitrariedade contra Lula”, afirmou, o Instituto Lula, em nota.
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(Foto: Divulgação/EBC)
De acordo com reportagem publicada pela revista Veja, em seus depoimentos Corrêa detalhou como era discutida a partilha de cargos no governo do ex-presidente, disse que Lula gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção na Petrobras e descreve um suposto diálogo entre Lula e o ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra sobre um impasse na nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria da estatal. “Não se pode tomar como verdade a palavra de réus confessos, que negociam acusações sem provas em troca de sair da cadeia”, diz Lula.
A assessoria do ex-presidente lembra que o ex-deputado foi condenado a 20 anos por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e diz que para não cumprir a pena “aceitou negociar com o Ministério Público Federal uma narrativa falsa envolvendo o ex-presidente Lula, inventando até mesmo diálogos que teriam ocorrido há 12 anos”.
“É repugnante que policiais e promotores transcrevam essa farsa em documento oficial, num formato claramente direcionado a enxovalhar a honra do ex-presidente Lula e de um dos mais respeitáveis políticos brasileiros, o falecido senador José Eduardo Dutra, que não pode se defender dessa calúnia”, diz a nota.
Segundo a revista, Lula teria pressionado o então presidente da Petrobras para acelerar a nomeação de Paulo Roberto Costa. Corrêa descreve um diálogo entre Lula e Dutra em que o ex-presidente ameaça demitir e trocar os conselheiros da estatal caso o seu indicado não assuma logo a diretoria. Segundo Corrêa, depois que Dutra disse a Lula que não era “tradição” na Petrobras essa troca rápida na diretoria, Lula teria respondido: “Dutra, se fôssemos pensar em tradição na Petrobras, nem você era presidente nem eu era presidente da República”.
De acordo com a assessoria de Lula, “o ex-presidente não participou, não foi conivente e muito menos organizou qualquer tipo de ação ilegal, e os investigadores da Lava Jato sabem disso”.
O ex-presidente também acusa a revista Veja por “mais uma reportagem caluniosa”. Segundo a assessoria de Lula, a publicação “há décadas mente e faz campanha contra o ex-presidente”. “Há mais de dois anos o ex-presidente Lula tem suas contas, impostos, viagens e conversas devassadas e não se encontrou nenhum fato que o associe aos desvios da Petrobras, porque Lula sempre agiu dentro da lei”, diz a nota.
A assessoria de Lula diz ainda que o “Estado de Direito não comporta esse tipo de manipulação, insidiosa e covarde”. “A utilização desse recurso nojento é mais uma evidência de que, após dois anos de investigação, a Lava Jato não encontrou nenhuma prova ou sequer indício de participação de Lula nos desvios da Petrobras, porque o ex-presidente sempre agiu dentro da lei. E por isso apelam a delações mentirosas”, afirma o Instituto Lula.

Polícia Civil conclui inquérito sobre ex-BBB Laércio e entrega ao MP-PR


Redação

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Laércio na delegacia, tentando se esconder da imprensa. Foto: Banda B/Djalma Malaquias

A Polícia Civil concluiu o inquérito do ex-BBB Laércio de Moura, acusado pelo crime de estupro de vulnerável, em Curitiba. O designer tatuador está preso desde o dia 16 de maio e nesta quarta-feira (25) foi entregue ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) o inquérito do caso. A partir de agora, o MP-PR decide se oferece denúncia ou não contra o investigado.
Em menos de dez dias o inquérito foi concluído e entregue à Vara de Infrações Penais Contra Criança e Adolescente. O caso segue sendo mantido em sigilo por envolvimento de adolescente. A Polícia Civil confirmou o fechamento do inquérito.
Laércio está sendo acusado por pedofilia, pornografia infantil e estupro de vulnerável. O crime teria ocorrido em 2012 quando, na época, a menina tinha 13 anos. Atualmente, com 17, ela confirmou o envolvimento com Laércio. Ele está preso preventivamente na Casa de Custódia de Curitiba e divide a cela com outros detentos.

Defesa
A defesa do ex-BBB disse à Banda B que a denúncia é infundada e pode se tratar de uma vingança por parte de um desafeto do ex-BBB. “O Laércio está tranquilo, pois nunca teve contato com a suposta vítima. Iremos tomar todas as medidas cabíveis, mas aparentemente a pessoa que denunciou, citou outra, e pode ser uma retaliação de um desafeto virtual”, disse o advogado Ronaldo Manoel Santiago.

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Adolescente de 15 anos morre em hospital com suspeitas de agressão; marido foi preso


Por Marina Sequinel e Maisy Pires
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Adolescente morreu em hospital de Paranaguá. (Foto: Divulgação/AEN)

Uma adolescente de 15 anos morreu na última quarta-feira (25) no Hospital Regional de Paranaguá, no litoral do estado, com sinais de agressão. Ela havia sido internada com suspeita de meningite, o que foi descartado por exames realizados no local.
Segundo a delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), Maria Nysa Moreira Nanni, as investigações indicam que o principal suspeito da morte da adolescente é o marido dela, um homem de 31 anos, que já foi detido.
“Os exames apontaram diversas lesões no corpo da jovem, além de edema cerebral, mas nenhum sinal de meningite. No decorrer dos trabalhos, descobrimos ainda que tudo apontava para a pessoa que se dizia marido dela”, disse a delegada em entrevista à Rádio Ilha do Mel, de Paranaguá.
A família contou à polícia que a adolescente vivia com o companheiro desde os 11 anos. Aos 13, ela teve um filho com ele. “Nós temos indícios de que esse homem a agredia com frequência, inclusive sexualmente, com a aparência de que eles eram um casal. Foram quatro anos de crime de estupro”, completou a delegada.
De acordo com ela, os familiares disseram ainda que não conseguiram controlar o relacionamento da adolescente com o suspeito, principalmente depois que eles tiveram um filho.
O homem foi preso e encaminhado à delegacia. Ele deve responder por estupro, homicídio decorrente de agressões físicas e maus tratos.

Grave acidente deixa quatro pessoas feridas próximo à rodovia da RMC


Por Marina Sequinel e Flávia Barros
(Fotos: Geziel Silva/Colaboração Banda B)

Um grave acidente entre dois veículos deixou pelo menos quatro pessoas feridas em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta sexta-feira (27). O caso aconteceu na Rua Antônio Gasparin, na continuação da Rodovia da Uva, no bairro Poço Negro.
Segundo o socorrista Geziel Silva, do Corpo de Bombeiros, o Gol amarelo seguia pela rua no sentido interior quando o outro veículo, que estava na frente, freou na pista. “O primeiro automóvel colidiu contra a traseira do segundo. Com o impacto, os quatro ocupantes do veículo de cor clara ficaram feridos”, disse ele em entrevista à Banda B.
No Gol amarelo, sofreram lesões moderadas uma jovem de 28 anos; a mãe dela, de 47; o motorista, um rapaz de 23 anos; e uma criança de seis anos. “Os outros três que estavam no segundo veículo saíram ilesos e não precisaram ser encaminhados”, completou o socorrista.
As vítimas foram levadas ao Hospital Evangélico, sem risco de morte.